Feriados 2016: veja a lista de pontos facultativos e feriados nacionais

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Além de 1º de janeiro, são mais 13 datas de feriado ou ponto facultativo.
Lista foi publicada nesta segunda-feira (4) no ‘Diário Oficial da União’.
O governo federal publicou nesta segunda-feira (4) no “Diário Oficial da União” a lista dos feriados federais para o ano de 2016. Além do 1º de janeiro, são mais 13 datas, entre feriados e pontos facultativos. Confira a lista:

– 8 de fevereiro (segunda-feira): Carnaval (ponto facultativo)

– 9 de fevereiro (terça): Carnaval (ponto facultativo)

– 10 de fevereiro: quarta-feira de Cinzas (ponto facultativo até as 14 horas)

– 25 de março (sexta): Paixão de Cristo (feriado nacional)

– 21 de abril (quinta): Tiradentes (feriado nacional)

– 1º  de  maio (domingo): Dia  Mundial  do  Trabalho  (feriado nacional)

– 26 de maio (quinta): Corpus Christi (ponto facultativo)

– 7  de setembro (quarta):  Independência do Brasil (feriado nacional)

– 12 de  outubro (quarta): Nossa  Senhora Aparecida  (feriado nacional)

– 28 de outubro (sexta): Dia do Servidor Público (ponto facultativo)

– 2 de novembro (quarta): Finados (feriado nacional)

– 15 de novembro (terça): Proclamação da República (feriado nacional)

– 25 de dezembro (domingo): Natal (feriado nacional)

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Do G1 Brasilia

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Novo mínimo deve reforçar economia paraense em R$ 1,7 bilhão

Levantamento mostra que 40% da população ocupada do Estado sobrevive com salário mínimo

O novo salário mínimo de R$ 880 entrou em vigor no dia 1º de janeiro e vai incrementar a economia paraense com aproximadamente R$ 1,7 bilhão nos próximos 12 meses. Uma pesquisa divulgada pelo Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioecônomicos no Pará (Dieese/PA) nesta segunda-feira (4) mostra que aproximadamente 40% da população do Estado recebem um salário mínimo.

São cerca de 1,4 milhão de pessoas. No entanto, o Dieese/PA destaca que apesar do aumento de 11,68% e ganhos reais de cerca de 76% em 13 anos, o mínimo tem baixo poder de compra. A pesquisa mostra que, em novembro, a cesta básica do paraense custou R$ 325,69 e comprometeu 45% do salário mínimo de R$ 788 vigente na época.

Na região Norte, o novo mínimo vai gerar incremento de R$ 3,160 bilhão na economia, beneficiando 2,6 milhões de pessoas. Para o Dieese/PA, o salário mínimo deveria ser de aproximadamente R$ 3.400 para conseguir dar conta de itens como habitação, vestuário, transporte, educação, alimentação e lazer.
OrmNews
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Emenda de Cunha à MP dos Portos favoreceu doador de Temer

Uma emenda do atual presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), à MP dos Portos favoreceu um grupo empresarial cujo os sócios realizaram doações eleitorais à conta de campanha do vice-presidente da República, Michel Temer. De acordo com reportagem do jornal “O Estado de S. Paulo”, foi com base na emenda, aprovada no Congresso e sancionada pela presidente Dilma Rousseff, que o grupo Libra conseguiu renovar sua concessão no porto de Santos (SP) mesmo tendo uma dívida milionária com a União.

A emenda de Eduardo Cunha permitiu que a renovação de concessão proposta pela MP pudesse ser feita por empresas que tinham débito com a União desde que os grupos econômicos se submetessem a resolver a dívida em uma câmara de arbitragem. O texto original do governo vedava a renovação para os devedores. A proposta do atual presidente da Câmara foi aprovada pelo Congresso e sancionada por Dilma. O Grupo Libra, segundo o jornal, foi o único a se beneficiar com a medida.

O conglomerado administra uma área do terminal portuário desde 1998, quando venceu uma concorrência oferecendo pagar dez vezes mais pela concessão do que o segundo colocado. Poucos meses depois, o grupo passou a contestar o contrato afirmando que a área era menor do que o previsto. De acordo com o jornal, a dívida, corrigida, estaria em R$ 850 milhões. Com base na emenda de Cunha, foi celebrada a adesão à arbitragem e a renovação da concessão por 20 anos. O contrato foi assinado pelo ex-ministro Edinho Araújo, deputado federal e próximo de Temer. O grupo Libra se comprometeu a fazer novos investimentos de R$ 750 milhões.

Ana Carolina Borges Torrealba e Rodrigo Borges Torrealba, sócios do grupo, doaram R$ 1 milhão para o comitê financeiro montado pelo vice-presidente em 2014. Os recursos foram repassados a aliados do vice.

O vice-presidente negou ao jornal qualquer vinculação entre a doação recebida e a renovação da concessão. Ressaltou que o montante foi repassado a 12 candidatos e um diretório estadual do PMDB. A Secretaria de Portos argumentou que a arbitragem permitirá resolver o conflito de forma mais célere, uma vez que haviam nove processos em andamento na Justiça. Ressaltou que a renovação da concessão está condicionada à solução do impasse pela arbitragem. O ex-ministro Edinho Araújo também defendeu a celeridade como justificativa para a renovação e ressaltou que no novo formato do contrato a capacidade do terminal dobrará, gerando mais empregos.

O Grupo Libra negou estar inadimplente, ressaltando que caberá à arbitragem definir se há débitos ou créditos na relação com a União. Pelo Twitter, o presidente da Câmara, Eduardo Cunha, afirmou que a matéria não esclareceu que a emenda foi feita “bem antes da suposta doação”. Destacou que a emenda foi aprovada pelo Congresso e sancionada por Dilma. Afirmou que a sua emenda apenas trouxe para a MP dos Portos previsão que já havia na lei da arbitragem, em tramitação na Câmara.

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Por Agência Brasil  Foto: Agência Brasil
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Governo estuda aumento menor para o Bolsa Família

Após o veto da presidente Dilma Rousseff ao reajuste de ao menos 16,6% em programas sociais como o Bolsa Família na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), o governo estuda como dar alguma elevação ao benefício, ainda que inferior à inflação acumulada desde o último aumento, ocorrido há 20 meses.

Está prevista uma elevação de R$ 1,1 bilhão no orçamento do programa em relação ao ano passado. No entanto, o governo ainda faz contas para definir como usará a verba nas ações do programa, que atende 13,9 milhões de famílias. Não está definido, por exemplo, se será um aumento linear. Se isso ocorrer, o benefício básico mensal por pessoa passará dos atuais R$ 77 para cerca de R$ 80. “Deverá ter algum reajuste, mas, por enquanto, é manter o programa tal como ele está”, disse o líder do governo na Câmara, José Guimarães (PT-CE).

A LDO de 2016 foi publicada em edição extra do Diário Oficial da União de 31 de dezembro, com um total de 58 vetos. Um deles é a correção do Bolsa Família correspondente ao Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) acumulado entre maio de 2014, quando houve o último aumento do benefício, e novembro de 2015, data do último dado do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O governo rejeita a adoção de um indexador para corrigir o programa.

O orçamento previsto para o Bolsa Família passou de R$ 27,7 bilhões para R$ 28,8 bilhões, aumento de 3,97% entre 2015 e 2016. É justamente este R$ 1,1 bilhão que será usado para reajustar o programa, que faz um repasse médio mensal de R$ 164 por família.

Nas discussões da Lei Orçamentária Anual (LOA) de 2016, que sucede a LDO, o relator do texto, deputado Ricardo Barros (PP-PR), chegou a propor corte de R$ 10 bilhões no orçamento, medida que não avançou.

CRÍTICAS

Guimarães defendeu o veto ao reajuste pela inflação. “Se não vetasse, teria de cortar e o governo não vai cortar os benefícios do Bolsa Família, como queria o Congresso. É muita maldade”, afirmou.

A oposição não poupou o governo. “Em um momento de grave crise, os primeiros a sofrer são os que mais necessitam, ou seja, os beneficiários do Bolsa Família”, disse o presidente do PSDB, senador Aécio Neves (MG). O líder do DEM na Câmara, Mendonça Filho (PE), disse que a medida “manda a conta para os mais pobres” sem que haja contrapartida do governo.

“A presidente vai aprofundar a desconfiança do segmento da população que mais confiou no PT nas eleições. Se não tivesse cometido tanta irresponsabilidade fiscal, teria evitado mais este constrangimento”, disse o líder da minoria na Câmara, Bruno Araújo (PSDB-PE). As informações são do jornal “O Estado de S. Paulo”.

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Santarém-Professor do Município é acusado de crime de pedofilia

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Escola Municipal Ester Ferreira, no bairro Ipanema, onde o professor abusava das crianças.

Na 16ª Seccional de Polícia Civil de Santarém está sendo investigado um caso de crime ligado a Pedofilia. Esse poderia ser só mais um entre muitos outros casos que acontecem em nosso Município, e que na grande maioria das vezes permanece sob o véu da indiferença.

A cada dia que passa, as denúncias de crimes sexuais envolvendo crianças e adolescentes tornam-se alarmantes. Os abusos acontecem principalmente no ambiente doméstico, praticado por pessoas próximas a criança/adolescente.

Neste caso específico, o local para o abuso foi o ambiente escolar. Segundo informações de pais que realizaram a denúncia, há pelo menos quatro vítimas do professor, que atuava na Escola Municipal de Ensino Fundamental Ester Ferreira, localizada no bairro de Ipanema, na grande área da Nova Republica.

Nossa equipe de reportagem teve acesso apenas ao primeiro nome do professor, identificado como Ronaldo. De acordo com o relato de uma das mães, o seu filho, de apenas 9 anos, chegou em sua casa falando que o professor Ronaldo havia acariciado as suas partes íntimas, e depois pediu para que a criança também fizesse a mesma coisa nele.

“Meu filho chegou em casa falando que o professor pegava nas partes íntimas dele, e depois pedia para ele pegar nas partes íntimas dele (professor). Um dia ele chegou em casa chorando, porque o professor tinha dado um tapa na cara dele”, relata Valdicleia Menezes de Almeida, mãe de um dos alunos vítima do professor.

Segundo Valdicleia, ela tomou providências comunicando o fato à direção da escola, que posteriormente comunicou o caso para a Secretaria Municipal de Educação (Semed). De acordo com a direção da escola, na Semed as crianças foram acompanhadas por psicólogos e assistentes sociais, onde se pôde verificar a veracidade dos fatos narrados pelas crianças. Em seguida, o caso foi registrado na Seccional de Polícia Civil. A diretora informou à nossa equipe de reportagem que o professor Ronaldo foi exonerado.

Ainda de acordo com o relato da mãe, os atos de abusos sexuais aconteciam dentro da sala de aula. O professor solicitava que a vítima permanecesse na sala de aula depois que o restante dos alunos saísse. E sozinho com a criança praticava os atos abusivos.

“Além do meu filho, outras crianças também foram vítimas, não só de abuso, mas de agressões físicas, porque ele batia nos alunos dentro da sala de aula. Eu fiz a denúncia, e eu entendi que ele tinha sido afastado por punição. Ontem eu tive a informação de que ele vai dar aula no interior do Município”, reclama a mãe de aluno vítima do professor Ronaldo.

O inquérito policial aberto para apurar o caso está bem avançado. Depois de ouvir várias testemunhas, o Delegado responsável pelo caso deve solicitar a prisão preventiva do professor acusado de crime de pedofilia.

CRIMES DE PEDOFILIA: A legislação brasileira prevê diversos crimes ligados à pedofilia, que vão desde abuso sexual até a pornografia infantil. Neste caso específico, se não houver nenhuma outra denúncia, os crimes imputado ao Professor Ronaldo provavelmente serão de atentado ao pudor e crime de aliciamento de criança.

A pedofilia descrita pelos estudiosos como o desvio sexual caracterizado pela atração por crianças, com os quais os portadores dão vazão ao erotismo pela prática de obscenidades ou de atos libidinosos, não especificamente é um crime. O crime acontece quando a pessoa pedófila realiza ações externas para satisfazer o seu desejo sexual.

O abuso às crianças pode ocorrer na família, através do pai, do padrasto, do irmão ou outro parente qualquer. Outras vezes ocorre fora de casa, como por exemplo, na casa de um amigo da família, na casa da pessoa que toma conta da criança, na casa do vizinho, de um professor ou mesmo por um desconhecido.

Quando os abusos sexuais ocorrem na família, a criança pode ter muito medo da ira do parente abusador, medo das possibilidades de vingança ou da vergonha dos outros membros da família ou ainda temer que a família se desintegre ao descobrir seu segredo. A criança que é vítima de abuso prolongado, usualmente desenvolve uma perda violenta da auto-estima, tem a sensação de que não vale nada e adquire uma representação anormal da sexualidade.

A vítima pode tornar-se muito retraída, perder a confiança em todos os adultos e pode até chegar a considerar o suicídio, principalmente quando existe a possibilidade da pessoa que abusa ameaçar de violência se a criança a denunciar ou negar-se aos seus desejos.

É muito comum as crianças abusadas se demonstrarem aterrorizadas, confusas e muito temerosas de contar sobre o incidente. Com frequência elas permanecem silenciosas por não desejarem prejudicar o abusador ou provocar uma desagregação familiar ou por receio de serem consideradas culpadas ou castigadas.

Crianças maiores podem sentir-se envergonhadas com o incidente, principalmente se o abusador é alguém da família. Mudanças bruscas no comportamento, apetite ou no sono pode ser um indício de que alguma coisa está acontecendo, principalmente se a criança se mostrar curiosamente isolada, muito perturbada quando deixada só ou quando o abusador estiver perto.

Por: Edmundo Baía Junior

Fonte: RG 15/O Impacto

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Altamira -Cobra grande é encontrada e morta no rio Xingu

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Uma sucuri de aproximadamente 7 metros de comprimento foi morta por índios Arawetés, no alto Xingu, o local fica a uma hora de lancha saindo de Altamira e subindo o rio, no sudoeste do Pará, segundo informações o animal estaria passando com dificuldade entre as pedras próximo à aldeia, os índios pescavam no local, quando perceberam o réptil, agressiva, a cobra terminou sendo morta.
Não se tem a data exata de quando o caso ocorreu, mas fontes garantem que foi nas últimas semanas de dezembro/2015, os índios abriram a barriga da cobra e encontraram o que parece ser um animal de médio porte, um filhote de anta.
A cobra sucuri pode viver 30 anos e chegar a 11 metros de comprimento, a digestão das presas geralmente leva meses. Possivelmente a que foi morta pelos Araweté seja uma fêmea, já que os machos são menores.
Tentamos contato com representantes da Fundação Nacional do Índio – a Funai em Altamira, mas até o momento ninguém soube explicar o caso, pilotos de embarcação que passam pela região indígena, nós confirmaram o caso.
Por: RG 15/O Impacto e Felype Adms

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Janot amplia grupo de investigadores para atuar na Lava-Jato

PGR reforça equipe com 5 subprocuradores de olho no aumento de ações contra políticos

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A Operação Lava-Jato, um pesadelo na vida de muitos políticos e empresários influentes há quase dois anos, vem ganhando reforços. No início de dezembro o procurador-geral, Rodrigo Janot, deu uma clara indicação do trabalho que terá pela frente: reforçou o grupo de trabalho encarregado das investigações sobre deputados, senadores e ministros com mais 4 investigadores e criou um grupo especial com 5 subprocuradores para atuar com exclusividade nos recursos da Lava-Jato no Superior Tribunal de Justiça (STJ).

Uma fonte da investigação prevê que até julho os trabalhos em Curitiba (PR), onde está concentrada parte da força-tarefa do Ministério Público, chegarão ao fim. Até lá, o juiz Sérgio Moro deverá ter concluído todos os processos abertos até agora, na avaliação dessa fonte. Porém, os desdobramentos da Operação Lava-Jato nas demais instâncias judiciais e a abertura de novas investigações contra políticos com foro privilegiado ainda não permitem prever um horizonte.

Com isso, a linha de frente das investigações sobre o envolvimento de políticos, empreiteiros, lobistas, doleiros e servidores públicos com a corrupção na Petrobras terá em 2016 um exército de mais de 30 procuradores, subprocuradores e promotores. Trata-se do maior número de investigadores, só do Ministério Público, destacados para atuar num mesmo caso. Nenhum outro escândalo do país mobilizou tanta mão-de-obra.

— Vem muita coisa forte por aí e não vai demorar muito — afirma a fonte vinculada ao caso, acrescentando que nos próximos meses, a força-tarefa deverá botar na praça mais uma grande operação.

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A equipe com a missão mais espinhosa, o grupo de trabalho vinculado ao gabinete de Janot, era formado por nove investigadores, sob a coordenação do procurador Douglas Fischer. No início deste mês, Janot destacou mais quatro investigadores para reforçar o grupo, que tem como tarefa investigar deputados federais, senadores e ministros suspeitos de envolvimento ou de serem beneficiários das fraudes na Petrobras e em outras áreas da administração pública.

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FRENTE PARA INVESTIGAR POLÍTICOS

Com base na apuração do grupo, Janot pediu no início do ano abertura de inquérito contra mais de 50 políticos, entre eles 13 senadores e 24 deputados federais. Mas a demanda cresceu especialmente depois das delações do empresário Ricardo Pessoa e do lobista Fernando Soares, o Fernando Baiano, e devem aumentar ainda mais com novos acordos de delação premiada e com as recentes buscas realizadas em endereços do presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), do ministro do Turismo Henrique Eduardo Alves e do ex-presidente da Transpetro Sérgio Machado. Até agora já foram fechados 35 acordos de delação premiada.

— Teremos mais dois anos de tensão. Mas os efeitos da Lava-Jato podem se prolongar por mais cinco ou até dez anos — arrisca o chefe de uma das bancas de advocacia que atua na Lava-Jato.

A nova equipe do STJ é formada pelos subprocuradores-gerais Francisco de Assis Vieira Sanseverino, Áurea Maria Etelvina Pierre, José Adonis Callou de Araújo Sá, Maria Hilda Masiaj Pinto e Mário José Gisi. Eles terão como missão fazer frente a demanda de habeas corpus e recursos especiais que estão chegando no STJ contra decisões da primeira instância.

A criação da força-tarefa foi sugerida pela 5ª Câmara de Coordenação e Revisão e acolhida pelo procurador-geral. A ideia de Janot é defender a Lava-Jato num campo delicado: a confirmação no STJ das decisões do juiz Sérgio Moro, da 13ª Vara Federal, de Curitiba.

— O que se prevê é que, a partir de agora, muitos recursos vão chegar ao STJ depois de passarem por tribunais regionais federais. Por isso, se criou essa força-tarefa — explica uma das autoridades do caso.

Desde o início do ano também, a equipe da vice-procuradora-geral, Ela Wiecko, já conduz, no âmbito do STJ, as investigações sobre o suposto envolvimento de governadores com desvios na Petrobras. No momento, estão abertos dois inquéritos no STJ contra os governadores do Rio, Luiz Fernando Pezão (PMDB), e do Acre, Tião Viana (PT), e um contra o ex-ministro Mário Negromonte, conselheiro do Tribunal de Contas da Bahia. Mas as investigações podem ser ampliadas se confirmadas as suspeitas contra um magistrado citado no início do caso.

A força-tarefa de Curitiba, coordenada pelo procurador Deltan Dallagnol, conta com 12 investigadores. O grupo foi criado por Janot em abril do ano passado com um número menor, mas cresceu de acordo com a demanda. Com a supervisão do procurador Carlos Fernando dos Santos Lima, o grupo costurou os primeiros acordos de delação premiada e com isso abriu as portas da corrupção entranhada na Petrobras. Desde o início dos trabalhos da Lava-Jato, há mais de 21 meses, já foram bloqueados R$ 2,4 bilhões em bens e dinheiro em contas bancárias de pessoas envolvidas no esquema de corrupção.

DELAÇÕES REFEITAS

Os acordos com o ex-diretor Paulo Roberto Costa, o doleiro Alberto Youssef e o lobista Júlio Camargo, entre outros, levaram à prisão pela primeira vez na história do país donos de grandes empreiteiras e criaram as bases para as investigações contra deputados federais, senadores e ministros em curso no STF.

Colegas dos procuradores de Curitiba entendem, no entanto, que o trabalho não ficou completo. Depois da primeira fase dos acordos, procuradores do grupo de trabalho, de Brasília, tiveram que interrogar novamente alguns investigados, entre eles Júlio Camargo. Só então, Camargo abriu o jogo em relação dois importantes nomes, o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ) e o ex-ministro José Dirceu.

Mais recentemente, a força-tarefa de Curitiba denunciou o fazendeiro José Carlos Bumlai por intermediar falsos empréstimos do Banco Schahin para o PT. O caso teve forte repercussão. Bumlai é suspeito de usar o nome do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva para intermediar negócios entre empresas privadas e o governo.

Parte das investigações da primeira instância já foi transferida para varas federais no Rio de Janeiro e em São Paulo, entre outros estados. Ou seja, a Lava-Jato deverá reduzir o ritmo em Curitiba enquanto ganha fôlego em outras praças.

— Parece que a Lava-Jato não terá fim — conclui um procurador.
O Globo
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PF abole ‘auto de resistência’ em registros policiais

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Norma segue decisão da Secretaria Nacional de Direitos Humanos de 2012

Uma resolução do Conselho Superior de Polícia, publicada nesta segunda-feira (4) no Diário Oficial da União, regulamenta os procedimentos internos a serem adotados no registro de ocorrências e inquéritos da Polícia Federal quando haja suspeitos mortos e feridos em ações.

A norma, que segue recomendação da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República expedida em 2012, abole designações genéricas para registros, como “autos de resistência” e “resistência seguida de morte”. A partir de agora, com a uniformização dos procedimentos, os registros devem seguir as classificações de “lesão corporal decorrente de oposição à intervenção policial” e “homicídio decorrente de oposição à intervenção policial”, conforme o caso.

A resolução do Conselho Superior de Polícia que determinou a mudança é de 13 de outubro de 2015, mas só foi publicada nesta segunda, quando entra em vigor.

O G1 questionou a PF se não havia uniformização dos registros até então e o número de mortes em confronto com agentes da PF em 2015, mas não recebeu resposta até a publicação desta reportagem.

Conforme o texto da resolução publicada no DO nesta segunda-feira, cabe ao delegado verificar se o policial ou os policiais federais envolvidos usaram “moderadamente dos meios necessários e disponíveis para defender-se ou para vencer a resistência”.

Um inquérito deve ser imediatamente instaurado caso o suspeito que resistiu fique ferido ou venha a morrer. Armas, coletes e outros materiais envolvidos devem ser apreendidos e o delegado também deverá solicitar uma perícia para o local.

Para a investigação, o delegado pode pedir os registros de comunicação entre os policiais e de movimentação das viaturas, assim como tomar outras medidas necessárias para identificar os envolvidos. A Delegacia de Crimes Contra a Pessoa da PF, o Ministério Público e a Defensoria Pública também devem ser notificados.

Mortes em confronto

A norma do Conselho de Defesa dos Direitos da Pessoa Humana (CDDPH), da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República, que aboliu o termo “resistência” em boletins de ocorrência e inquéritos de casos resultantes de confrontos com a polícia, é de 21 de dezembro de 2012.

Na ocasião, o governo disse que a decisão levou em consideração a falta de uniformização nos estados. Na época, o órgão apontou que apenas quatro estados (Mato Grosso do Sul, São Paulo, Rio de Janeiro e Santa Catarina.

Um levantamento realizado pelo G1 apontou que ao menos 2.526 pessoas foram mortas em confronto com as policiais militares em 2014. O número refere-se ao registro de 22 estados do país e significava, em média, 7 mortes por dia.
Por: G1
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Brasileira é encontrada morta em apartamento no Japão

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Foto: Arquivo pessoal-Uma brasileira foi encontrada morta em um apartamento incendiado na cidade japonesa de Handa, na província de Aichi, a 340 quilômetros de Tóquio. Akemy Maruyama, de 27 anos, é nascida em Campo Grande.

No mesmo apartamento havia outro corpo, ainda não identificado, e a suspeita é de que seja da irmã de Akemy, Michelle Maruyama, de 29 anos.

De acordo com a imprensa japonesa, os bombeiros chegaram ao local na última quinta-feira (31) para combater um incêndio e encontraram os corpos carbonizados e com sinais de estrangulamento, aparentemente ocorrido um dia antes.

Akemi morava no Japão havia uma década e deixa duas filhas, de cinco e três anos de idade. A avó das crianças, Maria Amarilha Scardin, que vive em Campo Grande, quer trazê-las para o Brasil. As meninas estão atualmente em um abrigo.

“Elas têm que ficar comigo, eu sou avó delas, eu sou a mãe da mãe delas, e elas não têm mais ninguém. Eu quero dar amor, carinho. Elas são pequenas ainda, dá para moldar uma educação”, conta a avó.

O suspeito é um peruano, ex-marido de Akemy, e que está preso. A polícia acredita que, depois de matar as duas mulheres, o autor do crime espalhou o combustível para atear fogo no apartamento e eliminar possíveis vestígios.

A mãe de Akemi diz que a filha foi casada seis anos com o peruano, mas estava separada havia três meses. “Ele fazia ameaças, só que ela não acreditava. Ela achava que ele nunca seria capaz, e não é assim. Quem ameaça, no fundo, pensa em fazer”, afirma Maria.
G1
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Destacamento da PM é alvo de incêndio criminoso em Novo Progresso

Distrito de Vila Isol em Novo Progresso, no PA é alvo de incêndio criminoso.
Caso foi registrado na noite da última quinta-feira, 31.
Segup acredita que o ato é um retaliação à apreensão de armas na cidade.
O incêndio criminoso foi registrado a noite da última quinta-feira (31), em Vila Isol, distrito do município de Novo Progresso, no sudoeste do estado. Segundo informações da Secretaria de Segurança Pública (Segup), a tentativa de incêndio teria ocorrido durante a madrugada e não houve o registro de vítimas. O caso será investigado pelas polícias civil e militar.
Homens da Polícia Militar (PM) estavam em ronda pelo município quando foram surpreendidos pelo fogo no posto policial destacado da Polícia Militar, localizado na Vila Isol, aproximadamente 85 quilômetros de Novo Progresso.

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A suspeita é que o incêndio seja uma retaliação à apreensão de armas ilegais realizada nos últimos dias no município. A ação teria desarticulado atos criminosos na cidade.

Local onde estava a delegacia após incendio
Local onde estava a delegacia após incêndio ( Destacamento da PM )

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