Cooperativa é multada em R$ 2,7 milhões por desmatamento e atividade ilegal no Pará

Tratores foram apreendidos durante operação. — Foto: Reprodução / MJSP

Caso ocorreu em São Féliz do Xingu, no sudoeste paraense. Mineradora São Francisco de Assis, como proprietária e responsável pela área, também foi autuada pelo desmatamento em R$ 730 mil.

Fiscais apreenderam todo o maquinário encontrado.
A Cooperativa Brasileira de Mineradores e Extrativistas (Coobramex) foi multada em R$ 2 milhões pela extração mineral não licenciada e em R$ 730 mil por desmatar 145 hectares, ilegalmente, na cidade de São Félix do Xingu, no sudoeste do Pará. A ação foi divulgada nesta sexta-feira (2) pelo Ministério da Justiça e da Segurança Pública (MJSP).

Além disso, como proprietária e responsável pela área, a Mineradora São Francisco de Assis também foi autuada pelo desmatamento em R$ 730 mil.

As autuações ocorreram durante fiscalização do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e da Polícia Federal (PF), pela operação ‘Guardiões do Bioma’, na última quarta (30), na área de garimpo da Coobramex.

Os fiscais do Ibama e policiais federais encontraram no local uma grande estrutura com 12 motores estacionários, que servem para movimentar máquinas e materiais pesados ou em grande quantidade; e nove retroescavadeiras, entre outros equipamentos, em plena atividade. Todos foram apreendidos.

As retroescavadeiras foram retiradas da área de garimpo e colocadas em depósitos das prefeituras de São Félix do Xingu, Ourilândia do Norte e Conceição do Araguaia. As atividades de extração mineral e uma pista de pouso não autorizada foram embargadas, segundo informações do MJSP.

Guardiões do Bioma

Desde 2021, o Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) coordena a Operação Guardiões do Bioma, que conta com a participação de órgãos federais e estaduais.

A operação começou com o eixo de combate às queimadas e incêndios florestais e, em 2022, se estendeu ao combate do desmatamento ilegal e ilícitos ambientais em terras indígenas.

Já foram desenvolvidas ações em 43 municípios e 2.213 ocorrencias verificadas, sendo 2.025 de desmatamento ilegal, 107 de transporte de produtos florestais e 80 de garimpo ilegal

De março a julho de 2022, a operação causou prejuízo de R$ 481,2 milhões aos criminosos ambientais como resultado de bens apreendidos e 863 mil multas aplicadas em áreas mapeadas.

Nesse período também houve a fiscalização de mais de 80 serrarias; apreensão de 13,8 mil m³ de madeira; prisão de mais de 350 pessoas, entre outras ações. O trabalho também teve como resultado, a redução de 21,42% em área agregada de desmatamento em dez municípios.

Por:Jornal Folha do Progresso em 03/12/2022/07:05:53 com informações do G1PA

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PRF apreende carga de Ipê transportada ilegalmente na BR 230 em Altamira

Madeira apreendida estava sem documentação. — Foto: Ascom PRF PA

Mais de 32m³ de madeira de Ipê são apreendidos em Altamira, no sudoeste do Pará
Apreensão ocorreu no km 612 da BR-230.

Durante fiscalizações, 32,9 m³ de madeira da espécie Ipê foram apreendidos no km 612 da BR-230, em Altamira, no sudoeste do Pará. A ação foi feita pela Polícia Rodoviária Federal (PRF) nesta sexta-feira (2).

Segundo a corporação, uma abordagem foi feira a um caminhão-trator com semirreboque, que transportava a carga. Ao ser questionado sobre os documentos da mercadoria, o motorista alegou não possuir nenhum documento.

O condutor disse ainda que os 32,9 m³ de madeira foram carregados em Uruará e em Altamira, ambas cidades na região sudoeste do estado, e teriam como destino Belém.

A madeira da espécie Handroanthus spp. tem alto valor comercial e, devido a isso, tornou-se alvo de operações ilegais na floresta amazônica, conforme relatou a PRF.

Além disso, após a abordagem, o condutor foi enquadrado no crime de transporte ilegal de madeira.

Por:Jornal Folha do Progresso em 03/12/2022/07:05:53 com informações do G1PA

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Justiça manda prender seis PM’s suspeitos de chefiarem esquema de tráfico de drogas, no AM

Segundo as investigações, os agentes participavam de esquema de cobertura ao tráfico, além de extorsão a traficantes e garimpeiros.

Seis policiais militares do Amazonas foram presos em Tefé, a 523 quilômetros de Manaus, suspeitos de coordenarem uma rede de tráfico de drogas no interior do estado. Os mandados de prisão ocorreram na terça-feira (30), mas só foram divulgados pelo Tribunal de Justiça do Amazonas (Tjam) nesta sexta (2).

Segundo as autoridades, as investigações em torno do caso iniciaram no dia 23 de novembro, quando foram encontradas duas malas com drogas, em uma lancha. O material estava com uma mulher de 42 anos e de um adolescente de 16 anos.

Em depoimento à Polícia Civil, a mulher teria revelado que havia sido contratada por policiais militares no Município de Japurá para efetuar o transporte das drogas até Tefé. Além disso, os agentes teriam garantido que não haveria problema, já que o material também seria recebido por outros policiais militares.

Ainda de acordo com o depoimento da suspeita, cerca de uma semana antes da sua prisão, os mesmos policiais teriam apreendido 500 quilos de drogas em Japurá. Ela também declarou que o tráfico de entorpecentes na região seria chefiado por um policial militar.

Durante as investigações, a Justiça identificou o envolvimento de seis policiais militares no esquema de cobertura ao tráfico, extorsão de traficantes e garimpeiros de Japurá, com apreensão de drogas e apropriação do material. Os indícios apontam que esses agentes cobravam, em média, de R$ 300 mil para permitir a passagem de aviões fretados sem fiscalização.

Além da prisão dos seis agentes, cujos mandados foram expedidos pela 1.ª Vara da Comarca de Tefé, foram apreendidos celulares, computadores e outras fontes de armazenamento. O caso segue em investigação.

Por:Jornal Folha do Progresso em 03/12/2022/07:05:53 com informações do G1AM

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PRF apreende 20 mil maços de cigarro escondidos em panetones na BR 163 no MT

Caminhão estava carregado com cigarro, cigarro eletrônico, placas de celulares e baterias. — Foto: Polícia Rodoviária Federal (PRF)

Produtos estavam escondidos em panetones, segundo a PRF

Além do cigarro, o motorista transportava caixas de cigarro eletrônico, placas de celulares e baterias.

A Polícia Rodoviária Federal (PRF) apreendeu, na madrugada dessa sexta-feira (2), 20 mil maços de cigarro que estavam escondidos em chocolates e panetones. A abordagem ocorreu no km 55 da BR-163, em Itiquira, a 359 km de Cuiabá

Além disso, o motorista carregava nove caixas com cigarros eletrônicos, placas de celulares e baterias.

A abordagem ocorreu após uma denúncia anônima à polícia. De acordo com a PRF, o motorista relatou que estava indo para Campo Grande em Mato Grosso do Sul e que o cigarro entregaria em Rondonópolis, a 218 km da capital. Outra parte dos eletrônicos seriam entregues em Cuiabá

Os produtos foram encaminhados à Polícia Federal e, posteriormente, serão levados para a Receita Federal.
Por:Jornal Folha do Progresso em 03/12/2022/07:05:53 com informações do G1MT

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PF deflagra operação de combate ao tráfico estadual de drogas em Itaituba

(Foto: Reprodução) -PF cumpre mandado de busca e apreensão em Itaituba durante Operação que investiga tráfico interestadual de drogas
Foram cumpridos dois mandados de busca e apreensão na cidade. Além de Itaituba-PA, a operação ocorreu também nos estados do Amazonas, Rondônia, São Paulo e Bahia.

A Polícia Federal realizou nesta sexta-feira (02) operação em Itaituba, sudoeste do Pará, onde foram cumpridos dois mandados de busca e apreensão no combate ao tráfico de drogas.

Além do Pará, a operação ocorreu em mais quatro estados,nas seguintes cidades: Porto Velho (RO), Manaus (AM), Guarulhos (SP), São Paulo e Salvador (BA).

De acordo com as investigações, a PF descobriu que os suspeitos transportavam a droga de Porto Velho com a intenção de chegar na Bahia. No trajeto, eles utilizavam uma suposta empresa de transporte sediada em São Paulo, com uma filial na capital de Rondônia. A organização criminosa escondia drogas em carregamentos de sapatos que saiam pela zona portuária de Porto Velho, em Rondônia e seguia para os estados da região norte, nordeste e sudeste do país.

O esquema começou a ser investigado após a apreensão de grandes cargas de cocaína em São Paulo e Porto Velho, que somam mais de uma tonelada. Nas ocasiões, os suspeitos foram presos em flagrante.

Ao todo, foram cumpridos 33 mandados de busca e apreensão e 19 mandados de prisão preventiva. Mais de 120 policiais participaram da operação Náufrago nos cinco estados.

Os indiciados nessa operação vão responder pelos crimes de tráfico interestadual de drogas, associação para o tráfico e lavagem de dinheiro.

Fonte: G1 Pará, G1 Rondônia
Por:Jornal Folha do Progresso em 03/12/2022/07:05:53

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Aeronave agrícola que decolou de Novo Progresso cai no Amazonas

Fontes da imprensa de Apuí, afirma que a aeronave vinha de Novo Progresso/PA,  a causa do acidente foi pane seca. (Foto: Reprodução Facebook)

Aeronave agrícola caiu próximo da sede municipal em Apuí era comandada pelo piloto Teixeira, teve habilidade no pouso.

A aeronave caiu no início da tarde desta sexta-feira, 2 de dezembro de 2022,cerca de 50 quilômetros de Apuí sentido Humaitá à esquerda da rodovia Transamazônica,  após a madeireira desativada. Não tem registro de feridos e o piloto identificado como Teixeira , segundo informações preliminares, passa bem.

A informação foi postada nas redes através da imprensa de Apuí(AM)

Reprodução WhatsApp
Reprodução WhatsApp

Por:Jornal Folha do Progresso em 02/12/2022/07:05:53

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Ministério lança Guia Brasileiro de Moradia Primeiro nesta segunda-feira (5)

Ministério lança Guia Brasileiro de Moradia Primeiro nesta segunda-feira (5) -(Foto:Reprodução Internet)

Iniciativa, coordenada pela Secretaria Nacional de Proteção Global (SNPG/MMFDH), é uma parceria com a Faculdade Latino-Americana de Ciências Sociais.

O Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos (MMFDH), apresenta, nesta segunda-feira (5), o Guia Brasileiro de Moradia Primeiro (Housing First), uma metodologia de atendimento à população em situação de rua com acesso imediato à moradia segura. A publicação norteia a estruturação de projetos de moradia primeiro, além de trazer o conceito básico de população em situação de rua, estratégias de cuidado com este público, entre outras ações. Ainda durante o evento, será apresentado o documentário “Moradia Primeiro: um novo conceito de garantia de direitos”.

A iniciativa, coordenada pela Secretaria Nacional de Proteção Global (SNPG/MMFDH), é uma parceria com a Faculdade Latino-Americana de Ciências Sociais (Flacso), por meio do Instituto Nacional de Direitos Humanos da População de Rua (INRua).

Serviço
Lançamento do Guia Brasileiro de Moradia Primeiro (Housing First) e do documentário “Moradia Primeiro: um novo conceito de garantia de direitos”
Data: 5 de dezembro (segunda-feira)
Horário: 10h
Local: Auditório do MMFDH – Bloco A (térreo) – Esplanada dos Ministérios
Acompanhe a transmissão pelo YouTube do MMFDH.

Fone:ASCOM MMFDH

Por:Jornal Folha do Progresso em 02/12/2022/11:36:39
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Pirarucu protege terras indígenas no Amazonas

Povo Paumari adota o manejo sustentável da espécie como estratégia para fortalecer a vigilância, gerar renda e segurança alimentar nos territórios – (Foto-Adriano Gambarini)

“As crianças não conheciam mais o pirarucu”, lembra Maria do Rosário Paumari, referindo-se a um passado não tão distante, no qual as três terras indígenas de seu povo, no rio Tapauá, sul do Amazonas, eram constantemente invadidas por barcos pesqueiros de grande porte, que estavam tornando escassas o pirarucu e outras espécies de peixes e quelônios. Essa realidade começou a mudar quando os indígenas iniciaram o manejo sustentável e comunitário de pirarucu. Em dez anos de pesca sustentável da espécie, comemorados em 2022, as comunidades geraram uma receita bruta de quase 1,5 milhão de reais com a atividade, que recuperou a população de pirarucu, fortaleceu a vigilância dos territórios, garante a segurança alimentar e ajuda a conservar milhares de hectares de floresta.

Foto-Adriano Gambarini
Foto-Adriano Gambarini

Da escassez à abundância

Maior peixe de escamas de água doce do mundo, o pirarucu pode chegar a duzentos quilos, e três metros de comprimento. Sua carne é muito apreciada nos estados do norte do Brasil, e, por isso, a espécie já esteve próxima da extinção. Em 1996, o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) proibiu a pesca do pirarucu no Amazonas, permitindo a captura do peixe apenas no âmbito de iniciativas de manejo sustentável de pirarucu.

Hoje, essas iniciativas são responsáveis pela recuperação do pirarucu, e de outras espécies de peixes, em áreas protegidas do estado. Os Paumari foram um dos percursores a implementar o manejo sustentável de pirarucu em terras indígenas. Desde 2009, eles intensificaram a vigilância dos lagos, e passaram a monitorar os estoques de pirarucu anualmente.

Foram necessários cinco anos de restrição da pesca no território para que a população de pirarucu começasse a se recuperar. Só após esse período, em 2013, foi realizada a primeira pesca sustentável. Todo ano, o Ibama permite que as comunidades que desenvolvem o manejo sustentável pesquem uma cota de até 30% dos pirarucus adultos contados. Podem ser capturados e comercializados apenas indivíduos acima de 1,5 metros – o tamanho indica que o peixe já está na fase adulta e que já foi capaz de se reproduzir. A pesca dos chamados bodegos, ou pirarucus juvenis, é proibida, porque neste estágio os peixes ainda não estão maduros para a reprodução. Com a proteção dos lagos e a regulação da pesca, os Paumari aumentaram em mais de 600% a população de pirarucu em seu território desde a primeira contagem, em 2009. “Ontem vimos pirarucus boiando no rio Tapauá, o que não acontecia há muito tempo. Isso significa que os lagos estão cheios, porque os peixes estão saindo dos lagos para o leito do rio” celebrou Sara Paumari, liderança pioneira do manejo.

Foto-Adriano Gambarini
Foto-Adriano Gambarini

Vigilância fortalecida

Um dos primeiros passos para a implementação de uma iniciativa de manejo sustentável é o fortalecimento da organização coletiva das comunidades para cuidarem da biodiversidade de seus territórios, seja pela vigilância, que evita invasores e atividades predatórias, seja pela construção de acordos coletivos para o uso sustentável dos recursos. “A pesca predatória estava causando escassez de peixes, que são fundamentais para a subsistência e para a cultura paumari. Apresentamos uma alternativa que permitiria garantir a qualidade de vida das futuras gerações, e o povo trabalhou junto na abertura desse novo caminho. Hoje, o manejo ajuda a conservar a biodiversidade nas terras indígenas, e é uma fonte de renda sustentável”, afirma Gustavo Silveira, coordenador técnico da Operação Amazônia Nativa – OPAN, que, por meio do projeto Raízes do Purus, patrocinado pela Petrobras, apoia os Paumari desde 2013.

Atualmente, os Paumari têm sete bases flutuantes posicionadas em pontos estratégicos dos territórios, onde costuma haver invasões. “Quando os rios começam a secar, posicionamos as bases e vigiamos as entradas de lagos e igarapés vinte e quatro horas por dia. Fora esse período mais intenso de vigilância, fazemos quatro rondas por todo os pontos vulneráveis das terras indígenas em diferentes épocas do ano”, explica Francisco Paumari, coordenador do manejo sustentável de pirarucu do povo. O sistema de vigilância tem surtido efeito na inibição das invasões, mas este continua sendo um problema enfrentado cotidianamente pelas comunidades.

“Eles ficam de olho na nossa rotina, e quando vamos para reuniões, aproveitam para invadir para pegar quelônios e pirarucus. Por isso, mesmo durante a pesca, as equipes precisam estar de plantão”, comenta Margarida Paumari, do conselho de lideranças da Associação Indígena do Povo da Água (AIPA), que representa as comunidades das três terras indígenas no rio Tapauá, e é fruto da organização coletiva promovida pelo manejo. Nesse contexto, apontam os Paumari, é fundamental contar com o apoio dos órgãos responsáveis pela fiscalização de áreas protegidas, que podem efetivamente expulsar os invasores. “A gente pede para os invasores saírem, explicamos que não podem pescar no nosso território. Mas alguns ignoram, e ficam contrariados. É importante que a gente tenha o apoio das autoridades”, relata Maria do Rosário.

Trabalho árduo

Quando se trata de manejo sustentável de pirarucu, não é apenas o peixe, conhecido como gigante amazônico, que impressiona. Durante a pesca, que dura em média três semanas, as comunidades se dividem em equipes que trabalham vinte e quatro hora por dia pescando, transportando e tratando o peixe, além de outras tarefas, como preparo das refeições e lavagem dos uniformes. São necessárias 46 toneladas de gelo para refrigerar o pirarucu entre a pesca e a sua chegada na cidade de Manacapuru, onde fica o frigorífico que processa e embala o pescado. Esse percurso é feito de barco, e leva, em média, quatro dias.

Em 2012, foram contados 448 pirarucus adultos, e a cota autorizada pelo Ibama foi de 50 indivíduos, totalizando três toneladas de peixe. Em 2021, foram contados 2995 pirarucus adultos, resultando em uma cota de 650 indivíduos, e mais de 36 toneladas de proteína animal de alta qualidade comercializadas por meio da AIPA para a Associação dos Produtores Rurais de Carauari (ASPROC), que coordena um arranjo comercial justo e coletivo de pirarucu de manejo sustentável que reúne associações de base comunitárias indígenas e ribeirinhas que realizam o manejo em seus territórios. O grupo criou uma marca coletiva chamada Gosto da Amazônia, para vender o pirarucu em São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Brasília e Recife.

Foto-Adriano Gambarini
Foto-Adriano Gambarini

Coletivamente, os Paumari decidiram que 30% da renda gerada pela comercialização do peixe seria destinada ao caixa da AIPA. Este recurso é investido na vigilância do território, e em melhorias na estrutura usada na pesca, além de compor um fundo de capital de giro para as pescas futuras. Os 70% restantes, são divididos entre as pessoas que participam do manejo, por meio de um sistema de pontos, que são acumulados pelas horas de trabalho.

Com o apoio do Raízes do Purus, e de outros projetos realizados pela OPAN, os Paumari vem se capacitando progressiva e continuamente para a gestão de sua associação e para os processos relacionados ao manejo e à pesca, e conseguiram importantes avanços na estrutura de que dispõem para essas atividades, em especial a aquisição de flutuantes destinados à vigilância e ao pré-beneficiamento do pirarucu. Este último tem mesas de inox, um guincho para suspender e mover o peixe, e mangueiras com água tratada, usada na limpeza do pirarucu.

Entre os Paumari, o orgulho é o sentimento que prevalece quando o assunto é manejo sustentável de pirarucu. “A gente fica muito alegre com a fartura não só de pirarucu, mas de outros peixes e caças, no nosso território e com a qualidade da estrutura que conquistamos para o manejo. É uma responsabilidade dos jovens continuarem nosso trabalho, porque estamos garantindo a qualidade de vida das atuais e das futuras gerações”, ressalta Nilzo Paumari.

Fonte:Jéssica Amaral – DePropósito Comunicação de Causas e-mail jessicaamaral@depropositocomunica.com

Publicado Por:Jornal Folha do Progresso em 01/12/2022/07:05:53

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Casas da Mulher Brasileira têm investimento de R$ 103 milhões do Governo Federal e execução orçamentária recorde de 98,6%

Casa da Mulher Brasileira em São Paulo, uma das sete unidades que já oferecem atendimento às mulheres vítimas de violência (Foto: Flickr Governo do Estado de S.Paulo)

 Além disso, com a implementação de novas tipologias a partir de 2019, mais unidades das Casas vão oferecer atendimento humanizado às mulheres em situação de violência

OGoverno Federal destinou cerca de R$ 103 milhões para as Casas da Mulher Brasileira (CMBs) nesta gestão. Voltadas ao atendimento humanizado, sete unidades em funcionamento atenderam mais de 1,1 milhão de mulheres em situação de violência, no período de 2019 a 2022. Além disso, outras nove CMBs já estão em obras, mais 23 tiveram contratos assinados e repasses foram feitos para ampliar o número de unidades pelo país.

Confira o número de atendimentos por unidade federativa

Estão em funcionamento as CMBs nos municípios de Campo Grande (MS), Curitiba (PR), São Paulo (SP), Fortaleza (CE), São Luís (MA), Brasília (DF) e Boa Vista (RR). A iniciativa é da Secretaria Nacional de Políticas para as Mulheres (SNPM), do Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos (MMFDH), em parceria com órgãos públicos locais.

Saiba os endereços das sete CMBs em funcionamento

Sobre as unidades com obras em andamento, os serviços serão oferecidos a moradoras de Macapá (AP), Cariacica (ES), Salvador (BA), Ananindeua (PA), Teresina (PI), Mossoró (RN), Cidade Ocidental (GO), Jataí (GO) e Japeri (RJ). Para ampliar o alcance dos serviços, neste ano, mais dois contratos de repasse foram assinados para construir mais uma unidade no Paraná (PR) e outra no Acre (AC).

Titular do MMFDH, a ministra Cristiane Britto celebra os avanços. “O nosso objetivo é oferecer melhores condições de vida e possibilitar que essas mulheres saiam do ciclo da violência. Nas Casas da Mulher Brasileira o atendimento é completo e humanizado, com os serviços públicos reunidos em um só lugar. A mulher atendida, que muitas vezes não tem o dinheiro para pagar condução, não precisa pegar vários transportes para ser acolhida”, afirma.

Nas unidades a mulher encontra Delegacia especializada, Juizado, Ministério Público, Defensoria Pública, acolhimento e triagem, apoio psicossocial, promoção da autonomia econômica, brinquedoteca, alojamento de passagem e central de transportes.

Execução orçamentária

A execução orçamentária de 2014 a 2018 foi de 58,1%, e de 2016 a 2018, menos de 15,4%. Nesta gestão, de 2019 a 2022, chegou a 98,6%. Sobre o orçamento para as CMBs, o empenho foi de R$ 16,3 milhões para três unidades no ano 2019. Em 2020, foram R$ 61,7 milhões para implementação de 19 Casas. Em 2021, oito locais receberam recursos, no total empenhado de R$ 18 milhões. Já neste ano, foram R$ 7,1 milhões para duas unidades.

Reformulação

A construção de CMBs estava prevista apenas nas capitais, mas a ação foi remodelada e ampliada em 2019, criando a possibilidade de implementação desses equipamentos em municípios de médio e pequeno porte, com diferentes configurações. Atualmente o projeto conta com quatro modelos, que estão em fase de implementação por meio de 32 instrumentos de repasse em execução.

No que se refere às tipologias, a CMB tipo I possui área construída de 3.700 m², onde são oferecidos todos os serviços disponíveis para capitais e cidades com população acima de um milhão de habitantes. Já a tipo II tem área de 1.500 m² para atender cidades acima de 500 mil até um milhão de habitantes, com todos os serviços disponíveis, em escala menor.

Quanto à CMB tipo III, são 370 m² de área construída, onde são oferecidos alguns serviços para atender municípios acima de 100 mil até 500 mil habitantes. No que se refere ao tipo IV, a unidade possui 160 m², com alguns serviços disponíveis para cidades com população acima de 50 mil até 100 mil pessoas.

Para estados e municípios interessados em aderir à iniciativa, também existe a possibilidade de adaptar edifícios já existentes por meio de reforma, com o intuito de implantar uma Casa da Mulher Brasileira por meio de parcerias.

Acesse mais informações sobre as CMBs

Inovação

Uma inovação relacionada à Casa da Mulher Brasileira foi a criação e a disponibilização gratuita de uma plataforma on-line para registro dos atendimentos, entregue em agosto de 2022. O sistema desenvolvido pela equipe do MMFDH está à disposição das Casas e de outros equipamentos da rede de atendimento especializado. Antes de 2019 não havia o monitoramento do número de atendimentos.

Denuncie

Além dos espaços físicos, denúncias de violações podem ser feitas pelo Ligue 180, a Central de Atendimento à Mulher. Sob a gestão do Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos (MMFDH), o canal recebe denúncias de violência, como a familiar ou política, além de compartilhar informações sobre a rede de atendimento e acolhimento à mulher e orientar sobre direitos e legislação vigente.

O Ligue 180 pode ser acionado por meio de ligação gratuita, site da Ouvidoria Nacional de Direitos Humanos (ONDH)aplicativo Direitos Humanos, Telegram (digitar na busca “Direitoshumanosbrasil”) e WhatsApp (61-99656-5008). O atendimento está disponível 24h por dia, incluindo sábados, domingos e feriados.

Por:Jornal Folha do Progresso em 02/12/2022/07:05:53

Envie vídeos, fotos e sugestões de pauta para a redação do JFP (JORNAL FOLHA DO PROGRESSO) Telefones: WhatsApp (93) 98404 6835- (93) 98117 7649.
“Informação publicada é informação pública. Porém, para chegar até você, um grupo de pessoas trabalhou para isso. Seja ético. Copiou? Informe a fonte.”
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Família de Coxim (MS) procura por filho que desapareceu em Novo Progresso, no Pará

Douglas Félix Santos Silva, de 36 anos, que desapareceu em Novo Progresso, tem passagem pela polícia-  (Foto: Arquivo Familiar) –

Família procura por coxinense  de Coxim (MS) que desapareceu em Novo Progresso, no Pará

Uma família de Coxim(MS) procura por Douglas Félix Santos Silva, de 36 anos, que desapareceu em Novo Progresso, no estado do Pará. Ele não dá notícias para a família desde o início da pandemia de Coronavírus (Covid-19), em fevereiro de 2020.

A mãe, Eliete Félix dos Santos, que atualmente mora em Alcinópolis, não sabe o que aconteceu com o filho, que morava no Pará há 13 anos. Entretanto, antes da pandemia, ele mantinha contato com a família. De origem simples, os pais não tem recursos financeiros para ir ao Pará em busca de informações.
Uma família de Coxim procura por Douglas Félix Santos Silva, de 36 anos, que desapareceu em Novo Progresso, no estado do Pará. Ele não dá notícias para a família desde o início da pandemia de Coronavírus (Covid-19), em fevereiro de 2020.

A mãe, Eliete Félix dos Santos, que atualmente mora em Alcinópolis, não sabe o que aconteceu com o filho, que morava no Pará há 13 anos. Entretanto, antes da pandemia, ele mantinha contato com a família. De origem simples, os pais não tem recursos financeiros para ir ao Pará em busca de informações.

Por aqui, tentam se conformar com a ausência, mas, de vez em quando, a dor aperta e dona Eliete chora sem saber ao menos se o filho está vivo ou morto. “Hoje é um desses dias, que estou agoniada, sofrendo muito, pensando nele que é meu filho”, disse a mãe, chorando.

A história chegou até a reportagem do Edição MS por meio de uma prima, que pediu ajuda para tentar localizar Douglas. Segundo informações da família, quando saiu de Coxim ele tinha problemas de saúde, em decorrência do uso de drogas e álcool.

Os documentos de Douglas foram encontrados com uma idosa, num bar do Pará, depois que ele deixou de fazer contato com a família. Nossa reportagem ainda não conseguiu falar com a polícia de Novo Progresso, por conta da falta de sinal da Vivo em Coxim, porém, vai continuar tentando durante o dia.

Douglas é réu de um processo por furto, em Nova Progresso (PA), com data de 2019. Entretanto, pelo resumo do processo disponibilizado pelo TJPA (Tribunal de Justiça do Pará), não é possível saber detalhes.

Fonte: Ediçao MS
Por:Jornal Folha do Progresso em 01/12/2022/07:05:53

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