Publicação Nº 0507/2021 – Paulo Tenório

editalPaulo Tenório, CPF: 387.627.652-72, proprietário do imóvel rural denominado de Fazenda Piraiba, localizada na Rodovia BR 163, KM 1057, ME, adentrando 12 KM de fundos, município de Novo Progresso, torna público que REQUEREU junto a SEMMA/NP a Licença de Atividade Rural – LAR, para a atividade de Criação de Bovinos conforme protocolo 1509/2021.

 

Publicado dia 18 de Novembro de 2021, às 16:16:10, por Jornal Folha do Progresso, Fone para contato 93 981177649 (Tim) WhatsApp:-93- 984046835 (Claro) -Site: www.folhadoprogresso.com.br   e-mail:folhadoprogresso.jornal@gmail.com/ou e-mail: adeciopiran.blog@gmail.com




Publicação Nº 0506/2021 – Nilton Costa da Silva

editalNilton Costa da Silva, CPF: 469.022.601-68, proprietário do imóvel rural denominado de Fazenda Boi Gordo, localizada na Rodovia BR 163, KM 976, ME, município de Novo Progresso, torna público que REQUEREU junto a SEMMA/NP a Licença de Atividade Rural – LAR, para as atividades de Criação de Bovinos e Cultura de Ciclo Curto conforme protocolo 1518/2021.

 

Publicado dia 18 de Novembro de 2021, às15:24:31, por Jornal Folha do Progresso, Fone para contato 93 981177649 (Tim) WhatsApp:-93- 984046835 (Claro) -Site: www.folhadoprogresso.com.br   e-mail:folhadoprogresso.jornal@gmail.com/ou e-mail: adeciopiran.blog@gmail.com




Publicação Nº 0505/2021 – Ademir Costa da Silva

editalAdemir Costa da Silva, CPF: 536.565.471-49, proprietário do imóvel rural denominado de Fazenda Vitoria Regia, localizada na Rodovia BR 163, KM 974, ME, município de Novo Progresso, torna público que REQUEREU junto a SEMMA/NP a Licença de Atividade Rural – LAR, para as atividades de Cultura de Ciclo Curto e Criação de Bovinos conforme protocolo 1519/2021.

 

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Publicação Nº 0504/2021 – ADRIANO PAULO DE MOURA

editalADRIANO PAULO DE MOURA, inscrita no CNPJ:33.383.760/0001-84, situada na rua São Pedro,  nº132, bairro Vista Alegre,  Novo Progresso/PA, torna público que REQUEREU em 04/11/2021 junto a SEMMA-NP  a L.A.S (DECLARAÇÃO PARA LICENCIAMENTO AMBIENTAL SIMPLIFICADO) através protocolo 1478/2021, para a sua atividade.

 

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Linguagem neutra na redação deve ser evitada, alerta professora

Essa nova linguagem ainda é considerada um desvio da norma padrão

A linguagem neutra começou a ficar popular na internet, em meados de 2020, como uma forma de substituir palavras masculinas e femininas por elementos neutros. Mas seu uso ainda é polêmico e alvo de debates em escolas e até no congresso.

Com o objetivo de ser inclusiva, a linguagem neutra – também chamada de neo linguagem e linguagem binária – tem a intenção de acolher as pessoas que não se identificam ou não se sentem confortáveis com os pronomes masculinos e femininos existentes na gramática brasileira.

Pela proposta de uso, a linguagem neutra substitui os artigos  “o” e “a” nas palavras por “x”, “@” ou “e”. Assim, por exemplo, “todos” e “todas” ficam “todes”, “aluno” e “aluna” ficam “alunx”.

A professora de redação Letícia Flores explica que a Língua Portuguesa, assim como qualquer outra língua, é um código, e a linguagem neutra é um código que serve aos falantes no processo de comunicação. “Se a língua serve ao falante, ela vai evoluindo, se transformando de acordo com a necessidade das pessoas. Por isso, é natural que a linguagem neutra ganhe força”, afirma.

No contexto escolar, a professora de redação acredita que é questão de tempo para que professores passem a falar sobre a linguagem neutra nas salas de aula. “Na minha opinião, o caminho é esse. Os professores vão precisar de um didatismo para ficar claro para esses jovens, e até mesmo para os pais, que é dever do professor, em seu papel social, não só transmitir conteúdo, mas de apresentar e explicar a ocorrência da linguagem neutra na nossa língua. Agora, esse conteúdo não pode chegar na sala de aula de qualquer forma. Isso tem que ser planejado porque essa linguagem ainda é considerada um desvio da norma padrão”, salienta a profissional.

 

Linguagem neutra no Enem

De acordo com o Portal do Ministério da Educação (MEC), a correção da redação do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) é feita com base em cinco competências: dominar a escrita formal da língua portuguesa; compreender o tema e não fugir do que é proposto; selecionar, relacionar, organizar e interpretar informações, fatos, opiniões e argumentos em defesa de um ponto de vista; conhecer os mecanismos linguísticos necessários para a construção da argumentação e respeitar os direitos humanos.

A professora Letícia Flores explica que a correção da redação do Enem está submetida à norma padrão da Língua Portuguesa. Nesse caso, a linguagem neutra ainda é vista como desvio de linguagem, um vício da norma padrão, e tratando-se de uma prova o aluno está submetido às normas padrões da língua.

“Pode ser que o aluno perca ponto por usar a linguagem neutra no Enem. A penalização de cada competência acontece de 40 em 40 pontos, então você vai de 0 a 200 para cada competência e vai somando de acordo com a qualidade textual em relação a essas competências. Na dúvida, é melhor não arriscar”, defende a professora.

 

Fonte: Agência Educa Mais Brasil 

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Período de defeso começa com proibição de pesca para oito espécies no Pará

(Foto:Reprodução) – Quem for flagrado desrespeitando a proibição, enfrentará as penalidades previstas, além da multa, pode ocorrer detenção do infrator, além de apreensão.

O período de defeso começou na última segunda-feira (15) e segue até o dia 15 de março de 2022, nas Bacias Hidrográficas dos rios Amazonas, Tocantins, Gurupi e Araguaia. Nesse período, estarão proibidas as pescas das espécies pirapitinga (Piaractus brachypomus), curimatá (Prochilodus nigricans), mapará (Hipophthalmus spp), aracu (Schizodon spp.), pacu (Myleus spp. e Mylossoma spp.), jatuarana (Brycon spp), fura calça (Pimelodina flavipinnis) e Branquinha (Curimatá amazônica, C. inorata), segundo determinação do Instituto Brasileiro de Meio Ambiente (Ibama). O início do defeso é estabelecido durante o período reprodutivo das espécies, anualmente.

Moema Saldanha, técnica da Diretoria de Fiscalização (Difisc) da Semas, explica que o defeso tem a função de proteger reprodução natural dos peixes. “O período de defeso é feito para garantir a proteção dos períodos de reprodução das espécies. Nesta época não se pode pescar com malhadeira, porque ela vai pegando aquele monte de peixe. É um apetrecho que não é seletivo, não seleciona as espécies que vai capturar”, informou a técnica.

Segundo ainda a técnica, só pode ser praticada a pesca de subsistência, que é feita artesanalmente por populações ribeirinhas, para garantir a alimentação familiar, sem fins comerciais, com limite de até 10 quilos de peixe, por dia. “Só permanece liberada a pesca para subsistência das comunidades, aquela feita com anzol, com um limite para captura e transporte”, enfatizou a técnica da Semas.

De acordo com o Decreto Federal nº 6.514/2008, a multa para quem estiver pescando, transportando, comercializando ou armazenando as espécies, ainda sob restrição de pesca durante o período do Defeso, vai de R$ 700 a R$ 100 mil, com acréscimo de R$ 20, por quilograma ou fração do produto da pescaria.

Quem for flagrado desrespeitando a proibição, enfrentará as penalidades previstas, além da multa, pode ocorrer detenção do infrator, além de apreensão dos equipamentos e apetrechos de pesca. Os valores aplicados nas multas, a quem desobedece à legislação, consideram a pesagem das espécies apreendidas, empresas ou pescadores artesanais que cometeram o delito e outras variantes no cálculo final da multa.

Fonte: Agência Pará/Bruna Brabo (SEMAS)

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Foragido da Operação Narcos Gold recebeu 18 autorizações para lavra mineral durante governo Bolsonaro

(Foto:Reprodução) – Até bem pouco tempo atrás, na região sudoeste do Pará, sabia-se que Heverton Soares Oliveira, era um dos garimpeiros mais bem sucedidos de Itaituba (PA).

Desde o último dia 4, no entanto, ele passou da condição de empresário do setor mineral para a condição de foragido da Justiça e um dos criminosos mais procurados do país. Com um mandado de prisão em aberto contra ele, ‘Grota’ ou ‘Garimpeiro’, está foragido. Ele é um dos principais alvos da “Operação Narcos Gold”, deflagrada pela Polícia Federal, que combate o crime de lavagem de dinheiro do narcotráfico.

Em Itaituba, Heverton levava uma vida de ostentações, promovendo festas e eventos com artistas de renome nacional, inclusive.

‘Grota’, de acordo com uma reportagem investigativa da Agência Sportlight, que atua com jornalismo independente, descobriu uma conexão do garimpeiro com o governo Bolsonaro, que o contemplou com nada menos que 18 autorizações para lavra mineral em uma das regiões mais disputadas por empresários do setor mineral e alvo agora dos narcotraficantes para lavagem de dinheiro.

A reportagem da Sportlight revelou que foi a partir do dia 17 de novembro de 2020, começou a receber autorizações de permissão de lavra da Agência Nacional de Mineração (ANM), dos 18 pedidos feitos à instituição. Foram quatro e, dois dias depois, dia 19, ‘Grota’ recebeu o sinal verde para mais 13 autorizações. E por fim, em 24 de fevereiro, ganhou o último selo, completando as 18 solicitações.

Após receber as permissões definitivas, na mesma semana, “Grota” adquiriu um avião modelo Cessna monomotor, transferido para seu nome em 24 de novembro de 2020, de acordo com consulta feita nos registros aeronáuticos. Com esse avião, de acordo com as investigações da PF, ele fazia o transporte das drogas. O avião foi um dos muitos itens apreendidos durante a “Operação Narcos Gold”.

As autorizações recebidas por ‘Grota’ são para explorar áreas na região de Itaituba, onde ele possui fazendas, haras, pistas de pouso, empresas de maquinário de extração mineral e peças de carro. Na verdade, segundo a investigação federal, a estrutura é só uma nuvem de fumaça para encobrir a sua principal atividade: o tráfico de drogas.

A Agência Sportlight pesquisou e constatou que, durante o governo Bolsonaro, “Grota” obteve 18 “permissões de lavras garimpeiras”. Todas com protocolo de entrada em 19 de setembro de 2019.

Tanto as datas de entrada como as de autorização definitiva fazem mais sentido se analisadas em perspectiva geral. Associadas ao discurso e a prática das ações do governo Bolsonaro no setor, permitem que se forme o quebra-cabeças que compõe o chamado “narcogarimpo”.

As relações entre o calendário das permissões do narcotraficante Heverton Soares Oliveira e a agenda do governo Bolsonaro não param na data de protocolo de entrada, em 19/9/2020.

Veja:

lavra

O passo fundamental para a autorização de pedidos protocolados como os de Heverton foi dado no dia 5 de novembro de 2020. Na audiência em que recebeu lideranças do garimpo no Planalto, Bolsonaro prometeu e ameaçou retirar o papel de entidade responsável por analisar e emitir a permissão de lavra da Agência Nacional de Mineração (ANM), transferindo a missão para o Ministério de Minas e Energia.

A investigação da PF estima que movimente mais de R$ 30 milhões mensais obtidos através do tráfico de drogas. Dono de um prontuário de crimes rico e espalhado pelo Brasil, com processos na justiça do Maranhão, Rondônia e São Paulo por tráfico de drogas, organização criminosa, lavagem de dinheiro e homicídio, mesmo assim recebeu da ANM as permissões de lavras garimpeira.

“O transporte das drogas era realizado por meio de aviões que partiam de outros estados até o oeste do Pará. Nesta região era feita a distribuição dos entorpecentes para outras unidades da federação… foi verificado ainda que o grupo utilizava garimpos de ouro como base para pousos e decolagens no transporte de drogas e, também, como fachada para lavagem de dinheiro”, diz a reportagem.

As 18 permissões de lavra garimpeira para um narcotraficante como “Grota” no governo Bolsonaro não são ato isolado.

Em 14 de dezembro de 2020, outra reportagem da Agência Sportlight, mostrou que Silvio Berri Junior, preso na “Operação Enterprise”, realizada em 23 de novembro de 2020, recebeu, em 3 de outubro de 2019, 10 permissões para extração de ouro e cassiterita em Jacareacanga, sudoeste do Pará. Coração do triângulo que se completa com Itaituba e Novo Progresso e onde está uma parte do território dos Munduruku, da antiga Reserva Garimpeira do Tapajós e de outras unidades de conservação federal.

A partilha de garimpos amazônicos para o narcotráfico no governo Bolsonaro não fica em pessoas físicas como Heverton Soares e Silvio Berri. Na recente “Operação “Narcos Gold”, o juiz Alexandre Rizzi, à frente do caso na 1ª Vara Penal de Santarém, também determinou busca e apreensão em 10 empresas, de acordo com o juiz, “envolvidas no negócio”.

Entre essas 10 empresas, 3 são de Heverton Soares: a Vale do Ouro Serviços Agropecuários Ltda, a Stilo Sound Acessórios Automotivos Ltda e a Mineração Vale do Ouro. E uma outra, de acordo com o processo, seria uma cooperativa de garimpeiros com sede em Itaituba, a Cooperativa dos Garimpeiros Mineradores e Produtores de Ouro do Tapajós, a Coopouro.

A reportagem constatou que no dia 19 de março de 2021, a Coopouro entrou com 27 pedidos de permissão de lavra garimpeira junto a ANM. Os processos ainda estão correndo.

Por:Portal OESTADONET

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Hospital Regional do Sudeste do Pará destaca 5 alimentos que ajudam a combater o câncer de próstata

Especialista da unidade também integra e-book gratuito, com orientações para identificar e prevenir a doença, que é o segundo tipo de câncer mais comum entre os homens no país

No mês voltado para a prevenção ao câncer de próstata, com a campanha mundial Novembro Azul, o Hospital Regional do Sudeste do Pará – Dr. Geraldo Veloso (HRSP), em Marabá, destaca algumas atitudes simples que podem ajudar a combater a doença.

O Instituto Nacional de Câncer (INCA), estima cerca de 65 mil novos casos de câncer de próstata por ano, o que corresponde a 29,2% dos tumores incidentes no sexo Masculino no Brasil.

Marina Milhomem, nutricionista da Pró-Saúde que atua no Regional, explica que para prevenir o câncer de próstata, o ideal é manter uma alimentação rica em alimentos de origem vegetal, como por exemplo, frutas, legumes, verduras, cereais integrais, feijões e outras leguminosas.

“Alimentos ricos em licopeno antioxidante, substâncias sulfurosas, ácidos fólicos, dentre outros nutrientes, melhoram o sistema imunológico, e trazem benefícios para combater o câncer de próstata”, ressalta.

A especialista ainda reforça que devem ser evitados alimentos como carnes processadas, salsicha, frios e embutidos em geral, biscoitos recheados, gelatina, pães industrializados e refrigerantes, alimentos que são pobres em nutrientes.

“Uma dieta rica em gorduras de origem animal, produtos industrializados, açúcar e sal, enfraquecem o sistema imunológico, abrindo a porta para a diversas doenças, entre elas o câncer de próstata”, afirma.

 

Confira 5 dicas de alimentos da nutricionista do HRSP, que podem contribuir na prevenção ao câncer de próstata: 

 

  1. Alho e cebola: Tanto o alho quanto a cebola, possuem a capacidade de impedir o crescimento das células cancerosas. Eles são ricos em compostos sulfurosos, nutrientes antioxidantes que impedem a ação dos radicais livres;
  2. Tomate: Contêm o licopeno, substância antioxidante que está muito ligada à diminuição do índice de câncer de pulmão e de próstata;
  3. Vegetais verde-escuros: Alimentos como brócolis, couve-flor e espinafre podem ajudar a diminuir as chances do aparecimento do câncer de próstata, pois são ricos em ácido fólico, nutriente que combate o efeito dos radicais livres nas células;
  4. Oleaginosas: Nozes, amêndoas, avelãs e amendoins são ricos em selênio, mineral com ação antioxidante e que ajuda na renovação das células, também são ricos em vitamina E, nutriente que melhora o funcionamento do sistema imunológico;
  5. Chá verde: Auxilia na inibição do crescimento de células cancerosas. Estudos mostram que os polifenóis do chá verde podem baixar significativamente os níveis de biomarcadores do câncer da próstata.

    O Hospital Regional do Sudeste do Pará é referência para mais de um milhão de pessoas de 22 municípios da região. A unidade, que pertence ao Governo do Pará, sendo gerenciada pela entidade filantrópica Pró-Saúde, presta atendimento 100% gratuito pelo SUS (Sistema Único de Saúde).

    Campanha Novembro Azul

    A Pró-Saúde, uma das maiores entidades filantrópicas de gestão de serviços hospitalares do país, está disponibilizando para download gratuito um e-book com orientações sobre como identificar e prevenir o câncer da próstata.

    A ação faz parte da campanha Novembro Sempre Azul, em que a entidade busca conscientizar os homens para realizar o exame preventivo. De acordo com o INCA, no Brasil, o câncer de próstata é o segundo mais comum entre os homens (atrás apenas do câncer de pele não-melanoma).

    Além das orientações, o e-book contém respostas do médico urologista Cassiano Barbosa, diretor Técnico do Hospital Regional do Sudeste do Pará, sobre as principais dúvidas das pessoas em relação ao câncer de próstata.

    O e-book foi desenvolvido para plataformas digitais, principalmente celulares e smartphones. A ideia é que as pessoas possam compartilhar o conteúdo com facilidade.

Fonte:Ascom HRSP/Pró-Saúde – Com Foto

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União Europeia propõe banir importação de soja e carne ligada a desmatamento no Brasil

Carne bovina exportada pelo Brasil, em supermercado de Hong Kong -Foto: Créditos: Anthony Wallace

A Comissão Europeia propôs nesta quarta-feira (17) proibir a importação de produtos do agronegócio considerados fortemente ligados ao desmatamento e à degradação florestal, entre eles algumas das commodities mais exportadas pelo Brasil, como soja e carne bovina.

A regra abrange inclusive o corte de árvores considerado legal na legislação do país de origem dos produtos. De acordo com a Comissão, isso se deve ao fato de que o desmatamento ilegal foi superado pela expansão de áreas agrícolas como a principal causa da destruição de florestas.

A UE também teme que, ao fazer uma distinção entre o que é legal e ilegal, produza um incentivo perverso: o de levar países a alterarem suas legislações para ampliar a definição do que é desmatamento legal.

O texto deve entrar em conflito com o Código Florestal brasileiro, considerado um dos mais avançados internacionalmente, que estipula limites de reserva obrigatória em cada região.

Na Amazônia Legal, propriedades localizadas em áreas de florestas podem desmatar 20% da área; no cerrado, 75%, e em campos, 80%.

“O comércio internacional precisa seguir acordos internacionais e respeitar leis nacionais. O problema é que a falta de credibilidade do Brasil acaba abrindo brechas para avanços que podem ser protecionistas”, diz o ex-secretário de Produção e Comércio do Ministério da Agricultura, Pedro de Camargo Neto.

Camargo Neto, que presidiu a Abipecs (associação da indústria produtora e exportadora de carne suína) e é agricultor e pecuarista, diz que os grandes exportadores brasileiros de carne e soja, entre outros, já rastreiam e certificam o que vendem na Europa.

Ainda que o projeto fale em florestas e exclua áreas inundadas, como o Pantanal brasileiro, a Comissão afirma que a definição do que será considerado desmatamento será suficiente para proteger dois terços do que ainda resta de vegetação nativa no cerrado do país.

Além de soja e carne, a proposta se refere a óleo de palma, madeira, cacau e café, e produtos derivados, como móveis e couro. A lista pode ser ampliada no futuro para incluir, por exemplo, a borracha, segundo o comissário responsável por Ambiente, Oceanos e Pesca, Virginijus Sinkevicius .

O texto ainda precisa ser aprovado pelo Parlamento Europeu e pelo Conselho Europeu (que reúne os líderes dos 27 membros). Se passar, prevê um ano para que cada empresas e Estados-membros criem as estruturas necessárias para implementá-la.

Independentemente da data em que o processo for implantado, a proposta de legislação estabelece que as empresas de comércio exterior terão que provar que as commodities e produtos não estão ligados a terras desmatadas ou degradadas após 31 de dezembro de 2020.

A Comissão afirma que não haverá proibição de qualquer país ou mercadoria. “Os produtores sustentáveis continuarão a conseguir vender os seus produtos para a UE.”

Os países ou regiões serão classificados como de risco baixo, padrão ou alto de produzir commodities ou produtos ligados ao desmatamento ou em desacordo com a legislação do país produtor, o que elevará o controle.

O Parlamento Europeu havia solicitado à Comissão que incluísse nas condições que levam à proibição das importações o respeito aos direitos humanos e às terras indígenas. Segundo a Comissão, o fato de que os produtos precisam respeitar as leis nacionais deve cumprir em parte esse papel.

De acordo com a justificativa do projeto, a expansão de terras agrícolas destinadas a produzir commodities que a União Europeia importa é hoje o principal motor do desmatamento e da degradação florestal.

Segundo a FAO (agência das Nações Unidas para alimentação e agricultura), 420 milhões de hectares de floresta, uma área maior do que a União Europeia, foram desmatados entre 1990 e 2020.
Quando descontada a área de reflorestamento ou regeneração florestal, a perda foi de 178 milhões de hectares, ou três vezes a superfície da França.
“A UE é parcialmente responsável por esse problema, e quer responder ao forte apelo dos cidadãos europeus para liderar o caminho para resolvê-lo”, afirmou a Comissão. Em consulta pública, a proposta foi aprovada por 1,2 milhão de pessoas.

O vice-presidente executivo do Green Deal europeu, Frans Timmermans, disse que as novas regras atendem a uma preocupação dos europeus para promover o “consumo sustentável”.

A defesa do ambiente e a crise climática é considerada uma das questões mais importantes pelos europeus, segundo a mais recente pesquisa Eurobarómetro, divulgada no semestre passado.

A proposta prevê que o combate ao desmatamento, com multas às companhias que desrespeitarem a proibição, será acompanhado de incentivos aos produtores para que preservem florestas intactas.

O desmatamento é no Brasil a principal fonte de emissões de gases de efeito estufa (que causam aquecimento global): responde por 55% do problema.

O setor agropecuário costuma argumentar que mais de 90% da destruição florestal é provocada por atividades ilegais, mas a decisão da UE de incluir qualquer desmatamento em suas novas regras pode ser um complicador.

A proposta da Comissão estabelece regras de “due diligence” (auditoria), pelas quais exportadores dos produtos com risco de ligação com desmatamento e degradação florestal devem garantir que eles são livres de desmatamento e legais (de acordo com as leis do país de origem) sejam permitidos no mercado da UE.

As empresas de comércio exterior serão obrigadas a coletar as coordenadas geográficas do terreno onde as mercadorias que colocam no mercado foram produzidas.

Essa rastreabilidade estrita visa garantir que a fiscalização de cada país da UE seja capaz de controlar que apenas produtos livres de desmatamento entrem no mercado comum europeu.

A lista de garantias e a rigidez da fiscalização vão variar de acordo com o risco do país ou região de origem.

As empresas terão de apresentar uma declaração a um sistema de informação europeu confirmando que exerceram com êxito a fiscalização/auditoria e que os produtos que colocam no mercado cumprem as regras da UE.

A declaração também fornecerá informações essenciais para o monitoramento, ou seja, as coordenadas geográficas da fazenda ou plantação onde as commodities foram cultivadas.

O não cumprimento de qualquer um dos dois requisitos resultará na proibição de colocar esses produtos no mercado da UE.

Além da proposta para desmatamento, a Comissão apresentou regras para transporte de resíduos e para uso do solo na UE.

Por:Folha de São Paulo

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Cinco mortes em estradas federais do Pará foram contabilizadas pela PRF no feriadão

(Foto:Reprodução) – A Polícia Rodoviária Federal (PRF) encerrou às 23h59 da segunda-feira (15) a Operação Proclamação da República 2021.

Iniciada no dia 12 de novembro, a operação teve como objetivo reforçar o policiamento ostensivo em locais e horários de maior incidência de acidentes graves e de criminalidade, além de garantir aos usuários das rodovias federais do Pará segurança, conforto e fluidez do trânsito durante o feriado prolongado.

Durante a operação, cerca de 240 policiais rodoviários federais estiveram em escala de revezamento, realizando reforço ostensivo nas fiscalizações principalmente em trechos das rodovias onde há um maior fluxo de deslocamento de veículos nesse período.

Foi registrado um total de 09 acidentes, 05 deles considerados graves. Dessas ocorrências, 10 pessoas ficaram feridas e 05 vieram a óbito. De acordo com dados oficiais, foram fiscalizados 5.579 veículos e 5.892 pessoas.

Foram realizados 414 testes de alcoolemia, com um total de 70 autuações. As outras infrações mais observadas foram: a não utilização do capacete, do cinto de segurança e ultrapassagens indevidas – com totais de 70, 93 e 98 autuações, respectivamente.

Já no combate à criminalidade, 20 pessoas foram detidas: 06 por alcoolemia, 03 por crimes ambientais, 01 por mandado de prisão, 01 por crime de trânsito, 03 por receptação de veículo e 06 por outros crimes.

Durante a operação, 02 veículos com restrição de furto e roubo foram recuperados e 70,56m³ de madeira foram apreendidos sendo transportados de forma ilegal nas rodovias federais do Pará.

Na véspera do feriado (14), em ação integrada entre PRF, PF e Receita Federal, uma equipe realizou a apreensão de 441kg de cocaína no Porto de Vila do Conde, em Barcarena/PA. A substância foi ocultada dentro de um contêiner com 7 mil garrafas de cerveja e tinha como destino a cidade de Porto, em Portugal.

Por:RG 15 / O Impacto com informações da PRF

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