Barco naufraga com ventos fortes e dois desaparecem no Pará

Momento em que os homens foram resgatados |Foto: Reprodução

Dois homens foram resgatados. Eles estavam flutuando com a ajuda de tambores de combustível.

Uma embarcação que fazia o transporte de madeira, foi para o fundo do rio Anapu, no Marajó, e duas pessoas ainda não foram encontradas. O fato ocorreu no último domingo (11), por volta das 20h. O local fica a cerca de duas horas do município de Portel.

O resgate foi iniciado horas depois. Quando uma guarnição começou a fazer ronda ostensiva pelo local após receber a informação sobre um possível naufrágio.

A tripulação era composta por quatro pessoas, duas delas ainda não foram encontradas. Apenas, Geraldo Pacheco Costa e Nilton Cordeiro dos Santos foram resgatados e encaminhados para o Hospital Municipal de Portel.

As vítimas resgatadas conseguiram flutuar com uso de tambores de combustível até serem salvos.

Algumas informações preliminares dão conta que a embarcação estava sobrecarregada de peso e após ventos fortes e maresias, veio a pique.

Com as informações de Marcos Onias

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Polícia prende suspeito por morte de líder de assentamento

Gilson Temponi lutava pela regularização de terras na região da Transamazônica | Foto:Reprodução

O crime ocorreu no ano de 2018, na cidade paraense de Rurópolis

A Polícia Civil do Pará, por meio da Superintendência Regional do Tapajós, cumpriu o mandado de prisão temporária, no sábado (10), em desfavor de um homem, pelo crime de homicídio, no município de Placas, oeste paraense.

O investigado é apontado como um dos autores da morte de um líder de assentamentos agrícolas na região.

O crime ocorreu no ano de 2018, na cidade de Rurópolis, onde dois indivíduos chegaram em uma motocicleta e efetuaram disparos de arma de fogo contra a vítima, em frente à residência dela.

Com base nas informações obtidas, o mandado de prisão foi expedido pela Justiça Criminal de Rurópolis, dando continuidade as investigações.

O homem foi localizado em sua residência, em uma vicinal no km 15. No momento da abordagem, ele se recusou a assinar o mandado, tentando fugir do local, mas logo foi contido.

Após a prisão, o infrator foi encaminhado para o presidio de Itaituba e está à disposição da justiça.

A PC continua as investigações para a elucidação do caso e identificação de outros envolvidos.

Com informações da Polícia Civil

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Pará produz 380 mil toneladas de banana

O fruto, nutritivo e saboroso, tem grande importância econômica na região norte, tendo no estado uma grande variedade plantadas em todas as regiões do estado –  (Foto:| Divulgação)

Nutritiva, saborosa e de fácil aceitação no mercado. A banana é um símbolo de país tropical, considerada uma “fruta nacional” no Brasil, por estar presente em todas as regiões, em variedades que agradam a todos os paladares.

Nesse cenário, o Pará se destaca como o oitavo produtor de banana do País, com 33.662 hectares de área plantada e uma produção de 381.248 toneladas ao ano, apontam os dados da Agência de Defesa Agropecuária do Estado do Pará (Adepará), que acompanha essa produtividade.

A rentabilidade da banana é atestada pelo produtor rural Raimundo da Silva Santos, técnico em Agropecuária, que cultiva a fruta no município de Marabá, na região Sudeste.

Segundo ele, o plantio é um negócio rentável e que vem crescendo nos últimos anos, com grande procura de fornecedores do mercado externo. No mercado interno, ele vende para os municípios de Belém, Tucuruí, Marabá e Redenção, e fora do Estado abastece o mercado de Imperatriz. “Trabalhamos com as bananas maçã e comprida. Com a procura crescente do mercado externo pela banana maçã, hoje possuo 40 hectares e já estou em processo de cadastramento de novos hectares na Adepará”, acrescenta.

A produção de banana está relacionada ao cultivo de cacau, motivo de a região de influência da Rodovia Transamazônica (BR-230) ser a principal produtora em território paraense dos dois frutos. A bananeira – classificada como produção secundária – faz o sombreamento para o cacaueiro, a cultura principal. Municípios como Medicilândia e Altamira, situados ao longo da Transamazônica, importantes na cultura do cacau, também ganham destaque na produção de banana.

Atualmente, 38,27% da produção paraense de banana são provenientes de municípios da área da Transamazônica, que integram a Região de Integração Xingu. As principais variedades produzidas no Pará são: banana Prata (90% da população de Belém consome essa variedade); Mysore, Nanica, Comprida, Conquista, Branca (maçã) e Inajá. Entre os municípios que mais comercializaram banana na Ceasa (Central de Abastecimento do Pará), em 2019, estão Santo Antônio do Tauá, Santa Izabel do Pará, Castanhal e São Domingos do Capim, nas regiões Metropolitana de Belém e Nordeste.

“A cultura da banana tem grande importância social e econômica na Região Norte, pois é uma fruta bastante consumida, fazendo parte da alimentação diária da maioria da população. É uma fruta com alto teor nutricional, de fácil acesso, sendo cultivada por grandes, pequenos e médios produtores, proveniente da agricultura familiar. Assim, representa um forte complemento de renda para pequenos agricultores”, ressalta a engenheira agrônoma Clara Angélica Brandão, responsável técnica do Programa Fitossanitário da Bananeira e Helicônia/Gerência e Pragas Quarentenárias, da Adepará.

Entre os benefícios da banana para a saúde estão a promoção de saciedade, devido ao teor de fibras; auxílio no controle da pressão arterial; diminuição de cãibras, e tem triptofano, aminoácido que auxilia a produção do neurotransmissor serotonina, promovendo a sensação de bem-estar.

Por:Diário do Pará

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Nova remessa de vacinas contra Covid-19 chega ao interior do Pará

A logística para a entrega das vacinas inicia assim que as doses chegam ao Pará |Foto: Pedro Guerreiro/Agência Pará

O carregamento foi todo distribuído pelo governo do Estado, com apoio do Grupamento Aéreo

As aeronaves do Grupamento Aéreo de Segurança Pública (Graesp), que levam vacinas contra Covid-19 para o interior do Pará, continuaram a distribuição neste domingo (11). Voos saíram de Belém com destino aos municípios de Anajás, Chaves e Afuá, no Arquipélago do Marajó, e Cametá, no Baixo Tocantins. Essas foram as últimas decolagens da fase VI de distribuição, iniciada no sábado (10).

O Graesp é vinculado à Secretaria de Estado de Segurança Pública e Defesa Social (Segup), que está desde o início da pandemia contribuindo com as ações de prevenção e enfrentamento à doença, seja atuando em barreiras de fiscalização, fazendo cumprir o decreto de medidas restritivas ou levando vacinas a todas as regiões do imenso território paraense, seja pelo modal aéreo, terrestre (realizando escoltas) ou fluvial, fazendo chegar o imunizante até a população ribeirinha.

Quatro rotas foram definidas, utilizando uma aeronave de asa fixa e um helicóptero. No total, 142.152 doses foram entregues pelo Grupamento Aéreo neste final de semana. O quantitativo é maior do que a remessa recebida na última sexta-feira (09), em decorrência do volume de vacinas que estão sendo conduzidas para aplicação da segunda dose em alguns municípios.

No sábado, mais doses foram para Marabá e Conceição do Araguaia (nas regiões Sudeste e Sul, respectivamente), além de Soure, Salvaterra, Santa Cruz do Arari, Cachoeira do Arari, Curralinho, São Sebastião da Boa Vista, Muaná e Ponta de Pedras, na região do Marajó.

PARCERIA

A logística para a entrega das vacinas inicia assim que as doses chegam ao Pará. Uma equipe da Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa) define os municípios para onde as vacinas devem ser levadas e monta os planos de voos em parceria com servidores do Graesp. O procedimento é repetido a cada nova chegada de imunizantes. Neste final de semana foram atendidos os 2°, 3°, 4°, 5°, 6°, 7°, 8°, 11° e 12° Centros Regionais de Saúde (CRS).

“Para nós, como agentes de segurança pública e cidadãos, é muito satisfatório participar de uma operação como essa. É levar esperança, minimizar a dor de quem já perdeu algum ente querido e reduzir as chances de que outras pessoas se vão. A atuação do Graesp é múltipla, e em todas as ações é empenhado o máximo de dedicação”, afirmou o diretor do Grupamento Aéreo, coronel Armando Gonçalves.

Por: Ag. Pará

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Prazo para contestar auxílio emergencial negado termina hoje

Só podem contestar pessoas que tiveram benefício negado nesta segunda rodada | (Foto:Reprodução)

Pedidos devem ser feitos na página da Dataprev na internet

O prazo para o trabalhador que teve a nova rodada do auxílio emergencial negada contestar a decisão termina nessa segunda-feira (12). Os pedidos devem ser feitos no Portal de Consultas da Dataprev, que fornece a relação de quem teve o benefício liberado em 2021.

Porém, é necessário ficar atento as regras para pedir contestação. Por exemplo, ela não pode ser feita por qualquer beneficiário, só por quem recebia o auxílio emergencial de R$ 600 ou a extensão de R$ 300 em dezembro do ano passado.

O prazo para novos pedidos de benefícios acabou em 3 de julho do ano passado e não foi reaberto para a nova rodada. O pedido de contestação pode ser feito após o trabalhador fazer a consulta no site da Dataprev, estatal que cadastra os dados dos beneficiários, e constatar que teve o benefício cancelado. Caso o resultado dê “inelegível”, a própria página oferecerá a opção de “contestar”, bastando o trabalhador clicar no botão correspondente.

O sistema aceitará somente pedidos considerados passíveis de contestação, que permitem a atualização das bases de dados da Dataprev, como data de nascimento errada, CPF não identificado e informações incorretas sobre vínculos empregatícios e recebimento de outros benefícios sociais e trabalhistas. O prazo de contestação começou no dia 2 e seguirá por dez dias corridos, até esta segunda-feira.

Reavaliação

O Ministério da Cidadania também esclarece que, mesmo após o recebimento da primeira parcela, o auxílio emergencial pode ser cancelado. O governo fará um pente fino constante para verificar eventuais inconsistências ou irregularidades no pagamento do benefício.

Caso o pagamento seja cancelado, o beneficiário também poderá contestar a decisão no site da Dataprev. O cancelamento também pode ser revertido por meio de decisão judicial ou de processamentos de ofício realizados pelo Ministério da Cidadania.

Com informações da Ag Brasil

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Homem bebe cerveja a noite toda, toma leite e morre em Santarém

A causa da morte ainda é desconhecida, mas as principais suspeitas são de morte natural ou envenenamento. | Foto:Edinei Silva

Um homem foi encontrado morto em uma rede na manhã desta segunda-feira (12). Ele estava em uma balsa, ancorada na avenida Tapajós, em Santarém, região do Baixo Amazonas.

De acordo com informações um amigo da vítima, identificado apenas por José, os dois passaram a madrugada bebendo e, por volta de 7h, resolveram tomar um copo de leite e foram dormir. Cerca de uma hora depois, ao tentar acordar a vítima, José constatou que o amigo estava sem vida.

A Polícia Militar e uma ambulância Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foram acionadas e também constataram a morte do homem. A vítima não teve a identidade revelada.

A Polícia Civil e equipes do Centro de Perícias Renato Chaves também estiveram no local. O corpo foi removido para perícia.

A causa da morte ainda é desconhecida, mas as principais suspeitas são de morte natural ou envenenamento. O caso será investigada pela Polícia Civil.

Com informações Edinei Silva

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IR 2021: Receita Federal adia para 31 de maio prazo para envio da declaração

(Foto:Reprodução) – Prazo anterior se encerrava no dia 30 de abril. Segundo o órgão, decisão foi tomada para suavizar as dificuldades impostas pela pandemia do Coronavírus (Covid-19).

A Secretaria da Receita Federal informou nesta segunda-feira (12) que foi alterado o prazo final de entrega da Declaração de Imposto de Renda das Pessoas Física (IRPF) de 2021, referente ao ano calendário 2020, do dia 30 de abril para o dia 31 de maio de 2021. A mudança foi implementada por meio da instrução normativa 2.020, publicada no “Diário Oficial da União” desta segunda-feira (12).

Na semana passada, o Senado Federal aprovou um projeto que prorroga o prazo de entrega até 31 de julho deste ano. O texto já foi aprovado pela Câmara, mas, por ter sido modificado, precisa ser novamente analisado pelos deputados. Caso seja aprovado, a proposta seguirá para sanção do presidente Jair Bolsonaro.

De acordo com a Receita Federal, também foram prorrogados para 31 de maio de 2021 os prazos de entrega da Declaração Final de Espólio e da Declaração de Saída Definitiva do País, assim como o vencimento do pagamento do imposto relativo às declarações.

Segundo o órgão, a extensão dos prazos de entrega aconteceu para suavizar as dificuldades impostas pela pandemia do Coronavírus (Covid-19).

“A medida visa proteger a sociedade, evitando que sejam formadas aglomerações nas unidades de atendimento e demais estabelecimentos procurados pelos cidadãos para obter documentos ou ajuda profissional. Assim, a Receita Federal contribui com os esforços do Governo Federal na manutenção do distanciamento social e diminuição da propagação da doença”, informou.

Em 2020, também por conta da pandemia do novo coronavírus, o prazo de entrega da declaração do Imposto de Renda foi postergado, mas para o dia 30 de junho.

A Receita Federal também informou que o cronograma de restituição do Imposto de Renda foi mantido. Deste modo, o primeiro lote será pago no dia 31 de maio, e o último em 30 de setembro.

Pagamento das cotas do IR

De acordo com a Receita Federal, o vencimento das cotas do Imposto de Renda também foi alterado. Para quem tem imposto a pagar, a primeira cota, ou a cota única do IR, que antes venceria em abril, poderá ser paga até o dia 10 de maio.

Por conta disso, o órgão informou que o cidadão que quiser pagar o imposto devido via débito automático deverá fazer a solicitação até 10 de maio.

“Quem enviar a declaração após esta data deverá pagar a 1ª cota por meio de DARF, gerado pelo próprio programa, sem prejuízo do débito automático das demais cotas”, informou o órgão.

No caso das demais cotas, segundo o Fisco, também houve mudança. A segunda cota, que deveria ser paga até o fim de maio, teve prazo prorrogado até o último dia útil de junho. A terceira, que venceria no fim de junho, passou para o final de julho, e as demais para o fechamento dos meses subsequentes. Assim, a oitava cota, que antes venceria no fim de novembro, passou para o último dia útil de dezembro.

As cotas do IR são acrescidas da taxa Selic e de mais 1% sobre o valor da cota. O órgão lembra que nenhuma cota deve ser inferior a R$ 50,00, e que o imposto de valor inferior a R$ 100 deve ser pago em cota única.

Para aqueles que não optarem pelo débito automático, o órgão informou que o os DARFs de todas as cotas poderão ser emitidos pelo programa ou pelo Extrato da Declaração, disponível no Centro Virtual de Atendimento (e-CAC), acessado por meio do site da Receita Federal.

Declarações entregues

A Receita Federal recebeu até as 16h da última sexta-feira (9), 11.952.904 declarações do Imposto de Renda da Pessoa Física (IRPF) 2021, ano-base 2020, o equivalente a cerca de 36% das 32,6 milhões de documentos esperados este ano.

Quem atrasar a entrega terá de pagar multa de 1% sobre o imposto devido ao mês, com valor mínimo de R$ 165,74 e máximo de 20% do imposto devido.

Os contribuintes que enviarem a declaração no início do prazo, sem erros, omissões ou inconsistências, receberão mais cedo as restituições do Imposto de Renda, se tiverem direito a ela. Idosos, portadores de doença grave e deficientes físicos ou mentais têm prioridade.

Quem deve declarar em 2021?

quem recebeu rendimentos tributáveis acima de R$ 28.559,70 em 2020. O valor é o mesmo da declaração do IR do ano passado.
contribuintes que receberam rendimentos isentos, não-tributáveis ou tributados exclusivamente na fonte, cuja soma tenha sido superior a R$ 40 mil no ano passado;
quem obteve, em qualquer mês de 2020, ganho de capital na alienação de bens ou direitos, sujeito à incidência do imposto, ou realizou operações em bolsas de valores, de mercadorias, de futuros e assemelhadas;
quem teve, em 2020, receita bruta em valor superior a R$ 142.798,50 em atividade rural;
quem tinha, até 31 de dezembro de 2020, a posse ou a propriedade de bens ou direitos, inclusive terra nua, de valor total superior a R$ 300 mil;
quem passou para a condição de residente no Brasil em qualquer mês e se encontrava nessa condição até 31 de dezembro de 2020;
quem optou pela isenção do imposto incidente em valor obtido na venda de imóveis residenciais cujo produto da venda seja aplicado na aquisição de imóveis residenciais localizados no país, no prazo de 180 dias, contado da celebração do contrato de venda.

Por Alexandro Martello, G1 — Brasília

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Pará registra 438.251 casos de Covid-19 e 11.251 mortes

De acordo com o boletim, foram registrados mais 51 óbitos e 446 novos infectados. – (Foto:Peter Linforth/Pixabay)

Pará registra 438.251 casos de Covid-19 e 11.251 mortes

O Pará registrou, neste domingo (11), 438.251 casos de Covid-19 e 11.251 mortes. De acordo com o boletim da Secretaria de Saúde Pública do Pará (Sespa), foram registrados 446 casos de Covid-19 e 51 mortes.

Nos últimos sete dias, foram confirmados 28 novos casos e 18 óbitos, além da subnotificação de 418 casos e 33 óbitos ocorridos em dias anteriores.

O Pará possui, até então, 409.664 recuperados, 75.932 casos descartados e 243 casos em análise.

Em relação à ocupação de leitos na rede estadual, o Pará tem 63% dos leitos clínicos e 81% das Unidades de Terapia Intensiva (UTI) ocupados.

A Sespa informou que foram realizados 613.251 testes rápidos e 178.417 testes de PCR para Covid-19.

Por G1 PA — Belém

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Portos amazônicos vão desbancar os do restante do País no transporte de grãos

A expectativa é que, neste ano, a movimentação nesses portos ultrapasse a do restante do País –  (Foto:CDP / Divulgação)

Todos os olhos se voltam para o Norte. Pela primeira vez, os portos do chamado “Arco Norte”, localizados na região amazônica, desbancaram a preferência dos gigantes do Sudeste e Sul do País e se igualaram como destino dos grãos, com 50% cada, se considerada a movimentação portuária verificada em 2020 pelo agronegócio.

A expectativa é que, neste ano, a movimentação nesses portos ultrapasse a do restante do País, já que a média de avanço anual tem sido de 4%.

Até dez anos atrás, terminais portuários de cidades como Itaituba, Santarém e Barcarena (PA), Santana (AP), Itacoatiara (AM) e Porto Velho (RO) eram tratados como “experiências” logísticas pela maior parte dos produtores de Mato Grosso, dada a precariedade – ou mesmo a inexistência – da infraestrutura de acesso aos terminais. Hoje, esses endereços se consolidaram como alternativa aos terminais de Santos (SP) e Paranaguá (PR).

As informações da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) apontam que, em 2010, a movimentação nos portos do Arco Norte respondiam por apenas 23% da produção nacional de soja e milho. Em 2015, essa participação já tinha saltado para 31%, até atingir 50% no ano passado. A maior parte dos grãos é exportada para a Ásia, seguida por Europa.

Não é difícil entender por que o mapa logístico do agronegócio virou de ponta cabeça. Na última década, após sucessivos atrasos, o governo federal conseguiu, finalmente, dar condições razoáveis de trafegabilidade à BR-163, estrada que sai do Mato Grosso e segue até o Pará, onde passou a se ligar com a hidrovia do rio Tapajós. Melhorias também foram feitas na BR-364, que segue até Rondônia, para se conectar à hidrovia do Rio Madeira.

A partir dessas duas rotas que unem estrada e rios, a produção passou a acessar os terminais portuários amazônicos. O que mais pesou, porém, foram os aportes da iniciativa privada, que tratou de pôr dinheiro em estruturas de armazenamento, transporte e transbordo de grãos. O resultado foi imediato: redução da distância e do custo do transporte.

É o que mostram os dados medidos pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), órgão ligado ao Ministério da Agricultura. Hoje, o produtor que embarca a sua carga em um caminhão em Sorriso (MT), por exemplo, e despacha para o porto de Santos, tem de fazer uma viagem de 2.171 km de extensão e pagar R$ 300 por tonelada de grão transportada. Ele pode até dividir esse percurso com o uso de uma ferrovia, a partir de Rondonópolis (MT), mas não verá o preço de seu frete mudar quase nada.

Agora, se este mesmo produtor de Sorriso escolhe como destino o terminal portuário erguido em Miritituba, no município de Itaituba, no Pará, verá a sua distância encolher para 1.017 km até chegar à hidrovia do Tapajós, com um preço de R$ 160 por tonelada. É praticamente metade do preço e da distância. A partir de Miritituba, a produção entra em barcaças e, pela hidrovia, ao porto de Vila do Conde (PA) para, então, ganhar o mundo.

Com mais alternativas de escoamento, o preço do frete caiu de forma geral. Em janeiro de 2020, uma tonelada de grãos que saía de Campo Novo (MT) para viajar 2.210 km até o porto de Santos custava R$ 310. Um ano depois, essa mesma tonelada custa R$ 290. O mesmo comportamento de queda é visto em relação aos principais polos de produção do Mato Grosso, como Primavera, Rondonópolis e Querência.

No Arco Norte, os preços caíram de forma ainda mais acentuada. Entre janeiro de 2020 e de 2021, a tonelada de grãos transportada de Sorriso a Miritituba viu seu frete reduzir em 16%, de R$ 190 para R$ 160. Quem partiu de Sorriso a Santarém (PA) pagou R$ 245 no ano passado, mas agora desembolsa R$ 220.

“É uma mudança muito forte no setor, algo que já era esperado há algum tempo e que veio pra ficar. Os portos do Norte estão trazendo mais competição e opções de saída, que são nosso maior gargalo hoje”, diz Antonio Galvan, presidente da Associação Brasileira dos Produtores de Soja (Aprosoja).

Tarso Veloso, analista da consultoria agrícola AgResource Brasil, sediada em Chicago (EUA), chama a atenção para o encurtamento dos prazos. “Vemos redução no valor e no tempo de viagem dos grãos que saem do Norte do Brasil, em comparação com as ofertas do Golfo dos Estados Unidos, que é o principal ponto de saída das exportações americanas. Com investimentos na infraestrutura, o Brasil vai continuar a ser o principal produtor agrícola mundial pelas próximas décadas, levando em conta a área agrícola já disponível e o clima propício.”

A construção de uma nova ferrovia que ligue o Mato Grosso ao Pará, a chamada “Ferrogrão”, é vista pelos produtores como o passo crucial para ampliação do escoamento, dado o volume de produção do Mato Grosso previsto para os próximos anos. O projeto enfrenta resistências por causa de impactos ambientais e dentro do próprio setor ferroviário. Hoje, a única rota de saída ferroviária da produção se dá por meio das ferrovias da Rumo Logística, que controla a Malha Norte e Malha Paulista, trilhos que ligam o sul mato-grossense ao porto de Santos.

A mudança que hoje reduz o preço do frete e a distância para a exportação dos grãos é resultado de um investimento pesado feito por empresas de logística, produtores, tradings e demais empresários que decidiram apostar suas fichas no tabuleiro do escoamento nacional.

O

fez um levantamento de investimentos públicos e privados realizados nos últimos anos nos terminais portuários do Arco Norte. Os dados, que foram compilados pelo Ministério da Infraestrutura, apontam que mais de R$ 5,2 bilhões foram injetados em 60 projetos de infraestrutura portuária na região desde 2014.

A cifra é conservadora, porque alguns empreendimentos não detalham seus investimentos. A lista inclui, ainda, 19 terminais públicos que foram concedidos à iniciativa privada desde 2017, os quais somam mais R$ 3,7 bilhões. Chega-se, dessa forma, a R$ 8,9 bilhões em investimentos.

Entre as dezenas desses investidores está a Amaggi, conglomerado que pertence à família do ex-ministro da Agricultura Blairo Maggi. Até dez anos atrás, a soja que era produzida ou comercializada pela Amaggi saía do Mato Grosso com, basicamente, dois destinos: o Porto de Santos ou os terminais de Porto Velho (RO), no Rio Madeira, que alcançava após mais de 1,2 mil quilômetros de estrada, pela BR-319.

Em meados de 2010, a Amaggi, que atua com a produção própria de grãos, como trading, vendendo a produção de terceiros, e logística, decidiu entrar pesado na nova rota do Tapajós. Em parceria com a Bunge, montou uma estrutura em Miritituba para receber a carga que subia pela BR-163, encurtando o caminho até Santarém. “Foi uma aposta. Começamos a andar com a soja até Itaituba bem antes da rodovia BR-163 estar pronta”, diz Blairo Maggi.

Hoje, a Amaggi comercializa 12 milhões de toneladas de grãos por ano. Metade dessa produção, diz Blairo, já sai pelo Arco Norte. “Mandamos 3 milhões de toneladas pelo Madeira e outros 3 milhões pelo Tapajós, que há poucos anos não existia como rota de transporte”.

O executivo, que diz hoje não ter nenhuma intenção de voltar para a política, afirma que, nos últimos dez anos, Amaggi e Bunge investiram cerca de US$ 500 milhões na UniTapajós, empresa de logística que foi montada para apoiar o escoamento em Itaituba, até o porto de Vila do Conde, saída para o Atlântico.

“O produtor viu cair o preço do frete rodoviário para chegar a esses portos do Pará. Então, a tendência é que esses corredores do Arco Norte passem sobre os demais do Sudeste e Sul. Ainda tem margem de frete que vai ser retirada, conforme aumentar essa eficiência.”

As informações são do jornal

Por:André Borges – AE

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Casal é flagrado pela PRF com R$ 1,26 milhão em espécie em carro

A Polícia Rodoviária Federal (PRF) apreendeu R$ 1,26 milhão em espécie com um casal na BR-277, na altura de Cascavel, no oeste do Paraná.  – (Foto:Marcello Casal Jr / Agência Brasil)

Segundo a corporação, o dinheiro estava em sacolas e em uma caixa de papelão

Segundo a corporação, o dinheiro estava em sacolas e em uma caixa de papelão dentro do carro, parado durante fiscalização de rotina no sábado, 10.

O motorista se apresentou como policial civil e, segundo a PRF, estava com a carteira funcional e arma da corporação, mas não apresentou documentos que comprovassem a origem do dinheiro.

O casal e o dinheiro apreendido foram encaminhados à Delegacia de Polícia Federal.

Por:Redação, O Estado de S.Paulo – AE

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