Mensagem atribuída ao Comando Vermelho manda postos de gasolina baixarem o valor dos combustíveis

(Foto:reprodução) – A mensagem da o prazo de uma semana para que as exigências sejam atendidas nos postos de Manaus

Atribuída à facção criminosa Comando Vermelho (CV), uma mensagem que circula pelas redes sociais dá o prazo de uma semana para que os proprietários de postos de gasolina diminuam o valor cobrado pelo litro da gasolina, álcool e diesel. As informações são do portal Yahoo.

Na mensagem, os supostos integrantes do CV ameaçam colocar fogo nos postos e caminhões de combustíveis e colocar a “rua abaixo” se o preço não baixar. Segundo os divulgadores, eles estão do lado da população.

“O Comando pede para os safados dos cartéis de postos baixarem o preço da gasolina. Estamos dando o prazo de uma semana, estamos do lado dos nossos irmãos que estão sendo prejudicados. Se não [cumprirem], vamos botar o trem na rua e colocar fogo em postos de gasolina e caminhões”, ameaça a facção criminosa.

Nesta terça-feira (27), o preço do litro dos combustíveis subiu novamente e revoltou os moradores da capital amazonense. O valor da gasolina registrado em Manaus chegou a   R$ 6,59, e nos demais municípios já passou de R$ 7.

Por:O Liberal

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Prefeito de Belém recebe alta da UTI após rara complicação ao contrair variante delta de Covid-19

Prefeito de Belém, Edmilson Rodrigues — Foto: Ivan Duarte / OLiberal

Edmilson Rodrigues segue na Unidade de Internação em recuperação. Consciente, orientado, o gestor respira sem ajuda de aparelhos.

O prefeito de Belém, Edmilson Rodrigues (Psol), recebeu alta da unidade de terapia intensiva (UTI) do Hospital Porto Dias nesta quarta-feira (27). Ele segue na Unidade de Internação em recuperação. Consciente, orientado, o gestor respira sem ajuda de aparelhos.

Segundo a assessoria de comunicação do prefeito, ele progride bem em seu processo de recuperação e com excelente resposta à fisioterapia respiratória. Edmilson segue com necessidade de controles laboratoriais que complementarão a decisão de alta hospitalar.

Variante Delta

Segundo a equipe médica, Edmilson contraiu a variante delta da Covid-19 e também teve uma complicação rara, com hemorragia em local incomum nos pacientes com a doença – veja mais abaixo.

Os médicos acreditam que o prefeito não teve um quadro ainda mais grave por ter recebido duas doses da vacina contra o coronavírus. A previsão é que receba a dose de reforço após deixar o hospital.

Com 64 anos, ele foi internado na unidade particular no sábado (23) após sentir dores fortes nas costas.
Prefeito Edmilson contraiu a variante delta, diz equipe médica

Prefeito Edmilson contraiu a variante delta, diz equipe médica

Antes, foi diagnosticado com Covid-19 em 1º de outubro e passou 13 dias internado por causa do coronavírus em um leito pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Ele recebeu alta há uma semana e em casa, chegou a cantar e tocar violão (veja na reportagem acima).

No sábado (23), voltou a ser internado e foi submetido à cirurgia para drenar hemorragia causada por contratura muscular e facilitada pelo uso de medicamentos anticoagulantes necessários ao tratamento pós-Covid.

Complicação rara

Segundo o pneumologista André Nunes, o caso do prefeito, que sofreu uma hemorragia na região do tórax, é raro.

“Inclusive, de imediato, fizemos levantamento na Literatura Médica e não há nada sobre isso”, disse o médico.

A suspeita da equipe é que a hemorragia espontânea pode ter sido causada pelo uso de anticoagulantes, ministrados durante a internação por causa da Covid-19.

“O sangramento pode acontecer, mas, em outros locais. Então, realmente foi uma complicação incomum, infrequente”, informou.

Mobilização por doação de sangue
variante
Moradores se mobilizaram para doar sangue, após internação do prefeito de Belém — Foto: Prefeitura de Belém/Divulgação

Ainda conforme a equipe médica, o prefeito perdeu cerca de quatro litros de sangue, por isso foi necessário uma mobilização para doação.

Ele recebeu quantidade considerável de sangue, segundo a equipe do prefeito, que convocou a população nas redes sociais para doar sangue do tipo A positivo e negativo. Após o chamado, só na segunda -feira, mais de 40 pessoas estiveram nos pontos de doação, conforme a prefeitura.

“Foi quase todo o sangue dele. Repusemos cerca de quatro bolsas de sangue antes da cirurgia. Mesmo assim, continuou com débito, mas não fizemos mais. Até para evitar repercussão nos rins, que sofria estresse até da medicação. Ele suportou muito bem a retirada de sangue e, logicamente, era uma quantidade grande”, informou o cirurgião Roger Normando.

Por g1 Pará — Belém

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Adolescentes em situação de exploração sexual são resgatadas em operação policial em Altamira (PA)

Operação visitou bares e boates de Altamira — Foto: Divulgação/Ascom PRF

Durante a operação de combate a crimes contra direitos humanos foram verificadas situações que ofereciam riscos a crianças e adolescentes na região.Um suspeito foi preso.

Seis adolescentes foram resgatadas e uma pessoa foi presa durante uma operação de combate a crimes contra direitos humanos deflagrada na quarta-feira (27) pela Polícia Rodoviária Federal (PRF) em parceria com a Defensoria Pública da União (DPU), Conselho Tutelar e Guarda Municipal, no município de Altamira, sudoeste do Pará.

As fiscalizações ocorreram em bares, casas noturnas e boates, locais denunciados para o Conselho Tutelar de Altamira como ambientes que ofereciam riscos a crianças e adolescentes.

Em um dos locais visitados, uma adolescente de 16 anos foi resgatada sob a suspeita de exploração sexual infantil. Durante a ação, as equipes apreenderam um caderno de registros que comprovava que a adolescente era explorada sexualmente no local.

A dona do estabelecimento foi presa pelo favorecimento da prostituição ou de outra forma de exploração sexual de criança ou adolescente ou de vulnerável, e foi encaminhada a Seccional Urbana de Altamira (PA). A adolescente foi atendida pelo Conselho Tutelar e posteriormente a uma casa de acolhimento.

Uma equipe da PRF também esteve presente em um bar rural na localidade Gleba Assuriní, que fica a 50 minutos de Altamira (PA), para verificar uma denúncia de trabalho infantil e exploração sexual de uma menina de 13 anos.

A adolescente foi resgatada na residência onde residia e levada até Altamira (PA) para que fossem realizados exames na Unidade de Pronto Atendimento do município. Em seguida foi levada para uma casa de acolhimento. O proprietário do estabelecimento denunciado não foi encontrado.

Outras quatro adolescentes de 14 a 17 anos foram resgatadas em locais de venda de bebida alcoólica, onde a presença de menores de idade é proibida. Durante as abordagens, as adolescentes estavam desacompanhadas dos pais ou responsáveis e sem qualquer documento de identificação em mãos.

Diante dos flagrantes, o Conselho Tutelar notificou os donos desses estabelecimentos pela infração administrativa capitulada no ECA, art. 258 que diz: “deixar o responsável pelo estabelecimento ou o empresário de observar o que dispõe esta Lei sobre o acesso de criança ou adolescente aos locais de diversão, ou sobre sua participação no espetáculo, sob pena de multa de três a vinte salários de referência. Em caso de reincidência, a autoridade judiciária poderá determinar o fechamento dos estabelecimentos por até quinze dias”.

Os pais e responsáveis das adolescentes foram notificados para comparecer ao Conselho Tutelar de Altamira-PA para dar maiores explicações sobre a presença das meninas nos locais em que suas entradas são proibidas por força de Lei.

Durante a operação, também foram fiscalizados veículos de transporte de passageiros para prevenir e combater o transporte de crianças e adolescentes que estivessem fora do Estatuto da Criança e do Adolescente.

A operação ainda verificou suposta violação à liberdade e aos direitos individuais, além de possíveis condições análogas à escravidão em cinco propriedades, onde foi realizado trabalho preventivo em parceria com auditores fiscais do trabalho do Ministério da Economia, Ministério Púbico do Trabalho e Defensoria Pública da União.

Por g1 Pará — Belém

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Estudantes de medicina são presos por fraudar documentos para ingressar no curso

Durante as investigações, essas instituições atestaram a manipulação dos documentos.
 (Foto:Reprodução: Divulgação)

Os acusados teriam cometido o crime para entrar nos últimos semestres, quando passam a atuar em postos de saúde

Na última quarta-feira (27), 19 estudantes de medicina foram presos pela Polícia Civil após suspeitas de falsificação de documentos. Eles teriam ingressado na faculdade com históricos escolares falsos e pretendiam começar a atuar imediatamente, sem estudos ou experiência na área. As informações do Folha de São Paulo.

O crime de fraude foi cometido pelos estudantes no processo de transferência para a Universidade de Rio Verde, no interior de Goiás. De acordo com a polícia, as denúncias foram realizadas pela universidade, que informa terem sido falsificados documentos de oito faculdades de medicina no país.

Ao serem consultadas
Os nomes dos alunos não foram divulgados. A corporação informou que 17 deles foram presos em Goianésia (GO), um em Formosa (GO) e outro em Barreiras (BA). Uma parte do grupo sequer cursou medicina antes em alguma faculdade. Eles pretendiam entrar na universidade já no sexto período do curso, ou seja, na fase de internato, onde os graduandos começam a atuar em unidades básicas de saúde das cidades.

Cerca de 80 históricos escolares foram falsificados durante as buscas. A polícia vai continuar as investigações para identificar se há outros participantes das fraudes e se mais estudantes fizeram a mesma irregularidade. Os suspeitos poderão responder por falsidade ideológica, uso de documento falso, associação criminosa e perigo à vida e à saúde de outras pessoas.

Os investigadores acreditam que eles agiram em conjunto para fraudar os documentos. Além disso, uma parte do grupo é suspeita de conseguir bolsas de estudos pagas pelos cofres públicos.

Por:O Liberal

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Operação apura irregularidades no processo de importação de vacina pelo Ministério da Saúde

(Foto:Reprodução) – A Polícia Federal (PF) realiza hoje (28) uma operação para apurar indícios de crimes praticados no processo de contratação de doses da vacina Covaxin pelo Ministério da Saúde (MS), em convênio com a Precisa Medicamentos.

A operação, realizada com a colaboração da Controladoria Geral da União (CGU), cumpre 11 mandados de busca e apreensão em São Paulo, Campinas e Brasília.

As investigações, de acordo com a CGU, tiveram início após denúncias da imprensa sobre indícios de prática de crimes no processo de importação do imunizante, produzido pela empresa indiana Bharat Biotech Limited, por parte da Precisa.

A empresa também foi investigada pela Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Senado sobre a pandemia de covid-19. Os senadores investigaram o convênio da empresa para a aquisição de 20 milhões de doses da Covaxin com o MS, em um contrato no valor de R$ 1,6 bilhão para a compra de 20 milhões de doses. A CPI investigou a suspeita da prática de pedido de propina e superfaturamento das doses, entre outras irregularidades.

Em junho, após as denúncias, o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, anunciou a suspensão do contrato. Em agosto, foi publicada no Diário Oficial da União a rescisão unilateral do contrato do governo com a Precisa Medicamentos.

De acordo com a CGU, as investigações apontaram que a Precisa, que alegava ser a representante oficial do laboratório indiano, apresentou documentos falsos ao MS e à CGU. Os trabalhos revelaram, ainda, cartas de fiança irregulares emitidas pela empresa FIB Bank, que não tem autorização para funcionamento pelo Banco Central. Além disso, há suspeita de fraude nas assinaturas e nos documentos constitutivos da FIB Bank.

“Ainda de acordo com as investigações, as cartas de fiança inidôneas apresentadas para o Ministério da Saúde e diversos outros órgãos públicos federais, estaduais e municipais podem alcançar mais de R$ 500 milhões”, informou a CGU.

Em nota, o Ministério da Saúde informou que tem colaborado com as investigações. “O Ministério da Saúde informa que, com atuação da Diretoria de Integridade da pasta, apoiou a CGU na apuração inicial que desencadeou a operação e que continua colaborando com as investigações conduzidas pelos órgãos competentes.”

Por:RG 15 / O Impacto com Agência Brasil

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Mãe recebe mensagem para pagar resgate e descobre que filho foi morto

(Foto:Reprodução) – Investigação sobre extorsão poderá ser feita em Campo Grande, já que o recado foi recebido quando rapaz já tinha sido assassinado.

Uma mulher procurou a Polícia Civil de Campo Grande, na tarde desta quarta-feira (27), para denunciar que havia recebido mensagem com pedido de pagamento de resgate do filho. A mulher ainda estava na delegacia quando foi informada que Fábio Ribeiro Acosta, de 24 anos, tinha sido encontrado morto em Belo Horizonte, em Minas Gerais.

À polícia, a mulher contou ter recebido a mensagem em uma rede social às 11h44. O recado exigia o pagamento de R$ 5 mil até às 15h para a liberação do rapaz, dando a entender que ele estava com sequestradores, e ainda ameaçava a publicação de vídeo com imagens da execução dele.

Depois de receber a mensagem, a mulher tentou ligar para o filho, mas o celular dele estava desligado. Em seguida, telefonou para o irmão dela que mora com Acosta e ele respondeu que o sobrinho tinha viajado para Minas Gerais.

A mulher ainda estava registrando a ocorrência quando recebeu uma mensagem do Instituto Médico Legal (IML) de Minas Gerais informando sobre a morte do filho. A delegada Gabriela Stainle, que estava registrando a ocorrência, entrou em contato com o Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) e a morte foi confirmada.

Conforme a delegada, as investigações sobre a morte ficarão a cargo da delegacia de Minas Gerais, mas existe a possibilidade de o caso de extorsão ser investigado em Campo Grande, já que a mensagem foi recebida pela mãe da vítima após o assassinato.

Em nota enviada ao g1, DHPP disse que o fato foi registrado, na noite de terça-feira (26), no bairro Paulo VI, em Belo Horizonte. O corpo foi encontrado parcialmente carbonizado em um lote vago e foi encaminhado ao IML André Roquette, onde foi submetido aos exames necroscópicos e aguarda remoção pelos familiares. No local do crime, foram encontrados dois cartões bancários e uma CNH.

“Os laudos periciais para atestar a causa da morte, bem como, os trabalhos investigativos encontram-se em andamento e, a princípio, nenhuma linha investigativa será descartada. Outras informações serão prestadas, em momento oportuno, para não comprometer a investigação”, informou a nota do DHPP.

Segundo a Polícia Civil de Mato Grosso do Sul, Fábio Ribeiro Acosta já cumpriu pena em Ponta Porã no ano de 2017. Ele tinha passagens por tráfico e associação criminosa.

Por Maressa Mendonça, g1 MS

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Câmara dos Deputados aprova auxílio gás para famílias carentes

(Foto:Reprodução) – A Câmara dos Deputados aprovou nesta quarta-feira (27) a proposta que cria o Programa Gás para os Brasileiros, o chamado auxílio gás. A medida vai subsidiar o preço do gás de cozinha para famílias de baixa renda.

O texto prevê que cada família receba, a cada dois meses, o equivalente a 40% do preço do botijão de gás. A matéria segue para sanção presidencial.

Serão beneficiadas famílias inscritas no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico), com renda familiar mensal per capita menor ou igual a meio salário-mínimo, ou que morem na mesma casa de beneficiário do Benefício de Prestação Continuada (BPC).

O auxílio será concedido preferencialmente às famílias com mulheres vítimas de violência doméstica sob o monitoramento de medidas protetivas de urgência. A preferência de pagamento será para a mulher responsável pela família.

O programa será financiado com recursos dos royalties pertencentes à União na produção de petróleo e gás natural sob o regime de partilha de produção, de parte da venda do excedente em óleo da União e bônus de assinatura nas licitações de áreas para a exploração de petróleo e de gás natural. Além disso, serão utilizados outros recursos que venham a ser previstos no Orçamento Geral da União e dividendos da Petrobras pagos ao Tesouro Nacional.

A proposta mantém como uma das fontes de financiamento dessa ajuda a parte do montante que cabe à União da Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico (Cide-combustíveis), que passará a incidir sobre o botijão de gás de 13 quilos. O trecho havia sido retirado pelos senadores, mas foi retomado na votação desta quarta-feira.

Segundo o relator, deputado Christino Aureo (PP-RJ), o benefício terá um custo de cerca de R$ 592 milhões e poderá atender dois milhões de famílias do CadÚnico. Os valores que serão usados da alíquota adicional da Cide equivalem ao que o governo deixou de cobrar de PIS/Cofins, desde março deste ano. O pagamento será bimestral, por cinco anos, contados a partir da abertura dos créditos orçamentários necessários.

Por:RG  15 / O Impacto com Agência Brasil

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PMs do Pará viram réus por sequestrar homem, mantê-lo em cativeiro na viatura e pedir R$ 10 mil para liberação

Corregedoria Militar, em Belém. — Foto: Reprodução / Agência Pará

Militares foram surpreendidos por agentes da Corregedoria no momento em que iriam receber dinheiro da família da vítima. Eles foram presos em flagrante.

O juiz Lucas do Carmo de Jesus, da Vara Única de Justiça Militar do Pará, acatou denúncia contra três policiais militares pela crime de extorsão mediante sequestro. Agora, eles passam a ser réus na Justiça por terem detido um homem, sem indícios de tráfico de drogas, segundo as investigações.

A manifestação vem em resposta à denúncia oferecida pelo Ministério Público Militar sobre caso ocorrido no bairro do Curuçambá, em Ananindeua, região metropolitana de Belém.

Segundo a denúncia, um cidadão, que teve a identidade preservada pela reportagem, foi abordado pelos policiais no dia 20 de outubro, quando foi preso e colocado no interior de uma viatura. Em depoimento, ele disse que os militares passaram a exigir R$10 mil da esposa dele para a liberação.

Ainda de acordo com o relato, os militares ficaram com o celular da mulher, aparelho pelo qual eles teriam acertado o recebimento de R$6 mil com a mãe dela.

Ao chegarem no local acertado, os policiais foram surpreendidos por militares da Corregedoria da corporação e foram presos em flagrante.

O homem detalha que ficou detido por cerca de uma hora e meia. No momento em que a viatura foi abordada, ele estava dentro do veículo, sem algemas, sendo apontado pelo trio como envolvido com tráfico de drogas. Os policiais da corregedoria, no entanto, constataram que a suspeita não procedia.

Em audiência de custódia, foi homologada prisão em flagrante sendo convertida para prisão preventiva. Agora a audiência para análise dos depoimentos de testemunhas está marcada para o dia 22 de novembro, de acordo com a Justiça Militar.

Entenda o caso

Os agentes praticaram o crime contra um homem, que segundo eles, seria suspeito de tráfico de drogas. A viatura serviu de ‘cativeiro’ e o homem só seria liberado após pagamento em dinheiro, segundo testemunhas.

O flagrante ocorreu a partir de denúncia feita por familiares do homem detido pelos policiais. Eles procuraram a corregedoria da Polícia para prestar queixa sobre o ocorrido, possibilitando a busca e a prisão dos três policiais.

Segundo Armando Brasil, promotor de Justiça que investiga a má conduta de agentes militares há 18 anos, os policiais, identificados como sargento Cordeiro, soldado Figueira e policial militar Ramon, realizavam os sequestros na região metropolitana de Belém.

Ainda de acordo com o promotor, existe a possibilidade da pratica do crime ter sido recorrente por um longo tempo. O g1 não conseguiu contato com as defesas deles.

Em nota, a Polícia Militar disse que está apurando o caso e que, se comprovado o crime, tomará as medidas cabíveis, conforme o código de ética e disciplina da corporação. A PM ressaltou ainda que não compactua com os desvios e conduta por parte de seus agentes e que todas as denúncias serão apuradas com o máximo rigor.

Por Taymã Carneiro, g1 Pará — Belém

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Deputados protocolam notícia-crime contra Bolsonaro por associar vacina e Aids

Parlamentares de oposição protocolaram, nesta segunda-feira (25/10), uma notícia-crime no Supremo Tribunal Federal (STF) contra o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) por associar vacina contra a covid-19 e Aids. As falas do mandatário foram proferidas na última quinta (21) durante sua live semanal.

Na denúncia, apresentada pela bancada do PSol na Câmara e assinada também pelo deputado Túlio Gadêlha (PDT-PE), eles acusam o chefe do Executivo de “violações ao Código Penal, infração de medida sanitária preventiva e perigo para a vida ou saúde de outrem, à Constituição Federal, princípio da moralidade, à Lei de Improbidade Administrativa e crime de responsabilidade”.

No Twitter, a líder do partido na Casa, Talíria Petrone (PSol-RJ), enfatizou que a notícia-crime tem a intenção de que a Suprema Corte reconheça a culpa de Bolsonaro “pela mentira que associa as vacinas contra Covid ao HIV/Aids. Esse genocida não pode sair impune de um absurdo como esse”, escreveu.

https://twitter.com/taliriapetrone/status/1452638438243672080?ref_src=twsrc%5Etfw%7Ctwcamp%5Etweetembed%7Ctwterm%5E1452638438243672080%7Ctwgr%5E%7Ctwcon%5Es1_&ref_url=https%3A%2F%2Foimpacto.com.br%2F2021%2F10%2F26%2Fdeputados-protocolam-noticia-crime-contra-bolsonaro-por-associar-vacina-e-aids%2F

Gadêlha endossou as palavras da parlamentar: “Acabamos de protocolar uma notícia-crime contra Bolsonaro no STF pela fake news em que ele associou a vacinação contra Covid-19 ao vírus da Aids(HIV). Aqui ou em Haia, ele vai responder pelos crimes que cometeu”, afirmou na rede social.

 

https://twitter.com/tuliogadelha/status/1452677340287352842?ref_src=twsrc%5Etfw%7Ctwcamp%5Etweetembed%7Ctwterm%5E1452677340287352842%7Ctwgr%5E%7Ctwcon%5Es1_&ref_url=https%3A%2F%2Foimpacto.com.br%2F2021%2F10%2F26%2Fdeputados-protocolam-noticia-crime-contra-bolsonaro-por-associar-vacina-e-aids%2F

Entenda o caso

Na última quinta-feira (21), Bolsonaro leu, na live semanal, duas notícias dos sites Stylo Urbano e Coletividade Evolutiva, que, baseados em inexistentes relatórios ‘oficiais’ do Reino Unido, afirmavam que pessoas com a imunização completa contra a covid-19 se tornavam mais vulneráveis à síndrome da imunodeficiência adquirida (Aids).

Após divulgar a informação, que é uma inverdade, o presidente disse que não iria ler a íntegra da notícia para não sofrer sanções das redes sociais. “Não vou ler para vocês aqui, porque posso ter problemas com a minha live. Não quero que ‘caia’ a live. Quero dar informações concretas”, apontou.

Fonte: Correio Brasiliense/Foto:Repodução

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MPF exige medidas de redução de impactos causados a indígenas pela construção de rodovias no Pará

MPF pede que Dnit dialogue com as comunidades para evitar que direitos indígenas continuem sendo violados. — Foto: Itair Suruí

Comunidade indígena Suruí Aikewara foi afetada pela construção das BRs 230 e 153, diz MPF. De acordo com o órgão, execução de medidas é obrigação do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit).

O Ministério Público Federal (MPF) pediu que a Justiça obrigue o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) a elaborar um cronograma de ações para reduzir os danos socioambientais causados aos indígenas Suruí Aikewara, da aldeia Sororó, pela construção das BRs 230 e 153 no Pará.

O pedido foi feito nesta terça-feira (26) ao Tribunal Regional Federal da 1ª Região, em Brasília. O MPF solicitou também que fosse suspensa decisão que punia os Aikewara por terem bloqueado a rodovia BR-153, que atravessa a Terra Indígena.

A comunidade reside nas proximidades dos km 93,20 e 103.40 da BR-153. O DNIT havia entrado na justiça contra a ocupação da rodovia, feita entre os dias 14 e 19 de outubro. A decisão judicial determinou a retirada dos Aikewara inclusive por meio do uso de força policial, se necessário.

Na ocasião, a comunidade protestavam contra a falta de medidas de redução de impacto no Plano Básico Ambiental (PBA), decorrente da construção da BR-153.

O MPF entrou com recurso para que em vez de punir a aldeia Sororó, Justiça obrigue o Dnit a dialogar para evitar que direitos indígenas continuem sendo violados, já que a execução das medidas é ‘obrigação do departamento’, defende o ministério público.

No pedido, o MPF solicita que a decisão contra os indígenas fique suspensa até que seja realizada audiência de conciliação com o Dnit. A multa diária aplicada aos Aikewara é de R$ 1 mil em caso de nova ocupação da rodovia federal.

Sobre a pena aplicada à Aldeia por causa do bloqueio, o MPF avalia que a multa para a comunidade indígena é muito alta, devido a grande vulnerabilidade social e financeira na qual se encontram. Além disso, o uso da força policial para a retirada dos indígenas pode gerar um conflito desnecessário, alega MPF.

Por g1 Pará — Belém

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