Funcionário da Vale morre em Parauapebas com suspeita de Coronavírus

A Prefeitura de Parauapebas, no sudeste do Pará, confirmou na última sexta-feira (10), em seu perfil em uma rede social, a morte de um paciente com o novo coronavírus (Sars-CoV-2) no município. A vítima, um homem de 42 anos, seria funcionário da Vale, que, por meio de nota, confirmou o falecimento de um de seus empregados, ocorrido no mesmo dia naquele município.

A empresa, entretanto, não confirma a causa da morte, considerando apenas suspeita de Covid-19, e disse que aguarda os laudos com os resultados dos exames. No documento, a companhia disse ainda que está prestando todo apoio à família e vem seguindo os protocolos de saúde e segurança estabelecidos pelas autoridades médicas e agências de saúde de cada um dos países em que opera.

De acordo com a prefeitura, a vítima era casada, não tinha histórico de viagens e sem comorbidades pré-existentes. O paciente apresentou os primeiros sintomas no dia 29 de março, em 4 de abril foi internado na Unidade de Tratamento Intensivo (UTI) de um hospital particular de Parauapebas e faleceu nessa sexta.

Ainda segundo a gestão municipal, a esposa e filho da vítima realizaram testes para Covid-19 e os resultados deram negativo. Onze pessoas que tiveram contato direto com o paciente no trabalho estão sendo monitorados. Com informações do G1
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Fundos imobiliários: o que fazer durante a pandemia

(imagens Pixabay) – Quem investe em fundos de investimentos imobiliários (FIIs) participa de um projeto que reúne uma série de outros investidores. Esse bloco serve para que a gestão tenha como arrecadar fundos para investir em nome do grupo. Essa costuma ser uma forma eficiente de permitir que mesmo investidores sem muitos recursos consigam acesso a imóveis de alto valor.

Entretanto, esse mercado também pode ser impactado por questões que atingem a economia, como é o caso da Covid-19.

Para quem se interessa por FIIs, o ideal é entender o momento atual e assim saber o que pode ser feito em relação ao portfólio.

Os impactos da quarentena

A quarentena tem sido uma medida adotada pelos governos na tentativa de conter o avanço da pandemia. Quando ela é declarada, inúmeras atividades comerciais são paralisadas.

Como efeito colateral a essa medida, sem que as pessoas possam sair às ruas e sem que o comércio exerça suas atividades, muitas empresas têm problemas para manter seu negócio.

Quem sente esses efeitos são profissionais como os lojistas, que precisam renegociar dívidas, entregas e, em especial, os aluguéis.

É nesse sentido que a crise provocada pelo novo coronavírus pode atingir em cheio o mercado imobiliário. Com a recomendação de isolamento e ambientes fechados, como os shoppings centers, quem investe em imóveis precisa ter atenção aos impactos econômicos causados pela pandemia.

A quarentena e os FIIs

Os FIIs certamente representam o caminho mais fácil para quem deseja ter parte em grandes empreendimentos imobiliários. Entretanto, assim como acontece em qualquer outro ativo de renda variável, eles também apresentam riscos.

Entre os mais conhecidos está o risco de vacância, que ocorre quando se torna difícil encontrar interessados em alugar os imóveis. Além disso, existe também o risco de inadimplência, muito comum quando o inquilino não consegue pagar o que deve.

Esses são problemas que precisam ser considerados neste momento em que muitas atividades econômicas estão momentaneamente paralisadas. A paralisação afeta o lucro e, consequentemente, pode fazer com que situações como vacância e inadimplência apareçam.

Qual estratégia adotar

Quem investe em fundos imobiliários precisa entender que os eventuais danos causados pela crise são momentâneos, o que ameniza o impacto em relação aos FIIs. Estes, são ativos que visam o longo prazo, ou seja, ainda que haja desvalorização em um período, a tendência é que em alguns meses, os preços voltem aos patamares anteriores ao da crise.

De fato, pensando no longo prazo, não há motivo para pânico. É preciso entender que a crise atual tem começo, meio e fim. É certo que ela vai passar e o mais importante é o investidor não perder a calma a ponto de se desfazer de ativos apenas por conta de uma situação momentânea ou pelo chamado efeito manada, quando uma grande quantidade de investidores age de maneira a repetir as medidas adotadas por outras pessoas sem critérios.

O que diz a lei

Talvez a grande preocupação do investidor seja em relação ao que acontecerá com seus rendimentos neste momento em que algo completamente inesperado tem afetado as economias do mundo todo. Por lei, os dividendos devem ser distribuídos semestralmente, embora seja comum o repasse mensal. Isso quer dizer que os gestores podem suspender o adiantamento neste momento de instabilidade.

Vale lembrar que a distribuição de proventos funciona de acordo com os rendimentos do fundo, o que significa que se o imóvel ou o conjunto deles tiverem resultados menores em um dado momento, a tendência é que o repasse também seja menor.

Desde que esteja de acordo com o que exige a lei (distribuindo 95% dos resultados semestrais), o fundo pode sim suspender o pagamento de dividendos.

O que pode ser feito

Ainda assim, os gestores contam com outros recursos para superarem a crise sem que precisem mexer nos dividendos.

Entre outras medidas, podem ser citadas as captações via oferta de esforços restritos para investidores profissionais. Essas são colocações para interessados selecionados que contam com liquidez e caixa para esse tipo de aplicação.

Também é possível preservar o caixa, visando minimizar os efeitos da crise, optando pela redução do custo condominial. Essa é uma forma de reduzir os custos referentes à operação e à manutenção dos imóveis para tornar as contas mais equilibradas pensando na possibilidade de renegociar aluguéis futuramente.

De qualquer forma, é preciso considerar caso a caso. Empreendimentos como shoppings centers, por exemplo, tendem a sofrer mais com este momento, mas isso não quer dizer que o investidor deva se desfazer de seus ativos neste momento, até porque esses são empreendimentos que movimentam muito a economia e a tendência é que a paralisação não dure por tanto tempo.

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Mandetta admite erro e Bolsonaro vê respaldo para demiti-lo

Aliados de Mandetta reconhecem que a postura adotada por ele foi equivocada e defendem que ele evite novos confrontos. (Foto:© DR)
– O ministro Luiz Henrique Mandetta (Saúde) afirmou a interlocutores que cometeu um erro ao dar a entrevista ao Fantástico no último domingo (12), com uma série de críticas indiretas ao presidente Jair Bolsonaro (sem partido), e reconheceu que, diante disso, seu cargo está novamente ameaçado.

Depois de escapar na semana passada de uma demissão que muitos consideravam certa, o ministro foi avisado que sua saída do governo federal voltou a ser uma possibilidade nos próximos dias.

Segundo interlocutores no Palácio do Planalto, Bolsonaro considerou nesta segunda-feira que, diferentemente da semana passada, quando os militares entraram em campo para garantir a permanência de Mandetta na equipe, houve agora menor movimentação em defesa do ministro.

Além da visível perda de sustentação entre os militares, que consideraram o tom da entrevista um ato de insubordinação, Bolsonaro levou em conta que até mesmo alguns líderes do Congresso criticaram o tom adotado na entrevista do ministro.

A falta de fortes mobilizações nas redes sociais em defesa do titular da Saúde também foi lida pelo presidente como uma brecha para efetuar a demissão.

Auxiliares afirmam, no entanto, que ainda não é possível saber se o presidente bancará o desgaste de dispensar Mandetta da Esplanada. Alguns assessores o aconselharam a atravessar a pandemia com o ministro, para evitar o desgaste da demissão caso o sistema de Saúde brasileiro entre em colapso.

Na entrevista à TV Globo, domingo, Mandetta disse que a população não sabe se deve seguir as recomendações do Ministério da Saúde (favorável ao isolamento social) ou de Bolsonaro (crítico de medidas como o fechamento de comércios, por exemplo).

Leia Também:Juízes podem assumir prefeituras se eleições 2020 forem adiadas

O titular da Saúde também criticou quem rompe as regras de distanciamento para ir à padaria, numa crítica a Bolsonaro – o presidente foi na semana passada a um estabelecimento do tipo em Brasília e consumiu alimentos no balcão.

Justamente essa insistência em bater de frente com Bolsonaro custou a Mandetta o apoio da ala militar no Palácio do Planalto.

A avaliação foi a de que o ministro desprezou o esforço do núcleo militar para que ele fosse mantido no cargo e está preocupado apenas com a sua imagem pública, em uma tentativa de se candidatar a governador de Mato Grosso do Sul em 2022 – Mandetta tem dados seguidos sinais de enfrentamento ao presidente desde a ameaça de sua demissão na semana passada, sendo a entrevista o último deles.

O descontentamento do grupo fardado ficou evidente nesta terça-feira (14) com uma declaração do vice-presidente, general Hamilton Mourão. Em entrevista ao jornal O Estado de S. Paulo, Mourão afirmou que o ministro da Saúde cometeu uma falta grave na fala à TV Globo.

“Cruzou a linha da bola, não precisava ter dito determinadas coisas”, afirmou o vice. Mourão, no entanto, avaliou que o melhor seria o presidente não demitir o auxiliar neste momento.

Durante a segunda-feira, Mandetta conversou com aliados. Justificou que decidiu dar a entrevista porque ficou irritado com o comportamento de Bolsonaro no sábado (11), durante uma visita a obras de um hospital de campanha em Águas Lindas de Goiás (GO).

Na ocasião, o mandatário mais uma vez ignorou orientações das autoridades sanitárias e promoveu aglomerações -o titular da Saúde acompanhou a cena de longe.

Os interlocutores que conversaram com o ministro na segunda disseram que ele reafirmou que não pedirá demissão, mas reconheceu que está numa situação de maior debilidade do que na semana passada.

Como a Folha de S.Paulo mostrou em reportagem, a ideia é que a partir desta terça-feira (14) o ministro seja escanteado de reuniões, não participe de decisões do governo e que seja dado mais espaço a quem lhe faz um contraponto público.

A defesa feita por integrantes do núcleo ideológico, por exemplo, é para que o presidente faça questão de sempre citar tanto em entrevistas à imprensa como em postagens nas redes sociais as opiniões do deputado federal Osmar Terra (MDB-RS) e da médica Nise Yamaguchi.

Os dois são cotados para substituir Mandetta e defendem o uso de hidroxicloroquina para casos de coronavírus em estágio inicial, além da adoção do que chamam de quarentena vertical, que preserve apenas os grupos de risco.

A repercussão negativa da entrevista também criou desconforto no Ministério da Saúde. Nesta segunda-feira, Mandetta evitou aparições públicas e não compareceu à entrevista que tem sido realizada diariamente no Planalto para apresentar atualizações no cenário do coronavírus no país. Segundo aliados do ministro, ele submergiu para não ampliar o desgaste.

A ausência de Mandetta, cuja participação era prevista, não foi justificada e gerou estranheza inclusive entre outros integrantes da equipe ministerial, como Sergio Moro (Justiça), que compareceu à coletiva de jornalistas.

Os técnicos do Ministério da Saúde disseram, sem detalhes, que o ministro estava em uma reunião e tentaria chegar a tempo. Aliados de Mandetta reconhecem que a postura adotada por ele foi equivocada e defendem que ele evite novos confrontos.

A relação entre Bolsonaro e Mandetta nunca foi próxima, sempre foi protocolar. O ministro foi indicado ao cargo pelo governador de Goiás, Ronaldo Caiado (DEM), aliado de primeira hora do presidente, mas hoje rompido com ele por divergências na conduta de combate ao coronavírus.

Pela falta de afinidade com Mandetta, Bolsonaro chegou a cogitar a sua substituição em setembro do ano passado, mas desistiu ao constatar que ele tinha amplo apoio junto ao setor da saúde.

No início da pandemia do coronavírus, o presidente se queixou ao ministro de que ele deveria defender mais o governo e o repreendeu por ter participado de uma entrevista ao lado do governador de São Paulo, João Doria (PSDB), adversário político de Bolsonaro.

Mandetta modulou sua retórica e passou a pregar a importância de a atividade econômica não parar. Ele, no entanto, não se dobrou à pressão do presidente contra a medida de isolamento social, o que iniciou o embate entre ambos.

A crise com Mandetta abalou Bolsonaro. Segundo assessores presidenciais, pela primeira vez desde que assumiu o cargo, o presidente receou estar perdendo capital político ao constatar que parte da base bolsonarista nas redes sociais apoia o ministro.

De acordo com um aliado do presidente, preocupada com o marido, a primeira-dama Michelle Bolsonaro chegou a recomendar ao presidente que diminuísse o ritmo da agenda política para evitar um quadro de estresse.

Mandetta confronta presidente após o ‘fico’

Enquadramento:

No dia 6 de abril, um dia depois de ameaçar “usar a caneta” contra ministros que “viraram estrelas”, Bolsonaro foi questionado por Mandetta sobre o motivo pelo qual não o demitia. A pergunta surgiu em reunião de ministros; o presidente, segundo relatos, não respondeu. Ministros militares, em parte responsáveis por demover Bolsonaro da ideia de exonerar o titular da pasta da Saúde, tentaram contornar a situação. Mandetta também perguntou por que fora nomeado, já que o presidente não o ouvia

Recados em discurso:

Após um dia inteiro de indefinição, na mesma segunda-feira (6), Mandetta anunciou que ficaria na pasta e mandou recados ao presidente. Defendeu insistentemente o respeito à ciência e citou o mito da caverna de Platão, uma alegoria sobre o conflito entre a ignorância e o conhecimento. Também apoiou as medidas dos governadores que se tornaram antagonistas do presidente na crise de saúde.

Críticas ao presidente em Goiás

No sábado (11), depois de Bolsonaro participar de aglomeração de apoiadores em Águas Lindas de Goiás, Mandetta, que também estava na cidade e observou a multidão à distância, criticou o presidente.

“Posso recomendar, não posso viver a vida das pessoas. Pessoas que fazem uma atitude dessas hoje daqui a pouco vão ser as mesmas que vão estar lamentando”

Entrevista ao Fantástico

Em entrevista no domingo (12) ao Fantástico, da TV Globo, Mandetta disse que o brasileiro “não sabe se escuta o ministro da saúde, se escuta o presidente, quem é que ele escuta”. Ele defendeu que o governo federal tenha uma “fala única” sobre a pandemia para orientar a população.

Por:FOLHAPRESS 14/04/20 17:45 ‧
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Ex-governador Simão Jatene ataca decisão da Assembleia que reprovou as contas dele

(Foto:Reprodução) – Para Jatene, a Alepa ” surpreendentemente, e em tempo recorde, resolveu analisar os argumentos dele, reprovando as contas de 2018
O ex-governador Simão Jatene (PSDB) encaminhou ofício à presidência da Assembleia Legislativa defendendo a aprovação das contas de seu governo de 2018. Segundo o ex-governador, as contas foram aprovadas por unanimidade pelo Tribunal de Contas do Estado.

O parecer do TCE recomendando a aprovação das contas pela Alepa, entretanto, foi questionado pelo deputado Wanderlan Quaresma, relator da Comissão de Fiscalização Financeira e Orçamentária da casa, que votou pela reprovação. Os demais membros da comissão também reprovaram as contas.

Jatene argumenta que ao desconsiderar o relatório da corte de contas, o deputado não pode dizer que obedeceu a legislação, “especialmente quando tangencia a verdade, ao se referir ao que foi considerado pelo TCE”.

De acordo com o ex-governador, “avaliar as contas de um governo, ainda que tal análise seja político administrativa, conforme tantas vezes apontado pelo cuidadoso e arguto relator, não pode ser um gesto irresponsável, fundado em escolhas aleatória e desejos e interesses particulares, daí a necessidade de obedecer algum rito e regramento”.

Jatene acusa Quaresma de copiar o relatório da Procuradoria Geral de Contas, que apontou sete supostas irregularidades nas contas de 2018, “que foi analisado e não prevaleceu perante a corte de contas”.

E sustenta que “o Pará apresentou em 2018 um elevado resultado primário negativo, o qual em face a recursos em maior valor acumulados em anos anteriores, não representou rombo, descontrole das contas ou mesmo herança maldita transferida para o governo atual”.

Por fim, o ex-governador tucano, alega que o parecer do deputado contraria fatos, leis e números e “nem de longe sustenta qualquer razão que permita propor a essa comissão a rejeição das contas do governo, a não ser que se considere um aparente desejo razão suficiente para tal”. E pede a aprovação das contas.

Jatene também divulgou a defesa: “Considerando que, apesar do momento, a Comissão de Fiscalização Financeira e Orçamentária da Assembleia Legislativa, surpreendentemente, e em tempo recorde, resolveu analisar nossos argumentos e, contrariando a aprovação unânime do Tribunal de Contas do Estado, propôs a Reprovação das Contas do Governo referentes ao ano de 2018, repercutindo ainda alguns comentários, que não correspondem aos fatos.

Sem maiores observações no momento, até por respeito ao difícil quadro que todos estão enfrentando por conta da pandemia do novo coronavírus, disponibilizo o teor integral de nossa manifestação, para que as pessoas de bem possam fazer as suas análises do documento de defesa apresentado para referida comissão da Alepa.”

Veja a defesa completa aqui:

https://drive.google.com/open?id=1YozgHiBAFUIzfMJYPi0cHXGgVjJ8R2_h

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Juízes podem assumir prefeituras se eleições 2020 forem adiadas

(Foto:Reprodução) – Adiamento do pleito entrou em pauta em razão da pandemia do Covid-19; alternativas cogitadas nos bastidores são postergar as eleições até dezembro, unificá-las com as disputas de 2022 ou realizá-las no início de 2021

A possibilidade de adiar as Eleições 2020 por causa da pandemia de Covid-19 pode levar juízes ao comando das prefeituras do País. A disputa está marcada para outubro, mas a falta de perspectiva de quando a crise se encerrará preocupa políticos e magistrados, que já discutem cenários para o caso de não ser possível a população ir às urnas neste ano.

Entre as alternativas cogitadas nos bastidores estão postergar as eleições até dezembro, unificá-las com as disputas de 2022 mantendo os atuais prefeitos e vereadores por mais dois anos ou adiá-las sem prorrogar os atuais mandatos. Neste último cenário, a linha sucessória prevê que o juiz responsável pela comarca da cidade assuma a administração local provisoriamente em caso de ausências de prefeito, do vice e do presidente de Câmara Municipal.

O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM), chegou a mencionar a hipótese durante uma palestra, há duas semanas. Mas a manifestação foi vista por aliados apenas como maneira de posicionar-se contra a ideia de prorrogar mandatos de prefeitos e vereadores.

No meio jurídico, a possibilidade também é vista com ressalva. Isso porque comarcas enfrentam déficit de magistrados e excesso de processos e. “Não vislumbro esse cenário”, afirmou a presidente da Associação dos Magistrados do Brasil, Renata Gil de Alcântara Videira.

Vai ter eleição em 2020?

Propostas para alterar a data das Eleições 2020 por causa do novo coronavírus já foram protocoladas no Congresso. A cúpula do Legislativo, porém, só pretende abrir algum debate a respeito em meados de maio ou junho. Cabe ao Legislativo alterar a Constituição.

“Temos somente duas opções. A melhor é que esteja tudo normal em outubro. A pior é termos que aprendermos a viver dentro da normalidade, descobrir como praticar os atos do calendário eleitoral nessas novas condições”, afirmou Henrique Neves, jurista e ex-ministro do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), contrário ao adiamento.

Ainda que parlamentares promovam uma emenda constitucional, ela deverá ser judicializada porque a alteração ocorreria a menos de um ano até o domingo de votações. Portanto, é possível que o Supremo Tribunal Federal (STF) seja instado a se manifestar.

Enquanto isso, os atuais prefeitos fazem pressão. Preocupados em não serem politicamente afetados na reta final dos mandatos, eles desejam postergar os pleitos – com a prorrogação de seus mandatos – e colocam como contrapartida a chance de redestinar o dinheiro do fundo eleitoral deste ano para ações de contenção. Os R$ 2 bilhões previstos no Orçamento estão reservados para gastos de candidatos como viagens, cabos eleitorais e publicidade.

“A suspensão, neste momento, me parece adequada. Para quando?

Teremos que avaliar, mas me parece que em outubro não tem como. Suspendendo, poderíamos usar o dinheiro do Fundo Eleitoral para combater a pandemia”, afirmou Glademir Aroldi, presidente da Confederação Nacional dos Municípios, entidade que representa os prefeitos.

Os políticos mergulhados nas conversas sobre a postergação argumentam que etapas importantes do calendário eleitoral concorrem com uma fase ainda aguda da doença, e ações de assistência social necessárias poderão ser interpretadas como manobras eleitorais. Citam, como exemplo, as convenções partidárias, quando as candidaturas são oficializadas, previstas para julho e início de agosto.

Além disso, prefeitos reclamam que encerrarão os mandatos em um cenário de queda na arrecadação, por conta dos impactos da redução das atividades econômicas, e de elevação de despesas, acarretada pelas medidas necessárias à contenção do coronavírus.

“Prefeitos vão ter que tomar medidas, principalmente nas médias e pequenas cidades, onde a pandemia não está ainda com grau muito alto. Fecham comércios e existe uma pressão forte por causa disso. Estou com pena dos gestores municipais, tenho rezado por eles”, afirmou Aroldi.

O ministro Luís Roberto Barroso, do STF, manifestou-se sobre o assunto na sexta-feira, 3. Prestes a assumir o TSE, defendeu a manutenção do atual calendário, mas admitiu um adiamento no máximo até dezembro.

A atual presidente da Corte, ministra Rosa Weber, também rejeita qualquer mudança de data por enquanto, mas, por via das dúvidas, criou um grupo de trabalho formado por técnicos da pasta para avaliar, semanalmente, os impactos da crise no calendário eleitoral. A primeira reunião do colegiado está prevista para esta terça-feira, 14.

A Comissão de Direito Eleitoral da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) é contra unificar as datas das Eleições 2020. Para o presidente do colegiado, Eduardo Damian, o debate deveria ser restrito a estratégias para viabilizar as convenções partidárias em ambientes virtuais e para oferecer mais segurança aos eleitores, como ampliando horários de votação.

“Os prazos que hoje vigoram podem, mesmo que precariamente, ser cumpridos por meio do trabalho remoto. Se, porventura, a situação da pandemia não se controlar daqui a um ou dois meses discutimos uma solução razoável”, disse.

Fonte: Estadão.

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PM de SP prende acusado de participar da morte de Dorothy Stang

O crime contra a religiosa norte-americana ocorreu em 2005 em Anapu, no oeste do Pará (Foto:© Reuters)
PM de SP prende acusado de participar da morte de Dorothy Stang

A Polícia Militar de São Paulo informou que prendeu em Itapetininga, interior do estado, um dos acusados de envolvimento no assassinato da missionária Dorothy Stang. O crime contra a religiosa norte-americana ocorreu em 2005 em Anapu, no oeste do Pará.

Segundo a corporação, a prisão foi feita após o recebimento de uma denúncia de que o suspeito tinha sido visto no bairro de Vila Nova. De acordo com os policiais, ele estava em frente a uma casa e tentou fugir quando percebeu a presença das viaturas. No interior da residência foram encontrados documentos falsos.

Na delegacia foi confirmado que havia um mandado de prisão contra o acusado emitido em 2013, em Marabá, no Pará. A reportagem da Agência Brasil entrou em contato com a Secretaria de Segurança Pública do estado de São Paulo que não divulgou o nome do preso.

Dorothy Stang foi assassinada com seis tiros, em uma estrada rural de Anapu. Conhecida por defender, junto com representantes de sindicatos rurais e da Pastoral da Terra, melhores condições de vida e de trabalho para a população da região, a missionária estava a caminho do Projeto de Desenvolvimento Sustentável Esperança, do qual era considerada uma das principais líderes, quando foi morta.

Com informações da Agência Brasil
– /14/04/20 13:07
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Cantora Joelma é processada por ex-funcionários

(Foto:Reprodução) – Os profissionais cobram direitos trabalhistas da Justiça © AgNews Os profissionais cobram direitos trabalhistas da Justiça

A cantora Joelma está sendo processada por dez de seus ex-funcionários que entraram na Justiça do Trabalho para pedirem seus direitos. Os profissionais, entre eles músicos, técnicos, auxiliares, seguranças, entre outros, entraram com a ação contra a artista após terem sido demitidos sem justa causa em 2017.

Segundo informações da colunista Fábia Oliveira, do jornal ‘O Dia’, os trabalhadores alegam na Justiça que não receberam os valores que teriam direito após terem realizado a contabilidade dos ganhos.

Alguns destes funcionários optaram por fizer acordo com Joelma, mas a cantora acabou descumprindo os tratos. Os valores das causas variam entre R$ 25 mil e R$ 233 mil.

Ainda segundo a colunista, os profissionais se recusaram a falar do assunto sob a alegação de terem sido ameaçados de processo caso falassem com a imprensa.
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Diretor do Ibama é exonerado após operação contra garimpos ilegais no Pará

Helicóptero usado na operação -(Fotos:Via WatsApp Jornal Folha do Progresso) – Uma operação de combate ao garimpo ilegal em terras indígenas levou à exoneração do diretor de Proteção Ambiental do órgão, em Brasília, Olivaldi Borges Azevedo, nesta terça-feira (14). Major da Polícia Militar de São Paulo, Azevedo era considerado homem de confiança do ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, que assina o ato da exoneração.

Leia mais:Vídeo-Operação da policia Federal e Ibama volta a destruir garimpo em terra indígena no Pará

A megaoperação, em três terras indígenas no interior do Pará (Apyterewa, Araweté e Trincheira-Bacajá), foi desencadeada para reprimir garimpos ilegais, desmatamentos, caça ilegal de animais silvestres e, ao afastar os invasores, impedir a chegada da Covid-19 às aldeias indígenas.

Equipamentos destruídos na operação (Foto Via WhatsApp Jornal Folha do Progresso)
Equipamentos destruídos na operação (Foto Via WhatsApp Jornal Folha do Progresso)

Há rumores no Ibama de que outros servidores em cargos de chefia estão ameaçados de demissão por causa da mesma operação. Seriam os dois chefes imediatamente subordinados a Azevedo, responsáveis em Brasília pela coordenação de todas as grandes operações do órgão no país.

Leia mais:Vídeo-Operação da policia Federal e Ibama volta a destruir garimpo em terra indígena no Pará

A operação foi mostrada em reportagem do programa Fantástico, da TV Globo, neste domingo (12), o que desagradou ao governo. Entre fiscais ambientais, a sensação é que Azevedo foi exonerado porque “não conseguiu segurar a fiscalização” que continuou, ao longo de 2019, aplicando o decreto que permite a queima de equipamentos flagrados em operações do Ibama. Diversos equipamentos ilegais também foram queimados na última ação no Pará, com base no mesmo decreto de 2011.

Equipamentos destruídos na operação (Foto Via WhatsApp Jornal Folha do Progresso)
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Em um trecho da reportagem, o posseiro Arilson Brandão, que representa uma associação que pretende ocupar parte da terra indígena Trincheira-Bacajá, disse que se sentiu estimulado “com aquela conversa que saiu do governo federal, do ministro, de redução de 5% das áreas indígenas”. “A gente está com essa esperança, essa expectativa, para que um dia aconteça isso e para realmente o governo legalizar o pessoal aqui dentro, né. Enquanto isso, a gente está ocupando aqui”, disse Brandão. Segundo a reportagem, ele foi expulso junto com outros invasores.

Equipamentos destruídos na operação (Foto Via WhatsApp Jornal Folha do Progresso)
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Fotos Jornal Folha do Progresso com Texto Rubens Valente /Colunista do UOL
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Jacaré é flagrado ‘se refrescando’ no Lago Municipal

(Foto:WhatsApp) – Um jacaré foi flagrado “se refrescando” no Lago Municipal.

O animal é da espécie tinga, pode chegar a 2,5 metros e se alimenta de peixes, pássaros, pequenos anfíbios e mamíferos. No momento do flagrante, o jacaré estava as margens do lago em frente a ginásio de esporte.

Apesar de assustar algumas pessoas, a aparição de animais silvestres nas águas do Lago Municipal é comum. Frequentemente, jacarés ,sucuri,capivaras, são encontrados no local .

Por:Jornal Folha do Progressojacare

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Aeronave cai em meio a plantação de algodão em MT; Piloto morre carbonizado

Um avião de pequeno porte caiu em meio a uma plantação de algodão, na tarde desta segunda-feira (13) no município de Campo Verde-MT.(Foto:Reprodução)

O piloto identificado pelo nome de Miguel Cardim Medeiros, 37 anos, morreu carbonizado, pois ao atingir o solo, a aeronave explodiu. No período da manhã, o piloto havia feito testes na aeronave e no início da tarde teria decolado com destino ao estado de São Paulo, quando houve o acidente.

A aeronave tinha capacidade para até oito passageiros e foi fabricada em 2004. No momento do acidente, apenas o piloto ocupava o avião.

As causas do acidente aéreo devem ser apuradas pelas autoridades competentes.WhatsApp-Image-2020-04-13-at-16.14.43

Por:Cenário MT –
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