Decretos beneficiam cerca de 2,4 mil famílias quilombolas
Comunidades beneficiadas são dos estados do Maranhão, Bahia, Pernambuco, Ceará, Santa Catarina, Paraná, Pará e Rio de Janeiro
A presidenta Dilma Rousseff assinou, nesta segunda-feira (22), durante a cerimônia de lançamento do Plano Safra da Agricultura Familiar, dez decretos de regularização fundiária de terras quilombolas. Os decretos regularizam áreas nos estados do Maranhão, Bahia, Pernambuco, Ceará, Santa Catarina, Paraná, Pará e Rio de Janeiro. A regularização deve beneficiar aproximadamente 2,4 mil famílias quilombolas.
“Os decretos que assinei de regularização de terras quilombolas garantirão a essas populações, além de direitos, a base para o seu trabalho”, disse a presidenta.
Entre as terras que serão regularizadas estão as dos quilombos Santa Rosa dos Pretos, em Itapecuru-Mirim (Maranhão)ç Família Thomaz, no município de Treze de Maio (Santa Catarina), e o Quilombo do Cabral, em Paraty (Rio de Janeiro).
As comunidades quilombolas são grupos étnicos – predominantemente constituídos pela população negra rural ou urbana –, que se autodefinem a partir das relações com a terra, o parentesco, o território, a ancestralidade, as tradições e práticas culturais próprias. Estima-se que em todo o País existam mais de três mil comunidades quilombolas.
Por: Portal Brasil
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Motorista sai ileso de tombamento de bitrem em rodovia federal de MT
O acidente ocorreu, esta manhã, na BR-364, nas proximidades do município de Jangada (90 quilômetros de Cuiabá). O motorista do bitrem Volvo branco, placas de Jaciara, disse que perdeu o controle da direção e saiu da pista após ser fechado por uma outra carreta.
O “cavalinho” e o primeiro vagão acabaram tombando. O último vagão não virou. A cabine ficou completamente destruída e com as rodas viradas para cima. O motorista, que preferiu não se identificar, disse que não sofreu nenhuma escoriação. Ele afirmou ainda que carregou o milho em Nova Mutum e seguia para o terminal ferroviário da América Latina Logística (ALL) em Rondonópolis.
Como o veículo saiu da pista, a rodovia não precisou ser interditada. Funcionários da Rota do Oeste realizaram a sinalização na pista e controlaram o tráfego na região. Esta tarde, deve ser realizado o procedimento de retirada do veículo do local.
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Fonte: Redação Só Notícias
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Água não é mineral e nem potável no Pará, afirma estudo
Pesquisa feita por laboratório da UFPA aponta que o caso é de saúde pública
A água mineral comercializada no Pará é ácida, segundo pesquisa da Universidade Federal do Pará (UFPA), divulgada este mês. O assunto foi discutido ontem, durante as atividades da Semana do Meio Ambiente “Qualidade das águas de Belém: Eu me preocupo”, realizada pela universidade. O evento ocorreu no auditório David Mufarrej da Universidade da Amazônia (Unama), no Umarizal, e segue até amanhã aberto ao público. O estudo foi feito pelo laboratório de hidroquímica da UFPA com dados coletados a partir da análise das águas vendidas em supermercados de Belém.
Segundo a pesquisa, o resultado aponta que as sete empresas do setor no Estado comercializam água imprópria para o consumo, pois o pH – índice que aponta a acidez da água – estaria entre 3,75 e 4,5, abaixo do ideal considerado pela Organização Mundial de Saúde (OMS) e pelo Ministério da Saúde, que determina que a água para consumo humano deve ter o valor do pH entre 6 e 9,5.
Doutor em hidrogeologia e orientador da tese de pós-graduação que resultou na pesquisa, Milton Matta informou que um estudo anterior, feito em 2005, já havia atestado que a água consumida pelo paraense não era mineral e nem potável. Na época, todas as quatro empresas fornecedoras do produto no Estado foram analisadas e apresentaram os mesmos problemas. “Primeiro, nenhuma das águas é mineral. Quer dizer, não tem nenhuma mineralização. Tecnicamente, de acordo com a legislação vigente, elas não podem ser consideradas mineral. Então, teria que tirar a palavra ‘mineral’ do rótulo”, explicou o palestrante sobre o assunto. Naquele ano, o Ministério Público do Estado deu o prazo de 120 dias para que as empresas retirassem a característica “mineral” do rótulo.
Sem revelar os nomes de todas as empresas pesquisadas em 2014, Matta declarou que nenhuma delas respondeu às tentativas de contato da universidade e nem autorizou a visita de equipes técnicas da instituição às fontes. O professor reforçou que a população não deve consumir essa água, a fim de evitar doenças de veiculação hídrica, como gastrite, úlcera e câncer gástrico. “Não estou sendo leviano em dizer que isso é por causa da água. A gente está começando um projeto na universidade, junto com o pessoal da Medicina e da Biomedicina, para saber se realmente é verdade”, esclareceu. O alerta do professor é ainda mais importante, considerando que o Pará é o segundo estado brasileiro com mais casos de câncer de estômago registrados no país.
Enquanto o problema não é resolvido, a orientação do especialista é que o paraense consuma água oriunda de filtros purificadores de água, que aumentam o pH da água para transformá-la em alcalina, como alternativa provisória para o “caso de saúde pública”, como se referiu à água disponível no mercado paraense. “A Cosanpa (Companhia de Saneamento do Pará) e os órgãos públicos têm que fazer poços profundos, acima de 180 metros ou 250 metros. Aí a água vai ser alcalina, que é o que a gente quer, com pH acima de 7. PH de zero a 7 é ácido, e de 7 até 14 é alcalina”, explicou.
Por: O Liberal
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Fiscalização do MPF prende em flagrante madeireiro que extraía madeira ilegal em reserva
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lorisvaldo Wille é dono de uma serraria que estava, no momento da fiscalização, beneficiando madeira retirada ilegalmente da Reserva Extrativista Ipaú-Anilzinho
Após denúncia do Instituto Chico Mendes para Conservação da Biodiversidade (ICMBio), o procurador da República Luiz Eduardo Smaniotto, acompanhado de outros servidores do Ministério Público Federal (MPF) e de policiais militares, fez uma inspeção nas madeireiras e serrarias instaladas no quilômetro 50 da rodovia Transcametá, em Baião, no Pará. O proprietário de uma das serrarias, Florisvaldo Wille, foi preso em flagrante.
O pátio da serraria DN Indústria estava repleto de madeira para beneficiamento e, segundo depoimento dos funcionários, as toras viriam da região da Reserva Extrativista Ipaú-Anilzinho, coincidindo com a denúncia do ICMBio. Questionado sobre a origem da madeira, o dono da serarria não tinha nenhum documento que comprovasse a origem nem autorização para funcionamento.
No momento da fiscalização, os servidores do MPF consultaram o Ibama (Instituto Brasileiro de Meio Ambiente) que confirmou que o funcionamento da madeireira era ilegal. O proprietário foi levado para Tucuruí e o delegado da Polícia Civil Eduardo Paisani lavrou auto de prisão em flagrante. O processo contra Wille deve tramitar em Belém, porque o município de Baião, onde foi feita a prisão, fica na jurisdição da Justiça Federal na capital.
Além da DN Indústria, outras madeireiras estão sendo investigadas pela extração ilegal de madeira da Resex Ipaú-Anilzinho. Caso seja processado e condenado, Florisvaldo Wille pode ser sentenciado a prisão de um a cinco anos, pelo crime de causar dano a unidade de conservação, da lei de crimes ambientais.
A Resex Ipaú-Anilzinho é uma unidade de conservação que permite o aproveitamento de recursos de maneira sustentável apenas pela comunidade que mora no local. Com 55.816 hectares, a reserva engloba seis comunidades, Espírito Santo, Anilzinho, Lucas, Fé em Deus, Xininga e Joana Peres. A população local sobrevive de agricultura, pesca, criação de animais e coleta de produtos florestais.
Ministério Público Federal no Pará
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Pedrada do preconceito
Pedrada do preconceito
Neta de espírita e filha de evangélica, a estudante Kayllane Campos tem em sua casa uma amostra da saudável tolerância religiosa que existe no Rio de Janeiro, desde que o candomblé, vindo da África, ancorou no bairro carioca da Saúde em 1886 e nele abrigou os primeiros cultos organizados por Mãe Aninha, congregando diversas religiões. Nada tem a ver com a tradição do Rio de Janeiro, portanto, as covardes agressões que a adolescente Kayllane, 11 anos de idade, sofreu na semana passada devido à sua fé. Ela foi apedrejada por dois supostos evangélicos quando saía de um culto de candomblé, e novamente se tornou vítima de violência, dessa vez verbal, quando chegava ao IML para exame de corpo de delito – “macumbeira, macumbeira, vá queimar no inferno”, gritavam insistentemente algumas pessoas. “Quem tacou pedra é vândalo que se esconde atrás da palavra de Cristo”, diz Karina Coelho, a evangélica que é mãe da praticante do candomblé Kayllane. “Eu condeno as pessoas que feriram minha filha”.
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Isto é-por Antonio Carlos Prado e Elaine Ortiz
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Santarém celebra 354 anos de fundação
Trata-se de uma das cidades mais antigas da Amazônia, polo da região oeste do Estado
O município de Santarém, no oeste do Pará, comemora hoje seus 354 anos de fundação. A programação, que começou desde o início do mês, se estende até 17 de julho com várias atrações, ações sociais e inaugurações de obras. Hoje, às 9h, haverá a missa Mocoronga, na Igreja Matriz. Às 10h, terá a cerimônia de aniversário do elevado da Praça da Matriz, com a 4ª Copa Municipal de Canoagem. Às 19h30, a inauguração do “Cristo Rei Centro de Artesanato do Tapajós”, na Barão do Rio Branco, entre São Sebastião e Rui Barbosa.
Amanhã, às 8h, começa a Gincana cultural no Ginásio da Escola Municipal Padre Manoel Albuquerque. Às 9h, haverá a liberação de Microcrédito Sustentável dos Programas: Ecocrédito/Credcidadão/Microcrédito produtivo orientado e Amazônia Florescer para empreendedores locais (pessoa física e jurídica); além da certificação do curso especializado para mototaxistas, no auditório do Iles/Ulbra. Às 19h, haverá a inauguração do Campo Iluminado, Quadra de Areia, Pista de Atletismo e a reforma da Quadra de Esportes do Parque da Cidade Responsável.
Ao longo desta semana, ainda terá a exposição dos programas desenvolvidos pela Semtras e o lançamento da cartilha “Conheça os serviços da Assistência Social em Santarém”, na Casa da Cultura; o lançamento do Plano Estratégico de Turismo de Santarém e Belterra, na Associação Comercial e Empresarial de Santarém; inauguração do Microssistema de Abastecimento de Água da Comunidade de Secretaria (PA-370— Curuá-Una); Jogos abertos do Pará, no Ginásio da Cidadania; Inauguração da Unidade Básica de Saúde da Comunidade de Nova Esperança do Ituqui e a XIV Mostra Cultural do Conselho da Mulher Empresária, no Cristo Rei.
Até o dia 26 de junho, haverá o Feirão do Nome Limpo, das 8 às 14h, no Procon. No dia 29, às 9h, haverá o lançamento do Projeto de Identificação Biométrica dos Eleitores de Santarém, Mojuí dos Campos e Belterra, no Auditório do Campus da Universidade do Estado do Pará (Uepa). Às 11h, terá a participação na Assembleia Anual da Colônia de Pescadores Z-20. Às 16h, a Procissão de São Pedro. E no dia 30, às 17h, a inauguração do Ginásio da Escola Municipal Nazaré Demétrio Mussi (Bairro Mararú).
Em julho, o município ganhará a inauguração do Microssistema de Abastecimento de Água da Comunidade de Ponta de Pedras, da Unidade Básica de Saúde da Comunidade de Paissandu (Lago Grande), da Escola Municipal São Raimundo da Comunidade de São Raimundo do Ituqui (Várzea), da Unidade Básica de Saúde da Comunidade de CipoaI, Unidade Básica de Saúde da Comunidade de Tabocal e a reinauguração do Centro Cultural João Fona.
HISTÓRIA
Santarém é o terceiro município mais populoso do Pará, atrás somente da capital, Belém, e de Ananindeua, e o principal centro urbano, financeiro, comercial e cultural do oeste do estado. Fundada em 22 de junho de 1661, é uma das cidades mais antigas da Amazônia. Em 1758, foi elevada à categoria de vila e quase um século depois, em consequência de seu notável desenvolvimento, foi elevada à cidade, em 24 de outubro de 1848.
O nome “Santarém” é uma homenagem dada pelos colonizadores lusos à cidade portuguesa homônima, famosa por suas regiões vinícolas. O termo “Santarém” originalmente remete a uma espécie de uva trincadeira de formato oval. Além dessa justificativa do nome, existe uma outra tradição que afirma que o nome Santarém deriva do nome de Santa Irene, mártir cristã de Portugal Visigodo.
No âmbito cultural, uma das manifestações mais tradicionais do município é a cerâmica tapajônica, que apresenta representações de humanos ou animais em relevo. Esta cerâmica é tão perfeita que chega a ser comparada com a mais fina porcelana chinesa. No mês de setembro, é realizado o famoso Sairé, uma manifestação folclórica e religiosa, organizada em Alter do Chão. Anualmente, a festa atrai milhares de turistas, que durante três dias cantam, dançam e participam de rituais religiosos e profanos, resultantes da miscigenação cultural entre índios e portugueses.
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Aluno de 14 anos esfaqueia professora pelas costas em MT
Adolescente agiu após a docente quebrar o tubo de uma caneta que ele usava para atirar papel nos colegas
Um estudante de 14 anos, da sétima série, esfaqueou em sala de aula a professora Adelair dos Santos Amaral, 45, pelas costas, com um canivete, porque, em 2014, ela tomou da mão dele o tubo de uma caneta esferográfica, que ele estava usando para jogar papel nos colegas, tumultuando a aula.
A escola onde a professora Adelair leciona Língua Portuguesa e Artes, há 25 anos, fica em Nova Bandeirantes, um município na região amazônica, ao Norte de Mato Grosso.
A professora de português levou dois pontos-Foto: Arquivo pessoal
“Tinha acabado de bater o sino do recreio, para a gente retornar para a sala e assim que eu entrei, mal coloquei o material na mesa e quando fui até a porta, para tirar a chave, ele me golpeou”, conta Adelair, ainda abalada pelo que aconteceu na quinta-feira da semana passada (9).
Somente nesta quinta-feira (18), as aulas que haviam sido suspensas foram retomadas na Escola Municipal Ernesto Neiverth, que tem cerca de 570 alunos. No entanto, foi uma aula especial, somente para a direção conversar sobre o que ocorreu.
Os alunos, quando viram a cena acontecer se assustaram e foram correndo para o fundo da sala. As meninas começaram a chorar e se desesperar. Já a professora diz que não sabia bem o que estava acontecendo, que sentiu uma dor nas costas, mas não sabia se era um soco ou o que era, porque jamais poderia esperar uma facada em sala de aula.
“Eu não sabia o que tinha acontecido, porque naquela manhã, naquela semana, neste ano, não tivemos nenhum conflito e muito menos naquele dia, que nada aconteceu de anormal. Até então eu não conseguia ver o porquê da agressão, mas questionando, ele acabou falando. Eu perguntei: nossa, J., por que você está me agredindo assim? Ele falava assim: você não mexeu comigo ano passado? Não quebrou uma caneta minha na marra? Aí eu recordei que, no ano passado, quando ele era meu aluno da sexta série, no meio do ano mais ou menos, de tanto os alunos reclamarem dele atirar bolinha de papel com a caneta nas outras crianças, eu chamei a atenção dele. Disse: para com isso J. e nada, para com isso J. e nada, várias vezes. Daí fui à carteira dele e tirei o tubinho e joguei no lixo. Falei assim: já que você não vai parar com isso, me dá isso aqui” – conta a professora, dando detalhes do episódio de motivou essa agressão de agora.
ceftin 500 mg generic ceftin Adelair leciona Língua Portuguesa e Artes há 25 anos na escola onde foi atacada Foto: Facebook
“No dia ele me xingou dentro de sala de aula, mas passou e eu continuei dando aula para ele até o final do ano e até a semana passada”, diz a professora.
O corte ensanguentou a blusa dela, que levou dois pontos. Em seguida fez exames em um hospital em Alta Floresta, cidade mais próxima e que tem um pouco mais de estrutura hospitalar, para um diagnóstico mais preciso.
“A facada perfurou profundo, perto do pulmão, mas não chegou a perfurá-lo. Mas eu senti muita dor, até porque eu não tomei nenhum medicamento de imediato”, explica a vítima.
O adolescente ficou detido na delegacia local por quatro dias e na segunda-feira, em uma audiência, ficou decidido que ele vai voltar a morar com a mãe em outra cidade, Sinop.
A avó que estava criando o rapaz não estaria mais dando conta de controlar o uso de drogas e as infrações que ele vem cometendo, conforme a polícia.
Adelair diz que está assustada. “O corte em si está sarando, mas a cabeça está dando um nó”.
Segundo ela, ama lecionar, desde criança, e não vai abandonar a profissão.
“Vou retornar à sala de aula com certeza, claro que sim. Esta é a profissão que escolhi para mim. É um prazer contribuir com o aprendizado dos meus alunos, vale a pena continuar sim. Não podemos deixar que um que perturba vença. O bem é que deve vencer o mal”.
Especial para Terra
Foto: Arquivo pessoal Publicado por Jornal Folha do Progresso, Fone para contato 93 981171217 (Tim) WhatsApp:-93- 984046835 (Claro) (093) 35281839 E-mail:folhadoprogresso@folhadoprogresso.com.br
ISTO É -Propina de R$ 30 milhões para Renan
Inquérito da PF revela desvio de R$ 100 milhões nos fundos de pensão Postalis e Petros. Delator acusa o presidente do Congresso de receber quantia milionária. Os parlamentares petistas Lindbergh Farias e Luiz Sérgio teriam ficado com R$ 10 milhões cada
Um golpe perpetrado recentemente contra os fundos de pensão Postalis e Petros começa a ser desvendado pela Polícia Federal. Inquérito sigiloso obtido com exclusividade por ISTOÉ traz os detalhes de um esquema que desviou R$ 100 milhões dos cofres da previdência dos funcionários dos Correios e da Petrobras. Parte do dinheiro, segundo a PF, pode ter irrigado as contas bancárias do presidente do Congresso, Renan Calheiros (PMDB-AL), do senador Lindbergh Farias (PT-RJ) e do deputado federal e ex-ministro de Dilma, Luiz Sérgio (PT-RJ), atualmente relator da CPI do Petrolão. Prestes a ser enviado ao Supremo Tribunal Federal, devido à citação de autoridades com foro especial, o inquérito traz depoimento de um funcionário do grupo Galileo Educacional, empresa criada pelo grupo criminoso para escoar os recursos dos fundos. Segundo o delator identificado como Reinaldo Souza da Silva, o senador Renan Calheiros teria embolsado R$ 30 milhões da quantia paga, Lindbergh R$ 10 milhões e o deputado Luiz Sérgio, o mesmo valor.
Para desviar os recursos dos fundos de pensão, os acusados, segundo a investigação da PF, montaram o grupo Galileo Educacional a fim de assumir o comando das Universidades Gama Filho e UniverCidade, ambas no Rio de Janeiro, que passavam por dificuldades financeiras. Para fazer dinheiro, o grupo Galileo lançou debêntures que foram adquiridas pelo Postalis e pelo Petros. De acordo com a PF, a operação foi feita apenas por influência política e sem nenhum critério técnico. O dinheiro, em vez de ser aplicado nas universidades, teria sido desviado para um emaranhado de empresas e depois, segundo o delator, remetido a Renan, Lindbergh e Luiz Sérgio. Em pouco menos de um ano, o MEC descredenciou boa parte dos cursos de ambas universidades e os fundos arcaram com o prejuízo.
Nas seis páginas de denúncia, o delator cita, além dos parlamentares, os supostos operadores desses políticos e de seus partidos, imbricados numa rede de empresas de fachada que teriam servido para lavar os recursos dos fundos de pensão. Até agora, PF e Ministério Público já ouviram mais de 20 pessoas, pediram o indiciamento de algumas delas e chegaram a cogitar prisões cautelares e a apreensão de passaportes. “Os envolvidos montaram todo um simulacro com aparato administrativo, financeiro e jurídico para angariar recursos em uma estrutura que não tinha qualquer comprometimento com a proposta educacional”, afirma o delegado Lorenzo Pompilio, que comanda o inquérito. Em relatório encaminhado ao MPF, ele fala em “ciclo criminoso”, considerando a incursão dos acusados nos crimes de peculato, formação de quadrilha e estelionato. Segundo o delegado, as atas de reuniões, assembléias, contratos e outros registros financeiros indicam “ações delineadas e orquestradas a pretexto de desenvolvimento de atividade acadêmica”, mas que tinham o único intuito “captar recursos que desapareceram”.
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Sem poder avançar na apuração do núcleo político, além do que já foi descoberto, evitando assim que o processo seja enviado prematuramente ao STF, os investigadores dissecaram a ação de seus operadores. Quem capitaneou o esquema foi o advogado Marcio André Mendes Costa, responsável por criar o grupo Galileo e montar a engenharia para drenar recursos dos fundos de pensão – tudo feito com aparência de legalidade e auxílio de conhecidos executivos do mercado financeiro. Em pouco tempo, Mendes Costa conseguiu acessar os cofres do Postalis e da Petros, assumiu o controle da Universidade Gama Filho e da UniverCidade, instituições tradicionais do Rio de Janeiro.
Toda essa influência não surgiu do nada. Ex-conselheiro da OAB-RJ, o advogado circula com desenvoltura no meio político. Advoga para Furnas e trabalha há anos para a família do ex-senador Wellington Salgado, do PMDB mineiro, antigo aliado de Renan Calheiros. Também é parceiro do peemedebista Hélio Costa. Foi o ex-ministro das Comunicações quem indicou Adilson Florêncio da Costa como diretor financeiro da Postalis. Ao sair, Florêncio da Costa deixou em seu lugar Ricardo Oliveira Azevedo, outro apadrinhado de Renan. Azevedo levou ao comitê financeiro do fundo, em abril de 2011, a proposta de investimento no grupo Galileo. Em seu relatório, ele avalizou o projeto e o negócio acabou aprovado por todos os integrantes. Uma vez concluído o negócio, Florêncio da Costa tornou-se conselheiro da Galileo. Aqui está o que a Polícia Federal definiu como aprovação por influência política, sem critério técnico.
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O dinheiro do Postalis, cerca de R$ 80 milhões, foi usado para adquirir 75% do total de debêntures emitidas pelo grupo. O restante foi comprado pela Petros e pelo Banco Mercantil do Brasil, responsável por estruturar a operação. Segundo depoimentos, dentro do banco o negócio foi encaminhado pelo irmão de Mendes Costa, Marcus Vinícius, acionista minoritário do BMB. As debêntures do Galileo tiveram como lastro as mensalidades do curso de medicina da Universidade Gama Filho, que naquele momento já passava por dificuldades financeiras e risco de descredenciamento pelo Ministério da Educação. Comprá-las era uma decisão temerária e só uma gestão política poderia garantir a aplicação milionária num negócio pra lá de suspeito.
Mas os dirigentes dos fundos desconsideraram o risco, assim como se comportaram o banco BNY Mellon, contratado pelo Postalis como administrador dos investimentos, e a consultoria Planner Trustee, agente fiduciária da operação. Ao todo, o Postalis investiu R$ 81,4 milhões em debêntures. Para receber os recursos, Márcio Costa criou a empresa Galileo Gestora de Recebíveis S.A, também controlada por ele. Como se as garantias das mensalidades do curso de medicina já fossem frágeis, o advogado ainda decidiu trocá-las pelas de engenharia mecânica e elétrica – sem avisar ao Postalis. O escândalo veio à tona em 2012 e foi até alvo de uma CPI na Assembléia Legislativa do Rio, mas as investigações foram abafadas. O relatório final da CPI responsabilizou Márcio Costa, sem considerar suas relações políticas e societárias.
Em depoimento à PF, a advogada Beatris Jardim, nomeada por Márcio Costa como diretora financeira, revelou novos nomes que participaram do esquema. Ela disse, quando assumiu o cargo, que já não havia mais o dinheiro das debêntures no caixa. E apontou como verdadeira tesoureira do grupo Aline Cristina Duarte Gonçalves, pessoa de confiança de Costa. “Quando eu perguntava sobre o dinheiro, eles me respondiam com evasivas”, disse Jardim, que já foi indiciada. Outro diretor, Samuel Dionizio entregou à PF extratos bancários que mostram um depósito de pouco mais de R$ 50 milhões do Postalis numa conta vinculada ao recebimento das mensalidades dos alunos. O dinheiro depois foi transferido para outra conta da empresa administradora, sem passar na conta principal da Galileo. Em seguida, os valores “foram pulverizados em uma série de operações com destinação que não pode ser identificada de forma mais clara”. A PF e o Ministério Público, que também atua na investigação, desconfiam que a dinheirama circulou pelas contas das empresas dos sócios do grupo Galileo, depois por outras empresas fantasmas e até doleiros, antes de chegar aos políticos citados.
Uma das empresas que recebeu os recursos pertence, segundo a PF, ao empresário Milton de Oliveira Lyra Filho, conhecido como Miltinho, outro operador importante do esquema. Dono de várias companhias, a maioria de fachada, Lyra Filho é apontado em Brasília como o lobista de Renan. Ligado ao PTB e ao PMDB, o nome de Lyra surgiu na Polícia Federal em 2011 no âmbito da Operação Voucher quando uma empresa sua foi identificada como beneficiária de recursos repassados pelo Ministério do Turismo num convênio com o Instituto Brasileiro de Desenvolvimento e Infraestrutura Sustentável (Ibrasi), uma espécie de ONG. Um ano antes, com aval do PMDB, Miltinho conseguiu que dois cunhados seus comprassem o edifício-sede da Postalis e depois o revendessem, embolsando no negócio mais de R$ 1,2 milhão. Depois da venda, o Postalis passou a pagar aluguel de R$ 139 mil para continuar no mesmo lugar.
A relação com os peemedebistas aproximou Miltinho de Renan Calheiros e os dois passaram a jantar em restaurantes de Brasília. Elementos da investigação da PF sugerem que, por influência do presidente do Congresso, o lobista entrou de cabeça no negócio da Galileo. Figurou primeiramente com 5% no quadro societário do grupo, por meio de sua empresa IDTV Tecnologia e Comunicação. Depois, trocou a IDTV pela Euro America Participações, que funciona no mesmo endereço numa sala no subsolo de uma galeria comercial do Lago Sul em Brasília. Para a Polícia Federal, o fato de Miltinho estar envolvido no esquema é mais um forte indício – além do depoimento do funcionário da Galileo – da participação de Renan Calheiros no esquema. A PF agora quer quebrar o sigilo financeiro dessas companhias. Na Euro América, Miltinho tem como sócio o investidor Arthur Pinheiro Machado. Ele é investigado pelo Ministério da Previdência pois estaria por trás de falcatruas envolvendo R$ 300 milhões do próprio Postalis.
Além de Miltinho, o lobista de Renan, a PF desconfia que o dinheiro do Postalis possa ter ido parar nas contas das empresas de Ricardo Magro, dono da Refinaria de Manguinhos. Ele aparece como diretor do grupo Galileo, apesar de não possuir qualquer afinidade com a área educacional. Magro sempre atuou no setor de combustíveis e responde processo por sonegação de impostos.
Se a presença de Ricardo Magro nos quadros de um grupo educacional chama a atenção da PF, tampouco se pode desprezar a relação com Marcelo Sereno. Ex-assessor do ex-ministro José Dirceu e figura de proa do PT carioca com reconhecida atuação nos fundos de pensão, Sereno candidatou-se a deputado federal no ano passado, mas não foi eleito. É atribuída a ele a estratégia de arrecadação da campanha de Lindbergh Farias para o governo do Estado, que também fracassou. Na mesma chapa, o único que teve sucesso foi o deputado Luiz Sérgio, que saiu fortalecido com a reeleição e assumiu papel importante na Câmara como relator da CPI da Petrobras. Sua função agora é evitar constrangimentos a Lindberg, que já é alvo de investigação no Supremo por suposto envolvimento no Petrolão. Todos são suspeitos de usar dinheiro desviado de contratos da Petrobras para financiar campanhas políticas. Com as descobertas do caso Galileo, MPF e PF acreditam que o mesmo esquema possa ter ocorrido nos desvios do Postalis, da Petros e de outros fundos de pensão.
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Renan nega propina
Leia aqui a resposta do presidente do Senado a respeito das acusações de que teria recebido propina
Renan nega propina
Claudio Dantas Sequeira
Procurado por ISTOÉ para falar sobre o inquérito da Polícia Federal, que traz os detalhes de um esquema que desviou R$ 100 milhões dos cofres da previdência dos funcionários dos Correios e da Petrobras, e o acusa de ficar com uma propina de R$ 30 milhões, o presidente do Congresso, Renan Calheiros (PMDB-AL), respondeu por meio de sua assessoria que “não tem e não teve nenhuma relação com as instituições mencionadas”, entre elas a Galileo Educacional.
Renan Calheiros afirma não ter nenhuma relação com as “instituições mencionadas”
Em depoimento que embasou o inquérito da PF, revelado por ISTOÉ, o delator Reinaldo Souza da Silva disse que, do total desviado no esquema, Renan teria embolsado R$ 30 milhões, o senador Lindbergh Farias (PT-RJ) R$ 10 milhões e o deputado Luiz Sérgio, ex-ministro de Dilma e relator da CPI da Petrobras, o mesmo valor.
O senador Lindbergh Farias também negou qualquer relação com o grupo Galileo e as universidades Gama Filho e UniverCidade. Para ele, a denúncia “não tem pé nem cabeça”. “Isso é um delírio descabido. É preciso que se apresente o mínimo de prova. E a prova de que não sou investigado é que o caso não está no Supremo”, afirmou. Lindbergh afirma que no auge de crise da Gama Filho, pediu a intervenção do MEC.
Ele acrescenta que conheceu o então dono do grupo Galileo, Márcio André Mendes Costa, na condição de juiz do Tribunal Regional Eleitoral (TER), não como advogado ou empresário. O deputado Luiz Sérgio também afirmou à ISTOÉ desconhecer a denúncia e o inquérito da PF, mas defende o esclarecimento da questão. Ele negou qualquer relação com os envolvidos, mas confirmou ter se reunido com Mendes Costa, que o procurou para interceder junto ao Ministério da Educação para evitar o descredenciamento da Gama Filho. “Ele disse que estava em busca de um novo sócio para tirar a universidade da situação que se encontrava e a cassação do registro inviabilizaria a iniciativa”, justificou Luiz Sérgio. “Esse Márcio André se movimentou muito para buscar uma saída. Disse que tinha um investidor, mas não falou quem era”, afirma o deputado.
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Renan Calheiros(PMDB)
Fotos: Adriano Machado/Ag. Istoé, Pedro Ladeira/Folha Press, Ueslei Marcelino/Folha Press; Pedro Teixeira/O Globo
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Brasil vence Venezuela e pega Paraguai nas quartas
Com Neymar na plateia, Brasil dá sono, mas vence e pega Paraguai nas quartas
O time comandado por Dunga segue em Santiago até a viagem na quinta-feira à noite para a partida.
A passagem em primeiro lugar do grupo C começou a ser garantida a partir de escanteio cobrado por Robinho e finalização de primeira de Thiago Silva, na marca do pênalti, aos oito minutos.
Um golaço.
Na comemoração, o zagueiro do Paris Saint-Germain apontou para um espaço reservado nas arquibancadas, em que se encontrava Neymar, suspenso por quatro jogos após confusão contra a Colômbia e cujo recurso para reduzir a pena deverá ser definido na próxima terça-feira.
No retorno do intervalo, aos seis minutos, Roberto Firmino completou lindo de passe de Willian e fechou a conta. Foi o quarto gol do jogador do Hoffenheim com a camisa canarinha. Miku descontou para os adversários aos 38, pegando rebote de Jefferson.
Na ausência do craque do Barcelona, a braçadeira de capitão ficou com o zagueiro Miranda.
Essa não foi a única mudança de Dunga para o confronto: o comandante tetracampeão mundial barrou Fred, que ñao vinha agradando, para a entrada do veterano Robinho e se decidiu por Philippe Coutinho para o lugar de Neymar. Funcionou em parte.
Um dos homens de confiança da comissão técnica, o destaque do Santos foi a principal alternativa para saída ao ataque e chamava o jogo a todo o momento. As suas arrancadas representaram um suspiro de talento dentro de um time que não teve na criatividade mais uma vez o seu ponto forte.
Faltou Willian. Faltou Coutinho. Faltou Firmino.
Foram apenas três finalizações com perigo no primeiro tempo, com Filipe Luis, Robinho e Willian. A Venezuela assustou apenas uma vez em cruzamento fechado do lateral-esquerdo Cichero.
O jogo seguiu em marcha lenta na volta do vestiário.
Com o segundo gol com Firmino, o Brasil teve até mais espaço para atacar, porém, esbarrou na lentidão na troca de passes e viu os venezuelanos pressionarem e quase arrancarem o empate nos últimos minutos.
Ainda deu tempo de testar David Luiz como volante, Marquinhos na lateral-direita e Daniel Alves mais avançado.
O público total no Monumental foi de 33.284 mil pessoas.
O resultado manteve a seleção na liderança, com seis pontos, mandou a Venezuela mais cedo para casa e ainda classificou no grupo C o Peru, em segundo lugar, para pegar a Bolívia e a Colômbia, em terceiro, para enfrentar a Argentina na próxima fase da Copa América.
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ESPN
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Menor capota veículo no município de Novo Progresso
Um grave acidente foi registrado por volta das 17:00 horas desta sexta-feira(19/06), na avenida entre os dois lagos municipais.
O veiculo Fiat Uno Sporting , placa OSY 7298 ,da cidade de Novo Progresso do Estado do Pará, ficou praticamente destruído. O motorista, um adolescente de 15 anos de idade conseguiu sair sozinho e foi socorrido por populares.
Testemunhas afirmam que o veiculo vinha alta velocidade, o menor perdeu o controle do veiculo e capotou. O carro bateu no canteiro central, capotando por várias vezes e parou na pista contrária tombado.
A Policia Militar chegou rapidamente ao local.
O serviço de atendimento móvel de urgência SAMU, foi chamado para comparecer ao local do acidente para socorrer a vitima, porém o motorista já havia se evadido do local. Em pouco tempo um suposto responsável pelo veiculo chegou ao local e foi conduzido a Delegacia de Policia, para confecção do boletim de ocorrência.
Testemunhas informaram que está não foi a primeira vez que o menor passa por aquele local em alta velocidade dirigindo o mesmo veiculo. Aguardem mais informações sobre este caso no Portal do Jornal Folha do Progresso.
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