Entenda: quais os riscos de reinfecção mesmo para quem já se vacinou contra a covid-19?

Atenção ao esquema de doses, à manutenção dos cuidados e à combinação com outras vacinas deve ser mantida (Foto:Thiago Gomes / O Liberal)

Tiramos as dúvidas com a infectologista Tânia Chaves, consultora da Sociedade Brasileira de Infectologia e representante da Sociedade Brasileira de Imunizações no Pará

Duas vacinas contra a covid-19 estão sendo utilizadas no Pará, e no Brasil: a Coronavac (vacina inativada, desenvolvida pelo laboratório chinês Sinovac, produzida pelo Instituto Butantã, em São Paulo); e a vacina Oxford / AstraZeneca (vacina vetorial), desenvolvida pela Universidade de Oxford em parceria com o Laboratório anglosueco AstraZeneca, e produzida no Brasil pela Fiocruz, no Rio de Janeiro.

Para explicar a eficácia delas, a redação integrada de O Liberal conversou, na quinta-feira (29), com a infectologista Tânia Chaves, consultora da Sociedade Brasileira de Infectologia e representante no Pará da Sociedade Brasileira de Imunizações. Confira:

Como funciona o esquema dessas vacinas?

Para as duas vacinas citadas, o esquema é composto de duas doses. A Coronavac tem duas doses com intervalo de 14 a 28 dias, entre a primeira e a segunda dose. Enquanto a vacina da AstraZeneca, o intervalo é de três meses ou 12 semanas entre a primeira e a segunda dose. Os estudos clínicos foram realizados com pessoas a partir de 18 anos. Futuramente, outras faixas etárias serão contempladas nos estudos.

Qual a eficácia delas?
A eficácia é a capacidade de uma vacina prevenir determinada doença. Quando falamos que a Coronavac tem 50,4% de eficácia geral,

para todas as formas de covid-19 – leves, moderadas e graves – significa que o risco de ter a doença é 50,4% menor em relação a quem não se vacina. No caso da vacina de Fiocruz/Oxford/AstraZeneca, a eficácia geral é de 70%. Esses valores são obtidos em grandes estudos clínicos, os quais seguem rigorosas regras estabelecidas nos meios científicos. Os estudos conduzidos no Brasil com a Coronavac evidenciaram eficácia de 50,38% para proteção contra covid-19. Enquanto os estudos com a vacina da AstraZeneca revelaram eficácia de proteção contra covid19 de 62%. A fonte é a Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm).

vacina2Vacina Coronavac, produzida no Brasil pelo Butantã (Marcelo Camargo/Agência Brasil)

Depois de quanto tempo a pessoa está imune?

Os intervalos entre a primeira e a segunda dose devem ser mantidos, pois foram definidos e aprovados nos estudos clínicos antes da liberação da vacina para a população. Portanto, independentemente do local, do país, do estado, ou da cidade, os intervalos entre a primeira e a segunda dose das vacinas aqui citadas, devem ser mantidos. De maneira geral, após duas semanas (14 dias), o sistema imune já produz os anticorpos protetores contra covid-19. Deve-se destacar que este intervalo de tempo para proteção contra covid-19 depende de uma resposta imune (sistema de defesa) de cada pessoa.

É possível adoecer de covid-19 após a primeira dose?

Testar positivo após a primeira dose da vacina contra covid-19 significa que não houve tempo necessário para formação de anticorpos protetores. Algumas acabaram se descuidando achando que já estavam protegidas. Sem dúvida, a falsa sensação de proteção para doença faz as pessoas relaxarem nas medidas não farmacológicas (uso de máscara, higienização das mãos, distanciamento social, não fazer aglomerações). Consequentemente, adoecem ou adquirem covid-19 antes da segunda dose.

vacina3O imunizante Astrazeneca (Sergio Perez / Reuters)

Depois da primeira ou da segunda dose, quais cuidados são necessários?

Manter as práticas que já são um mantra universal, que são as medidas não farmacológicas, como o uso de máscara, a higienização das mãos, o distanciamento social, não fazer aglomerações. Não pode fazer reuniões neste momento, tampouco receber visitas para esta fase de elevada circulação do vírus SARS-CoV-2. Só uma dose da vacina não protege contra a covid-19. São necessárias duas doses para proteção contra covid-19. Importante destacar que mesmo com as duas doses para as duas vacinas, a prática das medidas não farmacológicas, devem ser mantidas. Não existe nenhuma vacina que seja 100% eficaz.

Qual o alerta para que haja o cuidado correto?

Fundamental, neste momento, que a população seja informada que a pandemia está em curso, que não temos previsão de quando a pandemia acabará, além do fato de o mundo não ter contingente de vacinas o suficiente para todos. Além da prática diária das medidas não farmacológicas aqui citadas (uso de máscara, higienização das mãos, distanciamento social, não fazer aglomerações), que contribuirão fundamentalmente para controlar a transmissão da doença.

Depois do esquema de vacinação completo, ainda é possível ter covid-19?

Importante compreender que, até a presente data desta matéria, não temos um valor numérico que signifique a proteção para covid-19 entre os vacinados, e mesmo entre aqueles que tiveram a doença. Após a vacinação, o sistema imune da pessoa vacinada é estimulado a produzir anticorpos (as células de defesa) que neutralizam o vírus da covid-19. É esperado que todas as vezes que o vacinado entrar em contato com o vírus SARS-CoV-2, os anticorpos produzidos pelo sistema imune o neutralizarão. Não evita a transmissão completamente. Embora haja estudos que demonstrem haver redução nas taxas de transmissão da doença, as vacinas não são esterilizantes. O que significa, até o momento, que as vacinas contra covid-19 diminuem a gravidade dos casos, óbitos e protegem individual e coletivamente. Portanto, as vacinas contra covid-19 diminuem, sobremaneira, a cadeia de transmissão da doença. Ou seja, a vacinação em massa é uma das principais ferramentas para controlar a pandemia e prevenir e/ou diminuir a velocidade de surgimento de variantes do SARS-CoV-2, que podem ser mais transmissíveis e perigosas.
Imunização segue agenda de grupos prioritários (Agência Belém)

A pessoa vacinada pode contrair o vírus e transmitir para outras?

As vacinas vão reduzir a circulação do vírus na população e evitar a evolução para formas graves, complicadas e óbitos. A pessoa vacinada tem risco de contrair a covid-19 e pode transmitir para outras pessoas, já que essas vacinas não são esterilizantes, mas reduzem a transmissão. Portanto, as medidas não farmacológicas reconhecidas (como o uso de máscara, higienização das mãos, distanciamento social, incluindo evitar aglomerações e encontros) devem ser mantidas até que 70% da população mundial seja vacinada.

Se a pessoa receber a primeira dose, pegar covid-19 e, por conta disso, não puder receber a segunda no período previsto, a primeira dose perde a eficácia?

Não, de jeito nenhum. É um princípio em vacinologia de que a primeira dose de uma vacina é válida, pois já estimula o sistema imune a produzir os anticorpos que vão neutralizar o vírus.

Não se recomeça o esquema de vacinação. A segunda dose deverá ser feita quatro semanas após o primeiro sintoma da covid-19, ou quando a pessoa estiver bem clinicamente.

É desconhecida a proteção conferida após a primeira dose da vacina contra covid-19, uma vez não respeitado o limite máximo estabelecido para a realização da segunda dose. Porém, a pessoa deve continuar o esquema de vacinação sem a necessidade de recomeçar a vacinação, a exemplo do que temos de conhecimento acumulado para outras vacinas.

Quem toma outras vacinas, como a vacina contra a gripe, tem que esperar para tomar a vacina contra a covid-19?

Sim. Não pode tomar junto. Neste caso apresentado, a recomendação é que a vacina da covid-19 seja realizada 14 dias após a vacina da gripe.

Depois de quanto tempo da segunda dose a pessoa terá que tomar a vacina contra covid-19 de novo?
Sobre um novo esquema de vacinação para a covid-19, ainda não existe resposta científica consolidada. Nenhuma das vacinas aplicadas no Brasil e no Pará que protegem contra covid-19, prevê novo esquema de vacinação, até presente data. Os estudos para maior esclarecimento sobre a revacinação contra covid-19 estão em discussão, para maior compreensão sobre a necessidade de revacinação para covid-19. Destacamos que estamos diante de uma nova doença e estamos aprendendo com as evidências científicas em tempo real, todos os dia

Por:João Thiago Dias

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Dentista é denunciada por desfigurar pacientes

Mulheres denunciam que ficaram com o rosto deformado após realizarem procedimento com a dentista Giselle Gomes. | Foto:Reprodução

Pelo menos 40 pessoas denunciaram a dentista após ficarem com o rosto deformado.

A harmonização facial é um tratamento estético que caiu no gosto de anônimos e famosos, ao utilizar uma combinação de técnicas de preenchimento para proporcionar mais equilíbrio em todas as partes do rosto, além de promover o rejuvenescimento. As informações são do Diário do Centro do Mundo.

No entanto, é importante ter cuidado na hora de escolher o profissional. Isso porque alguns acabam deixando o efeito contrário em seus pacientes. É o caso da dentista Giselle Gomes, que está sendo acusada de deixar pelo menos 40 pessoas com o rosto deformado.

No Instagram, a dentista promete harmonização orofacial, botox, bichectomia, fios e até lipoaspiração. Técnicas pra remodelar partes do rosto e do corpo.

Porém, segundo a polícia, ao invés de usar ácido hialurônico – como ela dizia aos seus pacientes – Giselle aplicava o polimetilmetacrilato – o PMMA. A substância não é proibida, mas não é indicada para tratamentos estéticos.

A maioria das vítimas descreve o perfil da dentista como uma mulher envolvente e com grande poder de convencimento. Segundo as vítimas, quem chegava no consultório para fazer um procedimento, acabava sendo induzido a fazer outros.

As vítimas, em sua maioria, são de Campos dos Goytacazes, interior do Rio de Janeiro, cidade onde a dentista vive.

Com informações do Diário do Centro do Mundo

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‘Ladrão’ de gado na região do Rio Amazonas é preso em operação na ocupação do Juá, em Santarém

Fernando da Mota Siqueira, o ‘Fernandão’, foi preso durante operação na ocupação do Juá, em Santarém — Foto: Reprodução/Rede Social

Fernando da Mota Siqueira, conhecido como ‘Fernandão’, estava sendo monitorado pela polícia. Mandado de prisão é decorrente de decisão condenatória.

Foi preso na tarde de sábado (1) na ocupação Bela Vista do Juá, em Santarém, no oeste do Pará, Fernando da Mota Siqueira, conhecido como “Fernandão” e por comandar roubos de gado na região. A prisão foi em decorrência de operação para cumprimento de mandado decorrente de decisão condenatória.

O homem de 59 anos estava sendo monitorado por equipes da Polícia Civil, que solicitaram apoio da Polícia Militar para efetuar a prisão. Após ser capturado, “Fernandão” foi levado para a delegacia para os procedimentos de apresentação. Ele passou por exame de corpo de delito e foi encaminhado ao presídio para cumprimento da pena.

O mandado de prisão contra “Fernandão” e outras pessoas foi expedido pela 2ª Vara Criminal de Santarém, assinado pelo juiz de direito Rômulo Nogueira de Brito, no dia 7 de fevereiro de 2017. O documento tinha validade até 29 de março de 2024.

Fernando havia sido condenado a 4 anos e seis meses de reclusão no regime semi aberto, e o pagamento de 40 dias-multa. O juiz o sentenciou em pena-base em grau mínimo.

Conforme a sentença, o roubo de gado aconteceu em uma fazenda na região do Rio Amazonas, em Santarém, e foi usada embarcação para transporte de gado roubado. O crime foi tipificado baseado na lei nº 2.848, art. 155, inciso 1º: subtrair, para si ou para outrem, coisa alheia móvel, aumentada em um terço quando o crime é praticado durante o repouso noturno.

Por G1 Santarém — Pará

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Pará registra 474.018 casos de Covid-19 e 13.163 mortes

Boletim da Sespa confirma mais 479 casos de Covid-19 e 40 mortes.  – (Foto:Getty Images via BBC)

O Pará registrou neste domingo (2) um total de 474.018 casos de Covid-19 e 13.163 mortes. De acordo com o boletim da Secretaria de Saúde Pública do Pará (Sespa), foram confirmados mais 479 casos de Covid-19 e 40 mortes.

Nos últimos sete dias, foram confirmados 33 novos casos e 31 óbito, além de 446 casos e 7 óbitos ocorridos em dias anteriores.

O Pará possui, até então, 442.857 recuperados, 81.954 casos descartados e 211 casos em análise.

Em relação à ocupação de leitos na rede estadual, o Pará tem 42% dos 1.230 leitos clínicos e 77% dos 750 leitos de Unidades de Terapia Intensiva (UTI) ocupados.

A Sespa informou que foram realizados 659381 testes rápidos e 198812 testes de PCR para Covid-19.

Por G1 PA — Belém

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Nascidos em fevereiro já podem sacar auxílio emergencial

O dinheiro havia sido depositado nas contas poupança digitais da Caixa Econômica Federal em 9 de abril. | Divulgação

Neste ano, a nova rodada de pagamentos, durante quatro meses, prevê parcelas de R$ 150 a R$ 375, dependendo do perfil.

O auxílio emergencial foi criado em abril do ano passado pelo governo federal para atender pessoas vulneráveis afetadas pela pandemia de covid-19. Ele foi pago em cinco parcelas de R$ 600 ou R$ 1,2 mil para mães chefes de família monoparental e, depois, estendido até 31 de dezembro de 2020 em até quatro parcelas de R$ 300 ou R$ 600 cada.

Trabalhadores informais e inscritos no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico) nascidos em fevereiro podem sacar, a partir de hoje (3) a primeira parcela do auxílio emergencial 2021. O dinheiro havia sido depositado nas contas poupança digitais da Caixa Econômica Federal em 9 de abril.

Os recursos também poderão ser transferidos para uma conta corrente, sem custos para o usuário. Até agora, o dinheiro apenas podia ser movimentado por meio do aplicativo Caixa Tem, que permite o pagamento de contas domésticas (água, luz, telefone e gás), de boletos, compras em lojas virtuais ou compras com o código QR (versão avançada do código de barras) em maquininhas de estabelecimentos parceiros.

Em caso de dúvidas, a central telefônica 111 da Caixa funciona de segunda a domingo, das 7h às 22h. Além disso, o beneficiário pode consultar o site auxilio.caixa.gov.br.

Neste ano, a nova rodada de pagamentos, durante quatro meses, prevê parcelas de R$ 150 a R$ 375, dependendo do perfil: as famílias, em geral, recebem R$ 250; a família monoparental, chefiada por uma mulher, recebe R$ 375; e pessoas que moram sozinhas recebem R$ 150.

Regras

Pelas regras estabelecidas, o auxílio será pago às famílias com renda mensal total de até três salários mínimos, desde que a renda por pessoa seja inferior a meio salário mínimo.

É necessário que o beneficiário já tenha sido considerado elegível até o mês de dezembro de 2020, pois não há nova fase de inscrições.

Para quem recebe o Bolsa Família, continua valendo a regra do valor mais vantajoso, seja a parcela paga no programa social, seja a do auxílio emergencial.

Por:Agência Brasil

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Prefeitura de Novo Progresso e INCRA assinam Cooperação.

(Foto:Reprodução) – Na manhã de hoje(26), foi assinado o Acordo de Cooperação Técnica entre a prefeitura de Novo Progresso e o INCA, visando implementar o Programa Titula Brasil, uma parceria entre a prefeitura e o governo federal para dar agilidade a regularização fundiária no município.

Na ocasião foram discutidas as problemáticas enfrentadas pelos produtores rurais de Novo Progresso e a esperança de que o Programa Titula Brasil venha agilizar a regularização das propriedades dessas importantes pessoas para o município, afinal são os produtores rurais que colocam a comida nas mesas dos brasileiros.

O prefeito de Novo Progresso Gelson Dill, esteve acompanhado do Vereador Dirck Roberto, coordenador de regularização fundiária do Município, Roberto Aparecido de passos, Presidente do Sindicato Rural Agamenon Menezes e, com assessoria do Consórcio dos Municípios do Tapajós o Diretor Executivo sr. Neri Prazeres e do advogado Hiroito Tabajara.

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Para o Superintendente do INCRA em Santarém, Francisco de Sousa, o momento é de fundamental importância e o prefeito de Novo Progresso está de parabéns por buscar soluções para os problemas enfrentados por aqueles que precisam da regularização de seus imóveis rurais.

Por Alisson_tec_@hotmail.com

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Zenaldo usou verba da PMB para pagar jornalistas aliados

Pagamentos foram feitos pela Griffo, de Orly Bezerra, e contemplou até emissora de Manaus, além de jornalista que integraria rede de fake news. –  (Foto:Zenaldo Coutinho | Irene Almeida)

A Griffo Comunicação usou dinheiro da Prefeitura de Belém (PMB) em uma série de pagamentos estranhos, para veículos de comunicação e jornalistas, no ano eleitoral de 2020, em um montante de recursos ainda indeterminado. Os pagamentos contemplaram até mesmo emissoras de TV dos municípios de Manaus, capital do estado do Amazonas, e de Castanhal, no Nordeste do Pará, além de um jornalista que integraria uma rede de fake news contra o Governo do Estado, e que seria comandada pelo marqueteiro Orly Bezerra, dono da Griffo. Coincidência ou não, alguns dos jornalistas e veículos beneficiados também defenderam os candidatos apoiados pelo então prefeito, Zenaldo Coutinho, e pelo ex-governador Simão Jatene, além de criticarem o candidato do PSOL, Edmilson Rodrigues, que, no entanto, acabou eleito prefeito de Belém.

Entre eles chama a atenção dois pagamentos de R$ 48.500,00, num total de R$ 97 mil brutos, para uma TV do Amazonas, cujo sinal de transmissão chegou a Belém apenas no final de julho do ano passado. Segundo a Nota de Empenho 145/2020, de 24 de julho, e que se encontra no portal municipal da Transparência, as notas fiscais desses pagamentos foram emitidas na mesma data: 11 de agosto, ou seja, em período eleitoral. A emissora tem como principal estrela o apresentador Sikera Jr, partidário do presidente da República, Jair Bolsonaro. O apresentador esteve em Belém, em 27 de novembro, para fazer campanha para o candidato Everaldo Eguchi, do Partido Patriota, que concorreu à PMB, no segundo turno, contra Edmilson. No entanto, acabou praticamente expulso por feirantes, em visitas que fez às feiras da cidade, ao lado de Eguchi. A Nota de Empenho não esclarece o que foi veiculado pela emissora. Diz apenas que se tratou de um “pacote de mídia”.

Outros 5 pagamentos, alguns deles também no segundo semestre, e que totalizaram R$ 176.400,00 brutos, beneficiaram uma certa “TV Capital”.

O DIÁRIO conseguiu obter, junto a uma fonte, as Notas Fiscais, emitidas em 5 de maio, 4 de junho, 6 de julho, e 3 e 11 de agosto. Os pagamentos seriam referentes a um “plano de mídia”, para divulgação das ações da PMB. A emissora pertenceria à Nordeste Comunicação e Marketing Ltda – ME. Na Receita Federal, consta que uma empresa com esse mesmo nome fica no município de Castanhal.

Ela pertence ao jornalista Ângelo Antônio da Raiol e à sócia dele, Antonia Elane Lopes. Possui um capital de apenas R$ 50 mil, ou três vezes menos do que recebeu da PMB. Mas a empresa não possui nome de fantasia e o DIÁRIO não conseguiu localizar, nem no Google, qualquer vínculo formal entre ela e a TV Capital.

Já nas redes sociais aparece uma TV Capital cuja propriedade é atribuída ao ex-deputado federal Wladimir Costa, que também defendeu os candidatos de Zenaldo e Jatene, Thiago Araújo e Everaldo Eguchi. Não há como se afirmar que seja a mesma empresa. pelas informações até agora obtidas. Os mais de R$ 176 mil pagos à TV Capital superam pagamentos a algumas das maiores emissoras paraenses.

Na lista de contemplados há, também, um certo portal “Amazonia Notícias”, que recebeu 5 pagamentos, totalizando R$ 40.740,00. As notas fiscais foram emitidas em 5 de maio, 4 de junho, 15 de julho, 3 de agosto e 21 de dezembro, e seriam referentes à divulgação de ações da Prefeitura, inclusive com a veiculação de um banner.

O portal pertence à RB Comunicação Ltda -ME. Na Receita Federal, uma empresa com esse nome pertence ao jornalista Ronaldo Brasiliense (sócio administrador) e ao irmão dele, Paulo Eduardo.

O nome de fantasia é Agência Amazonia de Comunicação, Assessoria e Marketing e as suas atividades registradas são de consultoria, nas áreas de gestão empresarial e publicidade. O capital é de apenas R$ 20 mil, ou a metade do que recebeu da PMB. Ronaldo é um aliado de longa data dos tucanos paraenses e já prestou vários serviços ao marqueteiro Orly.

No ano passado, os dois, além de blogueiros e radialistas, foram alvos de operações da Polícia Civil, para desarticular uma suposta rede de fake news (notícias falsas), que teria como alvo o atual governador e seria patrocinada pelo marqueteiro. Na casa de Orly, a polícia encontrou mais de R$ 100 mil em dinheiro. Em novembro do ano passado, dois desses blogueiros perderam os recursos que interpuseram no Supremo Tribunal Federal, contra essas operações, que cumpriram mandados judiciais de busca e apreensão em vários endereços ligados à suposta rede de notícias falsas.

orliOrly BezerraOrly Bezerra Rogério Uchôa/Arquivo

Escândalo

Esse não foi, porém, o primeiro escândalo a envolver a estreita relação entre Orly e Ronaldo. No ano eleitoral de 2014, o blog Vionorte, do jornalista Paulo Leandro Leal, vazou uma série de e-mails trocados pela dupla, depois que Ronaldo esqueceu aberta sua caixa de emails, em um cyber café. Neles, Ronaldo chegava a enviar a Orly “reportagens” que acabara de publicar no jornal O Paraense e que pretendia reproduzir na coluna que mantém em um grande veículo de comunicação do estado.

As matérias faziam acusações às lideranças de oposição aos tucanos. E, além desse tipo de “reportagens”, O Paraense se dedicava apenas a tecer elogios à administração do então governador Jatene. Seu preço de capa era de R$ 1,00, mas era distribuído gratuitamente em vários pontos de Belém. Daí o escândalo quando se descobriu, entre os emails, um documento mostrando que a Griffo usava dinheiro que recebia da Secretaria de Comunicação do Governo do Estado para pagar nada menos que R$ 35 mil por duas páginas de anúncios daquele jornal inexpressivo, a cada edição. E como a periodicidade dele era quinzenal, a estimativa é que estivesse recebendo R$ 70 mil mensais do Governo (ou quase R$ 102 mil em valores atualizados pelo IPCA-E do mês passado), para atuar na campanha eleitoral daquele ano.

Orly foi o marqueteiro dos principais candidatos do PSDB ao Governo e à Prefeitura de Belém: Almir Gabriel, Jatene e Zenaldo. E depois que foram eleitos, a empresa de Orly, a Griffo, ganhou as milionárias licitações de propaganda dos governos deles, em uma impossível coincidência que se repetiu ao longo de 20 anos. O Paraense era editado por uma empresa de Ronaldo, a Agência Amazônia de Notícias Ltda, extinta no mês passado.

Outros pagamentos

Na última quinta-feira, o DIÁRIO pediu à Coordenadoria de Comunicação (Comus) da PMB as cópias dos empenhos e notas fiscais dos pagamentos efetuados pela Griffo, no ano passado, e se possível, acesso à íntegra desses processos. No entanto, ainda não obteve resposta.

Mas as Notas de Empenho no portal da Transparência mostram outros pagamentos estranhos, como os quase R$ 5 mil recebidos pela rádio Itaparica, em duas parcelas de R$ 1.940,00 e R$ 2.910,00, datadas de 22 de julho e 21 de dezembro. Aparentemente, a emissora, que fica no Jardim Maguari, em Belém, pertence ao radialista José Luiz Capa Preta, outro partidário do presidente da República e que também apoiou os candidatos de Zenaldo.

Em 27 de outubro do ano passado, era visível, no site da rádio, um cartaz com uma foto do candidato tucano a prefeito, Thiago Araújo, em companhia de um candidato a vereador. Na última quinta-feira, também no site, o radialista divulgava uma fake news afirmando que o presidente Bolsonaro já tinha pronto um decreto para criar um “Tribunal Constitucional Militar”, com poderes superiores ao do Supremo Tribunal Federal (STF), a mais alta corte de justiça do País. Não se sabe se os dois pagamentos já localizados à emissora foram os únicos.

E pode não ser coincidência que a Griffo também tenha pagado anúncios no portal Radionet, que funciona como um agregador de rádios on-line. O portal teria exibido banners da PMB. Mas a falta de documentos ainda não permite dizer de qual portal se trata, já que o Google aponta duas Radionets, uma sediada em Pernambuco, outra no Paraná.

As Notas Fiscais já obtidas pelo DIÁRIO mostram, ainda, outra estranha transação. Em 21 de dezembro do ano passado, em meio à crise provocada pela Covid-19 e no apagar das luzes da administração de Zenaldo, a PMB pagou à Griffo mais de R$ 330 mil pela confecção de um informativo chamado “Jornal Legado”. Com 116 páginas, no formato 27X29 cm, policromia, teve uma tiragem de 10 mil exemplares e, talvez, o custo unitário mais caro do Brasil: cada jornal saiu por R$ 20,90, ou quatro vezes o preço de capa dos jornais Folha de São Paulo e O Estado de São Paulo, da última sexta-feira. O pior é que não se sabe a quê ou a quem tal “legado” se refere. Mas, se for ao ex-prefeito, pode configurar até improbidade administrativa. O DIÁRIO solicitou à Comus uma cópia da publicação, mas ainda não obteve resposta. Uma fonte disse, no entanto, que não haveria, no processo de pagamento, qualquer cópia do pitoresco jornal, e que isso seria irregular. Na Nota de Empenho 209/2020, que está no portal da Transparência, consta que ele foi impresso por uma empresa denominada Marques Editora.

Fonte: Diário Online

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Jovem de 29 anos morre após ser picada por jararaca em casa em MT

 Franciele Bergamin, de 29 anos, morreu após ser picada por uma cobra — Foto: Facebook/Reprodução

Franciele Bergamin foi picada no braço. Ela passou dois dias internada e faleceu.

Uma jovem de 29 anos morreu na sexta-feira (30) depois de ser picada por uma jararaca – espécie de cobra venenosa -, em Vila Rica (MT). Franciele Bergamin estava em casa quando foi picada no braço, na quarta-feira (28).

Ela foi socorrida e levada ao Hospital Municipal de Vila Rica, onde recebeu soro antiofídico.

No entanto, o quadro de saúde piorou e ela foi transferida para o Hospital Regional de Água Boa e foi internada na Unidade de Terapia Intensiva (UTI).

O boletim médico diz que Franciele teve edema, choque tóxico, hipotensão, hipotermia, insuficiência renal aguda, entre outros problemas.

Franciele deixou dois filhos, entre eles uma bebê de 3 meses, e o marido.
jararaca
Jararaca é uma espécie de cobra venenosa — Foto: Igor Macedo/Divulgação

As jararacas são venenosas e uma das principais responsáveis por acidentes com picadas no Brasil. A coloração da serpente a camufla em meio às folhas secas, dificultando a visualização e aumentando os registros de acidentes com a espécie.

Orientações

A orientação do Corpo de Bombeiros é que, quando for picada, a vítima procure o serviço médico mais próximo para receber o soro antiofídico.

O soro pode ser polivalente, para uso nos casos em que a espécie do animal é desconhecida, ou específico – no caso de identificação da cobra.

É importante levar uma identificação do animal ou até mesmo o réptil (dentro de um local que o armazene com segurança) para facilitar na hora de identificar a picada e administrar o medicamento.

O local da picada deve ser lavado apenas com água e sabão. Não é orientado que se passe algum tipo de medicamento nada ferida até que a mesmas seja avaliada por um médico.

Por: G1 MT

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MC Mirella é ouvida em investigação contra quadrilha de exploração sexual

Mirella já havia sido acusada de aliciar uma garota de 17 anos.  –  (Foto:Reprodução / Instagram)

A cantora MC Mirella foi intimada e ouvida em uma investigação da Polícia Federal contra uma quadrilha de exploração sexual. A ação está em andamento na 1ª Vara da Justiça Federal de Sorocaba (SP), e tem envolvimento até da modelo e musa dos anos 90 Nubia Oliiver.

A advogada de Mirella, Adélia Soares, explicou que a cantora “já contribuiu com seu testemunho, e várias outras pessoas também vítimas da quadrilha foram ouvidas”.

A apuração tem como alvo Wissam Nassar, um poderoso empresário, dono de um dos maiores shoppings do Paraguai. Ele é investigado por explorar sexualmente menores de idade, agenciadas por Rodrigo Otávio Cotait, a pedido dele, por meio das redes sociais.

Mirella já havia sido acusada de aliciar uma garota de 17 anos. A artista teria oferecido R$ 5 mil para que a adolescente se encontrasse com Wissam. No entanto, durante a investigação, o Ministério Público descobriu que ela também foi vítima da quadrilha quando era adolescente.

Declarações de Rodrigo foram encontradas onde ele assume ter aliciado a cantora quando ela tinha 16 anos. Mirella também admitiu ter sido explorada pela quadrilha.

Com informações de O Dia

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Investigado por aplicar golpe usando nome do presidente Jair Bolsonaro, Paulo Oliveira estaria transitando em municípios da região

(Foto:Reprodução) – Investigado por suposto golpe utilizando o nome do presidente Jair Bolsonaro, Paulo Oliveira (foto), que se auto-intitula “Paulo Quilombola” está transitando em municípios da região oeste do Pará.

Em contato com nossa reportagem, leitores fazem o alerta para autoridades e políticos de Santarém e Região. O investigado sustenta ser Líder da Federação das Comunidades Quilombolas e Comunidades Tradicionais do Pará.

Envolto em polêmicas por onde passa, sua atuação fez com que as Entidades do Movimento Negro e Quilombola do Estado do Pará, elaborasse em 2018, nota de repúdio.

“AS ENTIDADES DO MOVIMENTO NEGRO E QUILOMBOLA DO ESTADO DO PARÁ, abaixo subscritas, vem a público REPUDIAR, veementemente, as atitudes do senhor conhecido pelo pseudônimo de PAULO “QUILOMBOLA”, nacional que desde sua chegada em solo paraense, intitulando-se quilombola e professor, diz ser presidente da associação denominada Federação das Comunidades Quilombolas e Populações Tradicionais do Estado do Pará (nome fantasia: Federação das Comunidades Quilombolas do Pará) e “defensor dos direitos humanos”. Esse cidadão que se diz “quilombola” e “professor” (seria importante ele comprovar essas credenciais para não incorrer no crime de falsidade ideológica, isto é, mencionar a que comunidade quilombola pertence, por exemplo) usa a “sua” associação para tentar enganar/caluniar lideranças quilombolas de algumas regiões desta unidade federativa. Aliás, é importante frisar que essa instituição foi criada sem qualquer articulação com as lideranças quilombolas e/ou do movimento negro deste estado”, diz parte da nota.

Desde 2018, Paulo Oliveira e a esposa Leocionara Silva dos Santos, identificada por Narha Oliveira Munduruku, são investigados pelas Polícias Federal e Civil de Minas Gerais.

O casal é acusado de utilizar os nomes do presidente do Brasil, Jair Bolsonaro (PSL), e da ministra da mulher, da família e dos direitos humanos, Damares Alves, para recolher dinheiro ilegalmente de moradores de Conceição do Mato Dentro, na Região Central do estado de Minas Gerais, com a promessa de construção de novas casas populares. A informação foi divulgada pelo O Globo e confirmada pelo Jornal Estado de Minas.

Acompanhe a matéria:

Polícia investiga casal acusado de dar golpe em nome do governo
Apresentado pelo então candidato Jair Bolsonaro como prova de que não tem preconceito contra comunidades quilombolas, o presidente da Federação das Comunidades Quilombolas e Populações Tradicionais do Pará, Paulo Oliveira, de 57 anos, está sendo acusado por um vereador e por integrantes do Executivo de dar um golpe usando nomes importantes no governo, como o próprio presidente e a ministra Damares Alves (Mulher, da Família e dos Direitos Humanos).
Ele e sua mulher teriam coletado dinheiro em uma cidade no interior de Minas Gerais com a promessa de que viabilizariam a construção de casas populares com verba do governo. A Polícia Federal e a Polícia Civil mineira foram acionadas, e o casal nega as acusações.

No ano passado, Paulo Quilombola ficou mais conhecido depois que Bolsonaro foi denunciado por racismo pela Procuradoria-Geral da República (PGR) por ter se referido a uma comunidade quilombola com a frase “o afrodescendente mais leve lá tinha sete arrobas”. O caso foi arquivado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) em setembro, e Bolsonaro costumava apresentar Paulo como seu amigo para mostrar que não era preconceituoso.

Um ano depois, Paulo e sua mulher, Leocionara Silva dos Santos, identificada como Narha Oliveira Munduruku, de 26 anos, são acusados de arrecadar dinheiro irregularmente prometendo a construção de moradias populares.

Fotografias

O casal, conforme relatos feitos ao GLOBO, apresenta fotos e vídeos ao lado de Bolsonaro, integrantes do Executivo e deputados para comprovar serem enviados do governo federal e terem o aval para implementar um projeto de moradias sustentáveis chamado por eles de “eco-casas”.

Foi assim que eles teriam se aproximado de comunidades quilombolas em Conceição do Mato Dentro (MG). Em um vídeo gravado em uma reunião no local, Narha agradece a Bolsonaro pelo projeto.

— Meus agradecimentos ao presidente Jair Messias Bolsonaro por disponibilizar esse projeto para a comunidade quilombola daqui do município de Conceição — diz a mulher, diante de moradores do local que levantam a mão para demonstrar que aceitam aderir ao projeto de moradias.

Para ter a garantia da casa, cada família deveria pagar R$ 180. De um total de cerca de 140 famílias, 81 delas teriam feito o pagamento na esperança de ter acesso à moradia. Em um documento obtido pela reportagem, Narha assina uma declaração que recebeu valores de R$ 10.940,00 e outro de R$ 2.520.00 da Associação Quilombolas em Três Barras, localizado no município mineiro. Os valores, segundo o recibo, seriam para “registro (taxas) cartório”. A data é de 19 de junho deste ano.

Ao final do papel escrito à mão, consta um carimbo de que Nahra é “gerente de Projetos Habitacional Eco-Casas Sustentáveis” e, abaixo, a sigla “PNHR/Caixa Econômica”, em referência ao Programa Nacional de Habitação Rural do banco estatal. Em nota, a Caixa informou que não existe projeto apresentado no âmbito do PNHR e/ou selecionado pelo Ministério de Desenvolvimento Regional junto ao banco no município de Conceição do Mato Dentro, e que não há empregado autorizado a fazer esse tipo de cobrança.

O primeiro contato teria sido feito via telefone com Paulo Quilombola pelo vereador Sidnei Seabra Silva (PCdoB), de 31 anos, no dia 17 de maio. Silva afirma ter recebido a indicação de que ele poderia resolver a questão de obras do “Minha Casa, Minha Vida” paralisadas no município.

“Almoços” frequentes

Em junho, segundo o parlamentar, Narha esteve pessoalmente na comunidade afirmando que tinha obtido a garantia do governo federal de verbas para 350 casas e cartões para a reforma de residências. Na cidade, conforme registros em fotos, ela também esteve na prefeitura, na delegacia e no Ministério Público para se apresentar. Em mensagens a que o GLOBO teve acesso, a mulher promete o início do projeto de moradia em três meses ou quatro meses.

Na ocasião, Narha teria afirmado que trabalhava com a ministra Damares Alves. Ela também alegou ter o aval do Secretário Especial de Assuntos Fundiários, Luiz Nabhan Garcia, e do presidente da Fundação Palmares, Vanderlei Lourenço. Todos negam terem autorizado o casal a falar em seus nomes. Também foram exibidos vídeos e fotos de encontros com os deputados federais Joice Hasselmann (PSL-SP) e Marcos Feliciano (PSC-SP).

— Ela falou que trabalhava com Damares, que almoçava com ela com frequência. Narha contava ainda que após o contato com a comunidade ia ao gabinete do presidente Bolsonaro, que queria saber como estavam as comunidades. Pelas fotos e vídeos que mostrou, todos acreditamos — contou o vereador.

O próprio parlamentar afirma ter pago a quantia para cinco famílias, mas, ao descobrir que eles não representavam o governo, fez um boletim de ocorrência, registrado no dia 26 de junho. O vereador também acionou o Ministério Público. Silva chegou a enviar mensagens para que Narha pedindo o dinheiro da comunidade de volta. A mulher se compromete a devolver R$ 9 mil. “As minhas diárias eu vou tirar porque não trabalho de graça para ninguém”, escreveu. O valor não foi devolvido às famílias.

O fato foi relatado à ministra Damares, que acionou a Polícia Federal para investigar Paulo Quilombola e Narha. Ainda não há inquérito instaurado. Citado pelo casal, o secretário de Assuntos Fundiários também promete levar o caso à polícia.

— Eu os recebi como recebo as pessoas que vêm ao meu gabinete. Jamais dei autorização para falarem em meu nome. É falsidade ideológica — disse Nabhan.

O Palácio do Planalto informou que “o presidente nunca recebeu o casal embora haja pedidos e acrescentou que Bolsonaro NÃO mantém relação de amizade com Paulo e sua mulher”. Na nota, a Secretaria de Comunicação (Secom) informa que os dois não ocupam cargos no Executivo. Entretanto, não respondeu ao questionamento se o presidente deu procuração ao casal para falar em nome dele: “O Planalto não irá comentar”.

Ao GLOBO, Narha disse que é vítima de perseguição política por parte da ministra Damares e atacou o vereador por ser do PCdoB. Segundo ela, o recebido com carimbo da Caixa é “falsificado” e nunca foi pedido para que devolvesse o valor arrecado na comunidade. Nahra justificou que os mais de R$ 14 mil recolhidos das famílias foram usado para “xerox, digitalização e registro” de documentos em cartório. A mulher prometeu enviar os comprovantes dos gastos, mas não o fez até o fechamento da reportagem.

— Em nenhum momento prometi isso (a construção das 350 casas). Eu não posso devolver. Esse recurso não é meu, é de despesa da própria comunidade — justificou.

Paulo Quilombola foi procurado, mas sua mulher falou pelo casal.

Por:RG 15 / O Impacto

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