Covid-19 saturou o sistema de saúde das capitais brasileiras e avança para o interior do país

(Foto:Reprodução Fantastico)- Na segunda-feira (4), a Fiocruz vai divulgar uma pesquisa que aponta: 70% das unidades de saúde do interior do país já enfrentam o problema.

Covid-19 saturou o sistema de saúde das capitais brasileiras e avança para o  interior do país.
Na porta dos hospitais, gente que precisa de atendimento e não consegue entrar. Dentro, gente que quer atender, mas está de mãos atadas. A Covid-19 saturou o sistema de saúde das capitais brasileiras, e avança para o interior.

Esta semana a corda que está esticada em quase todo o Brasil arrebentou na capital do Pará. Um passeio pelas ruas de Belém mostra unidades de saúde lotadas – estaduais, municipais e particulares. O povo espera. A Covid-19 é pesada demais pra uma estrutura de saúde que sempre enfrentou fragilidades.

Na segunda-feira (4), a Fiocruz vai divulgar uma pesquisa que aponta: 70% das unidades de saúde do interior do país já enfrentam o problema.

Em Pernambuco a Covid-19 chegou no dia 13 de março. Em um mês e meio o sistema está próximo do colapso. A taxa de ocupação nas UTIs do estado chegou a 98%. No serviço público e privado.

No Rio de Janeiro, que tem um protocolo parecido para a escolha de pacientes, caso seja necessário, cenas de corpos acomodados em corredores do Hospital Municipal Lourenço Jorge marcaram a semana.

No domingo (26), o Fantástico exibiu um vídeo que, segundo o conselho regional de enfermagem do Ceará, mostrava um enfermeiro descansando no chão do hospital de campanha, no Estádio Presidente Vargas, em Fortaleza. Esta semana a Secretaria Municipal de Saúde afirmou que o vídeo foi gravado um dia antes da inauguração do hospital. E que os profissionais que aparecem na imagem são colaboradores que realizavam a limpeza do local.

No estado de São Paulo, nessa semana, foi registrada a menor taxa de isolamento até agora: 46%. Sendo que o ideal seria 70%. Tanto o governo, como a prefeitura da capital paulista anunciaram que vão reforçar as medidas de isolamento. Nos números divulgados neste domingo (3) pelo governo do estado, a taxa de ocupação dos leitos da grande São Paulo é de 87%.

Fonte:Jornal Nacional /
03/05/2020 21h11 Atualizado há 12 horas

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Bolsonaro: ‘Peço a Deus que não tenhamos problemas, chegamos no limite’

Sem máscara, Bolsonaro vai ao Palácio do Planalto para apoiar manifestação (Reprodução/Globo)

Presidente afirmou que nomeará novo diretor-geral da Polícia Federal nesta segunda-feira (4)

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O presidente Jair Bolsonaro afirmou neste neste domingo (3), durante transmissão ao vivo, que nomeará novo diretor-geral da Polícia Federal nesta segunda-feira (4), sem mencionar o nome do escolhido para ocupar o posto. Como mostrou neste sábado (2), o jornal O Estado de S. Paulo, Bolsonaro avalia indicar o delegado Rolando Alexandre de Souza para chefiar a instituição.

Atual secretário de Planejamento e Gestão da Agência Brasileira de Investigação (ABIN), Rolando é próximo de Alexandre Ramagem, cuja nomeação ao comando da PF foi suspensa pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

A afirmação foi feita durante live transmitida enquanto Bolsonaro prestigiava manifestação em Brasília a favor de seu governo e repleta de palavras de ordem contra o STF e o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ).

O presidente disse que não irá mais admitir o que chamou de interferência em seu governo e afirmou que as Forças Armadas estão ao lado do povo. Ao fim da transmissão, ele disse pedir a “Deus” para que não tenha problemas nessa semana, porque, segundo ele, se chegou ao “limite”.

 

“Vamos tocar o barco. Peço a Deus que não tenhamos problemas nessa semana. Porque chegamos no limite, não tem mais conversa. Daqui para frente, não só exigiremos, faremos cumprir a Constituição. Ela será cumprida a qualquer preço. E ela tem dupla-mão. Não é de uma mão, de um lado só não. Amanhã nomeamos novo diretor da PF e o Brasil segue o seu rumo aí”, disse o presidente.

Nomeação de Ramagem suspensa
Na última semana, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes suspendeu a nomeação de Alexandre Ramagem para a direção-geral da Polícia Federal. A decisão se baseou na fala do ex-ministro Sergio Moro, que acusou Bolsonaro de tentar uma interferência política na cúpula da PF. Neste sábado, Moro prestou depoimento em razão do inquérito aberto no Supremo Tribunal Federal (STF) para apurar as declarações do ex-ministro.

Bolsonaro classificou a decisão como “política” e, no sábado, chamou o ex-ministro da Justiça de “Judas”. Neste domingo, disse que “não vai admitir mais interferência”, sem citar diretamente as decisões da última semana.

O presidente também não detalhou o que significa “não admitir interferência”, e não disse o que pretende fazer caso novas medidas sejam derrubadas na Justiça.

“Queremos a independência verdadeira dos três poderes e não apenas uma letra da Constituição, não queremos isso. Chega de interferência. Não vamos admitir mais interferência. Acabou a paciência. Vamos levar esse Brasil para frente. Acredito no povo brasileiro e nós todos acreditamos no Brasil.”

O presidente também voltou a criticar governadores, a quem culpa pelo desemprego e pela crise econômica em meio à pandemia do novo coronavírus. Segundo Bolsonaro, a decisão de fechar comércios é “irresponsável” e “inadmissível”.

“O Brasil como um todo reclama volta ao trabalho. Essa destruição de empregos irresponsável por parte de alguns governadores é inadmissível, o preço vai ser muito alto na frente. Fome, desemprego, miséria. Isso não é bom. E o país de forma altiva vai enfrentar os seus problemas.”

Bolsonaro classificou o ato como “manifestação espontânea do povo aqui em Brasília, em defesa da democracia da liberadade.”

“Quer um governo sem interferência, que possa trabalhar para o futuro do Brasil”, disse. No ato, os manifestantes exibiram faixas pedindo intervenção militar e gritaram contra o Congresso Nacional, o STF e o ex-ministro Sergio Moro.

O Congresso e o Judiciário são dois pilares do sistema democrático e, por isso, pedidos para o fechamento das instituições são ilegais. A reivindicação por “intervenção militar com Bolsonaro” é considerada apologia contra a democracia e, portanto, ilegal e inconstitucional.

Por:Correio 24 horas
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Câmara analisa socorro de R$ 125 bilhões a estados e municípios aprovada no Senado

Senado aprova socorro de R$ 125 bilhões a estados e municípios – (Foto:Reprodução)
Câmara deve analisar a proposta nesta segunda-feira
 O Senado aprovou neste sábado (2), com 79 votos favoráveis e apenas, um contrário, um auxílio financeiro de R$ 125 bilhões a estados e municípios para combate aos efeitos da pandemia da covid-19. O valor, previsto pelo Programa Federativo de Enfrentamento ao Coronavírus (PLP 39/2020), inclui repasses diretos e suspensão de dívidas.

Como o texto que já havia sido aprovado na Câmara foi aprovado no Senado em forma de um substitutivo apresentado pelo presidente da Casa, Davi Alcolumbre (DEM-AP), a matéria voltará à análise dos deputados. Segundo o presidente, Rodrigo Maia (DEM-RJ), a votação deve ocorrer na segunda-feira (4). Se aprovada sem alterações, a primeira parcela do pagamento do auxílio emergencial aos estados, municípios e Distrito Federal está prevista para 15 de maio.

Pela proposta serão direcionados R$ 60 bilhões em quatro parcelas mensais. Desse total R$ 50 bilhões serão para uso livre (R$ 30 bi vão para os estados e R$ 20 bilhões para os municípios). Como não participa do rateio dos municípios, o Distrito Federal receberá uma cota à parte, de R$ 154,6 milhões, também em quatro parcelas. Os outros R$ 10 bilhões terão que ser investidos exclusivamente em ações de saúde e assistência social (R$ 7 bilhões para os estados e R$ 3 bilhões para os municípios).

“É uma matéria de fundamental importância para o enfrentamento à pandemia que atinge milhares de brasileiros. Estamos fazendo o possível para minimizar os impactos na economia, educação, segurança e na infraestrutura. É a resposta que todos os brasileiros estão esperando”,  ressaltou o presidente do Senado.

Ainda para aliviar os caixas, estados e municípios serão beneficiados com a liberação de R$ 49 bilhões através da suspensão e renegociação de dívidas com a União e com bancos públicos e de outros R$ 10,6 bilhões pela renegociação de empréstimos com organismos internacionais, que têm aval da União. As prefeituras serão beneficiadas ainda com a suspensão do pagamento de dívidas previdenciárias que venceriam até o final de 2020. Somente essa medida, acrescentada ao texto durante a votação, por meio de emenda, representará R$ 5,6 bilhões a mais nas contas. Municípios que tenham regimes próprios de previdência para os seus servidores ficarão dispensados de pagar a contribuição patronal, desde que isso seja autorizado por lei municipal específica.

Os valores de dívidas não pagos serão incorporados ao saldo devedor apenas em 1º de janeiro de 2022, atualizados, mas sem juros, multas ou inclusão no cadastro de inadimplentes. A partir daí, o valor das parcelas que tiveram o pagamento suspenso será diluído nas parcelas seguintes.

O substitutivo também permite a reestruturação das dívidas internas e externas dos entes federativos, incluindo a suspensão do pagamento das parcelas de 2020, desde que mantidas as condições originais do contrato. Nesse caso, não é necessário o aval da União para a repactuação e as garantias eventualmente oferecidas permanecem as mesmas.Para acelerar o processo de renegociação, a proposta define que caberá às instituições financeiras verificar o cumprimento dos limites e condições dos aditivos aos contratos. Já a União fica proibida de executar garantias e contra garantias em caso de inadimplência nesses contratos, desde que a renegociação tenha sido inviabilizada por culpa da instituição credora.

Rateio

A principal mudança feita por Davi Alcolumbre está na fórmula para repartir os recursos entre os entes federativos. O senador não concordou com a proposta aprovada pelos deputados que usava como critério a queda de arrecadação dos impostos sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) e sobre Serviços de Qualquer Natureza (ISS).

O rateio por estado será feito em função da arrecadação do ICMS, da população, da cota no Fundo de Participação dos Estados e da contrapartida paga pela União pelas isenções fiscais relativas à exportação. Já o rateio entre os municípios será calculado dividindo os recursos por estado (excluindo o DF) usando os mesmos critérios para, então dividir o valor estadual entre os municípios de acordo com a população de cada um.Um dispositivo acrescentado ao projeto durante a votação determina que estados e municípios deverão privilegiar micro e pequenas empresas nas compras de produtos e serviços com os recursos liberados pelo projeto.

Já os R$ 7 bilhões destinados aos estados para saúde e assistência serão divididos de acordo com a população de cada um (critério com peso de 60%) e com a taxa de incidência da covid-19 (peso de 40%), apurada no dia 5 de cada mês. Os R$ 3 bilhões enviados para os municípios para esse mesmo fim serão distribuídos de acordo com o tamanho da população.

Alcolumbre usou a taxa de incidência como critério para estimular a aplicação de um maior número de testes, o que segundo especialistas é essencial para definir estratégias de combate à pandemia. O índice também serve para avaliar a capacidade do sistema de saúde local de acolher pacientes da covid-19. Já a distribuição de acordo com a população visa privilegiar os entes que poderão ter maior número absoluto de infectados e doentes. Alcolumbre observou que não adotou o mesmo critério para divisão entre os municípios porque é mais difícil medir a incidência em nível municipal e para não estimular ações que possam contribuir para espalhar mais rapidamente a covid-19, como a liberação de quarentenas.

Por Jornal Folha do Progresso com informações do Senado Federal e Agência Brasil

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Policia de Santarém prende suspeito de assassinar ex-moradora de Novo Progresso Jozy Prezza e marido

Josielen e esposo que foram mortos em Santarém — Foto: Redes Sociais/ReproduçãoFacebook

A Polícia Civil investiga a morte de uma ex-moradora de Novo Progresso Jozielen M. Prezza (JOSY), que foi brutalmente assassinada com o marido após serem tirados de casa e levados para um matagal de fazenda onde foram assassinados em Santarém.  “Josielen foi moradora de Novo Progresso onde teve sua infância e estudou,  havia se casado e mudado para cidade de Santarém – distante 700km – no ano passado”.

Prisão

Neste final de semana a Policia de Santarém prendeu “Dionar Nunes Cunha Filho” , ex-diretor do INMETRO daquela cidade.

Leia mais:Ex-Moradora de Novo Progresso é brutalmente assassinada em Santarém

Segundo as investigações , Dionar é o principal suspeito apontado como mandante do assassinato do empresário Iran Parente e sua esposa, Josy Prezza (ex-moradora de Novo Progresso) , em fevereiro deste ano.  “Dionar Nunes Cunha Filho”  conhecido popularmente por Dionarzinho, foi preso neste domingo (03). Ele esta preso a disposição da justiça na penitenciaria Sílvio Hall de Moura (Cucurunã) em Santarém . O Jornal Folha do Progresso tenta contato com advogado do acusado.

Aguardem mais informações.

Amigos e familiares postaram nas redes sociais a noticia em fevereiro;veja

(FOTO:Reproduçaõ Facebook)
(FOTO:Reproduçaõ Facebook)

Por:JORNAL FOLHA DO PROGRESSO COM INFORMAÇÕES DE JESO CARNEIRO

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Publicação Nº 058/2020 – MERCEARIA ECONOMICA

editalFRANCINEIDE DA CONCEIÇÃO DE SOUSA -MERCEARIA ECONOMICA –  CNPJ 28.428.046/0001-25 situada na Rua dos Lirios s/n Bairro Bela Vista , na cidade de Novo Progresso-PA CEP:68.193-000, torna público que RECEBEU junto a SEMMA-NP/PA, através do  PROCESSO 5205/2020, a LAS (LICENÇA AMBIENTAL SIMPLIFICADA) com validade para 11/03/2022,  para atividade de comercio varejista de mercadorias em geral com predominancia de produtos alimenticios,Minemercado com comercio varejista de carnes-açougue.

Publicado dia 04 de maio de 2020 às 11:22:09, por Jornal Folha do Progresso, Fone para contato 93 981177649 (Tim) WhatsApp:-93- 984046835 (Claro) -Site: www.folhadoprogresso.com.br   E-mail:folhadoprogresso.jornal@gmail.com e/ou e-mail: adeciopiran.blog@gmail.com




Vítima de câncer , morre professor Evaristo , de Novo Progresso

(Foto:Reprodução) – Por volta das 8 horas deste domingo (03) ,morreu o professor de Novo Progresso, Manoel Evaristo da Silva, de 72  anos. Ele lutava contra um câncer na garganta, mas não resistiu.

O professor lecionava na Escola Tancredo Neves, mas estava afastado por causa da doença. O velório foi realizado na Capela da Igreja Santa Luzia , o sepultamento aconteceu ainda no final da tarde de domingo no cemitério municipal.

O Sintep de Novo Progresso divulgou nota;

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Polícia encerra festa com drogas e aglomeração em Itaituba, no Pará

Delegacia de Itaituba, sudoeste do Pará — Foto: Polícia Civil

Onze pessoas foram presas e três adolescentes apreendidos. Eles desrespeitaram o decreto estadual que impede aglomeração devido à pandemia do novo coronavírus (Sars-CoV-2).

A Polícia Militar encerrou uma festa, na manhã de sábado (2), que estava acontecendo no bairro Bom Jardim, em Itaituba, sudoeste do Pará. Na ação, onze pessoas foram presas e três adolescentes apreendidos. Eles desrespeitaram o decreto estadual que impede aglomeração devido à pandemia do novo coronavírus (Sars-CoV-2).

Segundo a PM, uma denúncia anônima relatou que uma festa estava acontecendo no bairro Bom Jardim desde sexta-feira (1º). Uma equipe foi ao local e constatou que havia aglomeração. O evento foi encerrado e no local foram apreendidas drogas.

Todos os envolvidos foram encaminhados para a delegacia de Itaituba, onde foram ouvidos, assinaram termo circunstancial de ocorrência (TCO) e depois liberados.

Por G1 PA — Belém
04/05/2020 08h03

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Moro presta depoimento por mais de sete horas na sede da PF em Curitiba

Depoimento de Sérgio Moro na sede d PF em Curitiba (Foto:Reprodução)

A investigação mira tanto no presidente quanto em Moro. O ex-ministro é investigado por suposta denunciação caluniosa e crime contra a honra

O depoimento do ministro Sérgio Moro na sede da Superintendência da Polícia Federal de Curitiba já dura mais de sete horas. O ex-ministro seguia sendo ouvido por volta das 21h deste sábado (2) pela delegada Christiane Corrêa Machado, chefe do Setor de Inquéritos Especiais do Supremo Tribunal Federal, nas apurações sobre interferência política do presidente Jair Bolsonaro no comando da corporação. A oitiva é tomada por ordem do ministro Celso de Mello, decano do Supremo Tribunal Federal (STF) e relator do caso.

Nas imediações da sede da PF, manifestantes a favor do governo e apoiadores do ex-ministro se aglomeram durante a tarde, mas começaram a se dispersar no início da noite. Um entregador levou pizzas para a superintendência no início da noite.

Moro acusou Bolsonaro de trocar o comando da PF para obter informações e relatórios sigilosos de investigações ao anunciar demissão, na semana passada. O Planalto se preocupa com o andamento de inquéritos que apuram esquemas de divulgação de “fake news” e financiamento de atos antidemocráticos realizados em abril, em Brasília.

“O presidente me disse que queria ter uma pessoa do contato pessoal dele, que ele pudesse colher informações, relatórios de inteligência, seja diretor, superintendente, e realmente não é o papel da Polícia Federal prestar esse tipo de informação. As investigações têm de ser preservadas. Imagina se na Lava Jato, um ministro ou então a presidente Dilma ou o ex-presidente (Lula) ficassem ligando para o superintendente em Curitiba para colher informações”, disse Moro, ao comentar as pressões de Bolsonaro para a troca no comando da PF.

À revista Veja, o ex-ministro afirmou que apresentaria as provas “em momento oportuno” – isso incluiu áudios e inúmeras trocas de mensagens pessoais e de governo trocadas com o presidente pelo WhatsApp, aplicativo favorito de Bolsonaro para delegar ordens a subordinados.

Leia Também:Moro presta depoimento à Polícia Federal neste sábado em Curitiba

A PGR será representada pelos procuradores João Paulo Lordelo Guimarães Tavares, Antonio Morimoto e Hebert Reis Mesquita – este último integrou o grupo de trabalho da Lava Jato dentro da Procuradoria-Geral desde a gestão Raquel Dodge.

A investigação mira tanto no presidente quanto em Moro. O ex-ministro é investigado por suposta denunciação caluniosa e crime contra a honra.

Ao autorizar na última segunda-feira, 27, a abertura do inquérito, em uma decisão de 17 páginas, o decano observou que o presidente da República “também é súdito das leis”, apesar de ocupar uma “posição hegemônica” na estrutura política brasileira, “ainda mais acentuada pela expressividade das elevadas funções de Estado que exerce”.

Na véspera do depoimento de Moro, o presidente Jair Bolsonaro esteve reunido por cerca de três horas com o novo ministro da Justiça, André Mendonça, no Palácio da Alvorada.

Horas antes do depoimento de Moro, o presidente utilizou suas contas nas redes sociais chamou o ex-ministro de “Judas” ao divulgar vídeo em que uma pessoa não identificada diz ter ouvido vozes de outras pessoas que falariam com Adélio no momento do crime – mesmo com dois inquéritos da Polícia Federal, um deles já concluído, apontarem que o esfaqueador agiu sozinho.

Durante a manhã, ao deixar o Palácio do Alvorada, o presidente não quis falar com a imprensa, mas disse a apoiadores que não será alvo de nenhum “golpe” em seu governo.”Ninguém vai fazer nada ao arrepio da Constituição. Ninguém vai querer dar o golpe para cima de mim, não”, disse Bolsonaro.
Por:Jornal Folha do Progresso com informações Agência Estado
02.05.20 22h30

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Corpos amontoados pelo chão do IML e longa fila de carros funerários retratam o colapso do Pará

(Foto:Reprodução G1-PA) – Corpos amontoados no chão do IML retratam o colpaso do sistema funenário no Pará

“Tá cheio aí, meu amigo. Tá um caos. Caos!”. O relato é de quem trabalha com a remoção de corpos na região metropolitana de Belém e enfrenta o colapso do sistema funerário em meio à pandemia. O flagrante registrado pelo repórter cinematográfico Álvaro Ribeiro mostra imagens fortes: em uma das câmaras frigoríficas, um funcionário anda com dificuldade em cima dos corpos amontoados. Com o espaço cheio, os cadáveres são amontoados no chão, na área cedida pelo Instituto Médico Legal (IML) ao Serviço de Verificação de Óbito da Secretaria de Saúde do Pará (Sespa). São corpos de pessoas que morreram de Covid-19 e outros de pessoas que morreram por causas naturais.

O número de mortes por Covid-19 no Pará aumentou 222% em uma semana, e saltou de 95, no dia 25 de abril, para 306 neste sábado (2). O crescimento é muito superior à média nacional de 68% registrada no mesmo período, conforme dados do Ministério da Saúde.

Corpos amontoados no chão do IML retratam o colpaso do sistema funenário no Pará

O Pará registrou em abril um aumento de 116% de remoção de mortos por doenças ou causas naturais, segundo a Secretaria de Estado de Saúde (Sespa). A demora na remoção de corpos é um drama vivido por famílias que perdem parentes por outras doenças, além da Covid-19, na região metropolitana de Belém. Algumas relatam que o corpo do ente querido chegou a ficar até 20 horas em casa, à espera de ser removido. Um caminhão frigorífico foi posicionado pela Sespa no IML para dar suporte no armazenamento de corpos com a Covid-19. A medida, segundo a Sespa, é uma estratégia para minimizar os impactos e o crescimento da demanda para os profissionais. Segundo a Sespa, a pandemia mudou a rotina do serviço de verificação de óbitos, que teve também reforço de duas viaturas novas para a remoção de corpos na região metropolitana de Belém.

Neste sábado (2), a movimentação de funcionários de funerárias foi grande durante o dia. O aumento no número de mortes por Covid-19 tem afetado o serviço de verificação de óbito. Um reflexo disso é que em frente ao prédio do IML, a cada instante aumenta a fila de carros funerários que chegam. O vídeo feito nesta manhã mostra uma longa fila de veículos que aguardavam a liberação dos corpos.

Um dos funcionários explica a origem dos mortos, apontado para cada um dos carros que chega ao IML. “Aquele [carro] ali veio do [Hospital de Campanha] Hangar; aquele outro do [hospital] Abelardo Santos”. Os locais citados, localizados em Belém, são de atendimento exclusivo a pacientes com sintomas ou confirmação de Covid-19.

Uma tenda foi armada na parte de fora do prédio para atender os familiares que aguardavam a liberação dos corpos. Nildo Pena é um dos que espera, angustiado. Há dias ele espera a liberação do corpo de um amigo que não resistiu à parada cardíaca. “Faz quatro dias que ele morreu… A gente não consegue tirar ele de lá”, diz o comerciante.

A autônoma Luciane Pureza também enfrenta a espera em frente ao IML. O tio dela morreu há três dias e sé na tarde deste sábado (2) o corpo foi liberado. “Essa demora é absurda!”, diz. Em meio à tristeza pela morte do tio, ela encontrou lucidez e força para dar um recado. “Por favor, fiquem em casa. Essa doença mata!”.

A sobrecarga do sistema funerário deriva também do esgotamento da capacidade de atendimento do sistema de saúde. Em Belém, todos os 125 leitos de UTI, os 1.118 de enfermaria e 90 leitos de observação estão ocupados – 95% são pacientes com suspeita ou confirmação de contaminação pelo novo coronavírus. Em todo o estado, a ocupação de leitos exclusivos para UTI está em 91%, segundo o governo do estado.

Na sexta passada, quando o estado registrava 86 mortes, o secretário de Saúde do Pará, Alberto Beltrame, já dizia que o sistema de saúde em Belém – onde metade das mortes ocorreram – estava em “colapso” e que o funerário enfrentava dificuldades. A prefeitura da cidade, que é epicentro da pandemia no estado, determinou o fechamento do comércio não essencial apenas a partir da última segunda-feira (27).

Nos últimos dias, o cenário se agravou:

•Cemitérios públicos, como o de São Jorge, na Marambaia, em Belém, chegaram a um número de sepultamentos diários cinco vezes superior à média. A prefeitura disse que avalia a abertura de novas covas públicas para atender a demanda.

•O estado registrou em abril um aumento de 116% de remoção de mortos por doenças ou causas naturais, segundo a Secretaria de Estado de Saúde (Sespa).

•No Centro de Perícias Científicas Renato Chaves, em Belém, muitos parentes e amigos dos mortos se aglomeram para aguardar a liberação dos corpos.

•Com a sobrecarga nas Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) e prontos-socorros de Belém, pacientes morrem em busca de atendimento. Em 26 de abril, um homem acabou morrendo dentro de um carro à procura de médico.

•Após anúncio de que o Hospital Abelardo Santos começaria a atender pacientes com sintomas de Covid-19, o local teve o portão derrubado pela população nesta quarta-feira (29) – assista no vídeo abaixo. Um inquérito da Polícia Civil deve investigar o caso.

Desesperada, população força a entrada do Hospital Abelardo Santos em busca de socorro
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Desesperada, população força a entrada do Hospital Abelardo Santos em busca de socorro

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Sespa confirma mais 33 óbitos e Pará chega a 306 mortos por Covid-19; são 3.727 positivados

A maioria dos novos óbitos são de Belém e Ananindeua. Outros 267 casos de Covid-19 foram confirmados.

A Secretaria de Saúde do Pará (Sespa) confirmou na tarde deste sábado (2) a morte de mais 33 pessoas infectadas pelo novo coronavírus (Sars-CoV-2) no Pará. Mais cedo, foram divulgados outros 10 óbitos. O estado registra, no total, 306 mortos por Covid-19. Outros 267 casos de Covid-19 foram confirmados. Agora são 3.727 positivados no Pará.

Ainda não há informações se os pacientes que morreram possuíam doenças preexistentes.

Jornal Folha do Progresso com informaçoes do  G1 PA — Belém
02/05/2020 18h02
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