Nos pênaltis, Remo vence o Paysandu e conquista o título do paraense sub-15

Jogo foi disputado pela manhã no Mangueirão(Foto:Samara Miranda/ Ascom Remo)
Sub-15 do Remo comemorando o título na categoria

O Clube do Remo foi o campeão paraense do Sub-15 ao vencer, nos pênaltis, o Paysandu. O jogo foi realizado na manhã deste domingo (8), no estádio Olímpico, o Mangueirão, em Belém. No tempo normal, o Leão e o Papão empataram em 1 a 1. A decisão do título foi para os pênaltis.

O Remo acertou as cinco cobranças e o Paysandu perdeu duas. Com isso, 5 a 3 para o time azulino, que levantou a taça na categoria sub-15.
Redação Integrada
08.12.19 14h38
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Mais de 300 kg de cocaína são apreendidos e quatro pessoas são presas pela PF em MT

Para efetuar a apreensão, houve apoio da Polícia Militar e da Polícia Rodoviária Federal (PRF)
cerca de 300 kg de cocaína foram apreendidos pela PF em MT. — Foto: PF-MT

A Polícia Federal prendeu quatro pessoas nessa sexta-feira (6) em Gaúcha do Norte, a 595 km de Cuiabá, e apreendeu cerca de 300 kg de cocaína.

Para efetuar a apreensão, houve apoio da Polícia Militar e da Polícia Rodoviária Federal (PRF).

Investigações da Polícia Federal de Rondonópolis, a 218 km de Cuiabá, deram conta de que um grupo de traficantes estaria utilizando rotas alternativas para transportar cocaína de MT paraGoias (GO).

A PF recebeu a informação de que a quadrilha utilizava um caminhão para o transporte da droga e uma caminhonete como “batedor”.

A quadrilha saiu de Comodoro, a 677 km da capital, e foram montadas diversas barreiras policias na região de Paranatinga e Gaúcha do Norte na tentativa de interceptar a carga e os traficantes.

Na sexta, os policias localizaram os veículos em uma rodovia que dá acesso a Gaúcha do Norte. Após os procedimentos de busca, foram encontrados cerca de 300 kg de cocaína escondidos em compartimento falso no baú do caminhão utilizado pelos traficantes.

Foram presos o motorista e o passageiro do caminhão e os dois ocupantes da caminhonete que fazia a escolta da droga.
Por G1 MT
07/12/2019 11h01
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Jovem tem redes sociais rackeadas e golpista pede fotos íntimas em Itaituba

O caso aconteceu na cidade Itaituba, no sudoeste paraense, e foi denunciado pela própria adolescente nas redes sociais.(Foto:Divulgação)

Com o pretexto de pagamento financeiro, um golpista entrou em contato com uma adolescente de 17 anos, após ter rackeado as redes sociais da adolescente, para conseguir fotos íntimas. O caso aconteceu na cidade Itaituba, no sudoeste paraense, e foi denunciado pela própria adolescente nas redes sociais.

Segundo ela, as redes sociais foram todas rackeadas e a partir de então ela perdeu o controle sobre as páginas no ambiente da internet, e segue sem fazer ideia de quem estão usando agora. O fato é que a pessoa ou pessoas, que se passam pela adolescente, estão pedindo em seu nome, nas redes sociais, fotos íntimas em troca da promessa do pagamento de R$ 1.800 reais.

A adolescente contou que os falsários, cuja imagem nas redes sociais é de uma outra jovem, tentou convencer outras meninas, afirmando já ter realizado alguns trabalhos para uma empresa e que querem fotos íntimas, caseiras, feitas por elas próprias, para fins de divulgação em sites que não poderiam ser acessados no Brasil.

A própria jovem não afirma ter caído no golpe mas postou um print nas redes socais em que dá a entender que ela mesma foi ameaçada por um homem.

Por:Redação Integrada, com informações do Giro
07.12.19 18h19
Divulgação
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Polícial toca em parte íntima de mulher em abordagem

O caso se passou no estado do Maranhão e viralizou nas redes sociais.
O registro em vídeo de uma abordagem policial realizada no Maranhão, viralizou nas redes sociais. Em vídeo, é possível ver um policial tentando colocar uma mulher dentro da viatura. Enquanto ela resiste, ele põe a mão sob a saia dela em tentativa de colocá-la dentro do veículo.

Assista:


As pessoas ao redor ficaram revoltadas quando o policial toca nas partes íntimas da mulher. Um homem chega a fechar a mala do carro e ela consegue se desvencilhar da abordagem, mas volta até o policial para pegar o celular dela, que estava no bolso dele.

Em áudios divulgados nas redes sociais, a mulher afirma que os policiais chegaram até o local para abaixar o som da festa que estava ocorrendo. Um dos clientes teria ironizado a ação e os PMs começaram a discutir com ele, causando uma confusão generalizada.

Após a divulgação nas mídias, os dois policiais foram transferidos para cumprir funções administrativas dentro da corporação. Um procedimento foi aberto pela própria polícia para investigar o que ocorreu durante a abordagem.

Com informações do IG
07.12.19 15h11
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Agiota colombiano é morto com três tiros no Pará

Agiota colombiano é morto com três tiros na estrada do Aurá, em Ananindeua
O crime aconteceu bem próximo à barreira do Detran.(Foto:Oswaldo Forte / O Liberal)

Segundo a Polícia Civil, o assassinato de Eder Harol Gutierrez Martinez, de 29 anos de idade, aconteceu às 11h45, deste sábado (07), na BR 316 na entrada da estrada do Aurá, em Ananindeua. Ele aguardava sobre uma motocicleta para atravessar a BR, quando um carro, de cor marrom, se aproximou e de dentro do veículo um homem desceu, encapuzado, e disparou contra a vítima que morreu na hora. Foram dois tiros na cabeça e um na região do pescoço.

A Polícia informou ainda que a moto seria da empresa em que Eder Harol trabalhava, contudo, também foi informado que ele atuava como agiota, ou seja, emprestava dinheiro a juros, atividade que pode ter gerado a motivação para o crime de homicídio.

Uma testemunha ocular do assassinato, que pediu para não ser identificada, contou à reportagem da redação integrada de O Liberal que a vítima havia saído da estrada do Aurá e logo que chegou na esquina em sua moto para atravessar a BR 316, foi executada. O crime aconteceu bem próximo à barreira do Detran, em Ananindeua, e com a chegada das equipes de polícias Civil e Militar e o isolamento da área, o trânsito ficou bastante congestionado no local. O tráfego lento com pontos de retenção levou mais de duas horas para se normalizar.
Redação Integrada
07.12.19 14h10
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Ataque no Maranhão mata 2 índios; Moro fala em enviar Força Nacional

Vítima do tiroteio no Maranhão(Foto:Reprodução / Instagram Sônia Guajajara)
Dois índios da etnia Guajajara foram mortos e há feridos; o ministro da Justiça, Sérgio Moro, enviou homens da Polícia Federal para investigar

Dois índios da etnia Guajajara morreram após terem sido atacados neste sábado (7) às margens da rodovia BR-226, localizada no município de Jenipapo dos Vieiras, no Maranhão, 500 quilômetros ao sul da capital São Luís. As mortes foram confirmadas pela Secretaria de Estado dos Direitos Humanos e Participação Popular do Estado.

O ministro da Justiça e Segurança Pública, Sérgio Moro, informou no Twitter que a equipe da Polícia Federal foi enviada ao local para investigar o crime e suas motivações. “Vamos avaliar a viabilidade do envio de equipe da Força Nacional à região. Nossa solidariedade às vítimas e aos seus familiares”, escreveu.

Procurada, a Funai informou que lamenta o ocorrido na Terra Indígena Cana Brava, próxima da Aldeia El-Betel. A instituição afirmou que os indígenas foram atingidos por tiros vindos de um veículo Celta, de cor branca e com vidros espelhados. A equipe da Funai está na região, assim como a da Secretaria de Segurança Pública e da Secretaria de Estado de Direitos Humanos.

Protesto e bloqueio

Como forma de protesto, os indígenas interditaram a rodovia nos dois sentidos e a passagem de veículos foi bloqueada. A líder indígena Sônia Guajajara escreveu em uma rede social dizendo que é preciso acabar com os ataques contra indígenas. “Basta de vítimas, não queremos mártires, queremos vozes vivas”.

Em novembro, o líder indígena Paulo Paulino Guajajara foi alvo de uma emboscada de madeireiros na reserva Arariboia. Naquele mês, o jornal O Estado de S. Paulo mostrou que o Ministério Público Federal (MPF) pede na Justiça que as autoridades tomem providências para evitar mortes de índios “guardiães da floresta” como Paulo Paulino Guajajara. Atualmente existem ao menos quatro “guardiães” sob ameaça de morte na área indígena onde ocorreu o crime e outros 20 em todo o Estado.

Vítima do tiroteio no Maranhão Reprodução / Instagram Sônia Guajajara
Vítima do tiroteio no Maranhão
Reprodução / Instagram Sônia Guajajara

por Agência Estado
07/12/2019 – 22h03;Copyright © Estadão. Todos os direitos reservados.

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Motorista internado na UTI morre dois dias após acidente que matou vereador em Sorriso (MT)

Motorista que conduzia o carro morreu dois dias após o acidente. — Foto: Arquivo pessoal

Adelar Natal Pignat e o vereador eram moradores de Gaúcha do Norte e estavam em Sorriso. Vilmar Contini morreu no dia do acidente.

Morreu, nesta sexta-feira (6), na UTI do Hospital Regional de Sorriso, a 420 km de Cuiabá, o motorista Adelar Natal Pignat, de 50 anos, que conduzia o veículo onde estava o vereador Vilmar Contini (PR) morto na quarta-feria (4). Os dois foram vítimas de um acidente.

Vilmar Contini, conhecido como Fifi, era vereador em Gaúcha do Norte, a 595 km da capital. Ele estava no primeiro mandato. Foi o mais votado no último pleito de 2016 com 292 votos.

O acidente aconteceu em um cruzamento no bairro Rota do Sol em Sorriso. Adelar dirigia um carro prata, que seguia pela Rua Porto Belo e bateu com um outro automóvel, de cor preta, na esquina com a Rua Vale Dourado, e Sorriso.
Segundo a direção do hospital, o vereador, que estava no banco do passageiro, sofreu um trauma no tórax e morreu no início da noite de quarta.

A mulher que conduzia o outro carro envolvido sofreu ferimentos leves.

A perícia foi realizada no local do acidente pela Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec). Segundo o perito Nilton Carlos Dalberto, nos sentidos em que os carros eram conduzidos não haviam placas indicando qual a preferencial.

 O vereador Vilmar Contini, que ocupava o banco do passageiro, morreu no dia do acidente — Foto: Arquivo pessoal

O vereador Vilmar Contini, que ocupava o banco do passageiro, morreu no dia do acidente — Foto: Arquivo pessoal

Por G1 MT
06/12/2019 18h53
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Sem nenhum garimpo legal, RR exportou 771 kg de ouro em 3 anos; vendas dobraram nos últimos 2 meses

PF apreendeu diversas barras de ouro durante operação nesta sexta-feira (6) — Foto: Divulgação/PF

Operação da PF que desmontou esquema de contrabando de ouro da Venezuela e de Roraima explica como a venda ilegal do minério foi parar em estatísticas oficiais; só entre outubro e novembro, estado exportou 369 quilos de ouro a Índia e Emirados Árabes.
Roraima exportou 771 quilos de ouro nos últimos três anos mesmo sem ter qualquer garimpo operando legalmente. Os dados são do Comex Stat, portal do Ministério da Economia sobre comércio exterior, e apontam que quase metade desse minério foi vendido só nos últimos dois meses.

Leia mais:PF faz operação contra comércio ilegal de 1,2 tonelada de ouro com envolvimento de venezuelanos

Nesta sexta (6), a operação Hespérides da Polícia Federal revelou o esquema de contrabando de 1,3 tonelada de ouro da Venezuela e de garimpos ilegais em Roraima. A investigação explica como o minério foi parar na balança comercial do estado.

A ação da PF prendeu 18 pessoas que faziam parte da rede de contrabando. A quadrilha tinha participação de empresários venezuelanos, além de servidores públicos federais e estaduais. Carros, 100kg de ouro, R$ 600 mil e dezenas de veículos foram apreendidos. Cinco investigados estão foragidos.

De acordo com as investigações, o ouro que saía de Roraima era “requentado” como sucata de joias a partir de notas fiscais falsas emitidas por uma empresa sediada em Pacaraima, cidade na fronteira com o Sul do país vizinho, região onde ficam os garimpos venezuelanos.

Depois que saía da região de fronteira, o minério era transportado a cidade de Caieiras, em São Paulo, onde uma outra empresa fazia a exportação, “já com aparência lícita, para os Emirados Árabes Unidos e Índia”, segundo a Receita Federal.

Dessa forma, segundo a PF, o grupo conseguia lucrar mais do que ganharia se vendesse o minério no mercado negro e também escapava de tributação federal. A receita estima que se a importação ocorresse de forma regular a dívida em tributos federais chegaria a R$ 26 milhões sem contar juros e multas.

“Com o ‘esquentamento’ eles conseguem atingir lá no final da cadeia o preço internacional do ouro, que nessa semana bateu R$ 198,50 o grama. Se a empresa mantivesse o ouro na ilegalidade, ela compraria, por exemplo, a R$ 120 o grama e venderia a R$ 140″, explicou o delegado responsável pela investigação, Vinicius Venturini. “A partir do momento que a organização esquenta esse ouro e dá uma aparência de legalidade, ela consegue pular de R$ 120 a quase R$ 200 o valor do grama”.

Salto na exportação de ouro

Conforme os dados do Comex Stat, o ouro apareceu pela primeira vez nos dados de exportação de Roraima ainda em 2017, mesmo ano em que a PF começou a investigação sobre o contrabando do minério, e desde então deu um salto. Em três anos, as vendas, sempre para a Índia e Emirados Árabes, ultrapassaram os US$ 34 milhões (o equivalente a R$ 141 milhões).

Leia mais:PF faz operação contra comércio ilegal de 1,2 tonelada de ouro com envolvimento de venezuelanos

A alta nas exportações do ouro bateu recorde nos meses de outubro e novembro deste ano, quando o estado vendeu um total de 369 quilos de ouro. O montante quase equivale aos 402 kg exportados entre outubro de 2017 e setembro deste ano.

“Esse quantitativo de ouro que saía de Roraima e ia para os dados estatísticos dos órgãos foi praticamente todo operado pelos investigados”, disse o delegado Venturini. “Nós fizemos um comparativo no começo do ano e os números de exportação bateram com o que a empresa movimentava”.

Exportações de ouro por Roraima em 2019
Mês     Quantidade     País de destino
Janeiro     57 kg     Índia
Fevereiro     43 kg     Índia
Março     5 kg     Índia
Abril     7 kg     Índia
Maio     45 kg     Emirados Árabes; Índia
Junho     49 kg     Emirados Árabes; Índia
Julho     82 kg     Emirados Árabes
Agosto     48 kg     Emirados Árabes; Índia
Setembro     20 kg     Emirados Árabes
Outubro     196 kg     Emirados Árabes
Novembro     173 kg     Índia
Fonte: Comex Stat

O dado já havia chamado atenção da Secretaria de Planejamento do Estado (Seplan), que acompanha os índices de exportação de Roraima, e também intrigava policiais federais, procuradores e técnicos da Agência Nacional de Mineração (ANM), conforme revelou a BBC em agosto.

Além de ter ido parar na balança comercial do estado, com o salto nos últimos dois meses o ouro passou a ser o principal produto exportado por Roraima, ultrapassando até mesmo a soja, que historicamente liderava o ranking, explicou o economista da Seplan, Fábio Martinez.

Segundo o economista, há três anos a exportação do ouro praticamente não era percebida nas estatísticas oficiais. A série histórica que consta no sistema do Comex Stat começou em 1997 e até outubro 2017 não apontava nenhuma quantidade de ouro entre os produtos exportados pelo estado.

“Sabíamos que não existem jazidas legais em Roraima e isso nos intrigava. Além disso, para a nossa surpresa, o ouro acabou se tornando em 2019 o principal produto de exportação de Roraima”, afirmou Martinez.
Leia mais:PF faz operação contra comércio ilegal de 1,2 tonelada de ouro com envolvimento de venezuelanos

A PF não detalhou quanto da 1,2 tonelada de ouro que o grupo contrabandeou ao longo dos últimos três era oriunda da Venezuela e dos garimpos clandestinos em Roraima, mas estima que a maior parte veio do país vizinho.

A investigação começou em 2017, quando houve a apreensão de 130g de ouro no aeroporto de Boa Vista. O metal era destinado à empresa investigada e estava acompanhado de uma nota fiscal falsa de “sucata de ouro”.

Em Roraima, a maior parte dos garimpos ilegais que funcionam atualmente estão concentrados na Terra Indígena Yanomami, área que tem quase 10 milhões de hectares e onde vivem cerca de 27 mil índios.

A estimativa da Funai é que há entre 7 e 10 mil garimpeiros operando ilegalmente na região, mas a Hutukara Associação Yanomami denuncia a presença de 25 mil garimpeiros na área.

No fim do mês passado, lideranças da região divulgaram uma carta aberta que alertaram para o risco de um massacre na reserva.

No documento, assinado por 116 lideranças, os povos Yanomami e Yekuana cobraram que o governo retire os garimpeiros que estão na região e impeça a entrada de novos, citando tensão e casos de violência que ocorrem na área em razão da presença de invasores.
Por Emily Costa e Valéria Oliveira, G1 RR — Boa Vista
07/12/2019 06h00

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Adolescente de 15 anos é morto com pauladas e facadas em Santarém

Corpo foi achado ao lado de uma casa, em um terreno
Um adolescente de apenas 15 anos foi encontrado morto na manhã desta sexta-feira (06) em Santarém, região Oeste paraense. O cadáver do rapaz foi achado por volta de 8h na travessa E do bairro Jaderlândia, com marcas de espancamento feitas por um pedaço de madeira e facadas.

O 3º Batalhão de Polícia Militar (BPM) foi ao local e encontrou o corpo em um terreno ao lado de uma residência, já com rigidez cadavérica. Ele tinha ferimentos por todo o corpo, entre perfurações e pancadas, e um grande golpe de arma branca no pescoço. Uma ambulância do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu 192) chegou a ser acionada, mas o jovem estava morto há algumas horas.

Segundo familiares, o rapaz saiu de casa na quinta-feira (5) por volta das 23h, para se encontrar com amigos, mas saiu do ponto de encontro na esquina da rua de sua casa quando alguém o chamou. O adolescente não foi mais visto desde então, sendo encontrado somente na manhã do dia seguinte, sem vida.

Segundo a Polícia Militar, moradores contaram que o rapaz era usuário de drogas e era conhecido por cometer pequenos furtos e roubos na região. O corpo foi removido e levado ao Instituto Médico Legal (IML) de Santarém, e a Polícia Civil investiga o caso, que pode ter ligação com o tráfico de drogas.

Por:ORM 06/12/2019
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Governo do Pará solicita a Moro que Força-Tarefa permaneça nas prisões do estado por mais um ano

Força-Tarefa de Intervenção Penitenciária (FTIP) está no Pará desde julho, após o massacre em prisão de Altamira que culminou em 62 mortes. Atuação do grupo é alvo de denúncia de tortura e é investigado.

Nesta sexta-feira (6), o governador do Pará em exercício, Lúcio Vale, assinou um ofício, que será enviado ao ministro da Justiça, Sérgio Moro, solicitando a prorrogação da atuação da Força-Tarefa de Intervenção Penitenciária (FTIP) no Pará por mais 12 meses. Os agentes da FTIP já atuam no Estado desde julho deste ano. A FTIP está em 13 presídios do Pará desde julho, após o massacre ocorrido na prisão de Altamira, no sudeste do Pará, que culminou em 62 mortes. A atuação da Força-Tarefa é alvo investigação por diversas denúncias de prática de maus-tratos e tortura a presos.

A assinatura do ofício ocorreu no Palácio do Governo, durante a reunião ordinária do mês de dezembro do Conselho Nacional dos Secretários de Estados da Justiça, da Cidadania, Direitos Humanos e Administração Penitenciária (CONSEJ), sediada em Belém. O conselho atua no apoio à formulação da política criminal e penitenciária do Brasil, de acordo com a Lei de Execução Penal, e na elaboração de planos nacionais de desenvolvimento para o sistema penitenciário – através da avaliação periódica do sistema criminal de todos os Estados.

Denúncias

O Ministério Público Federal (MPF) denuncia casos de agressões generalizadas, alimentação imprópria, falta de medicamentos essenciais e proibição da entrada de advogados.

Há ainda relatos de estupros, beijo forçado, e agressões a mulheres. O MPF também recebeu fotos e vídeos que mostram presos feridos, além de superlotação e condições sanitárias precárias.

Colhidos pelo MPF com presos, familiares e agentes penitenciários estaduais, os relatos de tortura e maus-tratos nas unidades sob intervenção federal, entretanto, são numerosos e bastante contundentes.

No documento do MPF, um preso conta que, após agentes federais entrarem no local, os detentos ficaram nus das 7h30 até as 16h45. “Nesse período, passamos por tortura, pois estávamos no sol quente, espirravam spray na gente, quebraram muitos cabos de vassoura nas nossas costas”, disse.

O mesmo preso contou que viu agentes federais e também estaduais “pegando o cabo de uma doze (arma de calibre 12) e introduzindo na bunda de um rapaz”. Ele completa: “Foram dois agentes, ele (o preso) estava em posição de procedimento, ou seja, com as mãos na cabeça. (Os agentes) tentaram primeiro introduzir no ânus dele um cabo de enxada, mas não conseguiram, aí conseguiram com o cabo da 12; inclusive, eu vi esse rapaz saindo de ambulância e os médicos atendendo ele.”

Segundo os testemunhos colhidos pelos procuradores da República, agressões físicas ficaram frequentes dentro das cadeias após a intervenção. “(O agente) pegou uma tábua com prego, levantou a cabeça do prego, e bateu com o prego no meu pé. Ele inseriu o prego no meu pé direito; me jogaram pra dentro do bloco com o pé ferido; no dia seguinte, em vez de eu ter atendimento médico, me torturaram, me deram muita porrada e spray (de pimenta), e jogaram de volta pra dentro do bloco novamente, sem atendimento.”

Além dos presos e parentes, o MPF também ouviu membros da OAB que conseguiram entrar nas casas de detenção. Em um áudio, uma advogada comparou a situação de uma das unidades sob intervenção a um campo de concentração nazista.

“Eu já chorei — e eu sou advogada — mas eu já chorei nessa cela aqui que eu estava, não sei nem o que dizer pra vocês. Tem gente baleada, eles são agredidos todo dia, eles estão há 30 dias com uma roupa só, descalços e carecas, aqui parece campo nazista, sabe? Todo mundo quer ser transferido das cadeias porque não tão aguentando o regime que está tendo aqui.”

Um novo relatório emitido em novembro concluiu que a Força-Tarefa de Intervenção Penitenciária (FTIP) no Pará atuou de forma ilegal. De acordo com o Mecanismo Nacional de Prevenção e Combate à Tortura (MNPCT), comitê ligado ao Ministério dos Direitos Humanos, do governo federal, houve prática de maus-tratos e tortura a presos.

O documento foi elaborado após visita às casas penais do estado, com inspeções realizadas em setembro. A visita dos peritos federais do MNPCT ocorreu de 16 a 21 de setembro no Centro de Recuperação Regional de Altamira (CRRALT), onde 58 presos foram mortos durante rebelião em julho deste ano; Central de Triagem de Altamira; Cadeia Pública de Jovens e Adultos (CPJA), em Belém; Centro de Recuperação Prisional do Pará 3 (CRPP III), em Santa Izabel; e Centro de Reeducação Feminino (CRF), em Ananindeua.

Segundo o relatório, há um “quadro caótico de superlotação, agravado a partir da atuação da FTIP”, que fechou presídios, transferiu e amontoou detentos em outras unidades, sem planejamento adequado. A comissão também afirma que houve situações de desrespeito à condição humana dos presos.

O Ministério Público Federal (MPF) investiga denúncias de que houve tortura contra detentos no Complexo Penitenciário de Santa Isabel. O comandante da intervenção federal chegou a ser afastado por não ter tomado providências para evitar os maus-tratos e abuso de poder, mas foi reintegrado pela Justiça.

“O Departamento Penitenciário Nacional (Depen/MJSP) não reconhece as alegações de tortura generalizada durante o emprego da Força-Tarefa de Intervenção Penitenciária (FTIP) em 13 unidades prisionais do Pará. O Depen defende a humanização da pena e repudia quaisquer atos de maus tratos”, diz trecho da nota divulgada pelo Ministério da Justiça.

O governo do Pará, comandado por Helder Barbalho (MDB), afirmou “repudiar” as “infundadas narrativas” sobre torturas. Em nota, o governo afirmou que “de todas as indicações para realização de exames de corpo de delito, nenhum resultado enveredou para a constatação de lesões provocadas por maus tratos ou atos de tortura.”
Por G1 PA — Belém
06/12/2019 21h54

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