Pará registra maiores notas na redação do Enem realizado nas unidades prisionais

Dois internos do Centro e Recuperação de Marabá alcançaram mais de 900 pontos e disputam vagas nos cursos de Direito e Medicina
No Pará, mais de 850 detentos participaram das duas etapas do Enem para Pessoas Privadas de Liberdade (Foto:Akira Onuma / Ascom Seap)

Internos do sistema penitenciário do Pará conquistaram as maiores pontuações do Brasil na redação do Exame Nacional do Ensino Médio para Pessoas Privadas de Liberdade (Enem/PPL). Segundo a Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (Seap), dos 1.457 inscritos no certame, 859 participaram das duas etapas, aplicadas nos dias 10 e 11 de dezembro de 2019, em 43 unidades prisionais do Estado. Entre eles, 95 custodiados alcançaram a média necessária para disputar vagas nas Instituições de Ensino Superior (IESs), conforme informações divulgadas pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep).

Os resultados mais expressivos foram de dois internos do Centro de Recuperação Mariano Antunes (Crama), sediado em Marabá, município do sudeste paraense. Ubiratan Ramos de Carvalho alcançou 920 pontos na redação e pretende cursar Direito. Já Rodrigo de Oliveira Jadjiski obteve 900 pontos. Ele, que ocupa a monitoria da Biblioteca do Crama, pretende cursar Medicina.

Ambos fazem parte do Projeto “Leitura que liberta”, desenvolvido pela Coordenadoria de Educação Prisional (CEP) e promovido pela Diretoria de Reinserção Social da Seap, que promove o aumento do nível educacional dos reeducandos pela leitura.

“Esse resultado é um recomeço em minha vida”, afirmou o interno Rodrigo Jadjiski. Para ele, os projetos desenvolvidos nas unidades prisionais foram essenciais para a transformação de sua realidade. “Isso é um diferencial no cárcere, que dá oportunidade às pessoas de terem acesso ao conhecimento. Nem todas as pessoas tiveram esse acesso lá fora. Mas aqui estão tendo oportunidade de recomeçar e de estudar”, ressaltou.

Ubiratan Ramos de Carvalho concluiu o ensino médio no Crama. Segundo ele, a aprovação significa o primeiro dia da sua nova vida, possibilitado pelo investimento do Governo do Estado na ressocialização dos internos. “Uma cadeia sem leitura é apenas punição; mas uma cadeia com leitura é uma transformação, que possibilita ao homem dar a volta por cima. Se a educação custa caro, imagine o preço da ignorância”, acentuou.

Superando desafios – O resultado alcançado pelos internos do Centro de Recuperação Agrícola Silvio Hall de Moura (CRASHM), em Santarém, no oeste do Estado, também foi positivo. Dentre os 58 candidatos que realizaram a prova, 25 alcançaram a nota necessária para aprovação. O resultado comprova a importância da educação no desenvolvimento dos internos, que apesar das dificuldades do cárcere atingiram média superior a 450 pontos.

De acordo com o diretor de Reinserção Social da Seap, Belchior Machado, a educação é a ferramenta necessária para a mudança. “A aprovação e a consequente realização de um curso superior abrem portas e afastam os sujeitos que hoje estão na condição de encarcerados da criminalidade. Por isso acreditamos que a educação é a ferramenta fundamental para a ressocialização social”, frisou.

Por:Agência Pará
29.01.20 22h37

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Pará receberá torneio internacional de robótica

O Torneio SESI de Robótica First Lego League promove uma disputa que desafia crianças e adolescentes.(Foto:Reprodução/ORM)

O Pará receberá, pela primeira vez, um dos maiores eventos de robótica do mundo. O Torneio SESI de Robótica First Lego League promove uma disputa que desafia crianças e adolescentes a encararem problemas da sociedade moderna e encontrarem soluções para estas questões. A competição amigável será realizada de 31 de janeiro a 1º de fevereiro, no SESI Ananindeua, com entrada gratuita.
A primeira edição do Torneio no Pará reunirá 22 equipes de estudantes do próprio estado, do Maranhão e do Amapá. Durante o evento, além do aprendizado na robótica em si, os alunos também são despertados para valores como respeito, ganho mútuo e competição amigável.
O tema da temporada 2019/2020 do Torneio SESI de Robótica FFL é City Shaper – Construindo cidades inteligentes e sustentáveis. Ou seja, além da exibição de robôs e as tarefas das mesas de robótica, serão apresentadas soluções inovadoras para problemas enfrentados pelas cidades como, por exemplo, transporte, acessibilidade ou desastres naturais, sempre indicando melhorias para os bairros e as cidades no futuro.
Por:Redação Integrada
29.01.20 16h30
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EUA dizem que começaram a enviar imigrantes brasileiros ao México para aguardar audiências

Os Estados Unidos começaram a enviar imigrantes brasileiros que cruzaram a fronteira do México de volta para lá para aguardar as audiências de cortes nos Estados Unidos, informou nesta quarta-feira o Departamento de Segurança Interna dos EUA (DHS, na sigla em inglês).(Foto:Money Time)

Os brasileiros serão enviados ao México sob um programa conhecido como Protocolos de Proteção a Imigrantes (MPP). Mais de 57 mil imigrantes não mexicanos foram devolvidos ao México sob esse projeto desde que foi lançado há um ano, segundo o departamento.

O programa é uma das várias medidas da administração do presidente norte-americano, Donald Trump, para limitar o acesso ao asilo na fronteira EUA-México. Trump busca a reeleição em novembro e tem feito da imigração o foco de sua campanha de 2020.

O DHS citou um número crescente de brasileiros presos na fronteira em seu anúncio na quarta-feira.

A Patrulha da Fronteira dos EUA capturou cerca de 17.900 brasileiros na fronteira sudoeste no último ano fiscal, que começou em 1º de outubro de 2018. O número representa um forte aumento em relação as 1.500 prisões do ano anterior.

A Reuters informou pela primeira vez no início deste mês que o governo Trump tinha avaliado incluir brasileiros no programa MPP.

O programa previamente já envolvia imigrantes de língua espanhola. Mas a adição de imigrantes do Brasil, onde o português é a língua oficial, amplia ainda mais seu alcance.

Rogelio Pinal, chefe do escritório de direitos humanos em Juárez, México, disse que os brasileiros que cruzam a fronteira em El Paso, Texas, e são enviados para esperar em Juárez serão levados para um abrigo de imigrantes administrado pelo governo federal e terão um intérprete.

O DHS disse em seu anúncio que a lei federal dos EUA não limitava o escopo do programa a nenhuma nacionalidade ou idioma.
Por:Reuters
29.01.20 23h59
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Enem 2019: erros e polêmicas geram insegurança e frustração nos estudantes

Em uma década, Enem já foi alvo de diversas situações negativas 

A inconsistência gerada na correção dos gabaritos do Enem 2019 deixou muitos estudantes inseguros com o futuro, uma vez que alguns participantes tiveram suas provas corrigidas erroneamente. Apesar de esclarecimentos oficiais do Ministério da Educação, (MEC) na tentativa de tranquilizar os estudantes, muitos ainda não confiam que as notas divulgadas estejam corretas.

Os erros no Enem deixaram a estudante Ana Caroline, 17, insegura com o resultado que obteve na avaliação. Ela prestou o Enem pela primeira vez, no ano passado, para estudar Ciências Biológicas. “Independentemente de terem autorizado a divulgação das notas eu não consigo acreditar que as provas de milhares de pessoas foram corrigidas. O prazo foi curto e ninguém tem garantia da segurança desse sistema”, desabafa a estudante, que pensa em angariar uma bolsa de estudo caso sua nota não seja suficiente para os programas do governo.

Assim como Ana, milhares de estudantes continuam na expectativa pelos programas do governo. Mas para quem deseja garantir uma vaga e iniciar o ensino superior, ainda neste ano, há possibilidade de contar o apoio do Educa Mais Brasil, que disponibiliza bolsas de estudo em todo o país, com descontos que podem chegar a 70%. Tudo isso sem precisar da nota do Enem. Basta acessar o site e fazer a inscrição.

Após a polêmica do Enem, várias reclamações foram feitas nas redes sociais. Diante da situação, o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Anísio Teixeira (Inep) reconheceu a falha e afirmou que as irregularidades foram verificadas nos dois dias de aplicação das provas, 3 e 10 de novembro de 2019.

De acordo com o MEC, a gráfica responsável pela impressão das provas associou incorretamente o caderno de questões à folha de respostas. Assim, quem fez prova de uma cor teve o gabarito corrigido como se fosse outra cor.

Sisu: faculdades com inscrições suspensas 

Diante da repercussão do erro no Enem 2019, a União Nacional dos Estudantes (UNE) divulgou, nas redes sociais, uma lista com universidades públicas que estão com as inscrições suspensas pelo SISU, mesmo após a liberação dos resultados do programa. Confira a relação:

UFSC
-UFGD
-UFRN
-UFOPA
-UFPA
-UEPA
-Unifesp
-IFCE
-UFPEL
-UFES
-UFMT
-UEPB
-IFPB
-UNIFAP
-UFR
-UFRA
-IFPA
-UFBA
-UFT

Erros no Enem

Apesar de não serem esperadas, as falhas na aplicação das provas do Enem não são inéditas. Seja durante a divulgação dos resultados ou posterior, o Exame Nacional do Ensino Médio tem um histórico de polêmicas desde a sua criação.

Abaixo, há uma retrospectiva de fatos que marcaram o exame. Confira!

1998 – Criação do Enem

O Exame foi criado na gestão de Paulo Renato Souza, estando à frente Ministério da Educação, no governo de Fernando Henrique Cardoso.

1999

As Instituições de ensino superior começaram a utilizar o Enem como forma de ingresso ao nível superior.

2000

Neste ano, o processo passou a ofertar provas em braile e também a opção ampliada, com o auxílio de leitores.

2001

Marca o início da política de inscrição gratuita para concluintes do ensino médio no ano da edição.

2004

Os resultados passaram a ser utilizados como critério para inscrição no Prouni.

2005 – Popularização do Enem

Com a adesão do Prouni, o Enem registrou uma marca história de inscritos em 2005: 3 milhões de inscrições e 2,2 milhões de participantes.

2009

Ocorreu um furto do caderno de questões dentro da gráfica responsável pela impressão e o grupo de acusados tentou vendê-lo para veículos de comunicação. Também nesse ano o exame começou a ser aplicado para pessoas privadas de liberdade (Enem PPL).

2010

Dados pessoais de participantes das edições de 2007, 2008 e 2009 do Enem vazaram e ficaram disponíveis na internet.

2011

Nesse ano, mais de mil estudantes do Rio de Janeiro descobriram que o local da prova indicada no cartão de confirmação estava incorreto, causando transtornos aos inscritos.

2012

Em 2012, cerca de 129 redações do Enem 2011 tiveram “erro material” na sua correção e parte delas teve sua pontuação alterada.

2013

A nota do Enem passou a ser utilizada na concessão de bolsas de estudos do programa Ciência sem Fronteiras.

2014

É assinado um acordo interinstitucional com uma Instituição de Educação Superior Portuguesa, a Universidade de Coimbra como forma de ingresso dos estudantes através das notas obtidas.

2015

Início da política de atendimento por nome social.

2016

Estreia da coleta de dado biométrico e o uso de detectores de metal na entrada e saída dos banheiros.

2017

Após Consulta Pública, o exame passou a ser aplicado em dois domingos consecutivos, evitando o “confinamento” de participantes que “guardam o sábado” por motivos religiosos.

2018

Foi implantada a etapa de justificativa de ausência e solicitação de isenção em período anterior à inscrição.

Fonte: Agência Educa Mais Brasil com foto

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Palmeiras goleia e São Paulo ganha de virada no Paulista

(Foto| Reprodução/Instagram) – Palmeiras e São Paulo venceram na abertura da terceira rodada do Campeonato Paulista, na noite de quarta-feira (29).

Foi bem maior a facilidade da equipe alviverde, que recebeu o Oeste no Pacaembu. Gustavo Scarpa, em cobrança de pênalti no primeiro tempo, e Willian, com três gols no segundo, definiram o triunfo por 4 a 0.

O Palmeiras chegou aos sete pontos e ocupa provisoriamente a segunda colocação do grupo B. Também com sete pontos, o São Paulo lidera o grupo C.

No mesmo dia, o time tricolor visitou a Ferroviária na Fonte Luminosa, em Araraquara, e saiu atrás. No entanto, Hernanes empatou ainda na etapa inicial e Arboleda anotou o gol da virada após o intervalo.

Nesta quinta (30), o Santos enfrentará a Inter de Limeira, às 19h15, e o Corinthians fechará a rodada diante da Ponte Preta, em duelo a partir das 21h30.

Autor: FOLHAPRESS;quarta-feira, 29/01/2020, 23:55

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O Relato da Progressense confinada em Wuhan, epicentro do coronavírus: ‘É como uma prisão domiciliar’

O relato de uma brasileira confinada em Wuhan, epicentro do coronavírus: ‘É como uma prisão domiciliar’

Depois de viajar diversas vezes à China desde 2010, Reisi Liao mudou-se para o país com o marido em novembro
Imagem: Arquivo pessoal

Reisi Liao mudou-se em novembro para cidade de 11 milhões de habitantes que está de quarentena; há uma semana praticamente não sai de casa e, com bebê dois anos, evita inclusive descer para as áreas comuns do condomínio.
A paraense Reisi Liao mudou-se de Novo Progresso para a cidade chinesa de Wuhan no dia 8 de novembro.
Seu marido é natural da Província de Hubei e, depois muitos anos de idas e vindas, o casal decidiu ficar definitivamente na China por causa da “incerteza” que ronda o Brasil, da “instabilidade do governo e da economia, que não vai tão bem”, segundo ela.

Embaixador: Brasil não pode tirar cidadãos de área com surto de coronavírus
“E a gente encontra esse cenário”, diz ela, referindo-se à epidemia de coronavírus, que matou cem pessoas apenas na Província de Hubei e provocou o fechamento da cidade de Wuhan, considerada o epicentro da contaminação.
Como é Wuhan, a cidade chinesa onde surgiu surto de coronavírus e que foi isolada
Com casos confirmados em 13 países, coronavírus é transmissível antes dos sintomas aparecerem

Há seis dias, Wuhan vive em uma espécie de quarentena. Não se pode entrar ou sair da cidade, o transporte público parou de circular, as aulas nas escolas e na universidade foram suspensas.
Apenas algumas farmácias e supermercados continuam abertos.
Desde então, Reisi praticamente não saiu de casa. É o marido que sai para comprar mantimentos, apenas pelo tempo mínimo necessário e protegido por uma máscara.
Com um filho de dois anos, ela não desce nem para as áreas comuns do condomínio, para evitar uma exposição desnecessária do bebê ao risco.
“É como se fosse uma prisão domiciliar.”
Enquanto ela conversa com a reportagem, os sogros jogam dominó na sala do apartamento. Eles vieram de uma cidade próxima para as festividades do Ano Novo Lunar e, agora, por causa do bloqueio, não podem mais voltar.
Para passar o tempo, Reisi lê, assiste à televisão. “Cuidar do bebê também mantém a gente bem ocupado”, ela brinca.
Como não fala mandarim, sua principal fonte de informação são os portais em português.
Brasileiros pedem para ser retirados
Ela e os outros brasileiros que vivem em Wuhan mantêm contato por meio de um grupo de WeChat, serviço de mensagens instantâneas semelhante ao WhatsApp.
São cerca de 50 pessoas, segundo ela, muitos estudantes que hoje estão praticamente isolados dentro do campus da Universidade de Wuhan, que suspendeu as aulas.
Parte do grupo quer voltar ao Brasil ? e já fez o pedido à diplomacia brasileira.
Em entrevista nesta terça-feira (28/1) à Rede Globo, o embaixador brasileiro em Pequim, Paulo Estivallet de Mesquita, afirmou, entretanto, que a China não autorizou voos para evacuação de cidadãos estrangeiros.
E disse ainda que as autoridades brasileiras agirão “assim que possível”, quando a quarentena for suspensa pelo governo chinês.
Países como Japão e Estados Unidos já anunciaram a intenção de retirar seus cidadãos das zonas afetadas em voos fretados.
“Se você me perguntar, eu queria voltar era ontem”, diz a paraense de 46 anos.
Ela teme que o confinamento possa se estender por muito mais tempo ? a última grande epidemia na China, ela lembra, durou 9 longos meses.
O surto da Síndrome Respiratória Aguda Grave (conhecida pela sigla em inglês Sars), também causada por um coronavírus, começou em 2002 e matou 774 pessoas, entre 8.098 infectadas.
A quarentena decretada desta vez pelas autoridades chinesas, entretanto, não tem precedentes, segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS).
Ela atinge hoje cerca de 18 milhões de pessoas ? os 11 milhões de habitantes de Wuhan e os 7,5 milhões que vivem em Huanggang, distante 70 km.

Cidade fantasma
Na última vez em que Reisi saiu de casa, alguns dias atrás, deparou-se com uma cidade vazia.
Ela foi jantar na casa da cunhada, que também vive no distrito de Hanyang ? segundo a brasileira, o trânsito entre bairros também está limitado.
Encontrou ruas e estradas vazias, as poucas pessoas que circulavam pelas calçadas usavam máscara.
“Um cenário meio apocalíptico.”
Os primeiros rumores de que havia um vírus novo circulando em Wuhan começaram em dezembro, ela conta. Inicialmente, falava-se que a doença não era transmitida entre humanos.
“Cheguei a perguntar pro meu marido se não precisávamos usar máscara, mas ele disse que as notícias eram de que ela só era transmitida pelo contato com a carne dos animais infectados.”
Falou-se que o agente transmissor seria o morcego. Posteriormente, cogitou-se que a epidemia teria se alastrado a partir de um mercado de alimentos, transmitida por carne de cobra.
Os rumores circularam por dias até que as autoridades se manifestassem, lembra Reisi.
Nesta segunda-feira, o prefeito de Wuhan admitiu que sua gestão demorou para responder à crise e afirmou que deixaria o cargo.
A cidade é um importante ponto de conexão da rede de transporte do país: fica a poucas horas de trem de grandes cidades, o que a torna estratégica para a infraestrutura ferroviária de alta velocidade.
Wuhan também tem um importante porto fluvial, construído no curso intermediário do rio Yang Tsé ? que, com quase 6,4 mil quilômetros, é o maior rio da Ásia e o terceiro do mundo.
Seu tamanho e importância econômica, além do fato de ser um hub de transportes, explicam em parte por que o vírus viajou tão rapidamente no sudeste da Ásia e até chegou aos Estados Unidos.
Enquanto isso, a brasileira tenta acalmar a família no Pará e fala diariamente com a filha, de 23 anos, que pede para ela voltar.
Ela e o marido têm esperança de que, passado o inverno rigoroso que os recepcionou em Wuhan, a situação “dê uma amenizada”.

Por:Camilla Veras Mota – Da BBC News Brasil em São Paulo
Da BBC News Brasil em São Paulo
28/01/2020 14h35
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Após ser adiado, Prouni tem inscrição aberta

Período de inscrição vai desta terça-feira (28) até sábado (1). Programa seleciona estudantes para bolsas de estudo parciais e integrais em universidades particulares.

Inscrições para o Prouni foram abertas na madrugada desta quarta-feira (29) — Foto: Reprodução/Prouni

Abriu nesta terça-feira (28) a inscrição para o Programa Universidade para Todos (Prouni), iniciativa que concede bolsas integrais e parciais em universidades privadas. Para concorrer é preciso ter feito o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) de 2019, está nas faixas de rendimentos exigidas pelo programa e fazer a candidatura no site do Prouni.

O cronograma do Programa foi adiado pelo ministério da Educação (MEC) por causa da suspensão na justiça do Sistema de Seleção Unificada (Sisu), após erro na correção do Enem de 2019. Até as 22h , nesta terça, o site do Prouni ainda não estava permitindo inscrições.

“No cronograma inicial, o término para concorrer às bolsas seria na próxima sexta-feira, 31. O MEC decidiu prorrogar o prazo por mais um dia, sábado, 1º de fevereiro, para que os candidatos tenham tempo suficiente de se inscreverem”, informou o MEC em nota.

A atual edição do Prouni vai selecionar estudantes para 251.139 bolsas parciais e integrais para faculdades privadas com base nas notas do Enem. A consulta das bolsas disponíveis já pode ser feita no site do programa com base em três critérios: o curso, a instituição ou o município desejado.

Cronograma do Prouni 2020

Início das inscrições: 28 de janeiro de 2020
Fim das inscrições: 1 de fevereiro de 2020 (às 23h59)
Primeira chamada: 4 de fevereiro de 2020
Entrega dos documentos para garantir a matrícula: 4 a 11 de fevereiro de 2020
Segunda chamada: 18 de fevereiro de 2020
Entrega dos documentos para garantir a matrícula: 18 a 28 de fevereiro de 2020
Adesão à lista de espera: 6 a 9 de março de 2020

Como funciona o Prouni?

O Prouni é um sistema que seleciona candidatos do Enem para vagas em cursos de graduação de instituições privadas com bolsa de estudos parcial ou integral, segundo a nota do exame.

Cada candidato pode selecionar até duas opções de curso durante o período de inscrições pela internet.

Ao final da seleção, os candidatos aprovados devem levar até as instituições os documentos para comprovar que atendem os requisitos de bolsistas.

Quem pode se inscrever no Prouni?

Para participar, o candidato precisa ter feito a edição 2019 do Enem e não pode ter um diploma do ensino superior. Também é preciso se enquadrar em um dos seguintes critérios de renda:

Para concorrer às bolsas integrais: renda familiar bruta mensal per capita de até 1,5 salário mínimo (R$ 1558,5 – pelo salario mínimo nacional)
Para concorrer às bolsas parciais: renda familiar bruta mensal per capita de até 3 salários mínimos (R$ 3117 – pelo salario mínimo nacional)

Além disso, é preciso se encaixar em pelo menos uma das seguintes situações:

ter cursado o ensino médio completamente em escola pública
ter cursado o ensino médio completamente em escola privada, desde que na condição de bolsista integral
ter cursado o ensino médio parcialmente em escola privada, desde que na condição de bolsista integral
ser portador de uma deficiência
ser professor do quadro permanente de uma escola pública (nesse caso, o critério de renda familiar não se aplica)

Antonio Gois: ‘As pessoas precisam voltar a confiar no Prouni e no Sisu’

Antonio Gois: ‘As pessoas precisam voltar a confiar no Prouni e no Sisu’
Antonio Gois: ‘As pessoas precisam voltar a confiar no Prouni e no Sisu’

Por G1
29/01/2020 01h48 Atualizado há 5 horas
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Quarteto é preso em flagrante ao tentar furtar combustível de trem da Vale, no Pará

Grupo foi flagrado dentro de um veículo com tonéis em Marabá, no sudeste do Pará.

Grupo é preso após tentar roubar combustível de trem da Vale, no Pará. — Foto: Reprodução / TV Liberal

Quatro pessoas foram presas nesta terça (28) suspeitas de tentar furtar combustível do trem da mineradora Vale em Marabá, no sudeste do Pará.

A escolta privada que faz segurança da Estrada de Ferro encontrou um carro parado na rodovia nas proximidades dos trilhos. O grupo foi flagrado dentro do veículo. No porta-malas, foram encontrados sete tonéis que seriam usados para furtar combustível dos vagões.

Os homens foram levados para a delegacia e presos em flagrante. Dois deles já tinham passagem pela Polícia pelo mesmo crime.

Em nota, a Vale informou que a emrpesa realiza rondas ao longo das paradas dos trens e que ao ser identificada qualquer ocorrência aciona imediatamente as autoridades e colabora com as investigações.

Por G1 PA — Belém
29/01/2020 00h36
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Policiais militares acusados de matar homem dentro de hospital de Belém vão à júri popular

Um ex-PM e um guarda municipal também são réus na execução de Jaime Nogueira, suspeito de envolvimento na morte do agente da Rotam Vitor Cezar Pedroso em outubro de 2015.

Jaime Nogueira foi executado dentro de um quarto de hospital em Belém. — Foto: Reprodução/TV Liberal

A Justiça do Pará determinou que devem ir à júri popular cinco acusados de matar um homem dentro de um hospital de Belém. Ainda cabe recurso.

Os réus denunciados pela promotoria de Justiça são os policiais militares Walter Fernando da Silva Almeida, Rubens Luiz Fernandes Maués, Anderson Fernando da Silva Teixeira; o ex-PM Mickley Robertson Cunha dos Prazeres; e o guarda municipal Antenor Chagas da Cunha.

Victor Rosa Pereira, sexto policial acusado no crime, alegou insanidade e o processo foi suspenso até realização de perícia, de acordo com o Tribunal de Justiça do Pará (TJPA).

O crime ocorreu em outubro de 2015. A ação começou pela manhã, quando dois dos investigados visitaram o hospital para localizar a enfermaria onde estava o alvo – Jaime Thomas Nogueira Junior, 30 anos, conhecido como “Pocotó” e suspeito de envolvimento na morte de um policial militar.

A execução foi à noite e teria sido motivado por vingança, pela morte do policial Vitor Cezar Pedroso, que havia reagido a um suposto assalto.

Entenda o caso

O policial Vitor foi morto na noite do dia 25 de outubro, no bairro da Cremação, enquanto voltava para casa em um dia de folga. Três homens tentaram roubar a moto dele, mas o soldado teria reagido e foi baleado. Ele chegou a ser socorrido, mas não resistiu. O soldado servia há cerca de dois anos à Ronda Ostensiva Tática Metropolitana (Rotam).

Um dos suspeitos de envolvimento na morte do PM foi executado no Hospital Geral da Unimed, no bairro de Fátima. Jaime Nogueira estava sob custódia de um agente prisional e dois policiais militares, após ser preso em flagrante. Testemunhas chegaram a dizer que oito suspeitos encapuzados renderam a escolta e executaram o paciente por volta das 21h. O caso foi investigado e acompanhado pela Corregedoria da PM.

Uma operação policial prendeu suspeitos da execução. Dos cinco presos, três são oficiais da Rotam e estavam trabalhando normalmente. São eles, cabo Walber Fernando da Silva Almeida; cabo Anderson Fernando da Silva Teixeira; e o soldado Rubens Rosa Pereira, que se entregou na corregedoria da PM.

O quarto preso é o ex-PM Mickely Robertson Cunha dos Prazeres, que foi expulso da corporação em 2014 suspeito de matar uma mulher.

Por G1 PA — Belém
28/01/2020 21h39

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Segup e Ibama assinam acordo, após senador do PA pedir fim do apoio da PM às fiscalizações ambientais

Ibama, PM e Bombeiros interditam dois postos de combustível clandestinos no Pará. — Foto: Reprodução / TV Liberal

Senador Zequinha Marinho (PSC-PA) xingou os agentes ambientais de “bandidos e malandros”, depois da operação que apreendeu combustível que seria utilizado para desmatar áreas protegidas no Pará.

Governo do PA e Ibama assinam termo de cooperação em fiscalizações ambientais

Um termo de cooperação foi assinado nesta terça (28), em Belém, entre a Secretaria de Segurança Pública do Pará (Segup) e o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente (Ibama) para ações de fiscalização ambiental no estado. O acordo é feito uma semana depois que o senador Zequinha Marinho (PSC-PA) fez ataques ao Ibama e disse que iria pedir ao Governo que a Polícia Militar do Pará não apoiasse mais a ações do instituto.

O ponto principal do termo é fortalecer as fiscalizações de proteção ambiental no estado e criar respaldo jurídico para policiais militares que são destinados a atuar nas ações. O termo vale por doze meses e pode ser prorrogado por mais um ano, prevendo ainda que todo o material apreendido de interesse do Estado seja doado para a Segup, como os cinco mil litros de combustível clandestino que seriam utilizados em ações de desmatamento ilegal na Terra Indígena Ituna Itatá, na região sudeste. A área teve mais de mil hectares devastados somente em janeiro deste ano, segundo o Ibama.

A cooperação também determina que as diárias dos policiais militares em operações sejam pagas pelo Ibama. O titular da Segup, Uálame Machado, disse que a “PM apoia todos os órgãos de fiscalização, seja da área ambiental, fundiária, então é preciso de um cronograma para que a corporação atue em conjunto com essas forças”.

O presidente do Ibama, Eduardo Bim, não deu entrevista e também não comentou os dados sobre desmatamento na Amazônia em 2019, que cresceu 67% nos últimos cinco meses do ano, comparado a 2018. Os dados foram divulgados nesta terça pelo Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon).

Segundo o Imazon, a área florestal desmatada foi de 6,2 mil quilômetros quadrados, de agosto a dezembro de 2019. O levantamento mostra, ainda, que o Pará foi o estado com maior área de desmatamento da região, com 53% do total. “Nesse período, metade dos alertas de desmatamento detectados ocorreram em áreas privadas e o restante dos alertas ficam distribuídas em assentamentos e áreas protegidas”, explicou o analista Antônio Fonseca.

O diretor de proteção ambiental do Ibama, Olivaldi Azevedo, também não quis comentar sobre os xingamentos feitos pelo senador Marinho. Sobre os índices de desmatamento, Azevedo disse que “o Ibama tem agido dentro das suas forças para diminuir, mas não é tão simples, nem se trata só de controle, e sim de outras políticas”.

Entenda o caso

Ibama, PM e Bombeiros interditam dois postos de combustível clandestinos no Pará. — Foto: Reprodução / TV Liberal

A operação do Ibama de combate ao desmatamento no Pará já dura cerca de duas semanas. Cinco mil litros de combustíveis foram apreendidos em postos clandestinos em Vila Mocotó, na região Assurini. O combustível, segundo as investigações, abasteceriam maquinários utilizados para desmatamento ilegal na região sudoeste.

Moradores de Vila Mocotó bloquearam os agentes ambientais, que estavam acompanhados de policiais militares e bombeiros. Os agentes conseguiram sair da região e levar o material apreendido até Altamira.

Em seguida, as ações fiscalização ambiental chegaram à TI Ituna Itatá, onde os agentes encontraram áreas de desmatamento ilegal.

A operação recebeu críticas do senador Zequinha Marinho (PSC-PA), que xingou os agentes de “servidores bandidos e malandros” e os acusou de queimar casas e carros em propriedades irregulares dentro da terra indígena, protegida por lei.

Senador Zequinha Marinho (PSC) xinga agentes do Ibama, após fiscalizações no Pará
Senador Zequinha Marinho (PSC) xinga agentes do Ibama, após fiscalizações no Pará

Para o Ibama, as declarações do senador “acabam legitimando os crimes ambientais” e prejudicam as ações de fiscalização ambiental.

Na TI Koatinemo, 76 hectares de desmatamento foram constatados somente neste mês de janeiro pelos agentes do Ibama.

Ainda segundo o instituto, a operação tenta frear os altos índices de devastação na Amazônia. O Pará chegou a liderar o ranking do desmatamento com 58% da área total desmatada, em novembro de 2019, em seguida vem Mato Grosso (16%), Rondônia (9%), Amazonas (8%), Acre (4%), Roraima (3%), Amapá (1%) e Tocantins (1%).

Os principais alvos de desmatamento no Pará são as terras indígenas, de acordo com o Greenpeace. Um levantamento da organização mostra que a TI Ituna Itatá teve 94% do território autodeclarado por produtores a partir de Cadastros Ambientais. Para a organização, os mais de 200 registros mostram que o território estaria sendo ocupado por grileiros que se autodenominam donos de cada pedaço de terra.
Terra Indígena Ituna-Itatá, no PA, é a mais desmatada da Amazônia, segundo INPE. — Foto: Reprodução / Jornal Nacional

Terra Indígena Ituna-Itatá, no PA, é a mais desmatada da Amazônia, segundo INPE. — Foto: Reprodução / Jornal Nacional
Terra Indígena Ituna-Itatá, no PA, é a mais desmatada da Amazônia, segundo INPE. — Foto: Reprodução / Jornal Nacional

Por G1 PA — Belém
28/01/2020 22h17

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