Crianças são encontradas sem agasalhos e sem comida durante frio intenso em MT

Família foi atendida pela Secretaria de Assistência Social — Foto: Guarda Municipal de Várzea Grande

Toda a família foi encontrada pela Guarda Municipal em situação de vulnerabilidade social.

Três crianças foram encontradas em situação de extrema vulnerabilidade, pela Guarda Municipal de Várzea Grande, região metropolitana de Cuiabá, no Bairro Eldorado, nessa quarta-feira (14). De acordo com a corporação, fazia 14°C no momento e os menores estavam sem agasalhos suficientes para aquece-las.

A Guarda informou que recebeu uma denúncia anônima informando que as crianças estavam em situação de abandono. No entanto, segundo o subcomandante Alexandre Ortiz, ao chegar no local, a equipe notou que toda a família passava dificuldades.

Na casa das vítimas, além da falta de roupas e cobertores, não havia alimentos suficientes.

O caso foi encaminhado à Secretaria Municipal de Assistência Social, que esteve no local e levou alimentos e cobertores para a família.

Considerando somente pessoas ligadas à Frente Parlamentar da Agropecuária, o que se observa é que 18 integrantes receberam R$ 3,6 milhões em doações de campanha, desembolsados por fazendeiros ligados a sobreposições.

 

Fonte: | G1 MT e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso em 16/06/2023/09:48:38

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Mulher grávida encontrada morta no Ipanema é identificada, em Santarém (PA)

(Foto:Reprodução) – A grávida de aproximadamente 4 meses encontrada morta em um terreno baldio, na rua Brasil Novo, bairro Ipanema, no início da noite de quarta-feira (14), foi identificada como Jaene Chaves Moraes, de 26 anos.

O cadáver em estado avançado de decomposição apresentava  possíveis sinais de violência sexual e de estrangulamento.

Até o fechamento desta reportagem, nenhum suspeito havia sido localizado.

O caso será investigado pela Delegacia Especializada em Homicídios (DEH). Ainda na tarde de hoje, a delegada Raíssa Beleboni realizará uma coletiva de imprensa prestando esclarecimentos sobre o crime.

Fonte: O Impacto e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso em 16/06/2023/09:36:19

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42 políticos brasileiros possuem fazendas em terras indígenas, segundo relatório

(Foto:Reprodução) – No Brasil, 42 políticos e seus familiares de primeiro grau são titulares de fazendas que ficam dentro de terras indígenas, o que constitui uma irregularidade do ponto de vista legal, e ameaça os direitos constitucionais de povos originários que ali vivem.

É o que denuncia a segunda parte do dossiê Os invasores, elaborado pelo observatório De Olho nos Ruralistas. O documento está sendo lançado hoje (14) à noite, no Cine Petra Belas Artes, em São Paulo, acompanhado de debate sobre a temática e de exibição do premiado documentário Vento na fronteira, que retrata um conflito entre fazendeiros e indígenas guarani kaiowá na fronteira entre Brasil e Paraguai.

A primeira parte do relatório foi divulgada durante o Abril Indígena, mês em que se procura dar maior projeção para as inúmeras lutas da causa indígena em todo o país. No documento já se havia informado a identificação de 1.692 sobreposições, das quais se destaca agora a porção pelas quais respondem clãs políticos.

O observatório detectou terras com sobreposição a partir da análise de dados fundiários do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), mais especificamente, das bases do Sistema de Gestão Fundiária (Sigef), do Sistema Nacional de Cadastro Rural (SNCR) e do Sistema Nacional de Certificação de Imóveis (SNCI). Os políticos e sua rede têm em suas mãos 96 mil hectares, o equivalente à soma das áreas urbanas de Rio de Janeiro e Belo Horizonte.

Com 17 casos, Mato Grosso do Sul lidera a lista. Em seguida, aparecem Mato Grosso e Maranhão, com sete, cada.

Poder aquisitivo

De acordo com o coordenador de projetos do observatório, pesquisador Bruno Bassi, os atores que protagonizam a prática ilegal e que ameaçam os povos indígenas são tanto políticos como pessoas com poder aquisitivo, que financiam tais ações e se mantêm em determinada teia de relações.

“Apesar de a gente ter um número relativamente reduzido de políticos identificados com sobreposição direta, é interessante observar que, na verdade, não é um número tão pequeno quando a gente pensa que é, um [total] que corresponde a uma porcentagem relativamente alta desse número, pensando que se esperaria que a imagem que se tem, normalmente, dos fazendeiros que disputam áreas em terras indígenas, e isso é um discurso bastante reforçado pela mídia corporativa, é que são pessoas desconhecidas, que o promotor desses conflitos é o pequeno grileiro, um cara que ninguém conhece, que está lá no interior do Brasil, promovendo esse tipo de ação”, diz Bruno.

“O avanço do território, sobretudo do agronegócio, sobre territórios indígenas ou reivindicados pelos povos indígenas é promovido, de um lado, pelo capital, pelas grandes empresas e corporações, por multinacionais, grandes empresários, e tem uma interface política, que abarca desde a posse direta por pessoas que se envolvem nesse universo político. A gente tem governador, deputados federais, um senador, cinco prefeitos e vice-prefeitos com mandato atual e 23 ex-prefeitos, o que demonstra o tamanho dessa esfera municipal, do poder local, na posse de terras. A gente tem deputados estaduais”, acrescenta.

O coordenador faz outra observação sobre as sobreposições: “A gente tem desde casos declarados de invasão, ou seja, são em áreas [indígenas] homologadas, que são tentativas de grilagem, como o caso do senador Jaime Bagattoli, feita pelo antigo proprietário da área e que foi mantida nos registros fundiários do SNCI, e há casos em que essa sobreposição impede, muitas vezes, a própria demarcação do território”, acentua Bruno.

Subvertendo a lógica

Ele diz que “vários dos processos de Mato Grosso do Sul se desenrolam por mais de uma década até que se chegue a uma decisão. E esses prazos têm sido ainda maiores em função do avanço político, na Câmara [dos Deputados], especialmente, em se aprovar o marco temporal para a demarcação de terras indígenas, que é a base de contestação de vários desses processos, uma tese que ignora que esses indígenas foram expulsos continuamente dessas áreas, principalmente durante os anos 40, 50 e 60, atrás das frentes de colonização, em que o próprio Estado brasileiro, através do Serviço de Proteção aos Índios (SPI), expulsava essas comunidades e realocava em áreas extremamente diminutas, em relação ao território anteriormente ocupado pelos indígenas”.

“Quem são os reais invasores de terras no Brasil? Os movimentos populares que lutam pela reforma agrária e pela demarcação de terras indígenas, direitos consagrados na Constituição de 1988? Ou os grileiros que invadem milhões de hectares na Amazônia, no cerrado e nos demais biomas?” Essas são algumas das pontuações que constam do relatório.

Nessa linha, que critica a criminalização dos movimentos sociais, Bruno Biassi finaliza dizendo que o que o observatório propõe, com o documento, é a inversão da lógica sempre disseminada. “Vamos também pautar a invasão de terras pelo agronegócio”, argumenta.

Guarani kaiowá e indígenas isolados

Entre os nomes que aparecem em destaque com a divulgação do relatório estão o senador Jaime Bagattoli (PL-RO) e o deputado federal Dilceu Sperafico (PP-PR). Bagattoli integra, atualmente, a Comissão de Meio Ambiente, a Comissão de Agricultura e Reforma Agrária e a Comissão Parlamentar de Inquérito das Organizações Não Governamentais – ONGs.

Sperafico é membro da Comissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural, na Câmara dos Deputados, e publicou um vídeo, em sua conta no Instagram, comemorando a aprovação do Projeto de Lei 490/2007 na Câmara, que contou com seu voto favorável.

No vídeo, ele justificou o voto, dizendo que proprietários rurais têm tido suas fazendas ameaçadas por processos de demarcação “indevida” de terras indígenas, em Mato Grosso do Sul e no Paraná.

E é justamente em Mato Grosso do Sul – estado com fama de violência no campo e assassinatos de indígenas, documentados por entidades como a Comissão Pastoral da Terra (CPT) e o Conselho Indigenista Missionário (Cimi) – onde Sperafico tem uma fazenda, a Maracay, no município de Amambai. A propriedade de que é dono tem mais de quatro mil hectares, de acordo com o observatório De Olho nos Ruralistas, e fica sobre a Terra Indígena Iguatemipeguá, dos guarani kaiowá.

No caso de Bagattoli, a fazenda em situação irregular é a São José, que fica no município de Corumbiara, em Rondônia. A porção que está sobreposta é de 2,5 mil hectares em relação à Terra Indígena Rio Omerê, local habitado pelos povos akuntsu e kanoê, que vivem em isolamento voluntário.

O patrimônio declarado por Jaime Bagattoli ao Tribunal Superior Eleitoral, que inclui diversos lotes rurais, ultrapassa R$ 55 milhões. O de Sperafico supera R$ 46 milhões.

Invasores de territórios de povos originários também foram os responsáveis por bancar 29 campanhas de candidatos à eleição ou reeleição à Presidência da República, ao Congresso Nacional, a governos estaduais e assembleias legislativas. O montante de doações ultrapassou R$ 5,3 milhões.

Fonte: | Agência Brasil  e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso em 16/06/2023/09:27:11

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Corpo de homem que estava desaparecido há 5 meses é encontrado enterrado, no Pará

(Foto: Divulgação) – A Polícia localizou o corpo de um homem vítima de homicídio qualificado, encontrado na zona rural do município de Igarapé-Miri, no nordeste do Pará.

Segundo a polícia, a vítima foi identificada como Andrei Clei Rodrigues Fortes, que, conforme a família dele, estava sumido desde janeiro deste ano. O corpo foi localizado, e depois exumado, por volta das 16 horas de quarta-feira (14).

A Polícia Científica do Pará também participou desses trabalhos. No decorrer das investigações, os policiais da Delegacia de Igarapé-Miri conseguiram informações sobre a localização do corpo de Andrei, que estava em uma mata que fica a dois quilômetros do ramal do Arapari.

Em uma ação conjunta com a Polícia Militar, a equipe da Polícia Civil localizou o corpo da vítima. O corpo estava enterrado naquela área. Ainda segundo fontes da polícia, os suspeitos de serem os autores do homicídio seriam um adolescente e dois integrantes do “antigo Bonde 157”: Anildo Braga Valente, conhecido como “Sanguinário”, e Benedito Correa Borges, mais conhecido como “Bené”.

Eles morreram durante uma intervenção policial, em abril deste ano, como parte da “Operação Esparavel”, deslanchada para combater a criminalidade na região do Baixo Tocantins. Ainda segundo a Polícia Civil, foram solicitadas as perícias necessárias e a investigação continua para a elucidação completa do homicídio qualificado.

Fonte: |  O Liberal e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso em 16/06/2023/09:02:42

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Moraes determina busca e apreensão em endereços de Marcos do Val

O senador Marcos do Val do Podemos-ES na tribuna do Senado Federal, em Brasília (Foto:Waldemir Barreto/Agência Senado Marcos do VaL).

Agentes da PF cumprem mandados nas residências e no gabinete do senador; parlamentar é investigado por cinco crimes, entre eles divulgação de documento sigiloso e associação criminosa

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou busca e apreensão em endereços do senador Marcos do Val (Podemos-ES). A Polícia Federal (PF) cumpre os mandados no gabinete do parlamentar, em seu apartamento funcional em Brasília e em sua residência no Espírito Santo.

As contas do senador nas redes sociais foram retiradas do ar, por ter postado no dia 12 deste mês, relatório da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) sobre o 8 de Janeiro.

Segundo apurou com exclusividade a Jovem Pan News, o parlamentar é investigado por cinco crimes: divulgar documento sigiloso (artigo 153 do Código Penal), associação criminosa (artigo 288 do Código Penal), atentado à soberania do país (artigo 359-L do Código Penal), tentar depor, por meio de violência ou grave ameaça, o governo legitimamente constituído (artigo 359-M do Código Penal) e organização criminosa (artigo 2, parágrafo 1º da Lei 12.850/2013).

A apuração foi aberta por Moraes após o senador afirmar, em lives e entrevistas, que teria sido coagido pelo ex-presidente Jair Bolsonaro a dar um golpe de Estado.

Segundo apurou a Jovem Pan, Moraes não acolheu pedido da PF pelo afastamento do senador de seu mandato. Membro da CPMI do 8 de Janeiro, Do Val estaria tentando impedir o avanço da investigação policial. Sem dar mais detalhes, a PF afirmou, em nota, que os agentes cumprem três mandados. “A Polícia Federal cumpre, na tarde desta quinta-feira, 15, três mandados de busca e apreensão, expedidos pelo Supremo Tribunal Federal, em endereços ligados a senador da República.

Os mandados judiciais estão sendo cumpridos em Brasília/DF e Vitória/ES. As informações disponíveis estão restritas à presente nota”, diz a corporação. Por curiosidade, a operação da PF ocorre no dia do aniversário do parlamentar, que não estava no Senado no momento da operação policial.

Fonte: | Claudio Dantas e Iasmin Costa  e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso em 16/06/2023/09:02:42

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Twitter é processado em mais de R$ 1 bi por usar músicas sem licença

A denúncia pede US$ 250 milhões, o equivalente a cerca de R$ 1,2 bilhões, em danos por centenas de milhares de violações de cerca de 1.700 obras – (Foto:© Shutterstock).

A Associação Nacional de Editores de Música (NMPA, na sigla em inglês) apresentou uma ação federal por violação de direitos autorais contra o Twitter em nome de 17 editoras de música, por não pagar pelo uso de músicas em sua plataforma.

A denúncia pede US$ 250 milhões, o equivalente a cerca de R$ 1,2 bilhões, em danos por centenas de milhares de violações de cerca de 1.700 obras.

“Enquanto vários concorrentes do Twitter reconhecem a necessidade de licenças adequadas e acordos para o uso de composições musicais em suas plataformas, o Twitter não o faz e, em vez disso, pratica uma violação maciça de direitos autorais que prejudica os criadores de música”, diz um trecho da denúncia.

“O Twitter sabe muito bem que nem ele nem os usuários da plataforma do Twitter obtiveram licenças para o uso desenfreado de música feito em sua plataforma, conforme denunciado aqui”, segue. O texto ainda afirma que o Twitter não impede o uso da plataforma por infratores de quem a plataforma tem conhecimento e que a empresa lucra com essas infrações.

Fonte: | Folhapress   e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso em 16/06/2023/08:56:21

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Estado atende vítimas de cheias em Itaituba e Novo Progresso (PA)

As cestas de ajuda humanitária foram entregues na cidade de Novo Progresso pela vice-governadora, Hana Ghassan – (Foto: Alex Ribeiro/Ag. Pará).

Em atenção às famílias impactadas pelas cheias na região sul paraense o governo do estado entregou 1.161 cestas com alimentos, nesta quinta-feira (15). Além disso 400 famílias receberam o benefício do programa “Recomeçar”, iniciativa que concede apoio financeiro para auxiliar na retomada da vida após eventos advesos. As entregas ocorreram nas cidades de Novo Progresso e Itaituba.

O chefe do executivo paraense frisou a importância do atendimento das famílias beneficiadas na ação desta quinta. “Olhamos por quem mais precisa. Dessa forma, estamos levando investimentos para as famílias atingidas pelas fortes chuvas na região”, explicou Helder Barbalho.

As cestas de ajuda humanitária foram entregues na cidade de Novo Progresso pela vice-governadora, Hana Ghassan. Elas foram destinadas para as famílias impactadas pelas fortes chuvas na região. Os alimentos foram entregues para moradores da área central e da zona rural do município.

Para Hana Ghassan, o atendimento na região é um reflexo do trabalho realizado pela gestão em todo o Estado. “O governo é por todo o Pará, em todos os 144 municípios existem ações para a população.  A distância não nos afasta, com as políticas públicas estamos juntos”, disse a vice-governadora.

Além das cestas, também foram entregues na cidade 200 benefícios do Programa Recomeçar. Outras 517 pessoas devem ser beneficiadas nos próximos dias.

Fonte: | Diário do Pará   e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso em 16/06/2023/08:34:12

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Violências contra idosos podem ter diferentes facetas

Histórias de abandono e negligência fazem parte do caminho de violência a que estão submetidos os idosos (Foto:© Shutterstock)

O cuidador de idosos busca animar o grupo. Eles estão no Lar dos Velhinhos Maria Madalena, em Brasília, uma instituição de longa permanência de idosos na capital federal, conveniada ao sistema público de proteção de pessoas acima dos 60 anos de idade em situação de vulnerabilidade.

Lá, em outros lares de acolhimento e nas ruas brasileiras, há histórias de diferentes tipos de violências invisibilizadas. Nesta quinta-feira (15), é Dia Mundial de Conscientização sobre a Violência contra a Pessoa Idosa.

O som é o pagode, que anima Maria*, de 75 anos. “Eu gosto de dançar, de ouvir. Só não sei cantar”. Ela, que nasceu em uma cidade do interior nordestino, foi empregada doméstica até se aposentar e morava em região periférica da capital federal. “Eu fiquei viúva muito jovem. Eu trabalhava em casa de família”.

Antes de ser acolhida no Lar dos Velhinhos, vivia sozinha e contava com apoio de amigos. “Um dia, uma pessoa ficou preocupada comigo porque achou que eu não estava vivendo bem, porque não fazia as três refeições. Foi assim que esse amigo me inscreveu no Lar e me acolheram há três anos nesse lugar maravilhoso”.

O sorriso de Maria diminui quando cita que o único filho não a visita.

“Ele ganha pouco também. Ficou com minhas coisas. Mas meu filho não quer nem saber de mim”.

O psicólogo do Lar dos Velhinhos Leonardo Tavares afirma que os idosos chegam às casas em diferentes situações de vulnerabilidade e que é preciso uma atenção individualizada a cada demanda. “Cada pessoa que chega aqui é como um universo. São muitas histórias e nosso papel é garantir a individualidade de cada idoso”. O Lar tem hoje 92 idosos acolhidos. “Diante da necessidade e do crescimento populacional, há no Distrito Federal cinco espaços, o que ainda é pouco”, considera. O Lar faz permanente campanha para doações tanto financeiras, de roupas, móveis e agasalhos.

Histórias de abandono e negligência fazem parte do caminho de violência a que estão submetidos os idosos. Segundo dados coletados pela Ouvidoria do Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania, nos primeiros cinco meses de 2023, pelo caminho de denúncias do Disque 100 (incluindo telefone, e-mail e redes sociais), o Brasil contabilizou 37.441 casos de negligência, 19.987 de abandono, 129.501 de violência física, 120.351 de violência psicológica e 15.211 de violência financeira. Houve um aumento em todos eles se comparados aos números do mesmo período do ano passado.

O secretário nacional dos Direitos Humanos da Pessoa Idosa, Alexandre da Silva, avalia que os números vinham sendo subnotificados e que a maior quantidade de denúncias pode significar maior confiabilidade nas instituições de que vai haver alguma providência. “Um dos nossos focos neste mês alusivo ao enfrentamento da violência contra o idoso (Junho Violeta) é a maior divulgação do Disque 100”. Ele reconhece que alguns grupos, por diferentes vulnerabilidades sociais, podem estar mais expostos à violência.

Ele diz que os dados têm mostrado que a idade na qual ocorre a violência está começando desde os 60 anos de idade. “A gente entende que vários cenários podem ser causadores dessa violência, não só o âmbito familiar, mas também das instituições. A nossa prioridade é tirar essa pessoa idosa da cena da violência”.

O secretário contextualiza que o período da pandemia expôs dificuldades extremas para os idosos. “Nós temos, infelizmente ainda, a constatação de que boa parte dessa violência ocorre dentro de casa”.

O médico-gerontólogo Alexandre Kalache, um dos principais pesquisadores brasileiros sobre o assunto, avalia que a pandemia expôs diferentes violências contra os idosos.

“A pandemia nos prestou, de uma forma perversa, o flagrante que o país precisa dar saltos gigantescos para que a gente combata o idadismo, o preconceito contra o idoso. No Brasil, o velho é sempre o outro”.

O pesquisador é presidente do Centro Internacional da Longevidade (International Longevity Centre, ILC Brazil) e co-diretor do Age Friendly Institute, baseado em Boston (Estados Unidos). “A avaliação que eu faço sobre as políticas para o enfrentamento da violência, da negligência e abandono é que nós temos hoje uma oportunidade histórica para retomar aquilo que vinha sendo feito e que infelizmente sofreu um lapso”. Para ele, nos últimos anos, não houve reais políticas públicas de proteção a esse grupo da sociedade.

Ele leva em conta que o Brasil será um dos três países que mais rapidamente irá envelhecer até o ano de 2050. China e Tailândia estão entre as nações que precisam também se organizar para proporcionar dignidade a uma faixa etária que não para de crescer. Levantamento do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostrou que pessoas com 60 anos ou mais chegaram a 31,23 milhões de pessoas.

“Realmente nós perdemos muito tempo. Como você pode justificar que um país que tem 3% da população mundial seja responsável por 11% das mortes pela covid-19. Houve muito desleixo porque as principais vítimas da pandemia eram pessoas idosas”, afirmou Kalache.

Além disso, as vítimas principais estavam entre as populações mais carentes. “Ribeirinhas, favelados, população negra e indígenas, quilombolas… A vulnerabilidade no Brasil é da desigualdade social. Você se torna um idoso entre aspas, não por ter cumprido um determinado número de anos, mas por você ter comorbidades”.

O secretário Alexandre da Silva entende que as soluções passam por ações educativas.

“É necessário entender que muitas vezes essa violência começa pequenininha, com um apelido, com o uso indevido do dinheiro da pessoa idosa. Mas envolve também ações físicas, psicológicas, sexuais, e o aumento das violências patrimoniais”.

Ele diz que o governo vai apresentar uma série de ações para minimizar as violências, e fortalecer as parcerias com estados e municípios.

“O importante é que o idoso nunca se cale. Ele nunca deve consentir com nenhum tipo de violência”. Para isso, segundo orienta o secretário, é possível a todos os cidadãos encontrarem algum órgão com um serviço de saúde ou um espaço socioassistencial, como os Cras e Creas, que são os centros de referência de assistência social.

O pesquisador Alexandre Kalache lembra que quando era diretor na Organização Mundial da Saúde do Departamento de Envelhecimento, houve um estudo em 12 países, incluindo o Brasil, e que a tônica principal era a observação da violência institucional nessas nações. “Eu me lembro de uma senhora na Jamaica que disse não ter coragem de fazer perguntas para uma enfermeira. No Canadá, outra idosa citou momento de um constrangimento. Um outro senhor, nesse mesmo estudo, me disse que um grito dói mais do que um tapa na cara”.

Constrangimento que outro idoso, Gabriel Ximenes, de 82 anos, que vive de um salário  mínimo de aposentadoria e de vigiar carros em Brasília, sentiu quando foi  pedir um empréstimo em um banco. Entre as dívidas, precisa tentar pagar a conta d´água da casinha de dois cômodos que mora em Águas Lindas de Goiás (GO), a 40 quilômetros de onde vigia carros. “Me falaram que eu não conseguiria por causa da idade”. Foi embora e, por isso, precisa trabalhar de domingo a domingo. A esposa e o filho esperam diariamente pelas moedas que recolhe.

Para o secretário Alexandre da Silva, não cabe somente ao idoso chamar atenção pelos constrangimentos, preconceitos ou outras violências por quais passa. “Esse apoio é um dever não só da vítima, mas de toda a sociedade”, afirma Alexandre da Silva

No Lar dos Velhinhos, Maria* lamenta a falta de visitas, mas descobriu novos amigos. “Eu não paro de falar. Por mim, dançaria todos os dias. Claro que tenho saudades. Mas o nosso momento é também aproveitar a vida, né?”.

O nome da entrevistada e algumas informações do Lar dos Velhinhos não foram mencionados para garantir a privacidade da idosa.

Fonte: Notícias ao Minuto Brasil   e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso em 16/06/2023/08:27:20

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Deborah Secco desmaia após cena de sexo com vários homens

(Foto:Reprodução) – Estrela de “Bruna Surfistinha”, Deborah Secco revelou detalhes dos bastidores de uma das cenas mais icônicas do filme: a personagem fazendo sexo em sequência com vários homens. Doze anos depois, a atriz revelou ter desmaiado durante as gravações da “fila do vintão”.

“Fiz as cenas e aí era para gravar um clipezão com vários clientes, até que eu desmaio em cima de um deles… Muito calor e os homens suando em cima de mim”, começou explicando sobre o desconforto que sentiu, apesar reconhecer que estava à vontade com o elenco.

Ela então revelou ter participado da seleção de atores das cenas de sexo. ‘A maioria dos atores foram escolhidos por mim para que eu me sentisse o mais confortável possível. Mas é muito desconfortante, aquele lugar, o cheiro, o calor, aquelas pessoas suadas em cima de mim, e eu também sem roupa. Estava o tempo inteiro exposta”, completou a atriz, que é nome certo no remake de “Elas Por Elas”, na fila da faixa das 18h da Globo.

Deborah, que já tinha levantado uma polêmica sobre o tabu da anatomia feminina (“lavou está nova”, lembrou ainda que ao chegar em casa depois do dia de trabalho, a ficha caiu. Ela ficou mal. “Tomei um banho e esfregava meu corpo. Ficava pensando: ‘meu Deus imagina a dor dessas meninas, eu não fiz nada e só de buscar essa energia já me dói tanto, imagina a dor dessas meninas’”, explicou sobre a experiência muito próxima do real para retratar a história de Raquel Pacheco: “Era uma dor profunda e eu chorava de soluçar”.

Fonte: Notícias ao Minuto Brasil e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso em 16/06/2023/16:58:25

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Caetano Veloso é convidado por papa Francisco para evento no Vaticano

A ocasião é a comemoração dos 50 anos do Museu de Arte Contemporânea do Vaticano, que acontece no dia 23 de junho na Capela Sistina – (Foto:© Getty)

O papa Francisco convidou o músico brasileiro Caetano Veloso para um evento no Vaticano. A ocasião é a comemoração dos 50 anos do Museu de Arte Contemporânea do Vaticano, que acontece no dia 23 de junho na Capela Sistina.

Ainda que o convite tenha sido confirmado pela assessoria do cantor à imprensa, Caetano ainda não respondeu ao convite da autoridade. Na data, ele tem um show marcado em Paris na França, como parte de sua turnê.

O artista estará na Itália no dia 27 de junho, quatro dias depois do evento, quando se apresenta na cidade de Roma.

Caetano Veloso no momento trabalha na parte internacional da turnê “Meu Coco”, que divulga o disco homônimo de 2021. Ele já se apresentou em países como a Argentina, o Chile e o Uruguai, e agora percorre a seção europeia da viagem.

Fonte:  Folhapress   e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso em 16/06/2023/08:05:40

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