Clima Tenso – Bombas de efeito moral é disparada contra manifestantes em Jacareacanga

(Fotos Redes sociais) – Manifestantes pró garimpo em terras indígenas fazem manifestação contra operação “Mundurukânia,” deflagrada pela PF na terça (25) com o objetivo de combater a prática clandestina de garimpos nas terras indígenas Munduruku e Sai Cinza, no município de Jacareacanga.

Na manhã desta terça-feira (25), se instalaram no aeroporto da cidade efetivos de Polícia Federal, Força Nacional de Segurança Pública, Fundação Nacional do Índio (Funai), Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e, das Forças Armadas.

Leia também:Manifestantes saem as ruas na cidade de Jacareacanga, no PA, em prol a garimpo e protesto contra fiscalização ambiental

Conforme informações do portal Estado Net de Santarém ,está em andamento uma operação de combate de garimpos na área indígenas Munduruku e Sai Cinza. Os órgãos federais devem permanecer por 3 meses em Jacareacanga, realizando incursões na área garimpeira. No aeroporto de Jacareacanga, estão baseados os helicópteros do Ibama, que dão apoio as ações nas operações. O aeroporto está isolado para evitar manifestações de grupos que defendem a garimpagem em terras indígenas.

Assista ao Vídeo

https://youtu.be/Bky3tNIgwbk

 

Na manhã desta quarta-feira (26), um grupo de pessoas tentou marchar em direção ao aeroporto para impedir a decolagem das aeronaves, e foi dispersado com o uso de bombas de efeito moral atiradas de helicópteros das forças de segurança.

As entidades em defesa dos indígenas que recorreram ao Supremo Tribunal Federal relataram que a região passa por uma “escalada de conflitos” devido ao aumento de invasões das terras, “o que ameaça gravemente a vida, a integridade física e a saúde dos povos indígenas, além de lesar o meio ambiente”.

O ministro Luís Roberto Barroso, do Supremo Tribunal Federal, determinou esta semana que o governo federal tome imediatamente “todas as medidas necessárias” para proteger a vida, saúde e segurança de populações indígenas das Terras Indígenas Yanomami, em Roraima e Munduruku, na região oeste do Pará.

Pela decisão do ministro, caberá ao governo “destacar todo o efetivo necessário e permanecer no local enquanto houver risco”.

PF emite nota sobre a Operação Mundurukania

A Polícia Federal deflagrou, no último dia 25, a Operação Mundurukânia, que teve o objetivo de combater a prática clandestina de garimpos nas terras indígenas Munduruku e Sai Cinza, no município de Jacareacanga/PA. Essa prática, além de provocar graves danos ao meio ambiente devido ao uso de produtos químicos altamente nocivos, ainda causa a poluição de rios e lençóis freáticos, além de gerar uma série de outros problemas sociais na região, como conflitos entre garimpeiros e indígenas.

A operação, que foi coordenada pela Polícia Federal, foi deflagrada em conjunto com a Polícia Rodoviária Federal, Ibama e com a Força Nacional. Ao todo foram empregados 134 servidores entre policiais e agentes de fiscalização, assim como de aeronaves e veículos 4×4.

Os crimes investigados são de associação criminosa (art. 288 do Código Penal), exploração ilegal de matéria-prima pertencente a União (art. 2º da Lei 8.176/1991), e delito contra o meio ambiente previsto no art. 55 da Lei 9.605/1998, e outros crimes que venham a ser descobertos ao longo da investigação.

Várias outras ações nesse mesmo sentido vêm sendo deflagradas na região ao longo dos últimos anos, como a “Operação Pajé Brabo”, em 2018, a “Operação Bezerro de Ouro”, em 2020, que teve duas fases, a “Operação Divita 709”, em 2021 e a “Bezerro de Ouro 709”, também esse ano.

Leia também:Manifestantes saem as ruas na cidade de Jacareacanga, no PA, em prol a garimpo e protesto contra fiscalização ambiental

O cumprimento dessa operação também faz parte de uma série de medidas, determinadas pelo Ministro do Supremo Tribunal Federal, Luís Roberto Barroso, em julho do ano passado, para realizar o enfrentamento e monitoramento da COVID-19, a fim de evitar o contágio e a mortalidade entre a população indígena. Dentre as medidas solicitadas, está a expulsão de invasores das terras indígenas, assim como a implantação de barreiras sanitárias periódicas, ampliação da assistência médica e social e entrega de cestas alimentares. A elaboração de um plano geral de enfrentamento da pandemia está sendo conduzido pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública, em conjunto com o Ministério da Saúde, FUNAI, SESAI e outros órgãos ligados diretamente a causa.

Povo de tradição guerreira, os Mundurukus dominavam culturalmente a região do Vale do Tapajós, que nos primeiros tempos de contato durante o século XIX era conhecida como Mundurukânia, e daí se extraiu o nome da operação.

Jornal Folha do Progresso com Fonte: Estadonet

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Manifestantes saem as ruas na cidade de Jacareacanga, no PA, em prol a garimpo e protesto contra fiscalização ambiental

Manifestantes são contra as ações federais de combate ao garimpo ilegal em terras indígenas. (Foto:Via WhatsApp)

Manifestantes que defendem o garimpo em terras indígenas saíram as ruas na manhã desta quarta-feira (26) em protesto as fiscalizações ambientais que estão acontecendo em garimpos da região.

Um carro de som foi as ruas na madrugada convocando a população para uma manifestação pacifica.

À rodovia BR-230 foi fechada, a policia rodoviaria (PRF)  e força nacional esta no local.

O protesto é contra as operações federais que combate a extração ilegal de ouro e outros crimes. Os manifestantes também são contrários à presença de organizações não governamentais na região. Deste início da semana operação destrói maquinas e acampamentos de garimpeiros na região.

De acordo com informações um grupo de indígenas da etnia Munduruku vem permitindo a entrada de garimpeiros ilegais em troca de porcentagem de ouro.

A região de Jacareacanga, distante 1.735 km da capital Belém, vive uma situação de conflito entre apoiadores do garimpo ilegal e defensores das terras indígenas.

O Jornal Folha do progresso aguarda resposta para saber até quando a manifestação continua.

Por:JORNAL FOLHA DO PROGRESSO

Assista ao Vídeo

https://youtu.be/w8v_q1C27MA

 

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Deputado Hilton Aguiar visita Novo Progresso e convida ex-prefeito Macarrão para concorrer a deputado estadual em 2022

(Foto:Redes Sociais)  –  Jornal Folha do Progresso recebeu a informação de que o Deputado Estadual Hilton Aguiar (AVANTE) ,esteve na cidade de , onde se encontrou com o ex-prefeito Ubiraci Soares (Macarrão) para se filiar ao partido AVANTE e ser candidato à deputado estadual.

A nossa reportagem apurou que o encontro teve a finalidade política onde Hilton Aguiar será candidato a deputado Federal e propôs dobradinha com Macarrão para Estadual.

“Este convite é para que o Macarrão reflita e aceite o convite para uma candidatura a deputado estadual, ele é uma importante liderança. Macarrão é experiente, competente e Novo Progresso e região merecem esse nome como deputado estadual, para representar o povo na Assembleia Legislativa do Estado do Pará para trazer investimentos e melhorias tão importantes para o desenvolvimento da região”. Comentou Aguiar durante a visita.

O convite de Hilton Aguiar foi registrado e postado nas redes sociais do Deputado ontem. Vejam

FECHADO COM O AVANTE, EX PREFEITO MACARRÃO DE NOVO PROGRESSO ACEITA DESAFIO PARA DEPUTADO ESTADUAL COM APOIO DO DEPUTADO HILTON AGUIAR

Durante a visita do Deputado Estadual Hilton Aguiar ao município de Novo progresso, o Ex prefeito Macarrão fechou parceria com o Deputado Hilton para nas próximas eleições vir como candidato a Deputado Estadual pelo partido Avante.(Avante)

O convite feito pelo Deputado Hilton Aguiar aconteceu no domingo, dia 23 de maio.

O partido Avante já registrou nas últimas eleições o maior aumento no número de candidaturas.

O Ex Prefeito de Novo progresso é natural de Altamira do Maranhão – MA, seu nome completo é Ubiraci Soares Silva, nasceu em 01/12/1973 e tem 47 anos de idade.

Fonte:JORNAL FOLHA DO PROGRESSO

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Ex-morador de Novo Progresso é assassinado em Guarantã do Norte no Mato Grosso

Empresário é executado em frente a sua residência em Guarantã do Norte no Mato Grosso (Foto: Reprodução O territorio)

Gilberto de oliveira Couto, conhecido com Beto, irmão do Ze da Couto (Já falecido)  ex-morador de Novo Progresso, proprietário da empresa Beto Caça e Pesca foi assassinado com quatro tiros por volta das 7h50min da manhã desta terça-feira na Rua Salvador, bairro Jardim Vitória em Guarantã do Norte (MT).

Gilberto de oliveira Couto,46 anos (Foto:Reprodução)
Gilberto de oliveira Couto,46 anos (Foto:Reprodução)

Segundo as primeiras informações, Beto estava saindo de sua residência para trabalhar quando foi surpreendido um ou mais indivíduos em um carro. No primeiro momento a vítima tentou correr e foi atingida por um disparo, logo após os bandidos efetuaram mais três disparos que atingiram sua cabeça.

A polícia militar, polícia civil e a POLITEC foram acionadas e estiveram no local para fazer os levantamentos e iniciar as investigações para solucionar o caso.

Velório e sepultamento

O ato fúnebre será realizado na capela mortuária ao lado da PAX MEMORIAL em Guarantã, à partir das 18h:30min.
O sepultamento acontecerá no cemitério municipal de Guarantã do Norte, PREVISTO para às 08h:45min de 26/05.

Gilberto de oliveira Couto, foi assassinado na rua (Foto:Via WhatsApp|)
Gilberto de oliveira Couto, foi assassinado na rua (Foto:Via WhatsApp|)

Com informação de O Territorio

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Dois são presos por porte ilegal de armas de fogo e munições na Serra do Cachimbo em Novo Progresso

(Foto:Divulgação Policia) – Segundo a Policia Militar apreensão leva indícios de que armas podem ser da loja Panelão roubada no inicio do ano em Novo Progresso.

Dois homens da cidade de Peixoto de Azevedo (MT) foram abordados pela guarnição da Policia Militar destacamento da Serra do Cachimbo divisa do Pará com o mato Grosso.

Os dois homens estavam em um veículo Fiat Strada  por volta das 3h00mn, desta terça-feira (25), e apresentaram atitude suspeita, o que motivou a abordagem policial. Assim, a guarnição constatou que o passageiro portava um PT GLOCK G17 (calibre 9mm) com numeração adulterada e equipada com adaptador para rajada. Além disso, estava com um carregador da  PT sobressalente municiado com 17 munições, 01 caixa com 37 munições calibre 9mm no bolso da calça.

Após verificação no interior do veículo, também foram localizados e apreendidos:  01 espingarda semi automática  (calibre 20);  04 cartuchos intactos (cal. 20);  297 reais em espécie; 02 celulares; 03 coldres para arma de fogo, 01 cx de PT RT Taurus (indícios que esses materiais supostamente sejam da loja panelao de Novo Progresso); 01 furadeira modelo  Wesco; 01 esmeriu; 01 kit para furadeira possivelmente usado para adulterar a numeração de identificacão de arma de fogo.

Condutor e passageiros conduzidos para apresentação em Castelo dos sonhos (FOto:Divulgação)
Condutor e passageiros conduzidos
para apresentação em Castelo dos sonhos (FOto:Divulgação)

O condutor do veículo, Antônio Carlos Barbosa da Silva, e o passageiro, Uriel Abed Nego Pauluck Santana, receberam voz de prisão no local e foram conduzidos, junto com o material apreendido, para a delegacia de Castelo de Sonhos.

 

PT RT Taurus (indícios que esses materiais supostamente sejam da loja panelão de Novo Progresso) (Foto:Divulgação Policia)|
PT RT Taurus (indícios que esses materiais supostamente sejam da loja panelão de Novo Progresso)
(Foto:Divulgação Policia)|

Por: |Jornal Folha do Progresso com informações da policia

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Criação do novo estado do Tapajós na Amazônia é inevitável. O Brasil inteiro quer se dividir

(Foto:Reprodução)  Quase 100% dos 2 milhões de moradores dos 23 municípios que integram o futuro estado do Tapajós, no Pará, tem a esperança de que a vigésima oitava unidade da federação seja criada até o fim de 2022. O povo tapajônico vem se empenhando na criação do estado do Tapajós há 197 anos, desde a promulgação da primeira Constituição do Brasil, em 1824, quando foi feito o primeiro registro da criação de uma província na região, abrangendo, então, os municípios de Santarém e Óbidos, no Pará, e Parintins, no Amazonas.

Em 11 de dezembro de 2011, foi realizado um plebiscito em todo o Pará para decidir a divisão do estado em três. A maioria dos eleitores decidiu pela não emancipação das regiões sudeste, novo estado de Carajás, e oeste, novo estado do Tapajós. Porém 96%, mais de 1,2 milhão tapajônicos votaram pela criação do estado do Tapajós. Aí é que está o nó da questão. A Constituição prevê que, nesse caso, a região pode se emancipar, sim.

Ação no Supremo Tribunal Federal (STF), de autoria do constitucionalista e tributarista Marcos Pereira Pimenta Rocha, pleiteia justamente isso, com base em cláusula pétrea da Constituição, que, no seu Artigo 18, diz: “A organização político-administrativa da República Federativa do Brasil compreende a União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios, todos autônomos, nos termos desta Constituição”. Inciso Terceiro: “Os Estados podem incorporar-se entre si, subdividir-se ou desmembrar-se para se anexarem a outros, ou formarem novos Estados ou Territórios Federais, mediante aprovação da população diretamente interessada, através de plebiscito, e do Congresso Nacional, por lei complementar”.

Assim, o Inciso Terceiro do Artigo 18 da Constituição Federal reza que somente as “populações diretamente interessadas” decidam sobre a criação do seu Estado, o que, no caso do Tapajós, já foi realizado um plebiscito, com quase 100% da “população diretamente interessada” pleiteando a criação do novo estado, pois se sente prejudicada pela ausência do governo do atual estado do Pará, que adora receber impostos dos tapajônicos, mas vira as costas para eles, tão distantes da capital, em um estado maior, territorialmente, do que muitos países.

É cristalino como as águas do rio Tapajós: a Constituição reza que apenas a população da região desmembrada é a diretamente interessada, pois é ela, e somente ela, quem pleiteia poderes derivados-decorrentes da Constituição Federal para constituir uma nova unidade federativa. “O ente remanescente não, pois ele, em vez de seu desmembramento, pleiteia pelo malogro (o que parece evidente, pois os Estados, de regra, não querem sofrer qualquer perda territorial)” – esclarece Marcos Pereira Pimenta Rocha.

Os tapajônicos sentem-se como os amapaenses antes de 1943, quando foi criado o Território Federal do Amapá, desmembrado do Pará. Os moradores da região seriam hoje tribos meio brasileiras, meio francesas, pois procurariam trabalho na colônia francesa da Guiana, e Macapá, a capital, seria provavelmente uma cidade ribeirinha como as do vizinho arquipélago do Marajó, uma das regiões mais atrasadas (e belas) do Pará, no quintal de Belém.

De iminente criação, o Tapajós terá mais da metade da área do atual estado do Pará, 728 mil quilômetros quadrados, 23 municípios, sendo o município-sede Santarém, e cerca de 2 milhões de habitantes, com Produto Interno Bruto (PIB) de 18 bilhões de reais. O novo estado terá 8 deputados federais e 24 estaduais, além de 3 senadores.

Além da ação que tramita no Supremo, o Instituto Cidadão Pró-Estado do Tapajós (Icpet), criado em 2004 e atualmente presidido por Jean Carlos Leitão, trabalha em três projetos de emenda constitucional pela criação do Tapajós, levando em consideração a vontade de quase 100% dos tapajônicos de constituírem o novo estado.

Os 23 municípios que comporão o Tapajós são: Alenquer, Almeirim, Aveiro, Belterra, Brasil Novo, Curuá, Faro, Itaituba, Jacareacanga, Juruti, Medicilândia, Mojuí dos Campos, Monte Alegre, Novo Progresso, Óbidos, Oriximiná, Placas, Prainha, Rurópolis, Santarém, Terra Santa, Uruará e Trairão.

Os colonos portugueses dividiram o Brasil em dois: o Brasil, abarcando as regiões Sudeste, Nordeste menos o Maranhão, Sul e Centro-Oeste; e Grão Pará, abrangendo a Amazônia Clássica e o Maranhão. O Grão Pará, por sua vez, foi dividido em Pará, Amazonas e Maranhão, e o Pará, em Pará e Território Federal do Amapá, hoje, estado do Amapá. É sua vocação ser dividido, porque é muito grande, e Belém está se lixando para o desenvolvimento das regiões mais distantes da capital.

O governador do Pará não dá conta nem do quintal dele, quanto mais de uma área de 1.247.689,515 quilômetros quadrados, maior do que Angola, dividido em 144 municípios, entre os quais Altamira, com 159.695,938 quilômetros quadrados, o maior município do Brasil e o segundo do mundo, menor apenas do que o gelado Qaasuitsup, município gronelandês, ou seja, da ilha dinamarquesa da Groelândia, na América do Norte, criado em 1 de janeiro de 2009.

Se Altamira fosse um país, seria o nonagésimo primeiro mais extenso do mundo, maior do que a Grécia ou o Nepal. Se fosse um estado brasileiro, seria o décimo sexto, maior do que o Acre ou o Ceará. E em Altamira vige a lei da bala.

Para o governo do Pará a divisão territorial do estado não é negócio, é claro, pois do jeito que está dispõem de um mundo de matérias-primas para exportar e mais impostos. Os caboclos, os ribeirinhos e os índios aculturados que se explodam. Imagino se os governadores do Pará fossem obrigados por lei a viver pelo menos um mês na região mais inóspita do estado, antes de tomar posse, assim como se o governador do Distrito Federal fosse obrigado a andar de ônibus em toda a cidade-estado durante também um mês e o presidente da República a passar uma semana em cada uma das quatro regiões mais miseráveis do país, entre as quais o interior do Pará, campeão em escravidão.

Argumenta-se, em contrário à divisão do Pará, que os dois novos estados, do Tapajós e de Carajás, consumiriam, na sua criação, dezenas de bilhões de reais. Sobre esse quesito, analiso a questão com o mesmo ponto de vista que tenho sobre a Copa do Mundo de 2014. O dinheiro que se investiu, e desviou, naquele Mundial, poderia, por exemplo, pôr a saúde pública nos trilhos. Na verdade, dinheiro não é problema. O Brasil tem condições de fazer uma Copa do Mundo por ano.

O problema é a recente sangria pela qual o país passou, com desvio de trilhões de reais, principalmente da Petrobras, a maior empresa do país, e que quase faliu, e até do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Para se ter uma ideia, durante o governo petista uma vaga, digamos, de tirador de cópias xerox, podia ser ocupada por dezenas de pessoas, com salário de 12 mil reais. O presidente Jair Bolsonaro já podou centenas de milhares de vagas desse cabide ainda viçoso, mas com raízes em um pântano bem aparelhado.

Voltando ao plebiscito em 11 de dezembro de 2011, sobre a divisão do Pará em três – Pará, Tapajós e Carajás –, o Pará seria reduzido em mais de cinco vezes seu território. O estado de Carajás é a região mais rica em minérios, e Tapajós, a parte mais rica em matéria-prima biotecnológica e água potável. Quando foi aprovado o plebiscito, surgiu a dúvida se seria realizado somente nas regiões de Carajás e Tapajós ou em todo o Pará, devido a questionamento sobre a constitucionalidade da Lei 9.709, de 1998. O Supremo acabou enveredando por um caminho inconstitucional: definiu que todos os eleitores do estado deveriam votar no plebiscito.

Resultado: na capital, Belém, o não à criação do estado do Tapajós chegou a 93,88% dos votos e o não à criação do estado de Carajás foi de 94,87%. Já nas possíveis capitais dos novos estados, Santarém e Marabá, o apoio à divisão do Pará foi maciço. Em Santarém, 97,78% dos eleitores que compareceram às urnas votaram a favor da criação de Carajás e 98,63% a favor da criação do Tapajós. Em Marabá, 93,26% dos votos foram favoráveis à criação de Carajás e 92,93% a favor da criação do Tapajós.

Tapajós será o terceiro maior estado brasileiro em área territorial, superado apenas por Amazonas e Mato Grosso. Nasce com cerca de 2 milhões de habitantes, 20% da população do atual estado do Pará. A região recebe energia elétrica firme da Usina Hidrelétrica de Tucuruí e da Hidrelétrica Curuá-Una. Sua capital, Santarém, tem cerca de 306.480 habitantes e seu Produto Interno Bruto (PIB) é de 4,8 bilhões de reais.

Fundada em 22 de junho de 1661 pelo padre João Felipe Bettendorff, sob o nome de Aldeia dos Tapajós, foi elevada à categoria de vila em 14 de março de 1758, e de cidade, em 24 de outubro de 1848, recebendo então o nome de Santarém, homenagem dos colonizadores lusos à cidade portuguesa homônima. Também é uma espécie de uva; ainda, deriva de Santa Irene, mártir cristã de Portugal Visigodo.

Situada no Baixo Amazonas, na margem direita do rio Tapajós, que deságua no rio Amazonas na frente da cidade, Santarém fica a meio caminho de Belém e de Manaus/AM. Sua área territorial tem 22.887,080 quilômetros quadrados, 97 quilômetros quadrados dos quais em perímetro urbano. Conta com 12 instituições de ensino superior, a maior delas a Universidade Federal do Oeste do Pará (Ufopa).

É linda. Os poetas a chamam de Pérola do Tapajós. O rio Tapajós, que a banha, tem águas cristalinas e seus mais de 100 quilômetros de praias lembram o mar, caso de Alter do Chão, conhecido como Caribe Brasileiro, escolhido pelo jornal inglês The Guardian como uma das praias mais bonitas do Brasil e a praia de água doce mais bonita do mundo. Ocorre lá uma das maiores manifestações folclóricas da região, o Çairé, que atrai turistas de todo o mundo.

Seu Aeroporto Internacional Maestro Wilson Fonseca é o quinto mais movimentado da Amazônia, recebendo anualmente 400 mil passageiros. A Rodovia Santarém-Cuiabá, a BR-163, tem 1,7 mil quilômetros, constituindo-se na principal rota da soja, milho e algodão produzidos no Centro-Oeste e exportados via Porto de Santarém. Conta ainda com seis estradas estaduais, em um total de 253 quilômetros. O Porto de Santarém movimenta mais de 517 milhões de dólares em transações internacionais por ano. É um dos principais da Amazônia em embarque de grãos.

Está em andamento o Ferrogrão, projeto do governo federal de uma estrada férrea de 933 quilômetros, ligando Sinop, no Mato Grosso, ao Porto de Miritituba, em Itaituba, no rio Tapajós, para exportação de grãos do Centro-Oeste, mas o STF está travando o importante projeto. No dia 15 de março passado, o ministro do STF Alexandre de Moraes atendeu a pedido de liminar do Psol e suspendeu o Ferrogrão, porque a ferrovia deverá passar por uma floresta protegida, o Parque Nacional do Jamanxim, no Pará, e por um pedaço de terras indígenas.

Só que a ferrovia será instalada a poucos metros do traçado da BR-163, ou seja, na faixa de domínio de 50 metros na lateral da estrada, de modo que não há invasão de unidade de conservação federal, já que a área foi desapropriada.

Voltando à questão da criação de novos estados, não é coisa só da Amazônia. Em outras regiões do país também querem novos ares políticos. No Congresso Nacional tramitam pelo menos 18 propostas de criação de estados e três de territórios federais. O argumento básico é reduzir desigualdades socioeconômicas e favorecer o desenvolvimento das regiões menos assistidas pelo Poder Público, seguindo o exemplo bem sucedido do estado do Tocantins, que antes de sua criação era um cerrado de Goiás.

Os projetos de novos estados são: Estado do Planalto Central, formado de partes de Goiás, Minas Gerais e Distrito Federal; Estado do Entorno, formado de partes de Goiás e Minas Gerais; Estado do Itiquira, desmembrado de Goiás; Estado do Juruá, desmembrado do Amazonas, abrangendo as cidades amazonenses nos limites com o Acre; Estado de Solimões, desmembrado do Amazonas, abrangendo as áreas fronteiriças ao Peru e Colômbia; Estado do Araguaia, desmembrado do nordeste do Mato Grosso; Estado do Mato Grosso do Norte, desmembrado do Mato Grosso; Estado do Pantanal, desmembrado do Mato Grosso; Estado de São Paulo do Sul, desmembrado de São Paulo; Estado do Iguaçu, desmembrado dos estados do Paraná e Santa Catarina, com o mesmo território do extinto Território Federal do Iguaçu, criado em 1943 pelo então presidente Getúlio Vargas e extinto em 1946; Estado do Rio São Francisco, desmembrado da Bahia; Estado de Gurgueia, desmembrado do Piauí; Estado Maranhão do Sul, desmembrado do Maranhão; e Estado do Triângulo, desmembrado de Minas Gerais.

Os Territórios Federais são os seguintes: Marajó, no Pará; Alto Rio Negro, região conhecida como Cabeça do Cachorro, no noroeste do Amazonas; e Oiapoque, no Amapá

Publicado por Blog adeciopiran.com.br

Diário Carioca Google News

por Ray Cunha

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MPF emite nota e diz que povos indígenas e comunidades tradicionais atingidos pela Ferrogrão

MPF reafirma direito à consulta prévia, livre e informada de povos indígenas e comunidades tradicionais atingidos pela Ferrogrão

Consulta e consentimento previstos na Convenção 169 da OIT devem ocorrer antes de qualquer tomada de decisão em relação ao empreendimento
#pracegover: mapa exibe a localização dos complexos etnoterritoriais – agrupamentos de terras indígenas baseados em critérios como pertencimento étnico, articulação étnica local e regional e mobilização política – com destaque para a região de interceptação com EF-170 (Ferrogrão)

Complexos territoriais e interceptação da EF-170 - Arte: ANTT
Complexos territoriais e interceptação da EF-170 – Arte: ANTT

O Ministério Público Federal (MPF) divulgou nesta segunda-feira (24) nota técnica com o objetivo de reafirmar o direito à consulta prévia, livre e informada dos povos indígenas e comunidades tradicionais atingidos pelo projeto de Estrada de Ferro 170 (EF-170), denominada Ferrogrão. A ferrovia faz parte do Programa de Parcerias de Investimentos (PPI) do Governo Federal e pretende ligar o município de Sinop, no Mato Grosso, ao porto de Miritituba, no sudoeste do Pará, a fim de facilitar o escoamento da produção agrícola nacional.

A nota técnica foi expedida pela Câmara de Populações Indígenas e Comunidades Tradicionais do MPF (6CCR), órgão superior do MPF vinculado à Procuradoria-Geral da República. Segundo o colegiado, apesar da grandiosidade do empreendimento, que terá 933 km de extensão, e dos impactos socioambientais decorrentes da sua implementação, ainda não se realizou a oitiva das comunidades atingidas, na forma prevista na Convenção nº 169 da Organização Internacional do Trabalho (OIT) e em diversos outros tratados internacionais de direitos humanos.

O MPF lembra que relatórios publicados pela própria Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), em 2020, apontam que a Ferrogrão, se implementada, atingirá 48 terras indígenas e Áreas de Especial Proteção Ambiental, gerando uma série de impactos sinérgicos e cumulativos sobre a biodiversidade e as populações locais.

“A área no entorno da Ferrogrão é historicamente caracterizada por conflitos ambientais e fundiários e já afetada por outros empreendimentos, como a BR-163. A EF-170 ocasionará o aumento da pressão sobre os recursos naturais em razão do incremento do garimpo ilegal, da grilagem de terras e do desmatamento”, alerta a nota técnica.

Direito à consulta – O MPF destaca que o direito à consulta prévia, livre e informada é um mecanismo que assegura aos povos indígenas e tribais serem consultados quando forem previstas medidas legislativas ou administrativas suscetíveis de afetá-los. A medida está assegurada na Convenção 169 da OIT e nas Declarações Americana e das Nações Unidas sobre os Direitos dos Povos Indígenas.

Além de estabelecer o direito à consulta, as normas internacionais definem parâmetros para a sua implementação. Entre eles está o dever do Estado de consultar os povos indígenas antes de qualquer autorização, atividade administrativa ou legislativa que os atinjam. Isto é, antes de qualquer tomada de decisão, o que não tem sido respeitado no caso da Ferrogrão, denuncia o MPF.

A nota técnica aponta que, “não obstante as mobilizações dos povos indígenas afetados e as recomendações expedidas pelo Ministério Público, o processo da ferrovia foi enviado pela ANTT e pelo Ministério da Infraestrutura ao Tribunal de Contas da União (TCU) para emissão de parecer para apreciar a concessão (processo de desestatização – TC n.o 025.756/2020-6) sem implementar o direito à consulta”.

Questionada, a ANTT esclareceu que a consulta aos povos indígenas, prevista na Convenção 169 da OIT, seria uma das fases do licenciamento ambiental da Ferrogrão. Para o MPF, no entanto, os institutos não se confundem. “A audiência pública ambiental não possui caráter deliberativo, isto é, nesse evento, a manifestação dos povos indígenas em favor ou contra a atividade não é dotada de repercussões jurídicas na deliberação do órgão ambiental, o que a distingue profundamente da oitiva constitucional e da consulta prévia”, esclarece a nota técnica. O documento cita ainda que, ao analisar outros empreendimentos cujos impactos atingem terras indígenas, o Tribunal Regional Federal da 1a Região (TRF1) fixou entendimento pela imprescindibilidade da realização da consulta prévia em procedimento separado do licenciamento ambiental.

“A Consulta prévia, que não se confunde com a audiência pública – etapa do processo de licenciamento ambiental – e tampouco com a oitiva constitucional prevista no art. 231, § 3o, da Constituição Federal, é fase essencial de todo empreendimento que venha a causar impacto a comunidades indígenas, sendo o instrumento hábil a garantir o diálogo e participação dos povos indígenas, devendo ocorrer nas primeiras fases do planejamento”, conclui a Câmara do MPF.

Íntegra da Nota Técnica

Fonte:Secretaria de Comunicação Social Procuradoria-Geral da República

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Prefeitura emite nota após confusão no transito de Novo Progresso

O Condutor da motocicleta Honda Broz “Aldair Oliveira dos Reis”, foi preso com acusação de ter atropelado intencionalmente a agente de trânsito “Veridiana Jesus da Silva” de Novo Progresso. O fato ocorreu durante tentativa de abordagem em uma blitz..(Foto:Reprodução Youtube)

Entenda o caso

Na manhã da última sexta-feira 22 de maio, a Polícia Militar (PM) foi acionada pelos agentes do Ditranp para atendimento de ocorrência em blitz no bairro Pires de Lima em Novo Progresso.

A confusão se deu após o Condutor da motocicleta Honda Broz “Aldair Oliveira dos Reis”, ser acusado de ter atropelado intencionalmente a agente de trânsito “Veridiana Jesus da Silva” de Novo Progresso. O fato ocorreu durante tentativa de abordagem em uma blitz.

Leia mais:Motociclista é preso após atropelar agente de trânsito em Novo Progresso- Vídeo

*Motociclista acusado de atropelar agente de trânsito está preso no hospital nega acusações

Após ocorrido os servidores públicos do Ditranp, seguraram o acusado com “Mata Leão” até chegada da polícia, segundo eles o condutor queria fugir. Na ocorrência ele quebrou a clavícula e acabou sendo preso e conduzido para o hospital. A Agente de Trânsito “Veridiana Jesus da Silva”, teve fratura exposta na perna esquerda, foi socorrida para Clinica Sinhá onde passou por cirurgia.

Após todo este desfecho os vereadores se reuniram na câmara municipal e em vídeo o presidente da casa vereador Chico Souza (PSC) divulgou que pediu o afastamento de todos os envolvidos.

Nesta segunda-feira (24)  a prefeitura emitiu Nota sobre a confusão (veja abaixo)

(Divulgação Prefeitura)
(Divulgação Prefeitura)

|Outro Lado

O condutor acusado pelos agentes de trânsito do Ditranp, foi preso algemado em uma cama do hospital municipal,sob escolta policial, ele aguardava transferência para hospital em Itaituba, antes disto o advogado anunciou a liberdade concedida pela justiça no final da tarde de sábado (22).

Após ser posto em liberdade, Aldair divulgou um vídeo onde relatou ocorrido e revelou que ao chegar na delegacia foi agredido com murros e tapa no rosto (agressões físicas) por um policial da Policia Militar. O delegado teve que segurar o policial para não me espancar, disse.

O Jornal Folha do Progresso não conseguiu imagens do momento da ocorrência as câmeras de segurança da redondeza não flagraram, uma das possibilidades não forneceu imagem.

Condutor preso acusado de atropelar agente de transito diz que foi agredido por policial na delegacia de Novo Progresso

Assista ao  Vídeo

https://youtu.be/WiVtP53ZD60

Por:JORNAL FOLHA DO PROGRESSO

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https://www.folhadoprogresso.com.br/encceja-ppl-periodo-de-adesao-ao-exame-comeca-nesta-segunda-feira-24/

 




Mulher reclama de atendimento e hospital é chama à polícia em Novo Progresso

(Foto:Reprodução) – Mulher acabou conduzida para delegacia após reclamar da falta de atendimento médico para filha gravida no hospital municipal de Novo Progresso.

Uma mulher identificada como mãe de gestante é conduzida pela polícia militar a delegacia após discussão no Hospital de Novo Progresso.

Conforme vídeo que circula nas redes sociais, a mãe desesperou ao ver a filha grávida passando mal e demorando ser atendida.

Um vídeo divulgado nesta segunda-feira (24), mostra uma mulher com os policiais militares na sala de espera do Hospital Municipal de Novo Progresso. O caso aconteceu no sábado (22).

O Hospital vem sendo alvo de diversas denúncias, que vai além do e atendimento médico (só um médico ), as maiores reclamações afetam a farmácia publica , falta soro, fio para sutura, gazes, esparadrapo entre outros  remédios básicos.

Leia mais:

Olhar Cidadão: Remédios essenciais estão em falta em Novo Progresso

*Moradores continuam reclamando a falta de medicamentos na rede publica de saúde de Novo Progresso.

O Jornal Folha do Progresso procurou a direção do Hospital, mas não teve resposta.

O Delegado Daniel Mattos , disse ao Jornal Folha do Progresso que a mulher foi conduzida até a delegacia onde prestou depoimento e foi liberada, ela vai responder um TCO por desacato,informou.

Vídeo mostra mulher debatendo com enfermeiro em frente a PM durante plantão em hospital municipal de Novo Progresso.

Eu sou mãe de 7 filhos, vc e enfermeiro…(Assista abaixo)

Por: Adecio Piran para Jornal Folha do Progresso

https://youtu.be/Vg0AX1A0RYo

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Prefeitura notifica dois casos suspeitos da variante indiana do coronavírus em Primavera, no PA

Sars CoV-2, o novo coronavírus causador da Covid-19 — Foto: Foto: Mayo Clinic  – Amostras foram enviadas para análise, após dois pacientes com Covid-19 afirmarem que tiveram contato com tripulação do navio que registrou casos da variante no Maranhão.

A Prefeitura de Primavera, nordeste do Pará, notificou dois casos suspeitos da variante indiana do coronavírus na cidade. Os quadros ainda são investigados e monitorados, segundo a prefeitura.

De acordo com a prefeitura, os dois pacientes relataram que estiveram no Maranhão nos últimos dez dias e tiveram contato indireto com tripulantes do navio MV Sandong da Zhi, que registrou casos da variante indiana do novo coronavírus.

Segundo a nota, os dois pacientes apresentaram síndrome gripal, com relatos de dor de garganta, febre, coriza, tosse e cefaléia e apresentaram resultado positivo para a Covid-19. Eles relataram que trabalham no porto de Itaqui, no Maranhão, e frequentam constantemente o local de trabalho em uma unidade em São Luís.

A nota informa ainda que os dois possuem idade de 32 e 33 anos, estão em quadro estável e todas as pessoas que tiveram contato com eles estão em isolamento.

“A Secretaria Municipal de Saúde de Primavera já comunicou o Centro de Informações Estratégicas e Resposta em Vigilância em Saúde (Cievs) e a Secretaria Estadual de Saúde (Sespa) para adoção das medidas cabíveis. A equipe de monitoramento permanece acompanhando os pacientes”, afirma a nota.

Foram coletadas amostras de sangue, que analisadas pelo Laboratório Central, vinculado à Sespa, para verificar se houve contato com a variante do novo coronavírus, ainda de acordo com a prefeitura.

    Até o momento, ainda não há identificação de transmissão local da variante indiana do coronavírus.

Em nota, a Sespa disse que os pacientes estão em isolamento e são monitorados. “As amostras de swab estão no Lacen e devem ser posteriormente encaminhadas para sequenciamento genético no Instituto Evandro Chagas”, afirma a nota.

Na quinta-feira (20), o Maranhão anunciou a identificação dos primeiros casos da variante indiana (B.1.617) no Brasil, após uma embarcação vinda da Ásia chegar em São Luís. Um dos pacientes foi internado em um hospital privado do estado.

A nova variante é considerada uma Variante de Preocupação (VOC) pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e está ligada ao colapso sanitário na Índia, com recorde de casos e óbitos pela Covid-19.

Na sexta, a Sespa informou que o Pará ainda não havia registrado casos suspeitos ou confirmados da nova cepa indiana do coronavírus. Ainda assim, a secretaria alertou os serviços de saúde do Estado para que estejam atentos para identificar casos no território paraense.

Em uma reunião realizada na manhã de sexta-feira (21), foram feitas recomendações para que haja intensificação da vigilância em portos, rodoviárias e aeroportos; além de notificação de forma imediata à Anvisa sobre ocorrência de casos suspeitos.

As áreas de fronteira entre o Pará e o Maranhão devem aumentar a vigilância e realizar coleta de material para exame de RT-PCR, segundo a Sespa.

Por Taymã Carneiro, G1 PA — Belém
22/05/2021 16h21

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https://www.folhadoprogresso.com.br/prefeitosecretario-e-empresa-sao-denunciados-ao-mp-por-atos-de-improbidade-em-novo-progresso/