Hotéis em Alter do Chão estão lotados para feriado

Alter do Chão fascina pelas belezas naturais da região

Em Santarém, no Oeste do Pará, a vila de Alter do Chão vive o momento de preparação para o Carnaval, que deve aumentar a movimentação a partir de hoje. Com isso, os hotéis ficarão lotados nos dias de folia.

O hotel onde trabalha a recepcionista Márcia Melo tem uma vista privilegiada para ilha de Alter do Chão, e quem pretende passar o Carnaval na vila uma das ofertas é o pacote com preço especial. “Sai a R$ 1.500 o pacote para o casal e o triplo sai a R$ 1.850 e assim vai, conforme a quantidade de pessoas, isso é para ficar de 13 a 18 de fevereiro, mas para esses dias o hotel está lotado”, contou.

O Carnalter inicia amanhã, na Praça do Sairé, com a festa dos visitantes, às 21h, com banda musical e desfile de blocos. No domingo e segunda-feira, a partir das 17h, a apresentação será com bandas, trios elétricos e blocos. Na terça-feira, a partir das 17h haverá apresentação de bandas e desfiles dos blocos.

(Diário do Pará)

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Jovem é preso por tentativa de homicídio na orla de Santarém

Vítima foi esfaqueada após bater com uma corrente na costa do suspeito

Um jovem de 26 anos foi preso suspeito de tentar matar um homem na orla, próximo a Praça do Pescador, em Santarém, oeste do Pará, na quinta-feira (12). Segundo a polícia, a vítima estava ingerindo bebida alcóolica e bateu com uma corrente na costa do suspeito, que revidou com uma facada.

A vítima foi esfaqueada no peito esquerdo e levada para o Pronto Socorro Municipal, onde está internada em observação.

O suspeito foi apresentado na delegacia de Polícia Civil e autuado em flagrante pela tentativa de homicídio. Ele deve ser encaminhado para a Penitenciária Agrícola de Cucurunã ainda nesta sexta-feira (13).

De acordo com a polícia, os dois trabalham lavando carros na orla.
Por: G1 Santarém

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Aprendizado no Pará é um dos piores do Brasil

Os alunos do 5º e 9º anos do Ensino Fundamental das escolas públicas paraenses são, juntamente com os estudantes maranhenses, os que menos absorvem aprendizado no Brasil. Um levantamento divulgado ontem, 12, pelo movimento Todos Pela Educação (TPE), com base no desempenho dos alunos, mostra que as escolas do Pará e do Maranhão não conseguem chegar a 20% de cumprimento das metas da educação.

Os alunos não dominam a leitura e a compreensão de textos e não conseguem aprender a matemática básica ensinada nas escolas. O levantamento foi feito a partir da comparação de notas do exame nacional Prova Brasil, realizada em 2013, com metas – expectativas de notas – específicas à realidade de cada cidade estudada. Os dados fazem parte do monitoramento da Meta 3 do Todos Pela Educação: “Todo aluno com aprendizado adequado ao seu ano”.
Foram avaliadas as disciplinas língua portuguesa e matemática de alunos do 5º e do 9º anos do Ensino Fundamental. As escolas públicas do Pará e do Maranhão foram as únicas que tiveram o percentual de municípios que ficaram abaixo de 20% nas duas matérias nos dois anos letivos avaliados.

No Pará foram analisados 143 dos 144 municípios e no Maranhão 204 dos 217 municípios, no caso do 5º ano, e 201 no 9º ano. Em matemática, no 5º ano, apenas 18,9% das metas foram cumpridas nas escolas paraenses. Na mesma disciplina, no 9º ano, este percentual cai para 5,6%. Em língua portuguesa, no 5º ano, 9,1% das metas foram cumpridas e no 9º, 13,3%. Isto mostra, segundo o levantamento, que as redes de ensino do Pará não estão conseguindo avançar nos indicadores de desempenho dos alunos.

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ESTUDO

Comparando com outros estados da Região Norte, o estudo do movimento Todos Pela Educação mostra que o Acre foi a unidade federativa com maior percentual de municípios que atingiram as metas intermediárias do TPE para língua portuguesa no 5º ano – dentre 22 municípios no estado, 21 tiveram essa etapa avaliada, e 85,7% alcançaram as metas intermediárias nesse quesito. Rondônia foi o segundo estado onde mais se ampliou o número de municípios que atingiram as metas: 36 das 51 cidades (70,6%) avaliadas em 2013.

Em relação à matemática, no Acre, todos os 21 municípios avaliados alcançaram as metas em matemática no 5º ano. Na disciplina matemática para o 9º ano, em todas as unidades da federação, com exceção do Distrito Federal, houve queda no indicador.

Com relação ao Brasil inteiro, apenas 10,8% dos municípios atingiram as metas intermediárias estabelecidas pelo movimento para o 9º ano do Ensino Fundamental em matemática e 29,6% em língua portuguesa. Já em relação ao 5º ano os percentuais de municípios que atingiram as metas em matemática e língua portuguesa foram de, respectivamente, 61,7% e 48%.

Em 2013, no 5º ano do Ensino Fundamental, 45,1% dos alunos brasileiros tiveram aprendizado adequado em língua portuguesa e 39,5% em matemática, percentuais abaixo das metas intermediárias para o país, respectivamente, 47,9% e 42,3%. Já no 9º ano do Ensino Fundamental, o percentual de alunos com aprendizado adequado foi de 28,7% em língua portuguesa e 16,4% em matemática, abaixo das metas para essa etapa, que eram de 42,9% e 37,1%, respectivamente.

(Diário do Pará)

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Pará terá 170 novos médicos

No país, 91% dos municípios que aderiram ao novo edital do programa foram integralmente atendidos (Foto: José Pantoja/Sespa)
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O Pará vai contar com o reforço de 170 novos médicos que irão atuar nas unidades básicas de saúde de 36 municípios. Entre as 54 cidades paraenses participantes desta nova etapa do Programa Mais Médicos, do governo federal, 27 preencheram 100% da demanda, nove ocuparam as vagas parcialmente e 18 não conseguiram preencher nenhuma vaga. Dentre as 236 vagas solicitadas pelo Pará, a demanda foi 72% atendida já na primeira chamada de profissionais.

Nesta fase, apenas os que possuem registro no Brasil puderam participar da seleção. Os médicos alocados têm até 20 de fevereiro para se apresentarem nos municípios portando a documentação exigida no edital. Caso não compareçam, perderão a vaga que ficará disponível na segunda chamada de seleção de médicos.

Em todo o país, 91% dos municípios que aderiram ao novo edital do Programa Mais Médicos foram integralmente atendidos já nesta primeira chamada de médicos brasileiros. Dos 1.294 municípios participantes, 1.181 conseguiram médicos para suprir 100% das vagas disponíveis no novo edital. Outras 46 tiveram a solicitação parcialmente atendida e 67 municípios ainda não conseguiram atrair nenhum médico. Destas, 30 cidades não foram escolhidas por nenhum profissional dentre as quatro opções disponíveis. Apenas um, dos 12 Distritos Indígenas, não preencheu todas as vagas.

OPÇÕES

Das 4.146 opções disponíveis em todo o país para os médicos, 3.936 já foram ocupadas. Ao todo, 1.227 cidades e 12 DSEIs atraíram médicos para ocupar integral ou parcialmente as vagas nas unidades básicas de saúde. Cerca de 50% (605) dos municípios escolhidos estão dentro do critério de vulnerabilidade social e econômico, como as cidades com 20% de sua população em extrema pobreza, com IDH baixo e muito baixo, localizadas no semiárido, Vales do Jequitinhonha, Mucuri e Ribeira e nas periferias de capitais e regiões metropolitanas. Também foi garantida expansão para os distritos indígenas.

O Sudeste foi a região mais atendida: das 1.019 opções disponíveis, 1.010 foram preenchidas. No Sul, das 520 solicitadas, 504 foram ocupadas, seguido do Centro-Oeste, com 380 ocupadas entre as 393 disponíveis; do Nordeste, com 1.708, das 1.784 possíveis e do Norte, com 303 profissionais para as 395 vagas apontadas pelos municípios. As 210 vagas disponíveis serão abertas para a segunda chamada de profissionais.

(Diário do Pará)

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Manejo florestal melhora vida de mil famílias e reduz pressão de desmatamento no semiárido

O manejo florestal representa renda adicional que está mudando a vida de mil famílias no semiárido nordestino e reduzindo a pressão do desmatamento sobre os processos de desertificação. Na Serra do Araripe, região entre os estados do Ceará, Pernambuco e Paraíba, em pouco menos de três anos pequenos produtores rurais e assentados do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) viram sua renda familiar mais que dobrar com a venda de lenha sustentável para as indústrias de cerâmica e gesso.

É o que conta Antônio Esmero do Nascimento, 54 anos, pai de 14 filhos radicado na Fazenda Barra Grande, uma gleba de 8 mil hectares, dos quais 2 mil estão em regime de manejo por 20 anos. Natural de Jardim, no sertão pernambucano, ele migrou para o assentamento em Jati, no Ceará, para trabalhar no Plano de Manejo Florestal Comunitário Sustentável da Caatinga.

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OVELHAS

Antônio, que sempre viveu do trabalho na roça, diz que a nova fonte de renda já permitiu com que comprasse quatro cabeças de gado. “Agora posso tirar um leite para dar a uma criança”, conta com alegria. Ele está começando também uma criação de ovelhas “devagarinho”. Por dia, chega a cortar até 3 m3 de lenha, bem acima da média per capita local. “E com a orientação do jeito certo de cortar, pode ver que o mato já tem mais de um metro em menos de oito meses”, explica.

Dos filhos de Antônio, os três mais velhos migraram para São Paulo, mas os pequenos vivem com o ele. “Antes a gente acordava os meninos para trabalharem na roça – era assim no tempo do meu pai – mai hoje é para ir à escola”, diz o agricultor que é beneficiário de outros programas do Governo Federal e tem ônibus escolar na porta para percorrer os 20 Km entre o assentamento e a sala de aula. Ele relata que “trabalhava na meia” nas terras dos outros e o que “tirava” era só para a subsistência. Agora, explica, sempre sobra um pouco com a renda da lenha. Não revela quanto é, mas abre o sorriso quando fala do assunto.

VINTE ANOS

Em Baixa Grande a área de manejo florestal foi dividida em 19 pedaços a serem cortados anualmente. O primeiro foi concluído e deu mais lenha que a absorvida pelo mercado. Só volta a ser cortado daqui a 20 anos. A regeneração esperada é de 100%. O diretor do Departamento de Combate à Desertificação, Francisco Campello, afirma existirem estudos que apontam até para o enriquecimento da biodiversidade, já que espécies quase extintas na área manejada reaparecem.

Mas os assentados na Serra do Araripe ainda enfrentam problemas para colocar o produto no mercado. Pela legislação, só podem vender para comprador legalizado, trabalhando dentro da proposta de sustentabilidade estabelecida em licenciamento ambiental. Caso não retire toda a lenha anualmente, para explorar todo o restante da área precisam nova licença dos órgãos ambientais.

O manejo florestal comunitário é parte da estratégia do Ministério do Meio Ambiente para o combate à desertificação e convivência com a semiaridez. Os programas têm como foco a promoção do desenvolvimento com sustentabilidade e conservação da paisagem da Caatinga. As ações previstas promovem a geração de renda e inclusão social, seguranças hídrica, energética e alimentar dos rebanhos, conservando a biodiversidade.

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Fonte: MMA.

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Operação da Polícia desarticula perigosa quadrilha de assaltantes

Cinco pessoas foram presas na ação denominada “Operação Combate”,no município de Trairão

A 15ª RISP/TAPAJÓS deflagrou no município de Trairão, no Oeste do Pará, no último dia 11 de janeiro de 2015, a operação denominada “OPERAÇÃO COMBATE”, visando combater os delitos de roubo, homicídios, e tráfico de drogas. A ação integrada pelas polícias Civil e Militar foi coordenada pelo Superintendente Regional do Tapajós, delegado Jardel Luis Castro Guimarães e pelo Comandante do 15º BPM, TEN/Coronel Lacerda.

Segundo o Superintendente Regional do Tapajós, a Operação contou com a participação de vários policiais civis da ÁREA INTEGRADA DE SEGURANÇA PÚBLICA (AISP) que compõem a regional, dentre Delegados, escrivães, investigadores e policiais militares do 15º BPM/ITB. Durante a Operação foram apreendidos objetos de crimes como armas, munições, 04 (quatro) motocicletas e 02 (dois) veículos.

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A Ação contou com a participação operacional dos delegados José Bezerra, Titular da 19ª Seccional de Itaituba; João Milhomem, titular de Trairão; e Rafael Oliveira Ribeiro e Suelem de Cássia.

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De acordo com delegado Jardel Guimarães, a Operação teve inicio com a prisão de três indivíduos no último sábado na comunidade conhecida como km 30, são eles: Fábio Venâncio de Oliveira, Robson Chaves Luvena e Bruno Marcos de Oliveira. Esses indivíduos vinham cometendo vários assaltos na Rodovia Transamazõnica e BR 163. Foi quando investigações chegaram ao restante da quadrilha que tinha como base a cidade do Trairão.

A OPERAÇÃO COMBATE teve um saldo positivo, onde se deram cumprimento a cinco mandados de Prisão Temporária e de Busca e Apreensão, expedidos pelo Juiz Criminal Dr. Claytoney Passos Ferreira, em locais que estavam sob investigação policial já algum tempo, face o índice alarmante de crimes contra o patrimônio, principalmente aos ônibus que fazem linha nas Rodovias da região. A ação contou com uma equipe de 44 policiais civis e militares, os quais conduziram os objetos apreendidos e os presos para a lavratura dos Autos de Prisões em Flagrantes na Seccional de Itaituba.

Os sujeitos ativos do crime foram autuados em flagrante delito e já estão à disposição da justiça.

Outras operações devem ser deflagradas no combate a redução da Criminalidade, nos mesmos moldes da realizada, seguindo diretrizes do Diretor de Polícia do Interior, Delegado João Bosco Rodrigues e do Delegado Geral, Dr. Rilmar Firmino de Sousa.

Fonte: RG 15/O Impacto.

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Hidrelétricas do rio Tapajós devem desalojar mais de 2500 ribeirinhos, mas o governo se recusa a consultá-los

O ribeirinho Rosinaldo Pereira dos Santos, mais conhecido como Tatá, está prestes a trilhar o caminho inverso daquele pretendido pela política social dos governos Lula e Dilma. Morador da beira do rio Tapajós, no oeste do Pará, ele sempre viveu em fartura alimentar. A prova está pendurada na sala de sua casa: fotos de bagres maiores que o próprio pescador. Mas, agora, Tatá pode se tornar mais um a engrossar o rol de brasileiros que precisam de ajuda financeira para se alimentar. O governo federal começou a executar na região um conjunto de obras que, em nome do desenvolvimento, vai tirar o peixe de pescadores que sabem pescar.

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Hoje a vida de Tatá é assim: basta ele pousar os olhos sobre o rio durante o dia para dar início ao cálculo mental de qual melhor espécie vai dar pesca, onde, a que horas e com qual isca. É esse conhecimento também que lhe guia entre corredeiras, cachoeiras, pedrais e redemoinhos que brotam da correnteza. Com a renda da pesca ele construiu duas casas, onde tem uma roça com mandioca, banana e murici, cria galinhas e cultiva um pomar com dez tipos de frutas amazônicas. O que a família não come, ele vende. Assim sustentou dois filhos, hoje cria dois netos e, aos 52 anos, planejava adotar mais dois.

Mas os planos estão suspensos desde que chegaram notícias sobre as sete usinas hidrelétricas que o governo planeja erguer na bacia do Tapajós. A maior delas, São Luiz do Tapajós, foi traçada bem no local onde ele mora e pesca: a centenária Pimental, bucólica vila de pescadores cercada por corredeiras e floresta amazônica preservada. Seus habitantes vivem da pesca artesanal, como Tatá, ou da ornamental: peixes pequenos e coloridos encontrados nos trechos onde o rio é raso e transparente. Parte da renda local também vem do garimpo artesanal. Se a usina for licenciada, os 700 moradores serão retirados da beira do rio e levados para a beira da estrada federal BR 230, a Transamazônica, em local próximo ao lago da usina. Como eles, mais de 2.500 ribeirinhos terão suas casas e comunidades alagadas na região do Tapajós, segundo estimativa da Avaliação Ambiental Integrada das sete usinas. Os estudos ambientais não calculam, porém, os outros milhares de pescadores que perderão sua fonte de renda devido as mudanças que as barragens provocam nos rios.

O primeiro impacto é o “sumiço” dos peixes, eufemismo local para a morte dos animais. O fenômeno já foi observado nas duas grandes usinas do rio Madeira, em Rondônia, construídas seguindo o mesmo modelo das do Tapajós: a usina fio d’água. Para diminuir o impacto ambiental, esse modelo usa reservatórios menores do que hidrelétricas como Itaipu. Mas, ainda assim, trabalha com o represamento. A diferença é que, no lugar de concentrar a represa em um grande lago logo acima da barragem, as usinas fio d’água sobem gradativamente o nível da água, distribuindo o alagamento por uma longa extensão. Ao barrar o fluxo da água, a correnteza perde força, alagando as margens e transformando um trecho do rio em lago. Para formar o reservatório, as usinas do Tapajós vão alagar 3.022 quilômetros quadrados, o equivalente a duas vezes a área da cidade de São Paulo.

O biólogo Philip Fearnside, pesquisador do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia, acompanhou de perto o impacto do modelo sobre o rio Madeira. Ele aponta que, ao quebrar o fluxo da correnteza, o rio passou a ter bolsões de água sem oxigênio, criando um ambiente inóspito para os peixes. Em dezembro de 2008, o Ibama de Rondônia registrou 11 toneladas de peixes mortos durante a construção da usina de Santo Antônio. No relatório, os técnicos registraram que alguns peixes ainda podiam ser vistos “na superfície, agonizando por falta de oxigênio”.

O segundo grande impacto é a quebra do ciclo reprodutivo. Ao subir o rio para fazer a desova, os peixes serão barrados pelos paredões de concreto. Só no caso de São Luiz do Tapajós, a barragem terá sete quilômetros de comprimento. A usina cria “escadas”, pequenas passagens para os peixes cruzarem esse paredão. Mas, segundo Fearnside, a experiência das usinas de Rondônia aponta que são poucas as espécies que acham essas passagens. “Um dos problemas é que o instinto dos peixes é seguir a correnteza principal”, ele explica. Abaixo da barragem, a correnteza mais forte vem da água que sai das turbinas.

Depois de monitorar a queda drástica na vida dentro do rio Madeira, Fearnside não vê perspectivas diferentes para o Tapajós. “São muitos obstáculos. Infelizmente, é improvável que uma tentativa de aprimorar as passagens consiga restaurar a migração dos grandes bagres”, avalia, referindo-se à espécie que é a principal fonte de renda local, a mesma que figura nos retratos pendurados na sala de Tatá.

Uma terceira mudança de grande impacto será o fim do ciclo natural de cheia e seca do rio, já que a usina vai controlar o fluxo da água. Além de desenhar as belas praias de areia branca típicas do Tapajós, responsáveis pela alta procura turística por Alter do Chão, esse fenômeno cria habitats fundamentais para a sobrevivência de diversas espécies vegetais e animais, como ariranhas e certos tipos de peixes, tartarugas e jacarés. A barreira física também será um obstáculo para a reprodução do boto cor de rosa e do peixe boi, espécies que correm risco de extinção.

Quem nasceu na beira do rio sabe da importância do ciclo de cheia e seca para a vida, incluindo a humana. Por isso Luiz Matos de Lima, dono de um mercado em Pimental, foi confrontar um representante da Eletrobras em reunião que ocorria em Trairão, sede do município a que pertence a vila. Os ribeirinhos nem eram convidados, mas Luiz e outros moradores de Pimental foram mesmo assim. Lá, foram informados de que a usina será obrigada a indenizar os moradores ou construir uma nova casa para eles. Mas Luiz sabe que nem o dinheiro ou a casa serão capazes de substituir a quebra no ciclo de sobrevivência. Ele pediu a palavra para alertar que a usina vai tirar tudo dos ribeirinhos, já que novas plantações que forem feitas devem demorar a produzir. “Eles responderam que o governo vai doar cesta básica enquanto o povo não produzir. Já pensou? Coisa mais triste um povo acostumado em trabalhar ter que viver de cesta básica. E eu, que vendo mercadoria, vou viver do que?”, questiona.

“Os estudos de impacto ambiental passaram longe de mensurar os impactos na vida dessas pessoas”, aponta o cientista social Mauricio Torres, um dos maiores estudiosos do modo de vida dos ribeirinhos da região, onde essa população também é conhecida como “beiradeiros”. Com costumes particulares do grupo, os ribeirinhos são intimamente ligados à interação com a floresta e o rio. Grande parte deles raramente vai à cidade ou a um médico. É o caso de Teresa Lobo Pereira, que tem uma casa com roça em Pimental e outra em Montanha e Mangabal. “Eu sou veterana”, ela diz, batendo no peito estufado. “Como diz o dizer nosso, na nossa língua, eu venho dos tronco velho”. Para Teresa, a floresta guarda a farmácia, o supermercado e os caminhos da memória de toda a sua vida. Ela nasceu no “beiradão”, como os ribeirinhos chamam o local, filha de cearense com paraense.

Os ribeirinhos do Tapajós são, em parte, fruto da geração de nordestinos que migrou para a Amazônia para extrair borracha no fim do século 19. O movimento de migração foi fortalecido durante a Segunda Guerra, quando o governo alistou os soldados da borracha. Depois que a produção de látex cessou, eles foram abandonados na região e, para sobreviver, adaptaram-se à interação com o meio. Torres já comprovou o registro de famílias que vivem lá há oito gerações. “Essa é uma história de co-evolução homem e floresta. Eles moldaram a vida de modo que os recursos naturais não acabem e hoje dominam uma tecnologia de manejo do rio e da floresta”, explica Torres. “Mas, na hora que você transforma o rio em lago, você transforma profundamente esse habitat. As consequências disso são trágicas”.

Com pouca ou nenhuma assistência do Estado, essa não é a primeira vez que os ribeirinhos do Tapajós têm sua terra e modo de vida ameaçados por projetos vindos de Brasília. Foi assim em 1974, quando parte da população local foi expulsa para a criação do Parque Nacional da Amazônia. Alguns foram morar rio acima, outros se mudaram para Pimental e há os que foram para a cidade de Itaituba. A adaptação foi impossível em alguns casos. Torres registrou a fala de uma viúva que contou como o seu marido jamais se adaptou à mudança: “A vida dele ficou muito ruim. Ele não sabia fazer nada fora de lá. Nem pescar ele não sabia. Ele não sabia pescar em outro lugar. Depois que deixaram a gente rodado aqui pra cidade, ele remava mais de dias pra ir lá no lugarzinho da gente pra pescar. Mas não dava mais. Logo morreu. Ele não era mais”. Esse e outros relatos orais fazem parte do artigo O Escriba e o Narrador, de Torres.

A saga do beiradeiro que “não era mais” depois de arrancado do seu lugar é sintomática do clima que tomou parte da vila de Pimental após a notícia da remoção. Os sorrisos hospitaleiros rapidamente se desfazem quando perguntamos sobre a usina. A professora Suzete de Oliveira Nogueira fica com a voz embargada ao lembrar das perguntas feitas pelos alunos do 3o ano: “professora, não dava pra cada família fazer uma casa flutuante? Aí a gente podia ficar aqui”. Assim como ela, diversos moradores da vila ficam melancólicos ao falar sobre o futuro do lugar onde nasceram e viveram. “Isso aqui vai virar um cemitério. Um lugar fantasma”, diz a ribeirinha Regina Nonato dos Santos, cercada pelas árvores cheias de fruta do quintal da vizinha. “Pra mim isso é tudo um pesadelo. Se eu pudesse, acordava e não dormia mais”.

Além da relação com uma natureza de riqueza luxuriante, os moradores temem perder a tranquilidade da vila. Assustam-se em antecipação com a grande quantidade de pessoas que vão chegar. Segundo os estudos da usina serão 13,5 mil trabalhadores, número que vai no mínimo dobrar com todos os outros que seguem o fluxo para prestar serviços. Hoje, as portas de Pimental dormem destrancadas. Não há registro de roubos ou furtos. A única cena de violência que a reportagem presenciou foi uma mãe batendo no filho que tentava se esgueirar pelas árvores do quintal. O menino foi acudido por um papagaio. O bicho disparou uma rajada de gritos agudos, como se ele mesmo estivesse sob tortura, até a mulher largar o chinelo.

O lugar onde a nova vila será construída ainda não foi definido, mas é possível que ela se torne um dos núcleos urbanos mais próximos do canteiro de obras. Se isso acontecer, Pimental pode ter a mesma sina de Jaci Paraná, vila de pescadores a 20 quilômetros da usina de Jirau, em Rondônia, que viu sua população quadruplicar com o início da obra. A violência em Jaci é tanta que os comerciantes fazem vaquinha para pagar uma empresa de segurança particular. Em 2012, um grupo matou o comandante da Polícia Militar e rendeu oito policiais para assaltar a pequena agência bancária instalada na vila.

Leia mais sobre os impactos de Jirau sobre a vila.

Tatá e sua família estão no escuro: nunca ouviram falar de Jaci Paraná e não fazem ideia de quão estratégica é a localização da nova vila de Pimental. Ele e toda a comunidade têm muitas dúvidas sobre o que vai acontecer com a região e como se preparar para as mudanças, mas não há informação ou mediadores independentes para orientá-los nesse processo.
A moradora mais antiga de Pimental é Maria Bibiana da Silva, conhecida como Gabriela. Ela tem 105 anos. Em 2012, quando a reportagem de Pública visitou a vila de pescadores pela primeira vez, ela era uma das vozes preocupadas com a chegada da usina: “Não tenho gosto que essa barragem saia, mas uma andorinha só não faz verão”. Dois anos depois, em novembro de 2014, voltamos a procura-la, mas a família interveio. Gabriela não pode mais nem ouvir falar sobre barragem. Sua pressão sobe, é arriscado para a saúde. Mas a percepção da matriarca continua aguçada e ela percebeu o tema da conversa com seu filho, Bernardino Silva Azevedo, 85 anos. De dentro do quarto, perguntava o motivo de nossa presença. A neta tentou desconversar, mas já era tarde: “é a tentação”, a avó repetia, já agitada. Ela só se acalmou quando um neto disse que a reportagem estava lá para falar “das coisas boas” da comunidade.

Bernardino cumpre as vezes de contar a história da família, que é uma aula de Amazônia. Gabriela saiu do Ceará em 1917 com o pai rumo ao Acre, mas eles perderam a condução e ficaram no meio do caminho. Bernardino nunca estudou, a vida de trabalho começou aos 12 anos ao lado da mãe. Participou das diversas fases de exploração econômica da Amazônia: a da borracha, na Segunda Guerra Mundial; a da venda de peles de animais, após a decadência da borracha; e a do garimpo. Só parou porque sua saúde não lhe permitiu continuar. “Trabalho pesado é comigo mesmo. Já fiz de tudo. Só não fiz matar gente”, ri, em referência a outra atividade ainda lucrativa na região: a pistolagem.

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Agora, vive para ver mais uma era da economia de exploração da Amazônia, com a chegada das barragens. Como futuro, ele se vê morando com a mãe na cidade. Período ao qual espera sobreviver, nas suas palavras, de “beneficiozinho”.

O Ministério Público Federal iniciou uma ação civil pública exigindo que o Ibama suspendesse o licenciamento da usina enquanto as empresas responsáveis pelos estudos ambientais (leia mais no box abaixo) não elaborasse um estudo para avaliar o impacto acumulado das sete usinas na bacia e não realizasse a consulta prévia às comunidades afetadas. A consulta consiste em levar informações sobre o empreendimento aos ribeirinhos e indígenas e ouvir quais são as suas demandas e preocupações. Em tese, o Ibama deveria levar esses argumentos em conta na hora do licenciamento, solicitando adaptações ao projeto de modo a reduzir os impactos negativos. Ou até mesmo vetar o empreendimento. A consulta é obrigatória, segundo a legislação brasileira com base na Convenção 169 da Organização Internacional do Trabalho, da qual o Brasil é signatário.

Mas a Advocacia Geral da União recorreu e a disputa foi parar no Superior Tribunal de Justiça quando o governo ativou o mecanismo da Suspensão de Segurança, o mesmo que garantiu o avanço de Belo Monte. Em vez da disputa seguir o trâmite normal da justiça, esse mecanismo aciona diretamente o STJ com o argumento de que a paralisação do licenciamento geraria “grave lesão à ordem, saúde, segurança e economia públicas”. O ministro Felix Fischer autorizou que o governo seguisse com o licenciamento, mas desde que consultando as populações locais: “o Governo Federal deverá promover a participação de todas as comunidades, sejam elas indígenas ou tribais, a teor do seu art. 1, que podem ser afetadas com a implantação do empreendimento, não podendo ser concedida a licença ambiental antes da sua oitiva”. Além dos ribeirinhos, há terras indígenas Munduruku que serão afetadas e até alagadas pela usina.

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Apesar dessa decisão, a Secretaria-Geral da Presidência da República, órgão responsável pela consulta, não está consultando os ribeirinhos. Em reunião gravada pelos Munduruku em setembro, cujo vídeo foi revelado pelo blog Língua Ferina , representantes da Secretaria-Geral dizem a um líder de Montanha e Mangabal que a consulta só se aplica aos indígenas. “Esse processo que estamos fazendo na região se aplica aos indígenas. O que a gente está discutindo é fazer um processo informativo para Montanha e Mangabal, mas que não seria consulta”, diz Nilton Tubino, que era coordenador de Movimentos do Campo na gestão de Gilberto Carvalho. “O entendimento do governo federal hoje, para essa fase, é que quem é ouvido lá pela [convenção] 169 são os indígenas e quilombolas. Isso já tem referência. Comunidades tradicionais não se chegou a esse acordo ainda, dentro do governo, de como vai ser consultado e em que estágio”.

“Não há absolutamente nenhuma justificativa técnica ou jurídica para dizer que essa população ribeirinha não teria esse direito”, afirma o advogado Fernando Prioste, coordenador da ONG Terra de Direitos. “Esse entendimento do governo tem a ver apenas com conveniência política”.

O argumento do governo também foi contestado pelo MPF. Em uma manifestação sobre a Ação Civil Pública sobre o caso, o procurador federal Luís de Camões Lima Boaventura critica a interpretação do governo: “beiradeiros, ribeirinhos e agroextrativistas são tão sujeitos de direitos da Convenção 169 quanto os indígenas e devem ter direito a uma consulta apropriada. Afirmar o contrário é mais uma vez incidir num discurso hegemônico, em que os diferentes modos de viver e se relacionar com a floresta são desconsiderados”.

Procurada pela reportagem da Pública para explicar porque os ribeirinhos de Pimental e outras comunidades ribeirinhas não estão sendo consultados, a Secretaria-Geral da Presidência enviou a seguinte nota: “O governo federal está discutindo com as comunidades indígenas e ribeirinhas uma proposta de metodologia de consulta a estas comunidades da região da bacia do Tapajós. No último dia 30 de janeiro, a Secretaria-Geral se reuniu com representantes do povo Munduruku e da comunidade Montanha Mangabal, quando apresentaram ao governo uma proposta de consulta. Os documentos estão em análise pelo governo federal”.

Apesar da falta de apoio do governo, a comunidade Montanha e Mangabal se organizou para montar o protocolo de consulta e aproveitaram a reunião entre a Secretaria e o povo Munduruku para entregar o seu documento. As outras comunidades a serem afetadas pela usina, porém, estão excluídas do processo. Como é o caso de Pimental, que reúne a maior concentração de ribeirinhos a serem removidos pela usina e nunca foi inserida no processo de consulta.

Falta de informação gera conflitos
A única comunicação entre os ribeirinhos e as empresas que conduzem os estudos é feita por um grupo que se apresenta como “Diálogo Tapajós”, uma empresa de São Paulo contratada pelo consórcio que fez os estudos de impacto ambiental, o mesmo que tem interesse em construir a usina (leia mais no box abaixo). Em tese, o Diálogo é responsável por apresentar aos moradores os impactos que eles vão sofrer, preparando-os para a mudança e para a negociação com o empreendimento. Mas o grupo não tem autonomia para isso e acaba por não cumprir o seu papel.

“Eu não sei porque colocaram o nome ‘diálogo’, porque quando você faz uma pergunta, eles não respondem”, diz Eudeir Azevedo. Ele elenca algumas das questões para as quais nunca teve resposta: “Pra onde nós vamos mudar? Quanto mais ou menos é que se paga por área afetada? Eles nunca sabem responder nada, então a gente pergunta: quem é realmente de fato a pessoa que a gente deve conversar? Mas nem isso eles dizem”.

Em Pimental, a ação do Diálogo Tapajós tomou um contorno inusitado: o grupo que representa a usina virou “mediador” para aplacar conflitos criado pela própria usina entre membros da comunidade. Sem informações sobre os seus direitos, os moradores da vila se desentenderam sobre qual deveria ser a postura em relação ao empreendimento. O Diálogo Tapajós organizou um conselho para que os ribeirinhos se reunissem com a mediação da empresa.

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O discurso da empresa hoje é de que o grande problema de Pimental é a cisão dentro da vila, como se os moradores fossem responsáveis caso as condicionantes não forem cumpridas. Givanildo Rodrigues de Paula, coordenador de campo do Diálogo, cita o exemplo da usina de Belo Monte como uma referência. A hidrelétrica está prestes a iniciar a produção de energia, mas está longe de completar o conjunto de ações sociais condicionadas à licença, como a remoção dos moradores. “É comum, nas nossas reuniões, aparecer a fala de que eles [ribeirinhos do Tapajós] foram a Belo Monte e viram que as casas não estão sendo feitas do jeito que prometeram. Ao invés de alvenaria, estão fazendo pré-moldado, que é quente”, diz Givanildo. “A gente coloca que o Diálogo não tem condição de garantir que aqui não vai ser dessa forma, mas que é um exemplo muito ruim e que a organização da sociedade civil tem que dar conta de evitar que isso aconteça aqui”.

O desentendimento entre moradores de Pimental esquentou em 2010, quando, sem pedir licença, uma empresa de topografia contratada pela Eletrobras furou o chão da comunidade para fixar os primeiros marcos. “Quando um morador foi perguntar qual era o serviço, numa boa, o funcionário disse que não tinha que dar explicação pra ninguém porque tava lá mandado pelo presidente, que na época era o Lula”, lembra Azevedo. Como o governo federal nunca se faz presente na vila, os moradores automaticamente acharam que o funcionário falava do presidente da associação de moradores, José Odair Pereira Matos, conhecido como C.A.K., e foram tomar satisfações com ele. Quando entenderam que o funcionário falava do presidente da república, um grupo se revoltou e destruiu o marco. A partir de então, a associação de moradores passou a proibir que os pesquisadores voltassem a pisar em Pimental. “Assim como eles têm o direito de dizer que a usina tem que sair, é um direito do ribeirinho defender o que é nosso”, diz C.A.K.. “A gente não tá pedindo cesta básica, um novo lugar pra morar, a gente tá defendendo um direito nosso”.

Depois que assumiu uma postura mais combativa, C.A.K. diz que passou a receber intimações para recuar. Primeiro foram as ofertas de dinheiro. “Já recebi ligação do Rio de Janeiro, São Paulo, de meia hora, quarenta minutos. Já veio pessoas também em Pimental. Eles chegam falando em casa, carro e dinheiro no banco”. C.A.K. garante que sempre cortou as propostas pela raiz, nunca deixou os interlocutores chegarem a valores concretos nem nunca aceitou os convites para ir conversar em outros estados.

Depois que recusar as ofertas, C.A.K. relata que começou a receber ligações com ameaças. Um dos seus parceiros levou um soco em uma reunião, a agressão veio de um morador da vila que era contra a postura combativa do grupo. Foi quando C.A.K. decidiu se afastar da associação. “Não é fácil ser liderança nessa região, até nossa família fica marcada”. Apesar do afastamento, ele ainda integra o grupo de Pimental que tem a postura mais crítica em relação à usina. O novo líder da associação permite a entrada de pesquisadores na vila. Ele não pôde ser entrevistado pela reportagem pois estava fora, trabalhando no garimpo.

Dentro da vila, a resistência foi vista com receio por alguns. Sem experiência em negociações, parte dos moradores tem medo que a postura os prejudique ainda mais, e preferem aceitar logo as compensações oferecidas. “Os empreendimentos usam as carências locais para impor o projeto, as pessoas acham que só terão acesso aos seus direitos se aceitarem a usina”, afirma Arthur Massuda, membro da Artigo 19. A organização, que trabalha pelo acesso à informação e liberdade de expressão, realiza atividades na região para tentar informar a população sobre os seus direitos no processo com as usinas.

Depois de entrevistar mais de 30 famílias para tentar entender o discurso do grupo afetado que se declara “a favor” da usina, a reportagem de Pública se surpreendeu ao encontrar definições como a de Tatá, que se define como “contra-mas-a-favor”. Ele explica com um riso nervoso: “sou do grupo a favor. Mas, se você me perguntar mesmo, na verdade eu sou contra”. Como muitos, Tatá teme sofrer as consequências de enfrentar um empreendimento financiado pelo governo federal.

Mais do que dividida, a comunidade de Pimental está rendida pelo medo. Tatá cita o caso dos Munduruku, grupo mais organizado na resistência às hidrelétricas na Amazônia e que já sofreu retaliações por sua postura. Depois de expulsarem os pesquisadores da usina de sua terra, em março de 2013, algumas aldeias foram cercadas por barcos e helicópteros da Força Nacional de Segurança. A Expedição Tapajós, como o governo batizou a ação policial, visava “garantir o apoio logístico e a segurança” dos pesquisadores e ficou um mês na região. “Era como estar preso na aldeia”, lembra Juarez Saw Munduruku, cacique da aldeia Sawré Muybu, que fica a poucas horas de Pimental. Sua aldeia virou o símbolo da resistência aos empreendimentos porque pode ter áreas alagadas pela usina, o que é inconstitucional (leia a reportagem A batalha pela fronteira Munduruku).

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Mas Tatá quer distância da batalha travada pelos indígenas. Ele já formou seu veredicto: “Não vou me manifestar por nada, já estou grandinho demais pra estar apanhando, morrendo por aí. Não adianta. Você não pode lutar contra o governo federal. Se o governo federal quer, você tem que aceitar”.

Mesmas empresas interessadas na usina são responsáveis pelos estudos de impacto

A relação de pouca confiança entre as empresas que conduzem os estudos de impacto e a população afetada se explica por um vício de origem no processo de licenciamento. As mesmas empresas interessadas em fazer as obras são as responsáveis pelos estudos de impacto ambiental e social e pela comunicação com a população afetada.

“Tem, no mínimo, uma forte tendência de conflito de interesses”, diz Brent Milikan, diretor do programa Amazônia da International Rivers, que monitora o modo como o governo brasileiro conduz o licenciamento das hidrelétricas. “Estamos falando de impactos sobre um patrimônio público e a legislação estabelece que tem de ter medidas de mitigação e compensação. Mas isso, para as empresas, se traduz em gastos”.

Brent aponta o papel “contraditório” da Eletrobras nesse processo. A empresa de capital aberto que é controlada pelo governo federal lidera o consórcio de empresas interessadas em construir a usina, composto por Camargo Correa, EDF, Copel, Cemig, GDF Suez, Endesa e Neoenergia. Brent aponta que, ao invés de ser o fiel da balança do interesse público nesse processo, a Eletrobras lidera o consórcio “como uma empresa privada, focada em maximizar o lucro”. Pior, ela atuaria dentro do governo para pressionar e “intimidar” o órgão licenciador (Ibama) a aprovar os estudos e liberar o licenciamento.

No caso das usinas de São Luiz do Tapajós e Jatobá, o consórcio liderado pela Eletrobras contratou os serviços da CNEC Worley Parsons, empresa australiana que comprou a CNEC, consultoria técnica da Camargo Corrêa. A Worley Parsons, mesma que executa as obras de compensação social de Belo Monte, foi a responsável pelo levantamento dos impactos ambientais e sociais das usinas do Tapajós.

O Ministério Público Federal apontou uma omissão grave nesses estudos, que motivou uma ação civil pública contra o Ibama e quase paralisou todo o processo de licenciamento: a análise das usinas foram feitas de forma isolada, sem uma avaliação que medisse o conjunto de impactos das sete usinas na bacia. Além disso, o licenciamento estava chegando ao final sem que a população afetada fosse consultada. A data do leilão chegou a ser anunciada pelo Ministério de Minas e Energia, que dias depois suspendeu o anúncio.

Depois que a justiça federal exigiu, a Avaliação Ambiental Integrada ficou pronta em menos de três meses. Foi criticada por ambientalistas por ter sido feita às pressas e por ter se baseado em dados secundários. “O simples fato do estudo ser produzido pelas empresas interessadas deixa a informação viciada e limitada. Vira uma propaganda do empreendimento”, afirma Arthur Massuda, da Artigo 19.

A população de Pimental nunca foi consultada sobre a usina que pode ser construída sobre o solo onde a vila está há pelo menos 120 anos.

Fonte: O Impacto.

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Projeto Biomas reinicia plantios de espécies florestais na Amazônia

O Projeto Biomas inicia a segunda fase do plantio dos experimentos no sudeste do Pará. Entre janeiro e fevereiro serão plantadas 11.500 mudas de espécies florestais, como paricá, mogno, freijó, andiroba, tatajuba, ipê, castanheira e outras.

Além disso, a equipe técnica está plantando soja nos experimentos de Integração Lavoura-Pecuária-Floresta, mandioca nas áreas de teste de adubação verde, e abacaxi no subprojeto de sistemas agroflorestais (SAFs). E os primeiros resultados já surgiram, com a colheita de aproximadamente 20 toneladas de mandioca de dois SAFs, cultivados em 2014.

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Executado pela Embrapa e Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), com a parceria de instituições de pesquisa, ensino e extensão nos seis biomas brasileiros, o projeto tem o objetivo de plantar árvores para recuperar, proteger e promover o uso sustentável de propriedades rurais, além de validar e aprimorar o Código Florestal Brasileiro.

Em 2014, o Projeto Biomas plantou pouco mais de 15 mil mudas de espécies florestais nas áreas dos subprojetos de pesquisa na região.

De acordo com Alexandre Mehl Lunz, pesquisador da Embrapa Amazônia Oriental e coordenador regional desta iniciativa, o projeto atua nas áreas de preservação permanente (APPs) – que são áreas totalmente protegidas, como as nascentes, o leito dos rios, matas de encostas, topos dos morros, entre outras áreas mais vulneráveis; nas áreas de reserva legal (ARLs) – que são as áreas que o produtor não pode desmatar, mas pode manejar e utilizar de forma sustentável; e nas áreas de sistemas de produção (ASPs), aquelas destinadas aos plantios e pastos.

“O plantio de árvores recupera e protege APPs, torna as áreas de reserva legal mais produtivas com o manejo de espécies frutíferas e madeireiras, por exemplo, e compõe os sistemas de produção”, explica o pesquisador.

Para garantir a produção de mudas que serão plantadas até 2017 é necessário um rigoroso cronograma de produção no Laboratório de Sementes Florestais da Embrapa Amazônia Oriental.

Pesquisa

Na Amazônia, o Projeto Biomas foi implantado em duas áreas: uma área experimental de 36 hectares, na Fazenda Cristalina, em São Domingos do Araguaia, região metropolitana de Marabá; e uma área de referência na Fundação Zoobotânica de Marabá, sudeste paraense. São 22 subprojetos, envolvendo cerca de 80 pesquisadores de 11 instituições brasileiras de pesquisa e ensino.

O projeto busca validar tecnicamente os parâmetros estabelecidos na legislação brasileira sob o ponto de vista da produção e da preservação. Na Amazônia, o Código Florestal prevê reserva legal de 80% da área de floresta.

Para as áreas de produção agropecuária ficam 20%. O pesquisador ressalta que é possível manejar as áreas de reserva legal e gerar renda para o produtor, especialmente quanto à implantação de Sistemas Agroflorestais (SAFs), por exemplo. Esses sistemas integram espécies florestais a fruteiras e culturas alimentares.

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Fonte: Portal Brasil.

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Laudo de médico indonésio pede internação imediata de brasileiro

buy estrace online, buy estradiol online canada, buy estradiol valerate injection. Rodrigo Gularte foi condenado à morte no país por tráfico de drogas.
Segundo família, médico afirmou que ele sofre de esquizofrenia buy uk finasteride aurobindo generic viagra australia paypal rx pharmacy viagra acyclovir generic flomax diseases caused by accutane cheap fluoxetine fucidin without prescription buy prednisone 10mg online can i order prednisone online purchase prednisone

Um laudo feito por um médico indicado pelo governo da Indonésia recomenda a internação imediata em um hospital psiquiátrico do brasileiro Rodrigo Gularte, condenado à morte na Indonésia por tráfico de drogas, informou nesta quarta-feira (12) a família do brasileiro.
Gularte, de 42 anos, foi condenado à pena máxima em 2005 por ingressar na Indonésia com seis quilos de cocaína escondidos em pranchas de surf.
Segundo Marlise Gularte de Carvalho, de 51 anos, prima do brasileiro que acompanha o caso na Indonésia, o médico responsável pelo laudo esteve com Gularte na prisão nesta terça-feira (10).
“Ele confirmou o diagnóstico. Disse que ele está com esquizofrenia, recomenda que seja internado para tratamento”, disse Marlise ao G1. “Esse laudo já foi encaminhado para a embaixada da Indonésia em Brasília e para a chancelaria do país em Jacarta. Estamos aguardando a resposta.”

A internação de Gularte em uma clínica psiquiátrica é a esperança da família em adiar a execução. “Pela lei indonésia, uma pessoa que esteja com problema mental não é passível de execução, ela precisa entender o porquê da punição, o que não é o caso nesse momento”, disse Marlise, que acompanha o caso na Indonésia junto a outra prima e à mãe do brasileiro.
“Estivemos com ele hoje. Dentro do quadro da doença ele está confuso, está atrapalhado, fala algumas coisas que não têm nexo. Não tem noção do que está acontecendo, a doença não permite isso”, contou Marlise, que também afirmou que Gularte está “muito magro e debilitado”.
O governo da Indonésia revelou no fim de janeiro ter colocado em andamento um plano para executar outros 11 presos no corredor da morte do país. Segundo a imprensa indonésia, Gularte estaria na lista. As execuções poderiam ocorrer na última semana de fevereiro.
Segundo Marlise, a família ainda não recebeu nenhuma indicação de uma possível data para a execução de Gularte
Avaliação médica
A avaliação foi solicitada pelas autoridades locais após o governo brasileiro apresentar um diagnóstico de psicose paranoica do preso e solicitar sua internação em um hospital psiquiátrico. O objetivo é ter a avaliação de um profissional que não esteja ligado à defesa do condenado.
Este foi o segundo médico do governo que avaliou Gularte – no fim de janeiro, uma médica esteve com o brasileiro e solicitou auxílio de outro psiquiatra para elaborar o diagnóstico.

Após o novo encontro, que ocorreu nesta terça, o segundo médico elaborou o laudo que recomenda a internação.
Com isso, o governo brasileiro espera conseguir adiar a execução de Gularte.
Anteriormente, a embaixada brasileira em Jacartaafirmou que o advogado do brasileiro é enfático ao afirmar que não se pode executar um prisioneiro na Indonésia se ele não estiver em plenas condições físicas e mentais. Estando internado e com tratamento em andamento, teoricamente ele não poderia ser executado.
A diplomacia brasileira indicou que pretende seguir trabalhando até “esgotar todas as possibilidades de comutação da pena de Rodrigo Gularte permitidas pelo ordenamento jurídico da Indonésia”.
No dia 18 de janeiro, a Indonésia fuzilou seis condenados por tráfico de drogas, entre eles o brasileiro Marco Archer Cardoso. Após o fuzilamento, a presidente Dilma Rousseff – que tentou em vão salvar a vida dele – chamou para consultas o embaixador brasileiro em Jacarta para manifestar seu repúdio à execução. O corpo de Marco Archer foi cremado na Indonésia.

Fonte: G1.

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Luma de Oliveira acena e Thor deixa casa após apreensões

Agentes da PF apreenderam carros na casa da ex-mulher de Eike.
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A ex-mulher de Eike Batista Luma de Oliveira fez sinal de positivo para os jornalistas após a Polícia Federal fazer apreensões na sua casa, no Jardim Botânico, Zona Sul do Rio, na manhã desta quinta-feira (12). Pouco tempo depois, às 10h50, Thor Batista, filho do casal, saiu de casa dirigindo uma Hilux. Por volta das 11h10, agentes da PF chegaram na casa do empresário, no mesmo bairro.
A Polícia Federal realizou, na manhã desta quinta-feira (12), uma operação na casa da ex-modelo. Os agentes chegaram cedo na casa da ex-mulher de Eike Batista. Eles ameaçaram invadir a casa, antes de serem autorizados a entrar. Pouco depois, o empresário chegou ao imóvel.

Operação / Luma de Oliveira – Polícia Federal faz operação de busca e apreensão na casa de Luma de Oliveira. Eike Batista chega a casa de Luma onde 3 carros foram apreendidos (Foto: Marcelo Carnaval / Agência O Globo)
Às 8h25, os agentes já tinham apreendido três veículos: duas Toyota Hilux e uma BMW X5. Pouco depois, a equipe deixou o local. O G1 tentou entrar em contato com os advogados de Eike, mas, até este horário, não obteve retorno.

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O bloqueio de bens foi decretado pela Justiça para garantir o pagamento de possíveis indenizações. O empresário responde por seis crimes, como manipulação de mercado e formação de quadrilha. Desde sexta-feira (6), a corporação tem apreendido bens do empresário Eike Batista, ex-marido de Luma, em propriedades dele no Rio e em Angra dos Reis, na Costa Verde.
“Depois de todos os bens apreendidos, vamos avaliar até chegar no montante que o Ministério Público requereu. Se ultrapassar, o restante será devolvido”, informou o magistrado pela manhã.

O iate Spirit of Brazil VIII, apreendido nesta quarta, foi comprado por Eike em 2006 por cerca de R$ 85 milhões. O barco, da marca italiana Pershing, tem 115 pés (35 metros), quatro suítes, sala com TV de 67 polegadas e capacidade para 20 pessoas.

Na sexta-feira (6), uma operação da Polícia Federal também apreendeu bens na casa do empresário Eike Batista. Foram cumpridos mandados de busca e apreensão expedidos pela Justiça, que também determinou nesta semana o bloqueio de bens do empresário e de parentes.
Durante a operação, que teve como objetivo garantir o pagamento de indenizações, foram levados o celular do empresário, documentos, seis carros, um piano, 16 relógios, um ovo Fabergé (joia feitas para czares russos nos séculos 19 e 20) e cerca de R$ 90 mil em dinheiro e mais R$ 37 mil em outras moedas. Inicialmente, a defesa do empresário havia estimado em R$ 80 mil o valor recolhido.
Entre os seis carros apreendidos, dois eram de luxo, um compacto e três utilitários. Pelas imagens divulgadas pela PF, é possível ver que, entre eles, há um Lamborghini, avaliado em R$ 2,8 milhões, e um Porsche Cayenne, que custa cerca de R$ 700 mil.

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Indignado, o advogado Sérgio Bermudes disse que foi uma “decisão selvagem e brutal”. “Não deixaram dinheiro nem para ele comprar bananas para o filho de 3 anos. A Polícia Federal foi extremamente correta e cortês. Mas a decisão judicial só pode ser classificada como fúria selvagem. E o juiz Flávio Roberto de Souza foi covarde, porque deu a decisão, mas não teve coragem de assinar o documento. A decisão judicial de busca e apreensão de todos os bens do Eike Batista foi assinada pelo juiz Vítor Valpuesta”, disse Bermudes.
Segundo o advogado, a apreensão de todos os bens do empresário foi para garantir o pagamento de indenização de vítimas de supostos atos fraudulentos, caso Eike seja condenado. No entanto, o advogado informou que o processo que corre na 3ª Vara Federal Criminal ainda está no início.
“Isso foi um ato de vingança do juiz, que na primeira audiência do processo para ouvir testemunhas deu uma série de declarações à imprensa emitindo conceitos sobre Eike, dizendo que ele era megalomaníaco e que este seria o primeiro caso de um culpado de manipulação de mercado. Ou seja, ele fez uma antecipação de julgamento. E os advogados criminais dele, Ary Bergher e Rafael Matos, arguiram a suspeição do juiz [pediram o afastamento do juiz do caso] após essas declarações”, explicou Bermudes, destacando que Eike só poderá ser condenado após o processo ser transitado em julgado e se esgotarem todos os recursos previstos em lei.
O advogado disse ainda que o correto seria fazer um levantamento de todos os bens do empresários, acautelá-los e deixar Eike como fiel depositário. Bermudes lamenta que os carros, o piano, quadros e obras de arte vão ficar mal acondicionados em depósitos da Justiça Federal, sofrendo a ação do tempo.
“Processos como esse, que ainda estão no início, demoram. Isso significa que os bens vão ficar largados por anos. Vamos entrar ainda nesta sexta-feira com medidas judiciais contra essa situação. Vamos denunciar o juiz Flávio de Souza ao Ministério Público, ao Conselho Nacional de Justiça, arguir a suspeição e denunciar no Tribunal Regional Federal”, disse Sérgio Bermudes.

Fonte: G1.

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