Ferrogrão: ministro do STF suspende construção de ferrovia benéfica para o Pará

(Foto:Agência Brasil) – Alexandre de Moraes tomou decisão atendendo a uma medida cautelar impetrada pelo PSOL. Ministrério da Infraestrutura não foi ouvido

O Ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, suspendeu o projeto de construção da ‘Ferrogrão’, projeto de ferrovia que ligaria Sinop, em Mato Grosso, ao porto de Miritituba, no Pará.

A ferrovia, por ser uma solução bem mais barata que o transporte rodoviário utilizado atualmente, tem potencial para abrir mais oportunidades de desenvolvimento para a região.

No entanto, o ministro seguiu uma medida cautelar de inconstitucionalidade movida pelo PSOL, que infere que a construção poderia provocar danos ao meio ambiente. De acordo com o entendimento do partido, e que teve sua argumentação atendida pelo STF, o traçado da ferrovia – que teria extensão de 933km e correria em paralelo a BR 163 – cortaria o Parque do Jamanxin, unidade de conservação federal que fica no Pará. Líderes do setor produtivo criticaram a decisão.

De acordo com eles, o projeto traz danos mínimos. Além disso, defensores do projeto afirmam que a ferrovia seria benéfica em diversos sentidos. Para o Pará, por exemplo, a expectativa é que a ferrovia contribua para o desenvolvimento do Estado.

PROJETO ‘FERROGRÃO’ A intenção do Governo com a ferrovia é criar um ‘novo modal’ de transporte que, segundo especialistas, ajudaria a reduzir em até 40% o custo do frete para o Mato Grosso, que atualmente é o maior produtor de grãos do país, com 70 milhões de toneladas.

A ideia era que o contrato fosse assinado ainda em 2021 com a iniciativa privada. O investimento previsto para a Ferrogrão é em torno de R$ 8,4 bilhões. LIDERANÇAS DO SETOR PRODUTIVO CRITICAM DECISÃO O diretor-executivo do Movimento Pró-Logística, Edeon Caz, diz que não vê nenhum problema ambiental que possa ser causado com a construção. “O único local é esse”, afirma, ao ponderar que o ministro se baseou no fato de que a “desafetação do parque nacional do Jamanxin para passar a Ferrogrão foi feita por medida provisória e não por projeto de lei”.

“Acontece que uma medida provisória também é discutida no Congresso Nacional para ser transformada em lei”, completa. Para o presidente da Aprosoja-MT, Fernando Cadore, os impactos ambientais são quase nulos e a decisão é “descabida”. “Uma pequena parte, cerca de 0,05% do parque, seria utilizado para a construção da ferrovia, causando um impacto ambiental praticamente nulo.

A decisão é proferida em cima dessa argumentação, que para nós é inconsistente, descabida, uma vez que o transporte ferroviário tem muito menos impacto ambiental do que o transporte rodoviário e, portanto, um consumo menor de combustível”, defende. O Ministério da Infraestrutura disse, em nota, que ainda não foi ouvido no processo e que aguarda notificação para que possa se manifestar.

Por;O Liberal Opinião

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PF cumpre mandado de busca e apreensão em Belém contra alvo investigado pelo crime de moeda falsa

(Foto:Reprodução) – Ação faz parte da Operação Rastro Falso, que visa desarticular o grupo criminoso envolvido no envio de cédulas falsas para várias partes do território nacional

A Polícia Federal cumpre, na manhã desta segunda-feira (22), mandado de busca e apreensão contra um alvo investigado pelos crimes de moeda falsa e organização criminosa, na Região Metropolitana de Belém (RMB). A ação é parte da Operação Rastro Falso, que visa desarticular o grupo criminoso.

Segundo informações da PF, os crimes teriam sido praticados por indivíduos que estariam remetendo cédulas falsas para várias partes do território nacional. Ao todo, quatro policiais federais cumprem o mandado, expedido pela 3ª Vara Criminal Federal da Secção Judiciária no Estado do Pará.Caso o resultado do cumprimento do mandado corrobore a hipótese criminal, os envolvidos serão indiciados, podendo responder por delitos que, somados, podem chegam a 20 anos de prisão.

Por:Redação Integrada (com informações da PF)

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Publicação:N° 324/2021 – C. BEHLING – TAIGA MADEIREIRA

editalC. BEHLING – TAIGA MADEIREIRA, portadora do CNPJ n°03.182.593/0001-42, licenciada para a atividade de desdobro de madeira em tora para produção de madeira serrada e seu beneficiamento/secagem, torna público que requereu junto a SEMMA de Novo Progresso/Pará, a RENOVAÇÃO DA LICENÇA DE OPERAÇÃO processo 449/2021..

 

Publicado dia 22 de Março de 2021 ás 16:42:20, por Jornal Folha do Progresso, Fone para contato 93 981177649 (Tim) WhatsApp: (93) 98404-6835 (Claro) Site: www.folhadoprogresso.com.br / e-mail:folhadoprogresso.jornal@gmail.com e/ou e-mail: adeciopiran.blog@gmail.com




Homem armado invade audiência virtual de Assembleia Legislativa e exibe foto de Bolsonaro

Parlamentares se reuniram com empresários para tirar dúvidas sobre as linhas de crédito lançadas pelo governo estadual (Foto:Reprodução)

Um homem armado invadiu a sala virtual de uma audiência pública realizada na manhã desta sexta-feira (19) pela Assembleia Legislativa de Goiás. Os parlamentares se reuniram com empresários para tirar dúvidas sobre as linhas de crédito lançadas pelo governo estadual aos pequenos empreendedores diante da queda de arrecadação na pandemia. Cerca de 100 pessoas participavam da conferência. De acordo com o deputado estadual Virmondes Cruvinel (Cidadania), organizador do evento, perfis invadiram a sala online com sons e imagens “desconexos”.

A reportagem conversou com Cruvinel. O parlamentar explicou que o ataque durou cerca de dez minutos e contou com a participação de pelo menos cinco pessoas. Foram exibidas imagens de pessoas armadas e do presidente Jair Bolsonaro. O grupo também colocou músicas para tocar e escreveu palavrões, contou o deputado.

“Foi uma ação orquestrada, pelo menos cinco entraram juntos”, explicou. “A gente só lamenta. A democracia admite a livre manifestação de todos, mas não tolera ataques que visem justamente impedir as pessoas de expressar suas opiniões. Lá estavam pequenos comerciantes buscando explicações, tirar dúvidas de utilidade pública”, acrescentou Cruvinel.

A presidência da Assembleia informou que abriu uma apuração para investigar o ataque cibernético. Na tentativa de silenciar os microfones do grupo, a gravação acabou sendo interrompida. Equipes trabalham para tentar recuperar a íntegra do vídeo.

Com a confusão, uma nova sala virtual precisou ser aberta, desta vez com moderação para aprovar a entrada dos participantes. Ainda assim, segundo Cruvinel, duas pessoas conseguiram entrar no novo link, mas foram rapidamente removidas.O deputado Virmondes Cruvinel se manifestou da seguinte forma: “lamentável que nossa audiência pública sobre linhas de crédito para pequenos empreendedores tenha sido atacada”.

Alguns perfis invadiram a audiência com sons e imagens desconexos atrapalhando a discussão de importantes informações. Um absurdo. Pequenos empreendedores estão preocupados com a crise e querem tirar suas dúvidas sobre o pacote de apoio lançado pelo governo.

Agradeço a participação de todos, especialmente do Fernando Freitas, da Goiasfomento, órgão que deve ser procurado para mais detalhes do pacote. A democracia admite a livre manifestação de todos. Entretanto, não tolera ataques que visam justamente impedir que as pessoas expressem suas opiniões”, disse.

Por:Agência Estado

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Homem que matou amigo de ex-companheira é preso em Parauapebas

José Pereira confessou o crime e foi preso preventivamente (Foto:Reprodução)

José Pereira de Sousa, 32, se apresentou à Polícia Civil e confessou que matou Cleyton Martins Nogueira no dia 25 de fevereiro

José Pereira de Sousa, 32 anos, foi preso preventivamente na tarde desta quinta-feira, em Parauapebas, sudeste paraense, após se apresentar à Polícia Civil. Ele confessou que assassinou, com sete facadas, Cleyton Martins Nogueira, no dia 25 de fevereiro, por ciúme da ex-companheira, Daniela da Silva Rocha.

Segundo a polícia, ele afirmou estar arrependido de ter cometido o crime e contou alguns detalhes que ainda não haviam sido revelados.De acordo com o advogado Tiago Aguiar, José agiu sob forte emoção ao matar a vítima e, de agora em diante, só falará em juízo.

Apesar de ter se apresentado espontaneamente, o acusado foi recolhido a uma das celas da Delegacia de Polícia, pois contra ele havia um mandado de prisão preventiva, expedido pela Justiça local. Nesta sexta-feira (19), ele deve ser removido para a Cadeia Pública.

O crimeCleyton Martins Nogueira, de 39 anos, foi morto com diversos golpes de arma branca, ao que tudo indica uma faca, na madrugada da última sexta-feira (26), no município de Parauapebas, no sudeste do Pará.

Ciúmes teriam sido a causa do assassinato. Segundo os investigadores da Polícia Civil, Cleyton Martins estava em um bar acompanhado da namorada, Daniela, quando o ex-companheiro dela iniciou uma discussão.Após a briga, o agressor saiu e retornou um tempo depois, com uma faca em punho. Então, o agressor desferiu vários golpes na vítima. Cleyton tentou correr, mas não resistiu aos ferimentos e morreu no local.

Por:Redação Integrada (com informações de Caetano Silva, do portal Zé Dudu)

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Exclusivo: 80% dos intubados por covid-19 morreram no Brasil em 2020

paciente intubado no Brasil (FOTO:CRÉDITO,REUTERS/AMANDA PEROBELLI)

Falta de protocolo nacional, com orientações sobre intubação, é citado por médicos como uma das razões para os números altos de mortes no Brasil

Para um paciente grave de covid-19, com pulmão que perdeu a capacidade de oxigenar o sangue, a intubação pode aliviar as dores e ser a única esperança de sobrevivência.

Mas, no Brasil, o percentual alto de mortes entre os infectados que precisam de ventilação mecânica assusta: a média foi de cerca de 80% de fevereiro a dezembro de 2020, segundo dados de uma pesquisa inédita obtidos com exclusividade pela BBC News Brasil.

Ou seja, 8 em cada 10 pacientes intubados ao longo do primeiro ano de pandemia morreram. A mortalidade se manteve igual no primeiro e segundo semestre, o que mostra que o Brasil não soube aplicar de maneira eficaz as lições aprendidas sobre tratamento de pacientes com covid-19.

A título de comparação, a média mundial é de cerca de 50% de mortalidade. E, segundo os pesquisadores envolvidos nesse estudo, dados preliminares de 2021 mostram que a taxa de mortalidade brasileira deve piorar.

“Os dados de morte por intubação em 2021 não estão consolidados, mas as informações disponíveis sobre morte hospitalar apontam para um aumento significativo da mortalidade”, disse à BBC News Brasil o pesquisador da Fiocruz Fernando Bozza, chefe do Laboratório de Pesquisa Clínica em Medicina Intensiva do Instituto Evandro Chagas.

Uma primeira pesquisa dele sobre mortalidade de pacientes de covid-19, publicada na revista médica The Lancet Respiratory Medicine, revelou que quase 80% dos doentes intubados no Brasil entre 16 de fevereiro e 15 de agosto de 2020 morreram. Para esse levantamento foram analisados dados de 254 mil internações.

Bozza terminou de compilar os números do segundo semestre de 2020 e eles revelam que a taxa de mortalidade se manteve próxima a 80%. Ou seja, os números mostram que após a primeira onda de covid-19 no Brasil, o país não foi capaz de se organizar e adotar parâmetros nacionais de tratamento a ponto de reduzir a mortalidade de pacientes graves mesmo.

Para chegar ao percentual, foram analisadas 163,2 mil internações de pacientes com covid-19 entre 15 de agosto e 31 de dezembro do ano passado. Os dados foram obtidos pelo sistema SIVEP-Gripe, do Ministério da Saúde, que determina que todos os hospitais comuniquem internações por síndrome respiratória.

O estudo revela que 78,8% dos pacientes que precisaram de ventilação mecânica invasiva morreram ao longo do segundo semestre de 2020 no Brasil.

Entre as principais causas estão a falta de um protocolo nacional que unifique as técnicas utilizadas e o uso de pessoal sem treinamento e experiência adequados.

“A taxa permaneceu alta ao longo do ano. Perdeu-se tempo discutindo tratamento precoce sem qualquer evidência científica e não se investiu em disseminar informação sobre tratamentos eficazes para pacientes graves, como uso de esteroides, técnicas de identificação de insuficiência respiratória, uso da posição prona e outros”, avalia Bozza.

Morre-se mais no Norte e Nordeste

Dados inéditos obtidos pela BBC News Brasil mostram que de 15 de fevereiro até o final de dezembro, 80% das pessoas com covid-19 que precisaram de ventilação mecânica invasiva morreram

Os dados obtidos pela BBC Brasil com os pesquisadores mostram grandes diferenças na taxa de mortes por região. No Norte, a mortalidade de pacientes intubados sobe para 86,7% e, no Nordeste, para 83,7%. No Centro-Oeste, o percentual também é acima da média (83,6%). Já no Sul e Sudeste, a taxa fica em 76,8%.

Segundo o pesquisador da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP) Otavio Ranzani, que também é um dos autores do estudo, o percentual brasileiro é maior que a média mundial, de cerca de 50%, conforme estudo que analisou dados de 69 países, publicado noAmerican Journal of Respiratory and Critical Care Medicine.

A média de mortalidade de pacientes com covid intubados na Ásia é de 47%, na Europa, é de 36% e, na América do Norte, é de 46%, completa o Ranzani, que também é pesquisador da Institute for Global Health, em Barcelona. “A taxa de mortalidade brasileira para uso de ventilação mecânica (invasiva) é semelhante à do México, de 80,9%”, acrescenta.

Agora, no pior momento da pandemia no Brasil, médicos de UTIs ouvidos pela BBC News Brasil também alertam para o provável aumento da taxa de mortalidade entre pacientes intubados em todas as regiões do país.

Isso porque, a superlotação de hospitais de Norte a Sul está levando à demora na intubação de pacientes graves, agravando o quadro deles. E profissionais de saúde sem experiência em ventilação mecânica estão sendo alocados para UTIs improvisadas. Além disso, médicos e associações farmacêuticas alertam que o estoque de medicamentos necessários para intubação está perto de acabar.

“O problema é você ter um paciente muito grave, com comprometimento de vários órgãos, e você tratar ele numa situação de sobrecarga, de improviso, com equipes mal treinadas e isso contribui com números ainda mais preocupantes”, disse à BBC News Brasil o médico intensivista Ederlon Rezende, que coordena a UTI do Hospital do Servidor Público do Estado de São Paulo.

Mas por que a mortalidade de pacientes que precisaram de ventilação invasiva se manteve alta durante todo o primeiro ano de pandemia?

EPA/MARCELO OLIVEIRA Legenda da foto, Dados inéditos obtidos pela BBC News Brasil mostram que de 15 de fevereiro até o final de dezembro, 80% das pessoas com covid-19 que precisaram de ventilação mecânica invasiva morreram
EPA/MARCELO OLIVEIRA
Legenda da foto,
Dados inéditos obtidos pela BBC News Brasil mostram que de 15 de fevereiro até o final de dezembro, 80% das pessoas com covid-19 que precisaram de ventilação mecânica invasiva morreram

Falta de protocolo nacional do Ministério da Saúde
Ao longo de 2020, muito se aprendeu sobre as melhores técnicas no tratamento de pacientes graves com a covid-19, destacou à BBC News Brasil Carlos Carvalho, diretor da Divisão de Pneumologia do InCor (Instituto do Coração do Hospital das Clínicas da FMUSP), em São Paulo.

Mas, até agora, não foi divulgado pelo Ministério da Saúde um protocolo de atuação para intubação de infectados, enquanto tempo e recursos foram gastos com a defesa de medicamentos sem eficácia no tratamento de covid, como cloroquina e ivermectina.

A pneumologista Carmen Valente Barbas, que atende no Hospital das Clínicas e no Albert Einstein, em São Paulo, destaca que seguir alguns critérios, como o momento adequado para a intubação e o volume de ar utilizado, pode definir a chance de sobrevivência do paciente.

Sem uma orientação nacional que reúna as melhores experiências internacionais e nacionais, cada Estado e hospital segue um critério. E aí surgem discrepâncias nas taxas de mortalidade entre hospitais de uma mesma cidade e entre regiões do país.
Em janeiro, quando Manaus sofreu uma forte onda de covid-19, faltou oxigênio nos hospitais e pacientes tiveram que ser transferidos para outros Estados. Demora na intubação é um dos motivos da alta mortalidade no país

“A ventilação de paciente com covid não é fácil, é um pulmão fragilizado. Você precisa ser muito delicado com a máquina, porque ela pode causar barotrauma, que é um trauma associado à pressão do ar injetado nos pulmões”, explicou Carmen Barbas à BBC News Brasil.

“O volume de oxigênio que entra no corpo deve ser de 6ml por quilo de peso predito ou menos. Peso predito é baseado na altura. Mas tem muito lugar que calcula pelo peso real e isso pode prejudicar o pulmão do paciente”, diz a médica, que é professora da Universidade de São Paulo e referência internacional em ventilação mecânica.

Em São Paulo, os profissionais de saúde estabeleceram um conjunto de procedimentos a serem observados para pacientes graves, que foram publicados no site da Secretaria de Saúde.

“Também lançamos um aplicativo com orientações sobre como proceder com a ventilação mecânica”, conta Carlos Carvalho, diretor da Divisão de Pneumologia do InCor do Hospital das Clinicas. Mas hospitais de áreas mais pobres do país sofrem com falta de recursos, informação e profissionais.

No Nordeste, 77% dos pacientes não idosos (com menos de 60 anos) intubados morreram no primeiro semestre de 2020, enquanto, no Sul, a taxa foi de 55%.

“Sem dúvida nenhuma, se tivesse um protocolo mais uniforme no país, talvez isso repercutisse de maneira positiva na taxa de mortalidade. Desenvolver um protocolo de comum acordo com os especialistas e customizado de alguma maneira para as respectivas áreas, além de investir na capacitação dos profissionais que vão aplicar esse protocolo, seria fundamental”, diz o diretor do InCor.

Em que momento intubar?
Outra questão chave para a sobrevivência de pacientes, segundo os especialistas ouvidos pela BBC News Brasil, é o momento de intubar.

Carlos Carvalho lembra que, no início da pandemia, a recomendação vinda da China era intubar o quanto antes, quando o paciente começasse a apresentar queda acentuada de saturação de oxigênio.

“A orientação na China era intubar logo porque esses pacientes evoluíam para uma situação grave muito rapidamente”, diz. Quando a doença chegou à Europa, muitos hospitais não tinham equipamentos de ventilação mecânica suficiente.
Decisão sobre o momento de intubar é crucial. Se uso da ventilação mecânica for retardada demais, paciente pode lesionar o pulmão só pelo esforço para respirar, dizem médicos ouvidos pela BBC News Brasil

Enquanto os governos se organizavam para comprar, os profissionais de saúde usavam máscaras e cateteres de oxigênio, a chamada ventilação não-invasiva, para tentar manter os pacientes vivos.

A estratégia serviu para mostrar que não era necessário intubar muito precocemente e que vários pacientes se recuperavam sem precisar de ventilação mecânica invasiva. Mas adiar demais a intubação também trouxe problemas.

“Saiu-se de um extremo de intubar todo mundo a um extremo de adiar ao máximo a intubação. Aí começou a haver outro problema. Quando você adia demais, o paciente, por respirar com dificuldade, por forçar muito, ele machuca o próprio pulmão”, explica o diretor de Pneumologia do Hospital das Clínicas.

“Então, alguns pacientes quando eram intubados já estavam com pulmão muito inflamado, muito machucado pelo próprio esforço de respirar.”

Segundo o ex-presidente da Associação de Medicina Intensiva Brasileira Ederlon Rezende, atualmente, a melhor prática prevê ventilação não invasiva para quem tiver síndrome respiratória leve e intubação para a grave. É em pacientes com gravidade moderada que a dificuldade de decisão é maior.

“Na moderada, tem que se encontrar o meio-termo. Vale começar com a não-invasiva e observar atentamente o paciente para verificar sinais de que ele não está tolerando bem. Se não responder bem, você deve rapidamente indicar a ventilação invasiva, porque é muito prejudicial para o doente postergar a intubação”.

Intubação prolongada gera risco de infecção
Uma vez intubado o paciente, o profissional de medicina intensiva precisa ter qualificação e treinamento para saber o momento mais adequado de retirar a ventilação mecânica. Mais uma vez, a decisão pode ser um fator de vida ou morte.

“Existem parâmetros de recuperação da lesão no pulmão que devem ser observados para a retirada do aparelho”, diz Rezende. Desintubar antes de o corpo ter criado anticorpos para combater o vírus e recuperado a capacidade pulmonar, pode ser arriscado. Por outro lado, quanto mais tempo o paciente permanecer intubado, maior o risco de pegar infecções bacterianas.

“Quando você coloca uma prótese na via aérea, para a ventilação, você está criando uma situação que facilita que as bactérias que estão no nosso intestino e que normalmente ficam lá, possam chegar à via aérea, e isso aumenta o risco das infecções”, diz o ex-presidente da Associação de Medicina Intensiva Brasileira.

“Estudos mostram que a chance de um paciente com covid desenvolver pneumonia associada à ventilação mecânica é duas vezes maior que em pacientes sem covid. E, quando os pacientes que têm covid desenvolvem esse quadro, o risco de evolução desfavorável é bem maior.”

E para aplicar todas as melhores práticas na intubação de pacientes com covid é, naturalmente, necessário ter profissionais treinados.

“As pessoas acham que basta colocar no ventilador e que ele vai fazer tudo. De maneira alguma. Manusear o equipamento requer treinamento, experiência, sensibilidade para perceber a resposta do paciente”, destaca Ederlon Rezende.

É aí que entra um outro fator que, segundo os médicos, tem levado ao número elevado de óbitos de pacientes intubados no Brasil: escassez de médicos e enfermeiros especializados em UTI.

Falta de treinamento e profissionais especializados
O supervisor da UTI do Hospital Emílio Ribas, Jaques Sztajnbok, aponta a qualificação falha e o treinamento insuficiente de parte dos médicos no Brasil como um dos principais fatores para a alta taxa de mortalidade de pacientes que precisam de intubação.

“Existe um aspecto que é a qualidade de formação profissional dos colegas que estão na linha de frente. O paciente covid é quase um compêndio de medicina intensiva, porque é uma doença gravíssima, de comprometimento multissistêmico, provocando trombose, insuficiência renal, inflamação pulmonar, insuficiência respiratória, riscos cardíacos…”, cita.

A capacitação dos profissionais e a gestão de recursos pode ajudar a explicar porque hospitais de referência, como Emílio Ribas, Albert Einstein e Hospital das Clínicas conseguem manter uma taxa de mortalidade que varia de 30% a 45%- bem abaixo da média brasileira.

“A nossa letalidade, na minha UTI, com médicos concursados, num centro de formação, estava em torno de 34% em pacientes com ventilação mecânica. E nós somos serviço público. A covid é uma doença para qual é preciso ter profissionais bem preparados”, completa o supervisor da UTI do Hospital Emílio Ribas.

Carlos Carvalho, do InCor do Hospital das Clinicas, defende que governo federal e Estados invistam no treinamento de equipes da linha de frente de combate à covid-19.
Diretores de UTIs defendem investimento federal e estadual em treinamento de médicos e enfermeiros sobre como atender paciente grave com covid. Eles dizem que qualificação das equipes tem impacto direto na redução da taxa de mortes

Ele tem promovido aulas virtuais para profissionais de São Paulo e sugere que os hospitais universitários – federais e estaduais – formem um consórcio para treinamentos em todo o país.

“A capacitação e educação dos profissionais de saúde é falho no sentido de aplicar um protocolo de conhecimento nacional e internacional. Hoje, depois de um ano, já temos mais informações sobre como atender um paciente com covid, mas falta qualificação”, diz.

“Você consegue duplicar leito, ventilador, mas você não tem enfermeiros e médicos capacitados para dirigir todos esses equipamentos ou extrair deles a melhor informação possível.”

Sem confinamentos, descontrole da infecção levou a improvisos
Outro aspecto que contribuiu para aumentar as mortes no Brasil, segundo médicos, foi a necessidade de improviso nos atendimentos, devido ao descontrole das infecções no Brasil. Com hospitais em colapso, em diferentes momentos da pandemia, foi preciso alocar profissionais de outras áreas da saúde para UTIs.

Sem treinamento adequado nem experiência em terapia intensiva, essas pessoas tiveram que lidar com maquinário complexo e decisões que definem se um paciente vai viver ou morrer.

Os números da pesquisa de Ranzani e Bozza evidenciam que um paciente intubado numa UTI tem muito mais chances de sobreviver que os atendidos com ventilação mecânica na enfermaria ou nos corredores.

No Nordeste, onde a taxa de mortalidade de intubados foi maior que a média nacional, 16% dos pacientes atendidos no primeiro semestre de 2020 receberam ventilação mecânica fora de UTIs- nos corredores ou enfermarias, por exemplo. No Sul, região com a menor mortalidade, só 8% dos pacientes foram intubados fora de uma UTI.

“Quanto mais especializado o serviço, menor a mortalidade”, diz a pneumologista do Albert Einstein Carmen Valente Barbas, professora da Faculdade de medicina da USP.

“O que tem sido feito em alguns hospitais do país é uma tentativa de treinamentos de urgência para os médicos, enfermeiros e fisioterapeutas que acabaram tendo que trabalhar na área intensiva, devido à situação de emergência. Mas não é a mesma coisa que ter formação e experiência na área.”

Os médicos ouvidos pela BBC News Brasil dizem que o cenário de improviso e caos, que impacta diretamente o número de mortes, poderia ter sido minimizado, se medidas de distanciamento social e isolamento tivessem sido adotadas, em conjunto com uma mensagem nacional de defesa do uso de máscara e lavagem constante das mãos.

“Existe um problema de comunicação grande no país, porque não tem uma orientação única no sentido de dizer que precisa usar máscara e manter distanciamento”, critica o professor da USP Carlos Carvalho, diretor da Divisão de Pneumologia do Hospital das Clínicas

“Qualquer deslize, se você tiver a infelicidade de estar perto de alguém com covid e não tomar cuidado, você pega rapidamente. Pode acontecer ao baixar a máscara para comer um sanduíche”, destaca Carmen Valente Barbas, que ficou sete dias intubada após pegar covid-19 no ano passado.

Fonte:BBC BRASIL Por:
Nathalia Passarinho – @npassarinho
Da BBC News Brasil em Londres
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Fies prorroga prazo de convocação de selecionados na lista de espera

Processo irá até o dia 14 de abril; novo edital será publicado

Previsto para terminar ontem, 18, o prazo para a convocação dos candidatos pré-selecionados na lista de espera do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies), referente ao processo seletivo do primeiro semestre de 2021, foi prorrogado pelo Ministério da Educação (MEC). A nova data limite para convocação será até o dia 14 de abril.

As vagas da lista de espera são aquelas que não foram preenchidas na chamada regular e ficam disponíveis para uma nova seleção. Os candidatos devem acompanhar na página do programa as convocações. Os convocados devem complementar sua inscrição em até três dias úteis, a contar a partir da data de divulgação da pré-seleção. 

Após complementar a inscrição na página do Fies, o pré-selecionado terá até cinco dias, a contar do dia seguinte à data da complementação da inscrição, para apresentar na instituição para a qual foi pré-selecionado a documentação para validação. Esse procedimento também é feito, exclusivamente, na página do Fies. 

 

Fundo de Financiamento Estudantil

O Fies é destinado aos estudantes que não têm condições de pagar as mensalidades de uma faculdade privada. Ao abrir as inscrições, os interessados devem se inscrever de forma gratuita no site do FiesSeleção, atendendo a alguns critérios, como ter um fiador e uma renda familiar bruta que não ultrapasse cinco salários mínimos. 

Neste primeiro semestre de 2021, o programa ofertou 40 mil vagas e utilizou as notas de 2010 a 2019 do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) como um dos critérios de avaliação. Os estudantes precisaram comprovar média de 450 pontos no Enem e média acima de zero na redação. 

Fonte: Agência Educa Mais Brasil

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Com mensagem do Papa Francisco, pacientes com Covid-19 recebem bênção de proteção no Hospital Regional do Sudeste do Pará

Nesta sexta-feira, 19 de março, a Igreja católica celebra o dia de São José, protetor da família

O Hospital Regional do Sudeste do Pará Dr. Geraldo Veloso (HRSP), recebeu nesta sexta-feira (19), dia de São José, protetor da família, a visita do Bispo de Marabá, Dom Vital Corbellini, que levou bênçãos de proteção e a mensagem do Papa Francisco, para pacientes e profissionais da saúde que atuam na linha de frente do combate à pandemia do coronavírus.

Realizada na área externa do HRSP, a iniciativa reuniu o clero da Diocese de Marabá, colaboradores, usuários e familiares, que participaram do momento de oração. A celebração seguiu todas as recomendações e medidas de prevenção à Covid-19, como uso de máscaras e distanciamento social.

Na ocasião, o Bispo de Marabá, Dom Vital Corbellini, compartilhou a mensagem enviada pelo Papa Francisco, convidando os fiéis de todos os países, para que nos momentos mais difíceis, como essa nova onda da pandemia, invoquem São José para interceder e proteger todos os enfermos.

“Homem justo, sábio e que durante toda sua vida amou o senhor, sempre buscando, nos momentos bons e ruim, as orientações de Deus, esse foi São José. Que ele possa proteger todos os acamados, familiares e os profissionais de saúde do HRSP”, declarou o religioso.

De acordo com Flavia Fernandes, analista de humanização da unidade, a iniciativa é uma das ações da Pastoral da Saúde, que busca promover momentos de celebração da vida, com foco na fé e esperança, além de acompanhar os familiares dos doentes, ajudando-os nos momentos difíceis e transmitindo-lhes a palavra de esperança e conforto.

“Por meio da Pastoral da Saúde, promovemos várias ações que vem contribuindo para elevação da autoestima e recuperação dos nossos pacientes. Mesmo com a pandemia, o trabalho religioso não para, sempre seguindo rigorosamente todos os protocolos de segurança do paciente”, ressaltou Flávia.

*Atendimento Religioso*

Visando a manutenção do atendimento espiritual aos pacientes no período de pandemia, a Pró-Saúde, gestora do HRSP, criou um e-book, com informações e orientações importantes sobre como realizar, com segurança, as ações religiosas em unidades de saúde.

A instituição também disponibilizou um vídeo, elaborado pela sua Diretoria Médica, com um passo a passo, para garantir a integridade de todos os envolvidos, incluindo aqueles que têm como missão alimentar a alma dos enfermos neste momento tão difícil.

O HRSP é referência para 22 municípios no tratamento de casos graves da Covid-19. A unidade pertence ao Governo do Pará, sendo gerenciada pela Pró-Saúde desde 2006, e presta atendimento 100% gratuito pelo SUS (Sistema Único de Saúde).

Ffonte:Pró Saúde Por Ederson Oliviera
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PGR pede que STF rejeite recurso de Lula que salva processos contra Lava Jato

A medida de Fachin foi tomada na mesma liminar que anulou as quatro ações penais contra o petista em Curitiba  – (Foto:© Getty Images)

A Procuradoria-Geral da República (PGR) pediu ao Supremo Tribunal Federal (STF) nesta quinta, 18, que rejeite um recurso do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) contra a decisão do ministro Edson Fachin que extinguiu 14 processos que discutiam supostas irregularidades na Lava Jato. A medida de Fachin foi tomada na mesma liminar que anulou as quatro ações penais contra o petista em Curitiba.
Fachin seguiu o entendimento de que, como as ações penais foram anuladas, os recursos do petista contra decisões da Lava Jato se tornaram ‘prejudicadas’, ou seja, perderam a razão de existir juridicamente.

A defesa do ex-presidente, porém, recorreu para manter os recursos válidos, incluindo o que discute a suspeição do ex-juiz Sérgio Moro no caso do tríplex do Guarujá, até o plenário da Corte validar se mantém ou não a liminar de Fachin.

Em manifestação, a PGR seguiu um argumento técnico-processual. Para a Procuradoria, como a decisão de Fachin ainda é liminar, não caberia a Lula apresentar o recurso enquanto o caso não fosse julgado pelo plenário da Corte. A Procuradoria lembrou que também já interpôs agravo à mesma decisão, questionando a anulação das ações penais contra o petista.

“A pretensão recursal se encontra esvaziada – ausência de interesse recursal -, porquanto o trânsito em julgado, seja da decisão que concedeu a ordem nestes autos, seja das decisões que extinguiram, sem resolução de mérito, os feitos correlatos (habeas corpus e reclamações), se encontra sob condição suspensiva”, frisou a PGR. “A interposição de recurso pelo MPF, por si só, obsta o trânsito em julgado da decisão monocrática, seja do capítulo em que reconhecida a incompetência do Juízo a quo, seja do capítulo em que declarada a perda de objeto de processos correlatos”

POR ESTADAO CONTEUDO

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Ministério Público recomenda lockdown parcial para frear a Covid-19 em Itaituba

(Foto:Reprodução) – O documento de recomendação foi formalizado junto à justiça e será analisado pelo juiz Jacob Arnaldo que deve se pronunciar até a próxima terça-feira (23) sobre a decisão.

Após uma reunião na última quarta-feira (17), com representantes de órgãos de segurança e saúde e também representantes de estabelecimentos comerciais do município de Itaituba, Oeste do Pará, o Ministério Público, formalizou na manhã desta sexta-feira(19), um pedido de locdown parcial na cidade.

O pedido foi feito pelo promotor ítalo Costa, após ouvir os representantes e analisar os dados sobre o avanço da Covid-19 no município. Foto Reprodução Desde o início de março, está em vigor um decreto estadual que impôs medidas mais restritivas como, a redução do horário de funcionamento do comércio e o toque de recolher de 21 h até as 5h. Mesmo com as restrições, o número de casos e óbitos avançaram em rápida velocidade.

O pedido que já está nas mãos do juiz, recomenda um lockdown parcial que seria aplicado a partir das 21h da próxima sexta-feira (26) até às 6h de segunda-feira. Segundo o promotor, o pedido foi feito com base nos dados dos últimos três meses e a medida visa diminuir a circulação de pessoas e evitar as aglomerações para frear o avanço da contaminação. Ítalo informou, que ainda não é uma decisão. A partir de agora, o juiz Jacob Arnaldo fará a análise do documento que foi formalizado junto à justiça e terá até a próxima terça-feira (23) para informar se vai acatar a decisão e decretar o lockdown parcial.

Na quinta-feira (18), o município bateu o recorde de mortes em 24horas. A atualização do boletim epidemiológico divulgado pela Secretaria Municipal de Saúde, informou que houve 10 mortes em decorrência de complicações da Covid-19 em apenas 24 horas.

Este foi o maior número de óbitos registrado na cidade desde o início da pandemia. Com os novos óbitos, o município contabiliza 214 vidas perdidas para a Covid-19. Ainda segundo o boletim, 100 pacientes estão internados e a taxa de ocupação da Unidade de Pronto Atendimento (UPA) está em 133%.

Já no Hospital Regional do Tapajós (HRT), a ocupação dos leitos clínicos é de 80% e nos leitos de UTI a ocupação está em 71%. Boletim Semsa On News com informações do repórter Márcio Vieira – Tv Tapajoara

 

Por:Aline Mendes

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