Dez países africanos anunciam iniciativa para restaurar 100 milhões de hectares de florestas

Uma coligação de dez países africanos e doadores anunciaram ontem (6) uma iniciativa ambiciosa que prevê restaurar 100 milhões de hectares (um hectare equivale à área de um campo de futebol) de floresta degradada ou de área desflorestada até 2030. Intitulada Iniciativa de Restauração Africana (AFR100), o projeto pretende recuperar as grandes florestas do continente, permitindo a absorção de dióxido de carbono, um dos fatores da alteração climática em curso, e dando qualidade de vida e trabalho nos meios rurais.

O acordo foi alcançado à margem da 21ª Conferência das Partes das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP21), em Paris, e envolve dez Estados africanos e nove parceiros de financiamento, havendo a possibilidade de garantir apoio técnico por meio de dez outras parcerias. Entre os doadores estão a União Africana, a Alemanha e o Instituto de Recursos Mundiais (WRI), uma organização não governamental e sem fins lucrativos norte-americana.

Os países que aderiram são: Etiópia, Libéria, Madagáscar, Malawi, Níger, Quênia, República Democrática do Congo, Ruanda, Togo e Uganda.

“A escala deste novo comprometimento na restauração não tem precedentes”, disse Wanjira Mathai, presidente do Movimento da Cintura Verde, instituição que combate a desertificação e a degradação das florestas na África, e filha do fundador, o ganhador do Nobel da Paz Wangari Mathai. “Já vi restaurações de florestas em pequenas e em grandes comunidades em toda a África, mas a promessa de um movimento que incluirá todo o continente é verdadeiramente inspirador. Restaurar a paisagem vai melhorar e enriquecer as comunidades rurais e trará benefícios para os que vivem nas cidades. Todos ganham”.

Os dez países africanos envolvidos já se comprometeram, por sua vez, a restaurar mais de 30 milhões de hectares e os parceiros, que incluem o Banco Mundial, estão tentando garantir US$ 1 bilhão para assegurar o financiamento. Em causa estão ainda mais US$ 540 milhões destinados ao investimento do impacto do envolvimento do setor privado na Iniciativa AFR100.

Da Agência Lusa / ABr,

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Incidência de raios é risco real à vida no estado do Pará

São 7 milhões dessas descargas ao ano. Em 15 anos houve 121 mortes

O Pará é o segundo Estado brasileiro com a maior incidência de raios. Estima-se que, por ano, caem no território paraense mais de sete milhões de raios, atrás somente do Amazonas, cuja média é de 11 milhões.

Não por acaso, o Estado desponta como um dos primeiros em óbitos por descargas elétricas, com o registro de 121 mortes nos últimos 15 anos, sendo oito delas desde o ano passado. Apenas São Paulo (163), Minas Gerais (129) e Rio Grande do Sul (127) tiveram mais registros de mortes desde 2000.

Os dados são do Grupo de Eletricidade Atmosférica (ELAT) do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), que divulgou, na última semana, a pesquisa “Previsão de raios para o verão de 2015-2016”, sujeito a um evento El Niño muito forte – o atual deve ser o terceiro mais forte desde 1950 depois dos eventos de 1983 e 1998.

É previsto um aumento na ocorrência de tempestades, em relação ao último verão, de 20% nas regiões Sul e Sudeste e de 10% na região Centro-Oeste. Já nas regiões Norte e Nordeste são previstos diminuição na ocorrência de tempestades da ordem de 10% e 15%, respectivamente, em relação ao último verão – de 21 de dezembro a 20 de março de 2016, durante o período mais chuvoso na Amazônia.

“Ao cruzarmos estes percentuais de previsão com a densidade populacional, somos levados a pensar que o número de mortes por raios no próximo verão pode aumentar se não alertarmos adequadamente a população sobre os efeitos do El Niño”, disse o coordenador do ELAT, Dr. Osmar Pinto Junior. Mesmo com a estimativa de redução de descargas atmosféricas nos próximos quatro meses, o Pará desponta como um Estado que merece atenção específica. Das oito últimas mortes registradas, metade delas foi nesse período, contrariando a tendência de óbitos por raios no Estado nos períodos no quais a presença do sol é mais acentuada na região.

Dados do Elat apontam três homens mortos por raios durante os meses de sol mais intenso em 2014 e outro durante o mesmo período deste ano. Os casos do ano passado foram em Abaetetuba, Óbidos e São Félix do Xingu, enquanto o de 2015 foi em Soure, no Marajó. A pesquisa ainda aponta a morte em Curuçá de uma mulher de 45 anos, em 2014; de um homem de 27 anos, em Santarém, de um rapaz de 16 anos, em Ananindeua, no ano passado; e o caso mais recente, de um jovem de 23 anos, que foi atingido por uma descarga elétrica, no último mês de maio, dentro de uma igreja, em Ananindeua.

Ainda conforme o Grupo de Eletricidade Atmosférica, a densidade de raios por km² ao ano, isto é, a área de todo o Pará dividido pela quantidade de raios que caem ao ano é de 5,92 raios por km²/ano – 13º no cenário nacional. Igarapé-Miri desponta como o município paraense com a maior densidade de descargas, equivalente a 13,91 raios por km²/ano. Na sequência aparecem Barcarena (13,59), Belém (13,43), Benevides (13,38), Limoeiro do Ajuru (13,38), Ourilândia do Norte (13,34), Tucumã (13,33), Cametá (12,77), Ananindeua (12,66) e Marituba (12,44).

AQUECIMENTO

O Dr. Osmar Pinto Junior chama a atenção para o aumento da incidência do número de raios nos Estados nortistas nos últimos anos, em razão da região ser a que mais está esquentando, devido ao aquecimento global (cerca de 7 ºC até o fim do século). Ele explica ainda que o padrão de ventos e a alta temperatura da região influi diretamente na formação de tempestades. Para exemplificar, o Pará foi o terceiro Estado da região Norte com maior incidência de raios no primeiro semestre deste ano: 587.741, totalizando 25% do total da região. Em 2015, caíram 10.257 raios a mais no Estado que no ano passado (577.484).

Em setembro, o Inpe lançou um sistema de previsão de raios que pretende informar onde eles irão cair no dia seguinte. Osmar Pinto conta que o sistema deve entrar em operação em janeiro de 2016 e a ideia é firmar parceria com as emissoras de televisão para que, assim como a previsão do tempo, seja divulgado o serviço de previsão de raios. O coordenador do Elat alerta ainda que, apesar da tendência de aumento de raios no Norte, de forma pontual neste verão, por causa do fenômeno El Niño, a região Sul será muito atingida. “No inverno, já tivemos 500% mais raios se comparado a 2014. No Sudeste o aumento foi 100%”, diz Osmar.

O Grupo de Eletricidade Atmosférica (ELAT) chama a atenção para uma mudança no perfil das vítimas de raios. Até 2009, 40% das vítimas tinham até 24 anos. Já nos últimos quinze anos, o número de vítimas dessa faixa etária passou para 68%. O estudo também chama a atenção para um outro dado. Apesar da residência ainda ser o local mais seguro para se abrigar durante os fortes temporais, as mortes dentro de casa saltaram de 12% no primeiro levantamento para 19% nos últimos quinze anos. Ambos as constatações podem ser ilustradas pelo episódio ocorrido em Ananindeua, que vitimou o jovem cantor, de 23 anos, dentro da igreja.

“Os números preocupam e mostram que precisamos evoluir em sistemas de proteção dentro de casa, pois ainda há riscos. É necessário que as pessoas evitem ficar próximo de objetos ligados à rede elétrica ou rede telefônica durante as tempestades”, disse o coordenador do Elat. Ele ainda orienta as pessoas a evitarem banhos no chuveiro elétrico, falar ao telefone com fio e ficar próximo a eletrodomésticos e grande objetos metálicos, durante tempestades. Falar ao celular não é perigoso, desde que ele não esteja conectado ao carregador.

Além das citadas, as principais circunstâncias de mortes por raios são no transporte, embaixo de árvores, em campo de futebol e na praia. O pesquisador ainda ressalta que as orientações sobre como se proteger de raios chegam mais fácil à população adulta do que aos jovens e crianças. “Ou o jovem não recebe ou negligencia a informação, o que sugere que devemos fazer ações voltadas para esse público. Uma sugestão é que os livros didáticos tragam informações para que as crianças percebam o perigo dos raios e ao longo das próximas gerações tenhamos crianças mais protegidas”, afirma.
Por: O Liberal

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Foto: Arquivo (O Liberal)
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Incra e Sindicato de Trabalhadores Rurais fazem parceria para elaborar Cadastro Ambiental Rural de assentamento em Santarém/PA

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A Superintendência Regional do Incra no Oeste do Pará e o Sindicato dos Trabalhadores e das Trabalhadoras Rurais (STTR) de Santarém (PA) assinaram na quarta-feira (2) um termo de cooperação técnica para a elaboração do Cadastro Ambiental Rural (CAR) do Projeto de Assentamento Agroextrativista (PAE) Eixo Forte, localizado no município.

O documento, assinado pelo superintendente do Incra Oeste do Pará, Claudinei Chalito, e o presidente do STTR Santarém, Manoel Edivaldo Santos Matos, tem vigência imediata. A princípio, o prazo para a conclusão do objeto da parceria, a elaboração do CAR do PAE Eixo Forte, estende-se até o dia 29 de janeiro de 2016.

O CAR para o Eixo Forte será coletivo, ou seja, um só com efeitos para todo o assentamento. Isso ocorre porque a modalidade do projeto, PAE, é coletiva. A elaboração do CAR será feita pelo STTR Santarém, cabendo ao Incra o acompanhamento e o suporte técnico, como o repasse de dados.

Assim que concluídas as peças técnicas por parte do sindicato, o Incra as encaminhará para a Universidade Federal de Lavras (UFLA), de Minas Gerais, que finalizará os procedimentos e lançará os dados no Sistema Nacional de Cadastro Ambiental Rural, o Sicar. Incra e UFLA têm uma parceria em vigor que trata da emissão de CAR em assentamentos da reforma agrária e territórios quilombolas.

Uma vez emitido o CAR, o Incra cumpre uma obrigatoriedade legal e permite aos assentados, por exemplo, obter financiamentos e o licenciamento de atividades produtivas, como a piscicultura, que estão vinculados ao cadastro ambiental.

Acesse AQUI mais informações sobre o CAR.

Assessoria de Comunicação Social do Incra/Santarém
(93) 3522-1192
ascom@sta.incra.gov.br
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Seis pessoas são presas por fraudes em manejos florestais

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Polícia Federal estima prejuízos de mais de R$ 28 milhões

Seis pessoas foram presas durante a operação ‘Tabebúia’, realizada pela Polícia Federal no Pará, Minas Gerais, São Paulo e Paraná, nesta sexta-feira (4). No Pará, os municípios alvos da ação são Belém, Ananindeua, Marituba, Tailândia e Almeirim. A operação envolve buscas e apreensões em 41 endereços ligados a cinco empresas no Pará, São Paulo e Curitiba. Também houve busca e apreensão na sede do Instituto de Terras do Pará (Iterpa), porque há suspeita da participação de uma servidora nas fraudes.

Também foram cumpridos 32 mandados de busca e apreensão. Todos os acusados e material apreendido foram encaminhados à sede da Polícia Federal na capital paraense. Os seis presos prestam depoimento na tarde de hoje.

A operação ‘Tabebúia’ faz parte de uma investigação sobre esquema que faz a chamada lavagem de madeira. Análises de dados dos sistemas florestais e escutas telefônicas forneceram provas importantes para os investigadores. Nesse tipo de esquema, a madeira retirada em desmatamentos ilegais na Amazônia entra nos sistemas de controle da comercialização de produtos florestais por meio de fraude em planos de manejo aprovados pelo poder público, geralmente em nome de laranjas. Comprada por grandes empresas exportadoras, a madeira derrubada ilegalmente é vendida com aparência de legalidade para compradores no exterior.

Cada plano de manejo aprovado pode comercializar quantidades determinadas de madeira, os chamados créditos florestais. Nos planos usados para esquentar madeira ilegal, os créditos são usados apenas para justificar a compra e a venda de madeira ilegal. No caso da operação Tabebuia (referência ao nome científico do ipê, tabebuia serratifolia), o esquema começou a ser desvendado quando o Ibama identificou uma grande concentração de ipê e maçaranduba, duas madeiras nobres, em quantidade acima de 50% em um plano de manejo aprovado. A concentração contraria os dados científicos sobre a dispersão dessas espécies na floresta amazônica.

A partir dessa discrepância, descobriu-se que 81% da madeira retirada do plano de manejo fraudulento tinha sido destinada à Jari Florestal S.A, uma das maiores empresas exportadoras de madeira do país. No total, a Jari, segundo os registros no sistema de controle, teria recebido dois carregamentos de madeira somando quase 9 mil metros cúbicos de um plano de manejo localizado há mais de 500 km de distância da sede da empresa. Para se ter uma ideia, essa quantidade de madeira teria que ser transportada por uma frota de mais de 220 caminhões.

Apesar do volume e da distância, a investigação mostrou que cada carregamento demorou, entre a entrada no sistema de controle e o registro da chegada, apenas dois dias para alcançar o destino. Como não há estrada entre Juruti, onde fica o plano de manejo fraudulento, e Almeirim, sede da Jari Florestal, a madeira teria que ter percorrido a distância em caminhões e depois balsas, o que seria impossível em dois dias. Com o avanço das investigações, a Polícia Federal descobriu que o mesmo tipo de operação com evidência de fraude ocorreu envolvendo a Jari e outros planos de manejo.

Só de um dos planos de manejo, foram movimentados mais de R$ 28 milhões em madeira ilegal entre dezembro de 2014 e fevereiro de 2015, devido ao alto valor comercial do ipê: um metro cúbico de madeira serrada pode alcançar o preço de R$ 3 mil dólares no mercado internacional. O ipê é considerado uma das madeiras mais resistentes, usada em deques e revestimentos para áreas externas e ate parques públicos em grandes cidades dos Estados Unidos.

A Jari Florestal também comprou créditos para comercializar ipê de outras sete empresas próximas da capital paraense, Belém. Em várias dessas compras, o sistema registrou tempos curtos demais para a chegada da madeira, sendo que distância entre Belém e Almeirim é de mais de 800 km. Em uma das movimentações, a madeira enviada pela Pampa Exportações (outra empresa investigada) atravessou o Pará em apenas 10 minutos.

Ao examinar os dados das transferências de madeira feitas para a Jari Celulose, a PF encontrou a localização, através do IP (Internet Protocol) dos computadores de onde foram feitos os registros nos sistemas florestais, todos com a senha do suposto dono do plano de manejo, Jovino Vilhena. As transações milionárias de madeira entre Almeirim e Juruti na verdade tinham sido feitas de um computador em uma empresa de informática na periferia de Belém.

Vilhena foi um dos alvos da operação hoje. Ele atua como despachante para várias empresas madeireiras e, segundo a investigação, não tem recursos financeiros para ser proprietário de terras e titular de um plano de manejo. Os mesmos IPs foram utilizados em várias outras operações suspeitas envolvendo as cinco empresas investigadas na operação Tabebuia: Jari Florestal, Pampa Exportações, KM Comércio e Exportação de Madeiras, Legno Trade Comércio, Importação e Exportação de Madeira e Irmãos Alvarenga Indústria e Comércio de Madeira. Todas são alvo de buscas e apreensões.

O Portal ORM News tenta contato com as empresas e pessoas acusadas na operação.
Por: Redação ORM News com informações do Ministério Público Federal
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Nasa divulga a melhor foto já tirada de Plutão até hoje

A nova sequência de fotos traz algumas das melhores e mais aproximadas das imagens

A Nasa, agência espacial americana, divulgou neste sábado (05) uma foto inédita de Plutão. A imagem, enviada pela sonda New Horizons, é a primeira de uma série que é considerada pela agência a melhor já feita.

Segundo nota divulgada no site da Nasa, a nova sequência de fotos traz algumas das melhores e mais aproximadas imagens que os seres humanos poderão ver de Plutão em décadas.

Confira a imagem em alta resolução.

A espaçonave New Horizons, que tem o tamanho de um piano, tem transmitido a cada semana novos dados de seu voo histórico por Plutão, realizado em 14 de julho.

Algumas imagens da missão já haviam sido divulgadas, mas esta nova foto foi tirada da menor distância de Plutão que a sonda conseguiu chegar e é considerada a imagem mais próxima de Plutão.

Segundo informações da Nasa, as resoluções chegam a ter de 77 a 85 metros, por pixel, e revelam características da superfície de Plutão de um espaço equivalente a menos da metade do tamanho de um quarteirão.

As novas fotos mostram uma grande variedade de terrenos crateras, montanhas e glaciares de Plutão.

Esta é a imagem com maior resolução já tirada pela New Horizons. Os grandes blocos de gelo de Plutão aparecem comprimidos nas montanhas al-Idrisi, na região que fica a noroeste de Plutão e é informalmente chamada de Sputnik Planum. Alguns lados da montanha são cobertos por um material escuro, enquanto outros são mais brilhantes.

A foto mostra também, segundo a Nasa, que as montanhas na planície gelada de Sputnik Planum terminam abruptamente e os gelos, ricos em nitrogênio, formam uma superfície quase plana, interrompida por um traço de impressionante.

De acordo com a Nasa, as últimas imagens reproduzem uma faixa de cerca de 80 quilômetros de largura.

Pesquisadores e diretores da Nasa se impressionam com foto

“Essas imagens em close-up, que mostram a diversidade de terrenos em Plutão, demonstram o poder de nossos robôs para revelar dados intrigantes aos cientistas aqui no planeta Terra”, disse John Grunsfeld, ex-astronauta e chefe da Divisão de Missões Científicas da Nasa em nota divulgada no site da agência.

“A New Horizon nos emocionou durante o voo de julho, com as primeiras imagens mais próximas de Plutão, e conforme a espaçonave vai transmitindo a nós mais fotos desse tesouro, nós ficamos mais maravilhados com o que vemos”, acrescentou Grunsfeld.

“Estas novas imagens nos fazem perder o fôlego e nos abrem uma janela de altíssima resolução da geologia de Plutão”, disse Alan Stern, o principal investigador da New Horizons, membro do Instituto de Pesquisa do Sudoeste (SwRI, na sigla em inglês).

“Nada nesse nível de qualidade estava disponível sobre Vênus ou Marte mesmo décadas após os primeiros voos rasantes pelos planetas; em Plutão já estamos lá – entre suas crateras, montanhas e campos de gelo – menos de cinco meses após o voo. As descobertas cientificas que podemos fazer com estas imagens são simplesmente inacreditáveis”, afirmou Stern.

Por: Exame
Foto: Reprodução

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Sub-registro de bebês cai para 1% em 10 anos, segundo IBGE

A certidão de nascimento é o primeiro documento civil de uma pessoa. Ela garante acesso a serviços públicos ao atestar o nome e a filiação de crianças e jovens. Em 2004, 17% das crianças não tinham a certidão de nascimento no primeiro ano de vida. Em 2014, esse percentual caiu para 1%, o que significa a erradicação do sub-registro civil de nascimento no Brasil. O dado faz parte do relatório Estatísticas do Registro Civil, divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) no fim de novembro.

O secretário especial de Direitos Humanos do Ministério das Mulheres, Igualdade Racial e Direitos Humanos, Rogério Sottili, diz que as ações do governo federal para erradicar o sub-registro ganharam reforço, em 2007, com a criação de um comitê gestor para articular órgãos e entidades.

“Isso deve ser comemorado, é muito importante e deve ser reconhecido como uma política de governo, de Estado, voltada para a situação dos vulneráveis e garantindo a eles um direito humano básico que é o direito à identidade que propicia o acesso às políticas públicas”, disse Sottili.

O secretário explicou que a certidão de nascimento abre as portas para a retirada de outros documentos, como a identidade, e é também o primeiro passo para a cidadania plena.

O gestor de relações institucionais da Pastoral da Criança, Clóvis Boufleur, avalia a erradicação como um avanço. “Ao chegar a esse índice de 1%, o país dá sinais de que as crianças devem ser prioridade absoluta, como está na Constituição”, disse.

Ele alerta, entretanto, que o índice é uma média nacional e que é preciso ficar atento a regiões como Norte e Nordeste em que as taxas de sub-registro ainda são altas.

Para ele, as campanhas de conscientização, a gratuidade do registro civil e o fato de a mãe poder registrar o filho no mesmo patamar de direito que o pai contribuíram para a redução do sub-registro.

Os dados mais recentes mostram ainda uma forte redução nos registros tardios, feitos com até dez anos de atraso, que passaram de 54,7%, em 1974, para 10,2%, em 2004.

Áreas vulneráveis

Os dados do IBGE mostram que as regiões Norte e Nordeste são as que têm os percentuais mais altos de sub-registro civil de nascimento. No ano de 2014, a Norte apresentou 12,5% de sub-registro e a Nordeste, 11,9%.

Clóvis Boufleur cita a dificuldade de acesso aos cartórios como um dos motivos dos índices de sub-registro nessas regiões. Ele cita ainda a maior frequência de partos domiciliares, nos quais as mães, muitas vezes, não recebem orientações sobre a importância de registrar os filhos.

“Para quem tem nada ou pouco recurso, gastar para ir a um cartório não é possível. Temos que desenvolver um projeto de registro itinerante, em parceria com cartório, prefeituras, serviços de saúde, igrejas. Que pelo menos uma vez por mês possa haver uma estratégia conjunta”, disse.

O secretário Rogério Sottili também acredita na importância de se reforçar estratégias em regiões vulneráveis. “Temos que levar para essas regiões uma campanha de informações sobre a importância da certidão de nascimento para que as pessoas também procurem cartórios e que a gente possa procurar as maternidades para que elas possam explicar esse processo”, disse.

O registro de nascimento é gratuito e pode ser feito a qualquer tempo, sem custo para os responsáveis pela criança. A lei determina que o recém-nascido deve ser registrado em cartório no prazo de 15 dias do nascimento – ou de até 3 meses nos casos em que os pais morem a mais de 30 quilômetros da sede do cartório.
Foto: Agência BrasilFoto: Agência Brasil

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PM acusado da morte de cinco jovens cai em contradição

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O soldado Antônio Carlos Gonçalves Filho — preso pela morte de cinco jovens em Costa Barros — caiu em contradição em relação à dinâmica do crime. Ontem, ele negou a deputados da CPI dos Autos de Resistência que o carona de uma moto tivesse atirado contra sua guarnição. Na noite de sábado, entretanto, Antônio e o também soldado Thiago Resende Viana Barbosa garantiram, em depoimento na 39ª DP (Pavuna) que a troca de tiros teve início justamente com disparos dados pelo tal rapaz.

No áudio da conversa entre os militares e os parlamentares, no novo Batalhão Especial Prisional (BEP), em Niterói, Antônio relata que uma outra viatura da unidade escoltou o caminhão de uma cervejaria que fora roubado na Estrada João Paulo. Na gravação, à qual o EXTRA teve acesso, o soldado conta que, depois da retirada da carreta, chegou uma “moto com um moleque de fuzil na garupa, com um fuzil AK-47 na garupa”, mas o rapaz não apontou a arma para os PMs.

Antônio disse ainda que o jovem se assustou ao cruzar com os policiais, ultrapassou uma van e entrou na comunidade da Lagartixa. “Não tinha como a gente acertar eles”, explicou. O soldado disse também que o tiroteio só teve início quando o carona do Palio, com o corpo para fora do veículo, disparou contra os PMs, que reagiram. “Começou uma troca de tiros maluca, todo mundo dando tiro em todo mundo”.

Em depoimento na delegacia, por volta de 8h de domingo, Antônio diz ter percebido a aproximação da “motocicleta com dois ocupantes, estando um carona com um fuzil” que atirou várias vezes ao se aproximar da viatura. Neste momento, segundo o soldado, ele e os outros militares reagiram. Thiago deu a mesma versão, na distrital.

‘Acordo de cavalheiro’, cita PM

Também na conversa com os deputados, Antônio Carlos narra ainda que, depois de chegarem próximo ao caminhão roubado, que havia sido bloqueado pelo sistema de segurança, os PMs pediram reforço da supervisão do 41º BPM (Irajá). Com a chegada de um tenente e um aspirante da unidade, eles esperaram no local pelo funcionário da cervejaria. Neste intervalo, criminosos passaram armados, “entrando” “na frente” e “atrás” dos militares. “Só que naquele acordo de cavalheiros: ninguém dá tiro em ninguém.”

Antônio ainda conta que, homens em um HB20 branco com fuzis para fora passaram a 50 metros da guarnição, que estava “no meio de duas comunidades, aguardando e preservando o local”. “Os moleques iam e voltavam no HB20”, acrescentou Márcio.

Na segunda-feira, o major Moisés Sardemberg será ouvido na 39ª DP. Segundo depoimento dado pelo capitão Daniel Florentino, do 41º BPM, ele foi acionado do roubo de carga por Sardemberg, que teria uma empresa de segurança que presta serviços para uma cervejaria.

Foto: Jornal ExtraFoto: Jornal Extra

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Denúncias ambientais podem gerar R$ 4,3 milhões de reparação

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O Ministério Público do Estado do Pará, por meio do promotor de Justiça titular do cargo de Goianésia do Pará, Mauro Guilherme Messias dos Santos, ajuizou 33 denúncias ambientais contra pessoas físicas e jurídicas do sudeste do Estado, com pedido de reparação mínima no total de 4,3 milhões de reais. As denúncias foram protocoladas na semana e divulgadas nesta sexta-feira (04).Todas as ações penais contêm, em separado, um pedido de reparação mínima do dano ambiental causado, somando ao todo R$ 4,3 milhões

As denúncias narram os crimes previstos nos arts. 46, parágrafo único (expor à venda, ter em depósito, transportar ou guardar madeira, lenha, carvão e outros produtos de origem vegetal, sem licença válida para todo o tempo da viagem ou do armazenamento), e 50 (destruir ou danificar florestas nativas ou plantadas ou vegetação fixadora de dunas, protetora de mangues, objeto de especial preservação), da Lei de Crimes Ambientais, e buscam responsabilizar criminalmente um número de fazendeiros e sociedades madeireiras que atentaram de forma grave contra o meio ambiente. Todas as ações penais contêm, em separado, um pedido de reparação mínima do dano ambiental causado.

A soma dos pedidos reparatórios alcança os milhões de reais. ‘Bem a propósito, a atitude da Promotoria de Goianésia do Pará atende duas demandas: combate um problema ambiental severo, atual e amplamente noticiado na imprensa, a saber, a forte poluição atmosférica que assola o Estado do Pará, oriunda, majoritariamente, de queimadas por ação antrópica, e, reforça positivamente o compromisso do Brasil na apresentação de sua principal proposta em Paris, durante a COP21, ou seja, a redução do desmatamento na Amazônia como causa eficiente da diminuição do aquecimento global’, frisa o promotor de Justiça Mauro Messias.

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ORMNEWS: Negociadores de 195 países adotam acordo sobre o clima

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Reduzido a 48 páginas, o texto constitui “uma nova base de negociações que foi aceita por todos”, disse a representante francesa Laurence Tubiana diante das delegações reduzidas em Le Bourget (norte de Paris).

O objetivo é limitar a um máximo de 2ºC o aquecimento do planeta em relação à era pré-industrial, através de uma redução das emissões de gases de efeito estufa resultantes da atividade humana.

O principal obstáculo continua sendo o financiamento da ajuda climática aos países do Sul e a diferenciação dos esforços que cada um deve fazer para lutar contra as mudanças climáticas.

Foto: STEPHANE DE SAKUTIN /
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Cunha reage a novos ataques de Dilma feitos nesta sexta

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Deputado voltou a dizer que maior escândalo de corrupção do mundo foi na Petrobras

O presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ) – André Coelho/03-12-2015 / Arquivo O Globo

Brasília- Dentro da estratégia de não deixar sem resposta ataques que receber, o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), reagiu às críticas feitas a ele pela presidente Dilma Rousseff nesta sexta-feira. Ao discursar em evento que encerrou a 15ª Conferência Nacional da Saúde, Dilma repetiu hoje que disse no pronunciamento da útima quarta-feira, destacando que não tem conta na Suíça, que não cometeu atos ilícitos e que em sua biografia não há “nenhum ato de uso indevido de dinheiro público”.

Por meio de sua assessoria, Cunha disse que não se sente atingido pelas palavras dela. Na reação, atacou Dilma dizendo que a Petrobras, alvo do maior escândalo de corrupção do mundo, foi dirigida por ela desde 2003, seja como ministra, presidente do conselho da estatal e como presidente da República. A assessoria do deputado divulgou a frase e pediu que fosse publicada na íntegra.

“Não me sinto atingido pelas palavras da presidente e lamento que o maior escândalo de corrupção, de desvio de dinheiro público, do mundo esteja na maior empresa do governo dela; dirigida por ela desde 2003, seja como ministra, seja como presidente do conselho ou seja, ainda, como presidente da República”, disse Cunha.

Cunha e Dilma trocam farpas desde a última quarta-feira, quando o presidente da Câmara decidiu aceitar o pedido de impeachment dos juristas Miguel Reale Jr. e Hélio Bicudo. Cunha tomou a decisão após saber que não teria o apoio dos três deputados petistas que integram o Conselho de Ética da Câmara, que votará na próxima terça-feira se abre ou não processo de quebra de decoro do parlamentar.
Por: O Globo
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