Idosa encontrada em casa repleta de lixo é resgatada em Santarém

Uma idosa, de 74 anos, em condições de extrema vulnerabilidade, foi resgatada da casa onde morava sozinha há pelo menos 30 anos, após determinação do Ministério Público do Estado do Pará (MPPA), na tarde de terça-feira (5).

O imóvel é pouco iluminado, repleto de lixo, não possui móvel ou eletrodoméstico, mas tem energia elétrica. A única água disponível é a da torneira da pia, que se encontra em condições insalubres.

De acordo com o enfermeiro de atendimento do Samu, Joziel Colares, o Ministério Público solicitou o resgate para que a idosa possa receber tratamento. Ela foi encaminhada para o Hospital Municipal, apresentando sinais de surto psiquiátrico.
Cozinha da residência
“Infelizmente, a gente observa a parte desumana que essa idosa estava vivendo. Por várias vezes, os órgãos tentaram tirar ela daqui, mas não conseguiram, mas ela encontrava-se em situação de risco. Hoje, através dessa força-tarefa, nós conseguimos. Ela será encaminhada para o Hospital Municipal de Santarém para receber tratamento’, disse.

Segundo uma pessoa que se identificou como amiga da idosa, um sobrinho dava suporte à vítima, fazendo compras e pagando as contas da casa. Ainda de acordo com a vizinha, a idosa começou a apresentar problemas psicológicos após a morte de um filho adotivo, ocorrido há alguns anos.

“Quando nós a conhecemos, ela era cozinheira de embarcação, tinha uma vida normal. Depois que o filho adotivo dela morreu, em um acidente, ela ficou assim, gritava, falava sozinha, não deixava ninguém limpar a casa dela e não aceitava sair daqui”, relatou.

O Ministério Público do Pará acompanha o caso desde o fim de agosto, passando a cobrar das autoridades que realizassem o atendimento médico e social da idosa.

Fonte: O Liberal

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Toneladas de pescado são apreendidas como medida preventiva aos casos suspeitos da “Urina Preta”

Na madrugada desta terça-feira (05), a Agência de Defesa Agropecuária do Pará (Adepará) apreendeu uma carreta com cerca de 15 toneladas de pescados congelados no Posto de Fiscalização Agropecuária (PFA) do Itinga, localizado na divisa com o estado do Maranhão.

O trabalho foi feito em conjunto com fiscais do Grupo Agropecuário, Técnico, Tático e Operacional (GATTO) da Adepará.

A apreensão ocorreu após abordagem do condutor do veículo tipo carreta placa MJF7927 que apresentou apenas uma nota fiscal nº 84 (NF) descrevendo 15.672 kg de pescados eviscerado “in natura” que seria descarregado e industrializado no SIE nº 346 localizado em Brasília (DF). A nota fiscal foi emitida pela empresa Compesc Ind. Com. E Navegação Ltda sediada no Oiapoque (AP) e informava como destino a cidade de Brasília (DF).

“No entanto, o condutor se recusou a abrir o compartimento de carga, e com o apoio da Policia Rodoviária Federal (PRF) conseguimos ter acesso parcial por uma pequena porta lateral da carreta através da qual constatamos que no interior do veículo havia também muitas caixas com filé de pescados congelados. Segundo relato do motorista havia peixes inteiros eviscerados e congelados, sendo que ambos os produtos não estão embalados e rotulados por um Serviço de Inspeção Federal (SIF), haja vista que a mercadoria estava transitando entre unidades da federação, contrariando a legislação sanitária vigente”, informou o médico veterinário da Agência, Elton Toda.

peix

[Foto: Divulgação]

O veículo com a carga apreendida será conduzido e escoltado pela Adepará e pela PRF até o município de Belém para que o produto possa ser vistoriado por fiscais estaduais agropecuários (médicos veterinários) em uma Unidade de Beneficiamento de Pescados registrada na Agência sob número SIE 018, localizado no Distrito de Outeiro.

Qualidade

As fiscalizações fixas e móveis são de extrema importância para manter a regularização sanitária e a rastreabilidade dos pescados que transitam no território paraense. “É uma forma de garantir alimentos seguros e de qualidade ao consumidor paraense”, frisa o diretor de Defesa e Inspeção Animal da Adepará, Dr. Jefferson Oliveira.

Esse trabalho é considerado essencial como medida preventiva aos recentes casos suspeitos de Síndrome de Haff (doença da Urina Preta) após consumo de peixes. Assim, o objetivo dessa e outras ações de fiscalização é garantir ao consumidor a oferta de peixes e produtos derivados de pescados com qualidade e sem risco a saúde pública.

“Por isso é tão importante que o consumidor tenha conhecimento da origem do produto, para que saibamos se ele foi produzido, transportado e acondicionado de acordo com as normas sanitárias, pois essas condições influenciam diretamente na qualidade do produto final. E, o que garante todo esse processo, desde a origem até o compra do produto, é justamente a certificação conferida pelos selos dos órgãos competentes”, alerta o médico veterinário, Dr. Jamir Macedo, diretor geral da Agência de Defesa.

Para ter garantia de que um produto foi fabricado em um estabelecimento registrado e em boas condições de higiene e conservação, o consumidor deve conferir os selos de inspeção impressos no rótulo das embalagens, são eles:
-Serviço de Inspeção Municipal (SIM)
-Serviço de Inspeção Estadual (SIE) da ADEPARA
-Produto Artesanal da ADEPARA
-Serviço de Inspeção Federal (SIF)
-Sistema Brasileiro de Inspeção (SISBI)

Por:RG 15 / O Impacto com Agência Pará

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PRF apreende comprimidos de anfetamina durante fiscalização, em Altamira

(Foto:Reprodução) – Uma equipe da PRF abordou um caminhão Mercedes-Benz Atego, na manhã de segunda-feira (04), no km 630 da BR-230, em Altamira.

Durante os procedimentos de fiscalização, a equipe notou o comportamento estranho do condutor como: fala desconexa, falta de equilíbrio e olhos vermelhos.

Após a suspeita do condutor está dirigindo com a sua capacidade psicomotora alterada, foi realizada uma vistoria na cabine do veículo onde foram encontrados 13 (treze) comprimidos de anfetamina (Nóbesio Extra Forte).

Diante dos fatos, em tese, a ocorrência pelo crime de porte ilegal de drogas para consumo. O condutor assinou um Termo Circunstanciado de Ocorrência (TCO) e se comprometeu comparecer em Juízo quando solicitado.

Por:RG15/ O Impacto com infor5mações PRF

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Mega-Sena sorteia nesta quarta-feira (6) prêmio acumulado em R$ 35 milhões

(Foto:Reprodução) – As apostas podem ser feitas até as 19h, no horário de Brasília

A Mega-Sena sorteia nesta quarta-feira (6) um prêmio acumulado em R$ 35 milhões. As seis dezenas do concurso 2.416 serão sorteadas, a partir das 20h (horário de Brasília), no Espaço Loterias Caixa, localizado no Terminal Rodoviário Tietê, na cidade de São Paulo.

De acordo com a Caixa, caso apenas um apostador ganhe o prêmio principal e aplique todo o valor na poupança, receberá no primeiro mês cerca de R$ 126 mil de rendimento.

As apostas podem ser feitas até as 19h (horário de Brasília) nas casas lotéricas credenciadas pela Caixa, em todo o país ou pela internet.

A aposta simples, com seis dezenas marcadas, custa R$ 4,50.

Por:Agência Brasil

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AUXÍLIO EMERGENCIAL: nascidos em abril podem sacar benefício nesta quarta-feira (6)

(Foto:Reprodução)  – Parcela foi depositada em 24 de setembro

Trabalhadores informais e inscritos no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico) nascidos em abril podem sacar, a partir desta quarta-feira (6), a sexta parcela do auxílio emergencial 2021. O dinheiro foi depositado nas contas poupança digitais da Caixa Econômica Federal em 24 de setembro.

Os recursos também podem ser transferidos para uma conta corrente, sem custos para o usuário. Até agora, o dinheiro apenas podia ser movimentado por meio do aplicativo Caixa Tem, que permite o pagamento de contas domésticas (água, luz, telefone e gás), de boletos, compras em lojas virtuais ou compras com o código QR (versão avançada do código de barras) em maquininhas de estabelecimentos parceiros.

Em caso de dúvidas, a central telefônica 111 da Caixa funciona de segunda a domingo, das 7h às 22h. Além disso, o beneficiário pode consultar o site.

O auxílio emergencial foi criado em abril do ano passado pelo governo federal para atender pessoas vulneráveis afetadas pela pandemia de covid-19. Ele foi pago em cinco parcelas de R$ 600 ou R$ 1,2 mil para mães chefes de família monoparental e, depois, estendido até 31 de dezembro de 2020 em até quatro parcelas de R$ 300 ou R$ 600 cada.

Neste ano, a nova rodada de pagamentos, durante sete meses, tem parcelas de R$ 150 a R$ 375, dependendo do perfil: as famílias, em geral, recebem R$ 250; a família monoparental, chefiada por uma mulher, recebe R$ 375; e pessoas que moram sozinhas recebem R$ 150.

Regras

Pelas regras estabelecidas, o auxílio é pago às famílias com renda mensal total de até três salários mínimos, desde que a renda por pessoa seja inferior a meio salário mínimo. É necessário que o beneficiário já tenha sido considerado elegível até o mês de dezembro de 2020, pois não há nova fase de inscrições. Para quem recebe o Bolsa Família, continua valendo a regra do valor mais vantajoso, seja a parcela paga no programa social, seja a do auxílio emergencial.

O programa se encerraria com a quarta parcela, depositada em julho e sacada em agosto, mas foi prorrogado até outubro, com os mesmos valores para o benefício.

Por:Agência Brasil

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Alepa aprova reajuste de 24% no salário de professores

(Foto:Reprodução) – O reconhecimento do trabalho dos profissionais da Educação é uma pauta importante de qualquer sociedade, e isso inclui a atenção a pagamento adequado da categoria.

O plenário da Assembleia Legislativa do Pará aprovou, nesta terça-feira (5), por maioria dos votos, o Projeto de Lei nº 346/2021, que dispõe sobre a remuneração dos profissionais da educação básica da rede pública de ensino do Pará. O PL, de autoria do Poder Executivo, foi entregue na tarde de segunda-feira (4) pelo Governador Helder Barbalho aos deputados estaduais.

A proposta aprovada prevê o aumento real na remuneração final do magistério em torno de 24%. A alteração legislativa concede reajuste no vencimento-base e mantém as vantagens percebidas, com ajustes na sistemática de cálculo de algumas delas.

A proposta acrescenta o art. 32-A à Lei no 7.442, de 2 de julho de 2010, altera a Lei no 8.030, de 21 de julho 2014 e revoga dispositivos da Lei no 5.351, de 21 de novembro de 1986, e da Lei no 7.442, de 2 de julho de 2010.

A Deputada Marinor Brito (PSOL) propôs emenda para que o reajuste da gratificação de titularidade acompanhasse o piso nacional do magistério, definido pelo MEC a cada mês de janeiro, mas ela foi rejeitada pela maioria dos deputados.

Os parlamentares aprovaram emenda de autoria dos deputados Bordalo (PT), Cilene Couto (PSDB) e Nilse Pinheiro (Republicanos), que definiu que o valor da aula suplementar corresponderá ao valor do vencimento base da hora aula do nível e classe em que estiver inserido o professor e não será computado para o cálculo de qualquer vantagem pecuniária.

Aprovado em dois turnos na Alepa, o texto seguirá para a sanção do Governador.

Fonte: DOL

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Fiscalização ‘vaza’ e garimpeiros escondem máquinas na floresta em Jacareacanga

(Foto:Reprodução) – O vazamento de uma megaoperação conjunta da Polícia Federal, Ibama e Funai para combater o garimpo ilegal em terras indígenas no Pará provocou uma corrida do ouro às avessas.

Com informações de que os fiscais chegariam nos próximos dias a Jacareacanga, no Sudoeste do estado, garimpeiros se movimentavam para esconder o maquinário usado na extração clandestina de ouro em territórios dos Munduruku e em áreas de conservação.

Enquanto a reportagem presenciava a mobilização dos garimpeiros para fugir da fiscalização, lideranças indígenas se revoltavam com o “caráter oficial” do vazamento. Isso porque não é a primeira vez que os donos de garimpo são avisados antes de fiscalizações do tipo.

Em dezembro, a operação Fool’s Gold (Ouro de Tolo, em português) da PF prendeu um delegado, acusado de vender informações. No entanto, desta vez, o vazamento teria sido comunicado em uma reunião com a presença de garimpeiros e de uma associação indígena controlada pelos interesses pró-garimpo. Segundo indígenas ouvidos pela reportagem, um representante da Funai foi ao encontro.

“Para nós, essa reunião em que as autoridades fizeram um acordo com os garimpeiros foi um equívoco. Deram 15 dias para que todos os garimpeiros brancos retirassem seus bens”, afirma Ademir Kaba Munduruku. “Daí, por incrível que pareça, as principais cabeças que têm provocado toda essa violência continuam livres, enquanto nós temos que nos recolher e ficar com a liberdade tolhida”, afirma o líder indígena, que se opõe à exploração de ouro.

Garimpeiros esconderam máquinas milionárias para fugir da fiscalização

Era intensa a movimentação no porto local, em um braço do rio Tapajós, na manhã da quarta-feira (29). Embarcações de diversos portes chegavam carregadas de motores usados na extração de ouro. “Está uma correria danada. O pessoal está tentando esconder as PCs no mato, pois o rio está muito baixo e não dá para tirar na balsa”, conta um funcionário de um garimpo na região do rio Cabitutu, que aceitou conversar com a reportagem sob condição de anonimato.

PC é abreviação usada nos garimpos para as retroescavadeiras e pás-carregadeiras que revolvem a terra e transformam áreas intocadas de floresta em um lamaçal, poluindo os rios. Essas máquinas custam entre R$ 500 e R$ 1 milhão e são um sinal claro de que quem investe em garimpo são empresários de grande porte.

Esses donos de garimpos clandestinos teriam sido comunicados da ação da Polícia Federal durante um encontro, ocorrido em 17 de setembro. A Repórter Brasil teve acesso a dois documentos sobre a reunião. O primeiro é um convite – direcionado a vários caciques – para discutir a “retirada dos proprietários de máquinas não indígenas das TIs Munduruku e Sai Cinza”.

O documento é assinado por Francinildo Cosme Kaba Munduruku, que preside a Associação Índigena Pusuru – uma entidade de Jacareacanga controlada pelos interesses dos garimpeiros – e por um representante da Coordenação Técnica Local da Funai de Jacareacanga

O segundo documento, também assinado por Francinildo, é um comunicado sobre o que teria ocorrido na reunião, onde se lê: “Ficou decido por unanimidade que os garimpeiros e proprietários de máquinas não indígenas que praticam atividade de garimpagem ilegal no interior das TI Munduruku e Sai Cinza tem 15 dias de prazo para retirar seus maquinários, caso não cumpram com esta determinação os órgãos competentes de fiscalização como Ibama, Polícia Dederal e Força Nacional serão acionados para fazer a retirada de todos e estarão sujeitos a prisão e prejuízo dos seus pertences.” O prazo venceria neste 2 de outubro.

Funai, Polícia Federal, Ibama e ICMBio não se pronunciaram

Questionada, a Funai afirmou que essas operações são de responsabilidade da Polícia Federal e recomendou que o órgão fosse procurado. Já o Ibama e a Polícia Federal disseram que não podem comentar sobre operações sigilosas. O ICMBio, que também faz parte da operação, não respondeu às perguntas enviadas.

A reportagem voltou a questionar a Funai, através de telefone e e-mail, mas não teve retorno. Contudo, preferiu não responder sobre o funcionário presente na reunião do dia 17.

O documento da Pusuru menciona que a Força Nacional de Segurança Pública (FNSP) também participou da reunião que vazou a informação da operação. Questionada sobre o acordo, a FNSP disse que está atuando em Jacareacanga em apoio à Funai e que “não tem competência para atuar em tratativas com a comunidade indígena” e que não participou do acordo com a Associação Indígena Pusuru.

Ademir Munduruku criticou a reunião: “Além de tudo é desnecessária, porque já há uma decisão judicial para que todos os invasores sejam retirados do nosso território”. O líder indígena também destacou a participação da Funai e criticou a associação. “A Pusuru não tem autonomia nem respaldo para tratar de operações com as autoridades, visto que ela é a responsável por toda essa situação de invasão do nosso território. As autoridades deveriam era punir os membros da Pusuru envolvidos com a atividade de garimpo.”

A organização presidida por Francinildo é assessorada por Edward Luz, conhecido como o “antropólogo dos ruralistas”, que atua para reverter demarcações de terras indígenas, sempre com um discurso conservador e de ataque à sociedade civil organizada .

“Chega de sermos manipulados por ongueiros que só querem nos usar como cobaias ou escudos humanos contra o nosso próprio desenvolvimento”, diz nota da Associação Pusuru publicada em abril em defesa do Projeto de Lei 191, que prevê a liberação do garimpo em terras indígenas.

A posição da Pusuru está longe de ser unânime entre os Munduruku. Sete dias após a associação publicar essa nota, 72 caciques Munduruku contestaram a legitimidade da Associação Indígena Pusuru. Na carta que escreveram, declaram ser contrários ao PL, que chamam de “projeto de morte”. Eles atribuem ao projeto a divisão dos Munduruku, a violência e o ataque às mulheres e lideranças que defendem o território.

Motores queimados e retroescavadeiras em fiscalização de junho

José (nome fictício), que conversou com a reportagem mediante a condição de não ser identificado, estava em um barco carregado com cinco motores queimados. O fogo foi colocado durante a última fiscalização, em junho, e, por ordem de seu patrão, ele retirou os motores do garimpo na tentativa de recuperá-los em uma oficina em Jacareacanga. Cada motor custa cerca de R$ 30 mil.

O objetivo dos garimpeiros é evitar que os equipamentos sejam destruídos pela fiscalização, como prevê o decreto da Presidência da República 6.514 de 2008, que dá essa prerrogativa aos fiscais ambientais diante da impossibilidade de apreender e remover motores e retroescavadeiras em áreas de difícil acesso na floresta.

A Repórter Brasil também flagrou uma retroescavadeira sendo rebocada por um caminhão na BR-230, a rodovia Transamazônica. Apesar de ser chamada de rodovia, o trecho de 290 quilômetros entre Jacareacanga e a vizinha Itaituba lembra em muitos momentos uma trilha precária.

A paisagem ao redor desse trecho da Transamazônica é intercalada por três diferentes cenários. Tem grandes áreas queimadas com presença de gado, diversas vilas de garimpeiros com aviões monomotores estacionados nas marginais da rodovia e também a densa selva Amazônica, com a pista cortando áreas de reservas como o Parque Nacional da Amazônia, a Terra Indígena Munduruku e as Floresta Nacionais de Amana e de Itaituba, todas elas com garimpos ilegais.

Somente na Terra Indígena Munduruku, houve um aumento de 363% de área degradada pelo garimpo entre janeiro de 2019 e maio de 2021, a porcentagem representa 2.274,8 hectares, quase 15 vezes a área do Parque Ibirapuera, em São Paulo, segundo levantamento do Instituto Socioambiental (ISA).

O garimpo que José trabalha, no leito do rio Cabitutu, chegou a ter 170 garimpeiros antes de a operação vazar e os garimpeiros serem desmobilizados. Parte dos homens que restaram estão agora empenhados em levar as máquinas para áreas na floresta longe da extração e camuflar com folhas e galhos para não serem identificados pelos drones usados na fiscalização.

Antes de trabalhar no garimpo do Cabitutu, José, que tem 28 anos, trabalhava em outro garimpo no igarapé Massaranduba. Lá, ele conta, que chegavam a retirar 2 kg de ouro por dia. Considerando o valor atual do grama do ouro (R$ 308) o faturamento diário era de R$ 616 mil. Ele mostra no celular a fotografia de uma imensa pepita de ouro. No boné, tem o nome e sobrenome verdadeiro escritos em dourado, simulando um metal folheado a ouro, uma tendência na região do Alto Tapajós.

‘Estamos esperando a qualquer minuto’

“Certeza ninguém tem, mas estamos esperando a qualquer hora o pessoal (fiscalização) vir para cima. Estamos esperando a qualquer minuto. O povo está cabreiro”, afirma o garimpeiro Vilelú Inácio de Oliveira, que tem uma atuação crucial no lobby articulado na região para tentar legalizar o garimpo de ouro nas terras indígenas dos Munduruku, como mostrou reportagem publicada em julho pela Repórter Brasil.

Viela, como é conhecido, articula mais de 30 grupos de WhatsApp com garimpeiros de toda a Amazônia. Já organizou protestos para paralisar a BR-163, a Cuiabá-Santarém, após fiscalizações feitas em 2019, quando máquinas de garimpo foram queimadas. A mobilização encabeçada por ele levou o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) a prometer mais de uma vez que proibiria a queima de maquinário de garimpo por fiscais ambientais. O que não aconteceu.

“Esse Bolsonaro não tem palavra. Ele disse que ia ajudar os garimpeiros, pois o pai dele tinha sido garimpeiro, mas a única coisa que ele fez foi colocar a mídia, o Ministério Público e todo mundo que é contra ele contra nós [garimpeiros]”, afirma Vilela.

O alerta dos garimpeiros ficou maior, pois na terça-feira (28), Polícia Federal, Ibama e Funai foram a campo na terceira fase da Operação Alfeu para combater a extração ilegal de ouro na Terra Indígena Sararé, em Pontes e Lacerda (MT). Segundo a Funai e a PF, foram usados drones para localizar os equipamentos, que foram destruídos.

Caminhando por Jacareacanga e conversando nos restaurantes, hotéis e bares, o temor da população contra a possível fiscalização era uníssono. Nas lojas que compram ouro, os funcionários estão nas portas aguardando os garimpeiros, que reduziram a presença nos últimos dias.

O comércio da cidade é repleto de lojas de equipamentos que fomentam a destruição da floresta. Motosserras são vendidas entre R$ 3 mil e R$ 5,5 mil. Mangueiras, motores, ferramentas e toda a infraestrutura necessária para o garimpo estão à venda pendurada de maneira caótica na entrada das lojas. Pelas ruas, picapes passam carregadas de galões de combustível usados para abastecer geradores, os motores estacionários, as PCs e as embarcações que alimentam os garimpos.

Projeto de lei quer permitir garimpo em territórios indígenas

Enquanto fiscais e garimpeiros atuam como gato e rato nas ruas de Jacareacanga e na floresta Amazônica, tramita no Congresso Nacional o Projeto de Lei 191 de 2020, de autoria do Executivo, que prevê permissão para lavra garimpeira em terras indígenas desde que haja consentimento dos envolvidos. Movimentos indígenas reclamam de associações que não representam o interesse das comunidades, apenas de alguns indivíduos que trabalham em parceria com o garimpo, e que seriam usadas para o tal consentimento.

O Ministério Público Federal (MPF) aponta a inconstitucionalidade do projeto de lei, destacando que os mais de “4 mil procedimentos minerários incidentes em 216 terras indígenas demonstram que não são os interesses dos indígenas ou da União que motivam a proposta de regulamentação dessa atividade, mas sim o interesse econômico de determinados grupos”.

O projeto é objeto de lobby de empresários, políticos locais, deputados e senadores e está entre as 35 prioridades do governo federal, entregues por Bolsonaro ao Congresso Nacional em fevereiro.

Distante 2,5 mil quilômetros do Congresso, os escombros da Associação das Mulheres Wakoborun, em Jacareacanga, dão lugar à construção de um supermercado. A Associação aglutinava a resistência Munduruku contra os garimpos e pela preservação da floresta, mas foi invadida e destruída por um grupo de garimpeiros em março deste ano.

Em maio, os garimpeiros promoveram um motim na cidade e expulsaram as forças federais que preparavam uma operação. Eles também queimaram a casa da liderança indígena Kabaiwun Munduruku (antes conhecida por Leusa) e da sua mãe. A escalada da violência que assola os Munduruku foi denunciada nesta terça-feira (28) pelo governo da Dinamarca no Conselho de Direitos Humanos da ONU.

Fonte: Uol (Daniel Camargos, da Repórter Brasil)

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Polícia Civil do Pará cumpre mandados de prisão contra suspeitos de homicídios em série

A Polícia Civil do Pará realizou na manhã desta terça-feira (05), em Parauapebas, na região sudeste do Pará, a “Operação Insidiis”, que cumpriu nove mandados de prisão contra pessoas acusadas de participarem de sete execuções em Parauapebas, nos meses de maio e setembro deste ano.

As investigações indicam que os executores são membros de uma facção criminosa e que a motivação seria a disputa de território do tráfico de drogas com uma facção rival. Dois adolescente foram apreendidos.

Todos os envolvidos são suspeitos de integrar uma facção criminosa, que atua no tráfico de drogas e disputa o território de venda na cidade com outra facção. Durante as buscas foram encontradas drogas e armas, comprovando a disputa por territórios demonstrada nas investigações. A PC-PA apreendeu também aparelhos telefônicos e outros objetos relacionados aos crimes.

Das sete vítimas, cinco foram executadas com requintes de crueldade no dia 15 de setembro deste ano, sendo quatro homens e uma mulher. Seus corpos foram encontrados em uma área de mata do bairro Vila Nova, em Parauapebas. Ainda de acordo com a polícia, câmeras de segurança registraram o momento em que as cinco vítimas entraram em uma caminhonete S10 prata, na madrugada de segunda-feira (13), por volta das 4h, no bairro Liberdade. Essa foi a última vez que foram vistos com vida.

Celeridade

A PC-PA instaurou dois inquéritos, que foram conduzidos por equipes da Divisão de Homicídios (DH) da 21ª Seccional de Parauapebas, Marabá e Belém.

“A operação foi executada após um intenso trabalho de inteligência e investigação da Polícia Civil, o qual possibilitou obter, com bastante agilidade, a localização dos suspeitos, para dar cumprimento aos mandados de prisão. É um duro golpe contra a criminalidade no município de Parauapebas, e isso demonstra que o Estado está fazendo a sua parte, ao dar a resposta à sociedade em tempo célere”, pontuou o delegado-geral da Polícia Civil, Walter Resende, que coordenou a operação, em Marabá.

As investigações da Polícia Civil indicam que duas das cinco vítimas fazem parte de facções criminosas, sendo que um deles tem parentesco com um homem que integra uma dessas facções.

Em relação às duas primeiras mortes, que ocorreram no mês de maio, a PC-PA já havia cumprido, em junho, três mandados de prisão temporária, que posteriormente foram convertidas em preventivas. Dois homens foram presos e um dos suspeitos tentou fugir para fora do país com auxílio da facção criminosa e foi preso no Tocantins.

Com informações/Agência Pará

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Pará prorroga data de pagamentos do Vale Gás

(Foto:Reprodução) – Devido ao grande número de pessoas que se aglomeram em frente as agências do Banpará em todo estado para tentar sacar o benefício sem valor de 100 reais referente ao Vale Gás. A data para o pagamento foi prorrogada até sexta-feira, 08

Inicialmente o pagamento da primeira etapa aconteceria apenas em dois dias divididos pelo mês de nascimento do beneficiário,.mas muitas pessoas voltaram para casa sem conseguir fazer o saque mesmo sendo beneficiário do Bolsa Família.

O Vale Gás é um programa de transferência de renda sancionado pelo Estado no intuito de diminuir os impactos causados pela pandemia do novo coronavírus. Pelos menos 98 mil famílias escritas no Bolsa Família e no CadÚnico serão beneficiados. Quem ainda não conseguiu receber o valor pode procurar a agência do Banpará até o dia 08 de outubro e fazer o saque do benefício. Mas qualquer pessoa pode acessar o site do banco para verificar se tem direito.

Com informações da Agência Pará

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Integrantes da facção mais violenta da Colômbia conseguem entrar no Amazonas

Brasil – A Polícia Federal (PF), começou a investigação a respeito de estrangeiros suspeitos de uma facção antiga denominada Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC),  que possivelmente estariam entrando em território brasileiro atraídos pelo garimpo ilegal de ouro.

A informação consta nos documentos obtidos pela BBC News e foi confirmada ela PF, no entanto, o caso ainda está sendo investigado. Os documentos fazem parte de uma investigação conduzida pela polícia após a operação de agosto e que tramita, agora, na Justiça Federal do Amazonas.

Segundo informações, a cidade de Japurá, no Amazonas, seria o local onde os guerrilheiros  estariam escondidos e já realizando uma espécie de pedágio.

Veja o documento em que começou a circular:

carta

Carta com carimbo da Frente Carolina Ramirez, uma dissidência das Farc foi encontrada com casal preso pela PF. Policia suspeita que a dupla trabalhe para o grupo

A FARC é um grupo armado que esteve em conflito com o governo colombiano por 50 anos.

Mais informações em instantes.

Fonte: Portal CM7 – Foto:Reprodução

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