Produtores rurais enfrentam déficit de armazéns para safra de milho em MT

Grãos são armazenados do lado de fora dos armazéns em MT — Foto: Wellington Nascimento/TV Centro América

Situação é reflexo da comercialização lenta da soja e antecipação da colheita do milho.

MT, maior produtor de grãos do país, tem déficit de armazéns
A capacidade de estocagem de grãos está menor do que aquilo que é produzido no Mato Grosso. Sem espaço, alguns produtores rurais estão recorrendo à armazenagem do lado de fora dos silos temporariamente para não perder a produção.

Isso acontece porque nesta safra a comercialização da soja está um pouco mais lenta e, com a antecipação da colheita do milho, os armazéns ficaram cheios.

Para o produtor rural Silvano Filipetto, a colheita de milho foi finalizada em Sorriso, no médio-norte do estado. Parte da produção precisou ficar guardada em um silo próprio.

    “A gente produz aproximadamente entre 160 a 180 mil sacas de milho. Nós conseguimos armazenar 35 mil. Então, a nossa capacidade de estoque de milho é um quinto da produção. O que a gente faz aqui na fazenda é um verdadeiro malabarismo”, contou.

Quando a colheita começou, Filipetto já tinha vendido toda a colheita da soja na safra de verão e o armazém estava livre para receber o cereal, que vinha apresentando boa produtividade com uma média de 140 sacas por hectares, o que representa 55% a mais do que no ano passado.

Segundo ele, o trabalho também estava mais rápido, uma vez que a colheita iniciou 15 dias antes do previsto. Com isso, ele precisou buscar outros armazéns para continuar guardando os grãos sem parar a produção.

“Plantamos cedo, colhemos bem e houve esse problema ‘bom’, porque temos mais milho do que a nossa capacidade, temos mais do que vendemos. Mas chegou um momento em que tive 50% da minha colheita e não havia mais espaço. Então, liguei para alguns armazéns da cidade e nem eles não tinham mais espaço também”, disse.

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Nesta temporada, o estado deve terminar com uma produção acima de 80 milhões de toneladas de grãos de soja e milho. Contudo, a capacidade de armazenamento em Mato Grosso é menos da metade disso, segundo a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).

Para evitar deixar os grãos a céu aberto, Filipetto buscou uma saída alternativa.

“Eu tinha um pedido de produtos de uma empresa e negociei o valor em grãos. Aí fizemos uma oferta no preço do milho, eu aceitei e levei os grãos para eles, em vez de pagar em dinheiro”, explicou.

Nem todo mundo, porém, teve a mesma sorte. Com a comercialização da soja sendo vendida de forma mais lenta, os armazéns continuaram cheios em algumas fazendas.
É o caso de uma cooperativa em Sorriso, que representa mais de vinte famílias de produtores da região. A capacidade de estoque é de 120 mil toneladas de grãos. Dentro dos silos ainda tem cerca de 60 mil toneladas de soja.

Para o diretor-executivo da cooperativa, Anderson Oro, a qualidade foi prejudicada para a exportação.

“Como esse ano o produto não tem tanta qualidade para a exportação, pelo menos no médio-norte, a indústria acabou comprando e fazendo o cronograma dela com a soja armazenada”, disse.

Cerca de 90% do milho produzido é levado para as usinas de etanol da região. Os embarques serão feitos até dezembro deste ano, com objetivo de escoar a soja até agosto para guardar o milho dentro dos silos. Do G1 MT

Por:Jornal Folha do Progresso em 22/07/2022/07:01:57

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PRF apreende carga de sal e de milho sem nota fiscal durante fiscalização em Santarém

Sacos de milho e sal apreendidos — Foto: PRF

PRF apreende carga de 7,5t de sal e 10t de milho sem nota fiscal durante fiscalização em Santarém
A apreensão ocorreu, nesta quinta-feira (21), por volta das 22h no km 997 da BR-163.

A Polícia Rodoviária Federal (PRF) apreendeu, nesta quinta-feira (21), um caminhão transportando mercadorias sem notas fiscais em Santarém, oeste do Pará. A apreensão ocorreu por volta das 22h.
De acordo com a PRF, uma equipe da corporação abordou um caminhão no km 997 da BR-163. Ao verificar a carga que o veículo transportava, foram localizados 7,5 toneladas de sacos de sal e 10t de milho. Durante a fiscalização o condutor teve de apresentar a documentação do transporte da carga, mas disse que não tinha.

A carga foi averiguada pelos agentes, que verificaram que ela estava sendo transportada de forma irregular, sem o pagamento dos impostos obrigatórios e sem notas fiscais. O condutor assinou Termo Circunstancial de Ocorrência (TCO) e foi liberado.  (com informações do G1 Santarém)

Por:Jornal Folha do Progresso em 22/07/2022/06:40:12

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MPF denuncia três pessoas pelos assassinatos de Bruno e Dom

Ato pede justiça para Bruno Pereira e Dom Phillips  – (Foto:Foto: Ueslei Marcelino / Reuters)
Réus vão responder pelos crimes de duplo homicídio qualificado e ocultação de cadáver
O Ministério Público Federal (MPF) denunciou três pessoas pelo duplo homicídio qualificado e ocultação de cadáver no caso dos assassinatos do indigenista Bruno Pereira e do jornalista Dom Phillips. A denúncia apresentada nessa quinta-feira, 21, torna réus Amarildo da Costa Oliveira (o ‘Pelado’), Oseney da Costa de Oliveira (o ‘Dos Dantos’) e Jefferson da Silva Lima (o ‘Pelado da Dinha’) no processo que investiga o crime.

No documento, o MPF explica que Amarildo e Jefferson confessaram o crime – ocorrido no dia 5 de junho no Vale do Javari (AM) – enquanto Oseney teve a participação comprovada por depoimentos de testemunhas.

A denúncia traz ainda prints de conversas e cita os resultados de laudos periciais, com a análise dos corpos e objetos encontrados.

De acordo com o MPF, já havia registro de desentendimentos entre Bruno e Amarildo por pesca ilegal em território indígena. O que motivou os assassinatos foi o fato de Bruno ter pedido para Dom fotografar o barco dos acusados, o que é classificado pelo MPF como motivo fútil e pode agravar a pena.

Bruno foi morto com três tiros, sendo um deles  pelas costas, sem qualquer possibilidade de defesa, o que também qualifica o crime. Já Dom foi assassinado apenas por estar com Bruno, de modo a assegurar a impunidade pelo crime.

De acordo com o coordenador da Câmara Criminal do MPF (2CCR), o subprocurador-geral da República Carlos Frederico Santos, o MPF segue acompanhando o processo e seus desdobramentos, além de outros episódios de violência registrados na região. O local de tríplice fronteira (Brasil, Peru e Colômbia) tem sofrido com o aumento do crime organizado.

* Com informações da Secretaria de Comunicação Social do MPF
Fonte: Redação Terra

Por:Jornal Folha do Progresso em 2207/2022/06:35:47

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Motorista embriagado é detido após colidir em veículo estacionado em Santarém

Carro colidiu com outro veículo estacionado — Foto: Alcindo Lima/94 FM
Motorista embriagado é detido após colidir em veículo estacionado no bairro Santíssimo, em Santarém
O caso ocorreu na manhã desta sexta-feira (22) no bairro Santíssimo.

Um homem foi detido por dirigir com sinais de embriaguez, depois de se envolver em um acidente ao avançar preferencial e colidir em um veículo estacionado, na avenida Turiano Meira, em Santarém, oeste do Pará. O caso ocorreu na manhã desta sexta-feira (22) no bairro Santíssimo.

De acordo com a polícia, uma equipe foi acionada via Núcleo Integrado de Operações (Niop) quando o homem se envolveu em um colisão com outro carro que estava estacionado. Durante o atendimento à ocorrência, ele concordou em fazer o teste do etilômetro e o resultado do exame comprovou a embriaguez, conforme boletim de ocorrência.

Segundo a Polícia Militar (PM), o teste do bafômetro não é obrigatório, mas pode gerar multa. O homem foi detido e levado à 16ª Seccional Urbana de Santarém para procedimentos cabíveis. Do G1 Santarém

Por:Jornal Folha do Progresso em 22/07/2022/06:28:33
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Polícia Federal apreende 970 kg de cocaína no Mato Grosso

Cocaína é apreendida em Vila Bela da Santíssima Trindade (MT) — Foto: PF/MT

Ação apreende 970 kg de cocaína em Vila Bela da Santíssima Trindade (MT)
Duas pessoas foram presas; elas transportavam e enterravam a droga.
A Polícia Federal, com apoio do Exército e do Grupo Especial de Fronteira (Gefron), apreendeu, nesta quinta-feira (21), 966 quilos de cocaína em Vila Bela da Santíssima Trindade, a 521 km de Cuiabá.

Duas pessoas foram presas. Segundo a PF, elas transportavam o entorpecente em motocicletas e guardavam o local onde grande parte da droga estava enterrada.
A operação conjunta teve como objetivo reprimir crimes na fronteira com a Bolívia, em especial o tráfico de entorpecentes.
As investigações continuam para identificar outros integrantes da quadrilha e demais envolvidos. Do G1MT

Por:Jornal Folha do Progresso em 22/07/2022/06:19:42

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CNA, Aprosoja e Movimento Pró-Logística percorrem BR-163

Obra de recuperação do pavimento em trecho da BR-163(Foto:Reprodução CNA)

Durante quatro dias, grupo visitou um dos principais corredores logísticos de grãos no Mato Grosso e Pará

A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) participou, nesta semana, do estradeiro da BR-163, movimento organizado pela Aprosoja Mato Grosso e Movimento Pró-Logística que percorreu, por três dias, os corredores logísticos para o escoamento da produção de grãos na rodovia, que liga Cuiabá (MT) a Santarém (PA).

A representante da CNA na excursão foi a vice-presidente da Comissão Nacional de Infraestrutura e Logística da CNA, Luana Belusso. O estradeiro teve início na segunda (18) e terminou na quinta (21).WhatsApp-Image-2022-07-21-at-14.30.33

No primeiro dia, foram percorridos 500 km entre Cuiabá e Sinop, em Mato Grosso, onde foi realizado um simpósio em que o diretor presidente da Via Brasil BR-163, Fernando Fujisawa, apresentou o cronograma de obras e ações a serem realizadas no trecho de concessão entre Sinop a Itaituba (PA). O evento aconteceu na sede do Sindicato Rural de Sinop.

Na terça (19), a comitiva percorreu 1.097 km, até Novo Progresso (PA), onde se reuniu com autoridades e a comunidade local.

ETCs – Já na quarta (20), terceiro dia, a equipe do estradeiro chegou a Miritituba (PA), no distrito paraense de Itaituba. O porto tem quatro Estações de Transbordo de Cargas (ETCs) fixas (Cianport, Unitapajos, Hidrovias do Brasil e Cargill) e uma ETC flutuante (Bertolini), que totalizam uma capacidade de movimentação de 19 milhões de toneladas de grãos, divididas da seguinte forma: Cianport (2,5 milhões), Unitapajos (5 milhões), Hidrovias do Brasil (6 milhões), Cargill (3 milhões) e Bertolini (2,5 milhões).

 Barcaça carregada de milho na ETC da Cianport, em Miritituba (PA) (Foto:Repdodução CNA)

Barcaça carregada de milho na ETC da Cianport, em Miritituba (PA)
(Foto:Repdodução CNA)

O grupo visitou todas as ETCs. “O que difere uma ETC terrestre de uma ETC flutuante é o sistema chamado just in time, onde o caminhão e a barcaça precisam estar prontos para a carga e a descarga, respectivamente, pois não há possibilidade de armazenar”, explicou Luana Belusso.

Os produtos carregados em Miritituba possuem três principais destinos: Santana do Araguaia, Santarém e Vila do Conde, no Pará.

Das empresas que operam no terminal, a Unitapajós atua na rota Miritituba-Vila do Conde/PA, enquanto a Cargill movimenta grãos de Miritituba a Santarém. Ambas fazem o transporte somente dos seus produtos.

Já a Cianport, Hidrovias do Brasil e a Bertolini, além de transportarem seus grãos, também prestam serviço para terceiros, como LDC, Cofco e Viterra.

As barcaças da Bertolini são enviadas para Santarém e Vila do Conde, usualmente em comboios de 9 barcaças. Por sua vez, a Hidrovias do Brasil possui um terminal grande em Vila do Conde e seus comboios são compostos por 25 barcaças (62,5 mil toneladas), enquanto a Cianport opera em Santana do Araguaia, onde possui um porto com capacidade de 2,5 milhões de toneladas.

Condições locais – Segundo relatos da comitiva, estima-se a circulação de 1.800 caminhões (84,6mil toneladas) por dia na BR-163, de Sinop a Santarém. O período de escoamento ocorre durante o ano todo, sendo o pico nos períodos março/abril e julho/agosto, chegando a quase 31 milhões de toneladas de grãos, principalmente soja e milho.

No trecho de Cuiabá a Sinop, está autorizada uma nova licitação. O processo deve demorar até 2 anos, pois depende da realização de estudos pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT). Durante esse período, a concessionária Rota do Oeste (CRO) continuará explorando a rodovia. Em alguns trechos, estão sendo realizadas ações “tapa buracos”, para atender o grande fluxo de caminhões.
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Entre Sinop e Miritituba, a empresa Via Brasil também realiza a manutenção da estrada, que inclui “tapas buracos”, recuperação do pavimento, limpeza da margem da rodovia e, ainda, o início das obras das praças de pedágios.

Pelas informações apuradas pelo grupo do Estradeiro, há alguns trechos em condições ruins, sendo que o pior deles soma 43 km entre Castelo dos Sonhos e a Vila 1.000, no Pará.

Entre Miritituba e Santarém, há trechos não asfaltados (33 km). A pavimentação passará por uma relicitação, uma vez que foram constatados erros de cálculo no projeto inicial.  (A informação é do Portal da CNA)

Por:Jornal Folha do Progresso em 22/07/2022/06:04:57

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Mãe deixa bebê em boca de fumo por causa de dívidas com drogas no MT

Criança foi levada para o Conselho Tutelar –  (Foto:Pixabay)

Uma criança de dois anos foi resgatada pela Polícia Militar em um ponto de venda de drogas na cidade de Primavera do Leste, em Mato Grosso, na terça-feira (19). O menino havia sido deixado com traficantes para que a mãe saísse para conseguir dinheiro e quitar dívidas adquiridas na compra de entorpecentes.

Na ação, a PM prendeu oito pessoas e apreendeu um adolescente de 16 anos por associação para tráfico de entorpecentes, sequestro e cárcere privado e corrupção de menores.

Os policiais chegaram à casa após uma denúncia de que uma criança havia sido deixada em uma boca de fumo. Conforme o relato, a mãe da criança teria deixado o filho para se prostituir e solucionar uma dívida com drogas.

Por:Jornal Folha do Progresso em 22/07/2022/22:20:40

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Nova regra do Ibama estabelece que fiscal do órgão só pode multar se comprovar culpa de infrator

Agente do Ibama faz operação contra o desmatamento na Terra Indígena Piripkura, em Mato Grosso (Foto/ Divulgação)

Para especialistas, mudança no funcionamento da fiscalização, determinada na semana passada pela presidência do órgão, vai reduzir aplicação de multas ambientais

Um despacho publicado pelo presidente do Ibama, Eduardo Bim, na semana passada, oficializou mudanças na forma de atuação dos agentes do órgão. Agora, para que uma multa ou autuação seja aplicada, será necessária a comprovação do dolo ou culpa do infrator, o que, na opinião de especialistas, será mais um obstáculo no cumprimento das fiscalizações e combates a crimes ambientais.

No caso de uma irregularidade ambiental, um infrator está sujeito a sanções na esfera penal, administrativa ou civil. Enquanto sanções penais demandam provas mais robustas, por causa do processo criminal a ser julgado, as sanções administrativas são aplicadas de uma maneira mais automática. Pelo entendimento anterior à nova mudança, os fiscais do Ibama trabalhavam sob a tese da “responsabilidade objetiva”, ou seja, era preciso mostrar a ação, ou omissão, do acusado do dano ambiental, a partir de evidências concretas, como flagrante de corte ilegal de árvores dentro de sua propriedade. Numa analogia, funciona semelhante às multas de trânsito.

Agora, porém, além do dano ambiental materializado, a autuação na esfera administrativa só será possível se o agente conseguir provar que o acusado teve a culpa, com intenção (dolo), ou não. Especialistas ainda lembram que, dentro do processo administrativo, hoje o acusado já tem o direito a recorrer, e alegar ausência de culpa.

Ex-presidente do Ibama e atual especialista do Observatório do Clima, a advogada Suely Araújo se preocupa com as possíveis implicações das novas regras no trabalho de campo. Segundo ela, ainda falta clareza sobre como será o funcionamento da nova norma. Um dos exemplos de fiscalização que poderá ser dificultada é o de rastreamento de cadeias produtivas, em que fiscais atuam sobre denúncias de ilegalidades nos mercados de madeira, soja, gado etc.

— Nessas operações, se fiscaliza desde quem financia a quem comprou produto de origem ilegal. São diferentes elos das cadeias fiscalizados. Mas, quando passa a exigir que o agente coloque os indícios de culpa de cada envolvido no processo, pode dificultar as operações. A operação é mais eficiente quando pega a cadeia toda — diz Araújo, que também cita preocupação com as operações remotas, feitas a partir de imagens de satélite.— O pressuposto é que quem tem a posse da terra tem a responsabilidade de cuidar, por isso o proprietário era autuado diretamente. Eu entendo que deveria continuar assim. Mas vão pressupor a culpa pela omissão de cuidado? É uma incógnita.

Funcionário licenciado do Ibama, José Morelli, responsável pela multa ao então deputado Jair Bolsonaro por pesca ilegal em Angra, em 2012, critica que a nova regra “coloca na frente o que deveria vir depois”, e que isso dificultará o trabalho dos agentes.

— A simples observação do dano ambiental, por lei, me obriga a tomar uma atitude e a fiscalização se inicia com a lavratura do auto de infração. O dolo é comprovado, ou não, ao longo do processo. Justamente porque hoje, na Amazônia, por exemplo, é impossível o agente do Ibama apontar dolo ou culpa a cada situação concreta de dano ambiental. Isso afeta diretamente a atuação do fiscal no campo, causando insegurança ao agente e dando, de certa forma, recado positivo ao infrator.

Pré-candidato a deputado distrital pela Rede, Morelli foi demitido da chefia do Centro de Operações Aéreas da Diretoria de Proteção Ambiental do Ibama em 2019, no terceiro mês de gestão de Bolsonaro como presidente. Desde então, foi transferido para setor de serviços burocráticos do órgão e passou a denunciar perseguição política.

Agora, o servidor pretende entrar com uma representação no Ministério Público Federal (MPF) contra a nova regra do Ibama, e que o órgão se manifeste sobre as mudanças. “Em qualquer tipo de procedimento administrativo, é suficiente a existência de elementos indiciários para a lavratura do auto de infração. No caso ambiental, esses elementos se bastam, por exemplo, com imagens aéreas de satélite que demonstrem que houve desmatamento recente em área sob a responsabilidade de pessoa física ou jurídica”, diz trecho do parecer.

— A regra pode impactar nos monitoramentos de plataformas em alto-mar, por exemplo. Diariamente são detectados vazamentos de óleo, por satélite ou aviões — acrescenta Morelli.

Nova interpretação tem base em precedentes do STJ

A questão da “responsabilidade objetiva” nunca esteve totalmente expressa nas legislações ambientais e as interpretações para a aplicação da lei dependiam de pareceres internos do Ibama. Segundo especialistas, a ausência de uma norma mais clara deu força à nova interpretação, que se baseia na tese da “responsabilidade subjetiva”, ou seja, na necessidade de comprovação do dolo ou culpa para autuação.

A lei 9605/1998, que dispõe sobre as infrações ambientais, fala de omissão e ação e, desde a sua promulgação, existe um debate sobre qual tese deveria prevalecer, explica Fabio Ishisaki, coordenador jurídico da Política por Inteiro, projeto que acompanha atos do governo e debates climáticos e socioambientais. Em 2011, uma orientação jurídica da Procuradoria Federal Especializada (PFE) do Ibama dizia que “a imputação de responsabilidade pela prática do ilícito prescinde de dolo ou culpa, bastando que se demonstre a existência de ação ou omissão”, e esse era o entendimento em vigor até então.

No entanto, em 2020, um novo parecer da PFE trouxe interpretação contrária, que expressava “demandar a existência de dolo ou culpa do agente para caracterização de infração ambiental”. Na quinta-feira da semana passada (14), um despacho do presidente do Ibama aprovou o parecer de dois anos atrás, dando caráter “vinculante” à orientação, ou seja, fazendo com que a interpretação da “responsabilidade subjetiva” seja aplicada a todo o órgão.

— Vem de décadas a polêmica, mas nos últimos anos ganhou mais força o lado da responsabilidade subjetiva. Não dá para falar que o assunto é juridicamente pacificado, porque há precedente dos dois lados nos tribunais — explica Ishisaki.

Mas, um julgamento recente, no STJ, que deu ganho ao recurso de uma empresa que contestava uma autuação ambiental, foi usado como precedente para o recente parecer. Procurado, o Ibama afirmou que “a tese da responsabilidade subjetiva no processo administrativo sancionador segue jurisprudência do STJ, PGR e recomendação do TCU”. O órgão também negou que a nova regra irá diminuir a fiscalização e frisou que “o sensoriamento remoto continua permitido e inclusive foram ampliadas suas hipóteses”.

Para Ishisaki, o novo entendimento vai demandar mais tempo e esforço da parte dos agentes, o que, num contexto de déficit de servidores, acabará sendo um obstáculo para a fiscalização ambiental. Na sua opinião, o assunto poderia ser resolvido com normas mais objetivas, ou com uma interpretação da lei que leve em consideração os aspectos práticos do trabalho em campo.

— A discussão aqui é sobre como isso afeta a fiscalização, está colocando uma exigência ao agente que às vezes é até impossível cumprir. Acho que tem que sair um pouco do olhar puramente de precedente judicial e olhar para a prática do dia a dia, e pacificar melhor a questão de ação e omissão, como diz a lei.
Fonte:O  GLOBO

Por:Jornal Folha do Progresso em 22/07/2022/22:14:31

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Ossada humana é encontrada em matagal de fazenda próximo ao aeroporto de Novo Progresso

Ao lado da ossada foi encontrado um rosário, o que levantou a suspeita que os restos mortais podem ser de um homem. (Fotos Via WhatsApp)

Uma ossada humana foi encontrada na tarde desta sexta-feira,22 de julho de 2022,  em uma área de reserva de uma fazenda próximo ao aeroporto, distante 10 km da cidade de Novo Progresso.

Conforme a polícia, a ossada foi encontrada por dois trabalhadores da fazenda que passavam pelo local e sentiram um cheiro forte.   O local onde foi encontrado tem uma estrada no matagal que dá acesso ao rio jamanxim por dentro da propriedade particular.

Ao lado da ossada foram encontradas um rosário com um crucifixo, o que levantou a suspeita que os restos mortais são de um homem.

Ao lado da ossada foram encontradas um crucifixo, o que levantou a suspeita que os restos mortais são de um homem. (Foto: Reprodução tv progresso)
Ao lado da ossada foram encontradas um rosário com crucifixo, o que levantou a suspeita que os restos mortais são de um homem. (Foto: Reprodução Facebook tv progresso)

Os restos mortais foram recolhidos pela funerária Santa Clara após a presença de investigadores da polícia Civil e será encaminhada para a cidade de Itaituba, onde o Instituto de Medicina Legal (IML) fará perícia.

A polícia pede para que as pessoas ajudem a identificar, caso alguém teve falta de um amigo e/ou parente com este crucifixo procure a funerária Santa Clara através do telefone  que ajudaram nas informações sobre a ossada encontrada.  Sem mais informações!

Por:Jornal Folha do Progresso em 22/07/2022/21:37:59

Funerária recolheu a ossada.
Funerária recolheu a ossada.

Ossada foi encontrada em área de mata da fazenda em Novo Progresso.
Ossada foi encontrada em área de mata da fazenda em Novo Progresso.

Por:Jornal Folha do Progresso em 22/07/2022/21:37:59

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Juiz não vê trabalho análogo à escravidão de adolescente que recebia R$ 100 por mês em fazenda de Itaituba

Fazenda /Foto: Crédito: Marcello Casal Jr/ Agência Brasil –Jovem trabalhou por quase uma década, desde os 12 anos, em uma fazenda no Pará, onde morava num casebre de lona

Há cerca de um ano, Paulo* foi dispensado da fazenda onde trabalhava, na região do Rio Tapajós, no Pará, aos 22 anos. Ele trabalhava no local há quase dez anos, sem nunca ter tido a carteira de trabalho assinada, e morava em um casebre de lona na propriedade. A jornada começava por volta de 6h e só terminava às 19h. Pelo trabalho, recebia entre R$ 50 e R$ 100 por mês. Devido a essas condições, procurou a Justiça sustentando que foi vítima de trabalho análogo à escravidão.

No processo, o homem sustenta que vivia uma situação de exploração e humilhação, com trabalho por longas jornadas e sem pausa para descanso, além da precária moradia oferecida pelo fazendeiro, o que caracterizaria trabalho análogo ao de escravo. O juiz Deodoro José de Carvalho Tavares, da Vara do Trabalho de Itaituba (PA), não concordou.

O magistrado reconheceu que havia vínculo empregatício por um período de quase dez anos – e por isso ordenou o pagamento de todos os direito trabalhistas, como salários, décimo terceiro e férias, aos quais o jovem nunca havia tido acesso. Porém, Tavares entendeu que a situação não seria suficiente para ser considerado trabalho análogo à escravidão, e não geraria expropriação de terras, conforme o artigo 243 da Constituição Federal.

“Não se vê a ocorrência de trabalho análogo à escravidão, uma vez que ele trabalhava somente de segunda a sexta-feira, conforme declinado na petição inicial, e portanto, tinha sábado e domingo de descanso e lazer. Não restou caracterizado o trabalho forçado e jornada extenuante”, afirmou.

Em depoimentos de testemunhas, há relatos de vizinhos que viam o trabalhador cumprindo tarefas na fazenda, como lida com o gado e a roça, também aos finais de semana e feriados. Para Tavares, os obstáculos de acesso a direitos tornariam o trabalho degradante, mas não o aproximaria de escravidão.

“As violações de direitos trabalhistas, por si só, não configuram trabalho escravo, vez que não afetou a capacidade do trabalhador de realizar escolhas segundo sua livre determinação”, continuou.

O juiz também não admitiu haver danos morais pela falta de anotação na carteira e negativa de direitos trabalhistas. Paulo* pedia indenização de R$ 55 mil pela situação que se prolongou por uma década.

“Para a configuração do dano moral, é necessário que o ato praticado pelo empregador repercuta na imagem do trabalhador, de modo a lesar-lhe a honra atentar contra a sua dignidade. A ausência de anotação de CTPS gera outras penalidades previstas em lei, mas não gerando, por si só, lesão a ensejar a ocorrência indenização por danos morais”.

O artigo 149 do Código Penal prevê pena de reclusão, de dois a oito anos, e multa, além da pena correspondente à violência, a quem reduzir alguém a condição análoga à de escravo, quer submetendo-o a trabalhos forçados ou a jornada exaustiva, quer sujeitando-o a condições degradantes de trabalho, quer restringindo, por qualquer meio, sua locomoção em razão de dívida contraída com o empregador ou preposto.

Além disso, o Estatuto da Criança e do Adolescente proíbe qualquer trabalho a menores de quatorze anos de idade, exceto na condição de aprendiz; os adolescentes além dessa idade também têm proteções especiais, para permitir que o trabalho não impeça que eles frequentem a escola.

O trabalhador que moveu o processo por trabalho análogo à escravidão descreve que a fazenda tem dois lotes de 100 hectares cada um; e que, na época, havia mais de 300 cabeças de gado. Ainda assim, o fazendeiro pediu acesso à Justiça gratuita, sustentando não ter como pagar os custos do recurso. O pedido foi negado na semana passada.

O processo tramita no Tribunal Regional do Trabalho da 8ª Região (TRT8) sob o número 0000592-17.2021.5.08.0113. Ainda cabe recurso.

Fonte:jota.info Por:LETÍCIA PAIVA – Repórter em São Paulo

Por:Jornal Folha do Progresso em 22/07/2022/18:24:31

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