Ministro da Saúde Nelson Teich deixa governo Bolsonaro após menos de 1 mês

 O ministro da Saúde, Nelson Teich, em entrevista coletiva concedida no Palácio do Planalto
Imagem: Júlio Nascimento/Divulgação PR

O ministro da Saúde, Nelson Teich, deixou hoje o governo do presidente Jair Bolsonaro (sem partido). Uma coletiva de imprensa está marcada para esta tarde para esclarecer a exoneração. A saída do ministro acontece menos de um mês após ele substituir Luiz Henrique Mandetta na pasta, e sua saída já vinha sendo cogitada havia alguns dias.
Inicialmente, uma nota divulgada pela assessoria de imprensa do Ministério informava que Teich pediu demissão. Pouco depois, porém, uma fonte da pasta disse que o agora ex-ministro foi demitido em uma reunião de última hora com Bolsonaro para a qual foi convocado nesta manhã. Nenhum dos dois ainda se manifestou publicamente sobre a decisão.

No momento em que a demissão de Teich foi anunciada, Bolsonaro estava participando do lançamento de uma campanha de conscientização contra a violência doméstica feita pelo Ministério da Mulher e da Família. Ele estava acompanhado de sua mulher, Michelle Bolsonaro, e dos ministros Onyx Lorenzoni e Damares Alves e não falou no evento.
Um dos nomes cotados para assumir o comando do ministério da Saúde é justamente o atual número 2 da pasta, o general de divisão Eduardo Pazuello.

Segundo a colunista do UOL Carla Araújo, o nome do militar conta com o apoio dos generais que ocupam ministérios no Palácio do Planalto.

Divergência sobre uso da cloroquina
Assim como seu antecessor, Teich defendeu publicamente posições contrárias à do presidente. Além de afirmar que o distanciamento social deveria ser uma medida de combate à pandemia do novo coronavírus – enquanto Bolsonaro defende que apenas pessoas do grupo de risco fiquem em isolamento -, Teich postou nesta semana em uma rede social que o uso da cloroquina no tratamento contra a covid-19 deve ser feito com restrições, já que a substância pode desencadear efeitos colaterais. O presidente, por sua vez, é um dos principais defensores da cloroquina.
Hoje cedo, em conversa com apoiadores em frente ao Palácio da Alvorada, Bolsonaro afirmou que o protocolo de uso da cloroquina seria mudado pelo Ministério da Saúde, apesar de Teich ter alertado para a falta de comprovação científica de eficácia e os efeitos colaterais. O presidente quer a inclusão do uso desde os primeiros sintomas do coronavírus
“O protocolo deve ser mudado hoje porque o Conselho Federal de Medicina diz que pode usar desde o começo então. É direito do paciente. O médico na ponta da linha é escravo do protocolo. Se ele usa algo diferente do que está ali e o paciente tem alguma complicação ele pode ser processado”, disse.

“Saiu hoje?”
Outro momento que conformou a falta de sintonia entre presidente e ministro ocorreu na última terça-feira (11). Bolsonaro assinou um decreto incluindo academias, salões de beleza e barbearias entre os serviços essenciais, isto é, os que podem trabalhar mesmo durante a quarentena. No entanto, Teich admitiu que não sabia da decisão do presidente e foi pego de surpresa durante entrevista coletiva em que apresentava os dados diários da pandemia.
“Saiu hoje?”, reagiu ao ser questionado por um repórter, que queria saber se o Ministério da Saúde concordava com o decreto e se houve alguma orientação da pasta para a tomada dessa decisão. A entrevista acontecia no momento em que o decreto de Bolsonaro era publicado no Diário Oficial da União.
Aparentando desconforto, o ministro ensaiou uma resposta falando sobre a criação de fluxos que “impeçam que as pessoas se contaminem” desde que sejam atendidos pré-requisitos para que não se exponham a riscos. “Você pode trabalhar o retorno de algumas coisas. Agora, tratar isso como essencial é um passo inicial”, disse a princípio. “Não é atribuição nossa, isso aí é uma decisão do presidente”.
2ª queda de ministro durante a pandemia
Nelson Teich já é o segundo ministro da Saúde que cai em plena pandemia do novo coronavírus.
Luiz Henrique Mandetta, que estava no cargo desde o início do governo Bolsonaro, deixou o ministério da Saúde no dia 16 de abril, colocando fim a uma gestão marcada pelo embate com o presidente sobre o combate covid-19.
A defesa do ex-ministro para que o país seguisse as recomendações da OMS (Organização Mundial da Saúde) para brecar a proliferação da doença no país gerou atrito com Bolsonaro, que é a favor da tese de que a economia não pode parar e que apenas uma parcela da população deveria ficar em isolamento.
O apoio público do presidente para o uso da cloroquina também foi outro motivo de discordância entre os dois.
*Com reportagem de Constança Rezende, Carla Araújo e Luís Adorno
Do UOL, em São Paulo*
15/05/2020 12h02

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MP da regularização fundiária vira projeto de lei e relator promete diálogo

(Foto:Reprodução Agência Brasil)- A Câmara tenta votar na próxima quarta-feira (20) o projeto de lei de regularização fundiária. A matéria é resultado de um acordo proposto no Plenário para que a medida provisória  910 voltasse como PL. O texto terá relatoria do deputado Marcelo Ramos (PL-AM). Segundo ele, o parecer deve seguir a linha do elaborado pelo deputado Zé Silva (Solidariedade-MG), que era o relator da MP.
“O texto do PL já é um texto que atende parcela considerável, que atende às demandas dos ambientalistas. O caminho será um caminho de diálogo, que irá ouvir os ambientalistas, mas ouvir também os ruralistas, ouvir os pequenos produtores rurais”, afirmou Marcelo Ramos. O relator promete chegar a um meio-termo.

As principais informações deste texto foram enviadas antes para os assinantes dos serviços premium do Congresso
Alguns dos pontos de maior polêmica entre os ruralistas e os ambientalistas é a autodeclaração. Segundo o texto de Zé Silva, os proprietários rurais podem participar do programa de regularização fundiária preenchendo a documentação a distância. Os ambientalistas afirmam que esse sistema é de autodeclaração e não confiável.

Autodeclaração
Para Marcelo Ramos, essa afirmação não é verdadeira. “Não dá para falar em autodeclaração em um modelo que você tem que apresentar documentos que comprovam toda sua declaração, são dez documentos que precisa preencher. Autodeclaração seria se não precisasse enviar tantas documentações comprovando o que você está preenchendo”, afirmou o relator.
Ramos afirma que está aberto ao diálogo. “Estou aberto a dialogar. Se alguém tiver sugestões, vamos conversar. Vamos sentar com os dois lados”, disse.

Os ambientalistas reclamaram que Zé Silva havia deixado no relatório que esse tipo de declaração, que diminui a fiscalização e será válida para pequenos agricultores, atenderá a propriedades de até seis módulos fiscais –  cada módulo fiscal pode chegar até a 110 hectares. Para eles, o tamanho ideal seria de quatro módulos fiscais.
“Eu acho que esse é um tema que nós temos que ter muito cuidado e avançar nele. Porque da mesma forma que a oposição quer baixar para quatro, os ruralistas querem aumentar para dez módulos fiscais. Qual é o questionamento? Se nós abrirmos para oposição de baixar pra quatro, nós damos o direito dos ruralistas aumentarem para dez”, explicou.
Bom senso
“Minha tentativa é de manter em seis e fechar um acordo, porque se os ruralistas apresentarem um destaque em Plenário aumentando para dez, não tenho dúvidas que eles têm votos para vencer”, explicou o relator. “Nesse termo eu vou pedir o bom senso dos dois lados”, concluiu.
Nos bastidores, os ambientalistas concordam que o texto do Zé Silva avançou muito, porém, a questão agora é de manter o discurso diante da base. Por isso, reservadamente, fontes afirmaram ao site que só votarão favorável ao texto caso Ramos apresente alterações que justifiquem para base de cada ambientalista a mudança de posicionamento. Do contrário, o texto encontrará resistência.

Agência Brasil
Por Erick Mota Em 15 maio, 2020 – 7:18

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Homem mata irmão com golpes de machado em Mato Grosso

(Foto:Reprodução)_ Um homem acusado de matar o próprio irmão a machadadas no município de Carlinda (762 km ao norte de Cuiabá) foi preso em flagrante pela Polícia Civil com apoio da Polícia Militar, na quarta-feira (14.05), logo após o crime. O suspeito foi conduzido à Delegacia de Alta Floresta (803 km ao norte da Capital ) onde foi lavrado o flagrante por homicídio qualificado pelo motivo fútil e impossibilidade de defesa da vítima.

A equipe da Polícia Civil de Alta Floresta foi acionada na madrugada de quarta-feira (14) sobre o homicídio que vitimou Joarez da Silva Miranda.  O crime aconteceu na residência em que os irmãos moravam, sendo o corpo da vítima encontrado na sua cama com vários golpes na região da face.

No local, os policiais também encontraram um machado coberto de sangue utilizado para cometimento do crime. Segundo as informações, os dois irmãos possuem problemas mentais  e o homicídio teria sido motivado por uma ameaça que um irmão fez ao outro, dias atrás.  O suspeito aproveitou o momento em que a vítima dormia para praticar o crime.

Após ser detido, o suspeito foi encaminhado à Delegacia de Alta Floresta, onde interrogado pelo delegado Pablo Carneiro, confessou o crime e deu detalhes da execução.  Diante das evidências, ele foi autuado em flagrante pelo crime de homicídio qualificado pelo motivo fútil e impossibilidade de defesa da vítima.

“Apesar de o suspeito aparentar possuir algum transtorno mental, não há possibilidade de suposta causa que exclua a culpabilidade dele na ação criminosa”, destacou o delegado.

Por:CENÁRIOMT –

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El Pais- Bolsonaro edita ‘MP da Impunidade’ para blindar a si mesmo e ao Governo de acusações de erros na pandemia

O presidente Jair Bolsonaro na frente do Palácio da Alvorada nesta quinta-feira. (Foto:Joédson Alves / EFE)

Oposição diz que presidente busca autoproteção e recorre ao STF para declarar a inconstitucionalidade da regra. Especialistas dizem que haverá insegurança jurídica

Em meio à pandemia de coronavírus, o presidente Jair Bolsonaro editou uma medida provisória para tentar proteger autoridades e servidores públicos de processos civis e administrativos que decorram de eventuais decisões irregulares tomadas por eles nesse período de calamidade. Na prática, a lei pode beneficiar até mesmo ao próprio presidente, acusado de ser negligente na condução da pandemia por minimizá-la em muitas ocasiões. Não por acaso, chegou a ser chamada de “excludente de ilicitude”, tal qual o projeto que pretendia isentar de culpa o policial que matasse sob violenta emoção.

Em seu texto, a medida provisória prevê que durante a pandemia de covid-19 os ocupantes de funções públicas podem ser responsabilizados somente se “agirem ou se omitirem com dolo [intenção] ou erro grosseiro”. Caso contrário, passariam impunes a ações nos campos civil e administrativo, mas não no penal.

O salvo-conduto aos agentes públicos é questionado por especialistas em direito e por parte da classe política. Em Brasília, essa medida, de número 966/2020, tem sido chamada de MP da Impunidade. Partidos de oposição ao presidente anunciaram que ingressarão com ações de inconstitucionalidade no Supremo Tribunal Federal para tentar barrar a validade das regras. “Vejo uma tentativa de se proteger durante os atos praticados nessa pandemia porque ele vem sendo duramente cobrado pela sociedade civil”, diz o advogado Guilherme Amorim, diretor do mestrado em direito constitucional da Uninove. Esse especialista diz que a medida pode ser inconstitucional pois confrontaria o artigo 37 da Constituição Federal, segundo o qual o Estado é obrigado a arcar pelos danos causados por seus servidores.

Da maneira como foi escrita, a MP traz mais dúvidas do que certezas. É o que os operadores do Direito chamam de insegurança jurídica. “Ela tem uma redação dúbia que permite interpretações diversas onde cabe tudo, exatamente para se eximir de responsabilidades”, avaliou o advogado criminalista Miguel Pereira Neto, conselheiro do Instituto dos Advogados de São Paulo. Para ele, a MP não traz novidades, pois trata de temas que já foram abordados na Lei de Introdução às Normas do Direito Brasileiro, aprovada em 2018.

Bolsonaro minimizou o impacto da pandemia desde o princípio. Já disse que ela era uma “gripezinha”, que havia uma “histeria” midiática sobre ela e classificou de “fantasia” a reação popular sobre a enfermidade. Depois de participar de ao menos três manifestações populares contra as medidas de isolamento social e contra instituições da República, foi só nesta semana que passou a usar máscara facial diariamente, como equipamento de proteção individual. Suas atitudes, que contrariam as orientações da Organização Mundial da Saúde, já renderam ao menos cinco pedidos de impeachment que o acusam de atentar contra a saúde pública. Nesta quinta-feira, o país registrou 13.993 óbitos e 202.918 casos confirmados de coronavírus.

A MP foi assinada pelo presidente depois que o Tribunal de Contas da União, um dos principais órgãos de controle do país, autorizou a abertura de uma auditoria completa no pagamento do auxílio emergencial de 600 reais para aproximadamente 60 milhões de brasileiros. Há suspeitas de fraudes na destinação desse recurso. Entre os beneficiados por essa ajuda estão cerca de 190.000 militares da ativa, da reserva e pensionistas. Os ministérios da Defesa e da Cidadania abriram investigações internas para apurar onde houve essa falha.
Pandemia de mal-intencionados

Em entrevista ao jornal Folha de S. Paulo, o presidente do Tribunal de Contas da União, José Múcio Monteiro, afirmou que a medida poderia gerar uma “pandemia de mal-intencionados”. “Não quero polemizar, mas o tribunal vem fazendo um trabalho de parceria, mantendo o diálogo nesse momento difícil, e é nosso papel constitucional zelar pelo controle de gastos e evitar esse estímulo a uma pandemia de mal-intencionados”.

No campo político, os partidos REDE e PSOL foram os primeiros a recorrerem ao presidente do Congresso Nacional, Davi Alcolumbre (DEM-AP) para devolver a MP ao Executivo. Também buscaram apoio no Judiciário para barrar o texto de Bolsonaro. No entendimento do líder da oposição no Senado, Randolfe Rodrigues, a MP protege a improbidade administrativa e o delito. “O presidente nega, por um lado, a gravidade da pandemia do coronavírus, e, por outro, utiliza da caneta e do poder de presidente da República para proteger os seus apaniguados”.

Na mesma linha seguiu a líder do PSOL na Câmara, Fernanda Melchiona (RS). “Tirar a responsabilização dos agentes públicos em um momento no qual se precisa de ainda mais cuidado é uma forma de tentar isentar de dolo e responsabilidade os agentes que não preservarem a vida do povo, que é infelizmente o caso de Bolsonaro”.

Entidades, como o Instituto Não Aceito Corrupção, somaram-se ao coro dos opositores à medida do presidente. “A MP, ao invés de garantir direitos já estabelecidos pela ordem jurídica, favorece grandemente a impunidade”, diz uma nota divulgada pela ONG.

Se entre os opositores haverá essa tentativa de enfrentamento, entre os políticos que se consideram independentes há uma divisão. O vice-presidente do Senado, Antonio Anastasia (PSDB-MG), elogiou a MP e disse, em seu perfil no Twitter, que ela protege o bom gestor. “Quando se toma a decisão, especialmente em tempos de crise aguda, muitas vezes não se dispõe de tempo e condições fáticas para prever todos os riscos. Mesmo assim, a decisão tem que ser tomada”.

Já a presidente da Comissão de Constituição e Justiça do Senado, Simone Tebet (MDB-MS), diz estar cética sobre a tramitação da MP e, que se ela não for alterada para acabar com os termos de interpretações dúbios, votará contra. “Na tese, a medida parece estar correta. O problema é que quem assina é um presidente que é declaradamente contrário às orientações acertadas da OMS”, diz.

A MP tem 120 dias para ser votada pelas duas Casas do Congresso Nacional. Seu efeito jurídico é imediato, já passou a valer a partir desta quinta-feira, dia 14. Como uma tentativa de se reaproximar do Legislativo, Bolsonaro se reuniu com o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), a quem criticou intensamente nas últimas semanas.

El pais Por Afonso Benites
Brasília – 14 may 2020 – 22:03
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Governo publica calendário da 2ª parcela do Auxílio Emergencial

Pagamentos, que estão mais de 2 semanas atrasados, começam a partir de segunda-feira (18) e seguem até 13 de junho.
O calendário do pagamento da 2ª parcela do Auxílio Emergencial foi publicado no Diário Oficial da União desta sexta-feira (15). O cronograma começa a partir de segunda-feira (18) e seguirá até 13 de junho.

Também nesta sexta, foi sancionada a lei que amplia o grupo de pessoas aptas a receber o benefício.

São 3 calendários:

um para recebimento em poupança social
um para saque em espécie para beneficiários do Bolsa Família
um para saque em espécie para poupança social e demais públicos

Segundo portaria sobre o calendário (veja mais abaixo), assinada pelo ministro Onyx Lorenzoni, quem recebeu a 1ª parcela até 30 de abril receberá o crédito da segunda parcela em poupança social digital a partir de quarta-feira (20), de acordo com a data de nascimento.

Inicialmente, os recursos estarão disponíveis apenas em na poupança social digital para movimentações digitais: pagamento de contas, de boletos e realização de compras por meio de cartão de débito virtual. Os saques em espécie para esse público poderão ser feitos só a partir de 30 de maio, também de acordo com a data de nascimento.

Para quem recebe o Bolsa Família, o calendário é diferente. Os beneficiários vão receber nas mesmas datas e da mesma forma em que recebem esse benefício, nos últimos 10 dias de maio. Já os saques em espécie começam na segunda-feira (18) para beneficiários com Número de Identificação Social (NIS) 1.

Sem título
Fonte: Diário Oficial da União

Segunda parcela do auxílio emergencial começará a ser paga semana que vem, diz governo

58 milhões de brasileiros aptos a receber o auxílio

A portaria publicada nesta sexta informa que já existem mais de 58 milhões de brasileiros aptos a receber o auxílio, sendo que 28 milhões solicitaram a ajuda emergencial através do aplicativo do programa.

A Caixa Econômica Federal completou duas semanas sem liberar novos créditos do Auxílio Emergencial. O último balanço dos pagamentos divulgado pelo banco, às 14h de quinta-feira (14), apontava que haviam sido creditados até então R$ 35,5 bilhões a 50 milhões de brasileiros – mesmos números informados desde 30 de abril. Enquanto isso, milhões de brasileiros que aguardam o benefício seguem sem saber se – e quando – irão receber.

A portaria publicada nesta sexta indica que cerca de 8 milhões de brasileiros aptos ainda não receberam o auxílio.

Primeira parcela pendente

Na véspera, o presidente da Caixa, Pedro Guimarães, anunciou que o banco pagará, entre esta sexta (15) e sábado (16), mais um “lote” referente à primeira parcela. Devem ser incluídos, nesse momento, pessoas que tiveram inconsistências no cadastro e, por isso, ainda estavam com o benefício pendente.

O presidente da Caixa não informou, porém, quantas pessoas serão incluídas nesse pagamento. receber, nem se haverá novas liberações da primeira parcela do auxílio de R$ 600 nas próximas semanas.
Por G1
15/05/2020 06h10
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Amazônia pode ser ‘maior repositório de coronavírus do mundo’, diz cientista brasileiro

 Próxima grande pandemia pode surgir no Brasil, revela cientista-Declaração é de David Lapola, de 38 anos
Amazônia pode ser ‘maior repositório de coronavírus do mundo’, diz cientista brasileiro – (Foto:Reprodução da internet)
Rio – A história é conhecida: a intervenção humana em matas nativas pode gerar desequilíbrio ecológico e exportar doenças do coração da floresta. Com a devastação da Amazônia, a próxima grande pandemia pode surgir no Brasil, alerta o cientista David Lapola.

“A Amazônia é um potão de vírus”, afirma o pesquisador, de 38 anos. Ao devastá-la, colocamos à prova nossa própria sorte, acrescenta.

A maior floresta tropical do mundo ainda tem extensas áreas preservadas, mas “cada vez há mais degradação, mais desmatamento”, adverte Lapola.

“Quando você gera esse desequilíbrio ecológico, você altera essas cadeias e nessa hora pode acontecer esse pulo do vírus [dos animais para os humanos]”, explica, em entrevista à AFP.

Formado em Ecologia, Lapola lembra que em décadas anteriores o mundo já sofreu com o HIV, o ebola e a dengue. “Foram todos vírus que acabaram ou surgindo ou se disseminando de uma maneira muito grande a partir de desequilíbrios ecológicos”.

Lapola diz que, segundo estudos, essa transmissão ocorre com mais frequência no sul da Ásia e na África, onde se encontram majoritariamente certas famílias de morcegos, mas que a biodiversidade da Amazônia poderia caracterizar a região como “o maior repositório de coronavírus do mundo”.

“A culpa não é dos morcegos, não é para sair matando morcego por ali”, esclarece o pesquisador do Centro de Pesquisas Meteorológicas e Climáticas Aplicadas à Agricultura da Unicamp.

“É mais uma entre ‘n’ outras razões pra gente não fazer esse uso irracional que agora está aumentando ainda mais da Amazônia, a nossa maior floresta”, ressalta.

“Refundar” a relação com a floresta
Lapola adverte que a conjuntura atual, com o avanço do coronavírus, que já provocou 12.400 mortes no Brasil, dificulta ainda mais a vigilância da floresta tropical, já ameaçada.

“Primeiro a gente tem que atacar essa crise sanitária e todo o esforço tem que ir para isso (…) Mas é preocupante porque a gente está tendo um aumento muito expressivo agora, não sendo ainda a estação de desmatamento”, expressa.

Nos primeiros quatro meses de 2020 foram desmatados 1.202 km2 de floresta, segundo dados de satélite do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE).

Isto representa um aumento de 55% em comparação com o mesmo período de 2019, quando o presidente Jair Bolsonaro enfrentou duras críticas dentro e fora do Brasil por minimizar o avanço dos incêndios que consumiram extensões recorde de floresta.

O presidente, que defende a abertura da Amazônia à exploração de minério e à agropecuária, enviou esta semana um contingente militar para combater o desmatamento.

Os números vão demonstrar se esta foi uma estratégia bem-sucedida, afirma Lapola.

“A questão mais grave é a gente usar o Exército pra tudo e qualquer questão no Brasil. Isso mostra um pouco uma certa crise das nossas instituições e um Ibama desaparelhado”, destaca.

“Está provado que a questão do desmatamento é suscetível a quem nos governa. A boa notícia é que os governos são passageiros. Eu espero que numa próxima gestão se dê mais atenção a essa questão e a gente trate com mais zelo esse enorme, talvez o maior, tesouro biológico do planeta”, declara.

Para o pesquisador, também se faz necessário “refundar a relação da sociedade com as florestas”. Lapola destaca que, embora a propagação de novas doenças a partir do coração da floresta seja “um processo muito complexo pra gente poder prever, é melhor usar o princípio da precaução e não testar muito a nossa sorte”.

Por AFP
Publicado às 17h53 de 13/05/2020

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Em frente ao espelho, Tati Zaqui mostra novo visual para seguidores do Instagram

A funkeira mostrou a novidade para os fãs

Tati Zaqui também se rendeu às mudanças capilares na quarentena e resolveu mudar o visual e compartilhar o momento no Instagram.

Na madrugada desta quarta-feira (13), Tati exibiu a novidade em seus cabelos, que sempre foram azuis mais escuros, quase que um azul marinho. Dessa vez, no registro, a musa apareceu com um tom de azul bem brilhante e vibrante, complementando o visual com uma pequena mecha laranja para fechar com chave de ouro.

O clique deu o que falar e a publicação recebeu mais de 217 mil curtidas em poucas horas.

 “Dona da beleza toda”, elogiou um seguidor. “Impossível descrever sua beleza em um único comentário”, comentou outro fã da cantora.

Por: Gabriela Ellin
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Golpistas que se passavam por fiscais do meio ambiente para extorquir vítimas são presos em MT

Para exigir o pagamento, a dupla falava que estava acontecendo uma operação na região e que as empresas deveriam colaborar, repassando valor chamado de “patrocínio”, para não serem vítimas de sanções e multas.

Polícia Civil de Mato Grosso — Foto: Reinaldo Lima/PJC

Dois homens que se passavam por fiscais do meio ambiente para praticar o crime de extorsão foram presos pela Polícia Civil na terça-feira (12) em Vila Bela da Santíssima Trindade.

As investigações iniciaram após uma das vítimas procurar a delegacia de Vila Bela, relatando que vinha sendo assediada, através de visitas e telefonemas, pelos suspeitos que se apresentavam como fiscais do meio ambiente.

Apesar dos suspeitos não se identificarem como servidores de nenhum órgão específico, eles possuíam carteiras e todo um material utilizado para o golpe.

Para exigir o pagamento, a dupla falava que estava acontecendo uma operação na região e que as empresas deveriam colaborar, repassando valor chamado de “patrocínio”, para não serem vítimas de sanções e multas.

Com base nas informações, a equipe da Polícia Civil de Vila Bela iniciou as investigações, e através de trabalho de monitoramento, realizou a prisão dos golpista quando eles foram até a empresa da vítima para receber o pagamento.

Com eles, foram apreendidas máquinas de cartão de crédito/débito utilizadas para receber os valores das vítimas e recebidos com CNPJ de uma empresa inativa.

Diante das evidências, os suspeitos foram conduzidos à delegacia de Vila Bela, onde foram autuados em flagrante pelo crime de extorsão.

Segundo o delegado, Maurício Maciel Pereira Júnior, os suspeitos já praticaram o golpe em outros municípios do estado.

Um deles possui registros de boletins de ocorrência desde 2014 por situações semelhantes praticadas em diversos municípios e também já foram presos em flagrante anteriormente em Água Boa.

As investigações continuam para apurar outras possíveis condutas praticadas pelos suspeitos, como estelionato e uso de documento falso.

Por G1 MT
14/05/2020 08h23
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Polícia apreende 26 adolescentes durante festa com drogas e bebidas em MT

Festa estava regada de bebidas alcoólicas, drogas e diversos materiais para o consumo de narguilé. Uma das adolescentes foi socorrida pelo Samu após passal mal devido ao uso de drogas.
Adolescentes foram apreendidos e encaminhados à delegacia — Foto: Polícia Militar

Uma festa com pelo menos 50 pessoas foi fechada em uma chácara em Tangará da Serra, a 242 km de Cuiabá, na noite dessa terça-feira (12), devido à aglomeração. No local, a Polícia Militar apreendeu 26 adolescentes.

Segundo a polícia, muitos jovens demonstraram resistência em atender as ordens da equipe e foi usado spray de pimenta. Os policiais informaram que a festa estava regada de bebidas alcoólicas, drogas e diversos materiais para o consumo de narguilé.

Uma das adolescentes que participava da festa passou mal devido ao uso de drogas e foi socorrida pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu). Ela foi encaminhada a uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA).

Já os adolescentes apreendidos foram levados para a delegacia para serem entregues aos pais ou responsáveis.

De acordo com a polícia, o organizador da festa estava buscando os menores na cidade e levando para a festa. Segundo os policiais, ele autorizava que os menores permanecessem e ingerirem bebidas alcoólicas no local. O suspeito foi preso em flagrante e deve ser encaminhado ao Centro de Detenção Provisória de Tangará da Serra.
Por TV Centro América
13/05/2020 15h13

Produtos encontrados na festa foram apreendidos — Foto: Polícia Militar
Produtos encontrados na festa foram apreendidos — Foto: Polícia Militar

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Preso segundo envolvido em furto de avião em Matupá no Mato Grosso

O delegado Regional de Polícia Civil Geraldo Gezoni Filho acabou de confirmar, ao Só Notícias, que o segundo suspeito do furto da aeronave Cessna Aircraft 182, prefixo PT-JAX, ocorrido em Matupá (Nortão do Mato Grosso) foi preso. No entanto, ele não informou a identificação, local da captura nem os detalhes de como ocorreu a localização do suspeito.

*Roubado em Matupá (MT) ,avião encontrado em uma área de mata- Polícia identifica dois envolvidos

*Avião é roubado no aeroporto de Matupá (MT)

Ontem, o primeiro envolvido também foi preso. Os mandados judiciais foram expedidos pela Vara Única de Matupá, com base em investigações da Polícia Civil coordenadas pela delegada, Juliana Rado, que confirmou que o suspeito preso é um um dos pilotos do avião. “São dois pilotos reconhecidos, e o alvo é um deles. É uma investigação muito sensível, com a participação de outros suspeitos e por isso não há maiores informações que passam ser passadas no momento”, disse a delegada, anteriormente.

Conforme Só Notícias informou em primeira mão, os policiais militares de Peixoto, Colíder e Matupá com apoio do helicóptero do Centro Integrado de Operações Aéreas (Ciopaer) de Sorriso encontraram, no dia 24 passado, o avião em uma área de mata de menos 5 mil hectares entre os municípios de Terra Nova do Norte e Nova Guarita (156 e 200 quilômetros de Sinop, respectivamente). A aeronave ficou muito danificada e parou com “o trem de pouso” virado para cima.

Após análise da Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) o empresário e proprietário, Márcio Eidt, foi autorizado a fazer a remoção do avião. O ponto na mata não é de fácil acesso. Uma equipe, de Sinop, começou a desmontar o Cessna. Primeiro foram retiradas as asas para facilitar a remoção da maior parte. GPS e transponder também foram retirados. Depois, a fuyselagem foi levado para uma oficina onde serão feitos os reparos necessários.

O proprietário estimou, anteriormente, que o avião está avaliado em ao menos R$ 500 mil e para reparar os danos devem ser gastos cerca de R$ 250 mil.
Só Notícias/David Murba (fotos: assessoria/arquivo)
14/05/2020 09:10

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