Governador do Pará diz que teve número de telefone clonado: ‘tomando as providências’

Governador do Pará Helder Barbalho — Foto: Reprodução/TV Liberal

Helder Barbalho afirma que foi vítima de ataque cibernético.

O governador do Pará, Helder Barbalho (MDB), fez uma publicação em uma rede social afirmando que foi vítima de crime cibernético.

Segundo Helder, o celular dele foi clonado e um boletim de ocorrência foi registrado. “Estou tomando as providências para resolver o problema”, afirma o governador.
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Governador diz que teve número de telefone clonado. — Foto: Reprodução / Twitter

Esta não é a primeira vez que o celular do governador é clonado. Em maio de 2020, Helder havia postado também nas redes sociais que o número dele havia sido clonado e seria cancelado.

Por G1 PA — Belém

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Dez cidades paraenses receberão doses da vacina da Pfizer

Nova remessa com 269.680 mil imunizantes que chegou nesta quarta, tem imunizantes de duas farmacêuticas – (Foto:Reprodução)

Ao contrário do que aconteceu no início da chegada dos primeiras doses da Pfizer ao Pará, quando os imunizantes da farmacêutica ficavam apenas em Belém e Ananindeua por conta das exigências de condições de armazenamento, agora, o imunizante será distribuído entra 10 municípios paraenses.

Chegada de carregamento com quase 270 mil doses de vacinas contra a covid-19
Covid-19: remessa com 269.680 mil doses já está em Belém

Segundo informou o governador Helder Barbalho, Além da capital e de Ananindeua, receberão as 92.430 mil doses da Pfizer serão distribuídas para Benevides, Marituba, Bragança, Capanema, São Miguel do Guamá, Santarém, Marabá e Parauapebas.

Segundo a recomendação do Ministério da Saúde, o imunizante da Pfizer deve ser mantido em temperatura de 6º a 8º graus e necessita de condições específicas de transporte e aplicação.

“A metodologia que estamos utilizando é verificar se o município possui condições técnicas, tanto de rede de frio, como de operacionalização para receber a vacina, pois ela precisa ter um acondicionamento adequado de refrigeração, ser administrada em ambiente refrigerado e ter rápido fluxo, ou seja, não é uma vacina que possa ficar muito tempo armazenada no município. Isso significa que assim que ela é recebida precisa ser rapidamente aplicada”, explica Daniele Nunes, diretora de Epidemiologia da Sespa.

Já as 177.250 mil doses da Oxford/AstraZeneca serão distribuídas para todos os Centros Regionais de Saúde e são direcionadas para aplicação de primeira e segunda doses. A equipe técnica da Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa) já elabora a logística de entrega. A distribuição deve começar nos próximos dias. O envio será feito por vias terrestre, aérea e fluvial, com o apoio da Secretaria de Estado de Segurança Pública e Defesa Social (Segup).

Por:O Liberal

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Ministro da Educação defende, em rede nacional, volta às aulas presenciais

(Foto:Agência Brasil) – Segundo o ministro, ‘o Brasil não pode continuar com as escolas fechadas, gerando impactos negativos nesta e nas futuras gerações’

O ministro da Educação, Milton Ribeiro, defendeu em rede nacional de rádio e televisão na noite desta terça-feira (20) a volta às aulas presenciais em todo o País e culpou Estados e municípios pela adoção do ensino remoto, medida tomada para conter a disseminação do novo coronavírus.

“O Ministério da Educação não pode determinar o retorno presencial às aulas. Caso contrário, eu já teria determinado”, afirmou durante o pronunciamento. A reportagem procurou o Ministério da Educação para esclarecer se a pasta tem tratado com governadores, prefeitos ou associações de gestores públicos sobre retorno às aulas presenciais, mas não obteve retorno até a publicação desta matéria.

Segundo o ministro, “o Brasil não pode continuar com as escolas fechadas, gerando impactos negativos nesta e nas futuras gerações. Não devemos privar nossos filhos do aprendizado necessário para a formação acadêmica e profissional deles”. Entre os prejuízos, Ribeiro destacou a perda de aprendizagem, progresso do conhecimento e qualificação para o trabalho, bem como do aumento do abandono escolar e implicações emocionais.

Ribeiro argumentou que outros países retornaram às aulas presenciais em 2020, quando sequer havia previsão de vacinação, como Portugal, Chile, França, Espanha, Áustria e Rússia. Todos os países mencionados por Ribeiro, entretanto, apresentam índices de letalidade (mortes por cada caso confirmado) e de mortalidade (mortes em relação à população infectada) pela covid-19 inferiores aos do Brasil, segundo dados da Universidade de Oxford para julho deste ano. Do grupo, o Brasil é também o que apresenta o índice mais alto de casos em relação à população no período e o segundo pior em número relativo de pessoas completamente vacinadas.

Durante o pronunciamento, Ribeiro disse que o governo federal trabalha para que o retorno seja seguro a todos e destacou que a vacinação de toda a comunidade escolar não pode ser condição para a reabertura das escolas. A imunização contra a covid-19 de adolescentes acima de 12 anos ainda não foi autorizada no País.

Ao contrário do que prega o presidente Jair Bolsonaro, o ministro da Educação também afirmou que o uso de máscaras, álcool em gel e distanciamento social são medidas que o mundo está utilizando com sucesso para conter a disseminação da covid-19.

Por:Pedro Caramuru – AE

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Investigação de Ricardo Salles deixa STF e vai para a Justiça do Pará, decide Alexandre de Moraes

(Foto:Reprodução) – Decisão atende a pedido da Polícia Federal. Ex-ministro do Meio Ambiente é investigado por suposto envolvimento com exportação ilegal de madeira.
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, atendeu a pedido da Polícia Federal e enviou nesta terça-feira (20) para a Justiça Federal do Pará as investigações da operação Akuanduba – sobre exportação de madeira ilegal, que tem entre os alvos o ex-ministro do Meio Ambiente Ricardo Salles.

A Polícia Federal apura um suposto esquema envolvendo agentes públicos e empresários do Brasil e dos Estados Unidos para legalizar madeiras brasileiras, de origem ilegal, retidas em portos norte-americanos

Salles deixou o cargo no mês passado pressionado por duas investigações que envolvem a suposta participação dele em esquema de madeira ilegal na Amazônia.

Além da investigação que estava sob a relatoria do ministro Alexandre de Moraes, havia outra com a ministra Cármen Lúcia, enviada ao Tribunal Regional Federal da 1ª Região.

Salles vinha se desgastando em razão da repercussão internacional negativa da política ambiental do governo e da acusação recorrente de que atuava contra a fiscalização e proteção ambiental.

Ao sair do ministério, Salles perdeu o foro privilegiado — devido à condição de ministro, ele só podia ser investigado em inquérito em tramitação no Supremo. Com a perda do foro, a investigação prosseguirá na primeira instância da Justiça Federal.

Na decisão, Alexandre de Moraes determinou que todos os atos da investigação devem ser preservados.

Moraes afirmou que, como Salles não exerce mais o cargo de ministro, é necessário o envio para a primeira instância. O ministro entendeu que os supostos crimes ocorreram em Altamira (PA), o que garante a competência para a investigação seguir na Justiça Federal do Pará.

“Os elementos de prova produzidos indicam, neste momento processual, que os crimes teria ocorrido, primordialmente, no município de Altamira/PA”, escreveu.

Em maio, Salles, o presidente afastado do Ibama, Eduardo Bim, e mais nove ocupantes de cargos de confiança no Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e no Ministério do Meio Ambiente foram alvos de operação autorizada por Alexandre de Moraes.

O grupo é investigado por crimes contra a administração pública como corrupção, advocacia administrativa, prevaricação e, especialmente, facilitação ao contrabando.

Ao longo da apuração, Salles teve os sigilos bancário e fiscal quebrados após a investigação encontrar indícios de operação fora do padrão.

Salles entregou o celular para a Polícia Federal 19 dias após a operação. A pedido da PF, o ministro Alexandre de Moraes determinou que o aparelho entregue pelo ex-ministro fosse enviado para os Estados Unidos. O celular é considerado peça-chave nos desdobramentos dessa investigação. O objetivo é que o aparelho seja periciado e que a polícia tenha acesso aos dados.

Com a quebra do sigilo e o iminente acesso às mensagens de celular de Salles, investigadores afirmam que será possível afirmar se houve ou não atividades ilegais do ex-ministro.

‘Lavagem’ de produtos florestais

Ao defender que a investigação seguisse na Justiça Federal do Pará, a PF informou ao STF que perícia realizada indica a ocorrência de uma “lavagem” de produtos florestais e uso de documentos falsos — em outras palavras, uma suposta tentativa de “legalizar” material extraído de forma ilegal com a utilização de documentos expedidos oito meses após a exploração das áreas.

A PF afirma que a análise criminal “demonstrou que a origem dos produtos florestais que foram exportados por meio do contêiner TCNU7091944 apresentou DOFs [Documento de Origem Florestal] emitidos mais de oito meses após o final dos sinais de exploração florestal detectados em imagens de satélite”, escreveu o delegado Franco Perazzoni.

Segundo o delegado, essa emissão “é bastante inusual e reforça a possibilidade de ‘lavagem’ de produtos florestais de outras áreas a partir de documentos emitidos por essa origem”.

“Se por um lado, a presente investigação versa sobre diversos crimes, inclusive funcionais, dúvida não há de que os produtos florestais apreendidos pelas autoridades norte-americanas ou são oriundos, em sua maior parte, de áreas de concessão florestal no interior da Florestal Nacional de Altamira, ou foram extraídos de outras áreas, provavelmente próximas, mas legalizados por meio de documentos ideologicamente falsos dessas mesmas concessões”, afirmou.

Por Márcio Falcão e Fernanda Vivas, TV Globo — Brasília

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Ex-peão que estava foragido por matar a companheira e o filho dela, de oito anos, é preso no Pará

Milton Carneiro da Silva será recambiado para o Estado do Mato Grosso –  (Foto:Reprodução/ Portal Zé Dudu)

Milton Carneiro da Silva, de 39 anos, cometeu o crime em dezembro de 2013 e, logo depois, fugiu para o sudeste paraense, onde se estabeleceu. Ele foi capturado no município de Tucumã

Milton Carneiro da Silva, de 39 anos, conhecido como “Couro Velho” foi preso na manhã desta terça-feira (20), pela Polícia Civil, no município de Tucumã, sudeste do Pará. Ele é acusado de ter matado a facadas a ex-companheira Ivoneide Meireles Cordeiro e o filho dela, Gilmar Guilherme da Silva, de oito anos de idade, em 29 de dezembro de 2013, na zona rural de São José do Xingu, no Estado do Mato Grosso, e estava foragido desde a data do crime. Com informações dos portais Zé Dudu e Gazeta Digital.

Segundo informações da polícia, o acusado disse, em depoimento, que teria fugido para o Pará logo após cometer o crime, pois estaria com medo de ser morto pela população local, que ficou muito abalada pelo duplo homicídio. No Estado, ele ficou trabalhando entre os municípios de São Félix do Xingu e Tucumã, onde se estabeleceu posteriormente.

Depois de ser localizado e preso, Milton negou que tivesse matado a criança, que morava com o pai, no município de Alto da Boa Vista (MT), e estava passando o final de ano com a mãe. Ele afirmou que, após uma discussão, Ivoneide teria se armado com uma faca e partido para cima dele, que revidou e a golpeou, em legítima defesa. Ele também disse que, quando tomou a faca da vítima, o garoto já estaria caído no chão.

Ainda de acordo com informações da polícia, na região em que ocorreu o crime, o acusado era muito conhecido como peão de rodeios e tinha uma legião de admiradores. Milton Carneiro da Silva foi preso e será recambiado para o Mato Grosso, onde ficará à disposição da Justiça.

Por:O Liberal

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Caixa paga auxílio emergencial a nascidos em abril nesta quarta-feira (21)

(Foto:Reprodução) – Ainda hoje, os beneficiários do Bolsa Família com o Número de Inscrição Social (NIS) de dígito final 3 também poderão receber o benefício

Trabalhadores informais nascidos em abril recebem, nesta quarta-feira  (21), a quarta parcela da nova rodada do auxílio emergencial. O benefício tem parcelas de R$ 150 a R$ 375, dependendo da família. As informações são da Agência Brasil.

O pagamento também será feito a inscritos no Cadastro Único de Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico) nascidos no mesmo mês. O dinheiro será depositado nas contas poupança digitais e poderá ser movimentado pelo aplicativo Caixa Tem. Somente de duas a três semanas após o depósito o dinheiro poderá ser sacado em espécie ou transferido para uma conta-corrente.

Também hoje, beneficiários do Bolsa Família com o Número de Inscrição Social (NIS) de dígito final 3 poderão receber o benefício.

Na última quinta-feira (15), a Caixa anunciou a antecipação do pagamento da quarta parcela. O calendário de depósitos, que começaria no próximo dia 23 e terminaria em 22 de agosto, teve o início antecipado para o último dia 17 e será concluído em 30 de julho.

Ao todo 45,6 milhões de brasileiros serão beneficiados pela nova rodada do auxílio emergencial, que será pago apenas a quem recebia o benefício em dezembro de 2020. Também é necessário cumprir outros requisitos para ter direito à nova rodada.
Bolsa Família

Para os beneficiários do Bolsa Família, o pagamento ocorre de forma distinta. Os inscritos podem sacar diretamente o dinheiro nos dez últimos dias úteis de cada mês, com base no dígito final do NIS.

O pagamento da terceira parcela aos inscritos no Bolsa Família começou na segunda-feira (19) e segue até o dia 30. O auxílio emergencial somente será depositado quando o valor for superior ao benefício do programa social.

Em todos os casos, o auxílio será pago apenas a quem recebia o benefício em dezembro de 2020. Também é necessário cumprir outros requisitos para ter direito à nova rodada.

O programa se encerraria neste mês, mas foi prorrogado até outubro com os mesmos valores para as parcelas.

Por:O Liberal

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Com 99% do corpo tatuado, ‘Caveira’ corta o nariz e tem implante de chifres

“Caveira” antes e depois de mutilar o nariz –  (Foto:Arquivo Pessoal)

Ele contou que ainda quer mais implantes na cabeça e, talvez, mutilar mais as orelhas

Fernando Franco de Oliveira, o “Caveira”, tirou a ponta do nariz, tem a língua bifurcada e dentes de vampiro, além de 99% do corpo tatuado. Neste Dia do Tatuador, comemorado neste dia 20 de julho, ele se diz “viciado” na dor das agulhas. As informações são do G1 Itapetininga e região.

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“Caveira” é dono de um estúdio de tatuagem em Tatuí, no interior de São Paulo, e é adepto das modificações corporais. “Eu tenho língua bifurcada, orelha de ‘orc’, dentes de vampiro e implantes de chifres na cabeça. E agora a última que eu fiz, para assustar de vez, foi o nariz. Mutilei para ficar com cara de caveira, com um cara que faz modificação corporal”, explicou.

O tatuador disse que, mesmo com o nariz mutilado, ele consegue respirar normalmente, mas teve que redobrar os cuidados para a cicatrização da operação realizada em março desse ano. Fernando ainda quer mais implantes na cabeça e, talvez, mutilar mais as orelhas.

“Tenho tudo tatuado, só falta a palma das mãos e a sola dos pés. Eu paguei pelas minhas tatuagens, mas se eu encano com algum desenho, eu mesmo retoco. Eu gosto muito da dor da agulha, eu sou viciado, aí de vez em quando sinto a necessidade de retocar porque não tenho mais espaço no corpo”, destacou.

“Na realidade eu sempre gostei de ser diferente, eu nunca gostei de ser igual à sociedade, entendeu? O pobre, para ser diferente, precisa tatuar o corpo inteiro, não tem outra forma de aparecer”, completou “Caveira”. “Até hoje o título é meu. Mais tatuado que eu só se a pessoa começar a tatuar por dentro, no fígado e tudo mais”, disse

Ele define as tatuagens e modificações corporais como expressões artísticas, que não têm a ver com crenças e religiões. O tatuador garantiu que não bebe, não fuma ou usa drogas. “A maioria pede para tirar foto quando me vê na rua, mas o resto fica falando que é o ‘satanás’. Mas a pessoa tem que ser julgada por dentro, não por fora, isso não tem nada a ver”, defendeu.

Por:O Liberal

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Justiça mantém prisão preventiva de Jairinho e Monique

Casal responde pela morte do menino Henry Borel, de 4 anos   – (Foto:| Tânia Rêgo/Agência Brasil)

A morte do menino Henry Borel, de apenas 8 anos, causou revolta em todo o país. A mãe, Monique Medeiros da Costa e Silva de Almeida, e o namorado, Jairo Souza Santos Júnior, o vereador Jairinho, são os principais acusados de matarem o garoto, no dia 8 de março deste ano.

O juiz Daniel Werneck Cotta, da 2ª Vara Criminal da capital do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ), manteve a prisão preventiva de Jairinho e de Monique, acusados de matar Henry. Filho de Monique, o menino conviveu com Jairinho, que na época era vereador no Rio pelo partido Solidariedade, quando ele se tornou namorado dela.

De acordo com a polícia, a morte de Henry, de 4 anos, foi causada por agressões que ele sofreu no apartamento em que morava com o casal, mas antes disso, já tinha passado por torturas no dia 12 de fevereiro, conforme indicaram mensagens de celulares entre Monique e a babá Thayna, recuperadas pela polícia com a utilização do software israelense Cellebrite Premium. A criança foi levada para o Hospital Barra D’Or, na zona oeste do Rio, mas chegou morto, conforme avaliação médica.

Para o magistrado, “a prisão permanece imprescindível, ainda, para se assegurar a instrução criminal”. O juiz destacou que a primeira fase de instrução sequer se iniciou e que foram arroladas testemunhas que mantinham contato estreito com os acusados e familiares da vítima para prestar depoimentos em juízo.

“Assim, impositivo que este juízo zele pela tranquilidade das testemunhas que eventualmente serão ouvidas durante o curso da instrução. Repise-se que os crimes imputados teriam sido cometidos com extrema covardia e agressividade e, portanto, a liberdade dos acusados poderia causar justificável temor às testemunhas, impedindo seu comparecimento”, observou.

Daniel Werneck Cotta lembrou que há notícias de coação anterior de testemunhas pelos acusados, que as teriam forçado a mentir e/ou omitir sobre aspectos relevantes à elucidação do caso, quando foram prestar declarações à polícia.

Ainda na decisão, o magistrado afirmou que “além do crime de coação no curso do processo, se imputa aos acusados a prática de crime de fraude processual, demonstrando que há indícios de que os réus possam ter objetivado influenciar no curso das investigações”. As referidas condutas indicam desejo de embaraçar as investigações e, consequentemente, a regular instrução criminal, reforçando a necessidade da prisão para sua garantia”.

O juiz considerou importante rememorar que os réus, no momento de cumprimento dos mandados de prisão temporária expedidos, foram localizados em endereço diferente do que tinham fornecido às autoridades.

Na mesma decisão, o magistrado aceitou o aditamento feito pelo Ministério Público para acrescentar o pedido de condenação dos acusados à reparação dos danos eventualmente causados pelos delitos a que são acusados em favor de Leniel Borel de Almeida Júnior, o pai do menino, em valor não inferior a R$ 1,5 milhão. O aditamento, no entanto, precisa seguir os trâmites da Justiça para ser confirmado. “Proceda o cartório às cautelas de praxe, trasladando-se para local próprio. Intimem-se as defesas para que, no prazo de 5 (cinco) dias, ratifiquem ou complementem suas respostas, bem como rol de testemunhas e diligências, ressalvando que eventual inércia será considerada ratificação”, apontou.

Prisão

Jairinho está preso desde o dia 8 de abril acusado de homicídio triplamente qualificado. Além da morte de Henry, o ex-vereador foi denunciado pelo Ministério Público Estado do Rio de Janeiro (MPRJ) em dois casos de torturas em filhos de ex-namoradas e ainda por violência doméstica. No dia 30 de junho, Jarinho perdeu o mandato de vereador por quebra de decoro parlamentar, em decisão unânime dos vereadores da Câmara Municipal do Rio de Janeiro. Monique também está presa desde o dia 8 de abril.

Por:Agência Brasil

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Pará lidera como o estado onde mais houve fraudes no enfrentamento da pandemia

(Foto:Reprodução) – A Polícia Federal (PF) ultrapassou na última semana a marca de 100 operações de repressão ao desvio e utilização indevida de verbas públicas federais destinadas ao combate à pandemia de covid-19. Até o último dia 13, o total de operações chegou a 102 e os valores apreendidos a quase R$ 190 milhões.

Em nota, a PF informou nesta terça-feira (20) que, desde abril do ano passado, já cumpriu 158 mandados de prisão temporária, 17 de prisão preventiva e 1.536 de busca e apreensão em 205 municípios de 26 unidades da federação. O montante de contratos de produtos e serviços investigados atingiu cerca de R$ 3,2 bilhões.

Superfaturamento

Deflagrada em abril de 2020 na Paraíba, a Operação Alquimia foi a primeira ação para apurar suspeita de desvio de recursos públicos. De lá para cá, o Amapá é o estado com o maior número de operações, 11 no total, seguido por Maranhão (10), Pernambuco (8), Sergipe (8), Rio de Janeiro (7), São Paulo (6), Piauí (6), Pará (6), Amazonas (4) e Rondônia (4).

Sobre o montante de contratos investigados, o Pará lidera com R$ 1,4 bilhão. Em seguida, aparecem o Rio de Janeiro (R$ 850 milhões), Pernambuco (R$ 198 milhões), São Paulo (R$ 118 milhões), Minas Gerais (R$ 102 milhões), Rondônia (R$ 92 milhões) e Piauí (R$ 82 milhões).

Por:RG15/O Impacto com Agência Brasil

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Transferido para Belém sargento da PM acusado de matar uma mulher e tentativa contra 5 em Santarém

Sargento Gildson Soares, do GTO, confessou ser autor dos disparos — Foto: Reprodução/Redes Sociais

Gildson Soares descumpriu medidas cautelares e foi preso preventivamente. Militar foi levado para Centro de Recuperação em Belém. Crime aconteceu em 2018, no bairro Santarenzinho.

Depois de ser preso preventivamente por descumprir medidas cautelares, o sargento da Polícia Militar acusado de matar uma mulher e de cinco tentativas de homicídio em Santarém, no oeste do Pará, foi transferido para Belém nesta terça-feira (20). O crime aconteceu em junho de 2018.

A decisão pela transferência aconteceu durante audiência de custódia no Fórum da Comarca de Santarém. Gildson Soares, que foi preso preventivamente na segunda-feira (19), disse à Justiça que não sofreu agressão durante o cumprimento da prisão.

A defesa do militar chegou a pedir a revogação da prisão com imposição de medidas cautelares. Já o Ministério Público alegou que há requisitos suficientes para manutenção, considerando ainda, que já houve a conversão do flagrante em prisão preventiva.

O juiz Gabriel Veloso, titular da 3ª Vara Criminal, manteve a prisão e, para preservar a segurança de Gildson Soares, que tem histórico de ameaças, decidiu pela transferência para o Centro de Recuperação Coronel Anastácio das Neves, em Belém.

A decisão foi baseada também na inexistência de local em Santarém apropriado para prisão de policiais militares e civis.

12 tiros, morte e confissão

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Veículo ficou com várias perfurações de bala após abordagem por dois homens em uma moto — Foto: G1 Arquivo

O caso aconteceu em junho de 2018 no bairro Santarenzinho, em Santarém. Ao todo foram disparados 12 tiros contra o carro onde estavam seis pessoas. A doméstica Sônia da Silva Viana, 40 anos, morreu, e outras três pessoas ficaram feridas.

O militar Gildson Soares compareceu espontaneamente à polícia e confessou o crime. Em depoimento, ele disse que estava indo pra casa da mãe, e um dos integrantes do carro teria mostrado uma arma para ele.

Gildson responde ao processo denunciado pelo Ministério Público pelos crimes de homicídio qualificado e mais cinco tentativas de homicídio qualificado.

tiroMulher estava no banco traseiro do veículo quando foi atingida pelo disparo de arma de fogo — Foto: G1 Arquivo

Por G1 Santarém — Pará

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