Mulher procurada pela Justiça do Maranhão é presa durante fiscalização da PRF no Pará
Em abordagem em rodovia no Pará, PRF constatou que mulher era procurada pela Justiça do Maranhão — Foto: Ascom/PRF
Ela estava em um caminhão, que foi abordado pela Polícia Rodoviária Federal em fiscalização de rotina. Mulher era procurada por homicídio qualificado por motivo fútil.
Uma mulher procurada pela Justiça pelo crime de homicídio qualificado foi presa na tarde desta quarta-feira (22), no km 271 da BR-316, no município de Cachoeira do Piriá, no nordeste do Pará. A prisão foi feita durante a abordagem de um caminhão pela Polícia Rodoviária Federal.
Ao verificar a documentação dos três ocupantes do veículo, durante a fiscalização, foi constatado no sistemas um mandado de prisão emitido pelo Tribunal de Justiça do Estado do Maranhão contra a mulher. O homicídio pelo qual foi expedido o mandado, foi por motivo fútil.
A ordem judicial foi emitida no município de Pio XII, em agosto de 2019, como prisão preventiva e constava a pendência do cumprimento.
A passageira foi presa e encaminhada à Polícia Civil em Cachoeira do Piriá para os procedimentos cabíveis.g1 Pará — Belém
Por:Jornal Folha do Progresso em 23/03/2023/15:44:15 Com informação do g1 Pará — Belém
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Morte de chefe do tráfico no PA em operação no RJ deixa estado em alerta para possível ‘reação criminosa’, diz secretaria de segurança
Leo 41, um dos chefes do tráfico de drogas do Pará — Foto: Reprodução
Morte de chefe do tráfico no PA em operação no RJ deixa estado em alerta para possível ‘reação criminosa’, diz secretaria de segurança
Documento da inteligência do sistema de segurança pública pede ‘máximo nível de atenção’ a policiais no Pará.
Após morte de Leo 41, comandante do tráfico morto em operação no Rio de Janeiro, um documento do setor de inteligência do Sistema de Segurança Pública e Defesa Social do Pará (SIEDS) alerta para a possibilidade de uma “reação criminosa” no Pará.
“Solicitamos a todos os agentes de segurança pública que elevem ao máximo o nível de atenção, tanto durante o serviço, mas especialmente, nos períodos de folga, de maneira que evitem se colocar em situação de risco e vulnerabilidade”, diz o documento.
O alerta também pede que qualquer ameaça ou informação seja imediatamente comunicada para que medidas sejam tomadas.
Leonardo Costa Araújo, o Leo 41, era o alvo principal da ação no Complexo do Salgueiro, no RJ. O traficante de 37 anos era apontado como o chefe do tráfico de drogas no Pará e estava foragido desde 2019.
Segundo a polícia, ele era um dos responsáveis por uma série de ataques que mataram, desde 2021, vários agentes de segurança pública no estado do Norte do país.
Ação no RJ deixou mortos e feridos
O traficante Leonardo Costa Araújo, o Leo 41, chefe do tráfico de drogas no Pará que foi morto em uma operação da polícia no Complexo do Salgueiro, em São Gonçalo, na manhã desta quinta-feira (23), é um dos responsáveis por uma série de ataques que mataram, desde 2021, vários agentes de segurança pública no estado do Norte do país.
A operação deixou ao menos 11 mortos, segundo a Polícia Militar. Há relatos de outros feridos e de intensos tiroteios.
Cinco blindados e dois helicópteros dão apoio à ação, que conta 80 homens da Subsecretaria de Inteligencia (RJ); do Batalhão de Operações Especiais (Bope), da Polícia Militar; da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core), da Civil; e policiais do Pará.
A polícia também busca outros chefes do Comando Vermelho do Rio.
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Altamira será sede de encontro regional do “Alfabetiza Pará”
Evento reúne representantes de municípios do Xingu e Transamazônica com o objetivo de melhorar índices de alfabetização no Xingu.
Nesta sexta-feira (24), Altamira será sede do encontro regional do “Programa Alfabetiza Pará”.
A iniciativa da Secretaria de Estado de Educação do Pará (Seduc) auxilia os municípios da região
Sudoeste no desenvolvimento dos alunos nos anos iniciais (1o ao 5o ano), durante o período de
alfabetização.
O programa, em regime de colaboração, prevê apoio técnico-financeiro para
municípios, escolas e concessão de bolsas para capacitação de profissionais alfabetizadores, a fim
de diminuir a defasagem educacional desses estudantes.
O evento, realizado no Centro de Convenções e Cursos, é organizado pela Associação dos Municípios da Transamazônica, Santarém/Cuiabá e Região Oeste do Pará (AMUT) e tem como
objetivo a apresentação do “Programa Alfabetiza Pará”, pela equipe da Secretaria de Estado de
Educação do Pará (Seduc), além de Altamira, contará com a participação dos representantes dos
seguintes municípios da região: Medicilândia, Pacajá, Uruará, Placas, Porto de Moz, Anapu, Brasil
Novo, Vitória do Xingu e Senador José Porfírio.
Diretores, coordenadores pedagógicos e professores do Xingu participarão de diversas
palestras ao longo do dia e conhecerão mais sobre o programa que reúne esforços para garantir
que alunos de 1o e 2o ano saibam ler e escrever na idade adequada, podendo se estender aos
demais anos, inclusive da Educação Infantil, o que possibilita a alfabetização, direito constitucional,
a todos.
Alfabetiza Pará
O Programa Alfabetiza Pará, lançado na região TransXingu, contemplará os seguintes eixos:
Formação da equipe técnica, professores e gestores escolares; Oferta de materiais
complementares para todos os alunos de 1o e 2o anos do Ensino Fundamental da rede pública de
ensino; Oferta de materiais complementares para formação e práticas pedagógicas dos professores
alfabetizadores da Rede Pública do Ensino do Estado; Avaliação e monitoramento dos resultados
educacionais, por meio do Sistema Paraense de Avaliação Educacional (SISPAE); Premiação das
escolas com os melhores resultados na avaliação externa do SISPAE; Apoio técnico-financeiro
visando à melhoria das escolas com os menores resultados na avaliação externa do SISPAE;
Acompanhamento e assessoria técnico-pedagógica para a implementação do Programa no
município por intermédio das regionais.
Serviço
Encontro Regional Alfabetiza Pará
Data: 24/03
Horário: 9h às 18h
Local: Centro de Convenções e Cursos de Altamira
Endereço: Acesso Dois, 530 – Premem
Publicado Por:Jornal Folha do Progresso em 23/03/2023/15:44:15 Com informação do ASCOM – Prefeitura de Altamira
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Prefeito e vice-prefeito de Tucuruí têm mandatos cassados pelo TRE por compra de votos
Jairo Holanda e Alexandre Siqueira tiveram os mandatos cassados (Foto:Instagram / Jair Holanda)
Pela decisão, Alexandre Siqueira deve ficar inelegível por 8 anos. Relator pediu o cumprimento imediato da decisão, mas ainda cabe recurso ao TSE
O Pleno do Tribunal Regional Eleitoral do Estado do Pará (TRE-PA), por maioria, decidiu pela cassação dos mandatos do prefeito e vice-prefeito de Tucuruí, Alexandre Siqueira e Jairo Holanda, por captação ilícita de sufrágio (compra de votos), abuso de poder econômico e captação ou gasto ilícito de recursos financeiros de campanha, nas eleições municipais de 2020. Pela decisão, Siqueira ainda ficará inelegível por 8 anos. O Tribunal ainda determinou a realização de novas eleições no município.
O julgamento teve um placar apertado, mas o presidente do TRE, desembargador Leonam Godim da Cruz Junior, no voto de desempate, decidiu pela cassação.
Os dois concorreram pela coligação “Força e união para crescer” (MDB, PODE, DC, PC DO B e AVANTE). A ação contra eles foi ajuizada pela Coligação “Juntos, de volta ao trabalho”, formada pelos partidos PSDB, PSC, PMB, PSB e SOLIDARIEDADE.
O relator do processo, juiz Álvaro José Norat de Vasconcelos, pediu o cumprimento imediato da decisão. Prefeito e vice de Tucuruí ainda podem recorrer.
A redação integrada de O Liberal procurou a Prefeitura de Tucuruí e aguarda um posicionamento.
Publicado Por:Jornal Folha do Progresso em 23/03/2023/14:45:36 Com informação do O Liberal
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IPVA 2023 no Pará: terceira parcela para veículos com placa final 02 e 32 vence sexta-feira (24)
O boleto do tributo pode ser emitido no Portal de Serviços do site da Sefa (Foto:Divulgação/Filipe Bispo/OLiberal)
O pagamento do imposto pode ser pago presencialmente em agências bancárias autorizadas ou pelo internet banking
A terceira parcela do Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA) de veículos com placa final 02 e 32 vence na sexta-feira (24). Esta data, referente à última parcela sem desconto, foi liberada aos proprietários de veículos que optaram por parcelar em até três vezes o valor do imposto, que também pôde ser pago de uma vez, seguindo a tabela de vencimento da Secretaria de Estado da Fazenda do Pará (Sefa).
Contribuintes que não pagarem a taxa podem receber multa por cada dia de atraso a partir da data de vencimento do boleto. Além disso, não será possível emitir um novo licenciamento do automóvel e o veículo pode ser recolhido pelas autoridades.
Como emitir o boleto do IPVA 2023?
É necessário emitir o Documento de Arrecadação Estadual (DAE), disponível no Portal de Serviços do site da Sefa. Em seguida, o contribuinte deve informar o Renavam (Registro Nacional de Veículos Automotores) e a placa do veículo.
Onde pagar o IPVA 2023?
Além da opção disponível nos aplicativos dos bancos, os proprietários também podem pagar presencialmente a taxa nas redes bancárias autorizadas pela Sefa:
Banpará;
Banco da Amazônia;
Bradesco;
Itaú;
Banco do Brasil;
Santander;
Caixa Econômica Federal.
Confira a tabela de pagamento do IPVA 2023
Calendário de pagamento do IPVA 2023 Calendário de pagamento do IPVA 2023 (Foto:Divulgação/Sefa)
Por:Jornal Folha do Progresso em 23/03/2023/14:45:36 Com informação de Juliana Maia
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PM é preso suspeito de matar jovem com tiro na cabeça em Marabá
Segundo as investigações da PC, os dois teriam discutido antes do crime ocorrer (Foto:Reprodução / O Impacto)
O crime ocorreu no dia 7 de novembro, na avenida Boa Esperança, bairro das Laranjeiras, Núcleo Cidade Nova,
Um policial militar, identificado como Hugo Sérgio, foi preso na manhã desta quinta-feira (23), em Marabá, sudeste do Pará, suspeito de envolvimento em um homicídio. Segundo a polícia, Hugo foi responsável por matar o jovem Yan Gomes da Silva, no dia 7 de novembro do ano passado, na mesma cidade onde foi capturado.
Segundo as informações do Correio de Carajás, as investigações da Delegacia de Homicídios de Marabá apontam que o policial e a vítima teriam discutido na avenida Boa Esperança, bairro das Laranjeiras, Núcleo Cidade Nova, perto de um bar. Conforme apurado pela Polícia Civil, Hugo sacou uma arma de fogo e efetuou um único disparo na cabeça de Yan, que ainda morreu ainda no local.
Além da prisão, a PC cumpriu mandados de busca e apreensão contra Hugo. Os mandados foram expedidos pelo Juízo da 1ª Vara Criminal da Comarca de Marabá. Nossa reportagem não teve acesso ao preso para ouvir a versão dele sobre a acusação.
A redação integrada de O Liberal solicitou mais detalhes sobre o caso para as polícias Civil e Militar. A reportagem aguarda retorno.
Publicado Por:Jornal Folha do Progresso em 23/03/2023/14:58:15 Com informações do O Liberal
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Operação no Salgueiro, RJ, deixa ao menos 11 mortos, entre eles Leo 41, chefe do tráfico no Pará
Veículo blindado em operação no Complexo do Salgueiro, em São Gonçalo — Foto: Reprodução
Operação de Bope, Core e policiais do Pará mirava Leonardo Costa Araújo e outras lideranças de facção criminosa que aterroriza a Zona Oeste do Rio. Há relatos de duas moradoras idosas feridas.
Uma operação das polícias Civil e Militar no Complexo do Salgueiro, em São Gonçalo, Região Metropolitana do Rio, deixou ao menos 11 mortos, segundo a Polícia Militar. Há relatos de feridos, entre elas duas moradoras idosas, e de intensos tiroteios.
Um dos mortos era o alvo principal da ação, Leonardo Costa Araújo, o Leo 41. O traficante de 37 anos é apontado como o chefe do tráfico de drogas no Pará e estava foragido desde 2019.
A identificação dos outros mortos não foi divulgada até a última atualização desta reportagem, quando ainda havia relato de confrontos.
Segundo a polícia, Leo 41 é um dos responsáveis por uma série de ataques que mataram, desde 2021, vários agentes de segurança pública no estado do Norte do país.
Leo 41, um dos chefes do tráfico de drogas do Pará — Foto: Reprodução
A polícia também busca outros chefes do Comando Vermelho do Rio que orquestraram e participam da guerra que atinge comunidades na Zona Oeste do Rio e do assalto ao Village Mall, na Barra da Tijuca, quando um segurança foi morto. Há mandados de prisão e de busca e apreensão.
Cinco blindados e dois helicópteros dão apoio à ação, que conta 80 homens da Subsecretaria de Inteligência (RJ); do Batalhão de Operações Especiais (Bope), da Polícia Militar; da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core), da Civil; e policiais do Pará.
Moradores dizem que os tiroteios aconteceram principalmente nas regiões de Itaoca e Palmeiras. Escolas municipais e os postos de saúde 1 e 2, no bairro Palmeiras, foram fechados.
Ao menos dois fuzis foram apreendidos, por PMs.
Comunidades que integram o Complexo do Salgueiro — Foto: Reprodução
Escondido em comunidades do RJ
Segundo a investigação, Leo 41 assumiu a chefia da facção no Pará após a prisão de Claudio Augusto Andrade, o Claudinho do Buraco Fundo, em setembro de 2020.
Desde então, de dentro das comunidades do Grande Rio, coordenava um plano de expansão da organização com a compra de armas e munições, financiada por tráfico de drogas, roubo, extorsões, sequestros e cobrança de valores mensais dos integrantes da organização criminosa.
Desde que assumiu o comando, o traficante vivia uma vida luxuosa nos morros da cidade, patrocinado por suas ações criminosas e pela própria organização, que em sua gestão passou a arrecadar volumes altos de dinheiro com tráfico e extorsões de comerciantes, jogos de azar, provedores de internet.
Leo 41 já foi indicado por seis crimes, incluindo latrocínio, e é investigado em outros 15.
Publicado Por:Jornal Folha do Progresso em 23/03/2023/14:45:36 Com informação de Adriana Cruz, Felipe Freire, Leslie Leitão e Marco Antônio Martins, g1 Rio e TV Globo
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17º BPM apreende 51,5kg de drogas no sudeste do estado
(Foto:Reprodução) – Uma ação do 17º Batalhão de Polícia Militar (17º BPM), unidade subordinada ao Comando de Policiamento Regional XIII (CPR XIII), resultou na apreensão de 51,5kg de entorpecentes.
A droga foi localizada nesta terça-feira (21), dentro de um veículo de transporte intermunicipal em Xinguara, região sudeste do estado.
Os agentes receberam denúncias sobre drogas que estariam em uma van vindo de Marabá com destino à Xinguara. Com essas informações, uma guarnição ficou a postos na entrada da cidade e, assim que avistou o veículo, deu ordem de parada.
No bagageiro, foram encontradas duas caixas com 63 tabletes de substância similar à maconha, totalizando 51,5kg do entorpecente.
O motorista e o cobrador foram questionados sobre a carga e informaram que ela foi embarcada no terminal de Marabá. Os dois homens foram encaminhados para prestar esclarecimentos junto à Polícia Civil. Já a droga foi apreendida e apresentada na Delegacia do município.
Por:Jornal Folha do Progresso em 22/03/2023/18:27:53 Com informações do O Impacto com PMPA
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Membros de grupo religioso são condenados por trabalho escravo, tortura e associação criminosa no Pará
Comunidade ‘Lucas’, em Baião, no nordeste do Pará, e foto de régua de madeira com a palavra ‘Disciplina’ encontrada no local. — Foto: Reprodução / MPT PA AM e Justiça Federal
Caso repercutiu em 2022, quando 55 pessoas foram resgatas do local após denúncias dos métodos utilizados como disciplina e até mesmo controle.
A Justiça Federal, vara de Tucuruí, sudeste do Pará, condenou cinco membros da comunidade Lucas, por crimes de trabalho escravo, tortura e associação criminosa, que envolveram até mesmo menores de idade como vítimas. A decisão foi publicada na terça-feira (21).
Os réus já estão presos, mas, segundo o Ministério Público Federal (MPF), eles podem recorrer da decisão. O g1 não conseguiu contato com a defesa.
O caso repercutiu em 2022, quando 55 pessoas foram resgatadas da comunidade religiosa, localizada no município de Baião, no nordeste do estado, após denúncias dos métodos utilizados como disciplina e até mesmo controle – relembre no vídeo abaixo.
55 pessoas de comunidade religiosa são resgatadas em condições análogas à escravidão
55 pessoas de comunidade religiosa são resgatadas em condições análogas à escravidão
Condenações
De acordo com a sentença, três dos réus — líder, vice-líder e gerente da comunidade — devem cumprir 29 anos e nove meses de reclusão, além de terem que pagar multa diária de R$ 316, pelos crimes de trabalho escravo, tortura e associação criminosa.
O documento descreve que o líder exercia o controle financeiro de todos os bens e empreendimentos da comunidade, onde também foram apreendidas armas de fogo na posse dos réus.
Já o vice-líder “ocupava o segundo lugar na hierarquia do comando da comunidade e vários foram os depoimentos que o apontavam como agressor direto, nas punições físicas e outros castigos e impedia a saída dos demais membros da comunidade”, destacou a sentença.
Mulher e mãe, a responsável por gerir a comunidade foi descrita na decisão pela extrema crueldade no modo de agir em relação a crianças e outras mulheres.
Assim como os três, o quarto réu foi condenado a 29 anos e nove meses pelos mesmos crimes, além do pagamento da multa. O documento aponta que diversas vítimas citam ele como autor de agressões e espancamentos, tendo inclusive raspado o cabelo de uma delas.
Já o quinto condenado deve ficar nove anos e três meses de reclusão e pagar R$ 35 de multa diária, pelos crimes de trabalho escravo e tortura.
Provas
A decisão apresenta depoimentos e provas que confirmam os crimes citados. Entre eles, um caderno de uma das vítimas descreve:
“14 de outubro fui chamada atenção; 24 de outubro fui colocada na sentença de não falar; 08 novembro fui chamada atenção de novo. Pastor falou que não é para ‘mim’ falar nada para ninguém. Falar somente o necessário com irmão. Conversar alguma coisa somente com o esposo. Ficar em silêncio o tempo todo”
Assim, de acordo com a Justiça Federal, por vezes a violência tinha uma caráter mais psicológico do que físico.
Régua com o dizer ‘Disciplina’, encontrada na comunidade São Lucas, no Pará. — Foto: Reprodução / Justiça Federal
Imagens coletadas no local mostram a existência de instrumentos de castigo físico encontrados na casa dos líderes da comunidade, tais como 12 espadas de madeira, uma régua com a escrita “Disciplina”, e dois facões grandes.
Sobre a natureza empresarial das atividades econômicas desempenhadas, a auditora fiscal do trabalho, Vanusa Vidal Zenha, ouvida como testemunha, declarou:
“Tecnicamente ficou muito claro que funcionava como uma organização empresarial, que tem objetivos definidos, interesses definidos e controle de determinadas pessoas. Segundo depoimento de todas as testemunhas que a gente ouviu, a alimentação que era escassa, era como uma forma de pagamento. Quem não desagradasse os líderes teria alimentação, quem não fizesse isso ficaria com fome.”
De acordo com ela, poucos membros da comunidade ainda estavam ligados à questão religiosa. Na verdade, as pessoas ficavam presas ao local por medo, como Vanusa explicou, depois que percebeu que, principalmente as mulheres da ‘Lucas’, não respondiam as perguntas e se mantinham de cabeças baixas.
“Você via o medo e o pavor nos olhos delas de responder qualquer coisa. Segundo as testemunhas, o tempo para descanso era muito curto. É consenso de que ninguém recebia os benefícios assistenciais do governo. Todo valor é entregue nas mãos dos líderes”, pontuou.
Sobre a chegada à comunidade, a auditora disse:
“Na minha percepção, obviamente a operação vazou. Quando a gente chegou, as crianças estavam arrumadas como se fosse para uma festa; as mulheres todas de batom; não tinha um adolescente. As pessoas estavam muito treinadas, as mulheres não falavam”, completou Vanusa.
Comunidade
A comunidade foi criada em 1997 e, de acordo com depoimentos e documentos apreendidos, após o falecimento do líder que criou a comunidade, em dezembro de 2021, outros pastores que já atuavam na comunidade assumiram a chefia.
Trabalhadores foram encontrados com moradias em péssimas condições, incluindo fiação elétrica exposta. — Foto: MPT PA AM
Vítimas relataram que, no início, havia uma espécie de ‘regra igualitária’, em que o resultado do trabalho de todos seria dividido entre os participantes. Mas, com o tempo, os líderes começaram a explorá-los e a mantê-los sob guarda, poder e autoridade.
Segundo o Ministério Público do Trabalho (MPT), os líderes usavam o elemento religioso para coagir os trabalhadores e demais moradores a cumprirem as ordens e satisfazerem as próprias vontades.
O órgão ainda explicou que os homens da comunidade poderiam ter uma ou mais mulheres, caso descumprissem a ordem, eles também poderiam ser punidos e deixar de ter uma. Durante essa troca, os filhos biológicos também eram levados e tinham as mães trocadas.
Entre junho e julho de 2022, 55 trabalhadores da “Lucas'” foram resgatados em condições análogas à escravidão, após denúncias relacionadas a um bar localizados em Tucuruí, que tinha ligação com a comunidade, em Baião, como apontou o MPT.
“Constatamos que o trabalho análogo ao de escravo ocorria tanto no estabelecimento em Tucuruí, quanto na comunidade em Baião, havendo trânsito entre os mesmos trabalhadores nos dois locais. O ideal comunitário e religioso era utilizado para enganar e manter homens e mulheres presos a um círculo de pobreza e de exploração cruel em benefício de seus líderes. O grupo era convencido a permanecer no local acreditando que aquela era a melhor forma de se viver”, destacou a procuradora Tathiane Nascimento.
Por:Jornal Folha do Progresso em 22/03/2023/16:45:38 Com informações de Juliana Bessa, g1 Pará — Belém.
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Justiça absolve homem acusado de matar empresário com droga adulterada no Pará
Caso João de Deus Rodrigues: júri entra no segundo dia — Foto: Ascom/TJPA
Por ter sido condenado a 15 anos de prisão por tráfico de drogas em 2019, Jefferson Michel Miranda Sampaio continuará preso.
O Tribunal do Júri em Belém absolveu, por maioria dos votos, nesta terça-feira (21), Jefferson Michel Miranda Sampaio, da acusação de homicídio do empresário João de Deus Pinto Rodrigues.
Por ter sido condenado a 15 anos de prisão por tráfico de drogas em 2019, Jefferson Michel Miranda Sampaio cuntinuará preso cumprindo a sentença pelo tráfico.
O empresário João de Deus Pinto Rodrigues, de 27 anos, morreu em fevereiro de 2015, após overdose causada por droga dentro de uma boate em Belém. Jefferson Michel Miranda Sampaio estava sendo julgado por ter fornecido droga adulterada à vítima.
Julgamento
Nesta terça (21) a sessão retornou com interrogatório do réu. Ele negou que tenha forçado a vítima a consumir drogas e também negou ter colocado drogas na bebida da vítima.
Também foi concedida a palavra à acusação e à defesa pelo tempo inicial de 1h30 para cada parte. Ao final, os jurados votaram.
O julgamento iniciou na segunda-feira (20), com os depoimentos de quatro testemunhas de acusação e três, de defesa. No primeiro dia, o júri foi suspenso para descanso dos jurados que ficaram incomunicáveis em hotel. A mãe do réu que prestaria informações foi dispensada. g1 Pará — Belém
Por:Jornal Folha do Progresso em 22/03/2023/18:13:12 Com informações Da Redação – GM.
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