Jornalistas são imunizados contra a Covid-19 em Santarém: ‘momento de vitória’

Jornalistas são imunizados contra a Covid-19 em Santarém — Foto: Adilson Silveira

Cerca de 50 profissionais com nomes em lista receberam a primeira dose do imunizante. Pará está entre estados com mais mortes de jornalistas no Brasil.

Uma dose que representa esperança por dias melhores e fortalecimento imunológico na luta contra a Covid-19. O sentimento de ser imunizado contra o coronavírus se manifestou de várias formas nesta segunda-feira (12) quando jornalistas que atuam em Santarém, no oeste do Pará, receberam a primeira primeira dose de imunizante.

Foram vacinados cerca de 50 profissionais que estão diariamente levando informações meio a uma das maiores pandemias da história recente. A quantidade de trabalhadores da comunicação é maior, no entanto, outros já tinham se vacinado por conta da idade ou por comorbidades.
jornalista3Rodrigo Costa foi o primeiro jornalista vacinado contra a Covid-19 em Santarém nesta segunda-feira — Foto: Talita Baena/Sinjor-PA/Divulgação

Todo os jornalistas estavam com nomes em uma lista fechada, montada a partir de dados repassados pelo Sindicato dos Jornalistas do Pará (Sinjor). A imunização foi sala do setor de comunicação da Prefeitura

A jornalista Alana Leal comemorou a aplicação da primeira dose e ressaltou a importância do ciclo de imunização.

“É uma categoria que está exposta a todo momento para levar informações à população, então é muito importante esse momento, muita gente estava esperando. A vacinação salva vidas e é preciso completar o ciclo de duas doses”, disse.

jornalista5Jornalista Alana Leal sendo vacinada contra a Covid-19 — Foto: Kamila Andrade/Arquivo Pessoal

A Diretoria Regional e o Sinjor começaram as tratativas de vacinação com a Secretaria de Estado de Saúde (Sespa) ainda no início de 2021. Com a inclusão da categoria no Plano de Imunização, os primeiros vacinados foram em Belém seguidos por Santarém.

“Nossa luta se intensificou quando foram registrados casos da variante P1, quando fizemos um relatório para sensibilizar o governado do estado e Ministério Público”, explicou a diretora de interiorização do Sinjor-PA, Talita Baena.

Após apresentação ao MPPA, foram definidos critérios de imunização de jornalistas diplomados, registrados ou de carteira assinada.

“É momento de vitória. Belém e Santarém são as cidades com mais jornalistas vítimas da Covid, e a gente conseguiu a vacinação. Nossa próxima etapa é vacinar jornalistas em outras cidades até o fim do mês”, completou.

Pará com altos números

O Pará está entre os três estados do Brasil com mais mortes de jornalistas, ao lado São Paulo e Amazonas. Até o domingo foram 24 óbitos registrados.

O Brasil, porém, lidera com a maior quantidade de jornalistas mortos por Covid-19 do mundo. Até março, quando foi divulgado um relatório sobre os casos, 169 já tinham perdido a vida para a doença.

Na América Latina, o país superou o Peru, que registra 140 mortes, segundo dados da Press Emblem Campaign. De acordo com a Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj), o ano de 2020 registrou a média de 8,5 mortes por mês; em 2021, no primeiro trimestre, atingiu-se a marca de 28,6 mortes, praticamente uma por dia.

Por G1 Santarém — Pará

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Auxílio Emergencial 2021: Caixa libera saques e transferências da 3ª parcela a nascidos em julho; veja calendários

(Foto:Reprodução) – Pagamento da terceira parcela do benefício terminou no último dia 30 para todos os públicos; veja os calendários das próximas parcelas.

A Caixa Econômica Federal (Caixa) libera nesta segunda-feira (12) os saques e transferências da terceira parcela do Auxílio Emergencial aos beneficiários que não fazem parte do Bolsa Família nascidos em julho, que receberam a parcela em poupança social digital no dia 25 de junho.

O pagamento da terceira parcela do auxílio terminou em 30 de junho tanto para esse público quanto para quem faz parte do Bolsa Família.

Os pagamentos da quarta parcela do benefício começam em 19 de julho para o público do Bolsa Família e em 23 de julho para os demais beneficiários (veja nos calendários mais abaixo).

   VEJA QUEM PODE SACAR A PARTIR DESTA SEGUNDA:

trabalhadores que não fazem parte do Bolsa Família, nascidos em julho

Os trabalhadores podem consultar a situação do benefício pelo aplicativo do auxílio emergencial, pelo site auxilio.caixa.gov.br ou pelo https://consultaauxilio.cidadania.gov.br/

Como realizar o saque

Para sacar o dinheiro, é preciso fazer o login no aplicativo Caixa Tem, selecionar a opção “saque sem cartão” e “gerar código de saque”.

Depois, o trabalhador deve inserir a senha para visualizar o código de saque na tela do celular, com validade de uma hora.

O código deve ser utilizado para saque em dinheiro nas agências, nas unidades lotéricas ou nos correspondentes Caixa Aqui.

As agências da Caixa abrem de segunda a sexta-feira, das 8h às 13h. Não é preciso madrugar ou chegar antes do horário de abertura. Todas as pessoas que procurarem atendimento durante o horário de funcionamento serão atendidas.

Continua disponível aos beneficiários a opção de utilização dos recursos creditados na poupança social digital para a realização de compras, por meio do cartão de débito virtual e QR Code, pagamento de boletos, contas de água, luz, telefone, entre outros serviços.

Com o aplicativo Caixa Tem, também está disponível a funcionalidade para pagamentos sem cartão nas cerca de 13 mil unidades lotéricas do banco.

Calendários de pagamento

Veja abaixo os calendários de pagamento.

BENEFICIÁRIOS DO BOLSA FAMÍLIA
bosa1
Auxílio Emergencial 2021 Bolsa Família — Foto: Economia G1

BENEFICIÁRIOS FORA DO BOLSA FAMÍLIA
calendarioAuxílio Emergencial calendário completo 15.06.21 — Foto: Economia G1

Por:G1

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Homem que saia para assaltar mesmo de tornozeleira é morto pela PM no Pará

(Foto:Reprodução) – Dois homens levaram a pior ao trocar tiros com a Polícia Militar na tarde do último sábado, 10, no município de Castanhal, na região nordeste do Pará. Um morreu e outro conseguiu fugir durante a ação policial.

Segundo informações da PM, a dupla havia roubado uma moto. A guarnição avistou os criminosos.

Durante a fuga, os assaltantes deixaram a moto e entraram em uma área de mata onde trocaram tiros com os policiais militares. Um deles, identificado como Odair Henrique do Carmo de Souza, que usava uma tornozeleira eletrônica, foi baleado e em caminhado para o hospital do município, porém não resistiu e morreu. O outro comparsa conseguiu fugir.

Durante ação foram apreendidos dois celulares, uma moto e uma arma caseira calibre 32 com uma munição.

Fonte: O Liberal

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Vizinhos e familiares da criança de 2 anos que se salvou de incêndio ao se esconder em geladeira prestam depoimento

Criança se escondeu dentro de geladeira — Foto: Rafael Medeiros

A mãe da criança confessou à polícia que deixou o filho sozinho para ir a uma festa com amigos.

A Polícia Civil deve ouvir nesta segunda-feira (12) os familiares e vizinhos da criança de dois anos que sobreviveu a um incêndio em Cuiabá. O menino se escondeu dentro de uma geladeira para fugir das chamas.

Dentro da casa, no Bairro Altos da Serra, em Cuiabá, ainda estão as marcas da destruição deixadas pelo fogo. O garoto fugiu a tempo, antes de a cama dele ficar totalmente destruída. O calor fez o forro de plástico se contorcer e cair.

A suspeita dos bombeiros é que o fogo começou depois de um curto circuito no ventilador.

A mãe, de 20 anos, foi presa em flagrante por abandono de incapaz. Ela confessou à polícia que deixou o filho sozinho para ir a uma festa com amigos.

Ela foi liberada após audiência de custódia. O Ministério Público Estadual (MPE) pediu sigilo no caso até o fim das investigações.

O incêndio começou por volta de 1h. Os vizinhos foram socorrer e já encontraram o quarto do garoto tomado pelas chamas.

Ao abrirem a janela, ouviram um grito de criança. Tiveram que arrombar a porta para fazer o resgate. Quando os vizinhos entraram, viram que o menino havia se escondido dentro da geladeira, na parte de baixo.

incendio

Casa foi destruída pelo fogo — Foto: Polícia Civil

O Conselho Tutelar levou o menino para o hospital. Ele passou por exames de tomografia e raio-x e não teve sequelas graves.

“A única coisa que eu percebi foi uma escoriação no rosto dele, que talvez seja de entrar na geladeira, o ferrinho da geladeira pode ter machucado. A criança está bem. O que devia ser feito em relação a saúde e alimentação do garoto foi feito”, afirma a conselheira tutelar, Juscilene Xavier.

A inteligência da criança, que, em meio ao incêndio, encontrou um jeito de escapar do fogo e da fumaça, não surpreendeu a Elizabeth Gomes da Silva, que ajudou a criar o garoto por um ano.

“Quando ele vinha na minha casa, dava para ver que era uma criança que não precisava de ninguém. Ele levantava, abria a geladeira, se queria ver televisão, dava jeito, tentava conectar no desenho que ele gostava sozinho. Ele não fala”, conta.

Elizabeth está conversando com o pai do menino a respeito da guarda, que foi temporariamente retirada da mãe. Ela diz que se depender dela, o garoto não vai ficar sem cuidados.

Por Sérgio Borges, TV Centro América

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Conheça 6 tipos de golpes do Pix e saiba como se proteger

(Foto:Reprodução) – Levantamento feito pelo escritório especializado em crimes de natureza financeira Morais Advogados expôs os seis tipos de golpes mais frequentes utilizando a ferramenta bancária Pix.

O compilado teve como base os processos judiciais de natureza financeira. Especialista alertam que, justamente pela facilidade atribuída a operações por Pix, é necessário redobrar a atenção para golpes e fraudes.

Veja os seis golpes mais comuns envolvendo o Pix:

Falsos funcionários

Nesta modalidade de fraude, a vítima recebe uma ligação, de uma pessoa se passando por um funcionário de um banco ou empresa financeira. A pessoa oferece ajuda para cadastrar a chave Pix, ou alega necessidade de realizar algum teste, induzindo que a vítima realize transferências monetárias.

Falso sequestro

A pessoa entra em contato com a vítima, afirmando que sequestrou alguém da família e fala que tem um valor a ser pago. O golpista aproveita o desespero da pessoa, e até imita a voz de um familiar, levando a pessoa a fazer a transferência, que nessa situação, se concretiza com o Pix, já que é uma ferramenta instantânea.

Golpe do “bug”

Esse golpe se aproveita da má-fé da pessoa, pois espalha em redes sociais (por vídeos ou mensagens de WhatsApp, por exemplo) que o Pix está com alguma falha em seu funcionamento (um “bug”) e é possível ganhar o dobro do valor que foi transferido para chaves aleatórias. Contudo, ao tentar tirar proveito disso, o mal-intencionado vira vítima ao enviar dinheiro para golpistas.

Phishing

Os ataques de “phishing” são muito comuns e usam mensagem que aparentam ser reais para que o indivíduo forneça informações confidenciais, como senhas e números de cartões.

Clonagem de WhatsApp

Os golpistas elaboram uma mensagem no WhatsApp informando falsamente que são de empresas com as quais as vítimas têm relacionamentos ou cadastros ativos. A partir disso, é solicitado o código de segurança, enviado por SMS pelo aplicativo, afirmando se tratar de atualização, manutenção ou confirmação de cadastro.

De posse desse código, o criminoso consegue clonar a conta de WhatsApp em outro celular. A partir daí, o fraudador envia uma série de mensagens para os contatos da pessoa, fazendo-se passar por ela, para pedir dinheiro emprestado por transferência via Pix.

Engenharia social no WhatsApp

No golpe de engenharia social com WhatsApp, o criminoso escolhe uma vítima, pega sua foto em redes sociais, e, de alguma forma, consegue descobrir números de celulares de contatos da pessoa. Com um novo número de celular, envia mensagens para contatos, informando que teve de trocar de número devido a algum problema. Assim, aproveita e pede uma transferência via Pix, dizendo estar em alguma emergência.
Dicas de especialistas

Advogado especialista em cobrança e direito do consumidor e sócio da Morais Advogados, Afonso Morais alerta que apesar de alguns golpes serem mais comuns que outros, como é o caso da clonagem do WhatsApp, nem sempre os criminosos precisam recorrer a aplicativos intermediários para aplicar as fraudes.

“Um alerta importante é sobre a necessidade de cuidado com a exposição de dados em redes sociais. Fique atento a sorteios e promoções que pedem o número de telefone do usuário. Além disso, recebendo mensagem de alguém que afirmar ter mudado o número, certifique-se dessa informação”, alerta Morais.

Alessandra Raposo Maia, servidora pública do Distrito Federal, caiu no golpe da clonagem de WhatsApp. Os criminosos entraram em contato com pessoas próximas e tentaram fazer com que essas pessoas, do convívio da servidora, transferissem quantias através do Pix, o que, segundo ela, gerou uma situação de angústia e indignação.

“Foi uma situação angustiante, pois os criminosos tentaram se passar por mim e pedir dinheiro para os contatos da minha agenda telefônica. Tive que reinstalar o aplicativo e colocar o código de segurança e ativar a verificação em dois fatores no aplicativo. Também fiz o boletim de ocorrência no site da Polícia Civil do DF. No final, foi tudo resolvido”, relata Alessandra.

Jessica Marques, especialista em penal e direito digital do Kolbe Advogados Associados, também salienta a importância de se atentar para pedidos de informações pessoais, em nome das instituições, que não costumam entrar em contato com clientes por determinados canais de relacionamento. “Vários são os golpes aplicados, mas o procedimento de abordagem é o mesmo: repassar uma informação falsa, com aparência de regular, para atrair a vítima”, detalha.

“Para que o usuário possa evitar ser vítima de um golpe cibernético, é importante que ele não clique em links encaminhados via WhatsApp, mensagem ou e-mail, sobretudo, porque as instituições bancárias já noticiaram que não fazem nenhum contato via esses canais, e não forneça códigos de ativação encaminhados ao próprio celular”, relembra Marques.

Rolse de Paula, especialista em direito aplicado e diretora da Associação Brasileira dos Advogados (ABA), em Curitiba ensina, para quem for vítima de um dos golpes, como agir no primeiro momento.

“Entrar, imediatamente, em contato com a instituição financeira para qual foi destinada, a priori, o pagamento. Caso a instituição não dê o tratamento adequado, o usuário deve entrar em contato com o Banco Central, pelo telefone 145. Também é recomendável registrar um Boletim de Ocorrência, para buscar maior respaldo na reclamação dirigida, bem como para utilizar em uma futura (ou possível) ação judicial”, explica.
Histórico do Pix

A ferramenta foi lançadas pelo Banco Central, em 16 de novembro do ano passado, para facilitar transferências e pagamentos no dia a dia. A função principal do Pix, segundo a instituição financeira, é baixar custos e aumentar a velocidade das operações. O serviço fica disponível 24 horas por dia, sete dias por semana e em todos os dias no ano.

Ao contrário de tempos passados, quando, para que uma pessoa pudesse transferir um valor para outra, precisaria ter informações de conta, agência e instituição financeira, para efetuar uma transação no Pix basta ter o número do celular, CPF ou CNPJ, e-mail ou, ainda, um número aleatório.

Um mês depois de sua implantação, em dezembro, o Pix já correspondia a 30% das transações bancárias. Apenas um mês depois, a modalidade ultrapassou os TEDs e DOCs.

A advogada Rolse de Paula explica que o método é muito seguro, mas nem por isso o cuidado é dispensável. Outro detalhe relevante, segundo a especialista, é que o Banco Central estabeleceu mecanismos de prevenção aos chamados ataques de leitura, considerando, entre outras situações, a quantidade de consultas de chaves feitas por um usuário, principalmente quando elas resultam em transferências efetivas.

“As instituições financeiras e de pagamentos que aderiram ao Pix estão sujeitas à regulação sobre segurança cibernética e proteção de dados, com a implementação de sistemas possuindo diversas medidas de segurança, como criptografia e autenticação, deixando esses arranjos de pagamento tão seguros quanto os já conhecidos TED e DOC. Ao menos é essa a intenção”, declara.

Por:Mariana Costa

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“Informação publicada é informação pública. Porém, para chegar até você, um grupo de pessoas trabalhou para isso. Seja ético. Copiou? Informe a fonte.”
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Ferrogrão: entenda sobre o projeto de ferrovia que promete impulsionar o escoamento de grãos pelo Norte, mas enfrenta impasse legal

Ferrovia em formato virtual — Foto: Ministério da Infraestrutura

Ministério da Infraestrutura aposta que leilão para concessão aconteça em breve e diz que os entraves judiciais serão superados.

Ferrovia deve consolidar corredor logístico para baratear o frete e impulsionar escoamento de grãos pelos portos do Norte; construção está prevista para ficar pronta em 10 anos e obra deve custar R$ 12 bilhões.

O bilionário projeto logístico do governo federal para expandir a malha ferroviária e impulsionar o escoamento de grãos do Centro-Oeste pelos portos do Arco Norte tenta prosperar em meio a questionamentos legais. O Ministério da Infraestrutura (Minfra) aposta que o leilão para concessão da Ferrovia Ferrogrão EF-170 deve acontecer em breve, apesar dos entraves judiciais que barram o andamento do plano.

Há um ano, o projeto foi encaminhado para análise do Tribunal de Contas da União (TCU), passo essencial para que o edital do leilão possa ser publicado. Ocorre que os trâmites relacionados ao projeto foram suspensos em março pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

“Temos tudo para superar as questões judiciais da Ferrogrão e lançar na praça o edital. A Ferrogrão é um dos projetos de logística mais importantes do Brasil, estamos tocando com muita firmeza. Estamos falando de um investimento de grande porte. É uma ferrovia que vai ser o grande regulador de tarifa no Brasil”, declarou o ministro da Infraestrutura, Tarcísio Gomes de Freitas, em evento no início de julho sobre o balanço de ações da pasta referentes ao primeiro semestre deste ano, mas sem dar previsão de quando poderá acontecer.
tarcisioO ministro da Infraestrutura, Tarcisio Gomes de Freitas — Foto: Ricardo Botelho/Minfra

A promessa é de que a construção da ferrovia consolide, a longo prazo, um corredor logístico capaz de reduzir distâncias e aliviar o bolso de quem paga para exportar produtos como soja e milho, tendo em vista que a estimativa é de recuo de 30% a 40% no preço do frete.

A estrada de ferro também deve ajudar a diminuir as emissões de carbono quando assumir o papel desempenhado por caminhões movidos a diesel, que atualmente realizam o transporte de grãos pela BR-163. Conforme o Poder Executivo, a Ferrogrão também tem potencial para obter o “selo verde” e seguir os parâmetros da Climate Bond Initiative (CBI), organização internacional que certifica iniciativas sustentáveis.

O projeto da ferrovia, que vem sendo discutido há mais de quatro anos e é muito aguardado pelo setor do agronegócio, faz parte do Programa de Parceria de Investimentos (PPI). O valor estimado do investimento é de R$ 12 bilhões. Os recursos serão injetados pela iniciativa privada e o prazo de concessão é de 69 anos.

Segundo a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), caso o cronograma de publicação do edital siga o curso previsto, o contrato que permite colocar o trem nos trilhos pode ser assinado já no primeiro semestre de 2022. Assim, a expectativa do governo é de que a EF-170 esteja em operação daqui a dez anos.

“Quanto maior a produtividade agrícola nessa região, mais viável é a ferrovia. E já temos a declaração pública de investidores interessados em estudar a ferrogrão, ou seja, não é um objetivo só do governo, mas a iniciativa privada vê isso e o governo federal trabalha com essa estratégia de repassar ativos à iniciativa privada, pois vivemos um momento de escassez de recursos públicos que não vai se resolver tão cedo. Prevendo isso, o objetivo do estado é garantir uma infraestrutura boa, estável e que não demande recursos públicos que precisam ir à educação, saúde e segurança”, argumenta Rose Hofmann, secretária de Apoio ao Licenciamento Ambiental e à Desapropriação do PPI.

Os 933 quilômetros da Ferrogrão irão acompanhar o traçado da BR-163. Os trilhos da ferrovia vão ligar o município de Sinop (MT) ao distrito de Miritituba (PA), nas margens do rio Tapajós. Com isso, em vez de caminhões, os grãos passarão a chegar ao local em vagões de trem e em maior quantidade. Atualmente, cerca de 70% do escoamento da safra mato-grossense de soja e milho é feita por portos do sul e sudeste, apesar de estarem localizados a mais de dois mil quilômetros da origem.

A assessora técnica da Confederação Nacional da Agricultura (CNA), Elisângela Lopes, avalia que o envio de produtos agrícolas aos portos do sul e sudeste resulta em altos custos de frete, situação que pode ser atenuada com a melhoria da infraestrutura para fazer o escoamento pelo Norte do país.

“Pelo Arco Norte, a gente só transporta 31,9% do que é produzido nessas regiões de novas fronteiras agrícolas, que inclui o centro-norte do país, em especial Mato Grosso, que é o maior produtor de soja e milho. Então há uma necessidade latente de se aumentar a infraestrutura de acesso a esses terminais e portos de forma que a gente possa ter um desempenho melhor no sentido de transportar esses produtos para os terminais que estão mais próximos a eles, ou seja, os terminais que compõem o Arco Norte”, pontua.

br163Km 101 da BR-163 — Foto: Marcos Santos/Agência Pará

O distrito de Miritituba possui estação de transbordo de carga, de onde os grãos podem ser distribuídos para terminais portuários do Arco Norte, como Itacoatiara (AM), Santana (AP), Barcarena e Santarém (PA), a fim de serem exportados.

Além disso, portos do Arco Norte continuarão recebendo grãos produzidos em Rondônia e no noroeste do Mato Grosso, escoados pela BR-364 até o terminal de Porto Velho, de onde são distribuídos para terminais que fazem a exportação. Essa rota não será afetada pela Ferrogrão.
mapa 163

Projeto Ferrovia Ferrogrão EF-170 — Foto: Arte G1

Quando a ferrovia estiver funcionando, a assessora técnica da CNA Elisangela Lopes acredita que será possível escoar desde o começo pelo menos 20 milhões de toneladas de produtos. “Ou seja, já há uma mudança da geografia, do destino desses grãos, que hoje vão para o sul e sudeste, para os portos e terminais do arco norte. E até o final da concessão as projeções indicam um aumento superior ao dobro, chegando até 48 milhões de toneladas”.

(destacar) “Acreditamos sim que, se houver uma expansão da infraestrutura destinada a essas novas fronteiras agrícolas que cresceram a sua produção exponencialmente, porém não foram acompanhadas na mesma proporção com relação a investimentos em infraestrutura, é possível que haja um abortamento da produção. Então é necessário que se invista em infraestrutura, especialmente em infraestruturas de baixo custo”, reforça Elisangela Lopes.

Recuo dos impactos ambientais e entraves legais

Flávio Acatauassú, presidente da Associação dos Terminais Portuários da Bacia Amazônica (Amport), afirma que a Ferrogrão vai proporcionar o que ele denomina de “redenção” dos impactos ambientais causados pela BR-163. A rodovia foi construída na década de 1970 justamente para ligar o estado de Mato Grosso ao Pará.

“Toda vez que se abre uma rodovia, por menor que ela seja, cria-se as chamadas espinhas de peixe, que são aquelas vicinais transversais a essa rodovia troncal. Se nós insistirmos nos próximos 30 anos em transportar commodities ou qualquer outro tipo de mercadoria pelo modal rodoviário dentro do bioma amazônico vai ser inevitável a formação das espinhas de peixe, a grilagem e o desmatamento”, explica.

A ideia do governo é de que o projeto seja amplamente sustentável, sob critério técnico, econômico, social e ambiental.

“O que se busca é o equilíbrio para cada região, para cada contexto, uma solução diferente. Não é tudo ou nada, mas um equilíbrio na matriz que prima pela sustentabilidade em todos os seus componentes”, reforça Rose Hofmann, secretária de Apoio ao Licenciamento Ambiental e à Desapropriação do PPI.

Mas o projeto enfrenta obstáculos judiciais. Em março deste ano, acolhendo pedido de liminar protocolado pelo partido PSOL, o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), suspendeu os efeitos da lei 13.452/2017, resultante da Medida Provisória 758/2016, que modifica os limites do Parque Nacional do Jamanxim, no Pará, o que acabou por paralisar os trâmites da Ferrogrão.

A decisão ainda será analisada pelo plenário da Corte. O ministro entendeu que o traçado da nova ferrovia cruzaria a unidade de conservação federal e que a alteração nos limites da área para possibilitar a obra não poderia ser tratada por meio de uma medida provisória.

alexandre
Alexandre de Moraes — Foto: JN

Outro entrave envolve o Ministério Público Federal (MPF). A Câmara de Populações Indígenas e Comunidades Tradicionais do órgão emitiu uma nota técnica recentemente cobrando consulta prévia, “livre e informada” aos povos indígenas e comunidades atingidos pelo projeto.

No comunicado, o colegiado afirma que mesmo com a grandiosidade do projeto e os impactos socioambientais, não houve a oitiva dessas populações conforme prevê a Convenção nº 169 da Organização Internacional do Trabalho (OIT).

“Essas pessoas têm direitos e esses direitos precisam ser preservados. Independente da gente questionar a relevância do empreendimento, a necessidade do empreendimento, o quanto o nosso país necessita de infraestrutura. O que está em discussão é um tratado internacional do qual o Brasil é signatário e foi incorporado ao nosso ordenamento jurídico por uma norma também aprovada no Congresso Nacional”, explica a coordenadora da Câmara de Populações Indígenas e subprocuradora-geral da República, Eliana Torelly.

Entretanto, o Programa de Parcerias de Investimentos (PPI) entende que a consulta aos atores envolvidos deve ser feita no momento da elaboração do licenciamento ambiental. “E até isso a gente considera paralisado hoje em função dessa decisão do STF. Mas tão logo seja revertida, e tenho uma visão bem otimista, pois nós temos argumentos bem fortes em relação a isso, daremos prosseguimento ao debate e o leilão poderá acontecer naturalmente”, concluiu Rose Hofmann.

Por Mayara Subtil, Rede Amazônica

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Policial penal é executado dentro da própria casa, no Pará

Policial penal é executado dentro da própria casa em Ananindeua, no Pará. — Foto: Reprodução

Vítima voltava com a família de um shopping, quando teve a casa invadida por dois suspeitos.

O policial penal Wellington Claudio Lima foi executado a tiros dentro da casa onde morava no bairro Icuí-Guajará, em Ananindeua, região metropolitana de Belém.

Segundo as informações do crime, dois suspeitos invadiram a casa da vítima, quando voltava com a família de um shopping na noite de sábado (10). Wellington morreu no local do crime, que foi isolado pela Polícia Militar.

O caso ocorreu no conjunto Grajaú, quadra D. O Instituto Médico Legal (IML) foi acionado por volta das 21h30. Até então, ninguém foi preso.

A Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (Seap) informou, em nota, “a Coordenadoria de Assistência e Valorização ao Servidor está dando suporte à família e agentes da Central Integrada de Monitoramento Eletrônico e Comando de Operações Penitenciárias estão no local do crime para apoiar as diligências”.

Em nota, a Delegacia de Homicídios de Agentes Públicos (DHAP), da Polícia Civil, disse que investiga o homicídio e que “diligências estão sendo realizadas para dar celeridade na identificação e localização dos autores do fato, para que os mesmo sejam presos”.

Informações que possam ajudar nas investigações podem ser repassadas pelo Disque Denúncia 181.

Por G1 PA — Belém

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Bebê de quatro meses morre com sinais de violência sexual em Altamira

Em Altamira, polícia investiga morte de menina de quatro meses  – (Foto:Reprodução)

Menina morreu logo após dar entrada na UPA. Corpo da criança tinha sinais de violência sexual.

A Polícia Civil investiga a morte de uma menina de quatro meses em Altamira, sudoeste do Pará. O corpo da criança tinha sinais de violência sexual.

A menina morreu logo após dar entrada Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Altamira. A equipe médica acionou a polícia depois de constatar que a criança tinha sinais de violência sexual e abusos que não seriam recentes.

Três pessoas da família da menina coletaram material genético e familiares foram ouvidos. A polícia descobriu que a avó materna havia dado antibióticos fortes para a criança.

A perícia deverá apontar a causa da morte da bebê, se foi por intoxicação ou por violência sexual.

Por G1 PA — Belém

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DJ Ivis é flagrado agredindo esposa em vídeos; veja!

Agressões foram registradas dentro da residência do casal |Foto:Reprodução/Vídeo

Registros foram compartilhados pela esposa e mostra o artista cometendo as agressões, mas ele nega

Compositor, produtor e cantor. Iverson de Souza Araújo, conhecido como DJ Ivis, tem feito seu nome no gênero do forró brasileiro, emplacando sucessos como “Volta Bebê, Volta Neném” e “Não Pode se Apaixonar”. Um homem com uma carreira praticamente consolidada no ramo musical. Contudo, últimos acontecimentos podem por fim a esse sucesso todo.

O artista está sendo acusado de agredir a companheira, Pamela Gomes de Holanda. A história começou a circular neste domingo (11) após Pamela ter compartilhado nas redes sociais uma série de vídeos que mostram o cantor desferindo socos, tapas e chutes desenfreadamente na mulher e o pior, na frente de outras pessoas, entre elas a filha do casal.

Nos registros, é possível observar que as agressões aconteciam independentemente de estarem sozinhos ou na presença dessas outras pessoas. Em determinado momento, Pamela chega a ser agredida quando estava com a filha Mel, de apenas nove meses, no colo. Ao todo, cinco vídeos da violência brutal desferida à esposa foram publicados; todos teriam acontecido na residência dos dois, mas em datas diferentes.

DJ fala das agressões

Em um vídeo também publicado nas redes sociais, após tomar conhecimento da exposição do caso, DJ Ivis falou sobre o assunto, sendo duramente criticado em seguida.

“Não estou aqui para justificar nada. Estou aqui para mostrar que não aguento mais isso. Muitas pessoas vão me julgar, mas eu não suportava mais isso, eu recebi chantagens, ameaça de morte com a minha filha. Ninguém sabe o que é isso que eu passei”, disse.

Os vídeos estão abaixo, mas não são recomendados para pessoas sensíveis:

Com informações do UOL

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Caseiro é encontrado morto na mesma região onde Lázaro cometeu chacina

(Foto:Reprodução) – Um homem de 37 anos foi encontrado morto, na madrugada deste domingo (11/7), no Incra 9, em Ceilândia. Segundo foi comunicado à polícia, o corpo era do caseiro de uma chácara localizada no Núcleo Rural Alexandre Gusmão.

A região é a mesma onde o maníaco Lázaro Barbosa, 32 anos, matou uma família de quatro pessoas em 9 de junho.

De acordo com informações da 19ª Delegacia de Polícia, que apura o caso do caseiro, há sinais de violência no cadáver encontrado. Além disso, o homem teria mordidas pelo corpo.

A suspeita inicial é que o caseiro tenha sido atacado por dois cachorros que vivem na chácara, no Incra 9. No entanto, o caso ainda está sob investigação.

A morte foi comunicada à polícia às 7h48 deste domingo. O comunicante afirmou que o homem pode ter morrido entre 23h de sábado e 5h de domingo. O corpo foi encontrado no interior da casa do dono da chácara. Ele estava perto do portão.
Chacina

Na mesma área, no Incra 9, em 9 de junho, o maníaco Lázaro Barbosa matou Cláudio Vidal de Oliveira, 48 anos, Gustavo Marques Vidal, 21, e Carlos Eduardo Marques Vidal, 15. Ele ainda sequestrou Cleonice Marques de Andrade, 43 anos, esposa de Cláudio e mãe das outras vítimas.

Dias depois o corpo de Cleonice foi encontrado em uma mata com cortes nas nádegas, cabelos arrancados e sinais de violência.

Lázaro fugiu de uma força-tarefa da polícia por 20 dias. Fez reféns, atirou em policiais, colocou fogo em casas e provocou pânico nas cidades de Girassol e Águas Lindas de Goiás, por onde passou.

Lázaro Barbosa foi morto durante confronto com forças policiais em 28 de junho. Ele estava nas imediações da casa da ex-sogra, em Águas Lindas (GO). A polícia disparou contra ele cerca de 125 tiros, 39 o acertaram.

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Por:Manoela Alcântara

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