Oeste do Pará terá nova interrupção em telecomunicações

Recadastramento poderá ser feito diretamente com a operadora (Heloá Canali / O Liberal)
Eletronorte informou que suspensão será de sete às 10 horas
Em Nota encaminhada nesta terça-feira (26), durante a noite, a Eletronorte informou sobre a interrupção dos serviços de telecomunicações ocorridos hoje e a necessidade de nova suspensão nesta quarta-feira (27) na região Oeste do Estado do Pará.

“A Eletronorte informa à população da região oeste do Pará que a interrupção dos serviços de telecomunicações no trecho Rurópolis/Tapajós nesta terça-feira (26), entre as 9h27 e 12h05, foi causada pela necessidade de intervenção na rede ótica de telecomunicações. A Empresa informa ainda que nesta quarta-feira (27),  no período das 7h às 10h, também será necessária a interrupção no fornecimento. Essas melhorias têm o objetivo de aumentar a qualidade e a confiabilidade dos serviços de telecomunicações. Em caso de dúvidas, mande um e-mail para comunicacao@eletronorte.gov.br”.

Já o Governo do Estado informou, nesta terça, em nota que “a Eletronorte, em caráter de urgência, realizou manutenção em seu cabo de transmissão entre Rurópolis e Santarém hoje, fazendo com que as fibras ópticas da Prodepa e de outras operadoras de telefonia móvel, que utilizam esta estrutura, tivessem interrompidas a sua transmissão de dados”.

“Uma nova interrupção no fornecimento de internet na região oeste do Pará deve ocorrer ainda na manhã desta quarta-feira (27), provavelmente entre 7h e 10h, causando transtornos em órgãos públicos e bancos da região. A Prodepa lamenta as ocorrências, que estão fora de seu controle operacional”, foi colocado na nota divulgada pelo Governo.

Por:ORM/Eduardo Rocha
26.11.19 22h12
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Pará é o estado com mais pessoas vivendo sem energia elétrica na Amazônia Legal, aponta pesquisa

Instituto de Energia e Meio Ambiente (IEMA) aponta que, no estado, mais de 409 mil pessoas vivem às escuras. Pará possui diversas hidrelétricas, como a de Belo Monte, considerada a maior usina 100% nacional.

 No Pará, mais de 409 mil pessoas vivem sem luz elétrica, apesar de o estado ter a Usina de Belo Monte, a maior hidrelétrica 100% nacional. — Foto: Reprodução GloboNews
No Pará, mais de 409 mil pessoas vivem sem luz elétrica, apesar de o estado ter a Usina de Belo Monte, a maior hidrelétrica 100% nacional. — Foto: Reprodução GloboNews

O Pará é o estado do Brasil com o maior número de pessoas vivendo às escuras. De acordo com pesquisa do Instituto de Energia e Meio Ambiente (IEMA) divulgada nesta terça-feira (26), 990.103 brasileiros moradores da Amazônia Legal não têm energia elétrica em casa. No Pará, esta é a realidade de mais de 409 mil pessoas, apesar de o estado ter diversas hidrelétricas, entre elas, a de Tucuruí e de Belo Monte, considerada a maior hidrelétrica 100% nacional.

 Mapa mostra, em cinza, 20% do território brasileiro que está no escuro — Foto: IEMA/Divulgação

Mapa mostra, em cinza, 20% do território brasileiro que está no escuro — Foto: IEMA/Divulgação

Onde falta luz na Amazônia
A organização desenvolveu uma metodologia analítica georreferenciada para permitir estimar e acompanhar a evolução desse número, em diferentes demarcações territoriais e classes populacionais como povos indígenas, extrativistas, quilombolas e assentados.

“Com os resultados desse trabalho, é possível planejar o montante de recursos para suprir o problema, em quanto tempo se quer atingir a universalização da energia elétrica na Amazônia e como ir além do acesso à energia para o bem-estar social ao promover também as atividades produtivas comunitárias”, explica Pedro Bara, pesquisador sênior do IEMA.

Estima-se que 19% da população que vive em Terras Indígenas na Amazônia esteja sem acesso à energia elétrica. Para a população que vive em Unidades de Conservação, esse número chega a 22% e, para assentados rurais, é de 10%.

 Veja na tabela onde vivem as pessoas sem energia elétrica na Amazônia Legal: — Foto: IEMA/Divulgação

Veja na tabela onde vivem as pessoas sem energia elétrica na Amazônia Legal: — Foto: IEMA/Divulgação

Por G1 PA — Belém
26/11/2019 23h17

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Conselho de Ética da Câmara abre duas representações contra Eduardo Bolsonaro

Ações foram movidas pelos partidos Rede, Psol e PSL (Foto: Dida Sampaio / AE)

O Conselho de Ética da Câmara dos Deputados abriu dois processos contra o deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) que podem chegar à cassação do seu mandato. O filho do presidente passa a responder por quebra do decoro parlamentar por sugerir a convocação de “um novo AI-5” para reprimir manifestações no País e por ter ofendido a ex-líder do governo no Congresso, Joice Hasselmann (PSL-SP), pelas redes sociais.

O colegiado analisou três representações contra Eduardo Bolsonaro nesta terça-feira, 26. Por determinação do presidente do conselho, Juscelino Filho (DEM-BA), duas representações contra Eduardo foram juntadas em um só processo por se tratarem de uma mesma acusação: apologia ao ato institucional número 5 (AI-5) que fechou o Congresso e retirou de direitos civis com a possibilidade de habeas corpus.

Os pedidos apensados foram da Rede Sustentabilidade e o do PT, PSOL e PCdoB acusam o segundo filho do presidente Jair Bolsonaro de ter quebra do decoro parlamentar ao defender a reedição do AI-5 como uma alternativa para combater possíveis protestos casos as manifestações tomem proporções como ocorre no Chile e na Bolívia.

“O que está sendo ameaçado aqui é a democracia brasileira. É uma imensa responsabilidade (desses membros). Há um comportamento incompatível com a ética e com o decoro parlamentar. Não podemos aceitar que um membro do parlamento brasileiro atente com o próprio parlamento”, afirmou o líder do PSOL na Câmara, Ivan Valente (SP).

De acordo com as representações, a declaração “atenta contra à democracia” “valor que o parlamentar jurou defender” ao tomar posse na Câmara dos Deputados. “O deputado Eduardo Bolsonaro fez apologia a um instituto que permitiu o fechamento do Congresso Nacional e a cassação dos direitos políticos e mandatos eletivos”, diz o pedido da Rede.

O outro pedido feito pelos três partidos da oposição afirma ainda que não foi a primeira vez o deputado sugeriu a volta da ditadura. “Todas essas declarações deixam claro que há em curso um recrudescimento autoritário”, diz o documento produzido pelo PT, PSOL e PCdoB.

Por sorteio, os deputados que vão analisar esse caso são Igor Timo (Podemos-MG), Darci de Matos (PSD-PR) e Sidney Leite (PSD-AM). O relator do caso ainda não foi definido pelo presidente do conselho.

A outra ação foi apresentada pelo PSL durante a disputa pela liderança do partido na Câmara envolvendo o grupo político ligado ao presidente da legenda, Luciano Bivar (PE), e o do presidente Jair Bolsonaro. Em retaliação ao apoio de Joice ao ex-líder, Delegado Waldir (PSL-GO), Bolsonaro destituiu a deputada da liderança do Congresso e Eduardo a atacou nas redes sociais.

Segundo o processo, que é assinado pelo presidente nacional do PSL, Luciano Bivar (PE), Eduardo promoveu uma “campanha difamatória e injuriosa” e um verdadeiro “linchamento virtual” com ofensas e ataques pessoais contra Joice.

Durante o embate, o filho do presidente publicou montagens que mostram uma nota falsa de R$ 3 estampada com o rosto de Joice e incentivou ataques com a hastag “DeixedeSeguiraPepa”, em alusão a personagem Peppa Pig.

Os três deputados que vão analisar as ofensas à Joice são Eduardo Costa (PTB-PA), Marcio Marinho (Republicanos-BA) e Marcio Jerry (PCdoB-MA). O relator deste caso também ainda não foi definido.

“Não cometi crime nenhum”, afirmou Eduardo Bolsonaro logo após a decisão do conselho. Para o filho do presidente, foi uma forma de censura, uma forma de intimidação. “Depois da minha fala sobre o AI-5, agora, o Paulo Guedes (Ministro da Economia), sofre as mesmas consequências”, afirmou Eduardo em referência à fala do ministro que, nos Estados Unidos, pediu para “não se espantarem” caso defendam um novo ato institucional para conter protestos.

“O que queremos não é o retorno do AI-5. Ninguém pensa sequer em fechar o Congresso Nacional. Só estamos dizendo que, caso, este tipo de ato que está acontecendo no Chile, que no meu entendimento é um ato de terrorismo e vandalismo, que você coordenadamente quebra mais de 20 estações de metrô, toca fogo em ônibus, toca fogo em prédio público, lança coquetel molotov em policiais femininas. Isso para mim não é protesto. Isso para mim está dentro da esfera criminal e merece a repulsa com muita energia com parte dos agentes do governo. Não se combata esse tipo de coisa com flores ou convencimento de palavras”, afirmou Eduardo Bolsonaro.

Pelas redes sociais, mais cedo, o filho do presidente afirmou que os processos contra ele “não são por corrupção e roubo” e que ignoram o direito à imunidade parlamentar.

“Existe um certo ex-deputado que respondeu a uns 30 processos como este, nenhum por roubo ou corrupção. Falar, parlar, não pode ser algo estranho no PARLAmento”, disse através do Twitter

Rito

A instauração dos procedimentos é a primeira etapa do processo que vai apurar se o deputado cometeu ou não a quebra do decoro parlamentar. Os relatores vão apurar os fatos e elaborar um parecer prévio pela admissibilidade ou não das acusações. Eduardo é notificado e tem até dez dias úteis para dar suas explicações nesta etapa do processo.

Aceita a admissibilidade, o relator poderá pedir as diligências que entender necessárias para apurar as acusações. Os pedidos podem ser feitos, no máximo, até 25 dias após a instauração dos processos. É neste momento, por exemplo, que a deputada Joice Hasselmann deve ser ouvida sobre as ofensas feitas por Eduardo nas redes sociais.

Caso o conselho decida aplicar a pena máxima e cassar o mandato de Eduardo, a aplicação das penalidades de suspensão do exercício do mandato por no máximo seis meses e de perda do mandato será decidida pelo Plenário da Câmara dos Deputados, tendo que ter o mínimo de 257 votos favoráveis.
Por:Agência Estado
26.11.19 17h28
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Homem apedreja terreiro após sentir “cutucadas no ânus”

(foto: Divulgação/PM)- Um homem foi preso após invadir, nesta terça-feira (26), um terreiro de Candomblé, em Cuiabá (MT), e apedrejar o templo e os membros frequentadores do espaço.

Na delegacia, Samuel Martins de Oliveira, 40, após alegou que sentiu “cutucadas no ânus” por causa de um feitiço lançado por um frequentador do local.

Samuel entrou no local, por volta das 3h10, durante uma cerimônia religiosa. Com várias pedras na mão, o suspeito surtou e quebrou vidros da janela do terreiro e de um carro. Em seguida fugiu.

Poucos minutos depois Samuel voltou e invadir a casa, onde estava ocorrendo trabalhos religiosos, pelo telhado e jogou algumas pedras para acertar os frequentadores.

A mãe de santo chamou a polícia. Porém, antes dos policiais chegarem o homem ainda surtado com um facão na mão ameaçou matar a mulher. Uma viatura da PM chegou e o suspeito foi preso em flagrante.

Por:Com informações do Agora Mato Grosso26/11/2019, 22:15
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UNAMA realiza Oficina de Turbante

Atividade foi em alusão ao Dia da Consciência Negra e falou do significado do item para as mulheres

Na última sexta-feira (22), a UNAMA – Centro Universitário da Amazônia, por meio do curso de Direito, realizou uma “Oficina de Turbante” em alusão ao Dia da Consciência Negra, comemorado no Brasil em 20 de novembro, data de reflexão sobre a importância do povo e da cultura africana no Brasil.

A oficina foi ministrada pela quilombola Rafaela Santos que, antes de começar a prática de turbantes, falou um pouco sobre a Consciência Negra e o significado do turbante para as mulheres. Participaram da oficina alunos, professores e convidados.

A coordenadora adjunta do curso de Direito e professora de Direitos Humanos da UNAMA, Mara Roberta Cardoso, ressaltou a importância de trazer para o Centro Universitário um momento de reflexão sobre a Consciência Negra. “A UNAMA, como uma instituição particular, quebra paradigmas. Trazer para a universidade esse diálogo é uma reflexão para o momento que vivemos. Nós estamos falando de um momento de responsabilidade social importante”, destacou.

Assessoria de Comunicação

Por: Lana Mota 26/11/2019 – 17:37

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Lançado o documentário produzido em Reality no epicentro das queimadas na Amazônia

(Foto: Diego Gazola) – A sexta etapa do Reality Nascentes da Crise abordou a rotina ao longo da BR-163 entre Cuiabá-MT e Itaituba no Pará, região onde teria sido articulado o “Dia do Fogo” no último mês de agosto.
 
Embasado em dados científicos, o jornalista e ambientalista Diego Gazola percorreu durante duas semanas mais de três mil quilômetros entre o Mato Grosso e o Pará. A intenção foi interagir em tempo real com os seguidores do Reality Nascentes da Crise e disponibilizar informações sobre as queimadas e a expansão da agropecuária na região de transição entre o Cerrado e a Amazônia.

A sexta etapa do projeto teve início em 18 de setembro com um voo de São Paulo para Cuiabá. Durante todo o trajeto, uma espessa camada de fuligem foi registrada no céu. No dia seguinte a mídia reportou que imagens de satélite do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais – Inpe constataram que o material particulado era resultado de queimadas no bioma amazônico. Já na capital mato-grossense, com a temperatura em torno dos 41°C, teve início a viagem rodoviária até o sul do Pará.

 Fuligem_durante o voo de SP para Cuiaba (Foto: Diego Gazola)

Fuligem_durante o voo de SP para Cuiaba (Foto: Diego Gazola)

O primeiro destino foi o município de Nobres, a 120 quilômetros de Cuiabá. Além de um paraíso natural com rios de águas cristalinas, a região abriga a nascente do rio Paraguai que está no divisor entre as Bacias do rio da Prata e do rio Amazonas. Em seguida o ambientalista seguiu para Sorriso, cidade reconhecida por Lei Federal como a Capital Nacional do Agronegócio. Ali registrou araras comendo milho potencialmente transgênico e trouxe reflexões sobre a exportação de água virtual por meio de grãos (milho e soja) cujo destino é prioritariamente a produção de ração animal.

Sinop, outra potência do agronegócio localizada ao longo da BR-163 também foi documentada. Durante a passagem pela cidade aconteceu a primeira chuva após mais de cem dias de estiagem. A tempestade originou desde o sentido nordeste, onde está localizado o Parque Indígena do Xingu e embasou a percepção de influência da Floresta na regulação do regime de chuvas na região.

Mais ao norte, ainda em Mato Grosso, em Peixoto de Azevedo é apresentado o modo de funcionamento de um garimpo legalizado. O empreendimento é associado à Cooperativa dos Garimpeiros do Vale do Rio Peixoto – COOGAVEPE a qual contempla mais de 500 sócios e rompe paradigmas referentes à mineração na Amazônia.
Assista ao Vídeo;

 

https://youtu.be/c8QG_ed2HOI

Já no Pará, o principal registro foi em Novo Progresso, município em que está sediado o jornal Folha do Progresso que no dia 10 de agosto denunciou os planos para o que ficou conhecido como o “Dia do Fogo”, uma ação que teria sido orquestrada para a realização de incêndios em áreas de floresta.

A última localidade visitada foi Itaituba, localizada a 1.500 quilômetros de Cuiabá no entroncamento entre a BR-163 e a rodovia Transamazônica (BR-230). Às margens do rio Tapajós, o porto na cidade é utilizado com principal modal para o escoamento fluvial dos grãos in natura exportados para todo o planeta.

O documentário ilustra de forma visual, o que a ciência, em geral, apresenta por meio de textos e gráficos.

Os filmes das etapas anteriores assim como todos os detalhes sobre o Nascentes da Crise estão disponíveis no site www.nascentesdacrise.com.br

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Carreta carregada com madeira tomba na BR-163 em Sinop (MT) Assista ao Vídeo;

Uma carreta Scania, branca,carregada com madeira (tábua)  tombou na manhã desta terça-feira (26), na rodovia BR 163  périmetro urbano da cidade de Sinop no Mato Grosso.

O motorista e um carona estavam na carreta não se feriram.

Assista ao Vídeo postado nas redes sociais;

https://youtu.be/OR_tZ_yAFbI

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Operação fecha garimpo clandestino de exploração de ouro em Novo Progresso

(Foto:Divulgação Semas) – Um garimpo clandestino foi identificado e interditado, durante a tarde de segunda-feira (25), na zona rural do município de Novo Progresso, sudoeste paraense. A extração de ouro não tem autorização da Agência Nacional de Mineração (ANM) e licença do órgão ambiental responsável. O local da exploração do minério foi encontrado pela equipe da Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Sustentabilidade (Semas) e do Comando de Polícia Ambiental (CPA), da Polícia Militar do Pará, que está atuando na operação “Pé ybyrá” ao longo da BR-163, que liga Cuiabá a Santarém.

Leia Também:Operação da Semas apreende tratores, motosserras e madeira na BR-163 entre Novo Progresso e Castelo de Sonhos

Toda a área do garimpo foi embargada. Durante as ações, foram aprendidos um motor utilizado para a lavra do minério, outro motor usado para geração de energia, uma motosserra e um rádio comunicador. “O garimpo foi totalmente desmontado. O local fica distante cerca de 110km da sede do município. O proprietário da área já foi identificado e as equipes tentam localizá-lo”, conta o fiscal da Semas, Marco Aurélio Xavier.
Operação “Pé ybyrá”
Em Tupi, significa caminho/estrada da madeira, referência ao local de ação das equipes, que estão concentradas ao longo da rodovia BR-163, em trechos dos municípios de Novo Progresso, Altamira e Itaituba.
Até agora, o grupo já percorreu mais de 4 mil km, e apreendeu diversos equipamentos e até armas de fogo, entre eles, uma pistola 380, radiocomunicador, tratores e motosserras, além de 96 metros cúbicos de madeira, sendo 38 toras da espécie Acapu, cuja exploração é proibida por lei. A carga pode ser leiloada ou doada. Além do garimpo, três acampamentos clandestinos foram destruídos pelas equipes.
“Os nossos esforços são para impulsionar o crescimento aos que estão dispostos a agir dentro da lei, mas também somos rígidos com quem viola a legislação. Trabalhamos para trazer desenvolvimento sustentável, respeitando as vocações naturais do Pará” – Mauro O’de Almeida, titular da Semas.
Embargo
Após o monitoramento realizado via satélite e a confirmação em campo, a Semas já embargou cerca de 10 mil hectares por desmatamento ilegal na região de abrangência da operação. As propriedades serão incluídas na Lista do Desmatamento Ilegal do Estado do Pará (LDI) e ficarão vedadas para obter concessão de licenças, autorizações, serviços ou qualquer outro tipo de benefício ou incentivo público por órgãos e entidades da administração pública estadual, até a retirada da listagem, por meio do Programa de Regularização Ambiental (PRA).

Fonte:Agência Pará/ terça-feira, 26/11/2019, 12:18 –

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Polícia prende brigadistas de Alter do Chão e apreende documentos de ONG

(Foto:Reprodução Facebook) Foram presos Daniel Gutierrez Govino, João Victor Pereira Romano, Gustavo de Almeida Fernandes e Marcelo Aron Cwerner.

Brigadistas são suspeitos de causar incêndios; coordenador do Projeto Saúde e Alegria diz que ação quer desmoralizar os projetos da Amazônia
A Polícia Civil do Pará cumpriu na manhã desta terça-feira (26) quatro mandados de prisão preventiva contra brigadistas de Alter do Chão, em Santarém, no Pará (a 1.231 km de Belém).
As prisões aconteceram no âmbito da operação Fogo do Sairé, que apura a origem dos incêndios que atingiram a região de Alter do Chão em setembro deste ano.

(Foto>Redes sociais)
(Foto>Redes sociais)

Ao todo, o fogo consumiu uma área equivalente a 1.600 campos de futebol e levou quatro dias para ser debelado por brigadistas e bombeiros.
De acordo com a Polícia Civil, uma investigação de dois meses apontou indícios de que ONGs, entre elas a Brigada de Incêndio de Alter do Chão, tenham atuado como causadoras do incêndio.
Um dos mandados de busca foi cumprido na sede do Projeto Saúde e Alegria, uma das ONGs mais reconhecidas da região e que já recebeu vários prêmios por sua atuação na Amazônia. A ONG é integrante da Rede Folha de Empreendedores Socioambientais e, na semana passada, ganhou o Prêmio Melhores ONGs do Brasil com outras 99 organizações.

A polícia está na sede da entidade desde o início da manhã vasculhando computadores e documentos.

“É uma situação kafkaniana, um pesadelo. O que a gente percebe claramente é uma ação política para tentar desmoralizar as ONGs que atuam na Amazônia. É muito preocupante”, afirma o coordenador do Projeto Saúde e Alegria, Caetano Scannavino.

Ele afirma que um dos presos pela polícia, que faz parte da Brigada de Incêndio de Alter do Chão, é funcionário da ONG. “Conheço os meninos da brigada e todos me parecem pessoas extremamente comprometidas”, diz.

Em nota, a Brigada de Alter do Chão informou que, desde 2018, tem atuado  no apoio ao combate a incêndios florestais, sempre em parceria com o Corpo de Bombeiros. E informou que ainda tenta entender o que motivou a prisão dos brigadistas.

“Estamos em choque com a prisão de pessoas que não fazem senão dedicar parte de suas vidas à proteção da comunidade, porém certos de que qualquer que seja a denúncia, ela será esclarecida e a inocência da Brigada e seus membros devidamente reconhecida.”

Com cerca de 6.000 habitantes, o balneário Alter do Chão é um dos principais destinos turísticos da Amazônia e chega a reunir até 100 mil visitantes na alta estação.

É conhecida por suas águas cristalinas, pelas áreas de floresta e pela forte influência da cultura indígena. Desde meados dos anos 1990, passou a atrair todos os anos hordas de turistas, sobretudo de São Paulo.

Os recentes incêndios, contudo, acenderam o alerta da comunidade e das autoridades para uma possível nova ofensiva sobre áreas de proteção ambiental deste paraíso amazônico.

Conforme reportagem publicada pela Folha nesta segunda-feira (25), o balneário vive um cenário de devastação de áreas de proteção ambiental, pressão imobiliária e disputas em torno de uma legislação que permitiria a construção até de edifícios nas margens do rio Tapajós.

O Ministério Público Federal suspeita que um dos focos dos incêndios tenha começado em área invadida por grileiros nas margens do Lago Verde, em uma região conhecida como Capadócia. A área foi alvo de ocupações irregulares nos últimos anos, quando tentaram erguer no local um loteamento privado.

Nas margens do rio Tapajós, a área de proteção ambiental tem 86% da sua área coberta pela floresta e pelo cerrado amazônico, bioma considerado fundamental para o ecossistema da região. Ali, existem 475 espécies de árvores e mais de 500 espécies de animais, incluindo algumas ameaçadas de extinção como a onça-pintada e o maracajá-peludo.

As queimadas não são incomuns nas regiões de cerrado amazônico, pois o cerrado possui uma vegetação rasteira e mais seca do que da floresta. Especialistas, contudo, atestam que os focos de incêndio são, necessariamente, resultado da ação humana, seja ela dolosa ou acidental.
Por:Folha de São Paulo/João Pedro Pitombo
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Polícia Federal encontra dossiê contra Jader Barbalho em buscas na casa de ex-senador

(Foto:Agência Senado) – Polícia Federal encontra dossiê contra Jader Barbalho em buscas na casa de ex-senador
De acordo com informações publicadas pela revista Crusoé, a Polícia Federal (PF) encontrou um dossiê contra Jader Barbalho (MDB) na casa do ex-senador Luiz Otávio Oliveira Campos, apontado como operador do líder emedebista paraense.

O material foi encontrado pela PF, na casa de Luiz Otávio, onde ele guardava todos os documentos contra Jader, no Lago Sul, em Brasília, durante a Operação Alaska, onde foram cumpridos mandados de busca e apreensão no início de mês de novembro.

A operação investiga o pagamento de propina pela JBS a políticos do MDB para apoiar a reeleição de Dilma Rousseff, nas eleições de 2014. Nas buscas, a Polícia descobriu 14 volumes de documentos sobre Jader no closet do quarto de Luiz Otávio, incluindo obras que teriam sido superfaturadas.

Outros cinco volumes intitulados “Resumos de processos em andamento – Gestão Jader” que mostra uma relação de investigações quando Jader Barbalho foi ministro da Previdência entre 1988 e 1990, foram encontrados na casa.

Outros três volumes enumeram obras contratadas com valores superfaturados. Soma-se ainda outros seis volumes intitulados “documentos de imprensa” que compila um apanhado de notícia sobre o pai de Helder Barbalho, atual governador do Pará.

Luiz Otávio foi senador do Pará pelo MDB. Cria de Jader Barbalho, foi apontado pelo delator da J&F, Ricardo Saud, como representante de Jader Barbalho para tratar de repasses indevidos ao senador paraense e seus aliados políticos na campanha de 2014.

A PF encontrou uma agenda com senhas, contas bancárias, valores e telefones. A Polícia Federal analisa todo o documento encontrado.

Fonte: de Crusoé
26 Nov 2019 – 

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