Carta com três balas dirigida ao papa Francisco é interceptada em Milão

(Foto:Reprodução) – A polícia italiana interceptou nesta segunda-feira, num escritório postal de Milão, uma carta endereçada ao papa Francisco que continha três balas. Os agentes confiscaram o envelope no centro de Peschiera Borromeo, onde é feita a triagem das correspondências, e abriram uma investigação sob a autorização da promotora-adjunta de Milão, Alessandra Cerreti. Até o momento, eles não descartam nenhuma hipótese.

Segundo a imprensa local, a missiva continha três balas de calibre 9 milímetros e uma mensagem relacionada aos escândalos financeiros do Vaticano e ao julgamento, iniciado dias atrás, de diversas pessoas imputadas por diferentes delitos econômicos, entre elas o cardeal Angelo Becciu, defenestrado por Francisco.

Os jornais também informam que a carta, sem remetente, foi enviada da França, segundo foi possível saber pelo carimbo. O destinatário estava escrito com caneta. Embora quase não fosse legível, podia-se ler: “Papa – Cidade do Vaticano, praça de São Pedro, Roma”.

Os funcionários do escritório postal encontraram o envelope com as balas durante as operações de triagem das correspondências na noite de domingo para segunda, e avisaram imediatamente os carabinieri (policiais). Neste momento, a unidade de inspeção do corpo militar está examinando todo o material. Até agora não se conhecem mais detalhes sobre o incidente, e o Vaticano não fez nenhum comentário.

Em 29 de julho passado, foi realizada no Vaticano a primeira audiência do julgamento contra uma dezena de acusados, entre eles o outrora influente cardeal Becciu, por suposto desvio de fundos e corrupção. É a primeira vez que um cardeal se senta no banco dos réus perante um juiz no Vaticano. O papa Francisco incluiu recentemente essa modificação no ordenamento jurídico, já que até agora os cardeais eram julgados a portas fechadas por outros cardeais. O pontífice poderia ter colocado o caso nas mãos da Justiça italiana, mas decidiu que a Santa Sé assumisse o processo como sinal de sua disposição de deter e condenar publicamente a corrupção na Cúria romana, lançando luz sobre um escândalo no qual está diretamente envolvido um de seus até recentemente mais estreitos colaboradores.

O tribunal, presidido pelo ex-juiz italiano antimáfia Giuseppe Pignatone, deverá determinar as dinâmicas criminais e o papel dos acusados naquele que o promotor responsável pela instrução classificou como “um sistema podre e predatório”, que consistia em realizar investimentos de finalidade e procedimento duvidosos com dinheiro procedente do chamado Óbolo de São Pedro —o instrumento que canaliza as doações de todas as igrejas do mundo ao Vaticano, que teoricamente são destinadas à caridade.

Segundo as investigações, esse princípio não foi respeitado e, pelo menos durante uma década, vigorou um sistema financeiro paralelo com práticas como fraude e lavagem de dinheiro. Para o Vaticano foi um grande escândalo, já que sua política financeira está há anos sob o escrutínio da imprensa, após outros escândalos econômicos, e também na mira de organismos e instituições internacionais, que lhe exigem transparência.

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Fonte:EL PAÍS por Lorena Pacho

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Policial é encontrado morto dentro de motel no Pará

(Foto| Divulgação) – Um dos trabalhadores foi verificar a situação do quarto e viu Darlison desacordado no chão.
Agente entrou sozinho no motel. Polícia investiga também a possibilidade da causa da morte ser natural

Um caso ainda sem explicação e envolto em mistério ocupa a polícia paraense na região oeste do Estado. Uma morte é investigada e não há informações concretas sobre o ocorrido.

Um homem entrou em um motel localizado próximo a rodovia Curuá Uma, em Santarém, na tarde desta segunda-feira (9) e não saiu de lá vivo.

Segundo informações iniciais, o policial penal Darlison Richard dos Santos foi ao local para descansar após um turno de trabalho intenso. Algumas horas trancado no cômodo, os funcionários começaram a suspeitar de algo.

Um dos trabalhadores foi verificar a situação do quarto e viu Darlison desacordado no chão. O funcionário acionou rapidamente o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência e Emergência (Samu), que chegou ao local e constatou o óbito.

O corpo do agente foi removido do local pelo Centro de Perícias Científicas. A Polícia Civil irá investigar o caso. Inicialmente as suspeitas são que Darlison tenha sofrido um infarto fulminante.

Fonte:DOL segunda-feira, 09/08/2021, 21:26 –
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Produtores rurais criticam monopólio e esperam nova ferrovia

Os dados do Movimento Pró-Logística, que reúne o setor produtivo de Mato Grosso, apontam que, anualmente, 72 milhões de toneladas de soja e milho são entregues pelo Estado .(Foto:Ilustrativa Reprodução)

Há mais de sete anos, produtores rurais de Mato Grosso esperam um desfecho sobre a construção da Ferrogrão. A possibilidade de contar com uma ferrovia que passe a carregar os grãos para o Norte do País, encurtando em quatro dias o tempo de viagem até o litoral brasileiro, além de reduzir a rota até a Ásia e o mercado europeu, foi o que levou os próprios empresários a proporem sua construção.

Ao contrário de todos os demais projetos de grande porte que hoje compõem o plano de expansão das estradas de ferro no País, não brotou do setor público, mas do setor privado. Foram as tradings que bolaram o projeto. Amaggi, ADM, Bunge, Cargill e Dreyfus contrataram a estruturadora Estação da Luz Participações (EDLP) para abrir o mapa e riscar o traçado da ferrovia, paralelamente à rodovia Cuiabá-Santarém, a BR-163, uma região marcada por conflitos fundiários e desmatamento.

O fato de o projeto nascer do setor privado decorre diretamente do interesse que as empresas têm no empreendimento. “Não é só o produtor que precisa dessa ferrovia, isso é um projeto de País, porque ela será um divisor de águas, vai mexer com a economia nacional”, disse ao Estadão o empresário Eraí Maggi Scheffer, dono do Grupo Bom Futuro, empresa que hoje planta soja, milho e algodão em uma área de mais de 500 mil hectares.

Conhecido como o “rei da soja”, Eraí Maggi, primo do ex-ministro da Agricultura Blairo Maggi, diz que, atualmente, as cargas que deixam Mato Grosso “já saem pelas quatro bandas do Estado” – referindo-se às ferrovias da Rumo pelo sul, às estradas BR-364, via Rondônia, e BR-163 e BR-158, pelo Pará. Faltam, porém, rotas ferroviárias.

“Tem espaço para as duas ferrovias, a Ferrogrão e a malha da Rumo. Está havendo um equívoco nessa ideia de que, se uma fizer um trecho primeiro, vai abafar o trecho da outra. Essa situação é ruim. As duas são interessantes porque trazem competitividade, é o que vai melhorar o preço. Esse monopólio não é bom”, comentou.

Os dados do Movimento Pró-Logística, que reúne o setor produtivo de Mato Grosso, apontam que, anualmente, 72 milhões de toneladas de soja e milho são entregues pelo Estado. Esse foi o volume verificado no ano passado e que deve se repetir em 2021. Até 2030, porém, o cenário previsto é que esse volume salte para 125 milhões de toneladas.

Edeon Vasques, diretor-executivo do Movimento Pró-Logística, chama a atenção ainda para o declive da ferrovia, ao longo de seus 933 km. “Os estudos mostram que essa ferrovia tem início com uma altitude de 384 metros em Sinop para chegar com 15 metros de altitude em Miritituba. Tem algumas serras no caminho, mas são facilmente ultrapassadas e o resultado final é positivo”, diz.

Os cálculos oficiais estimam que a Ferrogrão teria potencial de reduzir o preço do frete em pelo menos 40% no momento que começar a rodar. “Essa ferrovia já tem um mercado cativo, nasce com a carga e vai absorver. Há disputas, porque sabem que vai baixar o valor do frete. Agora, tentativas de reduzirem o interesse pelo empreendimento não se sustentam e não interessam ao País”, comenta o diretor-executivo do Movimento Pró-Logística.

Antônio Galvan, novo presidente da Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja), é mais taxativo. Ao Estadão, disse que os produtores já cobraram o ministro da Infraestrutura, Tarcísio Gomes de Freitas e a Confederação de Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) sobre a abertura de novas rotas na região.

“Não se pode impedir o crescimento do País por causa de um interesse só. A Ferrogrão tem que vir, para ter concorrência. Isso é o que fará o produto chegar mais barato na mesa do consumidor”, declarou Galvan.

A viabilidade do maior projeto de infraestrutura de transportes do País encara, há anos, o desafio de transpor uma série de impactos socioambientais. Antes de ter seus trilhos lançados sobre o solo, a Ferrogrão, que promete reorganizar o mapa nacional do transporte de cargas, precisa comprovar que sua viabilidade não significaria a redução de florestas protegidas no meio da Amazônia, a invasão de terras indígenas demarcadas ou ainda a deterioração social. Mas os desafios não acabam por aí. A abertura de uma nova rota de escoamento do agronegócio tem mexido, e muito, com a concorrência do setor logístico. É uma briga de gigantes.

Nos últimos quatro meses, a reportagem do Estadão ouviu dezenas de consultores ligados à área de transportes, agentes da cúpula do Ministério da Infraestrutura, fabricantes do setor ferroviário, associações, grandes produtores rurais e as próprias concessionárias de ferrovias. Os relatos dão conta da forte disputa que envolve hoje a consolidação logística do Centro-Oeste do País, região que concentra o maior polo de produção de grãos.

De um lado estão aqueles que defendem a realização do leilão planejado pelo governo e buscam parcerias para viabilizar a ferrovia. De outro, estão nomes que já atuam na região e que enxergam na Ferrogrão um concorrente que pode colocar planos futuros em xeque. É exatamente esse o caso da Rumo, empresa logística que pertence ao Grupo Cosan.

A oposição que a companhia faz ao empreendimento tem uma razão clara: a abertura de concorrência que a nova ferrovia pode gerar sobre os trilhos que a Rumo já administra nas regiões Centro-Oeste e Sudeste do País, jogando o preço do frete pra baixo e consolidando a saída dos grãos pela Região Norte do País.

Com seus 933 quilômetros de malha, a Ferrogrão tem previsão de ligar Sinop (MT), centro nacional da produção de soja e milho, às margens do Rio Tapajós, em Itaituba, no Pará. Ali, a produção que chegaria nos trens de carga seria despejada em barcaças, seguindo por uma hidrovia que acessa o Rio Amazonas e, desse ponto em diante, qualquer lugar do planeta.

Outras gigantes ferroviárias e investidores de logística, como a VLI, da mineradora Vale, e o bilionário Fundo Pátria, dono da empresa Hidrovias do Brasil, não escondem o interesse na Ferrogrão.

O que está sobre a mesa é um jogo logístico bilionário que envolve movimentos futuros de cada companhia do setor. Em março de 2019, a Rumo desbancou a VLI e venceu o leilão da parte sul da Ferrovia Norte-Sul, com um lance surpreendente de R$ 2,719 bilhões. A VLI era vista como a mais forte do páreo, porque já era dona do trecho norte da ferrovia – Porto Nacional (TO) a Açailândia (MA). Ocorre que a empresa ficou a ver navios, com seu lance de R$ 2,065 bilhões. Ao oferecer mais que o dobro do lance mínimo estipulado, de R$ 1,35 bilhão, a Rumo passou a controlar o trecho de Porto Nacional até Estrela D’Oeste. E não ficou por aí.

No fim do ano passado, a Rumo renovou, por mais 30 anos, a concessão da Malha Paulista, trilhos que cortam todo o Estado de São Paulo, até chegar ao porto de Santos. A empresa se comprometeu a injetar mais de R$ 6 bilhões nessa rede. Há ainda uma terceira malha nas mãos da Rumo, a Ferronorte, ou Malha Norte, que liga os trilhos de São Paulo até a cidade de Rondonópolis, em Mato Grosso. Com essa estrutura, a Rumo passou a ter o monopólio ferroviário do transporte de grãos mato-grossense. É nesse ponto que a disputa se acirra.
Resistência

O ministro da Infraestrutura, Tarcísio Gomes de Freitas, já recebeu diversos pedidos para que fosse assinada uma autorização que liberasse a ampliação da Ferronorte, saindo do sul de Mato Grosso, em Rondonópolis, para chegar até Lucas do Rio Verde. Isso significa estar ao lado de Sinop, onde começa a Ferrogrão. Na prática, a empresa quer se antecipar e espera que o governo libere a construção de uma nova malha de 600 quilômetros de extensão, sem submeter esse novo trecho a eventuais concorrentes interessados em explorar o traçado. Como o governo federal resistiu à ideia, a Rumo recorreu ao governo de Mato Grosso e conseguiu autorização do Estado para tocar a obra.

Hoje, novas ferrovias só podem ser construídas no País por meio de concessões. Um projeto de lei que tramita no Congresso pretende acabar com o modelo atual, passando a emitir autorizações simples de obras, sob a conta e risco do empreendedor. Com o avanço da liberação de obras por Mato Grosso, o governo federal redobrou sua pressão para que o tema caminhe no parlamento.

A reportagem questionou a Associação Nacional dos Transportadores Ferroviários (ANTF) sobre o que pensa a respeito da Ferrogrão e da disputa entre as empresas. A associação declarou que “apoia iniciativas e projetos que ajudem a promover a expansão da malha ferroviária do País e o necessário crescimento da participação do modal na matriz de transporte de cargas brasileira”.

O Estadão perguntou à Rumo sobre questionamentos da empresa a respeito da viabilidade e concorrência que a Ferrogrão poderia trazer às suas operações. A companhia declarou que, “como maior concessionária de ferrovias do Brasil, a Rumo acompanha com toda a atenção os demais projetos em sua área de atuação, a exemplo de processos de renovação antecipada de outras concessionárias e o anúncio de novas licitações – sem que haja no momento nenhuma definição quanto a eventuais participações”.

Ao falar sobre seus próprios projetos, declarou que “também vem estudando e discutindo investimentos atrelados à renovação antecipada da concessão da Malha Sul e à extensão da Ferronorte, além de projetos portuários que eventualmente tenham sinergia com suas operações”.

A disputa empresarial e os questionamentos sobre a viabilidade econômica da Ferrogrão devem-se, basicamente, à possibilidade de que a ferrovia retire a carga que hoje é transportada pelos trilhos que levam aos portos do Sudeste, por meio das malhas Paulista e Norte, ambas administradas pela Rumo. Ocorre que a migração das cargas para o chamado “arco norte” já é uma realidade consolidada.

Os terminais portuários da Região Norte do País, abastecidos pelo que chega até as hidrovias dos rios Madeira, Amazonas e, agora, Tapajós, já respondem por praticamente metade da carga do agronegócio que deixa Mato Grosso. Essa mudança de rota tem ajudado a desafogar os portos abarrotados de Santos e Paranaguá, no Sudeste-Sul. Com a construção da Ferrogrão, porém, projeta-se um impacto profundo no preço do frete ferroviário em toda a região.

Os concorrentes da Rumo são claros ao tratar do assunto. “A VLI, companhia de soluções logísticas integradas, com forte presença em operações e investidora em prol do desenvolvimento do arco norte brasileiro, apoia o avanço da infraestrutura nesta região, a nova fronteira agrícola do País”, afirmou à reportagem a companhia ferroviária controlada pela mineradora Vale.

A empresa declarou que “um dos importantes projetos nesse sentido é a Ferrogrão”, porque “esse projeto ferroviário trará um incremento de competitividade ao mercado, com resultados positivos para o País no longo prazo”. A avaliação é a mesma entre os executivos da Pátria Investimentos, dona da Hidrovias do Brasil, empresa de logística que atua com terminais em Miritituba, distrito de Itaituba, no Pará, previsto para ser o ponto final da ferrovia.

O Estadão apurou que os empresários acompanham de perto o projeto e fazem seus estudos. O presidente da Hidrovias do Brasil, Fabio Schettino, confirmou que a companhia avalia parcerias para disputar o leilão, caso ocorra, de fato. “Estamos analisando, talvez possamos ter uma participação minoritária, porque somos uma empresa de hidrovia. Estamos discutindo com interlocutores que têm vocação e interesse, para que possam entrar na operação”, disse Schettino. “Eu acredito que tem muita gente interessada e fazendo conta neste momento. Esse é o projeto de ferrovia com maior viabilidade no Brasil hoje, além de ser completamente sustentável. Não temos nenhuma dúvida disso.”

A Associação Brasileira da Indústria Ferroviária (Abifer) está entre aqueles que veem a expansão da malha com bons olhos e acreditam que há carga para todos transportarem, dado o volume de crescimento projetado para a produção agrícola. “Quanto mais malha ferroviária, melhor para o País. A chegada da Ferrogrão é muito bem-vinda, assim como seria ótimo ter outros trechos construídos por qualquer concessionária. As projeções mostram que não vai faltar carga para nenhuma ferrovia. A indústria cresce com a expansão da malha. Por isso, nós apoiamos todos os projetos”, diz o presidente da Abifer, Vicente Abate.

O processo de licenciamento da Ferrogrão está em análise pelo Supremo Tribunal Federal (STF), depois que o ministro Alexandre de Moraes acatou um pedido de liminar do PSOL que pedia sua paralisação, sob a alegação de que o projeto afeta diretamente terras indígenas e unidades de conservação florestal.

O governo foi ao STF, disse que o traçado previsto não corta terras indígenas e que vai ouvir os povos indígenas que vivem em áreas próximas ao eixo da ferrovia, previamente, como prevê a lei, para definir medidas de redução de impacto e compensação ambiental. No Tribunal de Contas da União (TCU), a análise do edital ainda não foi concluída pela unidade técnica. Sem essas duas questões resolvidas, o governo fica impedido de publicar seu edital ou mesmo prever o leilão.

BRASÍLIA – Nenhum outro projeto logístico recebe mais atenção dentro do Ministério da Infraestrutura. Há mais de cinco anos, bem antes de ser ministro, Tarcísio Gomes de Freitas atua para tentar viabilizar a concessão da Ferrogrão.

O ministro evita comentários sobre os embates entre concorrentes, mas chama a responsabilidade para si ao defender o projeto. “Sinceramente, eu não sou louco de apostar numa ferrovia que não tenha interessados e que não seja viável. Há empresas interessadas, o projeto é absolutamente viável e será um exemplo em licenciamento ambiental, porque é isso que ele deve ser”, disse à reportagem.

No ano passado, a Secretaria Especial do Programa de Parcerias de Investimentos do Ministério da Infraestrutura fez um convite a investidores para conhecer o projeto. Recebeu respostas para 22 agendamentos de entrevistas para tratar do tema.

Freitas ainda acredita que o leilão da Ferrogrão pode ser seu “maior legado”, porque reposicionaria a matriz ferroviária no mapa nacional. “Já temos o que é mais difícil em qualquer empreendimento, que é o investidor interessado. A viabilidade ambiental do empreendimento será confirmada naturalmente. Estamos falando de uma ferrovia que terá selo verde, um modal sem emissões, que será erguido ao lado de uma rodovia em área já desmatada. Isso significa menos acidentes em estradas e zero emissões de gases”, comentou o ministro.

Freitas reafirma que as condicionantes ambientais do projeto serão detalhadas e a prioridade máxima é fazer a obra sem atropelos. “Os povos indígenas serão ouvidos, bem como todos os interessados. Essa ferrovia será um modelo de sustentabilidade, essa é a minha prioridade.”

As ferrovias representam cerca de 15% do transporte de cargas do País, enquanto as rodovias respondem por 65% e as hidrovias, 15%. Para se ter uma ideia, a participação dos trilhos na China chega a 37% do que é transportado, a 43% nos Estados Unidos e a 81% na Rússia.

O Brasil destina apenas 0,6% a 0,8% de seu PIB anual para o setor de transportes, longe do cenário ideal de 2,5% do PIB que teria de manter, por duas décadas de investimentos, para modernizar a sua matriz logística. O Plano Nacional de Logística prevê que o transporte sobre trilhos possa chegar a 30% da matriz nacional até 2025.

André Borges, O Estado de S.Paulo
09 de agosto de 2021 | 10h15

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Por que Bolsonaro vai receber tanques de guerra no Planalto nesta terça-feira

Militares prestam continência a Bolsonaro (Foto:Crédito, Presidência da República)
Se confirmado, desfile de tanques em frente ao Palácio do Planalto para entrega de convite a Bolsonaro seria inédito

Em um momento de forte tensão entre o governo Jair Bolsonaro e o Poder Judiciário, as Forças Armadas planejam um desfile militar inédito em frente ao Palácio do Planalto nesta terça-feira (10/08), segundo informou a Marinha em um comunicado oficial.

A nota diz que “um comboio com veículos blindados, armamentos e outros meios da Força de Fuzileiros da Esquadra, que partiu do Rio de Janeiro, passará por Brasília”. O destino final é o Campo de Instrução de Formosa (CIF), onde é feito anualmente, desde 1988, um grande treinamento da Marinha, a chamada Operação Formosa.

No entanto, o comunicado sugere que o comboio passará em frente ao Palácio do Planalto, que fica na Praça dos Três Poderes, junto com o Congresso Nacional e o Supremo Tribunal Federal (STF). Caso se confirme, esse ato em pleno dia útil seria inédito. Anualmente, há desfile militar na Esplanada dos Ministérios durante as celebrações do Feriado da Independência, em 7 de Setembro.

“Na oportunidade, às 8h30, no Palácio do Planalto, serão entregues ao Presidente da República, Jair Bolsonaro, e ao Ministro da Defesa, Walter Souza Braga Netto, os convites para comparecerem à Demonstração Operativa, que ocorrerá no dia 16 de agosto, no CIF”, diz ainda o comunicado.

Será a primeira vez que a operação contará com a participação do Exército e da Força Aérea, segundo informou também a Marinha.

“Este ano, a Operação Formosa envolverá mais de 2.500 militares, da Marinha, do Exército e da Força Aérea, que simularão uma operação anfíbia, considerada a mais complexa das ações militares, empregando mais de 150 diferentes meios, entre aeronaves, carros de combate, blindados e anfíbios, de artilharia e lançadores de mísseis e foguetes. Foram transportadas 1.500 toneladas de equipamentos do Rio de Janeiro para Brasília, num deslocamento de mais de 1.400 km”, diz ainda a nota, sem especificar quanto desse efetivo passará pelo Palácio do Planalto.

Estudioso das Forças Armadas, o professor Juliano Cortinhas, do Instituto de Relações Internacionais da Universidade de Brasília (UnB), disse à BBC News Brasil que não há precedente de iniciativa similar durante o período democrático brasileiro.

“Essas demonstrações são inéditas na nossa democracia. Em regimes ditatoriais, mais fechados, são comuns”, afirmou.

“Um absurdo total. Algo impensável na democracia, principalmente porque o risco (de ruptura democrática) a partir das declarações do próprio presidente está muito elevado”, criticou ainda.

A BBC News Brasil questionou o Ministério da Defesa, a Marinha e o Palácio do Planalto sobre qual efetivo militar será usado durante o convite do presidente e qual a motivação para realizar um desfile militar inédito, mas não obteve resposta. Após a publicação da reportagem, o Ministério da Defesa disse que não se manifestará pois é a Marinha que responde sobre esse tema.

Voto impresso na Câmara

O desfile militar ocorre no mesmo dia em que a Câmara dos Deputados deve votar uma proposta de emenda constitucional (PEC) que visa implementar o voto impresso nas eleições de 2022, principal bandeira de Bolsonaro no momento.

Sem apresentar qualquer prova, o presidente diz que as urnas podem ser fraudadas e alega que apenas o voto impresso afastaria esse risco.

Já o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) rebate dizendo que a urna eletrônica conta com inúmeros mecanismos de segurança que garantem a integridade das eleições.

Arthur Lira e Bolsonaro (Foto:REUTERES)
Arthur Lira e Bolsonaro (Foto:REUTERES)

O presidente da Câmara, Arthur Lira, decidiu colocar PEC do voto impresso em votação no plenário, mesmo após proposta ser rejeitada em comissão especial

Questionado se vê o desfile militar como uma tentativa do presidente de demonstrar força e pressionar a Justiça Eleitoral e o Congresso, o professor da UnB disse que “a própria dúvida (sobre essa intenção) já é grave e muito prejudicial para nossa democracia”.

“A grande questão pra mim não é nem se perguntar o real significado de uma demonstração como essa, mas sim a gente refletir sobre o fato de que há muitas dúvidas a respeito de qual papel as Forças Armadas pretendem jogar no processo eleitoral que já foi iniciado de fato, porque o Bolsonaro está em campanha por todo o país, usando dinheiro público ilegalmente pra fazer campanha”, disse o professor, em referência às viagens feitas pelo presidente para participar de atos políticos, como passeios de motocicleta com seus apoiadores.

Para Cortinhas, as Forças Armadas não têm cumprido sua função constitucional de proteger as instituições democráticas ao permitir que Bolsonaro ataque os outros Poderes. Nas últimas semanas, o ministro da Defesa chegou a fazer manifestações públicas em defesa do voto impresso e contra a atuação do senador Omar Aziz (PSD-AM), presidente da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Covid.

“Importante lembrar que uma das funções das Forças Armadas pelo artigo 142 da Constituição é proteger as nossas instituições democráticas, e elas não estão cumprindo o seu papel constitucional, portanto, já que o presidente vem atacando a cada dia com mais veemência a nossa democracia e as Forças Armadas estão caladas”, criticou.

“E, indo além, estão se posicionando a favor dele, quando as Forças Armadas aceitam as falas do Bolsonaro quietas e contrapõem outros Poderes institucionalizados, como a Suprema Corte do nosso país, como o próprio Congresso. Então, eu vejo que é um momento extremamente preocupante”, acrescentou.

Entenda agravamento da crise

O voto impresso se tornou nas últimas semanas epicentro de uma grave crise institucional entre o Palácio do Planalto e o Poder Judiciário, com Bolsonaro fazendo ataques diários à Justiça Eleitoral e a ministros do TSE e do STF, em especial Luís Roberto Barroso (presidente do TSE).

Do outro lado, TSE e STF reagiram abrindo investigações contra Bolsonaro. A apuração na Corte Eleitoral tem potencial de deixar o presidente inelegível por oito anos, impedindo-o de tentar a reeleição em 2022.
Imagem da urna eletrônica

Crédito, TSE
Crédito, TSE

Urna eletrônica é usada há 25 anos no Brasil e nunca foram encontradas evidências sérias de fraudes, diz TSE

Já o ministro do STF Alexandre de Moraes incluiu Bolsonaro como investigado no inquérito das Fake News para apurar se o presidente cometeu crimes durante uma transmissão ao vivo realizada na quinta-feira passada (29/07) em que alegou ter indícios fortes de fraudes nas últimas eleições, usando vídeos antigos que circulam na internet já desmentidos pelo TSE.

Após a decisão, Bolsonaro disse que o inquérito é ilegal e ameaçou agir fora da Constituição.

“Está dentro das quatro linhas da Constituição (a decisão de Alexandre e Moraes)? Não está. Então o antídoto para isso também não é dentro das quatro linhas. Aqui ninguém é mais macho que ninguém”, disse na quarta-feira (04/08).

“Sou presidente 24 horas por dia. O meu jogo é dentro das quatro linhas (da Constituição), mas se sair das quatro linhas, sou obrigado a sair das quatro linhas. É como o inquérito do Alexandre de Moraes: ele investiga, ele pune e ele prende. Se eu perder (as eleições) vou recorrer ao próprio TSE? Não tem cabimento isso”, declarou também.

Depois dessas falas, o presidente do STF, Luiz Fux, cancelou reunião que havia convocado com Bolsonaro e os presidentes da Câmara (Arthur Lira) e do Senado (Rodrigo Pacheco) para tentar reduzir a crise.

“O presidente da República tem reiterado ofensas e ataques de inverdades a integrantes desta Corte, em especial os ministros Luís Roberto Barroso e Alexandre de Moraes. Sendo certo que, quando se atinge um dos integrantes, se atinge a Corte por inteiro”, disse Fux ao cancelar o encontro.

“Além disso, sua excelência (Bolsonaro) mantém a divulgação de interpretações equivocadas de decisões do plenário bem como insiste em colocar sob suspeição a higidez do processo eleitoral brasileiro”, acrescentou.

  Mariana Schreiber – @marischreiber
Da BBC News Brasil em Brasília
9 agosto 2021, 16:27 -03

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Empresário de MS é encontrado morto com esposa e filha em residência no PR

Os três foram mortos a facadas
Vítimas foram mortas a facadas – (Foto: Tá Na Mídia Naviraí)
Na manhã desta segunda-feira (9), o empresário Antônio Soares dos Santos, de Naviraí, a esposa, Helena Maria Marra dos Santos, e a filha, Jaqueline Soares, foram encontrados mortos em casa, em Umuarama, no Paraná. Os três foram assassinados a facadas e o caso está em investigação.

Segundo as primeiras informações da polícia, o casal foi encontrado morto na cozinha do sobrado onde a família vivia. Já a filha estava dentro de uma banheira, no segundo andar do imóvel. A polícia acredita que ela possa ter tentado se esconder do criminoso, mas acabou encontrada e morta a facadas, assim como os pais.

Polícia Civil, Polícia Militar e Perícia estiveram no local e não encontraram a arma do crime. Os dois veículos da família estavam na residência, o que enfraquece a possibilidade de um latrocínio. Conforme o site Tá Na Mídia Naviraí, o empresário é natural do município sul-mato-grossense.

A princípio, nenhum objeto foi levado da residência da família, que não tinha câmeras de segurança. A empregada das vítimas foi quem encontrou os corpos ao chegar para trabalhar, no início da manhã. Ela pediu socorro aos vizinhos, que chamaram a polícia.

Em estado de choque, a testemunha precisou ser socorrida pelo Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência). O triplo homicídio segue em investigação pela polícia local.

Renata Portela Publicado em 09/08/2021, às 14h44
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“PROJETO CATARATA VOLTA ATENDER A REGIÃO EM NOVO PROGRESSO”

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CATARATA
A Catarata é uma opacidade parcial ou total do cristalino, que é a lente natural do olho, localizada atrás da pupila, ela colabora na convergência dos raios luminosos para a formação da imagem na retina.

A forma mais comum da catarata é a SENIL, ocasionada pelo envelhecimento do cristalino ao longo dos anos, ela é a principal causa de cegueira entre idosos, porém em 98% dos casos é reversível através da cirurgia e implante de uma lente.

Existe também a catarata CONGÊNITA que ocorre aproximadamente entre 3 a cada 10mil nascimentos, sua principal causa é uma mutação genética, devido a anormalidades cromossômicas, desordens metabólicas e infecções durante a gravidez. Ela também é reversível através de cirurgia.

Um outro tipo bem comum é a TRAUMÁTICA, mais comum em jovens e pode ser causada por um trauma penetrante, contuso, radiação ou descarga elétrica. Em muitos casos, também reversível. A catarata é responsável por 48% dos casos de cegueira reversível no Brasil e 51% no mundo. É fundamental que a população tenha consciência da gravidade e busque ajuda médica.

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Cacique do Amazonas é preso por estupro de vulnerável em Mato Grosso

Foto: Rogério Florentino / Olhar Direto  – Cacique do Amazonas é preso por estupro de vulnerável em Mato Grosso
Um cacique foi preso pelo crime de estupro de vulnerável por policiais da Delegacia de Vila Bela da Santíssima Trindade e Pontes e Lacerda (521 e 499 km a oeste de Cuiabá), nesta sexta-feira (6).

Os policiais realizavam diligências nas proximidades da Serra da Borda, sentido Conquista do Oeste, na região em que ocorre a prática de garimpo ilegal, quando realizaram a abordagem de um veículo Toyota Hilux, que retornava da área rural.

Durante as checagens no sistema, foi constato que um dos ocupantes do veículo estava com o mandado de prisão em aberto, expedido pela 1ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Estado de Rondônia, pelo crime de estupro de vulnerável.

O suspeito é indígena, cacique geral de aldeias, localizadas no município de Manicoré, estado do Amazonas.

Diante dos fatos, o preso foi encaminhado à Delegacia de Pontes e Lacerda para as providências de praxe, sendo posteriormente colocado à disposição da Justiça.

09 Ago 2021 – 15:40
Da Redação – Olhar Direto por Fabiana Mendes
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Fique por dentro da ‘Operação Samaúma”

CONHEÇA A OPERAÇÃO SAMAÚMA

A Operação Samaúma foi criada após o Presidente da República autorizar, através do Decreto 10.730, de 28 de junho de 2021, o emprego das Forças Armadas na garantia da lei e da ordem terras indígenas, em unidades federais de conservação ambiental, em áreas de propriedade ou sob posse da União e, por requerimento do respectivo Governador, em outras áreas dos Estados abrangidos.
Conforme o decreto, o emprego das Forças Armadas tem como objetivo realizar ações preventivas e repressivas contra delitos ambientais, em especial o desmatamento ilegal. Na operação, para poder combater os ilícitos ambientais e contribuir para a preservação do meio ambiente, o Exército atua juntamente com a Marinha do Brasil, Força Aérea Brasileira, os órgãos de segurança pública e órgãos e agências de proteção e fiscalização ambiental.

A Operação está acontecendo nos estados do Amazonas, Mato Grosso, Pará e Rondônia e se estenderá até o dia 31 de agosto deste ano. Aqui no Pará, as tropas já estão presentes nas cidades de São Félix do Xingu, Altamira, mais precisamente em Porto Maribel, Itaituba, no distrito de Moraes Almeida, e aqui em Novo Progresso. No Estado do Pará, o Comando Conjunto Norte, por meio da 23ªBda Inf Sl, está empregando, no momento, mais de 1300 pessoas, entre militares e agentes dos órgãos ambientais.
Já aqui na região de Novo Progresso, estão presentes tropas do 53º Batalhão de Infantaria de Selva, o 53º BIS, que tem sede em ITAITUBA. Hoje, cerca de 100 militares, 1 (uma) companhia de fuzileiros, atuam na cidade e região, realizando patrulhamentos ostensivos e reconhecimentos, prevenindo a ocorrência dos ilícitos. Também estão sendo realizadas ações de fiscalização juntamente com o ICMBio e, a partir dessa semana, serão realizadas ações com o IBAMA.
Vale destacar que os agentes e os militares unem esforços para combater e prevenir os ilícitos ambientais, e assim contribuir para a preservação da nossa Amazônia. Portanto, qualquer pessoa que tiver informações que possam contribuir com a operação, podem passar essas informações diretamente nas Bases da tropa, sendo aqui na cidade de Novo Progresso nas instalações da APRONOP.

Por:Tenente Oliveira -EB

(Foto:Divulgação)
(Foto:Divulgação)

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Operação apreende madeira e maquinário em área desmatada em Novo Progresso-PÁ

Operação apreende mais de R$ 2 milhões em equipamentos em garimpo ilegal em Novo Progresso, no Pará —(Foto: Divulgação/Comando Conjunto Norte)

Ação ocorreu no período de 5 a 8 de agosto em área desmatada de 17 hectares. Também foram apreendidos 553 m³ de madeiras em toras, além de aplicação de multa de R$ 1 milhão.

Foto: Divulgação – O Comando Conjunto Norte, formado pelo Comando Militar do Norte, Comando do 4º Distrito Naval e Comando Aéreo Norte, auxiliou na apreensão de madeira e maquinários em área desmatada e com poluição por mercúrio. A ação, inserida na Operação Samaúma, ocorreu em apoio ao Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), responsável pelas autuações, em Novo Progresso.

Militares do 53º Batalhão de Infantaria de Selva (53º BIS) auxiliaram os agentes do órgão fiscalizador na comprovação da existência de área com 17 hectares de desmatamento e na apreensão de três escavadeiras de esteiras, 1,3 mil litros de combustível, três bombas de sucção, além de cerca de 553 m³ de madeiras em toras.

O valor das máquinas e equipamentos foi orçado em aproximadamente R$ 2,5 milhões. Já as multas aplicadas pelo órgão ambiental por desmatamento e exploração mineral ilegal, além de desvio de curso d’água e uso de mercúrio, chegarão próximas a R$ 1 milhão.

Os crimes foram identificados por aeronave HM-4 do 4° Batalhão de Aviação do Exército e por relatórios de imagens de satélite fornecidos pelo Centro Gestor e Operacional do Sistema de Proteção da Amazônia (CENSIPAM) da região de Novo Progresso.

Para evitar a retirada do material, um pelotão do 53º BIS permaneceu no interior da floresta por três dias guarnecendo o material, que foi todo transportado para a Base da Operação Samaúma na região.

Comando Conjunto Norte e Ibama identificaram área desmatada com mineração ilegal de 17 hectares em Novo Progresso, no Pará — Foto: Divulgação/Comando Conjunto Norte
Comando Conjunto Norte e Ibama identificaram área desmatada com mineração ilegal de 17 hectares em Novo Progresso, no Pará — Foto: Divulgação/Comando Conjunto Norte

Operação Samaúma

A Operação Samaúma, de garantia da lei e da ordem ambiental, ocorre em terras indígenas, em unidades federais de conservação ambiental, em áreas de propriedade ou sob posse da União e, mediante requerimento do Governador, em outros sítios do estado. Todas as atividades ocorrem em conjunto com órgãos e agências de proteção ambiental e de segurança pública.

Conforme o decreto número 10.730, de 28 de junho de 2021, a atuação dos militares do CCjN, que iniciou dia 28 de junho, ocorre nos municípios paraenses de Altamira, Itaituba, Jacareacanga, Novo Progresso, São Félix do Xingu e Trairão e seguem até o dia 31 de agosto de 2021.

O nome da Operação homenageia a árvore conhecida como rainha da Amazônia, que guarda e distribui água para outras espécies e também pode ser chamada de mafumeira, sumaúma e kapok.

Com Informações G1 PA
9 agosto, 2021
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Homem mata em via publica e é preso dormindo em residência próxima ao crime em comunidade de Novo Progresso

Alexandre Silva Matos foi preso dormindo em uma casa após cometer homicídio. Foto: Reprodução.

Alexandre Matos foi preso em flagrante após ter executado Alexsandro Gonçalves da Cruz, com dois tiros de arma de fogo. O Crime aconteceu na manhã deste domingo 8 de agosto  em via pública na comunidade de Santa Julia distante 30 quilômetros da cidade de Novo Progresso.

Conforme boletim de ocorrência policial, por volta da 05h45mn deste domingo a vítima Alexsandro Gonçalves da Cruz de 38 anos, foi encontrado em via pública agonizando.  Foi socorrido com vida para hospital municipal de Novo Progresso, não resistiu aos ferimentos e veio a óbito. Alexsandro foi atingido por dois disparos de arma de fogo.

O principal suspeito é Alexandre Silva Matos , foi denunciado por populares, que estaria em uma casa próximo ao local do crime dormindo. Em diligencia a Guarnição da Policia Militar se deslocou até a comunidade e prendeu em flagrante o nacional “Alexandre Silva Matos” que confessou o crime. Ele não estava de posse da arma.

A causa que levou Alexandre Silva Matos a matar a vitima ,ainda é desconhecida.

Alexandre esta preso na cadeia de Novo Progresso a disposição da justiça.

Por:JORNAL FOLHA DO PROGRESSO

Alexsandro Gonçalves da Cruz (Foto:Reprodução Facebook)
Alexsandro Gonçalves da Cruz (Foto:Reprodução Facebook)

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