Fuga de garimpeiros em terras Yanomami põe em risco reservas indígenas no Pará, alertam especialistas

Garimpo em área da TI Yanomami, em Roraima — Foto: Paulo Zero

Especialistas destacam que saída de garimpeiros de Roraima gera risco de aumento de malária e doenças sexualmente transmissíveis. Principais impactadas são as áreas dos Munduruku e Kayapós, terras preservadas mais atacadas pelo garimpo no Brasil.

Garimpeiro caminha sozinho na região indígena durante a fuga — Foto: AP Photo/Edmar Barros
Garimpeiro caminha sozinho na região indígena durante a fuga — Foto: AP Photo/Edmar Barros

A fuga de garimpeiros da Terra Indígena Yanomami, em Roraima, agrava a situação em terras indígenas no Pará, onde já há forte incidência de garimpo ilegal, alertam especialistas.

Entre os locais apontados como possíveis destinos estão as Terras Indígenas Sai Cinza, Munduruku e Kayapó. As duas últimas são as mais impactadas pela extração irregular em áreas de preservação.

Os garimpeiros que exploram minérios na Terra Indígena (TI) Yanomami fogem do território desde o início de ações do governo Lula (PT) para reprimir a atividade ilegal. Em 20 de janeiro, o Ministério da Saúde decretou emergência na TI.

Na quarta-feira (8), uma força-tarefa do governo federal destruiu um avião, um trator de esteira e estruturas usadas na logística do garimpo.

A estimativa é que ao menos 20 mil garimpeiros estejam ilegalmente na Terra Indígena Yanomami. São pouco mais de 30 mil Yanomami na área que deveria, por lei, ser preservada. No entanto, a comunidade tem sofrido com o avanço do garimpo ilegal, que só em 2022 cresceu 54%.

Dados coletados pelo MapBiomas indicam que 9,3% de toda atividade de garimpo no país, em 2020, ocorreu dentro de áreas indígenas. As Terras Indígenas Kayapó e Mundukuru, ambas no Pará, e a Yanomami, em Roraima, lideram o ranking.

Com Roraima no radar das autoridades e a Aeronáutica no controle do espaço aéreo, garimpeiros fogem de barco, arriscam voos e passam dias em caminhadas por terra para cidades no entorno. Eles seguem rumo a outros lugares conhecidos do garimpo. A 1,2 km da TI Yanomami fica a reserva Mandukuru, a mais próxima dentro do Pará.

Maior pressão em área em conflito

Antropóloga do Instituto Socioambiental (ISA), Luísa Molina atuou por sete anos entre as TIs Mandakaru e Kayapó. Segundo ela, a maior presença de garimpeiros em um local já marcado por disputas agravará os conflitos pelas terras.

“No alto Tapajós, a TI Munduruku fica ligada a um município chamado Jacareacanga e ela ficou no primeiro lugar como munícipio com maior índice de mortes violentas intencionais em 2022. São locais muito conflagrados, e o garimpo movimenta tudo: relações políticas, comerciais, familiares”, afirma ao g1.

Para além das perseguições aos indígenas, Molina cita que o garimpo representa um espaço de circulação intensa de armas, em que há drogas, consumo intenso de álcool e inclui o aliciamento de indígenas, com exploração de trabalho e sexual.

“Tem todo um rol de problemas que acompanham a atividade e que precisam ser tratados de maneira sistêmica. A preocupação é com a intensificação desses impactos que já existem nesses locais”, diz.

No caso específico da Terra Indígena Munduruku, há uma diferença em relação à Terra Yanomami: há conflitos entre os próprios indígenas sobre a questão do garimpo. Parte entende que deve ajudar a extração como meio de sobrevivência, e outra defende impedir a atuação de garimpeiros.

A preocupação é compartilhada por Márcio Astrini, secretário-executivo do Observatório do Clima. O ambientalista avalia que a ação do governo federal em Roraima é pontual e não determina o fim do garimpo ilegal na região.

“Não vai acabar o garimpo só com uma determinação [do governo]. O que podemos ter é: parar por agora [o garimpo], e você pode ter a migração desse garimpo para outras áreas garimpeiras, como a Munduruku. O que vai tornar muito pior o que já está ruim”, afirma.

De acordo com indígenas e pesquisadores, há registro de novos focos de destruição em municípios da região oeste do Pará desde setembro do ano passado, região em que ficam os Munduruku.

Em 2021, a Organização das Nações Unidas condenou ataques de garimpeiros realizados tanto contra o povo Yanomami quando Munduruku.

Garimpo e crise Yanomami

O avanço do garimpo ilegal resultou numa das piores crises sanitárias da história em três décadas de demarcação da Terra Yanomami, a maior reserva indígena do país. Crianças e adultos enfrentam casos severos de desnutrição e malária.

A invasão do garimpo predatório, além de impactar no aumento de doenças no território, causa violência, conflitos armados e devastação ao meio ambiente — com o aumento do desmatamento, poluição de rios devido ao uso do mercúrio, e prejuízos para a caça e a pesca, impactando nos recursos naturais essenciais à sobrevivência dos indígenas na floresta.

A falta de um plano que leve em conta o impacto da fuga de garimpeiros preocupa pelas consequências de saúde, como a proliferação de malária — um dos motivos para a emergência de saúde junto aos Yanomami.

“Pode ser que se tenha um contingente de pessoas que vai para essas áreas, gente que desista do garimpo, mas certamente não existe nenhuma política de recepção dessas pessoas”, diz Astrini, ao se referir às cidades em torno do garimpo.

Sarah Shenker, ativista da ONG Survival International, considera dentro do esperado a saída dos garimpeiros invasores. O coletivo atua junto aos Yanomami em Roraima desde 1992, quando foi criada a Terra Indígena e houve a primeira expulsão de garimpeiros no local.

“Agora é o pior momento desde a demarcação de 1990. É necessário tirar todos os garimpeiros para que haja zero garimpeiros na Terra Yanomami. Não teve nada no nível de agora, com tantos garimpeiros chegando”, afirma.

Ela destaca que os invasores possuem armamento pesado e alianças com o crime organizado. “Então, realmente, é um contexto muito violento.”

Na terça-feira (7), a ministra dos Povo Indígenas, Sônia Guajajara, demonstrou preocupação com a disseminação de doenças com a saída dos garimpeiros ilegais da Terra Yanomami.

Há casos de garimpeiros contaminados por malária, DSTs e outras enfermidades. A preocupação é que, com a saída dos garimpeiros, doenças cheguem às cidades próximas ao território.

O risco de migração deflagrou ações tanto do Ministério Público de Roraima quanto do MPF do Pará. O primeiro informou ao g1 que cobrou das autoridades e do governo de Antonio Denarium (PP) mapeamento da situação e medidas para “mitigar impactos sociais da chegada em massa” de garimpeiros.

Já o Ministério Público Federal do Pará solicitou informações ao governo federal para verificar se houve aumento no tráfego irregular de aviões usados para o garimpo em reservas indígenas desde as ações em Roraima. O órgão aguarda resposta.

Procurado, o governo do Pará disse que “o sistema estadual de segurança está garantindo o monitoramento nas áreas estaduais” para averiguar “se há alguma movimentação ou fluxo de pessoas ligadas a garimpos ilegais saindo de Roraima para o Pará”.

Caso o êxodo seja feito para as Terras Indígenas no Pará, a antropóloga Luísa Molina prevê a necessidade de ação similar à feita junto aos Yanomami, desta vez com os Munduruku.

“Precisa de um trabalho intenso de fiscalização no entorno e em pontos críticos, com forças policiais ali dentro para garantir que os garimpeiros não entrem. Que sejam retirados e não voltem. É o básico do básico. Não sabemos se o Estado vai ter condição de fazer isso como está ocorrendo na Terra Yanomami”, diz.

Prefeitos amenizam risco

Prefeitos de cidades no entorno da Terra Indígena Yanomami dizem não ter identificado ainda aumento na demanda após a fuga de garimpeiros.

É o caso de Alto Alegre, cidade com parte do território dentro da reserva: “[Garimpeiros estão] só de passagem, não temos sentido nenhum impacto em nenhuma das áreas. Não tivemos que abrir posto de saúde, criar força tarefa.

Até agora nenhuma demanda extra e, se surgir, vamos atender”, afirma Pedro Henrique Machado (PSD), prefeito do município.

Prefeita de Mucajaí, Eronides Aparecida Gonçalves (PL), conhecida como Dona Nega, disse que se reuniu com o secretário municipal de saúde para traçar um plano de trabalho.

“Mesmo com todas as dificuldades que enfrentamos na saúde do município por atrasos e débitos por parte do governo do estado, estaremos fazendo a nossa parte”, afirmou.

Prefeito de Iracema, Jairo Ribeiro (MDB) afirmou ao g1 que o município ainda não percebeu nenhum impacto em relação à saída de garimpeiros. Realidade similar à encontrada em Caracaraí, segundo a prefeita Dianiery de Souza Coelho (Solidariedade), que diz estar “em alerta” para realizar ações de saúde caso necessário.

Em nota, a prefeitura de Amajari alegou ter “estrutura adequada para atender o possível aumento de demanda, voltada a procura por parte de garimpeiros”, diz texto da gestão Núbia Costa Lima (MDB).

Ao g1, o governo de Roraima disse que está em tratativas com o governo federal para “construção de ações de assistência para os trabalhadores em garimpo”. Uma das propostas é criar um auxílio para retirada da área Yanomami e a abertura do espaço aéreo por tempo indeterminado.

“Ainda [há] a discussão da possibilidade de criação de legislação que tratará da mineração em sistema de cooperativas de garimpeiros em áreas do Estado, fora de reservas indígenas e ambientais, de maneira ordenada e sob controle e fiscalização dos órgãos ambientais”, afirma o governo de Antonio Denarium (PP). (Com informações de Arthur Stabile, Poliana Casemiro, Taymã Carneiro e Valéria Oliveira, g1 RR e g1 PA)

Jornal Folha do Progresso em 09/02/2023/16:45:06

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Polícia Federal deflagra operação contra fraudadores do PIS e Cofins

(Foto: Ilustrativa) – A Polícia Federal, o Ministério Público e a Receita Federal deflagraram na quinta-feira (9) a Operação Inflamável.

É para combater crimes tributários cometidos por meio de fraude relacionada a “supostos serviços de consultoria tributária, prestados, em geral, a postos de combustíveis”.

Segundo os investigadores, os serviços oferecidos eram referentes à “retificação de declarações e posterior protocolização de pedidos de restituição de contribuições destinadas ao PIS [Programa de Integração Social] e à Cofins [Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social]”.

Dez mandados de busca e apreensão estão sendo cumpridos em Belo Horizonte, Jaboticatubas e Lagoa Santa, em Minas Gerais – todos expedidos pela 1ª Vara Federal Criminal da Subseção Judiciária de Belo Horizonte, que decretou o sequestro e o bloqueio de bens e valores dos envolvidos, no montante de R$ 371 milhões (valor do prejuízo estimado para os cofres públicos).

Restituição indevida

Segundo a Polícia Federal, “os autodenominados ‘consultores’ induziram contribuintes à falsa concepção de que teriam direito ao ressarcimento do PIS e Cofins e, por isso, apresentaram declarações retificadoras para obter restituição indevida desses tributos”.

Até o momento, foram contabilizadas 299 pessoas jurídicas indevidamente beneficiadas pelo golpe. Os investigadores estimam que, caso as retificações fraudulentas não tivessem sido identificadas a tempo, o prejuízo poderia ser ampliado em R$ 3,7 bilhões.

A PF acrescenta que os responsáveis pelos escritórios de “consultoria tributária” podem responder por estelionato e crimes contra a ordem tributária, além de outros como associação criminosa, composição de organização criminosa e lavagem ou ocultação de valores, bens e direitos. Se somadas, as penas podem chegar a até oito anos de reclusão. (Com informações da  Agência Brasil).

Jornal Folha do Progresso em 09/02/2023/16:29:06

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Sargento da PM que matou esposa a tiros morre em Tucuruí após atirar contra a própria cabeça

O militar, identificado como Pádua, faleceu na tarde dessa quarta-feira (8). O 3º Sargento tirou a própria vida depois executar sua companheira, Marcela Brito, no Bairro Vila Permanente.
Foto:Divulgação

O 3º Sargento Marcelo Silva Pádua, lotado na 23° Companhia Independente da Polícia Militar (23° CIPM),  faleceu na tarde desta quarta-feira (8), em decorrência de complicações em seu estado de saúde, devido a um tiro desferido na própria cabeça, na noite de terça-feira (7), em Tucuruí, no sudeste do Pará.

Marcelo Pádua estava internado no Hospital Regional de Tucuruí (HRT), desde a madrugada de terça-feira (7). O militar matou sua companheira a tiros e atentou contra a própria vida. Ele não resistiu aos ferimentos e evoluiu a óbito para tristeza de amigos e familiares do casal.

O militar estava hospitalizado, porém respirava com ajuda de aparelhos. Seu quadro de saúde se agravou e foi diagnosticada a morte cerebral do paciente. A família ainda não divulgou o local, a hora do velório e sepultamento. O feminicídio seguido de suicídio chocou a população de Tucuruí.

Tragédia

O 3º Sgt Pádua estava bebendo desde às 16h, durante um momento de lazer, enquanto acompanhava o Mundial de Clubes, em um bar, localizado na Rua Porto Colombo, no km 12, em Tucuruí. Sua companheira, Marcela Brito, teria chegado ao local por volta de 20 horas.

Foto:Reprodução
Foto:Reprodução

De acordo com testemunhas, por volta de 1h30, desta quarta-feira (8) ,o casal teria se desentendido e iniciado uma discussão. Com os ânimos exaltados, em meio a uma confusão, Marcela Brito teria começado a depredar o veículo de seu companheiro a pedradas.

O militar teria ficado enfurecido com a esposa, sacou a arma de fogo e efetuou 3 disparos à queima roupa contra sua companheira e depois atentou contra sua própria vida. Marcela Brito não resistiu aos ferimentos e faleceu ainda no local do crime. Já Marcelo Pádua estava internado no “Regional de Tucuruí”, todavia evoluiu a óbito. (Com informações do Portal da Cidade Tucuruí)

LEIA TAMBÉM:Sargento da PM mata esposa a tiros e comete suicídio no Pará

Jornal Folha do Progresso em 09/02/2023/11:03:40

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PC prende pai e filho no Belvedere; bando lucra R$ 16 milhões em MT

(Foto:Reprodução) – Grupo aliciou 65 motoristas para furto de cargas de soja

O empresário Vilson Mosquem da Silva, de 57 anos é um dos alvos da Operação Safe Agro, deflagrada  nesta terça-feira (7), pela Polícia Civil. O filho dele, o jovem Felipe Mosquem Padilha da Silva, de 23, também foi detido na ação policial.

Os dois foram presos no condomínio residencial Belvedere nas primeiras horas de hoje. Eles são investigados por integrar uma associação criminosa voltada ao roubo de produtos agrícolas no Estado.

No total, a Polícia civil cumpre nove mandados de prisão preventiva e nove de buscas domiciliares, nos municípios de Nova Mutum, Campo Novo do Parecis, Matupá e Cuiabá. Vilson já havia sido alvo da Operação Safra 2, deflagrada em setembro de 2022.

De acordo com ele, o empresário é “um dos principais receptadores de soja e milho de Mato Grosso, responsável por um prejuízo superior a R$ 16 milhões”. O grupo agia aliciando motoristas de caminhões, antes mesmo que estes fizessem os carregamentos das cargas.

Após iniciarem o transporte dos grãos, ao invés de seguirem para o destino, desviavam as cargas para as empresas investigadas, localizadas nos municípios de Nova Mutum e Cuiabá. Eles pagavam R$ 25 mil aos caminhoneiros e entregavam um ticket falso de entrega.

As investigações apontaram que 65 condutores toparam participar do golpe. Na ocasião, a Justiça autorizou a utilização dos veículos apreendidos Vilson Mosquem da Silva e as demais lideranças da organização criminosa desmatelada na Operação Safra 2.

Foram retidas um Toyota Yaris, uma Toyota Hilux e uma Volkswagen Amarok, além de uma Toyota SW4 e um Toyota Etios, de Vilson Mosquem da Silva. Já na operação de hoje, a Polícia Civil, não divulgou qual seria a participação de Vilson no esquema, tampouco do seu filho. (Com informações do | FOLHAMAX).

Jornal Folha do Progresso em 09/02/2023/10:53:25

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Petrobras abre processo seletivo com quase 1,5 mil vagas e salários de até R$ 5.5 mil

(Foto:Reprodução)  – Inscrições começam no dia 15 de fevereiro e seguem até o dia 17 de março

A Petrobras realizará processo seletivo público para provimento de vagas de níveis médio e superior e formação de cadastro.  O edital foi publicado na manhã desta quinta-feira (9), no Diário Oficial da União (DOU), e já está disponível no site do Cebraspe, responsável pela seleção. (Com informações do O Liberal).

Veja aqui o edital completo

Jornal Folha do Progresso em 09/02/2023/10:34:52

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BNDES suspende 9 linhas para financiamento e crédito rural

(Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil) – Medida ocorre menos de um semana após anúncio de retomada da liberação de recursos.

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) suspendeu na tarde de segunda-feira (6) os pedidos de financiamento e contratação referentes ao ano agrícola 2022/23.

Algumas linhas de créditos já haviam sido paralisadas em 2022 e retomadas desde primeiro de fevereiro deste ano, com o anúncio de quase R$ 3 bilhões a mais.

Agora, menos de uma semana depois, nove linhas foram congeladas novamente, mas o acesso mesmo não durou três dias. As linhas suspensas foram para o programa crédito agropecuário empresarial de custeio. Linhas de investimento do programa nacional de fortalecimento da agricultura familiar, o Pronaf Investimento, também foram suspensas.

Segundo as informações do jornal Valor Econômico, a medida adotada pelo BNDES afeta ainda os seguintes pontos:

Linhas do Pronaf matrizes e reprodutores;
Pronaf tratores e colheitadeiras;
Programa nacional de apoio ao médio produtor rural (Pronamp);
Programa para a adaptação à mudança do clima e baixa emissão de carbono na agropecuária (ABC+);
Programa para construção e ampliação de armazéns (PCA);
Programa de financiamento à agricultura irrigada e ao cultivo protegido (Proirriga); e
Programa de capitalização de cooperativas agropecuárias (Procap-agro giro). (Com informações do Canal Rural).

Jornal Folha do Progresso em 09/02/2023/10:25:07

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Número de mortos por causa de terremoto já passa de 16 mil na Turquia e Síria

Na Turquia, há 12.873 vítimas confirmadas, enquanto na Síria o número é de 3.162. (Foto:KAMRAN JEBREILI/ASSOCIATED PRESS/ESTADÃO CONTEÚDO).

Nos dois países também há 58 mil feridos, muitos com fraturas e outras lesões graves

O número de mortos confirmados pelas autoridades e representantes do setor de saúde após o forte terremoto que atingiu a Turquia e a Síria na segunda-feira (6) já passa de 16 mil. Na Turquia, há 12.873 vítimas confirmadas, enquanto na Síria o número é de 3.162. As operações de resgate prosseguem sob frio extremo, na tentativa de encontrar sobreviventes.

Nos dois países há também mais de 58 mil feridos, muitos com fraturas e outras lesões graves. No dia seguinte ao primeiro tremor, terça-feira (7), a ajuda internacional começou a chegar, com dezenas de países oferecendo apoio. De acordo com o alerta da Organização Mundial da Saúde (OMS), se não chegar ajuda à Turquia com rapidez, a tragédia será ainda maior.

O terremoto de magnitude 7,8 na escala Richter atingiu o Sudeste da Turquia e o Norte da vizinha Síria e foi seguido de várias réplicas, umas delas de magnitude 7,5. (As informações são agência RTP).

Jornal Folha do Progresso em 09/02/2023/10:03:15

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Correios investe em furgão compacto para otimizar entregas

Em continuidade à política de modernização e ampliação da frota dos Correios, a estatal entra em 2023 com um novo modelo de veículo nas ruas.

Mais de 1.170 furgões de 400kg (Fiat Mobi), projetados exclusivamente para os Correios, foram entregues prioritariamente em municípios que não possuem veículos próprios ou onde a motocicleta não comporta o volume de objetos a serem distribuídos.

O espaço interno do veículo foi totalmente adaptado para armazenar encomendas e correspondências, com divisórias adequadas para a separação da carga. Versátil e econômico, o carro possui capacidade volumétrica de 1m³ e custou 63% do valor de um furgão de 600 kg (Fiorino), também utilizado pela empresa.

“Por seu tamanho compacto, o novo furgão é ideal para entregas em locais de difícil acesso, como vielas e becos, contribuindo assim para a universalização dos serviços postais, um dos fundamentos mais importantes dos Correios”, destaca o diretor de Operações da empresa, Carlos Henrique de Luca Ribeiro. A nova aquisição trouxe, ainda, mais comodidade para a população, pois reduz a necessidade de deslocamento do cliente até uma agência dos Correios para a retirada de objetos volumosos.

Os veículos estão sendo entregues, prioritariamente, em distritos (regiões de entrega de um carteiro) que fazem mais de uma saída e distribuem pelo menos 70 pacotes por dia. Para o carteiro Antônio Sousa Figueiredo, lotado há 44 anos na Superintendência Estadual dos Correios no Maranhão (SE/MA) e atualmente lotado no Centro de Distribuição Domiciliar de Caxias, o furgão facilitará o estacionamento nas áreas centrais da cidade.

“Por ocupar menos espaço, com o Mobi será possível realizar todas as entregas do dia tranquilamente, abastecendo a carga uma vez a cada turno de distribuição”, pontuou.

Só no último ano, a estatal investiu cerca de R$ 350 milhões na ampliação e renovação da frota de veículos da empresa, totalizando 5.092 veículos e 1.753 bicicletas cargo com baú adquiridos.

As primeiras unidades dos furgões de 400kg foram incorporadas à frota da empresa em agosto de 2022 e, atualmente, todos os Estados do país já foram contemplados com os novos veículos. No Pará, 25 novos furgões somam-se à frota da empresa, garantindo mais eficiência às entregas.

Fonte:Ascom Correios

Por:Jornal Folha do Progresso em 09/02/2023/09:42:18

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Doei moedas recolhidas no espelho d’água do Alvorada, diz Michelle

(Foto:Reprodução) –  Michelle diz que doou moedas do espelho d’água do Alvorada

A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro afirmou nesta 4ª feira (8.fev.2023) que as moedas recolhidas no espelho d’água do Palácio da Alvorada foram doadas para uma instituição social que atende pessoas com deficiência.

Em seu perfil no Instagram, Michelle afirmou que deixou seu desejo de doação expresso antes de sair da residência oficial da Presidência.

Ela postou a foto de um cheque enviado em nome do Alvorada para a Vila do Pequenino Jesus, no valor de R$ 2.213,55.

Michelle publicou uma notícia falsa sobre supostamente ter mandado matar os peixes Carpa que viviam no local para pegar o dinheiro. Ela negou o caso e afirmou que “a verdade sempre prevalece”.

“O espelho d’água em frente ao Palácio da Alvorada é submetido a limpeza/manutenção periódica. Antes de deixar o Palácio da Alvorada, no dia 30 de dezembro, expressei o desejo de que, se fosse possível, quando realizassem a limpeza do local, as moedas que repousavam no fundo do espelho d’água fossem recolhidas e, em seguida, doadas a uma instituição de caridade que cuida de mais de 80 ‘especiais’”, escreveu.

Michelle afirmou que o intuito da doação era proporcionar alegria a pessoas necessitadas. Segundo ela, o dinheiro chegou à instituição Vila do Pequenino Jesus em 8 de janeiro.

“Houve relatos de que no dia 10/1 alguns peixes começaram a morrer. Portanto, toda a operação de retirada dos peixes e limpeza do espelho d’água ocorreu muito depois de nossa saída da residência”, disse. (Com informações do O Poder360).

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Jornal Folha do Progresso em 09/02/2023/09:30:07

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Cabo da PM é condenado e perde cargo por morte de advogado

A comissão de prerrogativas da ordem dos advogados do Brasil acompanhou a sessão. | Welington JR/RBATV

O advogado Arnaldo Lopes de Paula foi baleado no dia 18 de dezembro de 2017 quando saía da casa de familiares. Crime teria sido encomendado por um então sargento da PM

O salão do Tribunal do Júri, em Belém, ficou lotado de pessoas que, desde o início da manhã desta quarta-feira (8), acompanham o julgamento do cabo da Polícia Militar do Pará, Marçal de Azevedo. Ele é acusado de ser um dos participantes do assassinato do advogado Arnaldo Lopes de Paula, em dezembro de 2017.

As investigações mostram que o réu foi um dos executores. A vítima foi baleada no bairro do Jurunas quando saia da casa de familiares. Os autos e depoimentos indicam a responsabilidade do militar.

A sentença foi lida no final da noite. Marçal foi condenado a 18 anos e seis meses de reclusão em regime inicial fechado. Ele também perde o cargo de policial militar.

A comissão de prerrogativas da Ordem dos Advogados do Brasil acompanhou a sessão. Segundo o advogado Braz Mello, que também atua na assistência de acusação, uma desavença por conta do controle da Associação das Praças da Polícia Militar do Pará foi o que motivou a morte. Arnaldo teria ganhado uma ação e se tornou presidente da Aspra.

O crime teria sido encomendado pelo sargento do Batalhão de Operações Especiais, Rossicley Ribeiro. As apurações mostraram que o réu e o PM da reserva Roosevelt de Nazaré foram contratados por R$ 20 mil para a execução. Jhony Almeida forneceu o carro para a ação e colheu informações sobre a vítima. Todos estão presos.

O homem que pilotou o veículo para os atiradores, identificado apenas como Rodrigo, foi assassinado. A morte é apontada como queima de arquivo. A acusação acredita que as outras pessoas serão julgadas ainda este ano.

Durante o julgamento, oito testemunhas foram interrogadas. Quatro de defesa e quatro de acusação. A viúva que deu detalhes das ameaças que Arnaldo Lopes sofria.

A acusação pontuou que um dos depoimentos mais importantes desta quarta-feira foi do delegado da Polícia Civil que investigou o homicídio até que os suspeitos fossem identificados e presos.

RELEMBRE

O advogado Arnaldo Lopes de Paula foi baleado no dia 18 de dezembro de 2017, em uma passagem na avenida Roberto Camelier, no bairro do Jurunas. Ele saia da residência de familiares, de carro quando os atiradores chegaram.

A vítima foi socorrida e levada para um hospital da capital, mas morreu três dias depois. Antes do crime, câmeras de segurança e lâmpadas de residências próximas ao local do baleamento foram roubadas. (Com informações do Welington JR/RBATV).

Jornal Folha do Progresso em 09/02/2023/08:50:05

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