Funcionários passam mal após inalarem fumaça de cozinha em restaurante de ponto turístico de Belém

Casa das Onze Janelas, em Belém. — Foto: Elza Lima/Divulgação

Caso foi na Casa Onze Janelas, na Cidade Velha.

Ao menos quatro pessoas passaram mal com intoxicação, após inalarem fumaça de cozinha de restaurante na Casa das Onze Janelas, bairro da Cidade Velha, em Belém, na manhã desta sexta-feira (19).

O incidente teria ocorrido após problema no exaustor da cozinha. A fumaça teria se alastrado rapidamente, segundo relatos.

O Centro Integrado de Operações (Ciop) foi acionado e informou que três funcionários do restaurante precisaram ser socorrido no local.

Apesar do susto, as vítimas não correm riscos. O Corpo de Bombeiros Militar do Pará e Coordenadoria Estadual de Defesa Civil chegaram a ser acionados para o princípio de incêndio.

Em nota, o restaurante Casa do Saulo disse que os funcionários controlaram o princípio de incêndio na churrasqueira e que os três funcionários que precisaram de atendimento médico já receberam alta. Segundo o empreendimento, a situação no local foi controlada.

Fonte: g1 Pará — Belém e Publicado Por:Jornal Folha do Progresso em 19/05/2023/16:18:43

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Traficante procurado pela Interpol em 188 países é capturado na Amazônia

Homem preso e joias apreendidas com ele. — Foto: Ascom PF-PA

Homem estava no extremo norte do Brasil, no Amapá, e foi preso no aeroporto do Pará quando tentava embarcar de Belém ao Suriname, nesta quarta-feira (17). Condenado participou do envio de 281kg de cocaína à Bélgica, segundo a PF.

Um traficante condenado por tráfico internacional de drogas que é procurado pela Organização de Polícia Internacional (Interpol) estava escondido no Amapá, no extremo norte do Brasil. Ele foi capturado nesta quinta-feira (18) no aeroporto internacional de Belém pela Polícia Federal (PF) após ter ido de Macapá com destino ao Suriname.

O homem foi capturado às 23h50 da quarta-feira com 94 gramas de ouro em joias. Ele é condenado por levar 281 kg de cocaína do Suriname à Bélgica em 12 de outubro de 2020.

Segundo a PF, o condenado seria integrante de uma empresa exportadora, que enviou a droga do Suriname, escondida em uma carga de madeira, para uma empresa importadora europeia.

“Foram identificados outros membros da organização criminosa e outros possíveis carregamentos de entorpecentes que aportaram em portos belgas, em investigação da polícia local”, informou a PF.

O mandado de prisão europeu foi emitido em outubro de 2022, mas a difusão vermelha na Interpol saiu há dois meses. A prisão é para cumprir pena por organização criminosa e tráfico internacional de drogas.

O Supremo Tribunal Federal ordenou a prisão após entender que foram cumpridos todos os critérios da lei brasileira, na emissão vermelha feitos pelo Escritório Central Nacional da Interpol (Organização de Polícia Internacional) belga, segundo a PF.

Após audiência de custódia, o condenado aguarda pedido de extradição para ser enviado à Bélgica, onde cumprirá a pena.

Fonte: Núbia Pacheco, g1 AP — Macapá e Publicado Por:Jornal Folha do Progresso em 19/05/2023/15:43:02

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Influenciadora desaparecida é achada morta em vala com outros seis corpos

Foto: Reprodução/Instagram – Os policiais encontraram o corpo após relatos sobre mal-cheiro

A influenciadora digital Tania Araceli Guzmán Navarro foi encontrada morta em uma vala comum em Puruandiro, no México, após uma extensa busca pela polícia. Ela estava desaparecida há três semanas. As informações são do portal britânico The Scottish Sun.

Os policiais encontraram a mulher morta após relatos de cheiros pútridos vindos do local. Os outros corpos ainda não foram identificados pela polícia.

Segundo a imprensa local, os restos humanos estavam tão decompostos que a perícia levou cinco dias para estabelecer a identidade da jovem.

Desaparecimento

A família de Tânia denunciou o desaparecimento da jovem em 21 de abril. Eles alegaram que ela foi vista pela última vez andando na cidade natal por volta das 8h45.

Ainda não se sabe se há alguma ligação entre os sete mortos ou se os corpos foram jogados pelos mesmos assassinos, conforme a mídia local.

A polícia segue realizando investigações sobre o caso.

Fonte :  Redação e Publicado Por:Jornal Folha do Progresso em 19/05/2023/05:49:49

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Balsa fica à deriva a caminho da ilha do Marajó após pane no motor

Balsa fica à deriva a caminho do Marajó, no Pará. — Foto: Reprodução / TV Liberal

Passageiros apontam que embarcação estaria superlotada, ao sair de Belém com destino ao arquipélago.

Passageiros que viajavam na Balsa Santa Rosa, com destino a Breves, no arquipélago do Marajó, afirmam que a embarcação ficou à deriva por minutos na noite de terça-feira (16).

Segundo os relatos, o problema foi logo após a partida de um porto de Belém e teria sido causado por peça do motor.

O comandante ainda tentou seguir viagem, mas o equipamento entrou em pane. A embarcação então teve de retornar para a capital.

Ainda de acordo com os passageiros, a balsa estaria superlotada. Isso porque um barco que faz a linha para Breves também não saiu na terça-feira, por problemas na hélice.

A Agência de Regulação e Controle de Serviços Públicos do Pará (Arco-PA) informou, em nota, que a empresa comunicou sobre a ocorrência da pane na embarcação e as providências tomadas para restabelecimento da viagem.

Como a tripulação tinha peças de reposição a bordo, houve parada para realização do reparo em segurança e, em seguida, o itinerário prosseguiu.

Fonte : g1 Pará — Belém e Publicado Por:Jornal Folha do Progresso em 19/05/2023/15:25:06

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Professora da UFPA vence prêmio nacional de mulheres na química

A cientista já publicou 100 artigos científicos e desenvolve estudos em produtos naturais com foco na composição química e propriedades biológicas de óleos essenciais da Amazônia (Divulgação)

Joyce Kelly Rosário da Silva é associada do Instituto de Ciências Biológicas (ICB)

A professora Joyce Kelly Rosário da Silva, associada do Instituto de Ciências Biológicas (ICB) da Universidade Federal do Pará (UFPA), é uma das vencedoras do 6º Prêmio Mulheres Brasileiras na Química. A premiação ocorre no dia 30 de maio, durante a 46ª Reunião Anual da Sociedade Brasileira de Química (SBQ), em Águas de Lindoia (SP).

A cientista paraense já publicou 100 artigos científicos. Joyce desenvolve estudos em produtos naturais com foco na composição química e propriedades biológicas de óleos essenciais da Amazônia, compostos voláteis produzidos por plantas durante interações ecológicas e biologia molecular de plantas.

O Prêmio Mulheres Brasileiras na Química destaca a participação feminina e a diversidade na ciência. A iniciativa é promovida pela SBQ e Sociedade Americana de Química (ACS, sigla em inglês), e conta com o apoio da ACS Publications, da CAS (uma divisão da ACS) e de instituições científicas brasileiras.

Professora associada do Instituto de Ciências Biológicas da UFPA, Joyce Kelly venceu na categoria Líder Emergente. Também foram premiadas Evelin Andrade Manoel, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), na categoria Líder Acadêmica; e Aline Machado de Castro, da Petrobras, na categoria Líder na Indústria.

“Mais uma vez, temos a honra de premiar três grandes pesquisadoras brasileiras que se destacam pelo seu trabalho e valorizam a presença cada vez maior das mulheres na ciência, não só no Brasil mas em todo o mundo”, afirma Denise Ferreira, gerente nacional do CAS no Brasil. “Espero ainda que este prêmio possa servir de incentivo e inspiração a novas cientistas no país, como forma de estimular o avanço das pesquisas e da participação feminina.”

Cada vencedora receberá um prêmio em dinheiro no valor equivalente a quase R$ 10 mil, além de uma ID do SciFinder válida por um ano, uma associação à ACS por um ano e um certificado de inscrição gratuita em um curso oferecido pelo Instituto ACS.

Fonte : O Liberal e Publicado Por:Jornal Folha do Progresso em 19/05/2023/15:18:33

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Marina Silva alerta para destruição irreversível da Amazônia

(Foto:Reprodução) – A ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Marina Silva, defendeu que a base de referência da Cúpula da Amazônia seja o chamado “ponto de não retorno”, limiar crítico a partir do qual as mudanças climáticas deixam de ser reversíveis

. Segundo ela, esse termo dará maior abrangência à política comum para o desenvolvimento sustentável, a ser construída durante o encontro que reunirá os chefes de Estado dos oito países integrantes da Organização do Tratado de Cooperação Amazônica (OTCA).

A proposta foi apresentada nesta terça-feira (16) durante o Seminário Desenvolvimento Sustentável na Amazônia, no Itamaraty – evento que segue até o dia 18, promovendo debates entre representantes de governo e da sociedade civil, com o objetivo de unificar discursos para a apresentação da proposta brasileira durante a Cúpula da Amazônia, nos dias 8 e 9 de agosto em Belém (PA).

“Precisamos muito dessas boas ideias e dessas propostas colocadas aqui”, disse Marina Silva após ouvir as primeiras participações durante a abertura do seminário. De acordo com a ministra, a reunião de chefes de Estado da OTCA quebrará uma lógica muito comum a eventos desse tipo.

“Geralmente a gente faz um evento que reúne presidentes, e todos apresentam ideias, sugestões e propostas. Mas com raras exceções conseguimos dar sequência aos necessários desdobramentos. Precisamos quebrar essa lógica e trabalhar com a lógica dos encaminhamentos, e dar um novo estamento para esses momentos grandiloquentes”, acrescentou.

Segundo ela,  o novo estamento (condição) levará em conta o fato de os países integrantes da OTCA estarem vivendo um “período que é muito rico” e de oportunidades. “Em primeiro lugar, por termos [no Brasil] um presidente que goza de acolhimento e respeito [entre seus pares dos demais países]. Todos acolhem sua liderança, e o Brasil pode fazer um papel muito importante, fazendo essa quebra de paradigma para pensarmos o desenvolvimento em uma das regiões mais importantes e sensíveis do planeta”.
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Ponto de não retorno

“Para pensar a Amazônia, temos como base de referência a questão do ponto de não retorno. Não podemos ultrapassar 20% de destruição da Amazônia sob pena de ela entrar em ponto de não retorno. Isso seria apenas um enunciado genérico, mas esse painel estabeleceria as bases para o que seria uma ação conjunta, onde poderemos tomar emprestado os termos da Convenção do Clima”, disse a ministra referindo-se ao termo que foi criado tendo como referência o planeta como um todo, e não especificamente a Amazônia.

A ideia da ministra é mostrar que os países amazônicos estarão embaixo de um “guarda-chuva” com princípio de responsabilidades comuns, porém diferenciadas, em que cada um vai dar a sua contribuição para evitar que a Amazônia entre em ponto no qual a situação fique irreversível. “Não podemos ultrapassar um 1,5ºC de aumento da temperatura da Terra, nem ultrapassar 20% de destruição da Amazônia, sob pena de ela entrar em ponto de não retorno. Do mesmo jeito que, em 1992, mais de 170 países se reuniram [durante a ECO 92, no Rio de Janeiro] para evitar o ponto de não retorno em relação ao clima, os oito presidentes da República podem se reunir agora para evitar o ponto de não retorno em relação à destruição da floresta amazônica”, completou.
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Sendo assim, acrescentou a ministra, esse guarda-chuva abriria espaço para outros acordos específicos. “Quando a gente coopera cientificamente, culturalmente e politicamente, é mais fácil fazer negócio. O problema é que a gente se atém aos negócios e não cria uma base de relação onde as pessoas de países vizinhos possam vir cada vez mais para nossas universidades, e nós irmos para as universidades deles e criarmos um pensamento de região”.

“O Brasil reúne expertise fantástica de monitoramento de floresta. E temos um fundo que pode financiar ampliação desse sistema de monitoramento para além das nossas fronteiras, que é o Fundo da Amazônia”, acrescentou.

País mega florestal

O objetivo do Brasil, segundo Marina Silva, é “ser um país mega florestal que vai manter os serviços ecossistêmicos do planeta, porque seremos capazes de transitar de uma economia de alto carbono para uma economia de baixo carbono”.

“Em vez de exportar carbono, vamos exportar produtos que não sejam carbono intensivo. A China não vai exportar tecnologia para fazer a transição ecológica do planeta e ficar importando agricultura de alto carbono. Por isso que a nossa agricultura tem de ser de baixo carbono e a nossa energia tem de ser limpa, produzindo hidrogênio verde. Esse talvez seja o grande termo de referência para uma cúpula dos povos amazônicos em pleno século 21”, completou.

Fonte :EBC GERAL / Publicado Por:Jornal Folha do Progresso em 18/05/2023/18:39:51

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“Operação Curupira” desarticula ação de desmatamento em Altamira

(F0to:Reprodução) – Na última quarta (17), foram desarticulados 14 acampamentos e flagradas 10 pessoas que seriam recrutadas para trabalhar no desmatamento ilegal.

nicípio que já esteve no topo do ranking de desmatamento na Amazônia, o Governo do Pará atua para impedir que novos casos aconteçam e que áreas da natureza permaneçam sendo preservadas, garantindo assim a biodiversidade local. Na última quarta-feira (17), no distrito de Castelo dos Sonhos, em Altamira, na região de integração do Xingu, servidores da Secretaria de Meio Ambiente e Sustentabilidade (Semas), de Segurança Pública e Agência de Defesa Agropecuária (Adepará) desarticularam 14 acampamentos ilegais e encontraram 10 pessoas, nesses abrigos, recrutadas para trabalhar no desmatamento.

“Na região, ainda considerada sensível e que requer toda a atenção, o modus operandi predominante é mobilizar pessoas para ficarem em acampamentos e só saírem após derrubar toda a área”, revela Amanda Moura, técnica em Gestão Ambiental e fiscal ambiental.
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“Operação Curupira” ocorre há quase 100 dias após a instalação da primeira base fixa no município de São Félix do Xingu. Os municípios de Novo Progresso e Altamira também receberam as operações permanentes que se estendem pela região. Em todo o período, nas três bases, 14 pessoas foram presas por cometer crimes ambientais e quase 200 maquinários foram apreendidos e/ou inutilizados.
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Fonte Aline Saavedra (SEMAS)/ Publicado Por:Jornal Folha do Progresso em 18/05/2023/18:32:57

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Justiça determina bloqueio de matrículas de fazendas em territórios tradicionais no oeste da Bahia

Arte: Gabriela Güllich

Entre os réus está Luiz Carlos Bergamashi, liderança do agronegócio. Ação foi aberta pelo governo a pedido das comunidades, que denunciam ação de pistoleiros a serviço da “grilagem verde”

A Justiça da Bahia determinou o bloqueio de 19 matrículas de imóveis localizados em Correntina, no oeste da Bahia, no âmbito de uma ação discriminatória impetrada pelo governo do estado, atendendo ao pleito da comunidade de Fecho e Fundo de Pasto Capão do Modesto, que denuncia a invasão de suas terras por empresários do agronegócio de algodão, milho e soja. Segundo a Justiça, os empresários averbaram suas Reservas Legais dentro do território tradicional da comunidade, manobra conhecida como “grilagem verde”. Juntas, as 19 fazendas perfazem um total de 11,2 mil hectares.

A sentença foi publicada na última quinta-feira (4) pelo juiz Matheus Agenor Alves Santos, em que ele acolhe o pedido de bloqueio de todas as matrículas listadas pela Procuradoria Geral do Estado (PGE), “bem como aquelas que porventura possam fazer parte da gleba sujeita a este procedimento discriminatório”.

A decisão determina também que o Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Inema) e o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) sejam oficiados, “acerca da proibição de derrubada da cobertura vegetal” nos imóveis – tocando em um ponto que também vem sendo denunciado há tempos pelas comunidades e por entidades ambientalistas da Bahia, que é a emissão, pelo órgão ambiental estadual, de Autorizações de Supressão de Vegetação (ASV) de forma irregular. Essa dinâmica tem permitido um crescimento intenso do desmatamento do Cerrado no oeste baiano, conforme mostrou o estudo “Desmatamentos irregulares no cerrado baiano: uma política de Estado” e a emissão de outorgas de uso da água de forma indiscriminada – ambos estudos realizados pelo Instituto Mãos da Terra (Imaterra), em parceria com a Universidade Federal da Bahia (UFBA) e apoio do Instituto Sociedade, População e Natureza (ISPN) e do WWF-Brasil.

Um estudo da Associação dos Advogados dos Trabalhadores Rurais (AATR) publicado no site Matopiba Grilagem e incluído na ação discriminatória, também mostra essa dupla agressão ambiental nos territórios das comunidades, bem como o processo de grilagem verde. Matopiba, bom lembrar, é um acrônimo formado pelas iniciais dos estados Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia, região de forte expansão agrícola caracterizada, segundo denúncia da AATR e outras entidades, pela dobradinha de devastação socioambiental e grilagem de terras.

Até o momento, constam como réus da decisão 17 pessoas físicas e jurídicas, entre elas, a transnacional Agrícola Xingú S.A, com sede brasileira em Brasília/DF; o empresário Luiz Carlos Bergamaschi, residente na Fazenda Xanxere, em Correntina, e presidente da Associação Baiana de Produtores de Algodão (Abapa) em segundo mandato consecutivo; o empresário Dino Faccione, ex-diretor da Abapa e residente na Fazenda GBC, em  Correntina; e os irmãos Walter Yukio Horita, Wilson Hideki Horita e Ricardo Lhossuke Horita, domiciliados em Barreiras/BA e responsáveis pela expansão, para a Bahia, dos negócios do Grupo Horita, originário de São Paulo.

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Atentados e depredações

Nas quase 800 páginas que compõem a inicial da ação impetrada pela PGE em dezembro passado, há robustas evidências de apropriação indevida dos imóveis e denúncias de ações violentas praticadas por jagunços contra os moradores das comunidades tradicionais.

Na síntese que que abre a petição, o procurador do estado, José Paulo Sisterolli Batista, afirma que, ao longo do processo administrativo que antecedeu a judicialização – aberto pela Coordenação de Desenvolvimento Agrário (CDA) em abril de 2021 – foi possível verificar a legitimidade do pedido de discriminatória feito pela Associação Comunitária de Preservação Ambiental dos Pequenos Criadores do Fecho de Capão do Modesto, devido à “sobreposição quase total da área a ser discriminada do Fecho de Pasto Capão do Modesto, conforme análise das matrículas informadas pelo cartório de Registro de Imóveis da Comarca de Correntina/BA”.

Em outro momento, com base em denúncia protocolada pela Associação dos Advogados dos Trabalhadores Rurais (AATR), o procurador relata que membros da direção da Associação “vêm sendo ameaçados de morte e, desde 2014, diversos Boletins de Ocorrência foram lavrados sobre esses fatos na Delegacia do município, sem que providências fossem tomadas pelas autoridades locais”.

A denúncia destaca atuação da Agropecuária Talismã Ltda e família Faccione, que “vêm se utilizando dos serviços de milícias privadas, sob fachada de empresas de segurança, para expulsar as famílias que fazem uso da área para o pastoreio de animais – atualmente, ‘Estrela Guia’”.

A Talismã, prossegue o procurador, vem, desde essa data, “intensificando suas ações para consolidar em campo a grilagem cartorial que registrou ilegalmente como suas as terras de fecho de pasto destas comunidades”.

Entre os atos violentos praticadas, estão “ameaças, cárcere privado, fechamento de estradas tradicionais, da circulação ostensiva e permanente pela área portando armas de grosso calibre, além de afirmarem que vão construir guaritas para controle de acesso das pessoas que passam pela estrada a caminho das comunidades”.

Em resposta à reportagem, a empresa informou que “o Sr. Dino Faccione não representa a Sementes Talismã e não faz parte do quadro societário”. Segundo a AATR, a Talismã passou por um processo de falência e, de fato, a empresa não consta no polo passivo da ação discriminatória, apenas Dino Faccione.

Emboscada em mutirão

O caso mais recente, que ainda não se sabe relacionado a que empresa, ocorreu no dia 11 de abril, conforme relata Marcos Rogério Beltrão dos Santos, documentarista e integrante do Movimento Ambientalista Grande Sertão Veredas. O atentado aconteceu após um mutirão para reconstruir uma ponte e um rancho que haviam sido destruídos por pistoleiros, e foi denunciado em Boletim de Ocorrência.
Polícia Civil da Bahia em diligência pós atentado. Capsulas foram encontradas. Foto: Divulgação.

A destruição das benfeitorias, conta, foi denunciada em boletim de ocorrência, mas nada foi feito pelas autoridades policiais, que tampouco atenderam ao pedido de segurança durante o mutirão, feito pelo vereador Ebraim Dentista (PSD), presidente da Comissão de Meio Ambiente da Câmara Municipal de Correntina.

“A polícia não foi e os pistoleiros armaram emboscada. Pessoal estava indo embora e eles abriram fogo. Dos trinta que estavam lá, acertaram três, um foi ferido na barriga, mas graças a Deus todos se recuperaram”, conta Marcos. Somente depois do atentado, prossegue, a Polícia Militar foi ao local, no mesmo dia, e a Polícia Civil, no dia seguinte. “Recolheram material para fazer perícia, encontraram cápsulas de balas de 12 e outros cartuchos”.

A advogada Eliene Santos da Guarda, que defende a Associação Comunitária de Preservação Ambiental dos Pequenos Criadores do Fecho de Pasto de Cupim, Sumidor e Cabresto (ACPAC), conta que os três já receberam alta e estão se recuperando. Porém, nenhum deles teve as balas retiradas de seus corpos.

“Um foi alvejado na clavícula, é um senhor de 67 anos, não fez cirurgia, reclama de dores. Outro possui 44 anos, foi alvejado na parte superior do braço direito, a bala se encontra alojada no braço, também não fez cirurgia. Ele sente dores, cansaço no braço, sente os dedos dormentes, como se tivesse perdido parcialmente a sensibilidade de dois dedos. Sente ainda dores. O terceiro tem a idade de 57 anos. É o caso mais grave, a bala perfurou o intestino e se alojou próximo à coluna, fez cirurgia de emergência diante do quadro grave, mas não foi possível retirar a bala, diante do risco”.

Ela chama atenção para o fato de que, no dia seguinte, quando a Polícia Civil retornou na área acompanhada de um trabalhador, percebeu que os vândalos haviam retornado ao local e destruído a ponte e o rancho recém reconstruídos. “É a certeza da impunidade. Por que eles se sentem tão impunes, tão seguros, ao ponto de retornarem e terminar o serviço de destruição? É um caso a investigar”.

Os relatos de Eliene e Marcos coincidem em acentuar o aumento da violência contra as comunidades a partir de setembro passado. Durante as eleições presidenciais, os moradores das comunidades chegaram a receber com frequência, em suas redes sociais, fotos de arsenal pesado, com balas fazendo o desenho do número 22, da legenda do então candidato à reeleição Jair Bolsonaro (PL). “A gente entendeu como que um recado deles dizendo: ‘olha, se vocês resistirem, nós temos bala pra trocar’”, interpreta o líder comunitário.
Corrupção

Correntina é um dos epicentros da violência perpetuada contra comunidades tradicionais do oeste da Bahia desde o final dos anos 1970 por milícias armadas. Marcos Rogério conta que, naquele primeiro momento, os jagunços atuavam a serviço de empresas que derrubaram a vegetação nativa para plantio de monocultivos de eucalipto e outras commodities, com fartos incentivos do governo militar.
Área desmata à esquerda já é área do conflito entre a comunidade e os grileiros. Foto: Divulgação.

Após a falência do negócio, muitas terras foram quase abandonadas, mas voltaram a despertar interesse do agronegócio a partir da década de 2010, para a prática da chamada grilagem verde, em que empresas do agronegócio de soja, milho e algodão compraram as terras griladas inicialmente para o “reflorestamento”. “O professor Areovaldo Abelino chama essas fazendas de ‘propriedades beliche’, que você tem vários documentos na mesma área”, metaforiza Marcos.

O processo de grilagem, explica, se inicia a partir de documentos antigos. “Os grileiros geralmente pegam um documento antigo, feito em 1941, por exemplo. Nessa época não tinha costume de medir. Colocava só o valor que pagou nela e falava os limites da propriedade: banhada na margem do Rio Correntina, com divisa ao norte com fulano de tal, ao sul com fulano de tal… Os grileiros pegavam esses documentos, que muitas vezes não tinha nem o nome da comunidade, então ia no cartório, e, mediante corrupção, pegava essa matrícula e com apoio de juiz, promotor, órgãos estaduais e federais, faziam uma retificação de área. É como fazer uma nova matrícula, uma nova escritura, com o tamanho dela, maior que o verdadeiro”.

O ambientalista ressalta que a instauração dos processos de discriminatórias no Capão do Modesto é uma vitória das comunidades sobre a conivência histórica do governo do estado. Além da que já recebeu sentença judicial, há outras duas abertas, sendo que uma delas também já foi judicializada pela PGE – referente a uma área de 28,11 mil hectares na comunidade de Fecho de Pasto Vereda da Felicidade (processo nº 8000165-77.2023.8.05.0069) – e outra ainda está na fase administrativa, na CDA.

“Há uma certa cumplicidade do estado da Bahia com o agronegócio. Quando os técnicos do CDA estavam em campo fazendo os estudos da discriminatória, o governador se reuniu com o pessoal do agronegócio, inclusive com o presidente da Abapa, o Bergamashi, que é um dos réus nessa ação. Um dos assuntos discutidos foi as ações discriminatórias, a própria Abapa disse isso no site dela. Depois dessa reunião, os técnicos foram chamados para sair de campo. A desculpa foi a pandemia, mas a pandemia diminuiu e eles não voltaram. E depois dessa reunião também os conflitos só acirraram, os pistoleiros voltaram pra cima das comunidades com mais violência, acho que na tentativa de expulsar mesmo as comunidades, já que as discriminatórias tinha começado”.
Pressão popular

Marcos avalia que a decisão de sair da inércia foi motivada pelo aumento das denúncias sobre a violência praticada pelos jagunços. E somente essa pressão popular, da sociedade civil e da imprensa pode fazer com que outros processos sejam iniciados. “Uma das dificuldades do estado não querer fazer as discriminatórias é porque praticamente o oeste todo da Bahia foi feito nesse processo de grilagem, ninguém tem documento legal dessas terras, não existia uma única fazenda aqui antes de 1970. Todas as fazendas começaram a existir no final de 1970 pra 1980”.

Avaliação semelhante é da advogada Aryelle Almeida, integrante da AATR. A decisão judicial no Capão do Modesto, afirma, “representa vitória das comunidades, da luta popular, da luta política dos povos de fundo e fecho de pasto. Nos últimos meses tem crescido bastante a violência contra as comunidades, o que resultou em diversas denúncias e muita mobilização, moveu muitos órgãos”.

A estratégia das comunidades, pontua, é que, ao denunciar os crimes de violência, atrelam a eles a questão territorial, que é a motivação real. “Essas questões criminais sempre têm como pano de fundo a questão territorial. Não basta resolver a parte criminal sem resolver a questão territorial. As comunidades, conscientes disso, além de buscar responsabilização dos crimes, danos, buscam também a regularização de seus territórios”.

Dois eventos cruciais para fortalecer a luta, destaca, foram as audiências públicas realizadas pela Ouvidoria da Defensoria Pública da Bahia, em outubro passado, quando órgão da Justiça e a Polícia se somaram na proteção das comunidades. “Diante dessas pressões, a CDA encaminhou para a PGE as discriminatórias, para fazer a judicialização”, observa Aryelle.

Os empresários Luiz Carlos Bergamashi, presidente da Abapa; e Walter, Wilson e Ricardo Horita, do Grupo Horita; bem como a empresa Agrícola Xingu, foram procurados pela reportagem para se manifestarem sobre a decisão judicial, mas não responderam até o fechamento desta edição. O Sr. Dino Faccione não foi localizado.

Fernanda Couzemenco / Publicado Por:Jornal Folha do Progresso em 18/05/2023/18:18:20

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Jornalismo ambiental transparente e independente / Publicado Por:Jornal Folha do Progresso em 18/05/2023/18:01:39

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Olhe na despensa: Procon suspende venda de café contaminado; veja a marca

(Foto:Reprodução) – Após uma inspeção da Vigilância Sanitária em conjunto com o Ministério Público de Minas Gerais, a empresa ficou

O Procon de Uberlândia, no estado de Minas Gerais, recomendou a suspensão da comercialização do café Uber Ubá. De acordo com o site Estado de Minas, a recomendação dada aos comerciantes do município é de que os produtos embalados e distribuídos pela Comércio de Café Uberaba EIRELI sejam retirados de suas prateleiras. A recomendação vale também para os rótulos que estejam identificados como embalados e distribuídos por Reyna Produtos Alimentícios LTDA.

A marca está sendo investigada pelo Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) devido a suspeita da quantidade de impurezas estar acima do permitido. Com isso, o produto acaba ficando impróprio para o consumo. Desse modo, o café Uber Ubá teria cascas e paus acima do limite permitido, além de contar com a presença de Ocratoxina “A”, conforme confirmado pelo laudo da análise 2991.1P.0/2022.

Ademais, no caso dos consumidores que possuem o café em suas residências, a recomendação é de que o produto não seja utilizado. Isso devido ao fato que a produção imprópria e a presença de substâncias tóxicas podem gerar danos a saúde dos consumidores.
Fábrica foi interditada pela Vigilância Sanitária

A promotoria já autuou a empresa responsável pelo café após a inspeção conjunta à Vigilância Sanitária Municipal. O estabelecido de produção, localizado em Uberlândia, foi interditado devido a vigilância ter encontrado um ambiente “sem condições higiênico sanitárias satisfatórias e rotinas de boas práticas e outros controles previstos”.

Dessa forma, os comerciantes de Uberlândia que possuem os produtos da empresa em seu comércio, deverão apresentar ao Procon as notas fiscais referentes a compra dos produtos. A medida vale para as compras realizadas entre 1º de janeiro de 2022 até 12 de maio de 2023. Além disso, será necessário indicar a quantidade total de produtos presente no estoque das empresas.

Fonte Ana Flávia Gonzaga/ Publicado Por:Jornal Folha do Progresso em 18/05/2023/17:42:50

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