STF envia ação penal contra Bolsonaro à primeira instância
(Foto:Reprodução) – O ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), enviou nesta segunda-feira (19) para a Justiça do Distrito Federal a segunda ação penal na qual o ex-presidente Jair Bolsonaro é réu por incitação ao crime de estupro.
O caso envolve o discurso proferido por Bolsonaro no plenário da Câmara dos Deputados em dezembro de 2014, quando ele era deputado federal.
Na ocasião, o então parlamentar disse que só não estupraria a deputada Maria do Rosário (PT-RS) porque “ela não merecia”. No dia seguinte, ele repetiu a declaração em entrevista ao jornal Zero Hora.
Após as declarações, Bolsonaro foi processado pelo Ministério Público Federal (MPF) e por Maria do Rosário.
A decisão de hoje envia o processo do MPF para Justiça do Distrito Federal. Na semana passada, o processo protocolado pela deputada também seguiu para a primeira instância.
Bolsonaro passou a responder às acusações no Supremo, mas o processo foi suspenso após ele assumir a Presidência da República, em 2019. Com o fim do mandato e do foro privilegiado, Toffoli determinou que o caso siga para a primeira instância da Justiça.
Após o episódio, a defesa de Bolsonaro alegou que ele não incitou a prática do estupro, mas apenas reagiu a ofensas proferidas pela deputada contra as Forças Armadas durante uma cerimônia em homenagem aos direitos humanos.
Para os advogados, o embate entre Maria do Rosário e Bolsonaro ocorreu dentro do Congresso e deveria ser protegido pela regra constitucional da imunidade parlamentar, que impede a imputação criminal quanto às suas declarações.
Fonte: Agência Brasil e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso em 20/06/2023/15:15:19
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Porto Hidroviário de Santarém prepara programação em alusão aos 362 anos da Pérola do Tapajós
(Foto:Reprodução) – Na terça-feira (20) a Prefeitura Municipal de Santarém, através da Secretaria Municipal de Portos e Transportes Aquaviários de Santarém (SEMPTA), realiza uma vasta programação em alusão ao aniversário da Pérola do Tapajós.
O evento inicia às 09h com exposição de artesanato e vendas de comidas típicas.
De acordo com as informações da assessoria da Secretaria de Portos, a partir das 17h ocorrerá apresentação dos Botos Tucuxi e Cor de Rosa, presença da Imagem de Nossa Senhora da Conceição e da Banda Musical da Polícia Militar.
A comemoração “Encantos do Tapajós” acontecerá no Terminal Hidroviário de Santarém Joaquim da Costa Pereira.
Fonte: Jornal O Impacto e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso em 20/06/2023/15:13:21
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Deputado paraense Éder Mauro bate-boca com relatora da CPMI de 8 de janeiro: ‘cale a boca’
(Foto:Reprodução) – Confusão ocorreu durante o depoimento do ex-diretor-geral da PRF, Silvinei Vasques; audiência precisou ser suspensa por 5 minutos
O primeiro dia de depoimentos de testemunhas convocadas pela Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) que investiga os ataques em Brasília no dia 8 de janeiro já teve o primeiro tumulto entre parlamentares. Na manhã desta terça-feira (20), a audiência para ouvir o ex-diretor-geral da Polícia Rodoviária Federal (PRF) Silvinei Vasques precisou ser suspensa por cinco minutos após um bate-boca entre o deputado federal paraense Éder Mauro (PL/PA) e a relatora da Comissão, senadora Eliziane Gama (PSD-MA).
Durante a confusão, Eliziane questionava Silvinei sobre uma suposta agressão que ele teria cometido contra um frentista que teria se recusado a lavar uma viatura. A pergunta, fora do foco da investigação da CPMI, irritou políticos da oposição, entre eles Éder Mauro, que protestou. A senadora reagiu: “Não vou aceitar que parlamentar nenhum tente cercear minha voz.
Deputado [Éder Mauro], vossa excelência nem é integrante desta comissão. Então, simplesmente, se cale. Se cale, porque quem está falando é a relatoria da comissão e eu não vou aceitar nem você nem ninguém. Vá gritar em outro lugar, aqui não, respeite a comissão. Cale a sua boca, respeite a comissão. Cale a boca”, declarou Eliziane.
Fonte: O Liberal e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso em 20/06/2023/15:08:28
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MPF pede à Justiça Federal suspensão de porto em Abaetetuba por indícios de grilagem
Lei foi ignorada no governo Bolsonaro; Lula criou o programa de Proteção e da Dignidade Menstrual, mas programa ainda não teve o planejamento apresentado (Foto:Reprodução).
Além disso, o terreno alvo da solicitação do Ministério Público Federal está na área do Projeto de Assentamento Agroextrativista (PAE) Santo Afonso
O Ministério Público Federal (MPF) pediu à Justiça Federal, no dia 13 deste mês, que determine às empresas Cargill Agrícola e Brick Consultoria em Gestão que suspendam qualquer medida de implantação do projeto de construção de terminal hidroviário em Abaetetuba, nordeste do Pará. A solicitação foi motivada por indícios de que a área destinada ao porto foi obtida de forma ilícita, prática conhecida como grilagem de terras, segundo divulgado pelo MPF. Além disso, o terreno está na área do Projeto de Assentamento Agroextrativista (PAE) Santo Afonso. A Justiça paraense reconheceu a competência Federal para julgamento de ação que pede a realização de consulta prévia, livre e informada a comunidades tradicionais afetadas pela construção de porto em Abaetetuba.
Outro pedido feito pelo órgão federal é para que a União, o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), a Superintendência de Patrimônio da União (SPU) e a cidade paraense deixem de adotar qualquer ato administrativo que implique na redução da área do PAE Santo Afonso. Os entes também não devem registrar qualquer domínio, posse ou propriedade da área a particulares.
A consulta prévia, livre e informada é um direito das comunidades tradicionais de serem ouvidas e participarem das decisões que afetem seus territórios, modo de vida e direitos. Prevista na Convenção 169 da Organização Internacional do Trabalho, a consulta prevê um diálogo participativo, transparente e livre de pressões para atender a diversidade dos povos. A consulta tem, ainda, efeito vinculante no sentido de que deve ser cumprida a decisão tomada pelos entes envolvidos.
Na manifestação, o MPF reitera o pedido para ser incluído no polo ativo da ação. Inicialmente, a ação foi proposta pela organização humanitária Cáritas Brasileira com a intenção de declarar nulo o processo administrativo que concedeu a área do terminal à Cargill, uma vez que o terreno pertence ao assentamento agroextrativista.
Em outro documento, protocolado em ação que tramita na Justiça Estadual do Pará, o MPF pediu o reconhecimento de que é competência da Justiça Federal julgar processo que pede a realização de consulta prévia, livre e informada às comunidades tradicionais afetadas pela construção do terminal. A ação foi proposta pela Defensoria Pública do Estado do Pará. Para o MPF, a competência da Justiça Federal é evidente, considerando a área de domínio da União e o impacto do empreendimento nas comunidades tradicionais.
Além das manifestações judiciais, foi encaminhada solicitação ao Núcleo de Combate à Corrupção da unidade do MPF no Pará para que seja investigado se houve possível ocorrência de atos de improbidade administrativa, crimes funcionais e de grilagem de terras por parte dos servidores públicos e particulares envolvidos na compra e tentativa de regularização da área, na alienação da área pela SPU e na desafetação da área do Projeto Agroextrativista pelo Incra.
Escritório fluvial
Em visitas realizadas a comunidades, o MPF coletou dados sobre impactos ambientais, econômicos e sociais que a implantação do projeto está gerando para a população tradicional. Os moradores relatam que já enfrentam problemas como a diminuição das áreas de extrativismo, a contaminação da água consumida diretamente dos rios e a proibição de ‘apanhar’ açaí. Mencionam também danos psicológicos, a exemplo do medo de todas as mudanças nas formas de trabalhar e buscar os alimentos.
Ainda de acordo com os moradores ribeirinhos, há as ruínas de um cemitério antigo no local em que as empresas pretendem construir. Nesse sentido, o MPF solicitou do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) que se manifeste sobre a existência do cemitério na área, bem como sua importância histórica e arqueológica.
As visitas foram possíveis com o uso de um novo serviço que o MPF implementou no Pará, o escritório fluvial. Uma unidade de trabalho montada em lancha, com conexão à Internet por satélite e outros equipamentos que permitem agilidade e eficiência no deslocamento da equipe por rios. O serviço, que teve sua viagem inaugural em 19 de maio deste ano, possibilita o contato mais próximo com povos indígenas, comunidades tradicionais e população ribeirinha.
Fonte: O Liberal e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso em 20/06/2023/15:03:11
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Idoso é resgatado em mata após ficar oito dias desaparecido
Após o resgate, o idoso foi levado para o Hospital de Barro Alto, onde foi atendido e já recebeu alta – (Foto:Divulgação/Bombeiros GO).
José Arteiro Ribeiro de 82 anos comeu insetos e bebeu urina para sobreviver
No último domingo (18), um idoso de 82 anos foi resgatado após ficar desaparecido desde a madrugada do dia 11 de junho, depois de sair para caçar com os amigos em uma fazenda próxima ao povoado de Assunção de Goiás.
De acordo com os Bombeiros, foram usados drones, aplicativos de smartphones e cães farejadores para encontrar o idoso. No último domingo, os bombeiros foram informados pelo filho de José Arteiro Ribeiro que ele foi encontrado em uma região de difícil acesso, há aproximadamente 5 km do local do desaparecimento, em Vila Propício, na região central de Goiás. A equipe foi até o local, entraram na mata e se deparam com um morador da região carregando a vítima em um cavalo. Segundo os Bombeiros, ele estava consciente, bastante debilitado, desidratado e com várias picadas de insetos.
Durante o período que ficou perdido na mata, o idoso se alimentou com casca de árvore e cupim. Para se hidratar, bebeu a própria urina. Um dos familiares de José, disse que ele já morou em região de mata, que sabe caçar e é acostumado com esse tipo de ambiente. Para não ser atacado por nenhum animal, o idoso disse que fez fogueiras com um isqueiro, único objeto que tinha.
Após o resgate, o idoso foi levado para o Hospital de Barro Alto, onde foi atendido e já recebeu alta.
Fonte: O liberal e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso em 20/06/2023/14:47:39
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Homem é preso após praticar atos sexuais com égua em praça pública, no Pará
Ao ser flagrado, o homem levantou a bermuda e fugiu sem olhar para trás. (Foto:Reprodução / WhatsApp / Sem autoria)
Segundo a Polícia Civil, o suspeito foi detido pelos crimes de maus-tratos a animais, ato obsceno e desobediência
Um homem foi preso pela Polícia Militar, na noite desta segunda-feira (19), após ser flagrado praticando atos sexuais com uma égua em uma praça pública de Xinguara, no sul do Pará. Segundo a Polícia Civil, ele foi detido pelos crimes de maus-tratos a animais, ato obsceno e desobediência.
O local, no momento em que o crime ocorreu, estava sem ninguém e tinha iluminação, que possibilitou o flagrante. Algumas pessoas que passavam pelo local viram a cena e uma delas ligou a câmera do celular e registrou o delito. Alguns vídeos do caso estão sendo compartilhados nas redes sociais, mas a reportagem não irá mostrá-los. “O cara comendo (tendo relações sexuais) a égua”, diz a cinegrafista amadora.
Ao perceber as vozes das testemunhas, o homem levanta a bermuda e foge sem olhar para trás. “Filma e manda para polícia”, diz uma outra pessoa ao fundo da imagem. “Tem vergonha não, vagabundo? Seu safado”, indaga um homem ao lado.
Por meio de nota, a PC informou que o suspeito preso foi encaminhado para a delegacia de Xinguara para realização dos procedimentos necessários e ficará à disposição do poder judiciário. O animal foi recolhido pela Prefeitura de Xinguara.
Abuso e maus-tratos contra animais
É um crime previsto no Código Penal. O Artigo 32 da Lei de Crimes Ambientais nº 9.605/98 estipula que “praticar ato de abuso, maus-tratos, ferir ou mutilar animais silvestres, domésticos ou domesticados, nativos ou exóticos”. A pena pode variar de três meses a um ano de cadeia, além do pagamento de multa. Caso o delito seja realizado contra cão ou gato, a condenação descrita no artigo pode aumentar para dois a cinco anos de prisão, multa e proibição da guarda.
Fonte: O Liberal e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso em 20/06/2023/14:35:39
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Cientistas de 12 países abrem ‘túnel do tempo’ em cidade do AC para estudar como era a Amazônia há 65 milhões de anos
Local onde o túnel é escavado na cidade de Rodrigues Alves, às margens do Rio Juruá — Foto: Rayza Lima/Rede Amazônica
Poço de 2 mil metros é perfurado no município acreano de Rodrigues Alves, no interior do Acre. Projeto internacional, com participação da USP, quer extrair amostras geológicas com até 65 milhões de anos do subsolo para entender melhor a história evolutiva da floresta.
Uma equipe internacional de pesquisadores iniciou, na sexta-feira (16), a perfuração de um poço de dois quilômetros de profundidade na cidade de Rodrigues Alves, no interior do Acre. Se tudo der certo, o poço vai ser uma espécie de “túnel do tempo” e revelar como era a vida na Amazônia até 65 milhões de anos atrás, logo após a extinção dos dinossauros.
A iniciativa envolve cerca de 60 pesquisadores, de 12 países, de acordo com a Universidade de São Paulo (USP), uma das instituições brasileiras envolvidas na pesquisa. Segundo os cientistas, trata-se do “mais amplo programa de pesquisa já organizado para estudar a origem e a evolução da Amazônia.”
O objetivo é entender como a floresta se formou, como ela se modificou ao longo do tempo e o que pode acontecer com ela daqui para frente, caso as condições ambientais e climáticas às quais ela foi exposta no passado venham a se repetir no futuro — algo muito provável de acontecer já nas próximas décadas, segundo as previsões climáticas do presente.
Para contar esse trecho da pré-histórica os cientistas vão coletar fragmentos do subsolo da floresta, extraídos de duas localidades, nas bordas leste e oeste da Amazônia brasileira. Começando por esse poço de 2 mil metros no município de Rodrigues Alves, às margens do Rio Juruá, no norte do Acre.
“O projeto de perfuração prevê estudar a origem e evolução de clima, relevo e hidrologia da região Amazônica e sua importância para o clima global. Desde que a máquina foi instalada, iniciou-se a atividade e é previsto o mínimo de 90 dias. Todo esse material está sendo armazenado aqui em Rodrigues Alves, a partir do final da atividade, nós vamos levar para a USP e de lá e será enviado para a universidade nos Estados Unidos, onde será preservado e analisado pelos pesquisadores participantes do projeto. Como é um projeto de perfuração Transamazônica, nós estamos aqui no Acre, como se fosse a nascente do rio”, explicou Isaac Bezerra, gerente do projeto que está no interior do Acre.
Segundo poço
Em seguida, segundo a USP, será perfurado um poço de 1,2 mil metro de profundidade numa ilha fluvial do município de Bagre, no Pará, ao sul da Ilha do Marajó. A previsão é que cada poço leve cerca de três meses para ser perfurado, com equipes trabalhando 24 horas por dia, sete dias por semana.
Os fragmentos cilíndricos que vão ser retiradas têm até seis metros de comprimento, contendo uma amostragem vertical das diversas camadas de rocha e sedimento que compõem o subsolo da floresta. Cada uma dessas camadas, por sua vez, contém uma série de evidências físicas, químicas e biológicas que os cientistas podem analisar em laboratório para inferir como era o mundo à época em que aquela camada estava na superfície. Fazendo uma analogia, é como se você enfiasse um canudo em bolo para tirar uma amostra das suas camadas e descobrir do que cada uma delas é feita.
“Essas rochas e sedimentos funcionam como um arquivo da história da Amazônia”, disse o professor André Sawakuchi, do Instituto de Geociências (IGc) da USP, que coordena o braço brasileiro da iniciativa.
O Projeto de Perfuração Transamazônica (TADP, na sigla em inglês) é uma iniciativa do International Continental Scientific Drilling Program (ICDP) — um programa internacional de apoio a projetos de perfuração científica, com sede na Alemanha —, realizada em colaboração com a National Science Foundation (NSF), dos Estados Unidos; o Smithsonian Tropical Research Institute, sediado no Panamá; e a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), no Brasil.
Ainda segundo divulgado pela USP, o custo previsto da perfuração é de aproximadamente 4 milhões de dólares. A Fapesp contribuiu com um quarto desse valor, mais um investimento de R$ 1 milhão em bolsas de pesquisa e recursos para logística, aquisição de materiais e outras despesas.
Perfuração científica
O trabalho de perfuração — ou sondagem, na linguagem mais técnica — vai usar uma combinação adaptada de equipamentos normalmente empregados para a prospecção de minérios e de óleo e gás natural — duas coisas que os pesquisadores esperam não encontrar de jeito nenhum, pois criaria uma série de complicações adicionais para o trabalho, incluindo riscos de segurança.
“Não podemos de maneira alguma permitir que haja um vazamento de gás no poço”, explicou André Sawakuchi ao jornal da USP. O pesquisador, segundo a universidade de São Paulo, está no Acre para coordenar o início dos trabalhos, ao lado dos colegas estrangeiros. A empresa contratada para fazer a sondagem é a Geosol, de Belo Horizonte.
Em vez de uma broca tradicional, que vai triturando a rocha à medida que avança na perfuração, a sondagem, neste caso, é feita com uma coroa vazada, que desce cortando a rocha “pelas beiradas” para preservar a integridade das amostras no centro do tubo.
Cada testemunho terá entre cinco e nove centímetros de diâmetro, dependendo das condições de perfuração. Logo que saem do poço, as amostras são entregues aos pesquisadores para serem inspecionadas, catalogadas e repartidas em pedaços menores, de 1,5 metro de comprimento.
Só a perfuração do Acre, portanto, deverá gerar mais de 1,3 mil ‘amostras. “Isso é muitas vezes mais do que qualquer coisa que foi feita até hoje para entender essa origem da Amazônia na perspectiva geológica”, afirmou André Sawakuchi.
Isaac Bezerra é gerente do projeto em execução no interior do estado — Foto: Rayza Lima/Rede Amazônica Acre
Outras perfurações
O pesquisador lembrou ainda que muitas perfurações já foram feitas na Amazônia pela Petrobras e outras empresas no passado, mas nunca com finalidades científicas, seguindo os protocolos necessários para esse tipo de pesquisa. Como é o caso do buraco central que fica no Parque Nacional da Serra do Divisor e, atualmente, é um dos principais pontos turísticos da região.
As literaturas apontam que o buraco foi feito em meados de 1939 pelo Conselho Nacional de Petróleo, que fazia buscas pelo produto do lado brasileiro. Porém, o buraco, de mais ou menos 700 metros, acabou rompendo o lençol freático e virou um olho d’água que jorra uma água com cheiro forte de ferro.
O material de referência usado pelos cientistas no atual estudo é da década de 1970, coletado pelo Serviço Geológico do Brasil para a prospecção de jazidas de carvão. Pesquisadores vinculados ao projeto, conforme a USP, terão exclusividade de acesso ao material num primeiro momento. Depois, as amostras vão ser abertas a toda a comunidade científica nacional e internacional.
Projeto quer extrair amostras geológicas com até 65 milhões de anos do subsolo para entender melhor a história — Foto: Rayza Lima/Rede Amazônica
De volta às origens
O projeto original previa cinco locais de perfuração, mas o encarecimento de vários itens e serviços nos últimos anos obrigou os pesquisadores a reduzir o plano para dois. Ainda assim, são dois pontos estratégicos, que já permitirão contar muita coisa sobre o passado da Amazônia.
Como as camadas de solo se sobrepõem ao longo do tempo, elas seguem uma ordem cronológica: quanto mais profunda a amostra, mas antiga ela é. Tanto no caso do Acre quanto do Marajó, os cientistas calculam que a perfuração os levará à fronteira do fim do período Cretáceo e início da Era Cenozoica, 65,5 milhões de anos atrás, quando a Terra estava emergindo de uma sequência cataclísmica de eventos que levou à extinção de grande parte das espécies existentes à época — tanto da flora quanto da fauna, incluindo quase todos os dinossauros — e reconfigurou os ecossistemas do planeta como um todo.
Um dos itens mais importantes que ela e outros pesquisadores esperam extrair dos testemunhos são amostras de pólen fossilizado das diferentes plantas que compuseram a flora amazônica ao longo desses milhões de anos, fornecendo evidências diretas de como a biodiversidade da floresta evoluiu no decorrer do tempo, em sincronia (ou não) com fenômenos geológicos, ambientais e climáticos.
Os novos testemunhos, porém, devem permitir reconstruir essa história com um nível de detalhamento maior.
Fonte: g1 AC — Rio Branco e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso em 20/06/2023/17:34:13
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Quem são os 5 passageiros a bordo do submarino turístico desaparecido?
Embora as autoridades não tenham revelado a identidade dos cinco passageiros a bordo do submarino Titan, que desapareceu no Oceano Atlântico no domingo enquanto realizava uma expedição para visitar os destroços do Titanic, informações sobre a tripulação começaram a ser divulgadas por familiares, amigos e empresas.
A primeira identidade revelada na segunda-feira foi a do empresário e explorador Hamish Harding.
Apenas um dia antes, Harding havia compartilhado em suas redes sociais a sua participação na expedição e demonstrava grande entusiasmo.
“Estou orgulhoso em anunciar que me juntei à OceanGate Expeditions para a sua missão no RMS TITANIC como especialista em missão a bordo do submarino que irá explorar o Titanic. Devido ao pior inverno em Newfoundland em 40 anos, esta missão provavelmente será a primeira e única missão tripulada ao Titanic em 2023”, escreveu.
Em suas redes sociais no sábado, Harding compartilhou que o mergulhador Nargeolet iria acompanhá-lo na viagem no domingo. A CBC News entrevistou Larry Daley, um mergulhador, que confirmou a presença de Nargeolet na expedição.
“A equipe do submarino conta com alguns exploradores lendários, alguns dos quais realizaram mais de 30 mergulhos no RMS Titanic desde a década de 1980, incluindo PH Nargeolet”, afirmou Harding no Instagram.
Nargeolet liderou várias expedições ao Titanic e supervisionou a recuperação de muitos artefatos do naufrágio, de acordo com o E/M Group, onde ele ocupava o cargo de diretor de pesquisa subaquática.
O comunicado divulgado pela família nesta terça-feira revelou que o empresário paquistanês e seu filho também estavam a bordo do submarino. Shahzada é curador do Instituto Seti, uma organização de pesquisa na Califórnia, de acordo com o site oficial.
Além disso, ele ocupa o cargo de vice-presidente da Dawood Hercules Corporation, que faz parte do Dawood Group, um conglomerado com diversos negócios pertencentes à família.
O comunicado da família Dawood informa que até o momento o contato com a embarcação submersível foi perdido e há informações limitadas disponíveis.
Ainda não há confirmação, mas especula-se que Stockton Rush, CEO da Ocean Gate, empresa responsável pela expedição aos destroços do Titanic, possa ser um dos cinco passageiros a bordo.Notícias ao Minuto
A embarcação de 6,5 metros, operada pela OceanGate Expeditions, iniciou sua descida no domingo, mas perdeu contato com a superfície menos de duas horas depois, de acordo com as autoridades.
A Guarda Costeira dos EUA informou que está mobilizando dois aviões para realizar buscas na área remota do Atlântico Norte, enquanto o Canadá também enviou um avião e um navio.
“É um desafio realizar uma busca nessa área remota, mas estamos utilizando todos os recursos disponíveis para localizar a embarcação e resgatar as pessoas a bordo”, afirmou o contra-almirante da Guarda Costeira dos EUA, John Mauger, citado pela AFP.
No entanto, o tempo é um fator crítico. A embarcação possui um suprimento de oxigênio para a tripulação de cinco pessoas com duração de 96 horas, e Mauger declarou nesta segunda-feira que acredita que ainda reste aproximadamente 70 horas ou mais de oxigênio.
Fonte: Notícias ao Minuto Brasil e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso em 20/06/2023/10:37:19
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Professor municipal morre após acidente de moto em Uruará (PA)
Adonildo de Almeida Ferreira costumava dar aula na comunidade do Travessão km 165 Sul, uma área rural de Uruará. (Foto:Reprodução / Correio de Carajás).
A vítima supostamente perdeu o controle da motocicleta e caiu do veículo
Um professor municipal de Uruará, no sudoeste do Pará, identificado como Adonildo de Almeida Ferreira, 33 anos, morreu em um acidente, na madrugada desta segunda-feira (19), no quilômetro 175 da rodovia federal BR-230, conhecida como Transamazônica. O caso ocorreu, por volta das 2h, na mesma cidade onde ele costumava lecionar, no momento que estava retornando para sua residência, localizada no mesmo quilômetro onde ocorreu o acidente, após visitar a mãe no Bairro Vila Brasil.
Adonildo pilotava uma motocicleta pela via, quando, supostamente, perdeu o controle do veículo e sofreu uma queda. As autoridades locais confirmaram que o professor não resistiu aos ferimentos e faleceu no local do acidente. A princípio, o tombo foi responsável por matá-lo. Entretanto, somente a perícia poderá confirmar essa hipótese.
Ele lecionava na comunidade do Travessão km 165 Sul, uma área rural. Seu trabalho fazia parte do Projeto de Interiorização (Prointer), vinculado à Secretaria Municipal de Educação. A redação integrada de O Liberal solicitou mais detalhes sobre o caso à Polícia Civil e aguarda retorno.
Fonte: Correio de Carajás e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso em 20/06/2023/10:19:01
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Ex-diretor-geral da PRF depõe na CPMI de 8 de janeiro: ‘você verão a verdade’
“Vocês verão a verdade, vamos acabar com todas essas fake news que tão falando”, declarou (Foto:Reprodução / Vídeo / TV Senado).
Em sua chegada ao Senado, Silvinei Vasque afirmou que vai “acabar com todas essas fake news que tão falando”
O ex-diretor-geral da Polícia Rodoviária Federal, Silvinei Vasques, ja está no Senado, onde depõe nesta terça-feira (20) à Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) que investiga os ataques às sedes dos três poderes, em Brasília, no dia 8 de janeiro. Ele é a primeira testemunha convocada e chegou ao Senado demostrando confiança: “Vocês verão a verdade, vamos acabar com todas essas fake news que tão falando”, declarou, em sua chegada.
Em entrevista ao portal O Globo ele afirmou que está “muito preparado” para responder as pessoas dos parlamentares e disse que vai responder todas as perguntas. “A gente está pronto para falar 10, 15 horas aí. Muita informação”.
Pelo plano de trabalho da Comissão, também devem ser apurados episódios anteriores aos atos antidemocráticos ocorridos no início deste ano na capital federal. Silvinei Vasques, por exemplo, que deve prestar esclarecimentos sobre a operação da PRF nas estradas no dia 30 de outubro, durante o segundo turno das eleições. Há indícios de que a operação teria o objetivo de prejudicar a chegada de eleitores do presidente Luiz Inácio Lula Silva aos seus locais de votação.
O ex-diretor da PRF Silvinei também é réu por pedir votos irregularmente para Jair Bolsonaro, fazendo uso indevido de sua função. Ele se aposentou na reta final do mandato do ex-presidente
Fonte: O Liberal e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso em 20/06/2023/09:34:56
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