Hospital Regional de Marabá aprimora segurança em transfusões de sangue

Unidade realiza ações de hemovigilância que monitora todas as etapas envolvidas na transfusão de sangue, da coleta à administração ao paciente

Para fortalecer o compromisso com a saúde e o bem-estar dos seus pacientes, o Hospital Regional do Sudeste do Pará Dr. Geraldo Veloso (HRSP), em Marabá, vem desenvolvendo na unidade o projeto ‘Hemovigilância em Ação’, para aprimorar os protocolos de segurança nas transfusões sanguíneas.

A iniciativa realizada pela Agência Transfusional da unidade do governo do Pará, conta com palestras de orientações, atividades lúdicas, treinamentos in loco, entre outras ações, que ajudam garantir que todas as etapas envolvidas na transfusão de sangue sejam realizadas com a máxima segurança e qualidade. No hospital, as transfusões auxiliam no tratamento de uma ampla gama de condições médicas, que vão desde cirurgias complexas, até anemias graves e traumas.

“Implementamos no hospital o projeto ‘Hemovigilância em Ação’, processo que monitora rigorosamente todas as etapas envolvidas na transfusão de sangue, desde a coleta até a administração ao paciente. Essa iniciativa garante a segurança dos usuários e previne possíveis complicações decorrentes das transfusões, como reações alérgicas ou incompatibilidades sanguíneas”, explicou a enfermeira da instituição Crisila Reis.

No Regional de Marabá, as ações de hemovigilância contam com o valioso apoio de uma equipe multidisciplinar de profissionais de saúde, incluindo médicos, enfermeiros, técnicos de enfermagem, farmacêuticos e outros especialistas. Essa colaboração é fundamental para promover a conscientização contínua sobre a importância da implementação de protocolos rigorosos no processo de transfusão sanguínea.

De acordo com Socorro Leão, médica responsável pela agência transfusional da instituição, durante a oficina foi destacada a relevância da melhoria da gestão do sangue, incluindo a implementação do protocolo de PBM – “Paciente Blood Management” (Gerenciamento do Sangue do Paciente).

“O PBM otimiza o uso de sangue, oferecendo uma abordagem mais precisa e personalizada na administração de transfusões sanguíneas. Isso não só garante a segurança dos pacientes, mas também aprimora a eficiência dos procedimentos transfusionais, contribuindo para a prestação de cuidados de saúde mais eficazes e centrados no bem-estar dos indivíduos atendidos”, ressaltou.

A médica enfatizou ainda mais a importância do projeto ao revelar que, na unidade, ele desempenha um papel vital ao disseminar informações cruciais sobre hemoterapia para os profissionais de saúde da instituição por meio do informativo “Gotas de Conhecimento”.

Referência – A Agência Transfusional do Regional de Marabá desempenha papel importante para garantir sangue e hemocomponentes de alta qualidade para pacientes que passaram por transfusões. O setor utiliza mensalmente cerca de 170 bolsas de sangue, provenientes da Fundação Hemocentro do Pará (Hemopa) de Marabá.

O diretor assistencial da unidade, Alan Ferreira, enfatiza o compromisso da agência não apenas em fornecer treinamento e compartilhar informações cruciais sobre o sangue dentro da instituição, mas também em promover regularmente campanhas de doação de sangue, com o objetivo de impulsionar o estoque no Hemopa de Marabá. “As doações de sangue representam atos genuínos de solidariedade, capazes de salvar vidas e infundir esperança naqueles que mais necessitam. Cada doação é um gesto de amor e compaixão inestimável.”

Perfil- O Hospital Regional do Sudeste pertence ao Governo do Pará, é gerenciado pelo Instituto de Saúde Social e Ambiental da Amazônia (ISSAA) em parceria com a Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa). É referência para procedimentos de média e alta complexidade para mais de 1 milhão de pessoas, em 22 municípios da região.

 

Fonte:Ascom/HRSP – Com Fotos e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso em 05/10/2023/16:30:27

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Novo fungicida pode controlar praga desafiadora para o cultivo de soja

(Foto: Reprodução/Assessoria) – Registrado para utilização em 24 culturas agrícolas brasileiras, o fungicida de marca Vitene®, da Sipcam Nichino Brasil esteve no centro de uma série de estudos realizada pela empresa, para avaliar o desempenho dessa solução no controle da doença septoriose na soja (Septoria glycines) ou mancha-parda, cujo patógeno se mostra mais desafiador safra após safra. A pesquisa avaliou também outros insumos do chamado ‘portfólio-estrela’ da Sipcam Nichino.

De acordo com a empresa, o tratamento ancorado no fungicida Vitene® diante da septoriose contemplou aplicações em diferentes doses, observadas 14 dias depois, comparativamente aos chamados tratamentos-padrão do produtor e a uma ‘área-testemunha’, na qual a severidade da doença era de quase 13%.

Segundo informa o engenheiro agrônomo Vitor Cabral, da área de desenvolvimento de mercado, nas aplicações comparadas, Vitene®, empregado preventivamente, registrou eficácia de até 80% sobre a septoriose, frente a de 54% a 56% dos tratamentos-padrão do produtor.

Conforme a Sipcam Nichino, Vitene® é descrito como fungicida sistêmico do grupo das estrobirolinas e dos triazois, com atuação sistêmica (de penetração e distribuição na área tratada). Seus ingredientes ativos são os compostos azoxistrobina e difenoconazol. A solução, diz o fabricante, também conta com registro para algodão, amendoim, arroz, batata, cebola, citros, feijão, girassol, milho, tomate, trigo e hortifrútis.

“Safra após safra, Vitene® se consolida, também, como uma ferramenta estratégica à mão do produtor visando o manejo de resistência de fungicidas a patógenos causadores de doenças economicamente relevantes, entre estas as de final de ciclo da soja”, finaliza Cabral.

Criada em 1979, a Sipcam Nichino resulta da união entre a italiana Sipcam, fundada em 1946, especialista em agroquímicos pós-patentes e a japonesa Nihon Nohyaku (Nichino). A Nichino tornou-se a primeira companhia de agroquímicos do Japão, em 1928, e desde sua chegada ao mercado atua centrada na inovação e no desenvolvimento de novas moléculas para proteção de cultivos.

Fonte: souagro.net e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso em 05/10/2023/15:58:34

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Ação para retirada de invasores em Terra Indígena no Pará tem prisão de fazendeiro e ex-vereadora foragida

Pecuarista Derly Ramiro é preso em TI após PF encontrar arma irregular — Foto: Divulgação

A operação das forças de segurança que visa retirar invasores da Terra Indígena Apyterewa, em São Félix do Xingu (PA), prendeu, nesta terça-feira, um pecuarista que atua de forma irregular na região, o fazendeiro Derly dos Santos Ramiro. Ele foi detido após agentes da Polícia Federal encontrarem uma espingarda não cadastrada dentro da propriedade. Bens e documentos pertencentes a uma ex-vereadora foragida também foram recolhidos na fazenda.

Derly Ramiro, que alega ocupar o terreno desde os anos 90, pagou uma fiança de R$ 7 mil e foi liberado. Ele responderá em liberdade. Os agentes da PF foram até a Fazenda Dois Irmãos, propriedade do pecuarista, para informar ao proprietário sobre a desocupação obrigatória da região. Além da espingarda, 30 gramas de maconha foram apreendidas.

Em um dos quartos da casa, a PF encontrou também bens do casal Lauanda Guimarães e de Rogério Goiano, como roupas, calçado, bolsas e um veículo. A mulher é ex-vereadora de Alto Horizonte (GO) e foi cassada por extorquir o prefeito, de acordo com o Ministério dos Povos Indígenas. Tanto ela quanto o marido encontram-se foragidos.

O casal é dono de um posto de gasolina clandestino na localidade de Vila Renascer, que foi desativado no primeiro dia da operação de desintrusão. De acordo com a PF, Lauanda Guimarães já foi detida em 2021 após o cumprimento de um mandado de busca e apreensão em sua casa:

— Foi encontrado ouro, droga, arma e até animal silvestre, um mico. Ela foi encaminhada para a Polícia Civil e autuada em flagrante — explica o delegado Leandro Fernandes, da Polícia Federal, que participa da operação — Já o Goiano é famoso na região por vender lotes e ser uma pessoa bastante temida.

Ainda segundo o delegado, Rogério Goiano, descrito como um dos maiores rendeiros e desmatadores da região, ameaçou jornalistas que acompanham a operação. Um inquérito da PF foi aberto por conta do episódio.

— Sabemos que eles estão na região aqui. Estamos tentando localizá-los. Possivelmente eles estarão armados — conclui o delegado.

Entenda

Forças de segurança deflagraram nesta segunda-feira a maior operação de desintrusão de invasores de terras indígenas no Pará. Cerca de 150 agentes da Força Nacional e outros 60 policiais federais darão início à primeira etapa da ação que visa retirar da TI Apyterewa, localizada no município de São Félix do Xingu, aproximadamente 2 mil pessoas que vivem ilegamente na área, a mais devastada entre as terras indígenas nos últimos quatro anos.

A Secretaria-Geral da Presidência da República, o Ministério dos Povos Indígenas, o Comando Militar do Norte e o Centro Gestor e Operacional do Sistema de Proteção da Amazônia (Censipam) também participam da ação.

Território do povo Parakanã, a Terra Indígena Apyterewa perdeu nesse período 324 km² de floresta, maior que a área de Fortaleza, algo em torno de 32.400 campos de futebol. É a maior devastação de uma área de floresta derrubada na Amazônia entre as terras indígenas, de acordo com o Imazon. As áreas desmatadas na TI Apyterewa vêm sendo ocupadas sistematicamente pela criação de gado ilegal. Homologada em 2007, a Apyterewa conta com uma população de 729 pessoas distribuídas em 20 aldeias.

Um comunicado foi entregue aos invasores para que desocupassem “imediatamente” a área de maneira voluntária levando consigo seus pertences e animais antes de a operação ter início. O panfleto cita o artigo 231 da Constituição Federal, sobre a demarcação, proteção e respeito aos bens das terras ocupadas pelos povos indígenas como obrigação da União.

Só na terra Apyterewa há cerca de 70 mil cabeças de gado, já embargados pelo Ibama, com publicação de edital de notificação determinando a retirada dos animais criados ilegalmente na área. O governo promete que haverá monitoramento constante para evitar o retorno de posseiros e invasores.

De acordo com a Secretaria-Geral da Presidência, a desintrusão para reintegração de posse das TIs ocorrerá de “forma negociada com as famílias não indígenas que vivem lá e com assistência do Governo Federal como transporte, doação de cesta básica, cadastro para verificar se as famílias têm direito a Programa de Reforma Agrária e orientação para inscrição no Cadastro Único para as famílias que ainda não façam parte”.

 

Fonte: Daniel Biasetto / Publicado Por: Jornal Folha do Progresso em 05/10/2023/15:50:27

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Ministério Público pede à Justiça, interdição da cozinha do Hospital Municipal de Santarém

Condições inadequadas de higiene levaram ao pedido de interdição do HMS — Foto: Reprodução / MPPA

De acordo com o órgão ministerial, a cozinha do HMS não atende os parâmetros técnicos previstos pela Anvisa.

Em Ação Civil Pública protocola nesta quarta-feira (4) pelo Ministério Público do Estado do Pará (MPPA), o promotor Diego Libardi, pediu a interdição imediata do funcionamento da cozinha do Hospital Municipal Dr. Alberto Tolentino Sotelo, em Santarém, oeste do Pará, por condições higiênico-sanitárias insatisfatórias no ambiente de preparação de alimentos para pacientes e profissionais que atuam na unidade de saúde.

No documento, fotos das instalações e das condições em que são preparados os alimentos foram anexadas para mostrar que as normativas previstas pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), em especial a Resolução-RDC n.º 216/2004-Anvisa1, que dispõe sobre as boas práticas para serviços de alimentação em estabelecimentos de saúde, não estariam sendo cumpridas.

Segundo o promotor, o revestimento da cozinha apresenta mau estado de conservação, com a existência de frestas que impedem a correta higienização e permitem o acúmulo de sujeira, pragas e vetores urbanos. Além disso, a cozinha também apresenta baixa iluminação do local, o que impede a plena visualização dos alimentos lá preparados.

Durante vistoria realizada pelo GATI-MPPA, foi constatada a presença de fiações expostas e tomadas danificadas, situação que também compromete a limpeza da cozinha.

Também foi constatada ausência de ventilação adequada que permita a renovação do ar, presença de ferrugem, e utensílios (como panelas, tabuleiros e facas) em estado de deterioração. Foram encontrados ainda, utensílios armazenados inadequadamente embaixo de uma pia e bancada da cozinha.

O GATI verificou também alimentos e materiais de cozinha no mesmo espaço, o que favorece a contaminação da alimentação.

“Hospitais são locais onde a saúde e o bem-estar dos pacientes estão diretamente envolvidos, e qualquer falha na qualidade dos serviços prestados ou na segurança dos procedimentos pode ter consequências graves aos usuários do Sistema Único de Saúde (SUS), assim como à segurança dos trabalhadores do local. Assim, é incompreensível que um espaço destinado ao serviço de saúde possua cozinha nestas circunstâncias em funcionamento”, ponderou o promotor.

Os serviços da cozinha do HMS são prestados pela empresa Inova Alimentos, por meio de contrato firmado com a Secretaria Municipal de Saúde (Semsa) no valor de R$ 6.452.400,00. Mas de acordo com o MPPA, a terceirização desse serviço não afasta o município de Santarém as responsabilidades de garantir condições sanitárias de funcionamento adequadas à cozinha do Municipal.

Pedidos

Além da imediata interdição do funcionamento da cozinha do Hospital Municipal, o Ministério Público também pediu à Justiça, que:

Seja determinada a correção das condições prediais, reformando a área da cozinha, também com obediência às normas sanitárias e ainda hidráulicas e elétricas;

Enquanto permanecer a interdição e até que sejam sanados os pontos na forma dos itens 1 e 2, seja assegurado o serviço de fornecimento de alimentação aos pacientes em espaço (cozinha) adequado às normas sanitárias, com a respectiva comprovação nos autos pelo requerido, na condição de contratante (Contrato Nº 231/2022-Semsa)

Que o retorno da cozinha para a área do hospital municipal somente ocorra após realizado o serviço pugnado nos itens 1 e 2, sendo garantida, neste período, a continuidade do serviço na forma do item “3”, mediante comprovação nestes autos;

Sem prejuízo, por fim, de designação de inspeção judicial na cozinha do Hospital Municipal de Santarém, caso V. Exa. entenda necessário.

 

Fonte: Sílvia Vieira, g1 Santarém e Região — PA / Publicado Por: Jornal Folha do Progresso em 05/10/2023/15:38:17

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Ex-vereadora é dona de posto de combustível clandestino dentro de terra indígena no Pará

Posto tinha combustível apto para uso que abastecia pecuária ilegal dentro da Terra Indígena Apyterewa (PA) – Divulgação/Ministério dos Povos Indígenas

TI Apyterewa, a mais desmatada sob Bolsonaro, é alvo de operação federal para expulsar 3 mil invasores

A ex-vereadora do município de Alto Horizonte (GO), Lauanda Peixoto Guimarães, está entre os invasores com negócios clandestinos dentro da Terra Indígena (TI) Apyterewa, a mais desmatada durante o governo Bolsonaro. Eleita pelo PRB, antigo nome do Republicanos, ela foi cassada pela Câmara de Vereadores em 2018, após ter sido gravada tentando extorquir o prefeito da cidade. Segundo o governo federal, ela está foragida.

A informação foi divulgada nesta terça-feira (3) pela força tarefa do governo federal que conduz uma megaoperação para expulsar mais de 3 mil não indígenas que ocupam de forma ilegal a área demarcada para o povo Parakanã.

Segundo o Ministério dos Povos Indígenas, dois postos de gasolina clandestinos, identificados como Posto do Divino e Posto Lauanda, foram inspecionados e desativados nesta segunda-feira (2), primeiro dia da desintrusão, como é chamada a expulsão de invasores de terras indígenas. Ambos os estabelecimentos estão localizados na invasão chamada de Vila Renascer, que tem casas, igrejas, escolas e comércio.

A TI Apyterewa perdeu uma área do tamanho de Fortaleza (CE) por causa da pecuária, do garimpo e da grilagem. Metade de todo o desmatamento ocorreu durante o governo Bolsonaro, quando, segundo o Ibama, as invasões se proliferavam “sem restrição”. Neste ano, o Ibama começou a desativar os acampamentos clandestinos e conseguiu derrubar o desmatamento em 94% no primeiro semestre, números do Instituto Socioambiental.

“Em retaliação à decisão judicial [que determinou a expulsão dos invasores], houve uma tentativa da população de construir um galpão improvisado e realizar uma manifestação. Porém, a população foi dispersada sem a necessidade de atuação em controle de multidões”, afirmou em nota o Ministério dos Povos Indígenas.

De acordo com o governo federal, também foram identificados 15 pontos com rebanho bovino e realizadas abordagens de 10 veículos que transportavam 199 animais dentro da terra indígena. Os moradores da invasão Vila Renascer foram notificados pelo oficial de Justiça que terão que deixar o local.

Ex-vereadora responde por ataques contra agentes do Ibama e da Funai
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De acordo com comunicado do Ministério dos Povos Indígenas, o posto de combustível clandestino era de propriedade da ex-vereadora Lauanda Peixoto Guimarães e do marido, Rogério da Silva da Fonseca, conhecido na região como Goiano. O motivo da cassação foi um áudio divulgado pela imprensa em que ela o marido tentam extorquir dinheiro do então prefeito, Luiz Borges (PSD).

Em 2021, Lauanda foi uma das cinco pessoas denunciadas pelo Ministério Público Federal (MPF) por organizar e realizar ataques contra agentes da Funai e do Ibama, que tentavam combater invasores na TI Apyterewa.

Segundo o governo federal, Rogério da Silva Fonseca, marido de Lauanda, também está foragido. O Brasil de Fato não localizou as defesas dele e da esposa. A reportagem também perguntou ao Republicanos se a ex-vereadora continua filiada ao partido. Caso haja posicionamentos, esta reportagem será atualizada.

Sede da COP30, Pará tem pecuária ilegal em terras indígenas

No Pará, estado que sediará a COP30 em 2025, a pecuária ilegal integra cadeias de produção de grandes multinacionais. Segundo a Repórter Brasil, de fazendas localizadas na TI Apyterewa saíram milhares de cabeças de gado para a Marfrig, a segunda maior empresa produtora de carne no mundo. Invasores também forneceram gado indiretamente para a JBS.

O Ministério Público Federal (MPF) estima que mais de 3 mil não indígenas ocupavam de maneira ilegal a região, numero maior do que os 1,4 mil indígenas que ocupam o território de forma legítima. Enquanto crescia o número de invasores, que construíram fazendas e pequenas cidades dentro da área protegida, os indígenas foram progressivamente confinados no próprio território. Segundo o Ministério Público Federal (MPF), eles ocupam atualmente apenas 25% da TI.

Esta é a segunda maior operação de expulsão de invasores de terras indígenas, atrás apenas da que ocorre na TI Yanomami, em Roraima. Centenas de servidores da Funai, Polícia Federal (PF), Abin, Força Nacional e Ibama, além de outros órgãos.

 

Fonte: Murilo Pajolla / Publicado Por: Jornal Folha do Progresso em 05/10/2023/ 05:58:07

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Três médicos que participavam de congresso são mortos a tiros em quiosque no Rio de Janeiro

Perseu Ribeiro, Diego Ralf e Marcos Corsato morreram no ataque (Foto:Reprodução / Via Portal O Globo).

De acordo com a polícia, assassinos saíram de um carro branco e atiraram pelo menos 20 vezes contra quatro médicos que estavam no quiosque; três deles morreram.

Médicos ortopedistas de São Paulo que estavam no Rio de Janeiro para participar do 6º Congresso Internacional de Cirurgia Minimamente Invasiva do Pé e Tornozelo foram baleados por três homens, em um quiosque na Barra da Tijuca. Três médicos morreram. Pela dinâmica do crime, a polícia acredita que foi uma execução. Nada foi levado das vítimas e de acordo com as testemunhas, os bandidos chegaram atirando e não disseram nada.

Pelo menos 20 tiros foram disparados. Um dos assassinos ainda retornou para o quiosque para atirar mais em um dos médicos que tentava se refugiar atrás do estabelecimento. Ninguém foi preso até o momento.

Daniel Sonnewend Proença, de 32 anos foi levado com vida para o Hospital Municipal Lourenço Jorge com pelo menos três tiros e deve ser transferido para uma unidade particular.
Diego Ralf Bomfim, 35 anos
Marcos de Andrade Corsato, 62 anos, diretor do Instituto de Ortopedia e Traumatologia do Hospital de Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP).
Perseu Ribeiro Almeida, 33 anos, que fez aniversário nesta terça-feira.

Fonte: O Liberal e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso em 05/10/2023/10:55:05

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Doze pessoas são condenadas em caso de falsas lotéricas no Pará

Segundo a denúncia, as duas agências falsas funcionaram no período de 25 de julho a 4 de agosto de 2021, sendo uma no bairro do Guamá, em Belém, e a outra no município de Ananindeua. (Foto:Reprodução).

A quadrilha embolsou mais de R$ 60 mil recolhendo pagamentos que nunca foram compensados

Doze pessoas foram condenadas por estelionato, apropriação indébita, receptação, fraude no comércio e associação criminosa, dentre outros crimes, na última terça-feira (3). Os réus são acusados de abrirem duas lotéricas falsas, que funcionaram em Belém e Ananindeua, fazendo 46 vítimas. A sentença foi proferida pela juíza da 3ª Vara Criminal de Belém, Cristina Sandoval Collyer.

Segundo a denúncia, as duas agências falsas funcionaram no período de 25 de julho a 4 de agosto de 2021, sendo uma no bairro do Guamá, em Belém, e a outra no município de Ananindeua. A quadrilha embolsou mais de R$ 60 mil recolhendo pagamentos que nunca foram compensados.

A quadrilha teria se deslocado do Ceará para aplicar o golpe e acabou flagrada pela Polícia Rodoviária Federal, em Castanhal, no dia 5 de agosto de 2021, quando retornava para a cidade de Beberibe, no estado de origem. O esquema envolveu ampla divulgação nos bairros onde atuavam.

“Importante assentar a estratégia ousada do grupo criminoso que veio de outro estado da Federação para realizar a abertura de falsas lotéricas em bairros populosos, composta em sua maioria de pessoas humildes, em que teve como maior parte das vítimas pessoas idosas que não possuem familiaridade com os meios tecnológicos, fato que contribuiu para que a atividade criminosa tenha tamanha gravidade”, explicou a magistrada na sentença.

A magistrada destacou ainda que os criminosos agiram planejadamente para ganhar a confiança das vítimas.

“No caso dos autos, os agentes não utilizaram a força para conseguir tirar vantagem das 46 vítimas e sim um tipo de influência por meio de comunicação, se fixaram em bairros populosos, em que os moradores são de baixa renda, sendo quase a maioria constituída por idosos. Além do que fizeram propaganda e divulgação no local da agência falsa, inclusive se utilizando de bicicleta com som e alto-falante. Com esse artifício os agentes conseguiram a confiança e dinheiro das vítimas”, destacou.

 

Fonte: O Liberal e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso em 05/10/2023/10:39:55

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Membros de organização criminosa de desmatamento são presos pela PF, em Anapu

(Foto:Policia Federal) – A ação ocorreu nas primeiras horas desta quinta-feira (5)

Os membros de uma organização criminosa que praticava crimes ambientais, mais especificamente o desmatamento de áreas de mata protegida, foram autuados e presos pela Polícia Federal, nesta quinta-feira (5). A ação ocorreu durante a operação Stang, deflagrada com o intuito de cumprir nove mandados de prisão preventiva e 10 mandados de busca e apreensão, no município de Anapu, Sudoeste do estado. Segundo as autoridades, o grupo organizado era formado por madeireiros que desmatavam a região e seus “olheiros”, usados para avisar sobre a chegada de fiscalização.

Na operação, são investigados crimes de organização criminosa, desmatamento, receptação, dificultar fiscalização ambiental, ocultação de patrimônio e estelionato. Os agentes receberam autorização da justiça para apreender bens avaliados em até R$ 1 milhão de cada uma das 12 pessoas investigadas.

Três dos envolvidos nos crimes seriam suspeitos de desmatar sem autorização; os outros faziam parte de um esquema organizado para alertar sobre a chegada de operações ambientais. Assim, os acusados poderiam se articular para sair do local onde a Polícia Federal e os demais órgãos ambientais estariam vistoriando.

Segundo o que foi divulgado da investigação, cada membro do esquema cobrava R$ 200 para passar informações sobre movimentação de órgãos de fiscalização e policiais. Por mês, o lucro dos ‘olheiros’ podia ultrapassar os R$ 40 mil. Assim que eram avisados, os madeireiros escondiam toras de madeira e maquinários em dias de operações.
Crimes ambientais

A exploração de madeira é um dos crimes altamente lucrativos na região. Segundo a Polícia Federal, 50 árvores de ipê, cerradas, poderiam render cerca de R$ 1 milhão na exportação. Madeira de castanheiras – cujo corte é proibido, por estarem ameaçadas de extinção – e angelim-pedra também eram alvos dos criminosos.

A região de Anapu se tornou mundialmente conhecida pelo assassinato de Dorothy Mae Stang, em 2005, por madeireiros da região, daí o nome da operação. A irmã Dorothy, como era conhecida, foi morta com seis tiros aos 73 anos de idade, após receber ameaças por conta de sua atuação em conflitos agrários.

 

Fonte: O Liberal e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso em 05/10/2023/10:26:32

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Justiça suspende indenização a usuários do WhatsApp e do Facebook que tiveram dados vazados; entenda

O juiz da 29ª Vara Cível de Belo Horizonte, justificou a suspensão das sentenças anteriores, alegando que as informações vazadas não são dados pessoais sensíveis, mas apenas comuns (Foto:Reprodução/Freepik: @rafapress)

As indenizações passavam de R$ 20 milhões. A Justiça determinou que a Meta deveria indenizar os usuários com o valor de R$ 5 mil e, em âmbito coletivo, efetuar o pagamento de R$ 10 milhões.

Milhões de usuários do WhatsApp e do Facebook que tiveram seus dados vazados, deixarão de receber o pagamento de R$ 5 mil por danos coletivos e individuais. A medida foi determinada pela Justiça de Minas Gerais depois que a empresa de tecnologia Meta recorreu da decisão da Justiça Mineira que condenou a Meta em agosto em duas ações civis públicas movidas pelo Instituto de Defesa Coletiva. As indenizações passavam de R$ 20 milhões.

De acordo com a entidade, em 2018 e 2019, milhões de usuários do WhatsApp e Facebook tiveram dados como fotos de perfil, configurações de localização e informações de contato e profissionais vazados. Nos processos, a Justiça determinou que a Meta deveria indenizar os usuários prejudicados pelo vazamento de dados com o valor de R$ 5 mil e, em âmbito coletivo, efetuar o pagamento de R$ 10 milhões. A Meta recorreu da decisão.

Nos autos, o juiz Geraldo David Camargo, da 29ª Vara Cível de Belo Horizonte, justificou a suspensão das sentenças anteriores, alegando que as informações vazadas não são dados pessoais sensíveis, mas apenas comuns. Segundo a Lei de Proteção de Dados (LGPD), dados pessoais sensíveis são os que revelam origem racial ou étnica, convicções religiosas ou filosóficas, opiniões políticas, filiação sindical, questões genéticas, biométricas e sobre a saúde ou a vida sexual de uma pessoa.

 

Fonte: O Liberal e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso em 05/10/2023/10:18:22

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Mãe de criança de 5 anos morta a marretadas diz que menina passava mal de medo do pai

Luísa Fernanda da Silva Miranda, de 5 anos, e Ana Beatriz, de 4 anos — Foto: Reprodução

Em ação para conseguir medida protetiva contra David Sousa Miranda, mãe de menina contou que temia pela vida da filha.

Luísa Fernanda da Silva Miranda, de 5 anos, assassinada a marretadas no último dia 22, não podia se alimentar na frente do pai por medo. A revelação foi feita pela mãe, Nayla Maria de Albuquerque, de 24 anos, e consta na ação do pedido pela medida protetiva que ela tinha contra o ex-marido David Sousa Miranda, preso por ser o principal suspeito de matar Luisa e Ana Beatriz, de 4 anos. No dia em que foi assassinada, era a segunda vez que a menina Luísa visitava o pai.

Crime bárbaro: Preso por matar crianças a marretadas, trocou de carro durante fuga e foi capturado após sofrer acidente
Crueldade: Antes de matar filha e sobrinha com marretadas, homem preso pediu ‘durante todo o dia’ para ver a criança

À equipe técnica do IV Juizado de Violência Doméstica e familiar contra a mulher, Nayla disse que a filha não podia se alimentar na frente do pai porque “vomitava de medo dele”. Ela também disse que temia que David de Souza Miranda sumisse com a menina durante as visitas, pois “ele sempre dizia que se não conseguisse matá-la, mataria alguém da família ou a filha”.

Com a decisão pela medida protetiva, a irmã de Nayla, Natasha Albuquerque, de 30 anos, ficou responsável por acompanhar a menina nas visitas. Quase um mês depois, David Souza Miranda, de 39 anos, foi preso como principal suspeito de assassinar Fernanda da Silva Miranda, de 5 anos, e Ana Beatriz, de 4 anos, ele ainda teria atacado a ex-cunhada Natasha, e colocado fogo na casa em que elas estavam. Natasha está internada em estado grave no Hospital Municipal Pedro II.

Nayla esteve na 34 DP (Bangu), nesta quarta-feira, para quebrar o silêncio sobre outras violências que sofreu de David Souza Miranda. Antes de perder a filha, ela já tinha denunciado o ex-marido por agressão e ameças.

Relembre o caso

Luísa Fernanda da Silva Miranda, de 5 anos, e sua prima, Ana Beatriz Gonçalves da Silva, de 4 anos, deram entrada já mortas em unidades de saúde da Zona Oeste do Rio na madrugada de sábado (23). Natasha Maria Silva de Albuquerque, de 30, mãe de Ana Beatriz, está em estado grave no Hospital Municipal Albert Schweitzer, em Realengo. As três foram espancadas dentro da casa onde morava David Souza Miranda, pai de Luiza. Após as agressões, ele teria ateado fogo na residência e fugido.

Um vizinho de David contou à polícia que chegou a entrar na casa para socorrer as crianças. No local, ele disse que encontrou a menina mais nova com as pernas amarradas na cama, com o corpo queimado, mas ainda viva. Segundo ele, a mais velha, Luisa, não respondia mais a nenhum estímulo e já parecia estar morta. Segundo a testemunha, Natasha estava em um sofá na sala, “toda queimada e não falava nada”. Ela segue internada em estado grave.

Cerca de duas horas depois do crime, de acordo com o depoimento de Nayla, David teria ligado, dizendo que ela: “tinha causado uma desgraça na família e que sua filha tinha implorado para não morrer”. A frase faz menção às denúncias feitas por ela à polícia sobre as agressões sofridas contra ele, que era “agredida fisicamente durante todo o relacionamento”. Além disso, contou que a filha Luísa Fernanda assistia às cenas de agressão e também era vítima dele. Segundo Nayla, em uma ocasião, David teria batido em Luísa de tal forma que a menina ficou com a perna roxa. Ele dizia que era uma maneira de corrigi-la.

Nayla conta que soube do incêndio por meio da facção criminosa que domina a comunidade onde mora. Ela relatou ter ficado preocupada com a demora da irmã e das meninas à sua casa e que, por isso, pediu aos traficantes que fossem até à casa de David. No local, testemunhas disseram que duas crianças e uma mulher haviam sido levadas, em estado grave, a hospitais. No Albert Schweitzer, soube que a filha havia chegado sem vida.

Segundo o Corpo de Bombeiros, o Quartel de Campo Grande foi acionado para conter um incêndio na casa, localizada na rua Caminho do Abel. Chegando ao local, depois das 23h desta sexta-feira, foram parados por moradores para socorrer a mulher, vítima de queimadura; as meninas já haviam sido socorridas por vizinhos.

Segundo a Polícia Militar, agentes foram acionados para checar uma ocorrência de violência contra a criança, após as meninas, vítimas de queimadura, terem sido socorridas por vizinhos para a unidade e para a Upa de Bangu. David Souza Miranda foi preso na Tijuca enquanto estava em fuga.

 

Fonte:Roberta de Souza — Rio de Janeiro e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso em 05/10/2023/09:57:56

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