Polícia já ouviu testemunhas da morte de prefeito

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Uma equipe de policiais civis e militares foi destacada para o município de Goianésia do Pará, sudeste parase, para auxiliar nas investigações do assassinato do prefeito da cidade, João Gomes da Silva, 62 anos, conhecido como ‘Russo’. Ele foi morto a tiros na noite de domingo (24), quando participava do velório de um amigo da família.

Algumas testemunhas do crime já foram ouvidas. Durante esta semana, várias pessoas ligadas à vítima estão sendo interrogadas na delegacia do município para que a polícia possa compreender as possíveis motivações do crime. Segundo informações preliminares, um homem que já estava no local fez os disparos contra o político e fugiu de moto com o apoio de um comparsa que o aguardava na área externa de onde ocorria o velório. Viaturas da Polícia Militar e Rotam (Ronda Tática Metropolitana) fazem rondas contínuas na entrada e no centro da cidade.

De acordo com o delegado João Bosco Rodrigues, diretor de Polícia do Interior (DPI), as investigações contam com quatro equipes de trabalho. ‘A determinação é que as nossas equipes permaneçam aqui o tempo que for necessário para solucionar o quanto antes esse crime que abalou o município’, declarou o delegado.

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UHE São Luiz do Tapajós: Audiência pública em Santarém (PA) contará com especialistas em impactos de hidrelétricas

Evento marcado para a próxima sexta também terá relatos sobre irregularidades já detectadas no projeto de São Luiz do Tapajós

Audiência pública em Santarém (PA) contará com especialistas em impactos de hidrelétricas
Quais são os impactos socioambientais provocados pelas hidrelétricas recentemente instaladas ou em instalação na Amazônia? É possível que esses impactos se repitam na região oeste do Estado, para onde o governo federal projeta a instalação de novas usinas?

Para levar ao conhecimento da população respostas a perguntas como essas, o Ministério Público Federal no Pará (MPF/PA) convidou pesquisadores especializados no tema para participarem da audiência pública sobre irregularidades e possíveis impactos da hidrelétrica de São Luiz do Tapajós. O evento será realizado em Santarém (PA) na próxima sexta-feira, 29 de janeiro.

Entre os convidados estão o doutor em Ciências Biológicas Philip Martin Fearnside, autor, entre outros estudos, de “Hidrelétricas na Amazônia: Impactos Ambientais e Sociais na Tomada de Decisões sobre Grandes Obras”, e integrante do grupo de especialistas que em 2015 publicou uma avaliação crítica do Estudo de Impacto Ambiental e do Relatório de Impacto Sobre o Meio Ambiente (EIA/Rima) do aproveitamento hidrelétrico São Luiz do Tapajós.

Fearnside, do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa), foi um dos ganhadores do Prêmio Nobel da Paz em 2007, com outros cientistas do Painel Intergovernamental para Mudanças Climáticas (IPCC), que alertavam sobre os riscos do aquecimento global.

A doutora em Conservação dos Recursos Florestais Ane Auxiliadora Costa Alencar, outra convidada da audiência pública, é uma das realizadoras de estudo do Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (Ipam) sobre a projeções para o desmatamento no oeste do Estado caso sejam construídas as hidrelétricas previstas pelo governo federal para a região.

O coordenador adjunto do Programa Xingu do Instituto Socioambiental (ISA), o engenheiro de produção Marcelo Salazar, vai relatar os resultados de pesquisas feitas pelo instituto na área de hidrelétrica de Belo Monte, em Altamira, também no Pará. Os resultados dos estudos “Dossiê Belo Monte” e “Atlas dos Impactos da UHE Belo Monte Sobre a Pesca” servirão como base para debate sobre as similaridades entre os projetos de Belo Monte e de São Luiz do Tapajós.

Para falar sobre a atual situação energética do país foram convidados o doutor em Planejamento de Sistemas Energéticos e mestre em Planejamento Urbano e Regional Celio Bermann, professor no Instituto de Energia e Ambiente da Universidade de São Paulo (USP) e coordenador do Programa de Pós-Graduação em Energia da USP, e o doutor em Planejamento Energético e mestre em Sistemas de Potência Ricardo Lacerda Baitelo, coordenador de Clima e Energia do Greenpeace Brasil.

O mestrando em Direitos Humanos pela Universidade Federal do Pará Rodrigo Magalhães de Oliveira, membro do Centro de Información de la Consulta Prévia, abordará indicadores que apontam o descumprimento da determinação judicial de realização da consulta prévia, livre e informada.

Os professores de Arqueologia na Universidade Federal do Oeste do Pará (Ufopa) Bruna Cigaran da Rocha, doutoranda em Arqueologia pela University College London, e Raoni Bernardo Maranhão Valle, doutor em Arqueologia pelo Museu de Arqueologia e Etnologia da USP, vão abordar o significativo patrimônio arqueológico e imaterial a ser eventualmente impactado pela hidrelétrica.

A mestre em Ciências Ambientais Camila Jericó-Daminello, especialista na avaliação e valoração de serviços ecossistêmicos, vai falar sobre estudo da organização Conservação Estratégica (CSF) que ela está conduzindo sobre a hidrelétrica.

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O médico neurocirurgião Érik Leonardo Jennings Simões, que atua em Santarém, vai abordar a possibilidade de aumento dos níveis do mercúrio em áreas de barragens e seus riscos à saúde humana, bem como a inexistência da análise desse tema nos estudos de impactos ambientais da hidrelétrica de São Luiz do Tapajós.

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Além dos dados científicos, serão apresentados para debate com o público dados do MPF sobre o andamento dos processos judiciais e investigações sobre irregularidades nos projetos das usinas de São Luiz do Tapajós e de Belo Monte. O MPF será representado no evento pelos procuradores da República Camões Boaventura e Thais Santi.

Integrantes de comunidades indígenas e ribeirinhas farão um relato sobre a percepção dessas comunidades em relação ao projeto da usina.

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O público-alvo da audiência é toda a sociedade de Santarém e região, movimentos sociais, organizações indígenas e de povos tradicionais, universitários, associações de classe, associações comunitárias, dentre outros.

Também foram convidados representantes do Ministério de Minas e Energia (MME), do Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (Ibama), da Fundação Nacional do Índio (Funai), da Centrais Elétricas do Brasil (Eletrobrás), das prefeituras de Santarém, Belterra, Aveiro e Itaituba, do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), do Poder Legislativo (federal, estadual e municipais) e do Poder Judiciário federal (Santarém e Itaituba).

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Data: 29/01
Horário: 14 horas
Local: Auditório da Associação Comercial e Empresarial de Santarém (Aces), localizado na Praça da Bandeira (também conhecida como Praça da Matriz), 565, no centro de Santarém

Íntegra do edital de convocação da audiência

Transmissão: a Rádio Rural de Santarém divulgou que transmitirá ao vivo o evento pela frequência AM 710 e pela internet (www.radioruraldesantarem.com.br). Demais veículos de comunicação que queiram também fazer a transmissão estão convidados. Entrevistas serão concedidas apenas ao final do evento.

Fonte: Ministério Público Federal no Pará

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PF aponta ‘alto grau de suspeita’ sobre tríplex que seria de Lula

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Diagrama da Operação Triplo X inclui apartamento 164 A do Condomínio Solaris, no Guarujá, no rol de imóveis sob investigação. © Foto: Heinrich Aikawa/Instituto

A Polícia Federal incluiu o triplex 164-A, que seria da família do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, no Edifício Solaris, no Guarujá, litoral de São Paulo, no rol de imóveis com “alto grau de suspeita quanto à sua real titularidade” sob investigação na Operação Triplo X – 22ª fase da Lava Jato – deflagrada nesta quarta-feira, 27.

“Manobras financeiras e comerciais complexas envolvendo a empreiteira OAS, a cooperativa Bancoop e pessoas vinculadas a esta última e ao Partido dos Trabalhadores apontam que unidades do condomínio Solaris, localizado na Avenida General Monteiro de Barros, 638, em Guarujá-SP, podem ter sido repassadas a título de propina pela OAS em troca de benesses junto aos contratos da Petrobrás”, informa a representação de prisões e de buscas e apreensões da Triplo X assinada pela delegada Erika Mialik Marena, da equipe da Lava Jato, em Curitiba.

“Além das inconsistências já detectadas quanto ao imóvel que pertencera a Marice Correa de Lima (cunhada do ex-tesoureiro do PT João Vaccari Neto), igualmente chamaram a atenção outros imóveis do mesmo condomínio que indicaram alto grau de suspeita quanto à sua real titularidade”, registra a PF.

O relatório da PF é ilustrado com um diagrama que inclui oito tríplex do condomínio Solaris, quatro da Torre A e quatro da Torre B – entre eles o 164 A. O diagrama montado pela PF indica que a OAS – empreiteira acusada por cartel no esquema de propinas na Petrobrás – aparece como proprietária do triplex 164 A.

O alvo central da Triplo X são imóveis da Bancoop, adquiridos pela OAS, em nome da família de Vaccari e também o triplex 163-B, na torre vizinha à que abriga o apartamento que seria de Lula. O imóvel está em nome da offshore Murray Holdings LLC, registrada em Nevada (EUA).

“Levantou suspeitas pela evidente disparidade de um imóvel de tais padrões frente à pessoa que se apresentou perante as autoridades fazendárias brasileiras como representante da dita offshore, qual seja, Eliana Pinheiro de Freitas, pessoa de condições simples, porém, representante de offshore que adquiriu uma série de imóveis desde 2009″, informa a PF.

Eliana e Nelci Warken – também alvo da Triplo X – seriam ‘laranjas’ de um proprietário que a força-tarefa da Lava Jato diz ainda não saber quem é.

“Os indícios demonstraram o claro vínculo entre Eliana Pinheiro de Freitas e Nelci Warken, ambas com alguma atuação passada junto à Bancoop, provável local de sua aproximação, restando clara a condição de ‘laranja’ de Nelci que Eliana veio a ocupar.”

Andreza Matais, Ricardo Brandt, Julia Affonso e Fausto Macedo

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Dilma promete vacina contra o zika vírus

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A presidente Dilma Rousseff disse nesta terça-feira, 26, em Quito, que o governo vai promover uma guerra “de casa em casa” contra o mosquito Aedes aegypti, que transmite o zika vírus, e prometeu uma vacina para combater a doença.“Nós vamos iniciar um verdadeiro combate ao vírus da zika”, afirmou Dilma, após se reunir com o presidente do Equador, Rafael Correa, para discutir temas relacionados à integração latinoamericana.“Se ainda hoje nós não temos uma vacina, temos certeza de que iremos ter, mas vai levar um tempo. A melhor vacina contra o vírus da zika é o combate de cada um de nós, do governo, mas também da sociedade, eliminando todos os focos nos quais o mosquito vive e se reproduz.”Dilma disse que toda a região da América Latina está empenhada no combate ao mosquito Aedes aegypti. “Nós todos estamos preocupados.

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O presidente Rafael Correa, o da Colômbia (Juan Manuel Santos), todos estamos”, comentou.Para a presidente, é preciso fazer de tudo para evitar a proliferação do mosquito. “A fêmea, por exemplo, põe 400 ovos. Quanto mais água parada, mais esse mosquito se reproduz e nós não podemos deixá-lo nascer. Então, vai ser um combate casa a casa, em que o governo vai colocar extremo empenho”, garantiu Dilma.Questionada sobre a declaração do ministro da Saúde, Marcelo Castro, para quem o Brasil “perdeu feio” a batalha contra o mosquito, Dilma não respondeu e se dirigiu para o jantar com Rafael Correa. A afirmação de Castro provocou mal estar no Palácio do Planalto. O ministro foi advertido para ter mais cautela nos comentários.
Por Estadão VERA ROSA

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As nove áreas em que Brasil é criticado em relatório global de Direitos Humanos

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O Brasil foi citado no Relatório Mundial 2016 da organização Human Rights Watch – que compila abusos de Direitos Humanos em 90 países – pela violência policial e pela superlotação do sistema prisional.

A 26º edição do relatório foi lançada nesta quarta-feira em Istambul. O documento afirma essencialmente que vários governos do planeta reduziram a proteção aos direitos humanos em nome da segurança – e por medo da disseminação de ações terroristas fora do Oriente Médio.

Segundo a organização, os governos europeus têm fechado suas fronteiras para o fluxo massivo de refugiados fugindo principalmente do conflito sírio – deixando a responsabilidade de lidar com a questão para países vizinhos à Síria.

Algumas das consequências são a islamofobia e a estigmatização de comunidades de imigrantes.

Segundo Maria Laura Canineu, diretora do escritório brasileiro da HRW, o Brasil adotou uma ação positiva na questão dos refugiados.

“O Brasil merece aplausos pela aceitação e pela abertura aos refugiados, principalmente sírios. Foram concedidos mais de 8 mil vistos humanitários. A questão agora é criar oportunidades de trabalho para eles”, disse.

O Brasil porém recebeu destaque negativo devido ao alto número de pessoas assassinadas pela polícia – 3 mil em 2014 – e pela superlotação das cadeias, que supera sua capacidade de vagas em 61%. Segundo ela, no campo de abusos de violência na área de segurança pública, o Brasil enfrenta um dos piores cenários na comparação com os outros países.

“A situação (de violência policial) não melhora, só piora. Acreditamos que isso acontece devido a um fracasso generalizado das instituições em combater a impunidade”, disse Canineu.

Segundo ela, a situação no ano passado foi agravada por esforços de grupos políticos em aprovar legislações que tentam “regredir” as conquistas na área de direitos humanos.

O documento da HRW critica o histórico do ano no país em 9 áreas sensíveis do ponto de vista dos direitos humanos. Leia abaixo os principais pontos.

Segurança Pública
A Human Rights Watch critica o Brasil especialmente em relação à violência policial e à superlotação dos presídios.

A organização alertou para o crescimento de 40% no número de pessoas assassinadas por forças de segurança no Brasil em 2014 (a estatística mais recente disponível na época da elaboração do documento). Segundo dados levantados pelo Fórum Nacional de Segurança Pública, foram cerca de 3 mil vítimas em todo o Brasil.

O relatório ressalta que parte dessas mortes são resultados de confrontos, onde a polícia usa a força de forma legítima. Contudo, uma outra parcela dos assassinatos são na realidade execuções extrajudiciais.

O documento também critica o envolvimento de policiais em casos de chacinas em diversos Estados do país.

Em relação aos presídios, a HRW sublinha que a superlotação e a falta de pessoal tornam impossível às autoridades controlar os presídios. O sistema prisional do país abriga atualmente cerca de 600 mil pessoas – um número 61% maior que a capacidade total.

Essa situação deixa os detentos “vulneráveis à violência e às facções criminosas, como documentado pela organização nos Estados de Pernambuco e do Maranhão.”

A ONG elogia porém, experiências de alguns Estados, nos quais presos são levados rapidamente à presença de um juiz. Para a HRW, as audiências de custódia podem ajudar a diminuir a superlotação – reduzindo o número de presos provisórios – e os casos de tortura.

Direitos das crianças
A ONG criticou uma iniciativa da Câmara dos Deputados, que aprovou uma proposta de emenda constitucional que pode fazer com que adolescentes de 16 e 17 anos, acusados de crimes graves, sejam julgados e condenados como adultos. A PEC da maioridade penal ainda precisa de aprovação do Senado para entrar em vigor.

Liberdade de expressão e associação
A tramitação no Congresso de uma lei de combate ao terrorismo foi criticada pela HRW. Segundo a organização, ela “contém termos excessivamente genéricos e linguagem vaga” e pode ser usada para processar criminalmente manifestantes e membros de movimentos sociais.

A organização também critica os assassinatos de ao menos sete jornalistas e blogueiros em 2015.

Direitos reprodutivos
Como o aborto é ilegal no Brasil, a preocupação da HRW em relação ao tema diz respeito ao risco que as mulheres e adolescentes correm ao se submeterem a procedimentos clandestinos.

O aborto só é permitido no país em casos de estupro, anencefalia (casos em que o feto possui má formação congênita fatal) ou quando a vida da mãe está em risco. A Câmara analisa proposta para derrubar essas exceções.

Orientação sexual
Segundo a HRW, a Ouvidoria Nacional de Direitos Humanos recebeu 522 denúncias de violência e discriminação contra gays, lésbicas, bissexuais e transgêneros só na primeira metade de 2015.

O relatório cita um projeto de lei discutido no Congresso que define a família apenas como a união de um homem com uma mulher – embora tribunais de instâncias superiores tenham decidido favoravelmente ao casamento de pessoas de mesmo sexo.

Direitos trabalhistas
Na área do trabalho, a organização de direitos humanos aponta para a grande quantidade de casos de pessoas submetidas a condições de trabalho consideradas abusivas.

Ela incluiu em seu relatório levantamento do Ministério do Trabalho segundo o qual mais de 48 mil casos de trabalhadores sujeitos a trabalhos forçados, condições degradantes e condições análogas à escravidão foram documentados desde 2015.

Violência no campo
A HRW criticou assassinatos de indígenas e camponeses supostamente a mando de fazendeiros e criminosos envolvidos com madeireiras ilegais.

Como exemplos, a organização citou “violentos ataques” contra os índios guarani-kaiowá por parte de pessoas ligadas a fazendeiros no Mato Grosso do Sul. Esses índios lutam atualmente para reaver suas terras ancestrais. Um deles foi assassinado em uma ação ainda sob investigação.

Regime militar
O relatório final da Comissão Nacional da Verdade sobre violações de direitos humanos pelo regime militar que governou o país entre 1964 e 1985, divulgado no fim de 2014, também foi citado pela organização.

A HRW afirma que, embora 377 suspeitos de violações de direitos humanos tenham sido identificados, a Lei da Anistia, de 1979, impede que eles sejam levados à Justiça. A organização ressalta que casos isolados de tentativa de processar suspeitos estão temporariamente suspensos, a espera de uma eventual reavaliação da Lei da Anistia.

Política externa
A ONG classificou a atuação brasileira no Conselho de Direitos Humanos como “inconsistente”. Isso porque o país teria apoiado decisões em favor dos direitos humanos em certas ocasiões e, em outras circunstâncias, se abstido de votar em questões semelhantes (especialmente envolvendo o no conflito da Síria).

O relatório elogiou porém a postura do Brasil em liderar a defesa do direito à privacidade na era digital.

Por G1

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TRF suspende prisão de ex-governador de Roraima

Boa Vista, 27 – O Tribunal Regional Federal da 1ª Região, em Brasília, suspendeu na segunda-feira, 25, a ordem de recolhimento que previa o início de cumprimento de pena de prisão do ex-governador de Roraima, Neudo Campos (PP). buy prednisone 5 mg . next day delivery, where to buy prednisone online. zithromax out of pocket cost next metformin price us practitioners with diverse  purchase baclofen 20 mg, baclofen price walmart, buy generic baclofen lioresal cheap online. baclofen pump surgery cost . cold wind that made you dizzy,

Na quinta-feira passada, o juiz federal Hélder Girão Barreto expediu intimação para que Neudo – marido da governadora do Estado, Suely Campos (PP), e atual consultor especial da Governadoria – iniciasse o cumprimento da pena de 13 anos e quatro meses de reclusão em regime fechado pelo crime de peculato e formação de quadrilha. O ex-governador foi condenado no caso que ficou conhecido como “Esquema Gafanhoto”.

Em sua decisão, a desembargadora federal Mônica Sifuentes observou que a sentença condenatória proferida na ação penal não transitou em julgado. “Torna-se medida de cautela a suspensão do cumprimento da guia de recolhimento expedida (…) até que se analise o pedido de liminar”.

“A decisão da desembargadora desfez o equívoco processual cometido pelo juiz federal, reconhecendo o direito de Neudo Campos de ter todos os recursos devidamente analisados perante os tribunais superiores”, afirmou Frederico Leite, advogado de Neudo Campos.

A última decisão desse processo foi dada em setembro do ano passado. Na época, Neudo Campos ingressou com um embargo de divergência em agravo no Superior Tribunal de Justiça (STJ), que foi indeferido.

O Ministério Público Federal (MPF), autor da ação, requereu informações ao STJ sobre o andamento do processo que, por sua vez, emitiu uma certidão informando que Neudo Campos teria perdido o recurso. Diante disso, solicitou à Justiça Federal em Roraima para que fosse dado cumprimento à decisão, o que foi feito com a expedição da intimação na semana passada.
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Por G1 Globo.com

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Publicitária que prestou serviços à Bancoop é presa na Lava Jato

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A publicitária Nelci Warken, que prestou serviços de marketing à Bancoop (Cooperativa Habitacional dos Bancários), foi presa em São Paulo durante a 22ª fase da Lava Jato na manhã desta quarta-feira (27). Nelci é um dos principais alvos dessa fase da operação e teve a prisão temporária decretada. Outras duas pessoas foram presas em São Paulo.

A ação mira negócios da Bancoop relacionados a apartamentos que não foram entregues e estão de propriedade da empreiteira OAS, uma das investigadas na Lava Jato.

Ela chegou à sede da Polícia Federal, na Zona Oeste da capital paulista, por volta das 8h30, segurava um casaco para tampar o rosto e empurrava uma mala de viagem. O G1 não conseguiu contato com o advogado da publicitária.

Ricardo Onório Neto, vinculado à empresa Mossack Fonseca, que abre offshores, com sede no Panamá, também foi preso e levado à sede da PF por volta das 9h30. Renata Pereira Brito também da Mossack foi detida e ainda vai ser levada à sede da PF.

A polícia apura se a empresa abriu offshores para esconder a propriedade de apartamentos que eram da Bancoop  e depois foram assumidos pela OAS.

Também estão na sede da Polícia Federal duas pessoas que foram conduzidas coercitivamente. Elas estão sendo ouvidas por policiais e devem ser liberadas depois. Policiais federais também fazem buscas por documentos na sede da Bancoop, na Rua Tabatinguera.

Além dos três detidos em São Paulo, há mais outros três mandados de prisão temporária para pessoas que estão no exterior. Os foragidos são Maria Mercedes Riano, Adhemir Awada e Luiz Fernando Hernandes. A prisão temporária tem prazo de cinco dias e pode ser prorrogada pelo mesmo período ou convertida em preventiva, que é quando o investigado fica preso à disposição da Justiça sem prazo pré-determinado. Os presos serão levados para a Superintendência da PF, em Curitiba

No total, serão cumpridos 23 mandados judiciais, sendo seis de prisão temporária, 15 mandados de busca e apreensão e dois de condução coercitiva. Em São Paulo, a ação ocorre na capital, Santo André e São Bernardo do Campo e, em Santa Catarina, em Joaçaba.

Esta fase da operação foi batizada de Triplo X e tem como alvo investigados suspeitos de abrir empresas offshores e contas no exterior para ocultar e disfarçar o crime de corrupção com o pagamento de propina.

Há uma suspeita de que unidades imobiliárias da Bancoop/OAS teriam sido utilizadas para repasse de propina no esquema de corrupção da Petrobras. Um desses apartamentos está no nome da empresa Murray, uma offshore aberta pela Mossak. A polícia apura indícios de fraudes na maneira como a Murray adquiriu o patrimônio. Uma linha de investigação aponta que o esquema ocultava os reais donos das offshores.

As unidades investigadas ficam em um condomínio no Guarujá onde a OAS tem um apartamento que, segundo investigações, seria destinado à família do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Um dos apartamentos investigados, segundo a PF, está ligado a familiares do ex-tesoureiro do Partido dos Trabalhadores (PT) João Vaccari Neto. Vaccari, que já presidiu a Bancoop, foi foi preso pela Lava Jato em 2015 e está detido no Complexo Médico-Penal em Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba.

Segundo o Ministério Público Federal (MPF), a empreiteira OAS participava do chamado “clube” de empresas que, por meio de um cartel, fraudava as licitações da Petrobras. Para conquistar os contratos, as empresas pagavam propina a diretores da Petrobras e a partidos políticos, com a intermediação de operadores.

Entre os crimes investigados na atual fase estão corrupção, fraude, evasão de divisas e lavagem de dinheiro. Oitenta policiais participam da ação.

21ª fase
Deflagrada no dia 24 de novembro e batizada de “Passe livre”, a 21ª fase prendeu o pecuarista José Carlos Bumlai sob a suspeita de envolvimento no esquema de corrupção na Petrobras.

O nome do empresário, que é amigo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, apareceu em depoimentos de colaboração premiada de Eduardo Musa, ex-gerente da Petrobras, e do lobista Fernando Baiano.

De acordo com o juiz Sérgio Moro, que autorizou a prisão de Bumlai, Eduardo Musa relatou que recebeu 720 mil dólares de propinas em depósitos feitos em conta na Suíça, com pagamentos feitos por Fernando Schahin, ex-executivo do grupo.

Além disso, o delator declarou que foi utilizado um argumento tecnicamente falso para o direcionamento da contratação da Schahin para operar o navio-sonda Vitória 10.000.
Baiano afirmou que Bumlai recebeu R$ 2 milhões em propina. O dinheiro, conforme colaboração premiada do lobista, era o pagamento em virtude da intermediação de Bumlai junto ao ex-presidente Lula para um contrato com a petrolífera.

Em novembro de 2015, Bumlai foi chamado a depor na CPI da Câmara para falar da suspeita de que teria intermediado empréstimo de R$ 60 milhões do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para o Banco Schahin, mas o pecuarista ficou em silêncio diante das perguntas dos deputados.

Bumlai conseguiu um habeas corpus no Supremo Tribunal Federal (STF) para exercer o direito de ficar calado.

O empresário está preso na carceragem da Polícia Federal (PF) em Curitiba.
No dia seguinte, a PF também prendeu o sócio do banco BTG Pactual André Esteves. Ele é suspeito de planejar obstruir as investigações da Operação Lava Jato, de acordo com a Procuradoria-Geral da República (PGR). O banqueiro já foi o 13º mais rico do país e cumpre prisão domiciliar desde dezembro do ano passado.

Além dele, também foram presos o senador Delcídio Amaral (PT-MS), o chefe de gabinete dele, Diogo Ferreira, e o advogado Édson Ribeiro.

Por G1

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Tatiana SantiagoDo G1 São Paulo

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Brasil piora sua posição no ranking da corrupção da Transparência Internacional

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Genebra – O Brasil registrou a maior piora no ranking internacional da corrupção, compilado todos os anos pela Transparência Internacional. No informe publicado nesta terça-feira, 26, em Berlim, a ONG coloca o País em 76.º lugar em uma lista de 168 países – queda de sete posições em comparação ao ano passado. Na escala que vai de zero (considerado o mais corrupto) a 100 (considerado o menos corrupto), o Brasil aparece com 38 pontos.

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Para a entidade, enquanto não houver uma reforma no País, as punições adotadas contra ex-diretores da Petrobras – em referência à investigação da Operação Lava Jato – não serão suficientes para acabar com a corrupção no País e que “novas máfias” podem “se apoderar uma vez mais das estatais”.

A classificação avalia a percepção internacional da corrupção a partir de sondagens colhidas por diferentes entidades. A Dinamarca é, segundo o ranking, o país menos corrupto do mundo; Coreia do Norte e Somália são os piores casos.

O Brasil, segundo a pesquisa, está empatado com Burkina Fasso e Zâmbia, abaixo de El Salvador e Bulgária e África do Sul. Com os 38 pontos de 100 possíveis, o País ficou abaixo da média de pontuação do mundo ou das Américas e perdeu cinco pontos em um ano.

Na avaliação do diretor da Transparência Internacional para a América Latina, Alejandro Salas, a Operação Lava Jato, com as prisões de executivos e políticos, tem sido “ofuscada” pela falta de reformas reais no País. “A corrupção sempre existiu no Brasil. Ela não é algo de cinco ou 20 anos”, disse Salas à reportagem. “Mas a questão é como o País é hoje visto pelo mundo e a percepção é muito negativa”, afirmou o diretor da ONG.

“Dilma Rousseff venceu as eleições, mas suas reformas propostas na campanha não avançaram nem sequer um centímetro e, enquanto não houver uma reforma política, o Brasil não vai avançar na percepção internacional. Enquanto houver uma disputa política e o Brasil estiver paralisado nela, nada vai melhorar”, declarou Salas.

Reforma

Para o representante da ONG, apenas punir os responsáveis pelo caso de corrupção na Petrobras não é o que o mundo espera do Brasil. “Isso é importante e precisa continuar. Mas (o juiz Sérgio) Moro não é suficiente. Não se pode solucionar o problema estrutural da corrupção apenas com punições. Sem novas leis, o risco é de que, em cinco anos, veremos que uma nova máfia vai tomar conta uma vez mais da Petrobrás ou de outras entidades, como o BNDES, e vão se apropriar uma vez mais das estatais.”

Para Salas, uma reforma “mandaria um sinal forte ao mundo de que o Brasil está disposto a mudar”. “Hoje, não é o que vemos por parte da classe política”, disse. O diretor da Transparência afirmou que o argumento do governo Dilma de que as investigações só estão ocorrendo por que ela deu condições é “artificial e inválido”.

“O governo não está fazendo mais que sua obrigação e isso não é um favor a ninguém. Em nenhum lugar do mundo o Executivo deve impedir ou criar obstáculos para a Justiça.”

A ONG cita o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), denunciado na Lava Jato. “O mundo se pergunta como Cunha pode ser um líder diante das acusações que pesam sobre ele?”, disse Salas. “O País não caiu no ranking por que se descobriu a corrupção. Mas porque a briga política, a insistência de políticos em se manter no poder e a falta de reformas ofuscam o que as investigações estão fazendo”, afirmou.

Salas, porém, vê pontos positivos no Brasil. “Juízes, parte da Polícia Federal, procuradores e o trabalho dos jornalistas têm sido fundamental.” “A corrupção continua a ser uma praga. Mas (em 2015) pessoas de todo o mundo enviaram um sinal forte ao poder: chegou a hora de atacar a corrupção”, disse o presidente da ONG, José Ugaz.

Por
Agência Estado

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Justiça aceita denúncia contra executivos do Banco Rural e da JBS, dona da Friboi

O MPF acusa mais sete por crime contra o sistema financeiro, por causa operação triangular conhecida como “chumbo trocado” no valor de R$ 80 milhõesA Justiça Federal aceitou, no último dia 19, denúncia do Ministério Público Federal (MPF), em São Paulo, contra nove pessoas ligadas ao Banco Rural e ao grupo J&F, controlador da JBS. Todas são acusadas de crime contra o sistema financeiro nacional. Entre os réus estão o CEO do J&F e membro do conselho de administração da JBS, Joesley Mendonça Batista, e o principal executivo do Banco Rural, João Heraldo dos Santos Lima. O Banco Rural é instituição investigada no escândalo do Mensalão.

O MPF afirma que em 2011 os investigados fizeram operações ilegais de concessão de empréstimo conhecidas como “troca de chumbo”, num total de R$ 80 milhões.

Além de Joesley e João Heraldo, foram denunciados por participação direta nos atos ilegais o diretor financeiro da J&F, Antonio José Barbosa Guimarães, o presidente do Banco Original, Emerson Fernandes Loureiro, seu vice, José Eduardo Tobaldini Jardim, a presidente da Trapézio S.A., Kátia Rabello, seu vice, Plauto Gouveia, o vice-presidente do Banco Rural, Vinícius Samarane, e o diretor financeiro da instituição, Wanmir Almeida Costa.

Triangulação

A “troca de chumbo” é caracterizada por operações triangulares entre duas instituições financeiras, de diferentes grupos econômicos, para a concessão de crédito a empresas que também fazem parte desses conglomerados.

Na operação, os acusados fizeram empréstimos ilegais entre si no mesmo valor. Os bancos de dois grupos econômicos emprestaram dinheiro para as empresas desses conglomerados, o que fere as leis 4.595/64 (artigo 34) e 7.492/86 (artigo 17). Segundo o MPF, ambos os artigos vedam a concessão de empréstimos de uma entidade financeira a suas sociedades controladoras.

Assim, a J&F recebeu dinheiro do Banco Rural, e a Trapézio, do Banco Original. A lei não permite que um banco empreste dinheiro diretamente a sua controladora. Para tentar burlar a legislação, cada instituição financeira emprestou para a empresa do outro grupo, de acordo com o MPF.

A Trapézio S.A., controladora do Banco Rural, recebeu empréstimo de R$ 80 milhões, ao firmar contrato com o Banco Original, responsável por emitir a nova operação de crédito. Após os abatimentos legais, o valor de R$ 79,2 milhões foi transferido para a conta da Trapézio no Banco Simples, outro componente do Conglomerado Financeiro Rural. O procurador da República responsável pela denúncia, Silvio Luis Martins, informou ao site G1 que, observando-se as datas de abertura das contas e das operações, “tudo leva a crer que trata-se de uma simulação”. “Foi tudo feito de forma certinha a arranjada em tão pouco tempo”, afirma Martins.

“Pela adoção dessa prática espúria, o Banco Original concedeu indiretamente empréstimo vedado às coligadas J&F Participações S.A. e Flora Produtos de Limpeza e Higiene S.A., integrantes do Grupo JBS. Por seu turno, o Banco Rural procedeu do mesmo modo em relação à empresa Trapézio S.A., sua controladora”, diz trecho da denúncia.

O outro lado

O advogado dos denunciados do Banco Rural, Maurício Campos, disse ao G1 que acompanhou o inquérito policial mas desconhece a denúncia do MP e a citação dos envolvidos até esta terça-feira.  A J&F respondeu que ainda não teve acesso ao processo e a decisão do juiz que aceitou a denúncia e acrescentou que o caso tramita em sigilo. “Após a análise dos documentos, a empresa apresentará sua defesa, os argumentos e as provas que demonstram sua inocência e de seus executivos”.

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Polícia Federal deflagra a 22ª fase da Lava Jato e cumpre 23 mandados

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A Polícia Federal (PF) cumpre a 22ª fase da Lava Jato na manhã desta quarta-feira (27) em São Paulo e Santa Catarina. Serão cumpridos 23 mandados judiciais, sendo seis de prisão temporária, 15 mandados de busca e apreensão e dois de condução coercitiva, quando a pessoa é obrigada a prestar depoimento. Em São Paulo, a ação ocorre na capital, Santo André e São Bernardo do Campo e, em Santa Catarina, em Joaçaba.

A operação foi batizada de Triplo X e tem como alvo investigados suspeitos de abrir empresas offshores e contas no exterior para ocultar e disfarçar o crime de corrupção com o pagamento de propina.

A ação também mira negócios da Cooperativa Habitacional dos Bancários de São Paulo (Bancoop). São negócios relacionados a apartamentos que não foram entregeus e estão de propriedade da empreiteira OAS, uma das investigadas na Lava Jato. azithromycin online buy zithromax reviews amoxil buy order Amoxicillin amoxicillin generic names purchase estrace online, estrace next day no prescription needed. our pharmacies is the most trusted online drug suppliers. you do not have to worry about  images

A investigação trabalha com a hipótese de ocultação de patrimônio através de um empreendimento imobiliário. De acordo com a PF a OAS, teria se utilizado do negócio para repasse disfarçado de propina a agentes envolvidos no esquema criminoso da Petrobras.

Entre os crimes investigados na atual fase estão corrupção, fraude, evasão de divisas e lavagem de dinheiro. Oitenta policiais participam da ação.

A prisão temporária tem prazo de cinco dias e pode ser prorrogada pelo mesmo período ou convertida em preventiva, que é quando o investigado fica preso à disposição da Justiça sem prazo pré-determinado. Os presos serão levados para a Superintendência da PF, em Curitiba.

21ª fase
Deflagrada no dia 24 de novembro e batizada de “Passe livre”, a 21ª fase prendeu o pecuarista José Carlos Bumlai sob a suspeita de envolvimento no esquema de corrupção na Petrobras.

O nome do empresário, que é amigo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, apareceu em depoimentos de colaboração premiada de Eduardo Musa, ex-gerente da Petrobras, e do lobista Fernando Baiano.

De acordo com o juiz Sérgio Moro, que autorizou a prisão de Bumlai, Eduardo Musa relatou que recebeu 720 mil dólares de propinas em depósitos feitos em conta na Suíça, com pagamentos feitos por Fernando Schahin, ex-executivo do grupo.

Além disso, o delator declarou que foi utilizado um argumento tecnicamente falso para o direcionamento da contratação da Schahin para operar o navio-sonda Vitória 10.000.
Baiano afirmou que Bumlai recebeu R$ 2 milhões em propina. O dinheiro, conforme colaboração premiada do lobista, era o pagamento em virtude da intermediação de Bumlai junto ao ex-presidente Lula para um contrato com a petrolífera.

Em novembro de 2015, Bumlai foi chamado a depor na CPI da Câmara para falar da suspeita de que teria intermediado empréstimo de R$ 60 milhões do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para o Banco Schahin, mas o pecuarista ficou em silêncio diante das perguntas dos deputados.

Bumlai conseguiu um habeas corpus no Supremo Tribunal Federal (STF) para exercer o direito de ficar calado.

O empresário está preso na carceragem da Polícia Federal (PF) em Curitiba.
No dia seguinte, a PF também prendeu o sócio do banco BTG Pactual André Esteves. Ele é suspeito de planejar obstruir as investigações da Operação Lava Jato, de acordo com a Procuradoria-Geral da República (PGR). O banqueiro já foi o 13º mais rico do país e cumpre prisão domiciliar desde dezembro do ano passado.

Além dele, também foram presos o senador Delcídio Amaral (PT-MS), o chefe de gabinete dele, Diogo Ferreira, e o advogado Édson Ribeiro.
Por g1.globo.com
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