Bebê de nove meses é abandonado em sorveteria

O dono do estabelecimento chamou a polícia, que está investigando o caso. A mãe da criança já foi identificada
(Foto:Rafael Camargo/ Arquivo Pessoal)

Uma menina de nove meses foi abandonada dentro de uma sorveteria na tarde da última sexta-feira (3). A criança foi levada para atendimento médico e encaminhada ao Conselho Tutelar. Ela está em uma casa de apoio e, de acordo com o Conselho Tutelar, está bem. O caso aconteceu em Colombo, na Região Metropolitana de Curitiba (PR).

A conselheira tutelar de plantão, Elisângela Rios, informou que o Judiciário foi acionado. Neste momento, é aguardada a manifestação do Ministério Público do Paraná (MP-PR).

O carrinho com a bebê foi deixado em frente à sorveteria de Rafael Souza Camargo. Ele conta que atendendo clientes quando o caso aconteceu. O comerciante afirma que ouviu quando uma mulher falou que ia deixar o carrinho ali e que outra pessoa passaria para pegar. No entanto, ninguém apareceu.

“Eu fiquei meio sem ação. Ela ficou dois minutos quietinha e depois começou a chorar”, lembra Rafael.
O homem chamou afirmou que depois de 10 minutos, decidiu ligar para a esposa dele, pedindo ajuda, e acionou a polícia.
“Minha mulher ficou chocada. Estamos esperando um bebê também. Ela está grávida de cinco meses”, conta o comerciante.
Rafael disse que no carrinho havia uma mochila com um endereço. Ele e a esposa foram ao local e contaram o ocorrido para uma mulher.
A Polícia Civil informou que o caso está sendo investigado e que a mãe da criança já foi identificada.

Redação Integrada com informações de G1 Paraná
04.01.20 18h35

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Adolescente é detida suspeita de estrangular e tentar matar filha de 1 ano em MT

A mãe da adolescente afirmou que a filha apresenta comportamento imprevisível e que tentou matar a neta asfixiando pelo pescoço, dando chacoalhadas e a enforcando.(Foto:Reprodução)
Uma adolescente de 17 anos foi detida na noite dessa sexta-feira (3) suspeita de estrangular e tentar matar a filha dela, de 1 ano, em Várzea Grande, região metropolitana de Cuiabá.

Segundo a Polícia Militar, a mãe da adolescente afirmou que a filha apresenta comportamento imprevisível e que naquela noite tentou matar a neta asfixiando pelo pescoço, dando chacoalhadas e a enforcando.

A própria adolescente confirmou o que a mãe disse e confessou a situação. Ainda, a mãe da adolescente disse que o Conselho Tutelar sabia desse problema na família, porém, as medidas não foram suficientes já que a menina tem acesso à criança e apresenta um comportamento suicida.

O Conselho Tutelar foi chamado e a menina levada para a Central de Flagrantes.
Por G1 MT
04/01/2020 14h31
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Reféns são libertados após 9 horas de negociação com a polícia em presídio de Marabá, no sudeste do Pará

(Foto:Reprodução G1)- A ação começou por volta das 7h da manhã quando um grupo de pelo menos três homens armados tentou dar cobertura para que os presos fugissem do local.
Agentes penitenciários são feitos reféns em presídio do Pará

Três funcionários do Centro de Recuperação Agrícola Mariano Antunes (CRAMA), em Marabá, no sudeste do Pará, que estavam sendo feitos de refém por detentos foram libertados após nove horas de negociação com a polícia, neste sábado (4). Ninguém ficou ferido.

A liberação dos reféns aconteceu às 16h, após a negociação entre o juiz de plantão da vara de Execuções Penais de Marabá com os internos do presídio.

De acordo com a Polícia Militar, a ação começou por volta das 7h da manhã quando um grupo de pelo menos três homens armados tentou dar cobertura para que os presos fugissem do local. A polícia conseguiu impedir a fuga, mas os presos fizeram três funcionários do presídio reféns. Um detento ficou ferido ao tentar fugir. Ele foi recapturado recebeu atendimento e passa bem.

De acordo com os presos, a tentativa de fuga e motim aconteceram devido as péssimas condições do Centro de Recuperação Agrícola Mariano Antunes e a superlotação. Eles também denunciaram que estariam passando fome e que as visitas teriam sido suspensas.

Em nota, a Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (Seap) informa que os três agentes penitenciários feitos reféns na manhã deste Sábado (04), no Centro de Recuperação Agrícola Mariano Antunes, em Marabá foram liberados e estão bem. A Seap não se posicionou sobre as denúncias feitas pelos detentos sobre as péssimas condições do presídio, a superlotação, a falta de comida e as visitas suspensas.

 Presídio de Marabá — Foto: Reprodução / TV Libera — Foto: Reprodução / TV Liberal

Presídio de Marabá — Foto: Reprodução / TV Libera — Foto: Reprodução / TV Liberal

Por G1 PA — Belém
04/01/2020 16h46
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Campanha ‘Janeiro Branco’ alerta para saúde mental

Cidadãos são convidados a refletir sobre propósito de vida(Foto:Carla Cleto / Divulgação)
Taxa de crescimento de suicídios entre os paraenses segue na contramão dos índices globais

Por volta das 9 horas do primeiro dia de 2020, uma guarnição do Grupamento de Bombeiros Militar (15º GBM), no Município de Abaetetuba, foi acionada para atender a uma ocorrência de tentativa de suicídio, em que um jovem de 28 anos encontrava-se pendurado em uma torre de telefonia celular a 40 metros de altura. Ao final da situação, a pessoa foi resgatada com vida pelos bombeiros. A cena tem tudo a ver com a campanha nacional Janeiro Branco, idealizada por um grupo de psicólogos de Uberlândia (MG), em 2014, e que ganhou amplitude nacional com o foco na abordagem da saúde mental. As ações no Pará já começam a ocorrer.

Nesse sentido, a campanha visa convidar cidadãos no País a refletirem sobre “o sentido e o propósito das suas vidas, a qualidade dos seus relacionamentos e o quanto elas conhecem sobre si mesmas, suas emoções, seus pensamentos e sobre os seus comportamentos”. A iniciativa intenta sensibilizar as mídias, instituições sociais, públicas e privadas, e os poderes constituídos, públicos e privados, em relação à importância de projetos estratégicos, políticas públicas, recursos financeiros, espaços sociais e iniciativas socioculturais empenhadas(os) em valorizar e em atender as demandas individuais e coletivas relacionadas à Saúde Mental.
Construção

Belém está no roteiro das ações, mediante a mobilização de profissionais de Psicologia e áreas afins. A psicóloga Danielle Almeida chama a atenção para o fato de que, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), houve um aumento considerável de pessoas com transtornos mentais, entre eles depressão e ansiedade. “E aí o mês de janeiro foi escolhido propositalmente em virtude das festas de final de ano, quando as essoas desejam saúde, bem estar, prosperidade para iniciar um novo ano; o título Janeiro Branco ainda se dá por causa das roupas, na questão cultural e tradicional do uso do branco na virada de ano, com o sentido de paz, de serenidade”, observou.

Em 2014, as ações se restringiram a Uberlândia, envolvendo psicólogos e estudantes de Psicologia; porém, em 2015, ganhou proporção maior, quando, por meio das redes e mídias sociais, teve repercussão no Brasil. São mobilizados profissionais e estudantes de Psicologia e mais de áreas afins, como terapeutas ocupacionais, fonoaudiólogos, neuropedagogos, enfermagem e psiquiatras.

Sobre a prevenção a transtornos mentais, em um leque bem amplo de ações, como disse Danielle, ela tem base na criação do indivíduo. “Todo transtorno mental se tem 50% genética e 50% âmbito familiar. Então, na questão da criação, vai ser necessário você avaliar aspectos dessa prevenção, que a gente chama de prevenção primária, quando envolve a forma como os pais criam os filhos de uma forma equilibrada, a combinação de liberdade e limite, afeto e disciplina”, salientou.

Ações são desenvolvidas nos Centros de Atenção Psicosocial (CAPS), Hospital de Clínicas e outras instituições e técnicos e lideranças comunitárias engajadas no Janeiro Branco.
Em pauta

A proposta da campanha é colocar em pauta aspectos mentais, sentimentais, emocionais, relacionais e comportamentais dos cidadãos, por ser “imperioso e necessário, que a subjetividade humana possua lugar de destaque em nossa cultura e em nossos cotidianos, sob pena de sermos vítimas de nós mesmos e de quem despreza as próprias necessidades psicológicas e as necessidades psicológicas alheias”, como é destacado no site da campanha: Porque há sofrimentos que podem ser prevenidos. Dores que podem ser evitadas. Violências que podem ser impedidas, cuidadas ou reparadas. Exemplos que podem ser partilhados. Ensinamentos que podem ser difundidos em nome de povos mais

As ações da campanha são desenvolvidas de forma gratuita, sem fins lucrativos, e abrangem debates, reflexões, mini palestras, rodas de conversa, oficinas, caminhadas, corridas, piqueniques, cineclubes, entrevistas à mídia, murais de poesias, distribuição de balões brancos, panfletos, fitas brancas e outras intervenções urbanas. Informações podem ser obtidas no site da campanha.

Por:ORM

Eduardo Rocha
05.01.20 8h00

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Democratas americanos resistem a Bolsonaro

Os discursos do presidente brasileiro são considerados “preocupantes para a democracia e direitos humanos” no país
(Foto:Fabio Rodrigues Pozzebom/ Agencia Brasil)

A aproximação do governo Jair Bolsonaro com os Estados Unidos tem encontrado, no Capitólio, um foco de resistência. Desde a véspera da eleição brasileira, parlamentares nos EUA se mobilizaram para enviar ao menos cinco cartas ao governo americano, a empresas e corporações e protocolar duas resoluções e um projeto de lei que questionam a política ambiental e fazem fortes críticas às falas de Bolsonaro. Democratas consideram os discursos do presidente brasileiro “preocupantes para a democracia e direitos humanos” no país.

As primeiras manifestações, já no início da gestão, foram posicionamentos marcados pela ala do partido democrata mais à esquerda na Câmara – que criticara anteriormente o impeachment da presidente Dilma Rousseff e a prisão do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

A Câmara dos EUA é, desde novembro, de maioria democrata, e de oposição a Trump. A reverberação internacional da situação da Amazônia, contudo, fez com que as movimentações passassem a ter caráter mais formal, em tom de resolução interna no Congresso, e alcançassem parlamentares considerados mais moderados dentro do partido democrata. Uma delas teve apoio bipartidário, com endosso de senador republicano.

Ao menos 53 congressistas americanos se engajaram em diferentes movimentos críticos à situação da Amazônia ou às falas de Bolsonaro. A Amazônia também fez com que cinco pré-candidatos democratas à presidência dos EUA se envolvessem em cobranças ao governo brasileiro: Kamala Harris, Cory Booker e Amy Klobuchar endossaram o pedido para que os EUA adiem negociações comerciais com o Brasil enquanto não houver resposta efetiva sobre as queimadas. Bernie Sanders e Elizabeth Warren – que, junto com Joe Biden, estão entre os três primeiros nas pesquisas de intenção de votos – assinaram cartas para pedir que empresas cobrem do governo brasileiro a preservação ambiental.

Uma carta assinada por 11 democratas pedia ao representante comercial dos EUA, Robert Lighthizer, a suspensão da negociação de acordo comercial com o Brasil até que haja uma “ação significativa para proteger a Amazônia”. Dias antes, Kamala – tida como moderada – criticou Bolsonaro no Twitter: “Conforme a Amazônia queima, o presidente do Brasil deixa madeireiros e mineradores destruírem a Amazônia e, similar ao Trump, não está agindo”.

Livre comércio

Um eventual acordo de livre comércio – ambição da equipe econômica brasileira – precisa da aprovação dos parlamentares americanos, apesar de ser negociada com o Poder Executivo. O atual encarregado da embaixada, Nestor Forster, se reuniu com os dois senadores que redigiram o documento. Depois do encontro, o senador Brian Schartz escreveu que o Brasil deve “cumprir integralmente as leis de proteção ambiental e indígena”. “Fico feliz em ver uma mudança na retórica do governo Bolsonaro, agora vamos observar se ela vem acompanhada por uma mudança na política”, afirmou.

As iniciativas pela Amazônia seguiram durante o mês de setembro com um manifesto assinado por 13 senadores. “Os incêndios na Amazônia neste ano (em 2019) são uma emergência e exigem ação de todos nós. Você tem o poder de exigir que o presidente Bolsonaro aplique as leis ambientais de seu País e pode reavaliar suas operações à luz de inércia. Por favor, fale e deixe claro que a proteção da Amazônia é essencial para a sua empresa fazer negócios na região”, diz o texto endereçado a Cargill, Danone, Johnson & Johnson, L’Oreal, McDonald’s, Walmart, Deutsche Bank, Barclays e outras companhias.

Também em setembro, Câmara e Senado receberam resoluções sobre o Brasil – que têm um caráter diferente das cartas. No caso dos textos no Congresso, as medidas legislativas não têm força de lei, mas devem ser consideradas pelo governo uma posição formal dos parlamentares. Ambos ainda estão em tramitação. Na Câmara, 16 democratas prometem colocar dificuldades na relação entre EUA e Brasil expressando preocupações com direitos humanos, meio ambiente e democracia. Entre as manifestações, os deputados pedem a identificação e punição dos mandantes do assassinato da vereadora Marielle Franco. No caso do Senado, uma proposta bipartidária pede que EUA ofereçam apoio ao governo do Brasil e a ONGs para a preservação da Amazônia.

Congresso dos EUA é crucial

Diferentemente do Brasil, nos EUA o Congresso é muito importante na formulação de política externa, ressalta o professor de Relações Internacionais da Fundação Getúlio Vargas (FGV), Oliver Stuenkel. “A ferramenta de sanções e as questões de comércio passam pelo Congresso. Tanto que outros governos passam muito tempo fazendo lobby no Capitólio”, disse.

Stuenkel observa que historicamente o Brasil não tem alta visibilidade em Washington. “O País sempre ficou contente de não ter tanta visibilidade assim”, disse. Agora, no governo Bolsonaro, segundo o professor, a lógica mudou. Mas, paradoxalmente, o País tem tido um comportamento contraditório.

“Bolsonaro quer uma aproximação e aí, paradoxalmente, estamos passando pelo tempo mais longo sem embaixador em décadas. Desde os anos 70 não ficamos tanto tempo sem embaixador e isso agrava a situação de que o País não tem essa rede poderosa na capital. De repente se quer visibilidade, mas não se tem estrutura para isso”, afirma o professor da FGV.

‘Não se nota nenhuma resistência ao governo’

Atual encarregado pela embaixada brasileira em Washington, o diplomata Nestor Forster avalia que não há resistências ao governo Bolsonaro dentro do Congresso americano. Ele credita as críticas aos posicionamentos do presidente à ala “mais extrema, mais radical” do partido democrata, diz que tem se reunido com parlamentares dos dois partidos para dialogar sobre a situação do Brasil e que a recepção tem sido positiva. O nome de Forster ainda precisa ser aprovado pelo Senado para sua confirmação como embaixador.

Como o Brasil tem lidado com resistências ao governo Bolsonaro no Congresso americano?

A relação com o Congresso entra no que a gente chama de diplomacia parlamentar. Procuramos fazer isso no sentido de discutir política sem entrar em política interna de democratas versus republicanos. Não se nota no Congresso nenhuma resistência ao governo Bolsonaro, isso não existe. O que houve foi um movimento isolado, um grupo de parlamentares do partido democrata, situados na ala mais à esquerda, mais radical, que mandou uma carta criticando a Lava Jato. E foi respondido como deve ser respondido: o Brasil vive um Estado de Direito.

A relação com o Congresso americano tende a mudar?

Esse novo momento da relação Brasil-EUA, com uma renovada intensidade, no nível mais alto pela química entre os chefes de Estado, não se refletirá só nas relações que temos aqui com agências do Executivo, mas certamente vai nos dar uma agenda muito mais intensa no Congresso e também com a sociedade civil americana, com o setor privado, com associações que representam diferentes áreas.

Não foi só a Lava Jato. Houve movimentações de parlamentares também com relação à Presidência do Bolsonaro…

Ninguém está questionando o compromisso do governo Bolsonaro com a democracia. Bolsonaro é o maior produto da democracia, por duas razões. Primeiro, ele passou a vida inteira como deputado, sendo eleito e fazendo campanha. Número dois: ele foi eleito por uma onda democrática talvez inédita na História do Brasil. Foi eleito e gastou nem 1 milhão de dólares na campanha.

Houve manifestações também sobre as queimadas na Amazônia. Isso preocupa?

Não, não é um assunto que esteja envolvido no debate de política americana. Não começou aqui nos Estados Unidos essa conversa, mas teve repercussões aqui também. Esse exagero, o que eu chamei de histeria descabida, de achar que era o fim do mundo que tinha meia dúzia de queimadas na Amazônia como tem todo ano desde o período neolítico. Isso não é novo. Foi exagerado.

Pré-candidatos, como os senadores Bernie Sanders e Elizabeth Warren, assinaram uma carta pedindo proteção da Amazônia.

A pior coisa que se pode fazer é criar barreiras comerciais ou sanções a produtos brasileiros porque eles vão querer atacar as empresas brasileiras e quem exporta são as empresas de médio e maior porte, que têm condições, recursos financeiros e humanos, para observar a legislação brasileira que é extremamente rigorosa, especialmente na região da Amazônia. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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Baile funk entra na pauta da Câmara Federal

A ideia é elevar o funk a patrimônio cultural e criar proibição da entrada de crianças e adolescentes nos “pancadões”(foto:Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil)

O funk está na pauta do Congresso. Novos projetos e propostas desengavetadas tratam desde a ideia de elevar o funk a patrimônio cultural à proibição da entrada de crianças e adolescentes nos “pancadões”. O gênero musical voltou a ser discutido pelos parlamentares depois da morte de nove jovens pisoteados numa ação da Polícia Militar em Paraisópolis, em São Paulo, em dezembro.

Relatora de uma das propostas, a deputada Áurea Carolina (PSOL-MG) atua contra a criminalização do funk. “Todas as expressões culturais, tipicamente ligadas à população negra, de alguma forma foram perseguidas, criminalizadas, menosprezadas.” Segundo ela, não há a mesma crítica a outros gêneros musicais. “Não é específico da cultura do funk fazer grandes eventos com a presença de jovens e ter, eventualmente, consumo de drogas. Isso acontece com vários estilos”, observa Carolina. “Jovens brancos de classe média se divertindo e usando drogas não são vistos como uma ameaça tal como jovens negros e periféricos.”

Um projeto no Senado cita justamente os bailes funks para tentar proibir a admissão e a permanência de criança ou adolescente em eventos com livre fornecimento de bebidas alcoólicas. A relatoria dessa proposta ficou com o senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP). “Eu opino contrário à criminalização de qualquer manifestação cultural, seja ela qual for. Deve se criminalizar o excesso, a agressão”, disse.

Em 2017, outra proposta que tentava criminalizar o funk foi enterrada pelo Senado. A Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa rejeitou a sugestão popular que pretendia tornar o funk um crime à saúde pública de crianças, adolescentes e à família. A rejeição foi liderada pelo senador Romário (Podemos-RJ).

Há ainda no Congresso uma proposta de 2015 que cita o gênero como justificativa para tornar crime, passível de prisão, a produção ou mesmo execução de músicas que façam apologia a práticas sexuais com crianças e adolescentes, do deputado Ronaldo Carletto (PP-BA).

Naquele ano, com apenas 8 anos de idade, a cantora mirim MC Melody começava a ganhar espaço. O Ministério Público de São Paulo abriu inquérito para investigação sobre “forte conteúdo erótico e de apelos sexuais” em músicas e coreografias de crianças e adolescentes. “Não podemos permitir que as músicas ignorem a proteção que devemos ter com nossas crianças e adolescentes”, diz Carletto, cuja proposta está na Comissão de Seguridade Social e Família da Câmara.

No ano passado, um projeto do ex-deputado Chico Alencar (PSOL-RJ) para definir o funk como manifestação cultural foi aprovado pela Câmara. A proposta está parada no Senado.

Dona de um canal no YouTube com 400 mil inscritos, a cantora MC Rebecca, de 21 anos, quer o funk como patrimônio cultural. “No passado, o samba era visto como uma música de vadiagem. O preconceito é uma coisa muito difícil de acabar, mas dessa vez é diferente porque agora temos a internet e o funk está invadindo o mundo.”

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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Bolsonaro anistia grilagem, freia novas áreas indígenas e estaciona reforma agrária

Fiel a ruralistas, presidente abre caminho para legalização de terras públicas invadidas(Foto:Reprodução/Folha)
Fiel ao discurso de campanha e aos ruralistas, o presidente Jair Bolsonaro assinou, em dezembro, medida provisória que abre caminho para a legalização de terras griladas, principalmente na Amazônia. Também congelou a reforma agrária e as demarcações de terras indígenas e quilombolas neste primeiro ano de governo.

Em 10 de dezembro, Bolsonaro assinou a medida provisória 910, que dá espaço para a privatização de terras públicas invadidas ilegalmente até o final de 2018. Para virar lei, é preciso a aprovação no prazo máximo de 120 dias pelo Congresso, onde terá o apoio da bancada ruralista.

É a segunda anistia à grilagem dos últimos anos. Em 2017, o governo Michel Temer (MDB) já havia estendido o prazo para a regularização de terras públicas invadidas de 2004 para 2011.

Comércio ilegal de madeira

A nova MP também estabelece que o Incra (órgão federal de terras) não exigirá vistoria prévia para regularizar imóveis de até 15 módulos fiscais (de 75 hectares a 1.650 hectares, dependendo do município). O limite anterior era de 4 módulos fiscais (20 ha a 440 ha).

Ao justificar a medida, o governo afirma que a medida beneficiará 300 mil famílias instaladas em terras da União, principalmente em projetos de reforma agrária. Assegura também que fará vistoria caso o imóvel esteja embargado por infração ambiental ou tenha suspeita de outras irregularidades.

Apesar do discurso oficial de que as mudanças favorecem o pequeno produtor, a MP 911 foi criticada por organizações que defendem a reforma agrária, como a CPT (Comissão Pastoral da Terra), e elogiada por entidades ligadas ao agronegócio, caso da CNA (Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil).

Para a CPT, a MP fortalece a aliança de Bolsonaro com o agronegócio ao mesmo tempo em que não inclui a demarcação de terras, um dos principais focos de conflito por terras.

No documento Perspectivas 2020, a CNA afirma que a medida vai aumentar a segurança jurídica dos produtores que atuam na Amazônia Legal. A entidade também espera que Bolsonaro avance em sua promessa para criar legislação que permita agricultura mecanizada e pecuária em terras indígenas.
Presente aos grileiros

Integrante do Grupo de Trabalho Terras Públicas e Desapropriação, do Ministério Público Federal,  o procurador da República Marco Antonio Delfino afirma que “a MP 910 é o maior presente do Natal para os grileiros de todos os tempos”.

“Nunca houve nada tão escandaloso, nada que fizesse tão jus ao mantra de que o crime compensa do que a MP 910”, diz Delfino, lotado em Dourados (MS), região com o maior número de disputa de terras entre indígenas e fazendeiros. “Tanto do ponto de vista conceitual quanto de dano ao patrimônio, nunca houve algo nessa escala.”

Desmatamento e seca às margens da Transamazônica
Para exemplificar a generosidade da MP com a grilagem, Delfino cita a possibilidade de pagar terras públicas invadidas com preços de até 40% do valor de mercado e linhas de crédito para quem for regularizado pelas novas regras. Isso porque o valor é calculado pela tabela de preços do Incra, bem abaixo do mercado de terra.

“Imagine a seguinte situação: em dezembro de 2018, no sul do Amazonas, uma pessoa adquire 1.500 hectares a R$ 1.000 o hectare. Na mesma data, o grileiro expulsa populações tradicionais, constrói residências na área e terá, via de regra, regularizada por R$ 600 mil. Ou seja, o cidadão honesto paga R$ 1,5 milhão e o grileiro paga R$ 600 mil.”

Com relação ao crédito, Delfino afirma que, como os títulos são concedidos com cláusulas resolutivas (a escritura é emitida antes do pagamento total), o imóvel poderá ser usado como garantia para empréstimos bancários.

“Quantos brasileiros com imóveis financiados têm a possibilidade de usá-los como garantia bancária? Nenhum. Mas o grileiro vai poder usar uma propriedade que não foi consolidada”, compara o procurador.

“A pergunta que se faz é óbvia: e se não pagar? Aí a população fica com duplo prejuízo: o desmatamento e a perda de biodiversidade e dano ao erário, porque a maior parte desses empréstimos é público.”

Leia matéria original clique AQUI

Bolsonaro anistia grilagem, freia novas áreas indígenas e estaciona reforma agrária

Fonte: Folha Uol/Por:Fabiano Maisonnave
Manaus

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Homem é degolado durante chacina em casa no interior de Mato Grosso

(Foto:Reprodução)- Uma chacina em Colniza (1.065 km a noroeste de Cuiabá) deixou dois mortos e uma pessoa gravemente ferida na noite de sexta-feira. As vítimas foram executadas em uma casa no centro da cidade e, segundo testemunhas, um quarto homem também estava no local, chegou a levar um tiro, mas conseguiu fugir.
Informações preliminares são de que dois homens chegaram de moto na casa e deram vários tiros. Um homem teve a cabeça decapitada, além de levar vários tiros enquanto estava no sofá.
A segunda vítima estava na cozinha com uma faca cravada nas costas, ferimentos por faca e também tiros pelo corpo.
O terceiro homem, de 23 anos, estava no banheiro e apresentava um corte profundo no pescoço. Ele foi socorrido pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), pois estava perdendo muito sangue e se encontrava em estado de choque.
O homem que foi degolado, tinha uma arma calibre 9 mm na cintura. Ainda foram encontrados um revólver calibre 38 e uma espingarda na casa.
As mortes são investigadas pela Polícia Civil.

Por:Thalyta Amaral – Gazeta Digital –
sábado 4 de janeiro de 2020 às 08:15
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Pedestres agem rápido e evitam que jovem se jogue de ponte em Marabá

Os moradores precisaram tranquilizar a jovem para que não se jogasse |(Foto: Reprodução)

Uma ação rápida de um grupo de pessoas conseguiu evitar que uma mulher caísse da ponte Rodoferroviária do Rio Tocantins, que dá acesso ao Núcleo São Félix e Nova Marabá, na cidade de Marabá, sudeste paraense. O fato ocorreu na noite de quinta-feira (2).

A jovem se equilibrava na margem da ponte quando o grupo de moradores começou a se aproximar e tentar tranquilizar a garota. Em determinado momento, uma das pessoas conseguiu segurar as pernas dela e puxá-la para o chão.

Posteriormente, a mulher foi encaminhada ao Hospital Municipal de Marabá.

PROCURE AJUDA!

A ansiedade e a depressão são doenças que podem causar vários tipos de transtornos e levar a consequências drásticas como o suicídio, mas procurar ajuda é a melhor solução e ela pode estar bem mais próximo que imaginamos.

Desabafar com um amigo, com um familiar sobre o problema que se enfrenta pode ser uma saída.

Ainda, o Centro de Valorização da Vida, o CVV, é uma entidade que realiza apoio emocional e prevenção ao suicídio, atendendo de forma voluntária e gratuitamente todas as pessoas que querem e precisam conversar, sob total sigilo por telefone, email e chat 24 horas todos os dias. Basta ligar para o número 188.

(DOL com informações do portal Correio de Carajás)sexta-feira, 03/01/2020, 18:39
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Concurso da Marinha abre 66 vagas nas áreas de saúde e de engenharia

As inscrições vão de 9 a 23 de março de 2020. | (Foto:Reprodução)

Foram publicados quatro editais para a realização do novo concurso da Marinha com oferta de 66 vagas de nível superior nos corpos de engenheiros e de profissionais da área da saúde.

Há chances para enfermeiro (2); farmacêutico (2); dentistas especialistas em endodontia (1), patologia bucal e estomatologia (1) e prótese dentária (2); médicos especialistas em cardiologia (1), clínica médica (2), gastroenterologia (1), geriatria (1), hematologia (1), medicina intensiva (1), nefrologia (1), proctologia (1), reumatologia (2), cirurgia geral (2), cirurgia plástica (1), cirurgia torácica (1), otorrinolaringologia (2), urologia (1), ginecologia e obstetrícia (2), pediatria (2), radiologia (1), radioterapia (1), ortopedia e traumatologia (1), endocrinologia/metabologia (2), gastroenterologia (2), neurologia (1), dermatologia (1), oftalmologia (1) e cardiologia (1); arquiteto e urbanista (1); e engenheiros nas áreas cartográfica (1), civil (2), de materiais (1), de produção (1), de sistemas de computação (1), de telecomunicações (2), elétrica (4), eletrônica (3), mecânica (4), naval (3), nuclear (1) e química (1).

Podem participar candidatos com até 35 anos em 1º de janeiro de 2021. Com taxa de R$ 126, as inscrições vão de 9 a 23 de março, em www.ingressonamarinha.mar.mil.br. Há postos de atendimento presencial em Belém, Santarém e outras cidades do Brasil.

A primeira fase terá provas objetiva e discursiva (todas as vagas), prevista para a primeira quinzena de maio, e redação e tradução de texto em inglês (apenas para área de engenharia e arquitetura), na primeira quinzena de julho. Na sequência, os candidatos convocados passarão por inspeção de saúde, análise de títulos, teste físico, avaliação psicológica e verificação de documentos.

O início do curso está agendado para 15 de março. Os aprovados no concurso da Marinha farão o Curso de Formação de Oficiais no Centro de Instrução Almirante Wandenkolk, no Rio de Janeiro (RJ), com duração média de 31 semanas.

R$ 8.671,32 É quanto ganha hoje um primeiro tenente da Marinha. Ao longo do treinamento, os recrutas terão direito a uniforme, alimentação e assistências, psicológica, social, médico-odontológica e religiosa, além de salário de R$ 6.993.

Autor: JC Concursos;sábado, 04/01/2020, 08:58

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