Operação aplica R$ 6 milhões de multas a fazendeiros em áreas com alerta de desmatamento no Pará

(Foto:Reprodução) – Ação do Ibama e PRF fiscalizou áreas de difícil acesso em São Félix do Xingu, sudeste do estado.

Uma operação do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente (Ibama) e Polícia Rodoviária Federal aplicou mais de R$ 6 milhões em multas em áreas com alerta de desmatamento em São Félix do Xingu, sudeste do Pará.

As áreas fiscalizadas eram de difícil acesso. Em muitos pontos, as equipes enfrentaram atoleiros e pontes precárias.

A operação durou 18 dias e teve como alvo áreas desmatadas e embargadas no município. Os alertas de degradação da floresta foram feitos pelo Grupo de Combate ao Desmatamento na Amazônia, do Ibama.

Na ação, foram lavrados 32 autos de infração, que somam mais de R$ 6 milhões em multas ambientais. Quase 1.700 hectares foram embargados. O Ibama ainda notificou 24 fazendeiros.

Os agentes também apreenderam motosserras, armas, munição, venenos e sementes de capim para pasto, que estavam nas áreas sob alerta de desmatamento, segundo o Ibama.

Fonte e Publicado Por:Jornal Folha do Progresso em 03/05/2023/18:36:47 Com informações do  g1 Pará — Belém.

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População não indígena tem até 31 de maio para deixar Terra Indígena Alto Rio Guamá, no Pará, diz governo

Reserva Indígena Alto Rio Guamá, no estado do Pará, em foto de 2019. — Foto: AP Photo/Rodrigo Abd, File

Desintrusão cumpre sentença da Justiça Federal favorável a pedidos de ação de reintegração de posse pelo Ministério Público Federal.

O governo federal dá início, nesta quarta-feira (3), ao processo de retirada de pessoas não indígenas que ocupam ilegalmente parte da Terra Indígena Alto Rio Guamá, no nordeste do Pará. O prazo para saída voluntária é até 31 de maio.

Segundo o Ministério Público Federal (MPF), a medida cumpre sentença da Justiça Federal favorável a pedidos de ação de reintegração de posse.

A área da TI é de 280 mil hectares, abrangendo os municípios de Nova Esperança do Piriá, Paragominas e Santa Luzia do Pará, e fica distante cerca de 250 quilômetros da capital Belém.

Estima-se que no território vivem 2,5 mil indígenas das etnias Tembé, Timbira e Kaapor, distribuídos em 42 aldeias. Já a população de não indígenas é estimada em 1,6 mil pessoas, com base em dados de 2010, de acordo com o MPF.

A operação recebe nome técnico de desintrusão ou extrusão, a fim de garantir aos povos indígenas o pleno direito sobre o território, devolvendo a eles a integralidade das terras que lhes pertencem.

O MPF aponta que a “presença de não indígenas fere garantias constitucionais, ameaça a integridade dos povos originários e provoca danos ao meio ambiente”.

A TI Alto Rio Guamá foi reconhecida como território indígena em 1945 e homologada em 1993. No entanto, segundo o MPF, não indígenas já indenizados ou que invadiram a área, após o processo de homologação, insistem em permanecer irregularmente no território, “muitos deles, praticando atividades ilegais, como exploração não autorizada de madeira para venda na região e cultivo de maconha”.

Conforme a legislação brasileira, áreas homologadas como terras indígenas não podem ter a presença de não indígenas. Um grupo multidisciplinar envolvendo órgãos e ministérios devem operacionalizar a retirada.

O artigo 231 da Constituição de 1988 reconhece o direito dos povos originários às suas terras e atribui à União a competência de demarcar, proteger e fazer respeitar todos os seus bens.

O parágrafo 2º diz que “cabe aos indígenas o usufruto exclusivo das riquezas do solo, dos rios e dos lagos existentes nas terras, enquanto o sexto determina a nulidade de atos que visem a ocupação, o domínio e a posse dessas terras”.

Histórico de indenizações e assentamentos

Desde a homologação, o MPF informa que há tentativas de retiradas dos não indígenas, inclusive com pagamento de indenização, por construções feitas na terra, e assentamento em projetos de reforma agrária.

Entre o fim dos anos 1990 e começo dos anos 2000, foram identificadas 1.109 ocupações de não indígenas, segundo a procuradoria.

Até 2007, foram efetivadas indenizações para 903 ocupações, somando R$ 3,1 milhões. Além disso, 522 famílias foram assentadas em projetos de reforma agrária que receberam do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) R$ 85 milhões em aquisição de terras.

Dos assentados, 191 receberam créditos da ordem de R$ 1 milhão. Apesar do pagamento de indenizações e do assentamento, muitas famílias se recusaram a sair.

Diante disso, em 2002, o MPF ajuizou ação de reintegração de posse e obteve liminar favorável da Justiça Federal no ano seguinte. Em sentença de 2014, a Justiça Federal confirmou a decisão de 2003.

Em 2018, a Justiça Federal determinou que a União apresentasse plano de retirada dos invasores, sob pena de multa de R$ 2 mil por dia de atraso na apresentação do plano, até o total de R$ 400 mil em multas.

Três anos depois, em 2021, o MPF pediu à Justiça Federal que União, Funai e Incra fossem intimados a executar imediatamente o plano. No ano seguinte, em 2022, a Justiça Federal voltou a cobrar da União informações sobre a execução.

Atualizado em 2023, o plano de desintrusão da TI Alto Rio Guamá deve ter início com equipes em campo na área ocupada ilegalmente para reforçar comunicado às famílias deixarem voluntariamente a terra. Previamente, moradores já tinham sido informados pelo MPF.

Fonte e Publicado Por:Jornal Folha do Progresso em 03/05/2023/18:36:47 Com informações do g1 Pará — Belém.

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Mudança no PIX: Banco Central anuncia novas medidas de segurança; veja o que muda

Novas medidas prometem fortalecer a segurança das transações instantâneas. (Foto:Marcello Casal Jr / Agência Brasil).

Os novos recursos antifraude no sistema passarão a valer a partir de novembro deste ano

O Banco Central (BC) anunciou novas medidas para aumentar a segurança das transações via Pix, método de pagamento instantâneo.

De acordo com a instituição, a partir do dia 5 de novembro, duas funcionalidades serão aprimoradas: a notificação de infração e a consulta de informações vinculadas à chave Pix para análise antifraude.

Essa nova atualização foi desenvolvida em conjunto com o mercado, Grupo Estratégico de Segurança (GE-SEG), formado no âmbito do Fórum Pix. O BC explicou que o prazo de 5 de novembro para que as novas medidas entrem em vigor se dá aos ajustes que devem ser feitos nos sistemas.

A reformulação, segundo a autoridade monetária, tem como objetivo ampliar segurança dos dados dos usuários e combater as fraudes no sistema.

Notificação de infração

A notificação de infração é usada para marcar chaves e usuários em casos de movimentações suspeitas. Com a nova medida, as infrações cometidas serão marcadas como golpe, estelionato, invasão e coação, de acordo com os novos campos de preenchimento que serão adotados.

Com essa nova funcionalidade, as instituições podem identificar o tipo de fraude e um usuário que abriu uma conta sob falsidade ideológica ou emprestou sua conta bancária para a realização de alguma fraude, as chamadas “contas laranjas”.

Consulta de informações sobre chaves Pix

O dados disponibilizados às instituições para a realização de análises antifraude passarão a ser mais detalhados. A reformulação permite um conjunto de informações mais relevantes, como a quantidade de infrações – de uma conta laranja ou de falsidade ideológica – no Pix, quantidade de participantes que passaram pela notificação de infração e as contas vinculadas. ao usuário.

Além de disponibilizar dados mais detalhados, também será ampliado o tempo limite que essas informações ficam disponíveis. Atualmente, esse prazo é de 6 meses, mas passarão a ser contemplados, dados de até 5 anos às instituições financeiras. “Essa consulta poderá ser feita pelas instituições por chave PIX ou pelo usuário (CPF/CNPJ), 24 horas por dia, todos os dias do ano”, diz a nota do BC.

Outra medida a ser adotada é um questionário de autoavaliação em segurança respondido pelas instituições financeiras, assinado pelo diretor responsável pela política de segurança cibernética.

Este questionário aborda itens relacionados à segurança com dados pessoais, segurança na comunicação, assinatura e certificados digitais, segurança de QR Codes, implementação segura de aplicativos e APIs.

O objetivo é assegurar que todas as instituições participantes do Pix atendam os requisitos estabelecidos pelo BC. “A segurança é um dos pilares fundamentais do Pix e é entendida como um processo contínuo, pois novas formas de fraude e golpes surgem com frequência.

Em função disso, o BC atua de forma permanente para garantir a manutenção do elevado patamar de segurança do Pix”, informou a autoridade monetária.

Fonte e Publicado Por:Jornal Folha do Progresso em 03/05/2023/18:25:06 Com informações do Hannah Franco.

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Menores roubam BMW e batem contra carreta estacionada em MT

O prejuízo causado ao dono do veículo é estimado em cerca de R$ 335 mil (Foto:João Ricardo/CenárioMT).

A dupla utilizou um simulacro de arma de fogo para cometer o assalto

Dois menores, de 16 e 17 anos, bateram uma BMW que haviam roubado contra uma carreta, que estava estacionada na Av. das Nações, em Lucas de Rio Verde (322 km de Cuiabá). O caso foi registrado nesta segunda-feira (01). A dupla utilizou um simulacro de arma de fogo para cometer o assalto.

De acordo com o registro da ocorrência, os menores, armados com um simulacro de arma de fogo, abordaram o dono do veículo no momento em que o proprietário chegava em casa.

Durante a fuga, um dos menores acabou perdendo o controle da BMW e colidiu contra a carreta. Devido ao forte o impacto, o veículo ficou completamente destruído, deixando a dupla gravemente ferida.

O Corpo de Bombeiros foi acionado para socorrer os menores, que foram encaminhados ao Hospital São Lucas. Na unidade de saúde, a equipe médica informou que um dos menores tem uma possível fratura na coluna e não sente nada abaixo do pescoço, conforme o boletim.

Ainda conforme o registro, o outro menor fraturou o braço direito e passa por exames para identificar possível fraturas na região da bacia e clavícula direita.

No veículo, os policiais localizaram uma carteira azul, com documentos pessoais de um do menores, além de uma réplica de arma de brinquedo utilizada para cometer o assalto.

O prejuízo causado ao dono do veículo é estimado em cerca de R$ 335 mil.

Fonte e Publicado Por:Jornal Folha do Progresso em 03/05/2023/18:25:06 Com informações do reportermt.

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Mulher é morta a tiros pelo companheiro na frente dos dois filhos em Paragominas

Foto: Reprodução/Redes Sociais  – Eliane de Lima Soares, de 41 anos, foi morta a tiros pelo companheiro, José Francisco Ferro Martins, na madrugada de terça-feira (2), na zona rural do município de Paragominas, no sudeste do Pará.

O crime ocorreu na comunidade Cachoeira e, segundo a polícia, foi presenciado pelos filhos da vítima de 9 e 5 anos. O suspeito foi preso em flagrante.

Conforme consta no relato policial, por volta de 00h30, a 13ª Seccional da Polícia Civil soube de um suposto caso de disparo acidental efetuado por José contra Eliane. Na chegada dos policiais ao local do crime, o homem estava dormindo próximo ao corpo da vítima e foi encaminhado à unidade policial para prestar esclarecimentos.

Em escuta especializada, os filho da mulher afirmaram que depois de uma discussão, José efetuou vários disparos contra a mãe deles. Ela morreu na hora. A família de Eliane alegou à polícia que o casal possuía um relacionamento conturbado.

Ainda de acordo com a PC, as brigas eram frequentes e eram motivadas pelo alto consumo de álcool por parte de José. O suspeito foi encaminhado ao Centro de Recuperação Regional de Paragominas (CRRP), onde permanecerá à disposição da Justiça. Ele responderá pelo crime de feminicídio.

Fonte e Publicado Por:Jornal Folha do Progresso em 03/05/2023/18:25:34 Com informações do O Liberal.

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Ministro Alexandre de Moraes retira sigilo da decisão que autorizou operação contra Bolsonaro

A operação autorizada por Moraes foi realizada com objetivo de apurar um possível esquema para inserir dados falsos sobre vacina nos sistemas do Ministério da Saúde (Fotomontagem)

Moraes afirma que os indícios da ocorrência efetiva dos crimes são relevantes; ex-presidente estaria envolvido em esquema que adulterou dados de cartões de vacinação

Na decisão que autorizou a operação da Polícia Federal contra o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), afirmou que “são absolutamente relevantes os indícios da ocorrência efetiva dos crimes, especialmente no contexto agora noticiado de inserção de dados falsos em sistema de informações”.

Para ele, os indícios já colhidos apontam para a existência de uma organização criminosa articulada, “com divisão de tarefas e de múltiplos objetivos, tanto no âmbito particular dos investigados, como em aspectos relacionados ao interesse público, em detrimento da credibilidade interna e externa do exemplar controle de vacinação nacional em pleno período pandêmico”.

Moraes retirou o sigilo da decisão na tarde desta quarta-feira (3). A operação foi realizada com objetivo de apurar um possível esquema para inserir dados falsos sobre vacina nos sistemas do Ministério da Saúde, como forma de burlar medidas restritivas impostas no Brasil e nos Estados Unidos.

“Diante do exposto e do notório posicionamento público de Jair Messias Bolsonaro contra a vacinação, objeto da CPI da Pandemia e de investigações nesta Suprema Corte, é plausível, lógica e robusta a linha investigativa sobre a possibilidade de o ex-presidente da República, de maneira velada e mediante inserção de dados falsos nos sistemas do SUS, buscar para si e para terceiros eventuais vantagens advindas da efetiva imunização, especialmente considerado o fato de não ter conseguido a reeleição nas eleições gerais de 2022”, escreveu o ministro.

 

Fonte e Publicado Por:Jornal Folha do Progresso em 03/05/2023/18:19:43 Com informações do O Liberal.

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Foragido por assalto a banco, morre em ação policial, no Pará

Indivíduo morreu após apontar arma para a polícia durante abordagem. (Foto:Redes sociais via Whatsapp).

João de Deus Carlos do Nascimento tinha prisão decretada pela tentativa de assalto à agência do Banco do Brasil de Cametá em 2020

Na tarde de terça-feira, 2, um foragido da justiça por envolvimento em roubo a banco morreu em ação policial na zona urbana de Baião, no nordeste do Pará. João de Deus Carlos do Nascimento, conhecido como ‘Macarrão’, tinha prisão preventiva decretada por participar de tentativa de assalto ao Banco do Brasil ocorrido em 1º de dezembro de 2020, em Cametá.

Na terça, a polícia recebeu uma denúncia anônima de que um indivíduo portando uma arma de fogo estava na zona urbana de Baião, na área do Bairro Novo. Ao chegar no local, um indivíduo apontou a arma de fogo para a guarnição e, para preservar sua integridade física, a polícia revidou com um disparo, atingindo o suspeito. Em seguida, ele foi identificado como João de Deus Carlos do Nascimento.

Macarrão estava com uma prisão preventiva decretada  em aberto. Com ele, foram apreendidos uma arma de fogo calibre 12, uma munição picotada do mesmo calibre e um celular Samsung.

No começo de abril deste ano, o juiz da comarca de Cametá, Marcio Campos Barroso Rebello, condenou os réus acusados de praticarem tentativa de assalto à agência do Banco do Brasil em Cametá. Na ocasião, outros réus foram condenados:

• Luis Carlos de Souza Conceição, o “Sula”, de Baião/Pa, apoio logístico e fuga e levantamento de dados da agência bancária,  57 anos e 6 meses de prisão.

• Janilson Resende de Oliveira da Silva, o “Jackie Chan”, efetuar disparos de arma de fogo, bem como restringir a liberdade dos reféns, 62 anos e 10 meses

• Kelly Thalita Pereira da Silva, a “Thalita”, apoio logístico e financiamento do crime  62 anos e 10 meses

• Marcelo Victor da Encarnação da Silva, o “Amarelinho”, mentor, executor e financiador dos delitos, 62 anos e 10 meses.

• Clemilson de Oliveira Santos, o “Barbudo”, organização e execução dos delitos,  62 anos e 10 meses

• Erádio de Paula Dias Filho, o “Naldo”, Cametaense, apoio logístico e base em seu sítio, 62 anos e 10 meses;

• Adenilson Teles Xavier, ex-Policial Militar de Tucuruí/Pa, organizador, executor e acesso a armas de uso restrito, 62 anos e 10 meses.

Fonte e Publicado Por:Jornal Folha do Progresso em 03/05/2023/16:08:34 Com informações do O Liberal.

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Adiamento da votação da PL das Fake News repercute no Congresso

PL 2630 segue em tramitação na Câmara dos Deputados sem previsão de nova votação (Foto:Fabio Rodrigues Pozzebom / Agência Brasil).

Deputados da bancada paraense divergem sobre proposta que visa o combate à desinformação

O adiamento da votação do projeto de lei 2630/2020, mais conhecido como PL das Fake News, deve prolongar o debate sobre a regulação das plataformas digitais e o combate à desinformação no país.

A discussão opõe parlamentares paraenses da base de apoio ao governo e da oposição, que reagiram ao recuo do Governo Federal sobre a apreciação da matéria.

Deputados de oposição comemoraram a retirada de pauta da matéria, que prevê, entre outras medidas, a responsabilização solidária de empresas como o Google, Meta e o TikTok pela propagação de informações falsas e discursos de ódio.

“O PL 2630 da censura foi retirado de pauta. Lula está certo da derrota e quer ‘manobrar’ um pouco mais. Ficaremos atentos, o PL da censura pode ser votado a qualquer momento””, publicou o deputado federal Delegado Caveira (PL) em seu perfil no Instagram.

No mesmo sentido, o Delegado Eder Mauro, da mesma legenda, reafirmou o posicionamento contrário ao texto, que tramita há três anos no Congresso Nacional e já foi aprovado no Senado Federal. “O PL 2630 é um cala boca na democracia, um ataque à liberdade de expressão, é calar a voz do povo. Não houve debate. A intenção é proteger o governo e calar a oposição”, declarou o parlamentar.

Já Airton Faleiro (PT) manteve o discurso a favor da regulação. “Eu voto favorável por necessidade de regulamentarmos assim como outros países estão fazendo. Esse ambiente digital não pode ser terra de ninguém. As plataformas, em especial as grandes plataformas não podem em nome do lucro ficar impulsionando mentiras, violência e ódio. Que sociedade nós estamos construindo?”, questionou o parlamentar, que acrescentou que não é válido o argumento de que a medida iria ferir o direito à liberdade de expressão.

“As plataformas terão que justificar para retirar uma postagem sua ou para retirar um perfil. Hoje não, elas estão com toda liberdade para fazer o que é de interesse delas em nome do lucro que elas obtém”, detalha.

Para o relator da matéria, o deputado federal Orlando Silva (PCdoB-SP), o projeto está fortalecido ainda que a votação tenha sido adiada.

“A nossa decisão é continuar trabalhando para produzir um texto que dê conta de garantir a liberdade de expressão e mudar a regra de responsabilidade dessas big techs que usaram e abusaram do seu poder econômico a ponto de sanções judiciais estarem sendo preparadas para que esses abusos sejam combatidos.

Eu acredito que essa luta tenha que avançar. Nós ganhamos mais gente, mais apoiadores, mas a luta continua”, pontuou.

Fonte e Publicado Por:Jornal Folha do Progresso em 03/05/2023/11:08:43 Com informações do Fabrício Queiroz.

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Júri condena a 19 anos de prisão homem acusado de matar jovem com paulada na cabeça, no Pará

Fórum de Santarém — Foto: Arquivo/g1

Junior da Silva Costa foi morto no dia 11 de março de 2018. Airton Silva Ferreira foi condenado por homicídio qualificado por motivo torpe.

O júri popular condenou na terça-feira (2) Airton Silva Ferreira, pela morte do jovem Junior da Silva Costa. O crime aconteceu no mês de março de 2018 na comunidade Igarapé-Açu. O julgamento foi realizado no Fórum da Comarca de Santarém, no oeste do Pará.

O réu foi condenado por homicídio qualificado por motivo torpe. Airton Silva Ferreira matou Junior da Silva Costa com um golpe de pernamanca na cabeça. A vítima chegou a ser socorrida, mas morreu no hospital de Santarém.

Airton Silva Ferreira foi condenado a 19 anos de prisão em regime fechado. O acusado deixou o Fórum de Santarém já preso e deve ser transferido nesta quarta (3) para a penitenciária de Santarém.

Fonte e Publicado Por:Jornal Folha do Progresso em 03/05/2023/15:49:05 Com informações de Dominique Cavaleiro, g1 Santarém e região — PA.

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Ambientalistas fazem ato de repúdio contra ataques ao Ibama no caso da capivara Filó

Dezenas de pessoas protestaram em frente à sede do Ibama em Manaus pedindo a liberação da capivara Filó, no domingo, dia 30 de abril – (Foto: Reprodução).

Um grupo de ambientalistas, biólogos, veterinários, pesquisadores, ativistas e protetores ambientais realiza nesta terça-feira (02) em Manaus, a partir das 8h, um ato de repúdio contra os ataques ao sistema de proteção do meio ambiente, à ciência e à legislação ambiental no Brasil.

O objetivo é demonstrar apoio ao trabalho desenvolvido por servidores do Ibama na missão de proteger o patrimônio natural do país, a biodiversidade e os animais silvestres. A manifestação ocorrerá na sede da superintendência do órgão em Manaus, na rua Ministro João Gonçalves de Souza, S/N, bairro Distrito Industrial.

“A intenção do ato é demonstrar apoio aos servidores do Ibama, que nos últimos dias sofreram uma série de ataques. Queremos conscientizar a sociedade sobre os riscos relacionados ao uso de animais silvestres como pets e como a exploração sensacionalista deles nas redes sociais pode incentivar a captura e comércio ilegais desses animais”, afirmou Diogo Lagroteria, médico veterinário especialista em fauna silvestre e um dos organizadores do ato.

Os ambientalistas lembram que a prática da capturar e manter animais silvestres em residências sem autorização é crime conforme Lei de Proteção à Fauna N° 5.197 e à Lei de Crimes Ambientais Nº 9.605.

A legislação ambiental afirma que o uso desses animais de forma irregular pode causar danos severos ao ecossistema, aos ambientes naturais e ao trabalho de conservação da fauna e da flora brasileira.
Corte no orçamento

Nos últimos anos, o Ibama e outros órgãos ambientais federativos como ICMBio e Inpe sofreram inúmeros cortes de verbas, desmobilização de servidores e interferência na atuação em campo.

O rombo orçamentário foi de 71% desde 2014, quando os repasses atingiram o maior patamar da história (R$ 13,3 bilhões), e em 2021, terceiro ano do governo Bolsonaro, as verbas destinadas ao sistema de proteção ambiental foram de apenas R$ 3,7 bilhões, conforme o relatório “O financiamento da gestão ambiental no Brasil”, publicado pelo Instituto Socioambiental (ISA) e pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).

Os organizadores do ato de repúdio afirmam que além do aumento do desmatamento, uma das graves consequências da política antiambiental no Brasil foi a desestruturação dos Centros de Triagem de Animais Silvestres (Cetas), fundamentais para o resgate, recuperação e reintrodução de animais silvestres apreendidos em situações de maus tratos, abuso e/ou outros crimes ambientais.

O Cetas também é utilizado para o desenvolvimento de pesquisas científicas sobre zoonoses silvestres, conservação, manejo e saúde pública.

“O trabalho do Ibama e do Cetas é extremamente necessário e não pode ser desacreditado. Inúmeros animais chegam ao Cetas provenientes de ações humanas e da urbanização crescente”, afirma Alessandra Nava, doutora em medicina veterinária e pesquisadora da Fiocruz.

“A narrativa de tentar descredibilizar os órgãos ambientais é antiga e vem sendo usada por essa corrente política que defende o uso predatório dos recursos naturais em prol de ganhos econômicos. Há muito a ser melhorado para reconstruir o sistema de proteção ambiental do nosso país.

O trabalho é árduo, as leis ambientais precisam continuar a serem cumpridas e ataques só prejudicam”, afirma Erika Schloemp, bióloga e ativista ambiental e uma das organizadoras do ato.

Fonte e Publicado Por:Jornal Folha do Progresso em 03/05/2023/15:28:14 Com informações do amazonasatual.

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