Autoconhecimento e teste vocacional são aliados na escolha da profissão

Conhecer bem a si mesmo te ajuda a escolher com mais tranquilidade

A escolha da profissão é um dos maiores desafios para muitos jovens que pretendem começar uma faculdade. Alguns optam por áreas que têm mais conhecimento e afinidade, mas se frustram no meio do caminho por perceber que, apesar desses fatores, não se reconhecem naquela profissão.

Dentre os motivos que levam à indecisão no momento de escolher a profissão estão a falta de orientação adequada e autoconhecimento. O estudante de Relações Públicas Aldo Nonato Borges Junior, por exemplo, sentiu na pele essa angústia.

Essa aflição pela incerteza da escolha da carreira pode ser minimizada com mecanismos de ajuda facilmente encontrados na internet. O Teste Vocacional, por exemplo, é um instrumento que identifica a compatibilidade da pessoa com as áreas existentes no mercado de trabalho e o seu perfil motivacional. Dessa forma, há mais chances de realização profissional evitando conflitos que contribuem para mudança de curso ou abandono de carreira.  O Educa Mais Brasil conta com essa ferramenta gratuita em seu site. O teste leva em consideração diversos fatores, como objetivos profissionais e realizações pessoais.

Confira outras dicas simples que podem te ajudar na hora de escolher a carreira ideal:

 

1 – Conheça bem suas áreas de interesse

Além do autoconhecimento, é fundamental conhecer a sua realidade pessoal e do mundo, assim como saber mais sobre as profissões que são do seu interesse. Conhecer bem a si mesmo te ajuda a escolher com mais tranquilidade. Por isso, faça uma lista de seus principais interesses, talentos e pontos que precisa melhorar.

 

2 – Busque Orientação Vocacional

A orientação vocacional pode contribuir na escolha do futuro profissional. Esse processo envolve entrevistas, dinâmicas de grupos e alguns testes psicológicos, como de personalidade, atenção concentrada, raciocínios e de habilidades e interesses profissionais. Os resultados dos testes traçam, adequadamente, um perfil profissional e, a partir daí, são indicadas as carreiras que se encaixam no perfil profissional do aluno. Mas é importante destacar que, apesar dos resultados, a escolha é sempre pessoal.

 

3 – Encare sua escolha como ponto de partida

Tenha em mente que a escolha da profissão não irá determinar definitivamente sua trajetória. É possível descobrir, ao longo da vida, novos gostos e aptidões. O importante é compreender que a sua escolha deve levar em conta os seus interesses pessoais, sem deixar de pensar no retorno daquela profissão, tanto financeiro, quanto de satisfação pessoal e profissional.

 

4 – Saiba que o vestibular não é o fim do mundo

O vestibular é um dos momentos mais importantes da vida, pois simboliza o início de uma nova fase para o estudante. Natural que este momento decisivo cause medo e ansiedade. O melhor que você pode fazer é estudar e se preparar bem para as provas de seleção. Não esqueça de cultivar momentos de descanso e lazer e com amigos e familiares.

 

Fonte: Agência Educa Mais Brasil 

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Vice-prefeito de Brasil Novo, Noedson Carvalho, morre de Covid-19 em Altamira

Vice-prefeito de Brasil Novo, Noedson Carvalho, morre de Covid-19 no Pará — Foto: Divulgação

Noedson assumiu a vice-prefeitura em janeiro deste ano, mas já atuou nas prefeituras de Altamira e Vitória do Xingu.

O vice-prefeito de Brasil Novo, Noedson Carvalho, morreu nesta quinta-feira (29) vítima da Covid-19, em Altamira, na região do Xingu. Noedson assumiu a vice-prefeitura em janeiro deste ano, mas já atuou nas prefeituras de Altamira e Vitória do Xingu.

Noedson (MDB) foi eleito vice-prefeito na chapa com Pirica (MDB), nas eleições de 2020.

No dia 22 de abril, o vice prefeito se deslocou de Brasil Novo para Altamira para fazer uma tomografia, mas durante o procedimento, a saturação baixou e ele ficou internado no Hospital Santo Agostinho. O quadro se agravou e no dia 25 de abril, foi transferido para o Hospital Regional.

Por G1 PA — Belém

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MPF pede que demarcação de Terra Indígena no Pará que dura 15 anos seja concluída em 30 dias

(Foto:Reprodução)  – Para o MPF, demora na conclusão do processo de demarcação é proposital e fere os direitos dos indígenas.

O Ministério Público Federal (MPF) entrou na Justiça para obrigar a União e a Fundação Nacional do Índio (Funai) a concluírem em 30 dias o processo de demarcação da terra indígena Tuwa Apekuokawera, do povo Suruí Aikewara, no sudoeste do Pará. De acordo com o MPF, o trabalho já dura pelo menos 15 anos.

A Terra Indígena teve sua demarcação iniciada em agosto de 2004 com a abertura de procedimento na Funai para identificação e delimitação do território nos municípios de Marabá e São Geraldo do Araguaia. A região identificada ficou de fora da demarcação da primeira porção do território, mas foi considerada pelo grupo técnico como imprescindível para preservar os recursos ambientais necessários ao bem estar e reprodução física e cultural dos indígenas.

De acordo com o rito de demarcação de terras indígenas, após a Funai elaborar seu parecer relativo às razões e provas apresentadas ao longo do procedimento, ela deve encaminhá-lo ao ministro de Estado da Justiça, que deverá, no prazo de 30 dias: declarar os limites da Terra Indígena, determinando sua demarcação; prescrever todas as diligências que julgue necessárias, as quais deverão ser cumpridas no prazo de 90 dias; ou desaprovar a demarcação, no caso de não atendimento aos requisitos constitucionalmente previstos. Finalizado todo o procedimento demarcatório, cabe ao presidente da República homologar a demarcação por meio de decreto.

Demora

Segundo a ação, o “Ministério da Justiça vem reiteradamente devolvendo os autos à Funai para a realização de diligências ou sob o falacioso argumento de que não seria possível a demarcação da Terra Indígena enquanto houvesse Inquérito Civil acompanhando a demarcação, manifestação que já foi rechaçada pela Procuradoria Especializada junto à Funai”, diz o MPF.

Ainda segundo o MPF, a Funai, por sua vez, “vem reiteradamente requerendo dilação de prazo para a realização das diligências requeridas pelo Ministério da Justiça, justificando sua demora com base na falta de servidores e na mudança do corpo pessoal do órgão indigenista”.

Para o MPF, “fica claro que a demora na finalização deste procedimento é proposital, tratando-se de meras desculpas que, infundadamente, têm servido de supedâneo para o descumprimento de direitos fundamentais constitucionalmente protegidos”, sustentam os procuradores da República.

Segundo o relatório, a área se encontrava “em franco processo de esbulho impetrado pelos brancos especialmente com o avanço da frente madeireira e pecuarista na região a partir das políticas desenvolvimentistas de meados da década de 60, especialmente com a construção da rodovia Transamazônica, que integrada ao empreendimento de Carajás, do final da década 70, trouxe a ocupação maciça na região, com a eclosão de conflitos fundiários e organização das ligas camponeses”.

O G1 solicitou um posicionamento da Funai e aguarda resposta.

Por G1 PA — Belém

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Filhos apertam cadáver da mãe entre eles em moto para levá-la ao crematório

Irmãos conduzem corpo da mãe morta por covid (Foto:Reprodução)

Mulher morreu na Índia esperando para ser internada; sem ambulância, irmãos tomaram medida dura

À primeira vista, a filmagem de uma motocicleta sendo dirigida pelas ruas da Índia em meio à crise de covid no país parece não mostrar nada incomum, apenas três pessoas dividindo o veículo.

Mas, na verdade, a imagem comovente mostra dois filhos segurando o cadáver da mãe entre eles enquanto a levam para o crematório, devido à falta de ambulâncias. Ela é mais uma vítima da covid.

Os irmãos, Narendra Chenchu e Ramesh, estavam tentando fazer com que a mãe – na casa dos 50 anos e chamada localmente como G Chenchu – fosse internada no hospital no estado de Andhra Pradesh na terça-feira, 27, quando ela desmaiou e morreu.

Sem ninguém disponível para levá-la para a cremação, os dois foram forçados a colocá-la na motocicleta e conduzi-la por 14 quilômetros para que ela pudesse receber a última homenagem.

Bicicleta

Enquanto isso, em Ambarpur, uma cidade no norte do estado de Uttar Pradesh, surgiram mais imagens de um homem de 70 anos forçado a jogar o corpo da esposa em uma bicicleta e empurrá-la para uma aldeia vizinha para cremação depois que os moradores se recusaram a realizar a cerimônia, temendo pegar o vírus.

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Homem tenta transportar corpo da esposa em bicicleta (Reprodução / Twitter)

As imagens mostram o homem de aparência frágil tentando empurrar a bicicleta e, em seguida, agachado na beira da estrada depois que a bicicleta e o corpo caíram em uma pilha. A polícia foi chamada e conseguiu chamar uma ambulância para o homem, para que o corpo de da esposa pudesse ser cremado.

As imagens chocantes surgiram quando a Índia relatou mais um dia de números recordes – 379.257 casos e 3.645 mortes – com a crise do país não mostrando sinais de amenização.

Mas no estado de Uttar Pradesh, o ministro-chefe Yogi Adityanath foi acusado de tentar encobrir a terrível situação ameaçando prender e confiscar a propriedade de qualquer pessoa que relatasse falta de oxigênio e leitos hospitalares.

Por:Redação Integrada com informações do Daily Mail

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Acusado de matar pai e filho bebê é preso após assaltar casa de bombeiro, em Marabá

Lucas Dias Portela estava foragido há mais de um ano (Foto:Reprodução)

Lucas Dias Portela, vulgo ‘Luquinhas’, era procurado desde março de 2020 pelo duplo assassinato de Ailton Nascimento Lopes, de 23 anos, e seu filho, Kauã Ribeiro Nascimento, de apenas um ano e sete meses

Uma quadrilha de cinco homens foi presa no início da tarde desta quarta-feira (28), após assaltar a residência de um bombeiro militar, no Núcleo Nova Marabá, em Marabá, sudeste paraense. Entre os presos estava Lucas Dias Portela, o “Luquinhas”, de 23 anos, que era procurado desde março do ano passado pelo duplo homicídio de um pai e seu filho de apenas um ano e sete meses no município.

O assalto ocorreu durante a manhã, quando os cinco bandidos invadiram a residência, no núcleo Nova Marabá, e fugiram em seguida, em um HB20 branco, rumo ao Complexo São Félix. Logo após o assalto, o bando foi interceptado pela Polícia Militar, na cabeceira da Ponte Rodoferroviária sobre o Rio Tocantins.

Junto com Luquinhas, estavam Jonaci Carvalho Feitosa, de 45 anos, Luiz Fernando Conceição Teixeira, de 23, Gabriel Santos de Oliveira, de 18, e Jacsiel Sousa de Moura, de 20. Todos foram autuados na 21ª Seccional Urbana de Polícia Civil por tentativa de roubo, porte de arma de fogo e associação criminosa, crimes cujas penas, somadas, ultrapassam os 23 anos de prisão.

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Quadrilha ainda tentou fugir, mas foi alcançada e presa pelos policiais (Foto:Reprodução)

Procurado

Lucas Dias Portela era procurado pela polícia desde março de 2020, quando foi indiciado pelo duplo homicídio do jovem Ailton Nascimento Lopes, de 23 anos, e do filho, Kauã Ribeiro Nascimento, de apenas um ano e sete meses, na Folha 25, Núcleo Nova Marabá.

Na época, o caso gerou revolta na sociedade pela enorme repercussão da frieza de Luquinhas, o que levou o Disque-Denúncia Sudeste do Pará a elaborar um cartaz de “Procurado” a fim de localizá-lo.

A PM informou que Luquinhas também seria suspeito da invasão a uma loja especializada em venda de armas e artigos para pesca e caça no município de Novo Progresso, sudoeste do Pará. Na ocasião, os ladrões abriram um buraco na parede da sala do cofre e furtaram de lá 54 armas, entre pistolas e revólveres. O crime foi registrado no início do último mês.

Outros dois assaltantes também possuem histórico na polícia. É o caso de Luiz Fernando Conceição Teixeira, que estava com tornozeleira eletrônica pelo crime de porte ilegal de arma de fogo, e de Gabriel Santos de Oliveira, que participou do assalto a um restaurante na Folha 27.

Os acusados foram encaminhados para a delegacia do município e permanecem à disposição da Justiça. Com eles, foram apreendidos uma pistola calibre 38 com cinco munições, e dois revólveres calibre 38, com seis munições.

Por:Redação Integrada (com informações de Vinícius Soares, do portal Debate Carajás)

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Brasil chega a 400 mil mortos por covid-19 com risco de terceira onda à vista

O intervalo entre a segunda e uma eventual terceira onda seria menor do que o observado entre o primeiro e o segundo picos  – (Foto:Amanda Perobelli / Reuters)

Coveiros com trajes de proteção fazem o sepultamento de uma pessoa que morreu infectada pelo novo coronavírus, no cemitério de Vila Formosa, em São Paulo (Amanda Perobelli / Reuters)

O Brasil chega hoje a 400 mil mortos pela covid-19 com um patamar ainda alto de óbitos diários e índices de mobilidade crescentes, o que, para especialistas, aumenta o risco de o País ter uma terceira onda da pandemia antes de atingir a imunidade de rebanho pela vacina.

Para cientistas especializados em epidemiologia e virologia, a reabertura precipitada das atividades econômicas antes de uma queda sustentada de casos, internações e mortes favorece que as taxas de transmissão voltem a crescer, com risco maior do surgimento de novas variantes de preocupação. Com isso, o intervalo entre a segunda e uma eventual terceira onda seria menor do que o observado entre o primeiro e o segundo picos.

“Nos níveis em que o vírus circula hoje, esse período entre picos pode ser abreviado, sim. Já vimos esse efeito em algumas localidades na virada do ano. A circulação em níveis altos favorece isso”, diz o virologista Fernando Spilki, coordenador da Rede Coronaômica, força-tarefa de laboratórios faz o monitoramento genético de novas cepas.

Em 2020, o número de casos e mortes começou a cair entre julho e agosto para ter novo aumento a partir de novembro. O surgimento de uma nova cepa do vírus (P.1) em Manaus colapsou o sistema amazonense em janeiro e provocou a mesma catástrofe em quase todos os Estados do País entre fevereiro e março.

Os últimos dois meses foram os piores da pandemia até aqui. No ano passado, o País demorou quase cinco meses para atingir os primeiros 100 mil mortos, outros cinco meses para chegar aos 200 mil e dois meses e meio para alcançar as 300 mil vítimas. A triste marca dos 400 mil óbitos veio apenas 36 dias depois.

E os dados dos últimos dias indicam que a queda das internações e mortes iniciada há três semanas já estagnou. O mais provável agora é que os índices se estabilizem em níveis elevados, com 2 mil a 3 mil mortes diárias, ou voltem a crescer, projeta o estatístico e pesquisador em saúde pública da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) Leonardo Bastos.

“Agora era a hora de segurar mais, fazer uma reabertura mais lenta e planejada. Esse aumento de mobilidade e contato entre as pessoas pode levar a uma manutenção do número de hospitalizações em um patamar super alto, o que é péssimo, porque sobrecarrega o sistema de saúde. Do jeito que está, a questão não é se vai acontecer uma nova onda, mas quando”, diz o especialista.

Como exemplo de como uma nova variante pode provocar grandes surtos em um intervalo curto de tempo, o especialista da Fiocruz cita o caso do Rio. Ele considera que o Estado já viveu três ondas. Além da primeira, entre maio e junho de 2020, os municípios fluminenses sofreram um segundo pico em dezembro, com o surgimento da variante P.2, e uma nova alta em março deste ano, com a emergência da P.1. “Talvez a próxima onda não seja síncrona em todo o País, mas poderemos ter surtos em diferentes locais”, opina Bastos.

Para Spilki, o aumento nas taxas de mobilidade e relaxamento das medidas de proteção não só elevam as taxas de transmissão como facilitam o surgimento de variantes mais transmissíveis ou letais. “A variante P.1 e outras não são entes estáticos, podem evoluir e se adaptar a novos cenários com o espaço que vem sendo dado para novos casos”, diz ele. Desde novembro, relata o especialista, já foram identificadas oito novas variantes originadas no Brasil.

O epidemiologista Paulo Lotufo, professor da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP), também destaca que, mesmo com a queda de casos e mortes nas últimas três semanas, o Brasil está longe de vislumbrar um controle da pandemia.

“Houve arrefecimento do número de casos e mortes pelas medidas de distanciamento social realizadas às duras custas. No momento, o retorno às outras fases de distanciamento é preocupante, principalmente na próxima semana, com aumento da procura de lojas pelo Dia das Mães e, também pela frequência maior de encontros sem a proteção necessária, como já aconteceu no Natal”, alerta.

Os especialistas acham improvável que a imunização consiga contemplar a maioria da população antes de uma nova onda. “A vacinação segue lenta, com interrupções e falhas de esquema, como falta de doses para reforço, o que é mais um complicador no que tange a frear a disseminação e evolução de variantes”, comenta o virologista.

Para os cientistas, as medidas necessárias para minimizarmos o risco de um novo tsunami de casos e mortes são as mesmas preconizadas desde o início da pandemia: uso de máscara (de preferência PFF2), distanciamento social, preferência por ambientes ventilados, rastreamento e isolamento de pessoas infectadas, além da aceleração da campanha de vacinação, que esbarra na escassez de doses.

Por:Agência Estado

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Motociclista tem garganta perfurada por pássaro e percorre 9 km com animal no pescoço até conseguir socorro em MT

Foto mostra pássaro que atingiu motociclista — (Foto: Arquivo pessoal)

Indígena dirigiu ferido até conseguir chegar à sua aldeia, onde foi atendido em unidade básica de saúde antes de ser levado para UPA. Ave só foi retirada durante socorro, e jovem chegou a desmaiar.

Um jovem indígena da etnia Umutina teve a garganta perfurada por um pássaro do tipo ariramba-preta, parecida com o beija-flor, quando andava de motocicleta em uma estrada vicinal na região da aldeia Águas Correntes, em Barra do Bugres (MT), município a cerca de 150 quilômetros de Cuiabá.

Eik Júnior Monzilar Parikokoriu, de 23 anos, estava pescando antes do momento do ataque e precisou percorrer 9 quilômetros com o pássaro preso ao seu corpo até chegar, ferido, à sua aldeia. Ele recebeu atendimento médico e já passa bem.

Na aldeia, sentindo falta de ar, Eik chegou a desmaiar, como ele conta no vídeo no início desta reportagem (assista acima).

“Deu tempo de eu chegar na minha casa. Saiu muito sangue do meu nariz, do local [pescoço]. E eu cheguei em casa desmaiado. Eu senti que meu coração estava parando de bater. Eu senti a mão quente da mãe, chorando desesperada”, contou.

O incidente ocorreu no último sábado (24). O pássaro (leia mais sobre a ariramba-preta ao final da reportagem), morreu. A ave tem bico comprido e plumagens brilhantes como o beija-flor.

Após os primeiros socorros prestados pela família, Eik foi levado para atendimento na Unidade Básica de Saúde (UBS), que fica na própria aldeia. Lá, o pássaro foi retirado do pescoço dele. Em seguida, Eik foi levado de ambulância até a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Barra do Bugres.

O indígena falou no vídeo da dificuldade que sentiu pra respirar e agradeceu pela oração de familiares no momento em que ele estava prestes a ser socorrido.

“Eu me lembro que minha tia chegou, eles começaram a orar. Eu já não estava respirando muito forte. Eu tentava caçar o fôlego, e não achava. Soltava o único fôlego que tinha dentro de mim.”

Eik contou que estava voltando da pesca. Ele dirigia a motocicleta e parou para aguardar a poeira baixar depois que um carro havia passado pelo local. Assim que saiu, o pássaro bicou sua garganta.

O indígena disse que ficará com a carcaça do pássaro morto para ter uma recordação da nova chance que teve de viver.
Salvo por enfermeira

A técnica de enfermagem Elizete Ariabo Calomezore, que fez os primeiros socorros na unidade, contou que nunca tinha atendido nenhum caso parecido.

“Ele puxou o pássaro [que ainda estava na garganta] e começou a sangrar pelo pescoço e pelo nariz. Fiz a limpeza e liguei para o médico, que me passou as orientações para o atendimento. Segui as orientações dele e o encaminhei, com o pássaro, para a médica de plantão avaliar de perto lá em Barra do Bugres”, contou.

Ariramba-preta

O biólogo Vítor Piacentini, professor da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), que também é ornitólogo (especialista em aves), disse que o pássaro é da espécie ariramba-preta — nome científico Brachygalba lugubris.

A ariramba-preta faz parte de um grupo de aves insetívoras (que se alimentam de insetos) chamadas de arirambas, mas que também possuem outros nomes populares.

Piacentini explicou que é comum que as arirambas e os beija-flores sejam tratados como “iguais”, já que os dois grupos possuem bico comprido e têm plumagens brilhantes.

“Inclusive o nome cuitelo/cuitelinho é usado regionalmente pra beija-flores, e cuitelo/cuitelão para algumas arirambas. Mas as arirambas são maiores, não param no ar (nem voam pra trás), nem visitam flores. Elas utilizam o bico como uma pinça e capturam insetos no ar, saindo de um poleiro e retornando comumente pro mesmo poleiro”, explicou.

Ele também classificou o incidente como “totalmente inusitado e inesperado”.

Por Suelen Alencar, G1 MT

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Materno-Infantil de Barcarena realiza programação sobre segurança e saúde no trabalho

Palestras sobre medidas de segurança, saúde mental e distribuição de brindes fizeram parte da ação de cuidado aos colaboradores

O Hospital Materno-Infantil de Barcarena Dra. Anna Turan (HMIB) está com uma programação especial voltada aos profissionais de saúde da unidade.
Nos dias 28 e 29 de abril, o hospital gerenciado pela entidade filantrópica Pró-Saúde, por meio por meio da Comissão Interna de Prevenção de Acidentes (CIPA), desenvolveu ações educacionais com o objetivo de apresentar a importância do autocuidado junto aos colaboradores.
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A ação também fez parte de uma alusão ao Dia Mundial da Segurança e Saúde no Trabalho, lembrado nesta quarta-feira, 28. A data tem o intuito de fortalecer, ainda mais, a cultura de segurança e saúde ocupacional e ressaltar a promoção do bem-estar e da qualidade de vida dos colaboradores.
Neste ano, com o tema “Segurança e Saúde no Trabalho – Um valor para o Brasil”, os profissionais da unidade contaram com a palestra do médico de trabalho Francisco Filho, parceiro da unidade, que destacou a importância da prevenção de acidentes para gerar qualidade de vida.
“Os ambientes seguros e saudáveis reduzem a possibilidade de acidentes e adoecimentos no trabalho, preservando a vida e a integridade física. Além disso, geram mais satisfação no trabalho e aumentam a produtividade. Nada melhor do que trabalhar com a certeza de estar em um lugar seguro”, enfatiza o profissional.
Ainda na apresentação foram discutidos temas como adoecimento ocupacional, formas de prevenção para riscos físicos e biológicos e autocuidado.
Com o cenário pandêmico, a equipe também priorizou ressaltar as medidas preventivas na unidade, sobretudo, as que estão alinhadas ao enfrentamento da pandemia da Covid-19.
Momento de cuidado e lazer
A ação contou ainda com uma palestra sobre saúde mental e escuta qualificada com a psicóloga Daniela Dias. “Essa ação é uma atenção especial aos nossos profissionais, e um espaço para serem ouvidos. Além de ensinar e orientar, também acolhemos nossos profissionais”, explica a especialista da Pró-Saúde e com atuação no HMIB.
Após as apresentações, os profissionais da unidade foram separados em grupos, atendendo todas as medidas de segurança contra o novo coronavírus, para aproveitarem momentos de relaxamento e autocuidado, com meditação, massoterapia, musicoterapia e entrega de brindes.
“Sabemos da importância na divulgação de campanhas e difundir informações sobre a segurança do profissional, pois essa prática faz parte da nossa rotina. Mas esse momento de lazer, atenção, cuidado e reconhecimento também é essencial, pois nos motiva ainda mais, e nos sentimos valorizados”, disse Tereza da Silva, presidente da CIPA no Materno-Infantil.
Com um atendimento 100% gratuito pelo SUS (Sistema Único de Saúde), o Materno-Infantil de Barcarena já realizou mais de 3 mil partos e cerca de 165 mil atendimentos nos seus dois anos de funcionamento entre consultas, internações, exames e cirurgias.

Desde a sua inauguração pelo Governo do Pará, a unidade é gerenciada pela entidade filantrópica Pró-Saúde, uma das maiores instituições na gestão hospitalar do País. O Hospital Materno-Infantil de Barcarena é referência em média e alta complexidade para 11 municípios da região do Baixo Tocantins.

Fonte:Comunicacao HMIB – Com Foto

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‘Magnífico’, diz Alok após conhecer zoológico que desenvolve projeto de preservação a peixes-boi em Santarém

Alok e arara azul durante visita a zoológico em Santarém, no PA — Foto: Tracy Costa/G1

Artista, que tem projeto social que fomenta o empreendedorismo jovem, estuda parceria com instituição para proteção de animais silvestres.

DJ Alok, conhecido internacionalmente pelo trabalho na música esteve na tarde desta quarta-feira (28) no ZooUnama, em Santarém, no oeste do Pará. A visita aconteceu após convite de Janguiê Diniz, amigo e fundador do Grupo Ser Educacional, responsável pela administração do zoológico.

Assumidamente apaixonado por animais, Alok ficou encantado com o projeto “Peixe-Boi”, que desenvolve um trabalho de preservação da espécie na região oeste do Pará. Ao G1, o artista contou que já esteve outras duas vezes em Santarém, mas que desta vez a visita foi mais imersiva e especial.

“Tive o privilégio e o prazer de conhecer este lugar que realiza um trabalho incrível, de resgate de animais vítimas de tráfico ilegal, cativeiro e desmatamento, quando esses animais acabam sem ter pra onde ir e sofrem acidentes na área urbana. Aqui os animais recebem os cuidados e eu achei incrível porque eles [biólogos] têm o propósito de tentar ao máximo devolvê-los à natureza, quando não é possível eles ficam aqui, onde têm uma vida mais digna. Fico muito feliz em saber que têm pessoas que trabalham em prol dessa causa”, disse Alok.
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Alok esteve no Zoo nesta quarta (28) e se encantou pelo projeto ‘Peixe-Boi’ — Foto: Ascom Unama/Divulgação

O artista alertou para importância de se conservar a biodiversidade. “Às vezes as pessoas pegam um animal de forma ilegal e não imaginam que uma arara pode viver mais de 40 anos, por exemplo. Depois acabam abandonando”, lamentou o Dj.

O convite para conhecer o zoológico veio com o objetivo de uma possível parceria entre o Instituto Alok, projeto social que fomenta o empreendedorismo jovem, e o “Êxito de Empreendedorismo”, que oferta cursos online gratuitos, trabalho voltado aos jovens de escolas públicas que têm objetivo de empreender na vida e nos negócios.

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Artista conheceu animais que moram no Zoológico — Foto: Tracy Costa/G1

“O ZooUnama recebe animais que são trazidos pelo Ibama, Corpo de Bombeiros, animais que são encontrados feridos, e nós com muito trabalho e dedicação cuidamos deles aqui. Depois que eles se recuperam a gente devolve pra natureza, esse é um espaço que deve ser cuidado por todos”, explicou Janguiê.

O ZooUnama desenvolve trabalhos agregados à iniciação científica, reabilitação de animais e educação ambiental no município de Santarém. O espaço também atua na recuperação de animais, e atualmente ocupa uma área de 149 hectares, e tem em seu ambiente mais de 300 espécies identificadas entre aves, mamíferos e répteis.

O processo de readaptação dos animais costuma durar de três a seis meses. Já foram resgatados um total de 4.691 animais, desde 2007. Atualmente o zoológico cuida de 226 animais entre aves, répteis e mamíferos.

Projeto Peixe-Boi

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Peixe-Boi sendo devolvido a natureza em base-flutuante no Rio Amazonas, em Santarém — Foto: ZooUnama/Divulgação

O Projeto Peixe-boi realiza atualmente trabalhos de reintrodução de filhotes órfãos. Desde 2008 o zoológico já salvou mais de 100 mamíferos feridos na região amazônica. Todos os animais mantidos pelo projeto recebem um tratamento especial e ficam em piscinas artificiais adequadas ao tratamento de reabilitação, além de receberem acompanhamento 24h de profissionais altamente qualificados entre biólogos, veterinários e tratadores de animais.

Em Santarém, o projeto também conta com o apoio de uma segunda base localizada na comunidade Igarapé do Costa, relacionada ao estágio final da reintrodução dos animais. A base é composta por piscinas naturais, feitas diretamente nos afluentes do Rio Amazonas e com uma estrutura totalmente adaptável para dar ao animal melhores condições para reabilitação.

Por Tracy Costa, G1 Santarém — PA

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Pastor é preso suspeito de estupro de vulnerável em Terra Santa, no Pará

Polícia investiga suspeita de estupro de vulnerável em Terra Santa, no PA — Foto: Kemmido/Freepik

Após se ferir em um balneário, menina de 12 anos foi levada ao carro do pastor que se prontificou a ajudá-la com medicamentos. No veículo o homem tocou os seios da menina e tentou beijá-la na boca.

Um pastor foi preso em flagrante em Terra Santa, no oeste do Pará, suspeito de estupro de vulnerável. O suposto crime aconteceu na quarta-feira (28) em um balneário. A vítima é uma adolescente de apenas 12 anos.

De acordo com informações da polícia, o pastor estava com a esposa e duas crianças em um balneário. A adolescente de 12 anos estava tomando banho de rio quando foi picada por algum bicho.

O pastor se prontificou a passar um medicamento no pé da adolescente que o acompanhou até o carro. No veículo, o homem tocou nos seios da menina e tentou beijá-la na boca, além de falar que a adolescente era muito bonita.

Desesperada a adolescente empurrou o pastor e saiu do carro correndo. A vítima procurou a mãe e juntas foram até a delegacia relatar o fato.

A adolescente também recebeu atendimento psicológico na delegacia e a polícia prendeu o pastor. A Polícia Civil investiga se há mais vítimas do pastor em Terra Santa.

Por Dominique Cavaleiro

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