MPF pede indenização de R$ 970 milhões por uso ilegal dos dados de usuários de serviços públicos

(Foto: Ilustrativa) – O Ministério Público Federal (MPF) ingressou com ação civil pública contra as empresas Algar Soluções em TIC e Companhia de Tecnologia da Informação e Comunicação do Paraná (CELEPAR) por violação aos direitos de cidadãos que forneceram seus dados pessoais para acesso e utilização de serviços públicos disponibilizados em formato eletrônico naquele estado.

A ação originou-se de fatos ocorridos no dia 23 de setembro deste ano, quando milhares de cidadãos receberam mensagem de texto, via SMS, com conteúdo político-ideológico, tendo por remetente o canal oficial de comunicação do governo do Paraná.

Por meio dos sistemas da Algar, empresa sediada em Uberlândia, no Triângulo Mineiro, 324.818 mensagens foram disparadas, contendo o seguinte teor: “Vai dar Bolsonaro no primeiro turno! Senão, vamos a rua para protestar! Vamos invadir o congresso e o STF! Presidente Bolsonaro conta com todos nos!!” [sic.]. O caso veio a público após diversos cidadãos, irritados tanto com o conteúdo quanto com a ausência de autorização para uso de seus dados pessoais com tal finalidade, reportarem nas redes sociais o recebimento dos SMS.

As mensagens de cunho eleitoral foram enviadas do número “28523”, que é utilizado pela Celepar para comunicações oficiais sobre o andamento de serviços públicos e acessos cadastrais. Parte das mensagens, inclusive, foi disparada para usuários do mecanismo denominado “Paraná Inteligência Artificial-PIÁ”, sistema criado pela Celepar para centralizar o atendimento de mais de 350 serviços públicos.

“Ou seja, criou-se a aparência de que as mensagens teriam sido enviadas pelas entidades de governo, mas o que de fato ocorreu foi o acesso ilegal a uma base de dados extremamente sensíveis, eis que ali estão armazenadas informações individuais, necessárias para atendimento e prestação de diversos serviços públicos, como emissão de certificado de vacinação, pagamento de IPVA, agendamento de atendimentos no Detran, emissão de documentos médicos, além de pagamento de contas de energia elétrica e água”, relata o procurador da República Carlos Bruno Ferreira da Silva, autor da ação.

O procurador explica que, “ante essa diversidade de serviços, a estatal paranaense conta com substanciosa base de dados, viabilizada pela expectativa legítima do usuário de que seus dados encontram-se em segurança, bem como que serão utilizados apenas para acesso aos serviços públicos.

No entanto, 324.818 cidadãos tiveram seus dados utilizados para o recebimento de conteúdo político, ilegal e não autorizado, o que revela não só um incidente de segurança como, repita-se, a utilização indevida dos dados pessoais dos titulares.

Certo é que os fatos revelam lesão direta ao Direito Fundamental da Proteção de Dados dos titulares, seja pela ótica da Lei 13.709/18, chamada Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), seja pela ótica do Código de Defesa do Consumidor e de vários outros diplomas legais”.

Acesso indevido – De acordo com o MPF, a empresa privada Algar foi contratada em 2021 pela Celepar, empresa estatal de comunicação do Paraná, para operacionalizar o envio e recepção de mensagens SMS para a sua base de usuários.

Após o ocorrido, a Algar confirmou a ocorrência de acesso indevido, por um de seus funcionários, a uma parte da sua base informacional, o que, para o MPF, evidencia o estado de vulnerabilidade no qual se encontram milhares de dados pessoais em poder dessas empresas.

A ação relata que, anteriormente ao disparo das mensagens (em 23/09), houve ação preparatória do ilícito, com a criação, dois dias antes (21/09), de novo centro de custos nos sistemas da Algar, após alteração da senha do administrador.

Mesmo com a atribuição atípica do nome “presidente_Bolsonaro_mais_uma_vaz” [sic.], os mecanismos de segurança das requeridas sequer identificaram a anomalia que, dois dias depois, geraria o disparo massivo das mensagens.

“E como os dados pessoais são a representação virtual do indivíduo, o uso inadequado ou inseguro deles impacta diretamente a esfera de direitos dos seus titulares, cuja proteção é garantida atualmente por um arcabouço legislativo, a começar da própria Constituição Federal de 1988, que, por meio da Emenda Constitucional nº 115/22, incluiu no rol de Direitos e Garantias Fundamentais o direito à proteção dos dados pessoais, inclusive nos meios digitais”, afirma Carlos Bruno Ferreira.

A ação cita também o paradigma estabelecido pelo Marco Civil da Internet (Lei n° 12.965/2014), que tem a privacidade como um de seus principais pilares e estabelece importantes limitações às atividades realizadas na internet, e pelo Código de Defesa do Consumidor (Lei 8.078/90), que regulamenta o uso de bancos de dados e cadastros de consumo, serviços de proteção ao crédito e acesso do consumidor às informações existentes nos referidos bancos e suas respectivas fontes.

“Importante destacar que foi em tal contexto regulatório que se deu a edição da Lei Geral de Proteção de Dados (Lei 13.709/18), que conferiu bases legais ao tratamento dos dados pessoais, estabelecendo fundamentos e princípios, mas também os direitos dos titulares desses dados e as sanções decorrentes da inobservância dos deveres de proteção”, lembra o procurador da República.

O artigo 46 da LGPD determina que os agentes de tratamento – aqueles que detêm a posse dos dados – “devem adotar medidas de segurança, técnicas e administrativas, aptas a proteger os dados pessoais de acessos não autorizados e de situações acidentais ou ilícitas de destruição, perda, alteração, comunicação ou qualquer forma de tratamento inadequado ou ilícito”

Contratos em vários estados – Segundo o MPF, no caso do disparo de mensagens feitas pela Algar/Celepar, os dados dos usuários foram tratados em total incompatibilidade com as bases legais permitidas pela legislação, não só expondo indevidamente o conteúdo da base informacional do estado do Paraná, como tratando ilegalmente os dados por meio do envio de mensagem de cunho político e “civilmente hostil”.

“Em acréscimo à gravidade da situação, consta do Boletim de Ocorrência lavrado pela Celepar junto à Polícia Civil que houve disparos em celulares habilitados também no estado de São Paulo, denotando que o prejuízo de segurança pode ser ainda maior”, alerta a ação ao informar que a Algar “possui contratos de prestação de serviços de tecnologia também com outros entes da federação, inclusive com a União. O objeto de tais contratos refere-se em sua maioria à prestação de serviços de comunicação, que pressupõe o compartilhamento de base de dados de proporções imensuráveis”.

Para exemplificar, o MPF diz que consulta ao Portal da Transparência do Governo Federal revelou que, apenas no ano de 2022, a empresa celebrou cinco contratos com a Administração Federal. Em 2021, foram assinados 27 contratos.

Já no Portal da Transparência do Governo de Minas Gerais, há registro de diversos contratos vigentes com a Algar, entre eles, para a prestação de serviço semelhante ao do Paraná [fornecimento de SMS]. Contrato similar também foi celebrado com o governo paulista.

De acordo com o Ministério Público Federal, tais informações revelam o “altíssimo potencial danoso da guarda e tratamento de dados por meio dos mecanismos vulneráveis da requerida. A possibilidade de existência de outros tantos contratos no Brasil, junto a prefeituras e outros estados, incrementa o temor de violação de dados ainda maior do que a evidenciada”.

Retrocesso – A ação destaca que outra grave questão decorrente da falta de segurança revelada pelo ocorrido é o risco de eventual indisponibilidade dos sistemas de dados, o que acarretaria prejuízos à própria prestação dos serviços públicos informatizados.

Além disso, o MPF defende que o desvio de finalidade praticado por Algar e Celepar foge à expectativa individual e coletiva dos titulares de dados, gerando dúvidas até mesmo sobre como a Administração Pública conseguirá garantir o uso seguro dos dados pessoais sob sua guarda.

“O incidente de segurança impactou diretamente os níveis de confiança do cidadão frente ao estado. Os titulares que tiveram seus dados vazados podem, justificadamente, não mais se sentir seguros durante o acesso aos serviços públicos por meios eletrônicos, resultando em possível diminuição da adesão ao sistema e aumento da demanda de atendimento por outras vias, já subutilizadas, como os protocolos presenciais”, afirma o procurador da República.

Lembrando que, nesse sentido, os disparos em massa das mensagens representaram evidente retrocesso social, o MPF ressalta que o teor antidemocrático das mensagens, ao vincular o resultado eleitoral a ações de invasão do Congresso Nacional e STF, também provocou aumento da sensação de insegurança cívica e política.

“A convicção política é aspecto da personalidade especialmente protegido do ponto de vista individual do cidadão. A própria LGPD elenca a convicção política como dado pessoal sensível (artigo 5º, inciso II). Portanto, não é difícil reconhecer o abalo subjetivo de cada cidadão ao ver seu contato pessoal, fornecido ao estado para a estrita finalidade de acesso aos serviços públicos, ser utilizado para o recebimento de mensagem que incitou invasão ao Congresso Nacional e ao STF”, aponta Carlos Bruno Ferreira.

Indenizações individuais – A violação da privacidade do banco de dados levou o MPF a pedir indenização por danos morais individuais no valor total de R$ 974.454.000. “Foram mais de 324 mil pessoas afetadas e o valor individual da indenização ficaria por volta de apenas R$ 3 mil, quantia até inferior ao valor normalmente fixado pela jurisprudência em casos semelhantes”, explica o procurador da República.

A ação também pede que a Justiça Federal condene as duas empresas por danos morais coletivos. No caso, a quantia seria fixada em, no mínimo, 10% da soma dos quantitativos individuais, resultando assim no valor de R$ 97,44 milhões.

Outros pedidos – O MPF pede ainda que as duas empresas sejam obrigadas a contratar, no prazo de cinco dias, equipe técnica independente para a apresentação de relatório técnico, após auditoria em seus sistemas, que expressamente delimite a extensão do dano causado à segurança dos dados.

O objetivo da auditoria será esclarecer se a vulnerabilidade que permitiu o acesso indevido foi devidamente corrigida pela empresa; quais foram os bancos de dados a que tiveram acesso os usuários responsáveis pelo disparo ilegal das mensagens; se houve extração de informações dos arquivos da Algar ou Celepar, e, em caso positivo, quais foram os dados extraídos, e, finalmente, se é possível determinar que a violação de dados colocou em risco os bancos de informações detidos pela Algar por força dos contratos celebrados com outros órgão públicos.

A ação também pede que seja determinado judicialmente às empresas comunicarem o incidente de segurança à Autoridade Nacional de Proteção de Dados, bem como a cada um dos titulares dos dados, com o devido dimensionamento da exposição de que foram vítimas. (Com informações de MPF).

Jornal Folha do Progresso em 21/10/2022/07:49:41

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Cinco pessoas são presas por crime ambiental e porte ilegal de arma de fogo no Pará

Além dos animais e material de caça, grupo também levava quantia de R$ 1.790. (Foto:Divulgação / PRF).

Criminosos levavam animais vivos e mortos oriundos de caça ilegal de Ipixuna do Pará em direção à Santa Maria do Pará

Cinco homens que não tiveram os nomes divulgados foram presos após abordagem da Polícia Rodoviária Federal (PRF) feita na última quarta-feira, 19, no km 229 da BR-010, no município de Ipixuna do Pará. Elas transportavam animais silvestres vivos e mortos, oriundos de caça ilegal, além de armamentos sem a devida documentação.

A fiscalização da PRF aconteceu por volta das 11h46, quando a equipe abordou um veículo Fiat Palio, de cor cinza, ocupado pelo condutor e mais quatro passageiros que seguiam de Ipixuna do Pará com destino à Santa Maria do Pará.

Os policiais identificaram algo no interior do veículo semelhante a uma arma de fogo, por isso, foi solicitado que todos os ocupantes desembarcassem para verificação. Após a busca, foram encontrados diversos produtos de caça, além de animais vivos e mortos, oriundos de caça ilegal.

No total, foram apreendidas quatro armas de fogo, dez armas brancas e 30 munições, além de duas aves da espécie curió, sem qualquer documentação e anilha que comprovasse o registro legal dos animais e dois mamíferos mortos (um macaco e uma capivara). Foram apreendidos também diversos insumos de caça, tais como pólvora, balotes e espoletas, além da quantia de R$ 1.790.

Os cinco homens foram encaminhados à Delegacia de Polícia Civil de Ipixuna do Pará para a realização das medidas cabíveis. Eles foram presos por porte ilegal de arma de fogo de uso permitido e matar, perseguir, caçar, apanhar ou vender espécimes da fauna silvestre. (Com informações O Liberal).

Jornal Folha do Progresso em 20/10/2022/17:52:39

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Casal é preso por esquema que falsificava documentos para emitir cartões de créditos

Casal é preso por esquema que falsificava documentos para emitir cartões de créditos, na Grande Belém (Foto:Ascom/PC).

Casal preso faz parte de um esquema onde dados de pessoas são obtidos para a realização ilegal de compras, utilizando documentos adulterados virtualmente.

Um homem e uma mulher foram presos em flagrante pelos crimes de falsa identidade e falsidade ideológica, em Ananindeua, na Grande Belém.

Eles atuavam em um esquema que emitia cartões de crédito no nome de vítimas. A dupla, então, fazia compras em nomes de terceiros. As informações foram divulgadas nesta quinta-feira (20), pela Polícia Civil.

De acordo com as investigações, o casal preso faz parte de um esquema onde dados de pessoas são obtidos para a realização ilegal de compras, utilizando documentos adulterados virtualmente.

Após monitoramento, a equipe policial flagrou a mulher em posse de diversos cartões em nome de outras pessoas e a mesma confessou o crime, tendo ainda repassado informações de como se dava a prática delituosa. A suspeita informou também que seu companheiro estava envolvido. Com a dupla foram apreendidos aparelhos celulares e diversos cartões de bancos. O material será periciado e anexado ao inquérito policial.

Os suspeitos receberam voz de prisão em flagrante e foram apresentados à autoridade policial para os procedimentos legais. O casal se encontra à disposição do Poder Judiciário. (Com informações do  g1 Pará — Belém).

Jornal Folha do Progresso em 20/10/2022/

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Pará registra três decapitações em oito dias; veja os casos

O primeiro crime do tipo nesse intervalo de tempo aconteceu em Belém, no bairro do Guamá – (Foto:Marcio Nagano / O Liberal) .

Um caso registrado em Altamira, sudoeste do Pará, nesta quinta-feira (20), o terceiro envolvendo decapitação em oito dias no Estado. O primeiro crime do tipo nesse intervalo de tempo aconteceu em Belém, no bairro do Guamá.

O corpo de um jovem foi encontrado decapitado na madrugada do dia 12 de outubro, na esquina entre as passagens João de Deus e Pinheiro. O rapaz não teve identidade nem idade reveladas. Ele apresentava várias lesões pelo corpo, possivelmente provocadas por arma branca.

A Polícia Civil informou que a morte é investigada pela Divisão de Homicídios: “Perícias foram solicitadas no local e diligências estão sendo feitas para apurar motivação e autoria do crime”, afirmou em nota.

Seis dias depois, no dia 18 de outubro, outro corpo foi encontrado sem a cabeça, desta vez no município de Paragominas, sudeste do Pará. Ele foi identificado como sendo de Raimundo Nonato, foi localizado na Rodovia dos Pioneiros.

A motivação e autoria do crime também é desconhecida e seguem investigadas pela Divisão de Homicídios (DH) da 13° seccional de Paragominas.
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Quaisquer informações que possam ajudar na solução do caso podem ser encaminhadas ao Disque Denúncia (181). A ligação é gratuita e pode ser feita de qualquer telefone. Também é possível mandar fotos, vídeos, áudios e localização para a atendente virtual Iara, pelo WhatsApp (91) 98115-9181. Em ambos os casos, não é necessário se identificar. (Com informações do O Liberal).

Jornal Folha do Progresso em 20/10/2022/17:33:08

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Terras indígenas ganham Lei de Proteção Sanitária

(Foto:Reprodução/Agência Brasil) –  A Fundação Nacional do Índio (Funai será responsável pelo planejamento das ações de controle.

O Congresso Nacional publicou hoje (20), no Diário Oficial da União, a lei que renova a obrigação de a União instalar e manter barreiras sanitárias em áreas indígenas para controlar o trânsito de pessoas e de mercadorias a fim de tentar evitar a disseminação da covid-19 entre os moradores destas comunidades.

Medidas de segurança contra a covid-19 específicas para as áreas indígenas vêm sendo renovadas desde outubro de 2020, quando o Palácio do Planalto editou a primeira medida provisória (MP) sobre o assunto, em resposta a cobranças do Ministério Público Federal (MPF), de entidades indígenas e do próprio Congresso Nacional.

A primeira MP nº 1.005/2020 vigorou até 31 de dezembro de 2020, sendo então substituída pela MP nº 1.027, que originou a Lei nº 14.160, de junho de 2021.

Assim como os textos legais anteriores, a Lei nº 14.458, promulgada nesta quarta-feira (19), estabelece que as barreiras sanitárias protetivas devem ser prioritariamente compostas por servidores públicos federais, podendo, a pedido do Ministério da Justiça e Segurança Pública e com o aval de governadores e prefeitos, ser integradas por funcionários públicos dos estados, do Distrito Federal e dos municípios, incluindo militares.

A Fundação Nacional do Índio (Funai) será responsável pelo planejamento e operacionalização das ações de controle das barreiras sanitárias e também por pagar as diárias devidas aos servidores estaduais e municipais cedidos para atender a solicitação de reforço do Ministério da Justiça e Segurança Pública.

A Lei nº 14.458 vigorará até o próximo dia 31 de dezembro e o ministro da Justiça e Segurança Pública poderá editar atos complementares para o cumprimento da mesma.

Segundo o Conselho Indigenista Missionário (Cimi), entidade ligada à Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (Cnbb), até março deste ano, ao menos 1.289 índios morreram em decorrência de complicações da covid-19. (Com informações do Ag. Brasil).

Jornal Folha do Progresso em 20/10/2022/17:20:53

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PF combate comércio de ouro ilegal e lavagem de dinheiro no Pará

(Foto:Reprodução) – A Polícia Federal deflagrou na manhã desta quinta-feira, 20, a operação Gold Rush, com objetivo de investigar um esquema que seria responsável pelo comércio de ouro ilegal e que teria movimentado mais de R$ 300 milhões em 20 estados, sendo um deles o Pará.

São cumpridos 18 mandados de busca e apreensão, expedidos pela 4ª Vara Federal Criminal da Justiça Federal em Roraima, nos estados do Pará, Amazonas, Minas Gerais, Amapá, Rondônia, Roraima e São Paulo. A Justiça ainda determinou o bloqueio de mais de R$ 118 milhões dos suspeitos.

A investigação teve início após policiais federais analisarem Relatório de Inteligência Financeira de um dos suspeitos, preso por tráfico de drogas, e terem identificado uma joalheria de fachada em Roraima, que teria movimentado mais de R$ 200 milhões ao longo de 5 anos.

A empresa seria utilizada para receber valores relativos à venda de ouro ilegal por envolvidos de outros estados e seria operada através de um laranja do líder do esquema.

O ouro comercializado teria origem em garimpos ilegais no estado de Roraima e no contrabando de minério que chegaria da Venezuela.

No último caso, geralmente os suspeitos buscam simular uma origem lícita para o ouro como se o comprassem em pequenas quantidades de migrantes venezuelanos que chegam no Brasil em busca de melhores condição de vida.

Além de empresas de fachada, as investigações também identificaram negócios regulares que teriam feito movimentações suspeitas, como uma empresa que presta serviços de limpeza urbana, mas que teria depositado mais de R$ 3 milhões para o esquema.

Os principais crimes investigados são lavagem de dinheiro, contrabando, extração ilegal de recursos minerais e usurpação de bens da União. A soma das penas para estes crimes pode ultrapassar 20 anos de prisão, além de multa. (Com informações da PF).

Jornal Folha do Progresso em 20/10/2022/

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Suspeito de matar mãe e filha é morto em confronto com a polícia no Pará

Claudecir Sousa, conhecido como “Traça” foi acusado e julgado por envolvimento na morte de Fernanda e Maria Isabely Moura de Oliveira, mãe e filha que foram brutalmente assassinadas no dia 23 de abril de 2019, na área rural de Altamira (Foto:Reprodução/Redes sociais).

O caso ocorreu na noite da última quarta-feira (19), na cidade de Altamira, sudoeste do estado

Dois homens tentaram fugir durante uma abordagem da Polícia Militar, sendo que um deles reagiu, disparando contra os militares, mas acabou sendo atingido pela guarnição que revidou o ataque, resultando na morte do atirador, segundo a narrativa policial. O caso ocorreu na noite da última quarta-feira (19), na cidade de Altamira, sudoeste do Pará.

Claudecir Alexandre de Oliveira Sousa, conhecido como “Traça”, e Ricardo Soares Rodrigues, de 23 anos, são suspeitos de cometer vários crimes na cidade.

Com os suspeitos foram encontrados a motocicleta roubada, uma arma caseira com uma munição deflagrada e mais uma munição de calibre ponto 28 não deflagrada e um simulacro de arma de fogo. Todos os objetos foram encaminhados à Seccional Urbana de Altamira para procedimentos cabíveis.

A intervenção policial aconteceu entre o bairro Mutirão e a Rodovia Magalhães Barata. Tudo começou na rua Dois do bairro Aparecida. Segundo informações da polícia, Claudecir e Ricardo estavam de bicicleta e armados, os dois teriam abordado um homem que estava em uma motocicleta. Durante a ação criminosa, a vítima teve o veículo levado.

Os militares foram acionados e, quando chegaram ao local, foram abordados por outra suposta vítima que também quase teve o veículo roubado pelos assaltantes. Neste momento, a dupla passou na motocicleta que haviam acabado de roubar, e com as características, a guarnição reconheceu os suspeitos.

A dupla tentou fugir pela rodovia Transamazônica, mas em determinado momento se desequilibraram do veículo e caíram. Ainda tentaram fugir a pé. Ricardo entrou em um bar que estava aberto, ele não resistiu à prisão em flagrante.

Já Claudecir, ainda tentou escapar, ele teria disparado contra a guarnição que revidou e acabou sendo atingido. Traça foi encaminhado à Unidade de Pronto Atendimento (UPA), mas não resistiu aos ferimentos e morreu.

De acordo com a polícia, Ricardo teria envolvimento no homicídio de um aluno da Escola Dom Clemente, na época ele era adolescente e teria confessado a participação na morte. Já Claudecir foi acusado e julgado por estar envolvido na morte de Fernanda e Maria Isabely Moura de Oliveira, mãe e filha que foram brutalmente assassinadas no dia 23 de abril de 2019, na área rural de Altamira.

Traça foi acusado de cavar a cova rasa onde foram encontrados os corpos das vítimas e respondia em liberdade por ocultação de cadáver. Os outros envolvidos no crime macabro já foram mortos em no antigo Centro de Recuperação de Altamira. (Com informações do site Confirma Notícia).

Jornal Folha do Progresso em 20/10/2022/16:21:05

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Corpo queimado, sem cabeça e com faca na boca é encontrado em Altamira

(Foto:Reprodução) – Um corpo foi encontrado com sinais de intensa tortura e brutalidade, na manhã desta quinta-feira (20), em Altamira, mesorregião sudoeste do Pará.

Há marcas que indicam que a vítima foi amarrada, espancada, queimada e decapitada. A cabeça foi encontrada bem perto do corpo, com uma faca cravada na boca. Tudo ocorreu numa área de mata, próxima ao antigo presídio do município. O caso é investigado.

O corpo, que ainda não foi identificado, foi encontrado por um agricultor que passava pela estrada, no Ramal Cama de Vara, próximo ao antigo Centro de Recuperação. Ele percebeu o corpo e acionou a Polícia Militar do Pará (PM).

Quando chegou ao local, a PM verificou que o corpo estava carbonizado, com a cabeça decapitada e uma faca cravada na boca. O cadáver também estava com as mãos amarradas para trás.

A Polícia Civil do Pará (PC) abriu inquérito por meio da Delegacia de Homicídios (DH) de Altamira para apurar o crime brutal. Até o momento, a motivação e a autoria do crime ainda não são conhecidas, porém, em nota, a PC acrescenta: “Diligências estão sendo conduzidas para apurar motivação e autoria do crime”.

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Jornal Folha do Progresso em 20/10/2022/16:16:19

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Suspeito de furtos é baleado ao tentar contra a vida de policial em Santarém

(Foto:Reprodução) –  Fábio de Freitas Lima, suspeito de cometer diversos furtos no Residencial Salvação, foi preso pela Polícia Militar na noite de terça-feira(18). Uma das vítimas, flagrou o bandido, na rua Caneleiro, em Santarém.

A vítima ainda correu atrás do suspeito a fim de reaver seu celular modelo Iphone que havia caído no chão durante a fuga, mas foi confrontado pelo meliante que utilizou um pedaço de madeira. A PM foi acionada e realizou diligências na localidade.

O suspeito, ao perceber estar sendo procurado, seguiu para outra residência, onde pegou roupas no varal para se trocar e tentar despistar os homens da lei. Em ato contínuo, já no bairro Alvorada, Fábio de Freitas, foi pego tentando furtar uma máquina de lavar.

Segundo informou a PM, o suspeito fugiu novamente e não atendeu a ordem de parada. Durante o cerco policial, tentou contra a vida de um dos militares utilizando um terçado. Na ocasião, foi necessário o uso de vários disparos de bala de borracha, no entanto, não surtiram efeito.

O indivíduo então foi alvejado no pé com disparo de pistola .40. Após neutralizado, foi algemado e conduzido ao pronto-socorro por uma equipe do Samu, para tratamento médico.

O caso foi registrado como furto ao delegado de plantão Fábio Amaral. (Com informações do O Impacto).

Jornal Folha do Progresso em 20/10/2022/16:11:01

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Com filha no colo, homem é executado com tiro no peito em Parauapebas

(Foto:Reprodução) – Gustavo Mendes Sena foi executado com um tiro no peito na tarde de quarta-feira (19/10) no Bairro Cidade Nova, em Parauapebas, no sudeste do Pará. O crime aconteceu por volta de 15h30 na Rua D, próximo a um cartório, que fica na Rua 8.

Ele estava com a filha de pouco mais de um ano no colo, quando foi alvejado. Gustavo chegou a ser socorrido por uma ambulância do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e levado para o Hospital Municipal de Parauapebas (HMP), mas não resistiu.

De acordo com informações, ele estava parado em uma moto com a filha no colo esperando a esposa dele, que estava junto com outros familiares no cartório. Um homem chegou em um carro, desceu do veículo e atirou no peito dele, que não teve qualquer chance de defesa.

O veículo que o assassino estava seria um Prisma de cor branca e placa OSW-7685. Policiais civis que estavam em uma audiência no Fórum da cidade, que fica próximo do local, realizaram os primeiro procedimentos e chamaram o Samu.

Gustavo foi levado para a emergência do HMP, mas veio a óbito pouco depois. De acordo com os primeiros levantamentos feitos pelos policiais que estavam no local, a vítima estava recebendo ameaça de morte. As motivações das ameaças e do crime já estão sendo apuradas pela Divisão de Homicídios da 20ª Seccional Urbana de Parauapebas. (Com informações do Native News Carajás).

Jornal Folha do Progresso em 20/10/2022/16:06:17

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