Operação da PF apura indícios de fraudes em obra de ferrovia federal

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A Polícia Federal fez nesta sexta-feira (26) buscas e apreensões em seis estados e no Distrito Federal para investigar a suspeita de fraudes na construção de uma ferrovia federal. Foi mais um desdobramento da Lava Jato.

Os agentes cumpriram mandados de busca e condução coercitiva, aquele em que a pessoa é obrigada a ir à polícia prestar esclarecimento, em 23 empresas, entre elas Odebrecht, Queiroz Galvão, Mendes Júnior, Galvão Engenharia e OAS, todas já investigadas na Lava Jato.

A Polícia Federal foi procurar provas de pagamento de propina na construção da Ferrovia Norte-Sul, em Goiás.

No acordo de delação na Lava Lato, a construtora Camargo Corrêa confessou que havia corrupção na ferrovia e apontou quem também participaria do esquema.

Segundo o Ministério Público Federal, as empreiteiras acertavam entre elas quem iria ficar com a obra em determinado trecho da ferrovia. E pagavam propina ao então presidente da Valec para que a licitação fosse desenhada de maneira que as empresas de fora do cartel não tivessem condições de levar o contrato.

A Camargo Corrêa se comprometeu a devolver R$ 75 milhões aos cofres públicos e assumiu os crimes de corrupção, lavagem de dinheiro e formação de cartel.

A Camargo Corrêa admitiu que pagou R$ 800 mil ao ex-presidente da Valec José Francisco das Neves, o Juquinha. Juquinha e mais cinco pessoas foram obrigadas a depor nesta sexta-feira (26) na Polícia Federal.

O ex-presidente da Valec já responde a processo por suspeita de desviar dinheiro da estatal. Agora está sendo indiciado por corrupção passiva e lavagem de dinheiro.

Segundo os investigadores, as empreiteiras faziam contratos de fachada com um escritório de advocacia e duas empresas indicadas por Juquinha.

O MPF calcula que, em seis anos, o esquema causou um rombo de R$ 630 milhões. A ferrovia começou a ser construída na década de 1980 e ainda não foi concluída. O procurador diz que o esquema se parece com o da Petrobras.

“Ele é muito semelhante. Pagamento de propina utilizando contratos simulados para ocultar a saída desse dinheiro para pagamento de propina”, diz o procurador Hélio Telho.

A Odebrecht declarou que vai continuar colaborando com as autoridades.

A Galvão Engenharia e a Queiroz Galvão afirmaram que nada foi apreendido nas duas empresas e que elas estão à disposição para prestar esclarecimentos.

A Mendes Júnior não quis se pronunciar.

A OAS não respondeu à produção do Jornal Nacional.

A defesa de José Francisco das Neves declarou que o ex-presidente da Valec jamais recebeu qualquer quantia ou vantagem ilícita das empresas citadas na operação.
JN O Globo . com
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PF vai investigar o ex-presidente FHC por envio de dinheiro à ex-amante

FOTO-    Bruno Santos/Folhapress/Reprodução/Youtube

A Polícia Federal decidiu abrir investigação para averiguar o envio de recursos de Fernando Henrique Cardoso para a ex-amante Mirian Dutra no exterior.

Na semana passada, ela declarou à Folha que recebeu US$ 3.000 mensais, entre 2002 e 2006, para complementar sua renda na Espanha, onde vivia com o filho, Tomás.

Para isso, assinou contrato fictício com a Brasif, empresa que controlava free shops em aeroportos no Brasil.

A jornalista afirma que o documento era uma ficção e que ela jamais trabalhou para a empresa. A papelada serviria para disfarçar o envio da mesada.

Mirian e o ex-presidente tiveram relacionamento extraconjugal por seis anos.

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O ex-presidente

FHC reconheceu a paternidade de Tomás Dutra em 2009. Na época, declarou à Folha que sempre cuidou dele.

Em 2011, dois exames de DNA revelaram que FHC não é o pai biológico de Tomás.

Fernando Henrique, no entanto, seguiu pagando os estudos dele e o presenteou com um apartamento de 200 mil euros em Barcelona.

Depois de um estudo preliminar, a PF verificou que crimes possam ter sido cometidos na transferência de dinheiro a ela.

O ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, disse que análises do tipo são comuns na área técnica do ministério sempre que denúncias são publicadas pela imprensa.

‘INVENÇÃO’

FHC classificou como “invenção” e “coisas menores” as denúncias de ele que teria usado a Brasif para enviar ao exterior dinheiro para a Mirian Dutra.

“Não tem fato. O que foi que eu fiz de errado? Nada. Vocês estão insistindo em um tema que não existe”, disse. “É invenção, não sei de quem. São coisas menores. Estou preocupado com o Brasil.”

A Brasif diz ter usado uma subsidiária na Inglaterra, a Eurotrad Ltd., para fazer os pagamentos à jornalista. De acordo com comunicado da empresa, FHC “não teve qualquer participação nessa contratação, tampouco fez qualquer depósito na Eurotrade ou em outra empresa da Brasif”.

Por  ESTADÃO
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Atende pedido do PSDB-TSE pede investigação de 7 empresas da campanha de Dilma por envio de dinheiro à ex-amante

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Gilmar pede investigação de empresas que atuaram na campanha de Dilma

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Vice-presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), o ministro Gilmar Mendes enviou nesta sexta-feira (26) um pedido para que sete empresas que prestaram serviços para a campanha à reeleição da presidente Dilma Rousseff (PT) sejam investigadas em várias frentes, como Ministério Público Federal e Polícia Federal.

Entre os alvos estão prestadoras de serviço que receberam cerca de R$ 23 milhões dos cofres da campanha petista por atividades principalmente na área de publicidade.

O pedido de investigação envolve as empresas: Mariana Produtos Promocionais Ltda, Rede Seg Gráfica e Editora, Vitor H G de Souza Design Gráfico ME, Marte Ind. e Com. de Artefatos de Papéis Ltda, Francisco Carlos de Souza Eirelli, Door2Door Serviços Ltda e DCO Informática.

Os dados serão enviados para o Ministério Público Federal e de São Paulo, secretaria da Receita Federal, Secretaria de Fazenda de São Paulo, Coaf (Conselho de Administração de Operações Financeiras) e Polícia Federal.

O ministro atendeu a pedido do PSDB que apontou indícios de “irregularidade e ilegalidade na contração e pagamento efetuado a empresas” que atuaram na campanha à reeleição.

Segundo o partido, “essas empresas não possuem capacidade operacional para prestar os serviços avençados pela campanha do PT, bem como evidências de que as empresas aparentemente “de fachada” foram contratadas por valores exorbitantes e desproporcionais” .

O pedido do PSDB foi apresentado no processo de prestação de contas de Dilma, no qual Gilmar Mendes foi relator, em 2014.

As contas da campanha à reeleição de Dilma foram aprovadas em 2014, mas Gilmar determinou na ocasião que as autoridades continuassem investigando suspeitas de ilícito.

Mesmo com a aprovação, ao longo do ano passado, o ministro enviou ao MP e a PF pedidos de apuração de possíveis irregularidades na campanha à reeleição da presidente. A PF chegou a abrir inquérito e analisar suspeitas.

Nesse inquérito, são apuradas eventuais ilegalidades encontradas também na prestação de serviço de empresas contratados pela campanha, entre elas a Focal Confecção e Comunicação. Conforme a Folha revelou, a Focal, que oficialmente está em nome de um motorista, foi a segunda empresa que mais recebeu da campanha.

Também foram acrescentas informações descobertas pela Operação Lava Jato para sustentar o a instauração do inquérito. Ele lembra elementos que que apontam para eventuais pagamentos de propina em forma de doações eleitorais.
ESTADAO

MÁRCIO FALCÃO
DE BRASÍLIA

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Queda de avião monomotor mata advogada e engenheiro do MS no Norte do Paraná

Queda de avião monomotor mata advogada e engenheiro do MS no Norte do Paraná

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Duas pessoas morreram nesta sexta-feira (26) após a queda de um avião monomotor na área rural de Jaguapitã, no Norte do Paraná. O acidente aconteceu por volta das 12 horas. As vítimas são a advogada de Campo Grande (MS), Jane Resina Fernandes de Oliveira, e seu esposo, o engenheiro Paulo César de Oliveira.

Os corpos foram encaminhados ao Instituto Médico Legal (IML) de Londrina. O avião caiu em área da Fazenda Céu Azul, entre Jaguapitã e Centenário.

Jane Resina Fernandes de Oliveira, advogada vítima do acidente (Foto: OAB/MS)
Jane Resina Fernandes de Oliveira, advogada vítima do acidente (Foto: OAB/MS)

A Ordem dos Advogados do Brasil, Seccional Mato Grosso do Sul (OAB/MS), divulgou nota de pesar. “Recebo com consternação a notícia do falecimento da valorosa advogada Jane Resina, uma das mais expressivas advogadas sul-mato-grossenses. Jane enalteceu a advocacia do Estado com seu dinamismo e inovação. Era leal e comprometida com as causas da advocacia e da sociedade. É irreparável a sua perda de forma tão trágica”, declarou o presidente da OAB/MS, Mansour Karmouche.

A vítima era sócia da empresa Resina & Marcon Advogados, em Campo Grande. O avião teria decolado da cidade do MS rumo a Londrina. Não há detalhes sobre as circunstâncias da queda.

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Os corpos serão cremados em Londrina, segundo amigos próximos do casal.  Familiares embarcam no fim da tarde para a cidade paranaense. A previsão é que a cerimônia de cremação ocorra neste sábado (27).

Os dois viajaram ao Paraná, onde têm parentes, para uma festa de aniversário. O casal deixa duas filhas e três netos.

O acidente dever ser investigado pelo Cenipa (Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos).
Por UOL
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Morre o cantor Chico Rey, da dupla Chico Rey & Paraná

O cantor Francisco Gomes, o Chico Rey da dupla paranaense Chico Rey & Paraná, morreu na tarde desta sexta (26), em Maceió, no Estado do Alagoas. A informação foi confirmada na página da dupla no Facebook.

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Chico, que tinha 63 anos e morava em Brasília, estava de férias com a família no Nordeste, onde precisou ser internado às pressas no Hospital Vida após uma complicação durante uma sessão de hemodiálise.

Nos últimos anos, ele vinha enfrentando uma série de problemas renais, chegando a realizar um transplante de rim. Em 2013, foi substituído pelo irmão em algumas apresentações.

Formada em 1988 em Arapongas, no Paraná, a dupla era conhecida por propagar o sertanejo de raiz, emplacando sucessos como “Blusa Vermelha”, “Um Degrau na Escada”, “Em um Lugar do Passado” e “Canarinho Prisioneiro”.

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Repercussão

A morte do músico repercutiu no mundo sertanejo. Vários artistas usaram as redes sociais para homenagear o cantor.

“Chico Rey, além de um grande parceiro, um cara que é da mesma época que a gente. Vimos nascer Chico Rey e Paraná e formaram uma das mais belas duplas do Brasil. Além de ser bom caráter e boa gente! Vai fazer muita falta, foi uma notícia inesperada para mim e para todos os seus fãs. Nossos sentimentos à toda família e a quem fazia parte da sua trajetória. Tivemos mais uma perda irreparável para nossa música sertaneja, para a bandeira que levantamos!”, escreveu o cantor Daniel em sua conta do Instagram.

“Dia triste para a música sertaneja hoje”, publicou a dupla Bruno e Marrone.

“Hoje perdemos um grande ídolo! Um dia triste para a música sertaneja. Desejamos aos familiares e amigo muita força nesse momento”, postou Edson & Hudson em sua página no Facebook.

“A música sertaneja ficou sem mais uma estrela. Perdemos uma referência, uma inspiração. Que Deus conforte toda sua família”, lamentou a dupla João Neto e Frederico nas redes sociais.
Por Uol
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Cabos subaquáticos vão levar energia ao Marajó

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Foto: Divulgação-A tecnologia inédita no Estado conta com aproximadamente 17 quilômetros de comprimento

A Celpa está adotando uma tecnologia inédita no Estado para iniciar a segunda etapa da interligação da Ilha do Marajó ao Sistema Interligado Nacional (SIN). Estão sendo implantados dois circuitos de cabos subaquáticos para conectar a subestação de Vila do Conde, em Barcarena, a subestação de Ponta de Pedras, na Ilha do Marajó. Com um comprimento de aproximadamente 17 quilômetros em cada circuito, os cabos totalmente isolados e protegidos, serão responsáveis por levar energia de melhor qualidade a municípios como Ponta de Pedras, Soure, Salvaterra, Cachoeira do Arari, Santa Cruz do Arari, Anajás, Chaves, Afuá, São Sebastião da Boa Vista e Muaná.

Esta obra faz parte de um projeto que contempla a substituição das fontes de geração de energia elétrica que atendem os municípios acima elencados. As usinas térmicas que suprem essas cidades serão gradativamente desativadas com a entrada em operação dos cabos subaquáticos e das demais obras, que envolvem novas subestações e linhas de transmissão. Assim, a geração térmica dará lugar a uma fonte de geração hídrica, pois a obra levará energia elétrica proveniente do Sistema interligado Nacional a essas localidades e beneficiará, diretamente, cerca de 450 mil pessoas residentes no arquipélago.

Para o Presidente da Celpa, Nonato Castro, essa interligação é um grande avanço para o estado do Pará. ‘Toda essa tecnologia proporcionará um fornecimento de energia mais seguro e de qualidade para essas cidades do Marajó. Esse é um grande passo rumo ao desenvolvimento de uma região favorecida geograficamente e de muito potencial no que diz respeito aos recursos naturais. Essa ação de melhoria ainda pode impulsionar a geração de emprego e renda na região, uma vez que a energia segura favorece a chegada de grandes empresas’, avalia Nonato.

A parte inicial da obra de interligação tem um investimento de aproximadamente R$ 60 milhões, compreendendo a ampliação e construção de subestações e a construção de 36 quilômetros de redes, sendo aproximadamente 17 quilômetros subaquáticas. Essa interligação via rio faz parte de um projeto maior no Marajó, que prevê um investimento de cerca de R$ 278 milhões, com a construção de mais oito novas subestações e 794 quilômetros de rede. A primeira etapa do projeto, conhecida como Marajó I, concluída em 2013, recebeu investimento na ordem de R$ 179,5 milhões, aplicados na ampliação de duas e construção de seis novas subestações, além da construção de 685 quilômetros de rede. Essa primeira fase atendeu aos municípios de Portel, Melgaço, Curralinho, Breves, Baião e Bagre.

Foto: DivulgaçãoFoto: Divulgação

Transporte– Os cabos subaquáticos foram fabricados em Vila Velha, no estado do Espirito Santo, e chegaram ao Pará na última terça-feira (23) por meio de um navio especial para este tipo de serviço, equipado com um sistema completo e diferenciado de posicionamento e que garante segurança à navegação. Ao chegar em Ponta de Pedras, o navio se posicionou na rota de lançamento, onde iniciou o lançamento dos cabos na quarta-feira (24) com o auxílio de skid rollers, equipamentos motorizados que giram as bobinas onde os cabos estão enrolados, soltando os mesmos até o meio do rio Pará. O mesmo procedimento ocorrerá na Praia do Caripi em Barcarena.

A engenheira eletricista da área de Expansão do Sistema em Alta Tensão da Celpa, Patricia Bernardi, é uma das responsáveis pela obra e explica como será a conclusão. ‘Todo esse processo ocorrerá em aproximadamente 12 dias e culminará com a emenda dos cabos no meio do trajeto da travessia no rio Pará. Como se trata de cabos projetados e fabricados de forma exclusiva para esta aplicação, os mesmos, assim que lançados, afundarão nas águas e serão enterrados automaticamente no leito do rio devido ao seu peso especifico, observados todos os aspectos relativos ao meio ambiente, como também, em relação à segurança da navegação fluvial’, fala Patricia.

O sistema subaquático para interligar as cidades do Marajó ao SIN é composto por dois circuitos que serão energizados simultaneamente. Os cabos são tripolares e isolados, compostos por três fases energizadas, com 11,3 centímetros de diâmetro e peso de 431 toneladas. Eles possuem uma cobertura de isolação feita de polímeros que garantem a segurança dos fios condutores em seu interior.

Fibra óptica – Além da capacidade de levar energia elétrica à ilha, os interiores dos cabos subaquáticos ainda contam com uma estrutura de fibra óptica, que será responsável pela transmissão de dados de internet. São 24 pares de fibra com 10,7mm de diâmetro total. Isso representa o transporte em alta velocidade de dados, proporcionando o alcance de taxas de transmissão da ordem de 40 Gbps. Após lançada a fibra óptica, a Celpa fará parceria com a Empresa de Processamentos e Dados do Pará (Prodepa), gestora do programa estadual Navega Pará que poderá, assim, levar internet de melhor qualidade aos municípios do Marajó.

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Farinha registra reajuste de 24% em janeiro no Pará

Foto: Igor Mota/O Liberal-A farinha de mandioca consumida pelos paraenses teve um reajuste de 24% em janeiro e ficou entre os itens mais caros da cesta básica, chegando a custar R$ 3 o quilo. Os números são do Dieese-PA (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos) e foram divulgados nesta sexta-feira (26).

Segundo a pesquisa do Dieese, realizada em Belém e mais 17 capitais do Brasil, o quilo da farinha ficou em R$ 3 em janeiro e o trabalhador paraense teve que desembolsar R$ 16,29 para comprar o item, quando em dezembro do ano passado o gasto total ficava em R$ 13,11. Os números ficam bem acima da alta acumulada de 6,41% nos produtos básicos da mesa do paraense. A tendência é de alta no preço do produto para os próximos meses.

‘O mais conflitante desta situação de aumento de preços do quilo da farinha é que ocorre em um Estado que é o maior produtor de mandioca do país. As causas destes aumentos no preço da farinha e de outros produtos básicos da mesa dos paraenses são muitas e passam  por uma série de fatores estruturais  dentro da cadeia  produtiva até a comercialização’, diz a pesquisa.

Ainda segundo o Dieese, a cesta básica em Belém custou R$ 374,50, comprometendo quase a metade do novo salário mínimo (R$ 880), em vigor desde janeiro.

A Fundação Nacional do Índio (Funai), também se manifestou no processo e informou à Justiça que o índio multado pelo Ibama não trabalha com produção em larga escala, nem mesmo com recursos ou tecnologias que causem impacto ambiental sobre a população local de papagaios.

“Ademais, a fabricação de adornos não impacta o meio ambiente nem afeta o modo de vida tradicional da etnia Wai Wai. Ao contrário, fortalece as estratégia de sustentabilidade cultura, ambiental e econômica desse povo”, opinou a Funai.

Diversidade cultural
Para o MPF, a atuação do Ibama na aplicação da lei deve considerar obrigatoriamente a diversidade cultural dos povos que habitam o país, em obediência também à Convenção 169 da Organização Internacional do Trabalho.

“A autarquia federal (Ibama) deveria ter considerado que o artesanato constitui uma forma de expressar a identidade étnica, que é o conjunto de aspectos socioculturais identitários, cosmológicos e valores que compõem cada etnia. O artesanato também é uma importante fonte de renda para centenas de povos indígenas no Brasil, especialmente aqueles indígenas que residem em centros urbanos”, diz o parecer.

O índio Timóteo Taytasi Wai-Wai estuda no núcleo urbano de Oriximiná e usava a venda de artesanato para se sustentar longe da aldeia. Depois da autuação e da multa do Ibama, além da dívida, encontra dificuldade para continuar os estudos.

O MPF destaca no parecer que os povos indígenas, com técnicas reconhecidamente sofisticadas de manejo da agrobiodiversidade e tecnologias de baixo impacto ambiental, protegem o meio ambiente em seus territórios, o que se traduz no índice de desmatamento de terras indígenas, que na média não passa de 1%.

“Bastante inferior ao índice encontrado em unidades de conservação gerenciadas pelo ICMBio (Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade, órgão do governo brasileiro), por exemplo”.

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Ibama no PA multa índio que fazia artesanato em R$ 3 milhões

Um índio da etnia Wai-Wai foi multado em quase R$ 3 milhões pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente (Ibama), em 2009. Nesta sexta-feira (26), o Ministério Público Federal (MPF/PA) se manifestou em parecer enviado à Justiça Federal pedindo que a multa seja anulada por ser desproporcional.

O indígena confeccionava e transportava artesanato feito com penas de aves e foi autuado pelo Ibama em Oriximiná, no oeste do Pará, em 2009, com 132 peças de artesanato. A Defensoria Pública da União (DPU) entrou com ação pedindo anulação da multa e o MPF foi chamado a dar parecer, como fiscal da lei.
“A título de comparação, a Norte Energia, pessoa jurídica responsável pela mais cara obra pública em andamento no Brasil, orçada atualmente em R$ 32 bilhões, foi atuada pelo Ibama em apenas R$ 8 milhões, por crime ambiental inegavelmente mais grave que a conduta praticada pelo indígena”

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procurador Camões Boaventura

O procurador Camões Boaventura, de Santarém, chamou a atenção pela desproporcionalidade da multa aplicada. “A título de comparação, a empresa Norte Energia S.A, concessionária da Usina Hidrelétrica de Belo Monte, foi multada pelo Ibama no valor de R$ 8 milhões por ter provocado a morte de 16 toneladas de peixe. A Norte Energia, pessoa jurídica responsável pela mais cara obra pública em andamento no Brasil, orçada atualmente em R$ 32 bilhões, foi atuada pelo Ibama em apenas R$ 8 milhões, por crime ambiental inegavelmente mais grave – e de mais severa repercussão socioeconômica – que a conduta praticada pelo indígena”, defendeu.

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A Fundação Nacional do Índio (Funai), também se manifestou no processo e informou à Justiça que o índio multado pelo Ibama não trabalha com produção em larga escala, nem mesmo com recursos ou tecnologias que causem impacto ambiental sobre a população local de papagaios.

“Ademais, a fabricação de adornos não impacta o meio ambiente nem afeta o modo de vida tradicional da etnia Wai Wai. Ao contrário, fortalece as estratégia de sustentabilidade cultura, ambiental e econômica desse povo”, opinou a Funai.

Diversidade cultural
Para o MPF, a atuação do Ibama na aplicação da lei deve considerar obrigatoriamente a diversidade cultural dos povos que habitam o país, em obediência também à Convenção 169 da Organização Internacional do Trabalho.

“A autarquia federal (Ibama) deveria ter considerado que o artesanato constitui uma forma de expressar a identidade étnica, que é o conjunto de aspectos socioculturais identitários, cosmológicos e valores que compõem cada etnia. O artesanato também é uma importante fonte de renda para centenas de povos indígenas no Brasil, especialmente aqueles indígenas que residem em centros urbanos”, diz o parecer.

O índio Timóteo Taytasi Wai-Wai estuda no núcleo urbano de Oriximiná e usava a venda de artesanato para se sustentar longe da aldeia. Depois da autuação e da multa do Ibama, além da dívida, encontra dificuldade para continuar os estudos.

O MPF destaca no parecer que os povos indígenas, com técnicas reconhecidamente sofisticadas de manejo da agrobiodiversidade e tecnologias de baixo impacto ambiental, protegem o meio ambiente em seus territórios, o que se traduz no índice de desmatamento de terras indígenas, que na média não passa de 1%.

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Altamira-Merendeira é alvejada a tiros em Altamira

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Carla Silva foi alvejada quando estava saindo da escola Rilza Acácio, onde trabalhava como merendeira. O caso foi registrado na última quinta-feira (25), no bairro São Domingos, em Altamira.

A vítima teria sido abordada por dois homens em uma moto. Segundo informações, o carona desceu da moto, efetuando três disparos a atingindo a merendeira na região do busto e da coxa.

A merendeira chegou a ser encaminhada para o hospital regional, passou por cirurgias e apesar do quadro clínico preocupante, sobrevive com a ajuda de balão de oxigênio.

De acordo com a Polícia Civil, que está investigando a tentativa de homicídio, o caso poderia estar relacionado com a denúncia feita pela merendeira a pouco tempo, sobre a violência na escola e o consumo de drogas desenfreado dentro da instituição.

(DOL)

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PMs são presos suspeitos de assassinato

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O sargento Irís e o cabo Barros, do 25º Batalhão da Polícia Militar, foram presos nesta sexta-feira (26), suspeito de homicídio em Mosqueiro, distrito de Belém. Os PMs tiveram o pedido de prisão preventiva decretado pelo juiz de Mosqueiro. A informação foi confirmada pela Polícia Civil.

De acordo com a Polícia Civil, os PMs foram localizados e conduzidos nesta sexta-feira para a Seccional de Mosqueiro, para prestar esclarecimentos sobre o ocorrido. Eles serão levados para o presídio Anastácio das Neves, em Santa Isabel do Pará.

A vítima seria Anderson Rezende, de 24 anos. Ele teria sido abordado por uma viatura da Polícia Militar, na madrugada de domingo (21), e em seguida sumiu. Na segunda-feira (22), a esposa da vítima, que não quis se identificar, pediu providências que o marido havia sumido após a abordagem.

O corpo de Anderson Rezende foi localizado na terça-feira (23), na beira do mato no ramal Caruarú, na estrada de Mosqueiro, próximo ao portal. Ele apresentava marca de um tiro na perna, que atingiu a veia femoral.

O irmão da vítima foi informado do ocorrido e reconheceu o corpo. Anderson era morador de Irituia, no nordeste paraense, e estava morando há quatro meses com o irmão em Mosqueiro.

A Polícia Militar informou, através de nota, que no âmbito da corporação, ambos os policiais respondem procedimento apuratório que está em andamento.

(DOL)

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