Sérgio Reis é suspeito de explorar garimpo ilegal

(Crédito: Reprodução/Instagram) – O cantor e ex-deputado federal está envolto a polêmicas ultimamente. Chamou um movimento de caminhoneiros para protesto que não existe e agora o Ministério Público Federal aponta atividades suspeitas em cooperativa criada por ele.

O garimpo ilegal feito em terras indígenas infelizmente é muito comum no Pará, e agora uma investigação feita pelo Ministério Público Federal (MPF) apura que uma cooperativa estaria praticando esse tipo de crime.

A entidade Cooperativa Kaiapó foi criada em 2019 com a ajuda do ex-deputado e cantor Sérgio Reis. Dados da Receita Federal mostram que, além da mineração, a entidade pretende explorar recursos florestais, hídricos e comercializar créditos de carbono. O atual presidente e o diretor da entidade são brancos, isto é, não são indiígenas apesar do nome da entidade dar a entender que existe essa ligação com o povo Kaiapó.

Sérgio Reis admitiu ao jornal “O Globo” de ter participado da criação da cooperativa. Ele alega que criou a entidade após ir à tribo e constatar as condições ruins do local, segundo ele. Ainda não há informações se Sérgio Reis está sendo investigado pelo MPF como parte do inquérito.

Com informação do O Globo

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Mais de 200 quilos de crack e maconha são apreendidos em Palestina do Pará

Drogas apreendidas pela polícia em Palestina do Pará — Foto: PM/Divulgação

Droga estava dentro de carro flagrado na BR-230. Ocupantes do veículo fugiram para área de mata.

Mais de 200 quilos de drogas foram apreendidos em Palestina do Pará, no Sudeste do estado, na noite de quarta-feira (18). Segundo a Polícia Militar, foram 80 pacotes de craque e 75 de maconha e esta é a maior apreensão feita pelo segundo Comando de Policiamento Regional na região. A polícia encaminhou as drogas para perícia e investiga o caso.

Após denúncias, os militares flagraram os entorpecentes dentro de um carro estacionado na margem da BR-230. O veículo ainda estava ligado, mas sem os ocupantes, que estavam próximos e fugiram a pé para uma área de mata quando viram os policiais.

Os 80 pacotes de crack e os 75 de macona somaram 235 quilos de droga, segundo a Polícia Militar, que encaminhou os tabletes e o carro para Delegacia de Polícia Civil de São Domingos do Araguaia. Até a manhã desta quinta-feira (19) nenhum suspeito foi preso.

Por G1 PA

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PRF apreende 32,5 metros cúbicos de madeira irregular em Marabá

PRF apreende madeira irregular em Marabá, no Pará — Foto: Reprodução / PRF-PA

Flagrante ocorreu no KM 323 da BR-155.

Policiais rodoviários federais encontraram 32,5 metros cúbicos de madeira ilegal serrada, sendo transportada por caminhão em Marabá, sudeste do Pará. O flagrante ocorreu na terça (17), por volta das 21h, no KM 323 da BR-155.

Segundo a Polícia Rodoviária Federal (PRF), durante a fiscalização, a equipe pediu ao condutor do caminhão que abrisse o compartimento da carga, onde a madeira foi encontrada.

Questionado sobre a documentação, o motorista disse que não possuía guia florestal nem nota fiscal, de acordo com a PRF.

O caminhoneiro e a carga foram encaminhados à Secretaria Municipal de Meio Ambiente (Semma) de Marabá para as medidas administrativas cabíveis. Um termo circunstanciado de ocorrência foi lavrado.

Por G1 PA — Belém

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Estelionatário é preso suspeito de aplicar golpes em 20 vítimas no Pará

Polícia Civil prende estelionatário em Belém. — Foto: Reprodução / Polícia Civil do Pará

Investigações da Polícia Civil apontam que ele se apresentava como corretor de imóveis e oferecia aquisição de imóveis.

Um homem foi preso preventivamente pela Polícia Civil (PC), e alvo de busca e apreensão, por suposto crime de estelionato e exercício irregular da profissão em Belém.

Segundo a Delegacia de Estelionato e Outras Fraudes (DEOF), vinculada à Divisão de Investigações e Operações Especiais (Dioe), o investigado se apresentava como corretor de imóveis e correspondente de agência bancária, oferecendo facilitação na aquisição de imóveis junto a um projeto do governo federal. Ao menos vinte pessoas foram vítimas do golpe.

A PC informou que o golpista foi preso nas primeiras horas da manhã desta quinta-feira (19), no bairro do Benguí. De acordo com as investigações, ele se preparava para mudar de endereço.

As investigações apontam que o criminoso se apresentava às vítimas oferecendo a opção de financiamento com parcela inicial entre R$500,00 e R$7.000,00. Os recebimentos dos valores ocorriam em espécie ou por meio de contas bancárias de pessoas próximas ao investigado, que não tinham participação no crime, segundo a PC.

Na falsa aquisição, as vítimas não recebiam qualquer comprovante de pagamento, apenas preenchiam um documento com a logomarca de agência bancária e, após a assinatura, aguardavam contato para a entrega do imóvel, que não ocorria.

O titular da Delegacia de Estelionato e Outras Fraudes, delegado Fernando Marcolino, disse que o investigado não permitia que as vítimas ficassem com cópia do documento preenchido, com a finalidade de não deixar rastro das ações. “Ele apresentava-se sempre solícito e atencioso para com as pessoas, o que lhe fez convencer os parentes de um anterior relacionamento seu a fornecer contas bancárias para receber os pagamentos das vítimas. Uma destas pessoas, inclusive, figura como vítima”, afirma.

Cerca de 20 vítimas procuraram a Delegacia Especializada, registrando ocorrências e representando criminalmente contra o golpista. A polícia então iniciou o trabalho investigativo e, sabendo que o delito continuava sendo praticado, com finalidade de resguardar o interesse público foi representado pela prisão preventiva e busca e apreensão com o objetivo de colher mais elementos de prova.

Após a prisão, o homem foi conduzido à Dioe para procedimentos cabíveis e deve ser encaminhado ao sistema penitenciário, para responder pelos crimes de roubo mediante fraude.

Por G1 PA — Belém

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Pará registra aumento de casos de escalpelamento em 2021

Casos atingem principalmente mulheres no Pará — Foto: TV Liberal/Reprodução

Foram dois casos a mais este ano que em 2020, segundo a Secretaria de Saúde. Marinha lançou campanha que vai até o fim do mês para prevenir registros do acidente.

O Pará registrou aumento de casos de escalpelamento neste ano em comparação a 2020. Segundo a Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa), foram 10 casos em 2021 e oito no ano passado.

Para prevenir esses acidentes, a Marinha lançou uma campanha com focos em Belém, Breves e Curralinho, na Ilha do Marajó. Só a corporação atendeu oito das ocorrências deste ano, como mostrou a TV Liberal – veja no vídeo acima.

Correção: O G1 errou ao informar na publicação desta reportagem que foram oito casos de escalpelamento em 2021. O número correto é de 10 casos entre janeiro e 18 de agosto deste ano, conforme a Sespa. A informação foi corrigida às 14h20.

O caso mais recente de escalpelamento no estado foi de uma menina de 7 anos. Segundo a Marinha, a criança se feriu em 8 de agosto na cidade de Juriti, na região do Baixo Amazonas. Ela foi encaminhada para Belém, onde segue internada na Santa Casa. O estado de saúde é estável, mas não há previsão de alta.

O escalpelamento ocorre quando o couro cabeludo é arrancado bruscamente. No Pará, os acidentes afetam mais mulheres de cabelos longos e ocorrem, geralmente, em pequenas embarcações com o eixo descoberto.

Regina Formigosa foi uma das vítimas quando tinha 26 anos. Foi durante um passeio na Ilha do Marajó que os cabelos enroscaram no motor do barco.A dor do acidente seguiu junto com a recuperação, que durou meses.

“Fiquei cinco meses no internada, fiquei debilitada, precisei fazer várias cirurgias. Hoje em dia estou bem. Mas desde então continuo fazendo tratamento”, conta.

Ela atualmente participa da Orvam, um organização não governamental que ajuda as vítimas, inclusive com a confecção de perucas. “A gente tem que servir essas pessoas, pois os acidentes continuam acontecendo”, afirma.

Campanha

mapa
Três cidades paraenses são foto de campanha da Marinha contra escalpelamento — Foto: TV Liberal/Reprodução

A Capitania dos Portos deve realizar palestras e ajudar na instalação de proteção nos motores. A intenção, segundo o Almirante Garnier Santos, Comandante da Marinha, é que não haja mais nenhum registro. No ano passado, de janeiro a agosto foram contabilizados cinco casos e oito o ano todo. Um dos anos com mais registros foi 2019, com 12 casos contabilizados.

“Não aceitamos que um único caso aconteça. Então, um caso é muito “, afirmou o comandante.

O Dia Nacional de Combate e Prevenção ao Escalpelamento é em 28 de agosto e a campanha da Marinha vai até 29 deste mês.

Por G1 PA e TV Liberal

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MPF denuncia 9 envolvidos com serrarias ilegais dentro de terra indígena no Pará

Serraria clandestina dentro de terra indígena no Pará. — Foto: Reprodução / MPF

Acusados devem responder por desmatamento ilegal em terras públicas, receptação de produtos de crimes, operação de serrarias ilegais dentro da área indígena e formação de quadrilha.

Nove pessoas foram denunciadas pelo Ministério Público Federal (MPF) por crimes ambientes praticados dentro da Terra Indígena Alto Rio Guamá, em Nova Esperança do Piriá, nordeste do Pará.

Segundo o MPF, os acusados devem responder pelos crimes de desmatamento ilegal em terras públicas, receptação de produtos de crimes, por operar serrarias ilegais dentro da área indígena e por formação de quadrilha. As penas somadas podem chegar a 15 anos de prisão, multa e pagamento pelos danos ambientais provocados.

As denúncias criminais foram apresentadas à Justiça Federal de Paragominas. Os denunciados são:

Antonio Jhonn Maik Pereira Almeida,
    Luismar Oliveira Silva,
    Francisco Kyldare Gomes de Melo,
    Ivaldo Barros Dias,
    Ademir Freitas Nunes,
    Manoel Claudemir Costa dos Santos,
    Francisco Costa de Sousa,
    Raimundo Nonato Lisboa dos Reis
    e Pompeu Jorge Lisboa dos Reis.

Segundo o MPF, todos foram investigados pela Polícia Federal em inquérito policial que resultou nas operações “Embaúba 1”, realizada em setembro de 2020, e “Embaúba 2”, em maio de 2021.

policia7Operação conjunta desarticula madeireiras que extraíam madeira da Terra Indígena do Alto Rio Guamá — Foto: Divulgação/ Polícia Federal

O órgão informou que, nas operações, buscas e apreensões e intercepções telefônicas comprovaram a participação deles nas atividades ilegais dentro da terra indígena.

Ao menos oito serrarias eram operadas pela quadrilha de madeireiros, que usavam empresas de fachada para manter os negócios ilegais enganando os órgãos de fiscalização, ainda segundo o MPF.

Desde 2016, todas as serrarias cadastradas na cidade de Nova Esperança do Piriá haviam sido excluídas dos sistemas de produtos florestais por causa das ilegalidades, mas seguiram funcionando até pelo menos maio de 2021, conforme a denúncia.

No documento, o MPF cita que “apesar dos mandados judiciais expedidos, a atividade madeireira na região manteve o ritmo, com a continuidade, também, da extração dentro da Terra Indígena Alto Rio Guamá, sendo que algumas serrarias só trocaram de proprietário”.

As investigações mostraram, ainda, que os acusados usavam meios para evitar as fiscalizações, provocavam confusão patrimonial, com atividade comercial desordenada, compartilhando máquinas, infraestrutura e até recursos humanos, o que dificultou o desmantelamento da quadrilha.

Por G1 PA — Belém

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Publicado dia 18 de Agosto  de 2021 às 15:50:46, por Jornal Folha do Progresso, Fone para contato 93 981177649 (Tim) WhatsApp:-93- 984046835 (Claro) -Site: www.folhadoprogresso.com.br   E-mail:folhadoprogresso.jornal@gmail.com e/ou e-mail: adeciopiran.blog@gmail.com




Talibã está sobre R$ 5,4 trilhões em minerais necessários para o mundo

Homem afegão segura uma pequena peça de ouro, garimpada do local de uma mina proposta de Qara Zaghan em 2011
Foto: Benjamin Lowy/Getty Images

Reservas de minerais como ferro, cobre e ouro estão espalhadas pelas províncias do Afeganistão

A queda veloz do Afeganistão para os combatentes talibãs duas décadas depois que os Estados Unidos invadiram o país desencadeou um processo político e uma crise humanitária. Também está fazendo com que os especialistas em segurança se perguntem: o que vai acontecer com a vasta riqueza mineral inexplorada do país?

O Afeganistão é uma das nações mais pobres do mundo. Mas, em 2010, autoridades militares e geólogos dos EUA revelaram que o país, que fica na encruzilhada da Ásia Central e do Sul da Ásia, tem depósitos minerais no valor de quase US$ 1 trilhão (cerca de R$ 5,38 trilhões) – o que poderia transformar dramaticamente as perspectivas econômicas do país.

As reservas de minerais como ferro, cobre e ouro estão espalhadas pelas províncias. Existem também minerais de terras raras e, talvez o mais importante, o que poderia ser um dos maiores depósitos de lítio do mundo. O lítio é um componente essencial, mas escasso, para baterias recarregáveis e outras tecnologias vitais para enfrentar a crise climática

“O Afeganistão é certamente uma das regiões mais ricas em metais preciosos tradicionais, mas também os metais [necessários] para a economia emergente do século 21”, afirmou Rod Schoonover, cientista e especialista em segurança que fundou o Ecological Futures Group.

Desafios de segurança, falta de infraestrutura e secas severas impediram a extração da maioria dos minerais valiosos no passado. É improvável que isso mude em breve sob o controle do Talibã. Ainda assim, há interesse de países como China, Paquistão e Índia, que podem tentar se engajar apesar do caos.

“É um grande ponto de interrogação”, disse o especialista.

governo dO cofundador do Talibã, Mullah Abdul Ghani Baradar, à esquerda, e o ministro das Relações Exteriores da China, Wang Yi, na China
Foto: Li Ran/Xinhua/AP
Enorme potencial

Mesmo antes de o presidente dos EUA, Joe Biden, anunciar que retiraria as tropas norte-americanas do Afeganistão no início deste ano, preparando o cenário para o retorno do controle do Talibã, as perspectivas econômicas do país eram sombrias.

Em 2020, cerca de 90% dos afegãos viviam abaixo da linha de pobreza determinado pelo governo de US$ 2 (cerca de R$ 10,76) por dia, de acordo com um relatório do Serviço de Pesquisa do Congresso dos Estados Unidos publicado em junho. Em seu perfil de país mais recente, o Banco Mundial disse que a economia continua “moldada pela fragilidade e dependência da ajuda”.

“O desenvolvimento e a diversificação do setor privado são limitados pela insegurança, instabilidade política, instituições fracas, infraestrutura inadequada, corrupção generalizada e um ambiente de negócios difícil”, afirmou o documento em março.

Muitos países com governos fracos sofrem com o que é conhecido como a “maldição dos recursos”, na qual os esforços para explorar riquezas naturais não trazem benefícios para a população local e para a economia doméstica. Mesmo assim, as revelações sobre as reservas minerais do Afeganistão, baseadas em pesquisas anteriores conduzidas pela União Soviética, são promissoras.

A demanda por metais como lítio e cobalto, bem como por elementos de terras raras como o neodímio, está aumentando à medida que os países tentam mudar para carros elétricos e outras tecnologias limpas para reduzir as emissões de carbono. A Agência Internacional de Energia (IEA) declarou em maio que os suprimentos globais de lítio, cobre, níquel, cobalto e elementos de terras raras precisavam aumentar drasticamente ou o mundo fracassaria em sua tentativa de enfrentar a crise climática. Três países (China, República Democrática do Congo e Austrália) respondem atualmente por 75% da produção global de lítio, cobalto e terras raras.

Veja imagens da tomada de poder do Talibã:

afegão
O carro elétrico médio requer seis vezes mais minerais do que um carro convencional, de acordo com a IEA. Lítio, níquel e cobalto são essenciais para as baterias. Redes de eletricidade também requerem grandes quantidades de cobre e alumínio, enquanto elementos de terras raras são usados nos ímãs necessários para fazer as turbinas eólicas funcionarem.

O governo dos EUA estimou que os depósitos de lítio no Afeganistão poderiam rivalizar com os da Bolívia, lar das maiores reservas conhecidas do mundo.

“Se o Afeganistão tiver alguns anos de calma, permitindo o desenvolvimento de seus recursos minerais, poderá se tornar um dos países mais ricos da região em uma década”, disse Said Mirzad, do US Geological Survey, à revista “Science” em 2010.

Minério de cobre em Aynak, na província de Logar, no Afeganistão

pedra

Foto: Matthew C. Rains/Tribune News Service/Getty Images

Ainda mais obstáculos

A calmaria nunca chegou, e a maior parte da riqueza mineral do Afeganistão permaneceu no solo, disse Mosin Khan, um membro sênior não residente do Conselho do Atlântico e ex-diretor do Oriente Médio e Ásia Central do Fundo Monetário Internacional.

Embora tenha havido alguma extração de ouro, cobre e ferro, a exploração de lítio e minerais de terras raras requer muito maior investimento e conhecimento técnico, além de tempo. A IEA estima que leva 16 anos, em média, desde a descoberta de um depósito para que uma mina comece a produzir.

No momento, os minerais geram apenas US$ 1 bilhão (cerca de R$ 5,38 bilhões) no Afeganistão por ano, de acordo com Khan. Ele estima que 30% a 40% foram desviados pela corrupção, bem como pelos senhores da guerra e pelo Talibã, que presidiu a pequenos projetos de mineração.

Ainda assim, Schoonover acha que há uma chance de o Talibã usar seu novo poder para desenvolver o setor de mineração.

“Dá para imaginar uma trajetória de que talvez haja alguma consolidação, e parte dessa mineração não precisará mais ser desregulada”, afirmou.

Mas, continuou Schoonover, “as possibilidades estão contra isso”, visto que o Talibã precisará dedicar sua atenção imediata a uma ampla gama de questões humanitárias e de segurança.

“O Talibã assumiu o poder, mas a transição do grupo insurgente para o governo nacional não será nada simples”, opinou Joseph Parkes, analista de segurança para a Ásia na empresa de inteligência de risco Verisk Maplecroft.

“A governança funcional do setor mineral nascente provavelmente ainda levará muitos anos”.

Khan observa que já era difícil conseguir investimento estrangeiro antes de o Talibã derrubar o governo civil do Afeganistão apoiado pelo Ocidente. Atrair capital privado será ainda pior agora, particularmente porque muitas empresas e investidores globais estão buscando em padrões ambientais, sociais e de governança (ESG) cada vez mais elevados.

“Quem vai investir no Afeganistão agora e que não estava disposto a investir antes?”, questionou Khan. “Os investidores privados não vão correr o risco”.

As restrições dos EUA também podem representar um desafio. O Talibã não foi oficialmente designado como Organização Terrorista Estrangeira pelos Estados Unidos. No entanto, o grupo foi colocado em uma lista do Departamento do Tesouro dos EUA de Terroristas Globais Especialmente Designados e em uma lista de Nacionais Especialmente Designados.
Uma oportunidade para a China?

Projetos apoiados pelo Estado motivados em parte pela geopolítica podem ser uma história diferente. Líder mundial na mineração de terras raras, a China disse na segunda-feira (16) que “manteve contato e comunicação com o Talibã afegão”

“A China, o vizinho do lado, está embarcando em um programa de desenvolvimento de energia verde muito significativo”, disse Schoonover. “O lítio e as terras raras são até agora insubstituíveis por causa de sua densidade e propriedades físicas. Esses minerais influenciam seus planos de longo prazo”.

Se a China intervir, Schoonover disse que haveria preocupações sobre a sustentabilidade dos projetos de mineração, dado o histórico da China.

“Quando a mineração não é feita com cuidado, pode ser ecologicamente devastadora, o que prejudica certos segmentos da população sem muita voz”, explicou.

No entanto, o governo chinês pode ser cético em relação a parcerias em empreendimentos com o Talibã, dada a instabilidade contínua, e pode se concentrar em outras regiões. Khan destacou que a China já foi prejudicada antes ao tentar investir em um projeto de cobre que posteriormente foi paralisado.

“Acredito que eles priorizarão outras geografias emergentes ou fronteiriça muito antes do Afeganistão liderado pelo Talibã”, opinou Howard Klein, sócio da RK Equity, que assessora investidores em lítio.

Por:Julia Horowitz , CNN Business

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Transformação digital nas corporações passa por influência dos consumidores, mostra pesquisa

Evento gratuito vai discutir influência da tecnologia nas empresas

A mudança digital nas empresas é uma questão que deve ser vista para além da adoção de ferramentas tecnológicas como inteligência artificial,  internet das coisas e drives compartilhados, sendo a consequência de um planejamento estratégico efetivo que inclui as novas tecnologias.

Divulgada no primeiro semestre desse ano, a pesquisa Samba Digital, braço de Transformação Digital da Sambatech apontou que 45,7% das empresas brasileiras já estão implementando uma estratégia de transformação digital, enquanto 30,5% estão atualmente desenvolvendo uma estratégia e 1,9% dos entrevistados não pretendem adotar a transformação digital nas organizações.

Nesse cenário, os consumidores ainda têm função relevante na transformação digital nas corporações, afinal, a mudança começa em resposta aos novos comportamentos dos consumidores.

Para ajudar as pessoas interessadas em adotar a transformação digital nas empresas, a Semana de Transformação Digital, evento gratuito e virtual, será realizada entre os dias 23 e 27 de agosto reunindo especialistas no assunto para compartilhar conhecimento acerca de Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), Experiência do Usuário, Business Intelligence (BI), Marketing Digital, dentre outros temas.

O evento é realizado pela Universidade Católica de Pernambuco (Unicap) e é aberto ao público. As inscrições devem ser feitas no site da Semana de Transformação Digital. As transmissões serão feitas sempre das 19h às 22h, com professores convidados. As aulas serão transmitidas ao vivo e, durante as sessões, os participantes podem interagir com os tutores. A Semana terá 15 horas de duração e oferece certificado de participação.

Segundo o diretor da Católica Business School, Maurício Xavier, o evento tem como objetivo apresentar à comunidade assuntos que, principalmente com a pandemia, se tornaram essenciais às organizações. “Buscamos entender as principais demandas do mercado e surgiu o tema de transformação digital. São cinco cursos pequenos, dentro de um maior. As pessoas precisam entender do que se tratam esses temas. São cursos curtos, mas você vai ter uma visão geral”, explica Xavier.

Programação do evento: 

– Segunda-feira (23): Projeto de Transformação Digital com Antony Lins;

– Terça-feira (24): LGPD e Direto on-line com Paloma Saldanha e Gabriela Dias;

– Quarta-feira (25): Princípios do Marketing Digital com Maurício Xavier e Thelma Guerra;

– Quinta-feira (26): Customer experience innovation com Rosário Pompéia e Socorro Macedo;

– Sexta-feira (27): Business Intelligence (BI) para tomada de decisões com Bruno Aguiar.

 

Fonte: Agência Educa Mais Brasil/Com Foto

 

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Quadrilha suspeita de roubar joalheria em Jacareacanga, é presa no Amazonas

(Foto: Reprodução) – De acordo com a polícia, na ação foram apreendidas uma barra de ouro, três celulares e mais de R$ 5 mil em dinheiro.

A Polícia Militar do município Apuí, no Amazonas, prendeu na manhã de terça-feira (17), uma quadrilha suspeita de ter roubado uma joalheria em Jacareacanga, no Pará. De acordo com a corporação, as prisões foram possível após uma a abordagem em um dupla que estava em um motocicleta no bairro Vila Rica, em Apuí.

Segundo a PM, uma guarnição de serviço fazia patrulhamento quando fez abordagem a dois ocupantes de uma motocicleta em atitude suspeita, e  durante a abordagem um deles foi identificado como um dos possíveis assaltantes da joalheria.

Em seguida, ainda, foi detido mais dois envolvidos que estavam hospedados em um hotel no município de Apuí, e outros dois que estavam no distrito de Santo Antônio do Matupi.

Durante a ação foram apreendidas uma barra de ouro, pesando 51g, três aparelhos celulares, além de R$ 5.345,00 em espécie. Material este que estava em posse dos quatros suspeitos em Apuí.

Os seis presos foram apresentados no 71º Distrito Integrado de Polícia (DIP), para a realização dos procedimentos cabíveis.

Fonte: Portal Giro

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Após justiça determinar reintegração de posse, Aeroporto de Itaituba é interditado e voos são cancelados

Uma decisão judicial de reintegração de posse fez com que o Aeroporto de Itaituba, instalado no KM 5 da Rodovia Transamazônica, fosse interditado na tarde desta quarta-feira (18).

A ação é movida por um filho do antigo dono do terreno, onde hoje funciona o aeroporto. Até segunda ordem, todos os voos foram cancelados.

A informação foi confirmada pelo prefeito Valmir Climaco, que convocou uma coletiva de imprensa para falar sobre o assunto. Segundo o gestor, o município irá recorrer a decisão, a qual chama de “ilegal e imoral”.

Valmir afirmou que a prefeitura possui toda a documentação que comprova a posse do local, e que o terreno pertence a união. Contundo, administração do espaço fica a cargo do município, que à época negociou com a família do antigo dono, repassando uma outra área para a família.

Durante a coletiva, André Paxiúba, que administra o aeroporto, relatou que soube da ordem judicial após o setor de segurança informar que pessoas estavam usando máquinas para retirar parte da cerca do aeroporto e entrando na zona de pouso, na manhã de hoje.

“Fomos informados pelo oficial de justiça que há uma liminar de reintegração de posse de 200 metros de frente por mil metros de fundos, bem em frente a principal cabeceira de operação, o que nos levou a solicitar do comando da Aeronáutica e da Secretaria de Aviação Civil, a interdição temporária do aeroporto até que se resolva a situação”, disse André.

Desde a manhã de hoje, a prefeitura tenta entrar em concordância com o homem que se diz proprietário do terreno, mas nada foi acertado e as operações do aeroporto permanecem suspensas. As Polícia Militar e Federal foram acionadas para darem apoio ao diálogo das partes envolvidas.

O aeroporto de Itaituba conta com voos comerciais regulares que ligam Itaituba aos municípios de Santarém e Altamira, além das capitais belenense e manauara. Serviços de táxi aéreo também utilizaram a pista do aeroporto para voos entre distritos/vilarejos mais afastados do centro urbano da cidade, bem como para a região de garimpo.

Fonte: Giro Portal/Foto: Jordan Norato

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