Publicação: 316/2021 – FREDERICI & DE CARVALHO – TAPAJÓS PALACE HOTEL

editalFREDERICI & DE CARVALHO – TAPAJÓS PALACE HOTEL, localizada na Av. Izaias Pinheiro, lote 01, quadra 169, bairro Scremin, Novo Progresso/PA, torna público que requereu junto a Secretaria de Municipal de Meio Ambiente SEMMA/NP a Renovação de Licença de Operação LO, sob o protocolo nº 1195/2020, no dia 03/11/2020, para atividade de Hotel. 

Publicado dia 09 de Março de 2021 ás 10:49:57, por Jornal Folha do Progresso, Fone para contato 93 981177649 (Tim) WhatsApp: (93) 98404-6835 (Claro) Site: www.folhadoprogresso.com.br / e-mail:folhadoprogresso.jornal@gmail.com e/ou e-mail: adeciopiran.blog@gmail.com




Homem é preso portando grande quantidade de maconha no Pará

(Foto:Reprodução) – Os militares que integram a 8ª Companhia Independente de Polícia Militar (8ª CIPM) prenderam um homem por tráfico de entorpecentes na tarde deste sábado (6) no município de Moju, no nordeste do Estado.

Os policiais chegaram até o suspeito durante uma abordagem de rotina. Com ele, foi encontrado uma quantidade de maconha. Ao ser questionado sobre a origem da droga, o suspeito confessou que teria mais quantidade da substância ilícita em casa.

Os militares foram até o local e encontraram mais quantidades da erva escondida em uma lona. O suspeito foi preso por tráfico de entorpecentes e conduzido para a Delegacia de Polícia Civil para a realização dos procedimentos cabíveis.

Por:RG 15 / O Impacto informações da PM

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Acidente envolvendo carro de luxo deixa três mortos no Pará

(Foto:Reprodução) – O empresário Diego Souza Bracche, de 33 anos, e outras duas pessoas morreram em um grave acidente na rodovia BR-155, próximo ao município de Eldorado dos Carajás, sudeste do Pará.

Ele conduzia um veículo Porsche Cayenne, que capotou diversas vezes e saiu da pista

O acidente ocorreu na tarde de sábado (6). Os corpos das vítimas foram arremessados dos veículos. Uma das vítimas foi identificada como Rosângela Santos Araújo, de 28 anos. Ela morreu no local do acidente.

Segundo testemunhas, o empresário saiu de Marabá com destino a Parauapebas, mas perdeu o controle do veículo no momento do acidente.

O Centro de Perícias Renato Chaves, em Marabá, fez a remoção dos corpos. As causas do acidente ainda serão investigadas.

Fonte: G1 PA

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Governo barra novo cadastro para auxílio emergencial

A estratégia do governo já desperta críticas de organizações da sociedade civil, que consideram urgente a abertura de um novo prazo para pedidos de auxílio (Foto:Adriana Fernandes e Idiana Tomazelli – AE)

A nova rodada do auxílio emergencial a vulneráveis deve contemplar apenas brasileiros que já estavam recebendo o benefício em dezembro de 2020, sem possibilidade de novo cadastro para alcançar quem também perdeu a fonte de renda no período mais recente.

A estratégia do governo já desperta críticas de organizações da sociedade civil, que consideram urgente a abertura de um novo prazo para pedidos de auxílio. As entidades também dispararam um movimento para ampliar o limite de R$ 44 bilhões aprovado pelo Senado para o pagamento do benefício.
As críticas surgem antes mesmo da aprovação final da Proposta de Emenda Constitucional (PEC) que abre caminho para nova rodada do auxílio.

O texto ainda precisa do aval da Câmara dos Deputados, em dois turnos de votação. A previsão é que as discussões na Casa tenham início nesta terça-feira.A Rede Brasileira de Renda Básica alerta para a urgência de o Ministério da Cidadania abrir um novo cadastramento para incluir pessoas que perderam o emprego ou renda e ficaram em situação de vulnerabilidade a partir do segundo semestre de 2020.

A primeira rodada do auxílio considerou quem estava registrado no Cadastro Único de programas sociais até 20 de março. Para os “invisíveis”, também foram aceitos pedidos por site ou aplicativo até 2 de julho do ano passado – prazo que nunca foi reaberto.Segundo apurou o

, o governo não vê espaço para abrir um novo cadastramento e quer “aproveitar o que já existe”. A avaliação é que a base de dados pré-existente já contemplaria um número robusto – 56 milhões de brasileiros recebiam o auxílio em dezembro – e foi preciso desenhar novos critérios para conseguir focalizar o benefício nos cerca de 45 milhões que devem ser alcançados agora com a nova rodada.

Além disso, mesmo quem não estava no CadÚnico em março do ano passado tem boa chance de ter conseguido o auxílio por meio do site ou aplicativo da Caixa, argumentam técnicos ouvidos pela reportagem. Por outro lado, trabalhadores que tenham eventualmente perdido o emprego no segundo semestre de 2020, sem conseguir recolocação, podem ficar sem proteção.Outro obstáculo citado pelos técnicos é a demora para operacionalizar novos cruzamentos de dados, o que é rebatido pelas entidades, uma vez que o número de pedidos desta vez seria menor do que na primeira rodada.

Procurado, o Ministério da Cidadania não se manifestou.O risco de brasileiros ficarem sem renda mesmo com a nova rodada do auxílio emergencial levará as organizações da sociedade civil a pressionar no Congresso pela alteração da medida provisória que será editada pelo governo para detalhar o funcionamento da nova rodada do benefício. O objetivo dessas entidades é mudar as regras de acesso e determinar novos cruzamentos de dados e registros de vulneráveis, para garantir que ninguém fique de fora.

Uma MP tem vigência imediata, mas precisa ser votada em até 120 dias para não perder a validade. Como o auxílio só dura quatro meses (exatamente, 120 dias), a estratégia do governo é impedir a votação da MP e deixar que o texto expire, justamente para evitar mudanças no texto. O mesmo caminho teve a MP 1.000, que em setembro do ano passado criou o auxílio residual com quatro parcelas de R$ 300 e apertou as regras de acesso. Ela perdeu validade sem ter sido votada, tirando as chances do Congresso de impor qualquer alteração ou acréscimo ao texto.

Para a diretora de relações institucionais da Rede Brasileira de Renda Básica, Paola Carvalho, é preciso vencer nos próximos dias a etapa de cruzamento de dados, principalmente a de atualização de sistema.

Para isso, o Ministério da Cidadania teria de abrir um novo recadastramento, para inclusão das famílias.”Dá tempo. O auxílio emergencial já foi implementado por um aplicativo”, afirma ela, que ao longo de 2020 trabalhou como um “elo” de comunicação entre pessoas com dificuldades para terem o auxílio aprovado, Defensoria Pública da União (que ajudou cidadãos na busca do direito ao benefício) e o próprio Ministério da Cidadania.

Para Paola, o auxilio é segunda arma mais importante para o combate da pandemia, depois da vacinação. E que o auxilio tem de ser dado até que aja a imunização em massa. “Não existe retomada econômica, empurrar as pessoas para arrumar emprego se a vacina não chegar e não tiver um imunização em massa.”As informações são do jornal

Por:Agência Brasil

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Homem é encontrado morto às proximidades do porto da balsa, em Miritituba

(Foto:Reprodução) – Uma guarnição da Polícia Militar do distrito de Miritituba foi acionada por populares por volta das 13h30 deste domingo (7). Informando que havia um homem morto próximo a guarita do porto da balsa.

Os policiais foram ao local e constataram a veracidade do caso, a vítima é um morador de rua “Andarilho”. A Polícia Civil também foi comunicada do fato e acionaram o Instituto Médico Legal (IML), para fazer a remoção do corpo para necropsia e descobrir qual foi as causas da morte.

Em um áudio que circula nas redes sociais do Sub-Prefeito de Miritituba, diz que ele recebeu uma informação de que o morador de rua estava doente a vários dias, e que nenhum órgão competente sabia da situação, nem o vereador e nem o CRAS souberam que ele estava doente, porque se alguém tivesse conhecimento certeza que o morador estaria vivo e medicado. O Sub-Prefeito diz ainda que veio ter conhecimento do caso depois que o morador estava morto. E pede ajuda da população quando ver esses casos que comunique as autoridades.

Com informações/ Plantão 24horas News

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No Dia Internacional da Mulher, maternidade exalta a força das profissionais de saúde

Materno-Infantil de Barcarena evidencia a importância das mulheres que cuidam de mulheres
Em nível global, cerca de 70% das equipes de trabalho em saúde e serviço social são compostas por profissionais do sexo feminino, segundo o Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA).
No País, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), as mulheres são a principal força de trabalho da saúde, representando 65% dos mais de seis milhões de profissionais ocupados no setor público e privado, tanto nas atividades diretas de assistência em hospitais, quanto na atenção básica.
No Hospital Materno-Infantil de Barcarena Dra. Anna Turan (HMIB), no interior do Pará, as mulheres também são a maioria, cerca de 80% do total de profissionais. A maior parte atua em equipes da área da assistência, atividades técnicas e também na gestão administrativa.
Mantido pelo Governo do Estado e gerenciada pela Pró-Saúde, o HMIB é referência no atendimento de média e alta complexidades em neonatologia e obstetrícia. Desde a sua inauguração, em 2018, o hospital já realizou mais de 3 mil partos.
Em alusão ao 8 de março, Dia Internacional da Mulher, a unidade destaca o protagonismo feminino no setor da saúde e a participação efetiva das mulheres nas experiências  de assistência, gestão e educação em um período de grande importância para as mães: a maternidade.
“A presença das mulheres na assistência e gestão é essencial, principalmente em uma maternidade, cujo momento de gerar vidas, em sua grande maioria, já foi ou será vivenciado por nós. Além de profissionais assistenciais, lideranças e gestoras, temos a diretoria desta unidade composta por mulheres”, comenta Patrícia Hermes, diretora Hospitalar do HMIB.
“Nos sentimos privilegiadas pela atuação e representatividade, evoluindo a cada dia na equiparação no mercado de trabalho. Possuímos características de um olhar amplo, integrado e sensível no cuidado em saúde, essa visão é importante para a prestação de um serviço cada vez mais humanizado”, complementa.
Os desafios das profissionais que cuidam
Para Celina Cruz, assistente social e que também é mãe, as vivências com as mulheres na área da saúde oportunizam vencer grandes desafios.
“Participo do atendimento de mulheres que se tornam mães em diversas condições sociais e de vulnerabilidade. É desafiador esse contato, pois é uma vida que precisa de ajuda em diversas áreas, sendo uma realidade também difícil para nós”, afirma.
Natália Cunha, enfermeira obstetra, comenta sobre como a condição da maternidade mexe com o físico, emocional e social das mães, mas também das profissionais de saúde.
“Muitas vezes, essa mãe chega até nós com fragilidades na gestação, sentimentos de dificuldades e complicações no parto e pós-parto. Então, é uma luta por dois, pela vida dela e do seu filho, que pode durar dias ou meses, e isso depende de nós e da nossa atuação. Esse senso de responsabilidade com a vida é desafiador”.
Segundo a psicóloga Daniella Dias, esses desafios são ainda maiores com as cargas emocionais vivenciadas com o processo de hospitalização. “São sentimentos que vêm a partir da rotina das mães que acompanham a intensa jornada desses bebês, que também fazem parte do nosso dia a dia, pois são emoções que elas compartilham conosco”, pontua.
Rede de apoio de mulher para mulher: cuidando de quem cuida
É por meio da rede de apoio entre as profissionais de saúde, envolvendo todas as colaboradoras em ações de humanização, por meio de trocas humanizadas de experiências e ações entre as profissionais de saúde, gestantes e mães, que esses desafios são trabalhados.
“Nós atuamos em um sistema de saúde sob tensão crônica com a pandemia, submetido a pressões adicionais, à medida que respondemos a um desafio global de saúde pública. Isso reflete sobre a importância de que devemos proteger o bem-estar das nossas profissionais de saúde”, evidencia Joice Vaz, diretora assistencial.
Esse cuidado é viabilizado por incentivo ao empoderamento dessas mulheres, mas também com ações de relaxamento e valorização. Para continuar a prestar o melhor atendimento possível com alto desempenho, o autocuidado, apoio e a empatia são temas discutidos na unidade pelas profissionais.

“Ações de descanso e pausas regulares, rodas de conversas e escutas psicológicas, trocas de experiências e dinâmicas entre profissionais, mulheres e mães, respeitando medidas de segurança e distanciamento – com ações humanizadas apoiadas por líderes e gestoras – fazem muita diferença. É cuidar de quem cuida”, afirma Mary Mello, diretora técnica do Materno-Infantil de Barcarena.

Fonte:Ascom HMIB- Pró-Saúde /Foto:Reprodução

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Pará está próximo dos nove mil mortos por covid-19

O aumento no número de casos levou o governo estadual a endurecer as medidas restritivas (Foto:Akira Onuma/O Liberal)

Boletim divulgado pela Sespa neste domingo (7) confirmou 8.968 pessoas que perderam a vida para o novo coronavírus

No primeiro domingo de março, o Pará atingiu a marca de 373.643 casos confirmados e 8.968 óbitos por covid-19. A informação é repassada pela Secretaria de Estado de Saúde Pública, destacando a confirmação de mais 79 novos casos e 9 óbitos cadastrados hoje (7) e que ocorreram nos últimos sete dias.

“Em relação à subnotificação das prefeituras, confirmamos mais 523 casos e 29 óbitos ocorridos em dias anteriores”, relata a Sespa.
Assim, o Pará apresenta 349.451 pacientes recuperados; 1.254 casos em análise e 63.095 descartados; uma taxa de letalidade de 2,40%.A média de ocupação de leitos estaduais nas regiões do Pará é de 57,87% para 705 leitos clínicos e de 76,31% para 439 leitos de UTI.A disponibilidade de leitos estaduais:

Leitos clínicos – 705 ofertados, 297 disponíveis (ocupação de 57,87%);Clínicos pediátricos – de 15 ofertados, 10 disponíveis (ocupação de 33,33%);UTI Adulto – de 439 ofertados, 104 disponíveis (ocupação de 76,31%);UTI Pediátrica – de 8 ofertados, 4 disponíveis (ocupação de 50%);UTI Neonatal – de 3 ofertados, 3 disponíveis (ocupação de o%).

Por:Redação Integrada

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Ministério da Saúde prevê 30 milhões de doses de vacinas ainda este mês

Distribuição começa nesta semana e inclui imunizantes produzidos pelo Butantan e mais dois laboratórios (Foto:Tânia Rêgo / Agência Brasil)

O Ministério da Saúde informou neste sábado (6) que inicia, na próxima semana, a distribuição de 30 milhões de doses de vacinas contra a covid-19 previstas para o mês de março.

Desse total, 23,3 milhões são da CoronaVac, produzidas pelo Instituto Butantan, e 3,8 milhões são da vacina desenvolvida pelo laboratório AstraZeneca, as primeiras produzidas no Brasil pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).

A pasta também espera receber 2,9 milhões de doses de vacinas adquiridas por meio do consórcio Covax Facility.“A partir do quantitativo exato de doses recebidas, o Ministério da Saúde organiza a divisão de forma proporcional e igualitária aos estados e Distrito Federal.

Posteriormente, a doses são enviadas aos estados, responsáveis pela distribuição dos imunizantes a todos os municípios brasileiros, que aplicarão as vacinas em suas 38 mil salas de vacinação”, informou.

Próximos mesesDe março a julho, o governo brasileiro espera receber 64,5 milhões de doses do Instituto Butantan e 108,4 milhões de doses da vacina da AstraZeneca. Dessas, 11,8 milhões são doses importadas da Índia e 96,6 milhões são produzidas no Brasil pela Fiocruz com o ingrediente farmacêutico ativo (IFA) importado.Para abril, a pasta espera disponibilizar aos estados 32 milhões de doses da vacina da AstraZeneca, contando doses importadas e doses produzidas no Brasil, além de 15,7 milhões de doses da CoronaVac.

Além disso, o governo brasileiro aguarda a chegada um total de 6,1 milhões de doses até maio via consórcio Covax Facility. Até dezembro, outros lotes deverão ser entregues, totalizando os 42,5 milhões contratados pela pasta.Em negociaçãoO ministério também negocia a aquisição de outras vacinas, diretamente com os laboratórios responsáveis.

Está em andamento a negociação para compra de 10 milhões de vacinas Sputnik V, da Rússia. Caso o acordo seja fechado, essas doses serão enviadas em lotes nos meses de abril, maio e junho.O governo brasileiro negocia ainda a compra de 100 milhões de doses, com entrega até o segundo trimestre deste ano, da vacina do laboratório Pfizer, dos Estados Unidos; de 38 milhões de doses da vacina Janssen, da Bélgica, com entrega entre julho e dezembro; e de 13 milhões de doses da vacina norte-americana da Moderna, também entre julho e dezembro.

Por:Agência Brasil

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Pará é o quinto estado que mais aumentou consumo de medicação psiquiátrica na pandemia

(Foto:Reprodução) – Aumento das vendas de antidepressivos e estabilizadores de humor é o reflexo da lotação de consultórios de psiquiatria em busca de alívio rápido contra os sofrimentos provocados na crise humanitária de saúde pública

Um levantamento nacional do Conselho Federal de Farmácia (CFF) mostrou que o Brasil teve um aumento geral de 17% nas vendas de antidepressivos e estabilizadores de humor, após o início da pandemia de covid-19.

De todos os estados, o Pará foi o quinto com maior crescimento desse consumo de medicações psiquiátricas: 25% a mais na comparação entre 2020 e 2019. O crescimento estadual médio é de 5% a cada ano.

O farmacêutico Walter Jorge João, presidente do CFF e conselheiro federal pelo Pará, ressalta que a pandemia impôs o isolamento social, que impactou brasileiros, tão conhecidos pela expansividade, pela alegria e pela fé. Ficar trancado em casa, sob o impacto da crise econômica, ressalta ele, fez aflorarem sentimentos como o medo e a solidão, que acabaram levando a problemas como insônia, depressão e ansiedade.

Isso aconteceu no mundo todo.Walter observa que os medicamentos pesquisados são comercializados sob um rígido controle da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). A venda é feita com apresentação de prescrição médica, retenção da primeira via da receita e mediante lançamento no Sistema Nacional de Gerenciamento de Produtos Controlados, o SNGPC.

“Considerando que os medicamentos são controlados, o aumento estaria relacionado a um crescimento no número de pacientes com adoecimento mental e ao diagnóstico dessas doenças. E o grande desafio seria garantir o melhor custo-benefício dos tratamentos, com o diagnóstico correto pelo médico e o uso seguro e racional, acompanhado pelo farmacêutico. Porém, é preciso analisar outros aspectos. Um deles é que vivemos em uma sociedade culturalmente marcada pela tendência à medicalização”, analisa o presidente do CFF.

O farmacêutico critica o comportamento frequente de uso de medicamentos para tentar sanar problemas do convívio social. O isolamento expôs pessoas a situações de estresse muito extremas que podem, sim, ter efeitos sobre a saúde mental e adoecimento.

“Nem toda alteração no sono, nem todo sentimento de tristeza ou solidão, ou mesmo o estresse gerado pela exposição ao risco, no caso dos trabalhadores da saúde e das atividades essenciais, que não pararam durante a pandemia, constituem a priori um transtorno em saúde mental passível de ser tratado com um medicamento”, pondera.

As principais preocupações no uso dos psicotrópicos, ressalta Walter, são o autodiagnóstico e o fácil acesso aos medicamentos no Brasil. Ele reforça ser necessário pensar também em alternativas não farmacológicas. “Nós, enquanto farmacêuticos, devemos discutir esse aspecto da psicoeducação. Muitos pacientes se automedicam até mesmo com medicamentos controlados. A automedicação ocorre também modificando-se as doses, a frequência de administração ou usando o medicamento que foi prescrito para outra pessoa”, conclui.

Outra pesquisa realizada pelo CFF, com o Instituto Datafolha, que teve como base pessoas que usaram medicamentos nos seis meses anteriores às entrevistas, a maioria dos brasileiros (77%) se automedica e 57% o fazem a partir de medicamentos prescritos. A pessoa passa pelo profissional da saúde, tem um diagnóstico, recebe uma receita, mas não usa o medicamento conforme orientado. Outros 44% dos entrevistados que têm o hábito de se automedicar usam medicamento sem prescrição se conhecem alguém que já usou e obteve resultado.

Para a psicóloga Rafaela Guedes, é necessário o acesso mais amplo a outras formas de tratamento, já que a medicação não é solução para os problemas sociais, relações, desafios pessoais e conjunturas política e econômica. Esses cenários dependem de soluções. O trabalho de psicólogos tem passado por ajustes, diante da impossibilidade de atender pessoalmente.

Mesmo a distância, argumenta, continua sendo a forma de dar vazão às angústias, medos, incertezas, receios, sofrimentos diversos ou mesmo luto que a pandemia ou trouxe ou agravou.”Estamos no segundo ano de pandemia. Segundo ano de perdas, privação do convívio social, de incertezas e possibilidade muito próxima e real de morte. Segundo ano de perda de entes queridos, de distanciamento e de uma má-gestão pública que favorece essas perdas e privações. São fatores que abalam nossa estrutura emocional.

Quando as pessoas que estão próximas também estão passando pelo mesmo, a tendência é que essas condições se tornem mais crônicas. É uma tensão acumulada, sem vazão. Os medicamentos estabilizam até certo ponto.

Sem terapia, o uso de medicamentos apenas aumenta”, analisa a psicóloga.Rafaela ressalta que alguns fatores têm dificultado o acesso da população a psicólogos, como o aumento da demanda, uma parte de descrença no atendimento a distância, custos e falta de acesso à internet com estabilidade e qualidade. Total de vendas de antidepressivos e estabilizadores de humor no Brasil2017: 67.696.334
2018: 73.833.716 (9% a mais)
2019: 82.763.022 (12% a mais)
2020: 96.622.718 (17% a mais)

Estados com maior crescimento da compra de antidepressivos e estabilizadores de humor em 2020
*Dados comparativos com 2019Amazonas 389.779 (29% a mais)
Ceará 2.919.690 (29% a mais)
Maranhão 1.112.746 (27% a mais)
Roraima 90.399 (26% a mais)
Pará 1.050.478 (25% a mais)Histórico de vendas do Pará2017: 608.987 2018: 702.194 (15% a mais)2019: 842.637 (20% a mais)2020: 1.050.051 (25% a mais)

Fonte: CFF

Por:Victor Furtado

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Após ter um surto, mulher cai em poço de 4 metros em Itaituba

Mulher de 51 anos foi encontrada com escoriações (Jean da Garimpeira/Foto:Divulgação)

Resgate ocorreu na manhã de sábado (6)

O Corpo de Bombeiros resgatou na manhã deste sábado (6) uma mulher, identificada como Maria de Araújo Ferreira, 51 anos. Ela caiu em um poço de aproximadamente 4 metros de profundidade. O caso aconteceu no bairro do Santo Antônio, em Itaituba.

De acordo com informações do Portal Giro, a mulher sofre transtornos mentais e caiu no poço após um surto. De acordo com o Comandante Sargento Alcântara, a vítima resgatada teve algumas escoriações com o acidente e foi atendida por uma equipe do Corpo de Bombeiros, que presta atendimento pré-hospitalar.

A vítima estava consciente e não apresentava nenhum tipo de ferimento mais grave. Apesar disso, ela foi levada para o Hospital Municipal de Itaituba (HMI) para realizar exames mais detalhados.

Por:Redação Integrada com informações do Portal Giro

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