Policial preso em operação contra roubo de gado em MT é investigado pela Corregedoria da PM

Corregedoria da Polícia Militar em Cuiabá. — Foto: PM-MT
Ainda segundo a Polícia Militar, como ele não estava no exercício da função militar, responderá pelo crime também na Justiça comum.

O cabo da Polícia Militar Lorran Burin Dantas, preso nessa quinta-feira (20) durante uma operação deflagrada pela Polícia Civil contra uma quadrilha suspeita de envolvimento em crimes de roubos, furtos e receptação de gado em propriedades rurais da região metropolitana e interior do estado, deve ser investigado pela Corregedoria da PM.

“A Corregedoria Geral da Polícia Militar informa que na manhã dessa quinta-feira (20), uma equipe desta instituição correcional acompanhou a Polícia Judiciária Civil no cumprimento do mandado de prisão preventiva em desfavor do policial militar. Informa ainda, que aguarda documentos e informações complementares da Polícia Civil para instauração de procedimento interno para apurar a conduta do militar”, diz nota encaminhada pela PM.

Ainda segundo a Polícia Militar, como ele não estava no exercício da função militar, responderá pelo crime também na Justiça comum.

Conforme os levantamentos, a atuação da organização criminosa já causou prejuízo de mais de R$ 3 milhões para as vítimas.Foram mais de 2 mil animais furtados.

Os mandados referentes a crimes de organização criminosa, roubo majorado e furto qualificado são cumpridos nas cidades de Cuiabá, Várzea Grande, Nossa Senhora do Livramento, Acorizal, Jangada, Barra do Bugres e Nova Mutum.

Para praticar os crimes, o grupo rendia os moradores e funcionários, os mantendo em cárcere privado até realizarem a subtração dos animais, deixando a propriedade somente após o gado ser desembarcado no local em que ficaria escondido.

Atuação da organização criminosa já causou prejuízo de mais de R$ 3 milhões para as vítimas. Em alguns casos, segundo a polícia, os criminosos permaneceram mais de dois dias na propriedade, obrigando funcionários a preparar as refeições para eles. Durante as ações criminosas, eles também aproveitavam para subtrair tratores e equipamentos da propriedade.

Por G1 MT
21/08/2020 16h44
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Padrasto, tio e avô são presos suspeitos de estupro de adolescentes de 12 e 13 anos em MT

Segundo a PM, as prisões ocorreram após a PM receber a denúncia recebida pelo Conselho Tutelar de que duas adolescentes estavam sendo vítimas de abuso sexual.

Padrasto, tio e avô são presos suspeitos de estupro de adolescentes de 12 e 13 anos em Colniza — Foto: Polícia Militar de Mato Grosso.

Três homens foram presos suspeitos de estuprar duas adolescentes, de 12 e 13 anos, no Distrito de Três Fronteiras em Colniza, a 1.065 km de Cuiabá. De acordo com a Polícia Militar, os suspeitos são padrasto, tio e o avô das vítimas e frequentam a casa das adolescentes.

As prisões ocorreram na quarta-feira (19) e foram divulgadas nesta sexta-feira (21).

Segundo a PM, as prisões ocorreram após a PM receber a denúncia de que duas adolescentes estavam sendo vítimas de abuso sexual pelos familiares delas.

Os policiais foram chamados pelo Conselho Tutelar.

A PM foi até o Distrito de Três Fronteiras, onde localizou as duas vítimas. A denúncia foi apurada pela equipe de conselheiros tutelares que entrevistou as vítimas.

As adolescentes confirmaram que sofreram abuso sexual pelos suspeitos.

Os três homens foram presos por crime de estupro de vulnerável e levados à Polícia Civil.
Por G1 MT
21/08/2020 15h33
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Morre mestre de carimbó Dico Boi de Santarém Novo

O mestre pertencia a Irmandade do Carimbó de São Benedito e ao grupo “Os Quentes da Madrugada”
Mestre Dico Boi foi uma referência no carimbó de Santarém Novo e do Pará. (Foto:Arquivo pessoal / Isaac Loureiro)

O carimbó paraense perdeu na tarde desta sexta-feira (21) mais uma grande referência, o mestre Dico Boi, com 76 anos, de Santarém Novo. O mestre da Irmandade de Carimbó de São Benedito e do grupo de Carimbó “Os Quentes da Madrugada” era perito no curimbó, um dos instrumentos mais tradicionais do carimbó e que dá ritmo à música.

Segundo uma das membras da Irmandade de Carimbó de São Benedito, Solange Loureiro Bragança, mestre Dico Boi era diabético e teve complicações renais. Há um ano mestre Dico foi diagnosticado com uma inflamação na próstata no ano passado, porém resistia em procurar ajuda médica. Após familiares constatarem que a urina do mestre estava com sangue ainda o levaram para o hospital, mas a infecção se agravou.

Mesmo doente mestre Dico Boi se recusava a parar de tocar carimbó. Com toda a dificuldade, ele colocava uma almofada no curimbó para se apresentar junto com “Os Quentes da Madrugada” e a Irmandade do Carimbó de São Benedito. “Desde o ano passado, ele estava muito debilitado. Ele tocava nas noites do barracão, para não se cansar muito havia um substituto, um rapaz que ele mesmo ensinou a sua batida, o Mauro. Mesmo que ele não tocasse ficava ali perto”, relembra Solange.

Mestre Dico Boi participou da gravação do único CD de “Os Quentes da Madrugada”, grupo que ganhou o nome por reunir vários mestres e chegar para tocar nas festas quando os participantes já estavam “quentes”. Desde criança mestre Dico fazia parte da irmandade influenciado pelo pai. Ao longo da vida ganhou o título de mestre de carimbó também pelo zelo com que ensinava um dos maiores ritmos paraense para as novas gerações. Mestre Dico Boi também tocou com a cantora Gaby Amarantos.

“Ele era uma grande referência. Está todo mundo muito triste. Há muitas homenagens nas redes sociais, a comunidade toda de Santarém Novo está triste”, complementou Solange. O velório do mestre Dico Boi ocorrerá na própria residência na tarde deste sábado (22).

Por:Redação Integrada
21.08.20 20h49

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Pai do sertanejo Cauan é levado para UTI e cantor segue em estado grave

Com falta de ar e queda da saturação, João Máximo foi encaminhado para o atendimento na emergência

Cauan, da dupla com Kleber, continua internado com Covid-19 em estado grave. (Foto:Reprodução Instagram)

O pai do cantor sertanejo Cauan Máximo, da dupla com Cleber, foi internado na UTI do mesmo hospital em que o cantor está em Goiânia. Hoje, João Luiz Máximo, que também já estava confirmado com covid-19, teve piora clínica. De acordo com informação da assessoria de imprensa da dupla, João apresentou dispneia (falta de ar), queda da saturação nesta manhã e foi encaminhado para o atendimento na emergência. O laudo da tomografia mostrou comprometimento dos pulmões entre 25 e 50%.

O filho Cauan continua internado, também na UTI, em estado grave, estável hemodinamicamente. Hoje, ele teve melhora clínica e também de alguns exames de sangue, segundo informações divulgadas. O cantor está internado desde a semana passada, por complicações do novo coronavírus. Na quarta-feira (19), Shirlei, mãe de Cauan, também foi diagnosticada com covid-19.

Redação Integrada (Com informações do Portal UOL)
21.08.20 22h44

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Clima Tenso entre Índios e motoristas faz liberar provisoriamente bloqueio da BR-163 em Novo Progresso

Fila de caminhões ultrapassou os 20 km nos dois lados da rodovia (Foto:Drone” Jornal Folha do Progresso)-
A principal rodovia para escoar a safra de grãos (soja e milho) do estado do Mato Grosso aos portos do Pará, foi bloqueada na segunda-feira (17), nas proximidades da cidade de Novo Progresso, por índios.
Carretas, caminhões, ônibus, carros e motos formaram uma fila de mais de 20 km entre lado e outro, em 24 horas de bloqueio”, a rodovia foi liberada no inicio da tarde desta sexta-feira (21), sob forte pressão de caminhoneiros, que resistiam em promessa de não abrir até que suas reivindicações fossem atendidas.
Fila de caminhões ultrapassou os 20 km nos dois lados da rodovia-Assista ao vídeo

https://youtu.be/54w6kGx1BNc

 

Pela manhã os indígenas foram abordados por motorista quando seguia pra cidade , eles seguiam para reunião com o Governo do Estado, houve confronto e ameaças, foi preciso a PRF escoltar os indígenas.

O Clima ficou Tenso, motoristas jogaram pedras e paus na via para impedir o trafego, houve ameaças dos dois lados, lideranças indígenas se reuniram e logo em seguida liberaram a via, para evitar confronto.
 
Conforme informações coletadas pelo Jornal Folha do Progresso, a Funai não esta atendendo os anseios dos indígenas, o Governo Federal não sinalizou em negociar, somente o Governo do Estado ouviu as reivindicações e pediu um prazo de 24 horas para resposta. Os indigênas prometem permanecer na rodovia.
 
O Prefeito Ubiraci Soares (Macarrão -PL) de Novo Progresso, demonstra preocupação com a manutenção da greve – “o município já esta desabastecido” -” conforme repassou para o Jornal Folha do Progresso, Macarrão entrou em contato com sua base em Brasília e pediu ao Governo Federal a presença para encontrar uma solução pacífica e rápida para a situação”. Os índios das tribos Kayapó protestam alegando que falta assistência na área de saúde. entre outras reivindicações.
Agora tarde as lideranças indígenas, repassaram para imprensa, e a PRF confirmou que as 18 horas voltará a fechar, enquanto o Governo não atender as reclamações a rodovia ficará fechada.
 
Na manhã desta quinta-feira(20) , uma liderança ameaçou  derrubar torre de transmissão de energia, revoltou a população, logo em seguida os indígenas pediram desculpa , argumentando que foi um mau entendido, que não são a favor deste vandalismo.
Por:Adecio Piran para o Jornal Folha do Progresso
Assista ao Vídeo

https://youtu.be/CqKs8Mx7Rxg

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Vai ter Sangue Derramado Neste Asfalto, ameaça em carta lideres Kayapós da BR 163

(Foto:Adria Karoline/Jornal Folha do Progresso) – BR -163 continua bloqueada por indígenas – Ameaça de derrubar rede de transmissão de energia revolta moradores.
Pelo quinto dia consecutivo, os indígenas kayapos realizam protestos bloqueando à rodovia BR 163 em Novo Progresso.
Em carta assinada por 62 lideranças indígenas ,relatam as reivindicações e ameaça derramar sangue caso a Justiça use da Policia Federal e Exercito para cumprir decisão Judicial. “Não Aceitamos o Exército,a policia Federal ou Policia Militar, vir aqui nos tirar a força. Desse jeito vai ter sangue derramado neste asfalto”.Assista ao Vídeo;

 

https://youtu.be/CqKs8Mx7Rxg

 

Leia abaixo a Carta dos kayapós

Divulgação Kayapo
Divulgação Kayapo

Ameaça de derrubar torre de transmissão de energia  
O protesto pegou uma nova dimensão nesta quinta-feira(20), a rodovia não foi liberada para passagem de caminhões e veículos, pela manhã houve uma nova ameaça, por parte de um indígena que comentou da possibilidade de derrubar torres da rede de transmissão de energia. Uma liderança divulgou que caso a justiça tire a força o direito dos indigenistas de protestar na rodovia, as torres de transmissão de energia seriam derrubadas – (comentário de um indígena no local do protesto).  A reação da sociedade foi rápida – revoltou moradores que divulgaram notas nas redes sociais.

NOTA DE REPÚDIO.

Em repúdio à declaração e protesto do líder indígena Kayapó DOTO KATIERE, junto a outros líderes do movimento, vimos a necessidade de nós pronunciar contra, a declaração do “ATO TERRORISTA” contra a cidade de NOVO PROGRESSO-PA e região. Em entrevista à rádio cultura FM, o líder Doto em tom de ameaça afirmou que não havendo uma decisão ou resposta dos órgãos no qual os indígenas estão cobrando suas reivindicações, Terão como atitude de represália em ato terrorista, a destruição de uma parte da BR 163 fazendo assim um bloqueio de via, realizando atentado à torres de energia e internet, rompendo o fornecimento de energia e comunicação a nosso município e região.
Vendo o anseio da nossa população, em uma pandemia e crise em setores tão importante para nossa cidade, vimos a necessidade de juntarmos nossas forças e juntos darmos nossa resposta de repúdio a essa ameaça de atentado TERRORISTA , aonde todos seremos arduamente penalizados por atos inconsequentes de tamanha natureza. Com isso estamos pedindo para que todos os comerciantes, “mercados, oficinas, postos de combustível, lojas…comércio geral” de NOVO PROGRESSO e região nos apoie pois o problema será de todos! o mesmo pedimos a população, que juntos temos a resposta para tal ato, no qual seremos todos prejudicados. Assim pedimos a lideranças municipais a intervenção dessa ameaça contra nossa cidade. Em resposta ao líder indígena Kayapó DOTO KATIERE, que declarou a ameaça de “atentado terrorista”
Afirmamos que somos contra essas ameaças, sendo elas concretizadas a cidade de NOVO PROGRESSO e região, fechará seus atendimentos a necessidade dos indígenas… pedimos também esclarecimentos e posicionamentos do INSTITUTO KABU no qual presta serviços a esses indígenas.

MOVIMENTO
RENOVA NOVO PROGRESSO. ??
Na luta contra corrupção Juntos somos mais fortes.

Lideranças se manifesta sobre outros atos

As lideranças em entrevista a Rádio Web Jornal Folha do Progresso desmentiram os boatos que circulam afirmando que, caso as demandas dos Kayapó não sejam atendidas, o bloqueio da BR-163 incluiria outros atos, como a destruição de parte da pista e o intuito de deixar a região também sem energia elétrica, com ataques a torres de transmissão. “Isso é mentira. Não faremos isso”, asseverou Mydjere Kayapó Mekrãgnoti.  O ato foi individual não é o que as lideranças querem, disse cacique Dtoto Taka Yre, não apoiamos vandalismo.

Kayapós dizem que bloqueio da BR-163 não tem previsão para acabar

Os indígenas vinham liberando o tráfego de veículos na BR-163,diariamente , nesta quarta-feira (19) a rodovia foi liberada às 17horas , os Kayapó voltaram a bloquear esta quinta-feira (20) , às 7 horas e prometem não liberar até que o Governo Federal atenda as reivindicações, confirmou liderança ao Jornal Folha do Progresso.

Assista ao Vídeo

https://youtu.be/lWKAeHG1g7o

Indígenas pedem ações do governo federal na área de saúde e para proteção territorial.

Veja as reivindicações
1. Saúde Indígena
– Reforma da CASAI (estrutura insalubre construída pelo DNIT);
– Contratação de serviços de terceiros (contratação de motorista, serviços gerais, cozinheira, barqueiro e administrativo);
– Contratação de profissionais da saúde; (contratação de 10 (dez) Técnicos de enfermagem, 01 Nutricionista, 01 Enfermeira, e AIS (Agente indígena de saúde), para atuar na CASAI e Aldeias;
– Poços artesianos;
– Manutenção de veículos e equipamentos;
– Aquisição de equipamentos e material apoio;
– Teste rápido para covid-19;
– Construção de Postos de Saúde nas aldeias;

2. BR 163

– Renovação/continuidade do CI-PBA;
– Liberação de recursos do Plano Emergencial;
– Autorizar a utilização da aplicação financeira que está conta do Instituto Kabu;
– Casa de Cultura Kayapó;
– Manutenção do ramal Kayapó (Terra Indígena Menkragnotí);
– Manutenção do ramal para Terra Indígena Baú;
– Abertura do ramal Kayapó para as aldeias Krimej, Kawatum e Mekrãgnoti Velho;
– Pendência dos carros que foram cedidos ao Instituto Kabu pelo DNIT (documentação, doação, manutenção);
– Concessão da BR 163 – não fez consulta;

3. Ferrogrão

– Não fez consulta e não reconhece todos os impactos sobre os povos indígenas da região, principalmente quanto aos Kayapó.

4. Proteção territorial

– Fechamento dos garimpos fora das Tis, no rio Curuá, incluindo a expulsão de garimpeiros das TIs.
– Retorno de ações do Ibama e Polícia Federal para expulsão de madeireiros, garimpeiros e outros invasores e principalmente conter ameaças;
– Continuidade do PBA – único programa de proteção ambiental que ajuda proteger e preservar nossas terras, rios e florestas;

Por:JORNAL FOLHA DO PROGRESSO1597848174244

(Foto:Jornal Folha do Progresso Adria Karoline)
(Foto:Jornal Folha do Progresso Adria Karoline)

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STF condena deputado do Pará a pagar 30 salários mínimos a Jean Wyllys

STF condena deputado bolsonarista a pagar 30 salários mínimos a Jean Wyllys

A 1ª Turma do STF (Supremo Tribunal Federal) condenou nesta terça-feira (18) o deputado federal Eder Mauro (PSD-PA) a pagar 30 salários mínimos a Jean Wyllys por ter difamado o então parlamentar nas redes sociais.

No julgamento, os ministros concluíram que Mauro editou um discurso de Wyllys e compartilhou o vídeo na internet para prejudicá-lo.

Inicialmente, o relator, ministro Luiz Fux, propôs 1 ano de detenção em regime semiaberto ao parlamentar, mas a pena foi convertida pelo pagamento de 30 salários mínimos.

No caso, Mauro editou um vídeo em que Wyllys havia afirmado que existe um imaginário “sobretudo nos agentes das forças de segurança de que uma pessoa negra e pobre é potencialmente perigosa”.

O deputado, no entanto, recortou o início da frase e publicou um vídeo nas redes sociais em que dava a entender que Wyllys tinha dito que “uma pessoa negra e pobre é potencialmente perigosa”. Mauro é um dos principais defensores do presidente Jair Bolsonaro no Congresso.

Todos os ministros acompanharam a maior parte do voto de Fux.

A ministra Rosa Weber ressaltou os “imensos efeitos deletérios da desinformação”. Os ministros Luís Roberto Barroso, Marco Aurélio e Alexandre de Moraes também concordaram com a condenação. Marco Aurélio, porém, divergiu a conversão da pena.

“Discordo da fixação do regime aberto e discordo mais ainda da substituição da pena privativa de liberdade pela pena restritiva de direitos”, disse o ministro.

Depois da publicação, Wyllys acionou o STF e, em 5 de setembro de 2017, a corte aceitou queixa-crime contra o deputado.

Fux afirmou que perícia realizada no vídeo apontou que o conteúdo foi editado e deu conotação contrária ao que Wyllys disse no discurso original.

“No caso em hipótese utiliza-se da inteligência digital para cometer delitos que são passíveis de enquadramento no Código Penal”, disse.

Segundo o ministro, a publicação de Mauro produziu discurso de ódio e tentou enganar a população. Fux também afirmou que o fato de ainda não existir uma lei específica sobre as fake news não impede a condenação do deputado.

“O que eu entendo é que essa comunidade que pratica delitos virtuais imagina uma tipicidade que está por vir, só que, dependendo do contexto e do texto da mensagem, é perfeitamente possível cometer um dos delitos contra a honra”, ressaltou.

Fux defendeu que o deputado não está protegido pela imunidade parlamentar. “Não se aplica nessa hipótese porque não foi debate praticado no ofício, isso foi delito no afã de incompatibilizar o parlamentar querelante com toda uma comunidade que o apoiara nas eleições pelo seu empenho na defesa das minorias afrodescendentes”.

O magistrado destacou, ainda, que a criminalização de conteúdo difamatório nas redes sociais não colide com o princípio da liberdade de expressão.

Moraes, por sua vez, afirmou que Mauro é delegado da Polícia Civil do Pará e que tinha pleno conhecimento do que foi publicado nas suas redes sociais.

O magistrado, que é relator do inquérito das fake news no STF, afirmou que já foi vítima de montagens nas redes sociais e se disse impressionado com o “descaramento” da atuação das pessoas que disseminam informações fraudulentas nas redes sociais.

“Seria ofensivo a qualquer pessoa, mais ainda a alguém que sempre se posicionou em lado diametralmente oposto a essas afirmações. Foi um crime de cabeça pensada, premeditado justamente para prejudicar a vítima. Autoria dolosa”, disse Moraes.

Fonte:UOL /Matheus Teixeira

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Justiça Federal de Itaituba manda indígenas desbloquear rodovia BR 163 em Novo Progresso

Caminhões parados na rodovia – (Foto:Reprodução) Os indígenas  deverão promover de forma imediata o desbloqueio de trecho da rodovia BR-163 em Novo Progresso no Pará.
A decisão se ampara em ação da UNIÃO FEDERAL , impetrada junto a Vara Federal Cível e Criminal do SSJ de Itaituba Pará.
Na decisão da Juiza Federal Sandra Maria Correia da Silva, determina que o cacique Kayapo Doto Taka Yre abra imediatamente a rodovia sobre pena de multa diária de R$ 10 mil reais.
A referida diligência deverá ser cumprida com urgência para manter a ordem, cabendo  à PRF adotar os cuidados necessários para tanto. 1597703747522

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PRF recomenda que transportador de grãos aguarde em MT devido a bloqueio na BR-163

Rodovia está fechada por indígenas no km 302, próximo a Novo Progresso (PA), importante rota de escoamento de safra(Foto:Jornal Folha do Progresso)

Fila de caminhões parados ultrapassa os 10 km no primeiro dia de Bloqueio. Indígenas prometem 48 horas sem abrir rodovia.

A Polícia Rodoviária Federal (PRF) do município de Sorriso (MT) recomendou que os caminhoneiros que transportam grãos de Mato Grosso rumo a Miritituba (PA) aguardem antes de seguir viagem devido a bloqueios impostos por indígenas no km 302 da BR-163, próximo a Novo Progresso (PA), importante rota de escoamento de safra.

Leia mais:Manifestação de indígenas Kayapó fecha a BR-163

“Todos os transportadores já estão sabendo do problema e a recomendação é que os caminhões aguardem no Estado de Mato Grosso, nas cidades de Matupá e Guarantã do Norte, até que a situação lá seja resolvida”, disse à Reuters o chefe da delegacia da PRF de Sorriso, Leonardo Ramos.

Durante a manhã, o bloqueio causou uma fila de pelo menos três quilômetros de veículos que seguiam de Mato Grosso ao Pará, conforme o chefe da 5ª delegacia de PRF de Santarém, Sidmar de Oliveira, responsável pelo gabinete de crise que foi instalado para acompanhar o caso.

Fila de caminhões parados ultrapassa os 10 km no primeiro dia de Bloqueio. (Foto:Reprodução)
Fila de caminhões parados ultrapassa os 10 km no primeiro dia de Bloqueio. (Foto:Reprodução)

Aproximadamente cem kayapós que vivem em terras indígenas no sudoeste do Pará paralisaram a BR-163, rodovia que liga importantes regiões produtoras de soja e milho de Mato Grosso ao porto fluvial de Miritituba, em Itaituba (PA), de onde barcaças levam grãos até os portos do Rio Amazonas para serem exportados.

Os indígenas reivindicam a renovação do Plano Básico Ambiental (PBA), pedem mais atenção para a saúde devido à pandemia de Covid-19 e se posicionam contra a construção da ferrovia Ferrogrão sem que eles sejam ouvidos, uma vez que o projeto prevê a construção dos trilhos perto de suas terras.

Assista ao Vídeo

https://youtu.be/Jf0EojlNOKU

 

Jornal Folha do Progresso com Informações Reuters
17.08.20 16h01
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Polícia Federal localiza 406 mil pés de maconha em operação no nordeste do Pará

Aproximadamente 100 policiais de diferentes forças de segurança pública participaram do trabalho.
Foram localizados 74 mil mudas da planta em uma área de aproximadamente 220 mil metros quadrados. — Foto: Reprodução/Polícia Federal

A Polícia Federal encerrou nesta segunda-feira (17) a terceira fase da “Operação Muçambê III” que destruiu plantações de maconha na região do nordeste do Pará. Foram localizadas e inutilizadas 120 plantações com aproximadamente 406 mil pés de maconha. Elas ficavam em áreas próximas da Terra Indígena Alto Rio Guamá e no Polígono do Capim, regiões que compreendem os municípios de São Domingos do Capim, Concórdia do Pará, Bujarú, Tomé-Açu e Nova Esperança do Piriá.

Segundo a PF, também foram localizadas 74 mil mudas da planta em uma área de 220 mil m², além da apreensão de 215,5 kg da droga pronta para o consumo.

Ainda segundo a PF, com a destruição da droga ilegal ainda no pé, deixa de entrar no mercado mais de 180 toneladas de maconha.

A ação contou com a participação da Coordenação de Aviação Operacional da PF (CAOP), da Polícia Civil do Pará, do Grupo Tático da Polícia Militar, do Grupo Aéreo Tático de Segurança Pública do Pará e do Corpo de Bombeiros Militar.
Uma área de aproximadamente 220 mil metros quadrados foram localizados — Foto: Reprodução/Polícia Federal

Uma área de aproximadamente 220 mil metros quadrados foram localizados — Foto: Reprodução/Polícia Federal
Uma área de aproximadamente 220 mil metros quadrados foram localizados — Foto: Reprodução/Polícia Federal

Por G1 PA — Belém
17/08/2020 09h14
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