Policial militar de 36 anos falece durante serviço após ter um mal súbito na balsa de Itaituba
Josivan da Silva Oliveira, de 36 anos. (Fotos: Reprodução)
Fatalidade ocorreu na noite de quinta (25), enquanto o SGT. Josivan da Silva Oliveira e um colega conduziam presos para a delegacia; Ele chegou a ser encaminhado para o HMI, mas não resistiu.
Uma fatalidade foi registrada na noite da última quinta-feira (25), quando o 3º Sargento da Polícia Militar (PM) Josivan da Silva Oliveira, de 36 anos, faleceu após um mal súbito. O fato ocorreu durante a travessia da balsa do Distrito de Miritituba para o município de Itaituba, sudoeste do Pará.
De acordo com a PM, o Sargento Oliveira e o Soldado Bomfim estavam em serviço, conduzindo dois indivíduos acusados de furto na área do 108º PPD do Sudário para a 19ª Seccional de Itaituba.
Durante a travessia da balsa, Oliveira começou a passar mal, necessitando ser rapidamente encaminhado ao Hospital Municipal de Itaituba (HMI). Apesar do esforço das equipes de socorro e do atendimento emergencial na sala de reanimação, o sargento não resistiu e veio a óbito. A PM ainda aguarda o laudo médico com a indicação exata da causa da morte do sargento.
SGT Oliveira. (Fotos: Reprodução)
O SGT Josivan da Silva Oliveira ingressou na Polícia Militar em 2009. Ele era reconhecido por ser um excelente profissional, dedicado e comprometido com a causa da segurança pública. Seu velório está sendo realizado na 25ª rua do bairro Bom Remédio, nº 1358 (Mercantil Oliveira).
Fonte: Portal Giro Publicado Por: Jornal Folha do Progresso em 26/05/2023/16:50:46
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‘O Incra está às moscas’, diz ministro do Desenvolvimento Agrário em visita a Santarém, no PA
Ministro do Desenvolvimento Agrário, Paulo Teixeira — Foto: Reprodução/Tv Tapajós
Paulo Teixeira participou de reunião no Incra para tratar sobre a estratégia de Ordenamento e Regularização Fundiária e Ambiental na região.
Em agenda no município de Santarém, oeste do Pará, nesta sexta-feira (26), o ministro do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA), Paulo Teixeira, disse que a pasta vai reestruturar o Instituto de Colonização e Reforça Agrária (Incra) para que o órgão tenha condições de cumprir a sua função que é atender o homem do campo.
O ministro participou de reunião na sede da Superintendência Regional do Incra, em Santarém, onde tratou sobre a estratégia de Ordenamento e Regularização Fundiária e Ambiental na região, e viu de perto o sucateamento do Instituto.
“Eu vinha conversando com o deputado Henderson Pinto e a deputada Maria do Carmo e eles me contaram que o Incra foi destruído aqui. O Incra está às moscas. O Incra tem que ter internet, tem que ter barco, tem que ter carro, tem que ter servidores pra retomar sua função que é atender o agricultor aqui. Vamos reconstruir o Incra e dar a infraestrutura para ele atender esse agricultor aqui. Estamos há cinco meses no governo. Em 6 anos eles destruíram o Incra. O Pará tem 3700 assentamentos, quase 30% de todos os assentamento do Brasil. O Incra é fundamental para o Pará”, disse Paulo Teixeira.
De acordo com o ministro, um dos grandes desafios da sua pasta é a regularização fundiária, e com o avanço desse processo ele acredita que será possível garantir a paz no campo.
“Com o Incra queremos regularizar as terras dos assentados e promover a pacificação no campo por meio dessa regularização fundiária”, disse Paulo Teixeira.
Sem sistema, Incra não estava conseguindo atender os usuários — Foto: Reprodução / Redes sociais
O ministro do Desenvolvimento Agrário disse que pra ele é uma alegria voltar a Santarém, que é símbolo da agricultura familiar para o país, porque tem uma agricultura forte, e que será fortalecida com injeção de recursos do governo federal.
“O presidente Lula vai dar todos os estímulos e eu vou traduzi-los aqui para aumentar a produção de alimentos saudáveis, para que a gente tenha comida farta e de qualidade na mesa do povo brasileiro. Também temos o desafio que é o reflorestamento produtivo, precisamos aumentar as áreas de cacau, açaí, e junto com isso, promover a agroindústria, agregar valor. Vocês estão perto da Europa, dos Estados Unidos, é um mercado tão importante de exportação que precisa ser explorado”, ressaltou.
Paulo Teixeira disse ainda que outro foco do ministério do Desenvolvimento Agrário são as compras públicas. A Conab foi vinculada à pasta e junto com ela o PAA, para comprar alimentos da agricultura familiar, e assim garantir segurança alimentar às pessoas em situação de vulnerabilidade.
“Queremos garantir assistência técnica e vamos chamar as universidades e dizer pra elas, olha vocês têm que fazer extensão rural e junto com a Embrapa ajudar o produtor a melhorar a sua produção. Tem produtores de leite aqui, e devargazinho tem que ter cooperativa pra produzir queijo, manteiga e iogurte e vender para a merenda escolar e o PAA, e ganhar mercado”, pontuou.
Produtos da agricultura familiar adquiridos por meio do PAA em Santarém — Foto: Agência Santarém/Divulgação
Financiamento
Sobre crédito para alavancar a produção da agricultura familiar e dos pequenos produtores, o ministro Paulo Teixeira lembrou que o governo federal vai lançar o plano safra. Quem produzir alimentos vai ter um juro menor, assim como, quem tiver reflorestamento produtivo
“Se o sujeito tiver plantação de açaí vai ter juros mais baixos. Mulheres e jovens que estejam na agricultura terão juros mais baixos, assim como pequenas agroindústrias”, finalizou.
Além da reunião na Superintendência do Incra no Oeste do Patá, o ministro Paulo Teixeira, participa de reunião às 14h no auditório da Universidade Federal do oeste do Pará (Ufopa), movimentos sociais e instituições para escuta de demandas.
NO sábado, o ministro e comitiva visitam a Aldeia Kumaruara Vista Alegre do Capixauã, na região da Reserva Extrativista Tapajós Arapiuns, e encerra a agenda com visita a Alter do Chão.
Fonte: Sílvia Vieira, g1 Santarém e Região — PA Publicado Por: Jornal Folha do Progresso em 26/05/2023/16:21:23
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Dona de casa de prostituição é presa em flagrante, no PA; local é conhecido pela exploração sexual de menores, diz polícia
Imagens coletadas durante a operação policial. — Foto: Reprodução / DEACA
Policiais também encontraram porções de drogas no estabelecimento.
Uma mulher, apontada pela Polícia Civil (PC) como proprietária da ‘Casa da Morangão’, em Redenção, no sul do Pará, foi presa em flagrante no local, durante uma operação coordenada pela Delegacia Especializada de Atendimento à Criança e ao Adolescente (DEACA), na quinta-feira (25).
De acordo com a Polícia Civil (PC), o estabelecimento é conhecido pela exploração sexual de menores de idade e pelo tráfico de drogas.
A corporação informou que dentro da casa foram encontrados entorpecentes e embalagens utilizadas para a venda destas sustâncias ilícitas.
Segundo a PC, as drogas localizadas foram: uma grama de maconha, 1,6g de substância semelhante à ecstasy, conhecida como “bala” e 10g de cocaína.
Policiais foram ao local para cumprir mandado de busca e apreensão, e prenderam em flagrante a proprietária do estabelecimento. — Foto: Reprodução / DEACA
Além disso, foram apreendidos um caderno de anotações, uma balança de precisão, aproximadamente R$ 212 em notas fracionadas.
Durante o cumprimento do mandado de busca e apreensão também foram encontrados elementos relevante à investigação sobre a exploração sexual de menores no local.
A proprietária do prostíbulo foi encaminhada a Deaca de Redenção para realização dos procedimentos cabíveis e está à disposição da Justiça, como pontuou a PC.
Fonte: g1 Pará — Belém Por: Jornal Folha do Progresso em 26/05/2023/16:12:23
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Carro cai em cratera de obra da prefeitura de Ananindeua, no Pará
Carro cai em cratera aberta em obra de prefeitura em Ananindeua — Foto: TV Liberal/Reprodução
Suspeita é que motorista tenha ignorado sinalização que indicavam buracos. Obras de drenagem devem terminar neste fim de semana.
Um carro caiu dentro de uma cratera aberta para obras de drenagem em Ananindeua, na Grande Belém. O acidente ocorreu na madrugada desta sexta-feira (26) e ninguém se feriu com gravidade.
No fim da manhã desta sexta, um guindaste foi usado para retirar o carro e dar continuidade às obras de instalação de tubos para drenagem – veja no vídeo abaixo.
O motorista teria desrespeitado as sinalizações no local que indicavam os buracos, alegou a prefeitura de Ananindeua, responsável pelas obras – veja na entrevista completa no vídeo acima.
As obras ocorrem no local conhecido como Praça da Bíblia, na Avenida três Corações. No local há fitas e cavaletes, mas nada que impeça totalmente a passagem de veículos.
A reportagem não conseguiu contato com o motorista até o início da tarde desta sexta. As obras devem terminar ainda neste fim de semana e o trânsito será liberado no domingo (28).
Fonte: g1 Pará Publicado Por: Jornal Folha do Progresso em 26/05/2023/16:01:09
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Brasileira morre na Itália, e família quer trazer corpo ao Pará
Brasileira morreu na Itália, e família quer trazer corpo ao Pará — Foto: Reprodução/Arquivo pessoal
Bruna Cancio dos Santos, de 36 anos, foi encontrada morta na cidade de Rimini, onde morava há mais de um ano.
A paraense Bruna Cancio dos Santos, uma mulher trans de 36 anos, foi encontrada morta na quinta-feira (25), na cidade de Rimini, na Itália, onde morava há mais de um ano. A família, que mora em Belém, pede ajuda para trazer o corpo de Bruna para o Brasil.
De acordo com a sobrinha de Bruna, Beatriz Dória, a paraense sofreu uma queda do terceiro andar de um prédio, que não era onde ela habitava. A família acredita que ela pode ter sido vítima de homicídio, uma das hipóteses investigadas pela polícia local, segundo a sobrinha.
Ao serem acionados e iniciarem as investigações, a polícia local, conforme informações da família, não encontrou ninguém no apartamento de Bruna.
“A polícia não descartou nenhuma hipótese a respeito do crime, desde suicídio, queda acidental a homicídio. Mas nós da família não acreditamos na possibilidade de um suicídio”, relatou Beatriz.
A sobrinha contou que a tia, nascida em Benevides e que morava em Marituba, na Grande Belém, era uma pessoa incrível e uma ótima filha e neta , sempre disposta a ajudar.
“Ela construiu a casa da minha vó e sempre nos proporcionou o melhor. A Bruna era o amor da nossas vidas. Sempre tivemos orgulho de quem ela era, e todos falavam dela com brilho nos olhos”, completou Beatriz.
Esta era a segunda viagem dela à Itália. No país, a paraense morava com uma amiga. Após a descoberta da morte, a família busca a ajuda do governo local e do consulado para o traslado do corpo.
Bruna tinha 36 anos de idade. — Foto: Reprodução / Arquivo pessoal
O g1 solicitou informações ao Itamaraty sobre a morte da brasileira e entrou em contato com órgãos públicos competentes, além do consulado do Brasil na Itália para coletar mais detalhes dos possíveis trâmites, mas até a publicação desta reportagem não obteve retorno.
Fonte: Juliana Bessa, g1 Pará — Belém Publicado Por: Jornal Folha do Progresso em 26/05/2023/15:56:25
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Belém é escolhida como sede da COP 30, em 2025, diz governo
Governador do Pará, Helder Barbalho, presidente Lula e ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira — Foto: Presidência da República/Reprodução
Medida foi anunciada em vídeo, no qual participam o presidente Lula, o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, e o governador do Pará, Helder Barbalho.
O governo federal anunciou nesta sexta-feira (26) que a reunião da 30ª Conferência das Partes da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (COP 30) será realizada em Belém, no Pará. O encontro está marcado para 2025.
A medida foi anunciada em vídeo publicado nas redes sociais do governo, em que o presidente Lula (PT) aparece acompanhado do ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, e do governador do Pará, Helder Barbalho (MDB).
A candidatura da cidade pelo governo foi oficializada em janeiro. No vídeo em que anuncia a escolha da sede, Lula afirma que é “uma notícia extraordinária para dar ao povo do estado do Pará, para a cidade de Belém e para o Brasil”.
“Eu já participei de COP no Egito, em Paris, em Copenhague e o pessoal só fala da Amazônia, só fala da Amazônia. E eu dizia assim: ‘por que, então, não fazer a COP em um estado da Amazônia para vocês conhecerem o que é a Amazônia? Verem o que são os rios da Amazônia, as florestas da Amazônia, a fauna da Amazônia'”, diz o presidente no vídeo.
A Conferência do Clima da ONU discute mudanças climáticas no mundo e trata de alternativas para melhorar as condições do clima, em especial no trabalho para a redução dos gases de efeito estufa.
Segundo Mauro Vieira, a realização da reunião no Pará foi confirmada pela Organização das Nações Unidas (ONU), na semana passada.
“Eu queria confirmar que as Nações Unidas aprovaram, no último dia 18 de maio, a realização da Conferência das Partes da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima na cidade de Belém do Pará, em novembro de 2025”, diz no vídeo.
“Será a COP 30, proposta do presidente Lula ainda como presidente eleito […] Essa é uma grande notícia. Será a primeira vez que teremos uma reunião desta magnitude sobre mudança do clima no Brasil e na cidade de Belém”, continuou.
Já o governador Helder Barbalho disse que a realização do evento “aumenta nossa responsabilidade de mostrar que o Brasil está preparado, e a responsabilidade da agenda ambiental conciliando os amazônidas de nossa região e o respeito ao meio ambiente”.
Negociações
O Brasil seria a sede da COP 25, em 2019, o que não ocorreu. Em 2018, o então presidente eleito Jair Bolsonaro teria pressionado o presidente Michel Temer a abrir mão de receber a conferência.
A época, Bolsonaro disse que o evento geraria um custo de mais de R$ 500 milhões ao país. A posição do ex-presidente foi criticada por especialistas, o que se tornou rotina ao longo do governo, já que o desmatamento disparou, em especial na Amazônia.
Em 2019, a COP 25 acabou sendo realizada em Madri, na Espanha. Desde a campanha presidencial do ano passado, o então candidato Lula defendia a realização do encontro no país. Em janeiro, o presidente anunciou a escolha de Belém como a candidata do Brasil a sede.
A COP 28, marcada para o fim deste ano, será realizada em Dubai, nos Emirados Árabes. Já a COP 29, no ano que vem, ainda não tem local definido. Austrália e Bulgária apresentaram candidaturas para sediar o evento.
Fonte: Pedro Alves Neto e Mateus Rodrigues, g1 Publicado Por: Jornal Folha do Progresso em 26/05/2023/15:49:00
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Mauro Pires assume como presidente do ICMBio – Foto: Rebeca Hoefler
Presidente tomou posse no Parque Nacional de Brasília
Nesta quinta-feira (25),Mauro Pires toma posse como presidente do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio). A cerimônia ocorreu no Parque Nacional de Brasília e contou com a presença de centenas de autoridades brasileiras e internacionais. Com numerosa plateia, foi uma posse pública, marcada pela responsabilidade com o meio ambiente e com o avanço da pauta ambiental.
O presidente foi escolhido por meio de um Comitê de Busca criado em fevereiro, que avaliou 18 candidaturas e finalizou com uma lista tríplice. O processo marcou o retorno da escolha para a presidência da autarquia pautada pelo critério técnico e comprometimento com a sociobiodiversidade.
O primeiro presidente escolhido por meio desse modelo foi Rômulo Mello, que teve uma vida dedicada à gestão das unidades de conservação e deixou legado na instituição. Durante a cerimônia, o saudoso Rômulo Mello foi homenageado pelo ICMBio. A família de Mello recebeu uma placa de homenagem personalizada.
A mesa principal do evento foi composta pela Ministra do Meio Ambiente e da Mudança do Clima, Marina Silva; o secretário-executivo do Ministério do Meio Ambiente e da Mudança do Clima, João Paulo Capobianco; o presidente do Ibama, Rodrigo Agostinho; o presidente da Associação Nacional dos Servidores de Carreira de Especialista em Meio Ambiente (Ascema), Cleberson Zavaski e a secretária-executiva da Comissão Nacional para o Fortalecimento das Reservas Extrativistas e dos Povos Extrativistas Costeiros Marinhos (Confrem), Ana Paula Santos.
Em seu discurso, Pires enfatizou as unidades de conservação como espaços privilegiados de imaginação, inovação e resposta a múltiplos desafios. “A nossa prioridade de gestão será
Sobre o presidente
Mauro Pires é graduado em Ciências Sociais pela Universidade Federal de Goiás (UFG) e mestrado em Sociologia com dissertação sobre políticas de ocupação agrícola no Cerrado e meio ambiente. É servidor público federal, de carreira especialista em meio ambiente do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade desde 2009.
Fonte: Comunicação ICMBio/ Publicado Por: Jornal Folha do Progresso em 26/05/2023/11:10:13
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Ex-freira deixa celibato após paixão por sua médica: ‘Arrebatador’
Selma Teixeira abandonou o celibato depois de um problema no coração – (Foto:Arquivo Pessoal).
Vinte e cinco anos depois de se tornar freira, Selma Teixeira, 51, decidiu dar um novo rumo para a sua vida: deixar o celibato.A decisão ocorreu após ela passar por um tratamento cardíaco e uma cirurgia bariátrica — ela chegou a pesar 148 quilos.
Durante as consultas de rotina, a ex-freira conheceu uma médica que se tornou sua amiga e, um tempo depois, chegou a beijá-la — fazendo com que Selma repensasse o seu futuro.
A Universa, ela conta sua história.
“Meu nome é Selma Teixeira, mas já fui Chiara Letícia. Já estive com três papas e o último deles, o papa Francisco, me escreveu uma carta com votos de um casamento feliz. Não será possível atender ao desejo dele e a decisão não é minha, é da igreja.
Sou uma ex-freira, ex-madre superiora, que abandonou os votos de castidade, pobreza, obediência, clausura e o mais alto posto que uma mulher pode alcançar na igreja católica por causa do meu coração.
Primeiro, porque ele deu sinais de pane. Segundo, porque me apaixonei por uma das pessoas que salvou a minha vida. A paixão arrebatadora foi o apagar das luzes de 25 anos de dedicação exclusiva à igreja.
Eu vivi no celibato e no enclausuramento por quase três décadas, mas isso não significa que a minha vida até aqui não tenha sido movimentada.
Nasci na cidade de Piracicaba, no interior de São Paulo, e foi por uma inquietação e uma vontade imensa de contribuir para a comunidade humana que dei início ao que, na igreja, chamamos de vida consagrada. Isso, aos 18 anos.
Como sempre fui muito idealista, comecei por buscar uma ordem que tivesse um trabalho social, principalmente com mulheres em situação de risco. Isso porque, desde cedo, eu me incomodava com o afastamento das mulheres nas posições de importância na igreja.
Foi aí que eu cheguei às irmãs carmelitas teresianas, uma ordem instalada na cidade de Jundiaí, também no interior de São Paulo. Elas tinham um trabalho externo importante justamente com meninas e mulheres em situação de risco.
Mas eu fui além quando, nas minhas formações, tive contato mais profundo com a vida de Santa Clara e São Francisco de Assis. Eu entendi que o que me consumia internamente era não ter encontrado, até aquele momento, a minha forma religiosa de expressão e soube, através do conhecimento, que queria viver como eles viveram, e decidi que seria pobre, livre e casta, como eles foram.
Eu não sabia que seria tão difícil.
Me transferi, diante dessa escolha, para a ordem das irmãs clarissas, na cidade de Colatina, no Espírito Santo e em 1º de setembro de 2002 fiz os votos perpétuos e me tornei a irmã Chiara Letícia da Mãe de Deus. Fui Chiara até meus 47 anos.
Em 25 anos como freira, ela trabalhou com gestão de pessoas, gestão de recursos — também estudou teologia, filosofia, psicologia e história (Foto:Arquivo Pessoal).
Construí dois mosteiros
Foi minha atuação com as irmãs clarissas em Colatina que abriu as portas para que, anos mais tarde, eu me tornasse uma madre superiora.
No Espírito Santo, eu assumi a responsabilidade pela formação das freiras, fui membro do conselho da comunidade e estive à frente da retomada das obras do mosteiro, que estavam paralisadas por falta de recursos.
Primeira obra concluída com sucesso. Em 2008, as irmãs clarissas decidiram pela criação de uma nova formação, a de Nossa Senhora das Alegrias, na cidade de Araputanga, no interior do Mato Grosso. Foi ali, depois de 14 anos na vida religiosa, que me tornei madre superiora e estive de novo à frente da captação de recursos para a construção do segundo mosteiro da minha vida.
Como freira e madre superiora, segui religiosamente todos os ritos do mosteiro e da clausura. Jejum e orações na madrugada estavam entre esses ritos.
‘Se eu fosse padre, certamente seria um doutor’
Em 25 anos como freira, trabalhei com gestão de pessoas, gestão de recursos, estudei teologia, filosofia, psicologia e história, mas em entidades que não são reconhecidas pelo Ministério da Educação (MEC) e que, portanto, não contam para o meu currículo como uma civil.
Eu ainda tenho muitas questões com a igreja, porque a gestão ainda é carregada de machismo. A redução do papel da mulher e a questão do patriarcado na igreja sempre me afetou, por isso sempre procurei por ordens que valorizavam a vida feminina.
Se eu fosse um padre, certamente seria um doutor em teologia, pelo menos, mas como mulher, a falta de reconhecimento por toda instrução que a gente adquire empobrece muito a vida consagrada feminina.
Três papas e um alvo no coração
Desde que me tornei freira, estive algumas vezes no Vaticano e me encontrei com os três últimos papas: João Paulo 2º, Bento 16 e Francisco. Foram experiências que eu, como uma menina do interior, jamais poderia conceber.
Muitas das histórias que vivi seriam inimagináveis para a mesma menina lá do início dos anos 90.
A peça que meu coração pregou foi mais uma dessas. Com 148 quilos e 1 metro e 58 centímetros de altura, ele começou a bater de forma desenfreada e me vi vítima de episódios de pressão alta. Depois de começar o tratamento cardíaco, fui submetida a uma cirurgia bariátrica e ali, minha vida mudou mais uma vez.
Eu já percebia, na época, que meu tempo na clausura, toda a doação para a igreja e comunidade estavam chegando ao fim, que eu já tinha contribuído o suficiente. Pode não ser suficiente para as outras pessoas, mas foi suficiente para mim. A nossa história é transitória, a minha história com Deus também poderia ser dinâmica.
Durante o meu tratamento, fui acompanhada por uma médica que se tornou minha amiga. Eu sentia muita gratidão por ela ter sido uma das profissionais que salvou a minha vida e como tínhamos um gosto musical semelhante, em uma das minhas viagens, comprei um box do compositor clássico francês Claude Debussy e dei de presente para ela.
Em um dos meus exames, cheguei no consultório e ela tinha colocado Debussy para tocar. Foi nesse dia que ela me deu um beijo.
Ela me deu um beijo inesperado e eu, claro, não correspondi. Demorei muito tempo para perceber que tinha me ligado afetivamente a ela. Eu resolvi um problema de saúde, mas ganhei um problema afetivo.
Fiquei confusa e, como eu tinha direito a uma licença de três anos, decidi pedir afastamento por um ano para refletir e dar continuidade ao meu tratamento em São Paulo.
A carta do papa
Eu poderia ter usado a igreja e esse período sabático até me decidir sobre a minha relação, mas não é da minha índole. Eu convivi com muitas pessoas que eu considero santas e que me marcam até hoje, que estavam ali pelo mesmo propósito que tive até aquele momento. Por isso, optei por interromper a minha licença.
Decidi pedir o que a igreja chama de exclaustração definitiva, que é a anulação dos votos de castidade, obediência, pobreza e clausura. Só há uma pessoa que poderia me dispensar do meu cargo de madre superiora: o papa.
Primeiro, escrevi uma carta para a madre superiora do mosteiro mãe, que juntou outros documentos da minha vida religiosa e encaminhou tudo ao Vaticano.
Na carta de retorno, o papa Francisco me agradeceu pelos anos de dedicação à vida religiosa e à igreja católica, disse que estava rezando para que eu fosse feliz e que daquele momento em diante eu estava totalmente desligada dos votos, que poderia ter novas relações e até contrair matrimônio.
Eu me casei, mas não foi o único e tradicional casamento abençoado pela igreja católica. Tampouco me casei com a médica que me roubou o beijo que foi decisivo para o fim do meu tempo como madre superiora.
Como uma mulher que ficou 25 anos dentro de uma instituição que tinha normas e leis traçadas, eu não queria aquilo novamente. Eu sabia que, assumindo o relacionamento com uma pessoa que estava completamente estável, eu apenas trocaria de papel, trocaria de caixa, e liberdade era algo que eu tinha acabado de conquistar.
Hoje me considero uma pessoa melhor e a teologia e filosofia são parte disso. Minha relação com a igreja mudou, mas a minha fé em Deus e em Nossa Senhora continua inabalável.
Dona de bar
Liberada da vida religiosa, voltei a Piracicaba e tive um relacionamento com essa médica por seis meses. Depois disso, realizei o sonho de viajar para o Chile com uma sobrinha e com essa mesma sobrinha comprei um bar.
Fomos imensamente felizes, fizemos amigos que estarão com a gente pelo resto das nossas vidas, bebemos tanto quanto nossos clientes e fechamos na pandemia.
Depois disso, trabalhei na melhor padaria da cidade e a minha profissão mais recente é a de motorista de aplicativo.
Eu gosto muito de dirigir. De tudo o que eu fiz até agora, dirigir é o trabalho com o qual eu mais me identifico. Eu sempre gostei, em todos os meus papéis, do contato com as pessoas, e tenho encontrado pessoas fascinantes enquanto estou ao volante.
Conheci minha esposa em outubro e estamos casadas desde fevereiro.
Hoje eu sou uma pessoa que tem tatuagem, que adora uma cerveja, apaixonada e casada com a Priscila, que é uma companheira para a vida. Tenho certeza que Deus está feliz comigo, porque ele sabe que estou realizando o que eu queria realizar.
Eu nunca senti que Deus me abandonou porque saí da vida religiosa ou porque estou em pecado, vivendo com uma mulher que me completa. Passei 25 anos da minha vida na clausura, não é tão difícil imaginar por que eu quero expandir. Viver livre, leve e solta.
Fonte:Mirela Leme Colaboração para Universa Publicado Por:Jornal Folha do Progresso em 25/05/2023/18:35:28
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Europa aprova lei ambiental que vai afetar o agronegócio
DIRCEU PORTUGAL/FOTOARENA/ESTADÃO CONTEÚDO
Lei aprovada pelo Conselho Europeu impacta cadeia de produtos como a soja
O Conselho Europeu aprovou nesta semana uma lei com caráter ambiental que impacta o comércio entre países. A regra proíbe a importação de produtos agrícolas vindos de áreas de desmatamento legal e ilegal após 31 de dezembro de 2020.
Isso impacta cadeias de produtos como soja, café, cacau, chocolate, carne bovina, madeira e borracha. Na prática, todos vão precisar comprovar a origem dos produtos para acessar o mercado europeu com um processo de geolocalização e custos ao exportador para certificar a conformidade com a nova regra.
Essa lei já havia sido aprovada pelo Parlamento da Europa e agora, com o aval do Conselho Europeu, última etapa do processo, as novas regras entrarão em vigor em 20 dias após a publicação no diário oficial da União Europeia. O presidente-executivo da Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove), André Nassar, prevê impactos para a soja do Cerrado brasileiro.
“O exportador não vai poder colocar num navio que vai para a Europa a soja que veio de desmatamento em todo o bioma amazônico e mais ou menos 50% do Cerrado, soja plantada em área desmatada depois de 2020. Isso é o que muda, quem abriu área depois de 2020 e plantou soja, a soja não vai poder ir para a Europa”, revela.
Além da lei ambiental recém aprovada na Europa, o agronegócio começou a discutir com representantes europeus a classificação de risco-país. Isso porque a nova legislação europeia prevê também um sistema que vai classificar os países de acordo com o risco de desmatamento e degradação florestal. Quanto maior for o risco, mais exigências ao exportador serão realizadas.
Uma comitiva de deputados da Comissão de Comércio Internacional do Parlamento Europeu (INTA, na sigla em inglês) esteve em um almoço na sede da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), em Brasília, nesta semana.
“A CNA está liderando a discussão no setor privado. O diálogo com os europeus não é ruim, mas o texto da lei já está pronto. No entanto, há algumas questões que ainda têm espaço, como a classificação de risco dos países. Esse é um ponto que temos que discutir com os europeus, principalmente os critérios “, explica Sueme Mori, diretora de Relações Internacionais da CNA.
A classificação de risco país impacta diretamente em quais obrigações cada país vai ter que cumprir, além das penalidades previstas de acordo com o grau de risco que o país tem. Essa classificação tem duas questões-chave: (1) taxa de desmatamento (2) taxa de crescimento de produção agrícola.
Ou seja, cada nação será avaliada de acordo com risco baixo, médio ou alto. As exigências das empresas que quiserem exportar para a Europa irão depender desse nível de risco-país para o desmatamento.
“Se olhar por apenas esses dois critérios, o Brasil vai ser classificado como alto risco e essa classificação é muito importante. A classificação dos países é discriminatória, pois não considera os diferentes níveis de desenvolvimento dos países”, acrescenta Mori.
A tendência é que a Europa revise a lei e amplie a lista de exigências e também de novos produtos e avance com mais profundidade nas questões das florestas. O movimento de leis ambientais que impactam o comércio está acontecendo também nos Estados Unidos e Reino Unido.
Impactos na pecuária
A Associação Brasileira das Indústrias de Exportadoras de Carnes (ABIEC) explica que os exportadores terão de 18 meses a dois anos para se adequarem à nova legislação europeia. O diretor de sustentabilidade da entidade, Fernando Sampaio, revela que a produção de carne bovina enviada à Europa já possui a rastreabilidade, com 100% dos animais identificados.
“Temos uma lista com as fazendas já aprovadas, que são cerca de 1.300. Mas o desafio é chegar nos [fornecedores] indiretos. Nós estamos testando como fazer, se, por exemplo, precisaremos que o fornecedor direto diga de quem ele está comprando. (…) Como estender a rastreabilidade até onde o animal nasceu e garantir que para trás não havia desmatamento [na área]”, afirma.
A associação indica que os europeus continuam sendo um mercado relevante para a carne brasileira e que estuda mecanismos para apoiar os pecuaristas de forma a não excluí-los da cadeia devido às novas regras da Europa.
Europa é o bloco que mais impõe barreiras ao Brasil
Um estudo realizado pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) revelou que a União Europeia é o bloco que mais impõe barreiras comerciais ao Brasil. Até o momento são 16 restrições ao nosso comércio, contra 8 da China.
Barreiras notificadas pela CNI
Só na área ambiental, são 10 medidas. Entre elas estão a que reduz os limites máximos de resíduos (LMRs) para pesticidas. Mais recentemente, o Parlamento Europeu aprovou a cobrança de um tributo das importações de produtos com base nos gases de efeito estufa emitidos na produção – o que foi chamado de taxa de carbono aos exportadores. Essa medida depende agora do aval dos 27 estados membros.
Itens como ferro, aço, alumínio, cimento, fertilizantes, eletricidade e hidrogênio já entram nessa regra a partir de 2026. Para o agro, a CNA estima que produtos do agronegócio poderão ser incluídos quando houver uma revisão dessa norma, agendada para 2027. Produtos como soja e carne bovina poderão fazer parte da regra.
Fonte:Kellen Severo/jovempan Publicado Por:Jornal Folha do Progresso em 25/05/2023/18:10:13
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Dino entrega novo decreto de armas a Lula com limitações a CACs e restrição do acesso a fuzis
Novo decreto restringe ainda mais o registro de Colecionador, Atirador Desportivo e Caçador (CAC) (Foto:Patrick T. FALLON / AFP).
Negociações no Palácio do Planalto se voltam para que o decreto de fato saia do papel e área técnica da Casa Civil, comandada por Rui Costa, deve analisar novas regras
O ministro da Justiça, Flávio Dino, apresentou o novo decreto de armas ao presidente Lula (PT) nesta quarta-feira, 24. A proposta cria regras mais rígidas para a compra e porte no país para reduzir o número de armas de fogo com a população. Desde a campanha presidencial que o petista prometeu rever a legislação no assunto, o que tem feito desde os decretos da posse.
Na nova proposta, Dino apresentou propostas para evitar fraudes e que armas legais compradas pelo registro de Colecionador, Atirador Desportivo e Caçador (CAC) acabem desviadas. As negociações no Palácio do Planalto agora se voltam para que o decreto de fato saia do papel. A área técnica da Casa Civil, comandada por Rui Costa, deve analisar as novas regras.
Durante o governo de Jair Bolsonaro, um decreto permitiu que atiradores pudessem adquirir até 60 armas e colecionadores 30 unidades, além de grande número de munições. A ideia agora é limitar o acesso para, no máximo, 16 armamentos.
O atiradores serão divididos em níveis, como era anteriormente, e a promessa é de que fuzis sejam restritos apenas a competidores.
O ministro Flávio Dino descartou a possibilidade de confiscar armas de fogo de particulares, mas vale lembrar que quem não atender ao chamado do governo para o recadastramento das armas poderá perder o equipamento e até mesmo responder criminalmente.
A fiscalização e o cadastro, que antes eram de responsabilidade compartilhada com o Exército, passa a ser da Polícia Federal de maneira exclusiva.
A corporação já recadastrou cerca de 840 mil armas de fogo, 50 mil de uso restrito. Aproximadamente 6 mil armas ainda não foram recadastradas.
O governo, que tem um banco de dados destas armas legais sabe quem fez, ou não, o recadastramento. A ideia do novo decreto é de que as pessoas tenham que justificar a necessidade de ter uma arma de fogo. No caso dos clubes de tiro, a proposta prevê uma regulamentação diferente, com novas regras de funcionamento e limite de horários. Ainda não há data para que a proposta seja encaminhada ao Congresso Nacional.
*Com informações da repórter Luciana Verdolin
Fonte: Jovem Pan e Publicado Por:Jornal Folha do Progresso em 25/05/2023/18:12:54
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