Aeronáutica explora mina de brita clandestina em terra indígena há uma década

A reforma da pista de 2 quilômetros do aeroporto militar de Iauaretê, na fronteira do Brasil com a Colômbia, se arrasta desde 2005. A brita para a obra? Vem de uma mina em terra indígena que nem deveria existir. (Foto: Força Aérea Brasileira)

Na terra indígena Alto Rio Negro, na fronteira da Amazônia com a Colômbia, a reforma da pista de 2 quilômetros do aeroporto de Iauaretê se arrasta desde 2005. Para substituir asfalto por concreto, material mais durável, os militares da Comissão de Aeroportos da Região Amazônica, a Comara, que administra o local, extraem granito de uma mina a pouco mais de 1 quilômetro da pista. Não é incomum as Forças Armadas explorarem minas para obras, principalmente em regiões afastadas. Porém, não há qualquer registro dessa extração na Agência Nacional de Mineração, a ANM, órgão que regula a atividade, e a Constituição proíbe a mineração em terras indígenas. Ou seja, a mina que alimenta as obras do aeroporto na cidade de São Gabriel da Cachoeira é clandestina e ilegal.

A região da terra indígena Alto Rio Negro é conhecida como “Cabeça do Cachorro” por causa do formato da linha da fronteira. O território tem cerca de 80 mil km² — cinco vezes a cidade de São Paulo — e abriga mais de 26 mil indígenas de 22 etnias. Chegamos até a mina clandestina da Aeronáutica a partir de dados levantados pelo projeto Amazônia Minada, do InfoAmazonia, que monitora requerimentos de mineração dentro de terras indígenas da Amazônia.

Entramos em contato com a assessoria de imprensa da Aeronáutica, que confirmou a existência da mina – sem explicar, no entanto, como explora um local que tem a mineração proibida. Em nota, enviada em 12 de novembro, o órgão informou que o granito extraído da mina é utilizado exclusivamente na produção de brita da reforma da pista, que já gastou R$ 63 milhões em 15 anos.

Três semanas depois, em 3 de dezembro, a Aeronáutica reformulou a sua versão e nos respondeu, via Lei de Acesso à Informação, que “embora conste no site da ANM o município de Japurá/AM, a atividade é em Iauaretê”. Uma referência ao único pedido de mineração protocolado pelo órgão na região, a 108 quilômetros do aeroporto em reforma. Só esqueceram de dizer que o pedido nunca foi aceito e tem coordenadas geográficas específicas – também dentro da terra indígena Alto Rio Negro. Uma decisão liminar da Justiça Federal do Amazonas de agosto de 2019, inclusive, proíbe a mineração e mesmo a pesquisa para mineração em todas as terras indígenas da Amazônia.

Ainda segundo a assessoria de imprensa, o material extraído da mina é utilizado no “aeródromo militar de Iauaretê”, que é “estratégico e necessário ao suporte à saúde das comunidades indígenas”. Ajudar os povos indígenas da região, no entanto, não parece ser o principal objetivo dos militares. Por falta de plano e entraves burocráticos, o aeródromo ficou quase um ano e meio sem voos. Em fevereiro de 2019, o Ministério Público Federal do Amazonas apresentou uma ação civil pública contra a Aeronáutica e outros órgãos federais para garantir voos para os Distritos Sanitários Especiais Indígenas, os DSEIs, na região do Rio Negro.

Uma denúncia feita por servidores dos DSEIs apontava que voos estavam proibidos em nove aeródromos da região, incluindo o de Iauaretê, de 6 de dezembro de 2018 até 31 de dezembro de 2020. Os aeródromos estavam fechados na Agência Nacional de Aviação Civil, a Anac, por falta de Plano Básico de Zona de Proteção — documento que estabelece, por exemplo, qual área próxima do aeroporto é exclusiva para voos e não permite construções. Ou seja, Aeronáutica, Ibama, Funai e Anac fecharam pistas usadas para atendimento de saúde indígena, em regiões onde o acesso por estrada é inexistente e por rio pode demorar dias, por uma simples pendência burocrática.

A denúncia ressaltava a necessidade de atendimento aéreo a povos indígenas, principalmente em casos de emergências médicas como “picadas de cobra, paradas cardíacas, partos prematuros ou com complicações, risco de vida infantil”.

Após alegações de órgãos federais sobre quem seria o responsável por solicitar a documentação, a magistrada Jaiza Maria Pinto Fraxe, da Justiça Federal no Amazonas, acatou o pedido liminar do MPF em 6 de março, menos de um mês após a apresentação da ação, e ainda criticou duramente a União: “É inadmissível que, em pleno século XXI, duas estruturas de poder público não se comuniquem entre si para solucionar uma simplória burocracia capaz de efetivar a saúde dos povos que formam a identidade da população brasileira”, escreveu a magistrada.

Uma cratera para a Aeronáutica chamar de sua

Imagens do Google Earth comprovam que até 2004 a região da mina explorada pelos militares estava intocada. O próximo registro da área no aplicativo é de 2016, mostrando o local já completamente alterado, com uma cratera de pouco mais de 100 metros de diâmetro e 4 metros de profundidade. Foi desse local que saiu a brita para os 800 metros de pista que já estão concretados, restando ainda 1,2 km.

Ibama e Funai são mencionados em notas divulgadas pela Aeronáutica como facilitadores de acordos com os índios. Mas lideranças locais nos contam que a história não é bem assim. Eles reclamam de atropelos e que não são ouvidos pelos militares e nem mesmo pela direção da Funai.

Iauarete-2020

Iauaretê em três tempos no Google Earth: 2020, 2016 e 2004.Mapas: Reprodução/Google Earth
Iauaretê em três tempos no Google Earth: 2020, 2016 e 2004.Mapas: Reprodução/Google Earth

Iauarete-2004 Iauarete-2016

Assim como não há registro da mina, tampouco há qualquer plano de manejo do dano ambiental causado. Pesquisador dos povos indígenas do Rio Negro, Geraldo Andrello, professor de antropologia da Universidade Federal de São Carlos, visita o distrito de Iauaretê quase todos os anos e questiona a inação do governo.

“Lembro que já fui algumas vezes na região e há uma mina sendo explorada. Se a utilizaram por tantos anos, o mínimo que se espera é que a Aeronáutica tenha um plano de recuperação ambiental da área”, diz o pesquisador, que também é membro do Conselho de Gestão Estratégica do Programa Rio Negro e sócio-fundador do Instituto Socioabiental.

Há 15 anos, a intenção inicial da Aeronáutica era explorar uma formação rochosa na Serra do Bem-Te-Vi. As 22 etnias indígenas que vivem na região se surpreenderam ao saber da intenção dos militares: no local está localizada a Cachoeira do Iauaretê, declarada Patrimônio Cultural do Brasil pelo Iphan por ser considerada sagrada pelos indígenas. “Não soube se houve qualquer tipo de consulta, mas essas obras do governo nunca funcionam no tempo devido para o debate. Precisamos entender que na concepção dos índios todos esses lugares são habitados por entidades. É como se alguém chegasse na sua casa e mexesse em tudo”, diz Andrello.

Depois de protestos e da atuação de ONGs e do Iphan, a Aeronáutica mudou o alvo de lugar. Mesmo assim, a área escolhida, a 1 km da pista, continuou dentro da terra índigena.

No dia 4 de novembro, enviamos questionamentos à ANM sobre a mina sem registro explorada pelos militares no distrito de Iauaretê e sobre o requerimento protocolado pela Aeronáutica em Japurá, em 2014, para extração de granito a 108 quilômetros do aeroporto. Não obtivemos retorno da agência até a publicação desta reportagem.

À espera do príncipe

De mais de 3 mil requerimentos de mineração sobrepostos a terras indígenas da Amazônia identificados pelo Amazônia Minada, 83 têm a terra indígena Alto Rio Negro como alvo principal – quase a metade em busca de ouro. O único pedido formal da Aeronáutica para extrair granito na região, no distrito de Japurá, foi feito em 19 de março de 2014. A última movimentação processual ocorreu cinco dias depois, com indicação de que o pedido está “situado em área indígena”.

No sistema da ANM não há qualquer sinalização de aprovação ou rejeição do pedido que tem como alvo uma área do tamanho de quase cinco campos de futebol: 4,9 hectares. Sob condição de anonimato, um oficial militar que já trabalhou na região garantiu que, pela distância, a retirada de pedra do local indicado no processo na ANM seria inviável economicamente. Pelo jeito, a solução encontrada foi explorar uma área indígena sem consultar o órgão regulador do setor de mineração e atropelar a Constituição.

Em resposta a um pedido de Lei de Acesso à Informação, a agência informou que processos negados são retirados do sistema. Então, apesar de estar parado, o requerimento ainda está vivo e pode um dia se tornar uma grande mina em meio a terra indígena. É o que o MPF já chamou de “requerimentos Bela Adormecida”, que aguardam apenas uma lei que libere a mineração nessas áreas.

Em fevereiro deste ano, o governo Bolsonaro se propôs a ser esse príncipe encantado. O projeto de lei 191/2020, de autoria do Executivo, prevê a possibilidade de exploração de mineração em terras indígenas. Esse interesse de órgãos públicos em explorar o subsolo de regiões protegidas pela Constituição não é novidade. Há dezenas de pedidos ativos ligados ao setor público, alguns protocolados na década de 1970. Porém, o apoio escancarado do presidente transforma cada requerimento em uma ameaça ainda maior para os povos indígenas.

Em setembro, o Ministério de Minas e Energia ainda apresentou o Programa Mineração e Desenvolvimento, que tem como uma de suas metas “promover a regulamentação da mineração em terra indígena” até 2023. A deputada Joênia Wapichana, da Rede de Roraima, apresentou um projeto de decreto legislativo para sustar os efeitos desse trecho do programa do MME, que segue parado no Congresso.

De olho no subsolo das aldeias

Há uma fila de empresas – e outros órgãos públicos – interessados na liberação da mineração em terras indígenas. Os pedidos se mantém ativos por anos, às vezes décadas, esperando a canetada que afinal liberará a exploração. E o troca-troca de executivos entre setor público e privado escancara os interesses em lucrar com os minérios na região.

A Petrobras, por exemplo, é uma das instituições com dinheiro público interessadas em minerar solo indígena. A empresa de economia mista protocolou em 2005 na ANM três requerimentos de silvinita, minério de onde é extraído o potássio para fertilizantes, na terra indígena Paraná do Arauató, no Amazonas, estado que abriga a maior reserva do minério de potássio no mundo.

A empresa pública Companhia de Pesquisa de Recursos Minerais, a CPRM, órgão responsável pelo planejamento geológico do Ministério de Minas e Energia, é outro órgão federal com requerimentos em terras indígenas.Entre 1975 e 1985, a empresa fez 12 pedidos em áreas de povos indígenas do Amazonas, Pará e Roraima para pesquisar diversos tipos de minério, de ouro a nióbio. Mesmo depois de tanto tempo, todos esses pedidos continuam tramitando na ANM.

O Ministério de Minas e Energia também tinha como secretário Nacional de Energia, até outubro de 2019, Ricardo de Abreu Sampaio Cyrino. Ao deixar o ministério, ele foi trabalhar na iniciativa privada e, atualmente, é presidente da Atiaia Energia S.A.. Focada na produção de energia solar e eólica e na instauração de pequenas centrais hidrelétricas, a empresa tem dois requerimentos de pesquisa de argila na terra indígena Tirecatinga, de Mato Grosso. Ou seja, depois de deixar a pasta que luta pela regularização da mineração no subsolo de aldeias, ele foi para uma empresa interessada em minerar o subsolo de… aldeias.

Gestões estaduais não ficam de fora desse interesse pelas riquezas em subsolo de áreas indígenas. A Companhia de Desenvolvimento de Roraima, empresa pública responsável pela concessão de licenças de mineração no estado, protocolou 29 requerimentos na ANM entre 1980 e 1984. Um processo é na terra Raposa Serra do Sol, que em 2009 ganhou as manchetes de jornais nacionais após os ministros do STF decidirem pela sua demarcação contínua e retirada de ocupantes não indígenas. Os outros 28 pedidos minerários estão em área Yanomami, terra que concentra 502 casos, entre todos os 3.211 processos minerários em terras indígenas da Amazônia.

Militares e minérios

Já a relação da Comissão de Aeroportos da Região Amazônica com a mineração é antiga. Desde a década de 1980, os militares exploram granito na pedreira de Moura, no município de Barcelos, no Amazonas. Segundo a Aeronáutica, o material é usado “para a construção das obras de infraestrutura aeroportuária em boa parte da região amazônica”. Diferentemente da mina em São Gabriel, ela não fica em terra indígena, mas também acumula irregularidades.

Além da Comara, pelo menos outras três mineradoras exploravam a pedreira de Moura: Britamazon Indústria Comércio e Mineração Ltda, Ita Mineração Ltda e Geonorte Geologia do Norte Ltda. Em 2016, o Ministério Público Federal ajuizou uma ação civil pública contra o órgão da Aeronáutica e as três empresas. Segundo o MPF, todos descumpriram licenças ambientais e causaram danos ao meio ambiente “em decorrência da extração mineral irregular de brita”.

Em decisão liminar de setembro de 2016, o juiz federal Emmanuel Mascena de Medeiros determinou a paralisação das atividades no local. O magistrado citou relatório de fiscalização do Instituto de Proteção Ambiental do Amazonasque identificou, entre outras irregularidades, a dispensa de rejeitos do processo de britagem em curso d’água.

No ano passado, o vice-presidente da Comara, coronel aviador Steven Meier, visitou a Britamazon, em Barcelos. Apesar de a empresa de mineração desrespeitar regras de órgãos ambientais, o coronel assina um texto publicado no site da Comara definindo a visita como importante para “avaliar os processos, sua produção em larga escala e absorção das técnicas na área de mineração”. Ele também afirma que a empresa “sobressaiu-se no mercado” e que visitá-la foi de “grande valia”.

Esta reportagem faz parte do Amazônia Minada, projeto especial do InfoAmazonia com o apoio do Amazon Rainforest Journalism Fund e do Pulitzer Center.

Fonte:/theintercept.com

Por: Hyury Potter, Eduardo Goulart de Andrade
Leia texto original AQUI 07/12/2020

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Sucessão no Senado: veja candidatos e disputa entre partidos após saída de Alcolumbre

Senadora Simone Tebet e o senador Tasso Jereissati durante sessão da CCJ da Previdência (Foto: Adriano Machado / Reuters)

Presidente do Senado ficou incomodado com apoio do Planalto a abaixo-assinado de partidos contra a reeleição de Maia na Câmara, e aposta em sucessor independe do governo

BRASÍLIA – A decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) contra a possibilidade de reeleição nas Mesas Diretoras do Congresso embaralhou — ainda mais do que na Câmara — o processo de sucessão de Davi Alcolumbre (DEM-AP) no Senado. O atual presidente avisou a aliados que não vai recorrer da decisão e pretende trabalhar por um sucessor independente do governo, do qual era tido como o preferido até então.

Diferentemente de outros anos, a corrida pela eleição do Senado demorou a tomar forma, já que os parlamentares aguardavam a decisão do STF para marcar posição. Caso tivesse aval do Supremo, a vitória de Alcolumbre em eventual votação no plenário era o cenário mais provável, com respaldo de grandes partidos como MDB, PT e PP.

Agora, o mesmo MDB, dono da maior bancada no Senado, com 13 parlamentares, tem pelo menos quatro nomes interessados na vaga, três deles alinhados ao Palácio do Planalto. A candidatura ou não desses senadores pode servir de termômetro para o apoio do governo na Casa. Devem pleitear uma candidatura os líderes do governo no Senado, Fernando Bezerra (PE), e no Congresso, Eduardo Gomes (TO), além do líder do MDB na Casa, Eduardo Braga (AM).

Com perfil mais independente, a senadora Simone Tebet (MS), presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), não é alinhada à cúpula da legenda e já falou com pessoas próximas que vai entrar na disputa mais uma vez — em 2019, ela desistiu de concorrer ao ter o seu nome preterido pelo do senador Renan Calheiros (AL) pela maior parte da bancada do partido. Além de ser um nome que consiga reunir apoio de outras legendas, um dos principais desafios do eventual candidato do MDB será reunir consenso dentro da bancada.

Para um integrante do MDB no Senado, a sigla não pode cometer o mesmo erro de dois anos atrás, quando rachou ao ter que decidir entre Renan e Simone. Há, ainda, dúvidas sobre a possibilidade de o MDB perder votos de grupos como o Muda Senado se insistir num candidato alinhado do Planalto. Simone Tebet, neste cenário, surgiria como solução, embora tenha resistências na sua própria bancada.

Parlamentares que defendem o nome dela destacam que seria a primeira mulher a assumir o Senado. Recentemente, a senadora foi citada como possível candidata à Presidência da República em 2022 pelo presidente da legenda, deputado Baleia Rossi. O discurso faz parte da estratégia da sigla de tentar renovar sua imagem.

Alcolumbre ficou incomodado com o apoio do Planalto ao abaixo-assinado de vários partidos contra a possibilidade de reeleição, que tinha o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), como alvo. Ele considera que a pressão contra uma reeleição do presidente da Câmara e uma posição que seria pouco incisiva de Maia em negar uma nova candidatura acabaram por dificultar sua situação. O presidente do Senado disse a interlocutores que não pretende apoiar nomes ligados ao governo. Um dos nomes que tem sido citados por ele é o do atual vice-presidente da Casa, Antonio Anastasia (PSD-MG), que reluta. O PSD tem hoje a segunda maior bancada do Senado, com 12 congressistas.

Outro senador considerado independente ao governo, apesar de ter alinhamento em pautas econômicas, é Tasso Jereissati (PSDB-CE). Enquanto alguns de seus correligionários já anunciaram a sua candidatura, Tasso não formalizou a intenção de disputar a vaga e pode apoiar outro nome, como Tebet.

“Não está cedo nem tarde para trabalharmos o nome de Tasso Jereissati. Nós do PSDB temos 30 dias para mostrar que é o melhor nome nesse momento para aglutinar os apoios necessários”, escreveu o senador Plínio Valério (AM) no Twitter.

Antes mesmo da decisão do STF, os senadores Major Olímpio (PSL-SP) e Jorge Kajuru (Cidadania-GO) anunciaram suas candidaturas, mas têm pouca viabilidade.

Fonte:O GLOBO/Gustavo Maia e Julia Lindner
08/12/2020 – 04:20

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Churrasco em comemoração a vitória de não reeleger vereador em Novo Progresso será dia 12

Conforme prometido durante a campanha eleitoral de 2020, a população de Novo Progresso vai ganhar uma festa promovida por populares após campanha nas redes sociais para não eleger vereador.  Com dois reeleitos para o próximo mandato de quatro anos, a festa foi mantida devido o êxito, mais de 70% do legislativo renovado no pleito de 2020.

O Jornal Folha do Progresso participou da campanha divulgando na página disponível na internet. Veja:Eleição 2020 – Campanha para que ninguém reeleja um vereador toma conta das redes sociais em Novo Progresso…

Conforme divulgou um dos organizadores o pecuarista Otacir Machado, o evento já tem local e data:

Dia 12 de Dezembro véspera do aniversário da cidade.

Local APRONOP

Os organizadores divulgaram nas redes sociais a campanha e a lista de produtos arrecadados par realização da Festa!

A grande festa por não reeleger a maioria dos vereadores em Novo Progresso será aberta ao público

Está confirmada para sábado dia 12 de dezembro na Apronop;

Programação:

Vai ser almoço com churrasco

Cardápio Churrasco com Salada de tomate e repolho Mandioca e pão

Bebidas cerveja refrigerante e água

LISTA DE DOAÇÕES PARA A GRANDE FESTA ABERTA AO PÚBLICO

POR NÃO REELEGER A MAIORIA DOS VEREADOR EM NOVO PROGRESSO – PA

  • 1.170 CXS DE CERVEJA
  • 50 LITROS DE CHOPP ARTESANAL
  • 40 FD DE REFRIGERANTE GRANDE
  • 15 FD DE ÁGUA
  • 200 PÃES
  • 05 VACAS OU NOVILHAS
  • 01 boi
  • 05 CARNEIROS
  • 03 LEITOAS
  • 01 javalis
  • 01 cx de cupim top
  • 20 sc carvão
  • R$ 21.700,00
  • Mandioca 06 sc

Em mensagens que circulam nas redes sociais, pessoas atribuem a realização da festividade aos eleitores, que em sua maioria entenderam ao chamado popular.

Os parlamentares que se reelegeram foram pelo coeficiente partidário, não tiveram êxito em votos.

Por:JORNAL FOLHA DO PROGRESSO

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Operação do Ibama em área indígena gera revolta de guerreiros Kayapó- Assista ao vídeo

(Foto:Ascom Funai/NP) – Uma operação do Ibama contra garimpos nas Aldeias Kamaú, Ronko e Kamure,no último domingo, dia 6, provocou alvoroço entre os guerreiros que se reuniram na sede da Funai em Novo Progresso para relatar sobre ocorrido.

A ação do Ibama foi na Tribo indígena Baú entre Novo Progresso e Altamira no Pará, destruiu e incendiou cerca de 7 escavadeiras, tratores e uma balsa usadas na extração de ouro em terra indígena. 

  Ouça Áudio

https://soundcloud.com/jornal-folha-do-progresso/indigena-kayapo-relata-sobre-operacao-do-ibama

 

Relatos

Indignados com a queima do maquinário, que segundo os indígenas estavam garimpando ouro e recebiam porcentagem para custear as despesas da aldeia. “Nos desfiliamos da KABU, não recebemos mais nosso dinheiro dos projetos do PBA”, disse Koe-i  para repórter Ricardo Foresti. Nossa Aldeia saiu do Kabu, não tem como executar projeto, aí foi levado garimpeiro para manter aldeia, estamos aguardando a liberação de um projeto de manejo, assim que libera os garimpeiros será retirado do garimpo, relatou Koe-i.

Vejam abaixo a localização da Aldeia Bau e/ou clique AQUI

(Reprodução Google)
(Reprodução Google)

Revolta

A repórter Ricardo Foresti da Radio Web Jornal Folha do Progresso, participou de uma coletiva com os indígenas na sede da Funai de Novo Progresso e ouviu relatos do ocorrido domingo. Em conversa com líder Nhapre Kayapó, que gravou vídeo traduzido pelo indígena Anhe Kayapó, sobre a operação dos fiscais Ambientais (Ibama) – foi momentos de terror-. “Eles pousaram com helicóptero na praia, me jogaram no chão, chegou minha esposa, amigas e meu filho, dispararam gás de pimenta a criança desmaiou, o meu filho se jogou no rio para escapar do gás de pimenta, por pouco não se afogou” relatou o guerreiro tekrete.

Assista ao Vídeo

https://www.youtube.com/watch?v=pET8tm7gN-o

Tiros no Helicóptero.

A aeronave sobrevoava a operação, momento de muita violência por parte dos fiscais ambientais, o guerreiro estava no chão o fiscal disparou gás de pimenta o guerreiro revidou com disparo acidental não acertou aeronave, ela foi sem ser atingida, disse.

A operação na Aldeia Bau, não foi acompanhada pela imprensa, os relatos são dos indígenas, na sede do Ibama de Novo Progresso a reportagem não encontrou para falar sobre o assunto.

Kabu

Segundo Assessoria de imprensa da Kabu, três aldeias saíram do Kabu em 2019: Kamaú, Kamure e Krambari. Estas não recebem mais projetos do PBA. E nem podem. Projetos de manejo florestal também são proibidos em Terras Indígenas. Diante a pandemia houve apoio para COVID-19, com distribuição de cestas em todas as 15 aldeias.

Por:JORNAL FOLHA DO PROGRESSO

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Réveillon de Salvador é cancelado; evento teria Ivete Sangalo e Gusttavo Lima

(Foto Reprodução Arquivo/BNews ) – O show especial do Festival Virada Salvador, evento tradicional do calendário de de Réveillon, está cancelado, segundo o BNews confirmou com exclusividade com fontes da Prefeitura. O anúncio oficial foi confirmado pelo prefeito da capital baiana, ACM Neto (DEM). A decisão foi anunciada horas após a TV Globo cancelar a transmissão em rede nacional da atração, que seria exibida dentro do “Show da Virada” e em formato de live nas redes sociais.

De acordo com apuração da reportagem, a possibilidade já estava sendo analisada e se confirmou após a emissora informar que não iria enviar profissionais do Rio de Janeiro para a capital baiana por precaução contra a segunda onda da Covid-19.

O evento teria shows de Ivete Sangalo e Gusttavo Lima, o que causou polêmica entre artistas locais desde que foi anunciado. A apresentação aconteceria no Forte de São Marcelo, sem a presença do público (quem tivesse embarcações, todavia, poderia acompanhar).

“Nós queremos mandar um recado para a população: o recado de que, nos últimos 15 dias, no momento que eu lancei a Virada para cá, as coisas pioraram muito. A coisa está muito mais grave e preocupante. Infelizmente, dado esse aumento tão expressivo, o momento da entrada de 2021 não será para celebração. Ao contrário, estamos vivendo um momento de preocupação”, justificou Neto, em coletiva de imprensa na tarde desta segunda-feira (7).

A orla da Barra também será interditada no dia 31 de dezembro. Haverá queima de fogos em pontos da cidade ainda não divulgados. Ainda na coletiva, ele também anunciou o fechamento de cinemas, teatros e casas de espetáculo – além de restrições para bares e restaurantes de Itapuã e no Rio Vermelho, entre às 17h às 7h da manhã. A decisão vale por 15 dias. O democrata ainda alertou que a segunda onda do novo coronavírus pode ser ainda pior do que a primeira.

O gestor descartou ainda, por ora, medidas mais duras como o fechamento de shoppings. A coletiva de imprensa contou ainda com as presenças do prefeito eleito Bruno Reis (DEM) e do secretário de Saúde de Salvador, Leo Prates (PDT).

Por: Pedro Vilas Boas e Henrique Brinco/07 de Dezembro de 2020 às 15:15

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Prefeitura entrega novos Kits de Merenda em escolas

(Foto:Ascom Prefeitura) – A Prefeitura de Novo Progresso através da Secretaria de Educação vem entregando kits de merenda escolar para pais e alunos da rede municipal.

Conforme repassou a secretaria Sra. Juliana Rosa Bertol da Silva, para a redação do Jornal Folha do Progresso, a entrega dos Kits de Alimentação Escolar iniciara em 20/11 com uma programação de entrega com dias específicos para cada escola. Já finalizamos todas as escolas rurais e das Aldeias e esta é a última semana de entregas aqui na Cidade. Nesta segunda-feira (07) o mutirão de entrega acontece na escola João Carlos, informou a secretaria.

Kit sendo distribuídos nas escolas (Foto:Divulgação SMED)
Kit sendo distribuídos nas escolas (Foto:Divulgação SMED)

Ainda com informações da Sra. Juliana Rosa Bertol da Silva, foi criado um cronograma para entrega. Os pais precisam ir na escola no dia marcado das 10 às 18h, para fazer a retirada.

 O kit contém alimentos da Agricultura Familiar e alimentos não perecíveis

Cada dia da semana é entregue em uma escola. Nas escolas maiores fizemos dois dias de entrega

Todas as entregas estão sendo acompanhadas pelo Conselho de Alimentação Escolar

Esperamos entregar pelo menos 7 mil kits do total de 7400 alunos

O prefeito Macarrão (PL),disse para reportagem do Jornal Folha do Progresso que  a secretaria sempre trabalhou visando servir melhores condições para que nossos alunos possam estudar com mais decência, a Prefeitura de Novo Progresso faz sua parte, mesmo em fim de mandato. “Investir na educação é a certeza do futuro de nossa cidade”, concluiu Macarrão.

Por: JORNAL FOLHA DO PROGRESSO

Kits distribuídos nas escolas  (Foto:Divulgação SEMED)
Kits distribuídos nas escolas (Foto:Divulgação SEMED)

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STF barra reeleição no Senado e Câmara dos Deputados

 STF barra reeleição de Maia e Alcolumbre  (Foto:Reprodução)

Na noite de domingo (6), o Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu por maioria que os atuais presidentes da Câmara e do Senado, Rodrigo Maia (DEM-RJ) e Davi Alcolumbre (DEM- AP), não podem ser candidatos à reeleição.

O voto decisivo foi dado pelo presidente do STF, ministro Luiz Fux. O plenário já havia formado maioria para barrar uma nova candidatura de Rodrigo Maia, a situação de Alcolumbre seguia pendente.

O julgamento da ação começou na última sexta e se estende até o fim da próxima semana.

Apesar dos 11 votos já terem sido registrados, os ministros podem mudar de posicionamento até que o resultado seja proclamado.

Por/Jornal Folha do Progresso
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Operação do Ibama destrói equipamentos de garimpo em TI Kayapó- “Indígenas disparam tiros contra Helicóptero”

Helicóptero do IBAMA é atingido por tiros na terra indígena Aldeia BAU (Fotos Via WhatsApp ao Jornal Folha do Progresso)

Operação do Ibama e da Funai tenta expulsar garimpeiros da Terra Indígena BAU , entre Novo Progresso e Altamira no Pará.  Segundo a informação de indígenas ao mínimo 7 escavadeiras usadas para a extração do ouro foram destruídas na operação. Os Garimpos do Coringa foram alvo de destruição.

Veja localização do conflito clique AQUI

Sem título

O combate ao crime ambiental, exige preparo os agentes do Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (Ibama), sempre preveem que enfrentarão algum tipo de resistência. Mas neste domingo (06) situação foi ainda mais grave: eles foram recebidos a tiros numa operação contra o garimpo na Terra Indígena BAU , no Pará.

Dois helicópteros participavam da ação, conforme relatos via áudio de liderança, os indígenas pediam para os helicópteros pousarem para dialogar, a recusa resultou em alguns disparos por indígenas no helicóptero, não houve danos maiores, a operação continua com destruição de balsa e equipamentos de garimpos – “não houve confirmação dos disparos terem atingido aeronave”-.  Não temos informações da participação de agentes da Fundação Nacional do Índio (Funai). Líder indígena confirmou disparos contra aeronave.

Leia Também:Kayapós divulgam manifesto contra garimpo em terra indígena, após protestos no Pará 

A Fiscalização estava em busca de escavadeiras hidráulicas usadas pelos garimpeiros.

Ainda conforme informações que chegou na redação do Jornal Folha do Progresso não houve troca de tiros com os agentes em terra. Ninguém foi ferido!

Desde o ano passado, Funai e Ibama articulam uma parceria para expulsar os garimpeiros das reservas, indígenas contrários a permanência de garimpos em suas terras, bloquearam a rodovia BR 163 pedindo ao governo a retirada de garimpeiros.

Garimpeiro morador de Novo Progresso relata operação no grupo de Whats App do Jornal Folha do Progresso.

Vejam relatos de garimpeiro Fabio de Novo Progresso

Minha pc foi queimada hoje a sensação é horrível sensação de fraqueza por não poder fazer nada sensação de tristeza por tomar um prejuízo tão alto ..poxa eu vivo mato trabalhando sou honesto arrisco minha vida todos os dias no meio do mato tem pessoas que dependem de mim somos trabalhadores honesto muito lamentável a vontade que dá é de perder a paciência pois é muito triste ver seu esforço ser destruído por um bando de covardes ??

 

Assista ao Vídeo

https://youtu.be/XHpZsorUxco

Vejam Fotos da operação abaixo

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Operação Verde Brasil 2 fecha garimpo ilegal de ouro em MT

Ganga Peixoto da operação Verde Brasil 2 — Foto: Assessoria – Operação fecha garimpo ilegal de ouro em área de mata nativa no entorno de rio em MT
Foi empregado pelas forças um efetivo de 57 pessoas em terra e um helicóptero do Exército. A FAB apoiou com o reconhecimento aéreo feito previamente.

Foi deflagrada nessa quinta e sexta-feira (3 e 4) a fase Ganga Peixoto da operação Verde Brasil 2 na região de Nova Guarita, a 682 km de Cuiabá.

Polícia Federal, Exército Brasileiro, Ibama, Força Nacional de Segurança Pública e Força Aérea Brasileira executaram a operação que visou fiscalizar e reprimir garimpo ilegal de ouro que estava sendo operado em uma das poucas áreas de mata nativa remanescente no entorno do Rio Peixoto de Azevedo.
A floresta foi desmatada de forma ilegal sem o licenciamento obrigatório para implantação de três frentes de lavra.
Tratava-se de operação com estrutura de nível empresarial com cinco frentes de lavra, 12 máquinas pesadas, cinco conjuntos moto-bomba, acampamento para mais de 50 trabalhadores, oficina e refeitório.

Foi empregado pelas forças um efetivo de 57 pessoas em terra e um helicóptero do Exército. A FAB apoiou com o reconhecimento aéreo feito previamente.

Como resultado os responsáveis foram autuados, 8 máquinas pesadas foram apreendidas e a atividade ilegal foi embargada, cessando a continuidade dos danos ambientais. As investigações prosseguirão para levantar a concorrência de outros envolvidos e a extensão do seu envolvimento.

Ganga Peixoto da operação Verde Brasil 2 — Foto: Assessoria
Ganga Peixoto da operação Verde Brasil 2 — Foto: Assessoria

Por G1 MT
05/12/2020 15h54 Atualizado há 17 horas

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Bebê nasce com quase 6 quilos e vira atração de Monte Alegre, no PA

Joaquim nasceu com quase 6 quilos e virou atração em Monte Alegre — Foto: POP/ Monte Alegre & Região

O ‘pequeno’ veio ao mundo na sexta-feira, 4 de dezembro com 5,865kg. Bebê recebeu nome do médico que realizou o parto. Joaquim Rafael e mamãe passam bem.

O município de Monte Alegre, no oeste do Pará, ganhou um novo morador que nem bem nasceu e já virou celebridade local. O “pequeno” Joaquim nasceu na sexta (4) com 5,865kg de parto cesárea. Mamãe e bebê passam bem.

O bebezão nasceu no Hospital Municipal de Monte Alegre, pelas mãos do cirurgião geral Rafael Carneiro que confessou nunca ter feito um parto de um bebê tão grande.

O cirurgião geral, que estava “emprestado” para obstetrícia, contou que a mãe também não imaginava que o bebê era tão grande e tinha expectativa de parir por parto normal. No entanto, a grávida foi ao hospital relatando sentir muito incomodo, dores e dificuldades para respirar, mesmo não estando em trabalho de parto.

O médico resolveu fazer uma ultrassonografia para verificar como estava o bebê e pôde então constatar que os incômodos que a mamãe estava sentindo era por conta do tamanho do bebê que já estava com quase 6kg.

Para segurança da mãe e do bebê, por se tratar de um caso raro, a equipe médica resolveu interromper a gravidez com 39 semanas e 2 dias. A mãe passou pelo procedimento na sexta (4) para o parto do Joaquim que nasceu forte, saudável e com quase 6 kg de muita fofura.

“Foi uma honra, realizamos esse parto de uma forma bem planejada, pois a gente sabia do tamanho do bebe por conta dos exames. Fizemos a cirurgia e deu tudo certo”, disse Rafael Carneiro.

A mamãe do bebê famoso é Geisara Mota, que já tem outros três filhos. Ela contou, em uma rede social, que já sabia que o Joaquim era um bebê diferente, pela forma que ele se desenvolvia em seu ventre.

“Foi uma gestação bem difícil, com muito desconforto. Eu já sabia que ele era um bebê diferente, mas eu sabia que Deus estava no controle de tudo. Este é o meu quarto filho e agora encerrei a produção em grande estilo”, contou a mamãe.

Homenagem especial

O bebê recebeu o nome de Joaquim Rafael. A mãe quis fazer uma homenagem a dois profissionais de saúde, além de se identificar com o significado dos nomes.

Joaquim é um ginecologista e obstetra muito renomado que trabalhou em Monte Alegre. Joaquim também significa “estabelecido por Deus”.

Por conta do parto raro, a mãe também resolveu homenagear o médico responsável pelo parto, incluindo o nome Rafael no bebê. Rafael significa “o anjo da cura”.

Por Dominique Cavaleiro, G1 Santarém — PA
05/12/2020 19h02

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