PM usa jatos de água para tirar manifestantes anti-Dilma da Paulista

A Tropa de Choque da Polícia Militar do Estado de São Paulo entrou em confronto com manifestantes contrários ao governo da presidente Dilma Rousseff na manhã desta sexta-feira (18), na avenida Paulista. A ordem é desobstruir a via para que o ato marcado para as 16h, em defesa da presidente, ocorra sem conflito.

Foram usados bombas de gás lacrimogêneo e jatos de água. Por volta das 8h30, um coronel da PM avisou aos manifestantes pró-impeachment que a Tropa entraria em ação em 15 minutos. O movimento policial ocorreu pouco depois das 9h. Não houve prisões no processo.

Segundo a Globonews, representantes do grupo de protesto estão reunidos para definir novo local para levar o ato. Os manifestantes estavam acampados na avenida Paulista desde a noite de quarta-feira.

Movimentos sociais e sindicais convocaram, para a tarde desta sexta-feira, “ato contra o golpe jurídico-midiático em curso, em defesa da democracia e do presidente Lula e por mudanças na política econômica que deem novo impulso ao governo Dilma”, de acordo com a Central Única dos Trabalhadores. Em São Paulo, a concentração será no Masp.
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17.mar.2016 – Manifestantes pró e contra o governo Dilma Rousseff (PT) entram em confronto em frente ao Palácio do Planalto, em Brasília, durante a posse do ex-presidente Luís Inácio Lula da Silva (PT) como ministro-chefe da Casa Civil

Por Ricardo Moraes/Reuters

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TSE unifica ações que pedem cassação de Dilma e Temer

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O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Dias Toffoli, decidiu nesta quinta-feira (17) unificar quatro ações que pedem a cassação da presidente Dilma Rousseff e do vice, Michel Temer. Toffoli entendeu que os processos devem ser reunidos para dar celeridade ao andamento. Com a decisão, todas as ações ficarão sob a relatoria da ministra Maria Thereza de Assis Moura.

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“Os processos que tramitam perante este tribunal, nos quais se pretende a desconstituição dos mandatos da presidente e do vice-presidente da República eleitos em 2014, têm fatos comuns e devem ser reunidos em prol da racionalidade e eficiência processual, bem como da segurança jurídica, uma vez que tal providência tem o condão de evitar possíveis decisões conflitantes”, informou Toffoli.

Nas ações que tramitam no TSE, o PSDB pede a cassação do mandato da presidenta e do vice Michel Temer. O partido alega que há irregularidades fiscais na campanha relacionadas a doações de empreiteiras investigadas na Operação Lava Jato.

No mês passado, na defesa entregue em uma das ações, a defesa da presidenta sustentou que o PSDB pretende obter no TSE “aqueles inúmeros votos que não conseguiu nas urnas”.

“O que interessa é deixar absolutamente claro que não há, e jamais haverá, qualquer afirmação ou informação, nem em depoimentos nem em termos de colaboração premiada, de que Dilma Rousseff tenha qualquer participação direta ou indireta em atos de corrupção para obtenção de doações eleitorais, seja no âmbito da Operação Lava Jato ou de qualquer outra investigação”, afirmou a defesa.

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Sergio Moro: Herói anticorrupção ou incendiário?

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(Foto: Valter Campanato/Ag. Brasil) Image copyright Ag. Brasil
Image caption Homenagens ao juiz Sergio Moro têm sido comuns nos protestos antigoverno

Há dois anos a maior parte dos brasileiros nem sabia quem era Sergio Moro.

Hoje, as milhares de pessoas que têm saído às ruas para protestar contra a corrupção e o governo se unem na grande admiração pelo juiz de Maringá (PR), responsável pelas decisões da Operação Lava Jato na primeira instância. “Somos todos Moro”, dizem cartazes nas manifestações por todo o país.

Para uma grande parte da população, Moro, da 13ª Vara Federal do Paraná, é um herói nacional.

Já simpatizantes do governo o acusam de “agir politicamente” e de inflar os ânimos da população de forma “irresponsável”, favorecendo um “golpe” ao revelar o polêmico áudio de uma ligação entre o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e a presidente Dilma Rousseff, exatamente no dia marcado para a posse do ex-presidente como ministro-chefe da Casa Civil.

Segundo investigadores da Lava Jato, a ligação sugere que Lula foi nomeado ministro nesta quinta-feira para ter foro privilegiado e fugir do alcance de Moro. Dilma nega e acusa o juiz de “afrontar direitos e garantias da Presidência”.

“Todas as medidas judiciais e administrativas cabíveis serão adotadas para a reparação da flagrante violação da lei e da Constituição cometida pelo juiz autor do vazamento”, diz nota emitida pelo Palácio do Planalto.

Para Moro, “havia justa causa e autorização legal para a interceptação” e o caso seria comparável ao do presidente americano Richard Nixon, que renunciou em 1974 acusado de obstrução da Justiça.
Image copyright Ag. Brasil
Image caption Magistrado atuou com a ministra Rosa Weber durante o julgamento do mensalão

Muito antes da disputa aberta com Dilma, Moro foi arrastado ao centro da crise política brasileira por fazer na Lava Jato algo sem precedentes: investigar, prender e condenar um grande número de empresários e políticos poderosos.

Até o ano passado, por exemplo, se alguém dissesse que o presidente da maior empreiteira do Brasil, Marcelo Odebrecht, iria para a cadeia por corrupção, poucos acreditariam (há algumas semanas, ele foi condenado por Moro a mais de 19 anos de prisão).

“Moro é parte de uma geração de juízes e promotores que se formou depois da ditadura e que tem uma visão democrática e republicana bastante consolidada”, opina José Álvaro Moisés, diretor do Núcleo de Pesquisa de Políticas Públicas da USP.

“Ele desafiou essa lógica até então consolidada no Brasil de que quem tem recursos ou poder consegue escapar do alcance da lei.”

Há quem tenha uma visão mais crítica – mesmo entre opositores do governo.

Alguns juristas, por exemplo, condenam algumas práticas do juiz na Lava Jato – como os que veem uso abusivo do mecanismo de prisões preventivas.

Mesmo a seção do Rio de Janeiro da Ordem dos Advogados do Brasil soltou nota de repúdio às escutas de Lula, na qual diz que o procedimento é “típico de estados policiais”.

“É fundamental que o Poder Judiciário, sobretudo no atual cenário de forte acirramento de ânimos, aja estritamente de acordo com a Constituição e não se deixe contaminar por paixões ideológicas”, afirma o comunicado.
Image caption Nos protestos antigoverno em São Paulo, cartazes e gritos de guerra homenageiam o juiz

Para Renato Perissinotto, cientista político da Universidade Federal do Paraná (UFPR), Moro parece ter um senso de “missão” muito forte mas, no atual contexto, é natural que desenvolva certa “vaidade”, que queira fazer “história” – e isso influencie seu trabalho.

“Apesar de aparentemente ele não ser partidário, sua atuação acaba tendo um caráter político”, diz.

“Ao que tudo indica, essa operação (Lava Jato) vai pegar todo mundo. Vai colocar em xeque o próprio sistema político, que sempre funcionou com base em caixa 2. Mas o problema é que não sabemos o que vai surgir com o colapso do sistema. Pode não ser algo melhor. Podemos ter a ascensão de um líder radical. Enfim, tudo é possível. ”

Tido como sério e reservado – mas com um senso de humor refinado – Moro é filho de um professor de geografia e cresceu em uma família de classe média de Maringá.

Ele se formou em Direito em 1995 na Universidade Estadual de Maringá. E em uma palestra para estudantes, recentemente, confessou que até mais da metade do curso se questionava se havia feito a escolha certa.

Mas se havia dúvidas, elas parecem ter durado pouco. Em 1996, com apenas 24 anos, Moro passou em um concurso para se tornar juiz federal. Fez mestrado e doutorado, estudou na escola de direito de Harvard e participou de programas de estudos sobre o combate à lavagem de dinheiro do Departamento de Estado dos EUA.

“Ele é extremamente estudioso e as experiências internacionais parecem ter ajudado muito em sua formação. Cada vez que viaja volta com um monte de livros”, diz Carlos Zucolotto, amigo de Moro e de sua mulher, Rosângela, que chegou a trabalhar em seu escritório de direito trabalhista no Paraná.
Image copyright Getty
Image caption Governo diz que acionará juiz por tornar públicas conversas entre Lula e Dilma

Em 2003, com apenas 31 anos, Moro pegou seu primeiro grande caso: o Banestado, que investigou a remessa ilegal de US$ 30 bilhões ao exterior entre 1996 e 2002.

Em 2004, participou da Operação Farol da Colina, na qual dezenas de doleiros foram presos. E, em função dessas duas experiências, em 2012 foi convocado pela ministra Rosa Weber para auxiliá-la na investigação do mensalão.

“Ele dava aula na UFPR, que tem muitos acadêmicos de esquerda, e lembro que sua atuação no mensalão causou um certo mal-estar”, diz um jurista do Paraná.

Hoje, sites e blogs de esquerda acusam o magistrado de ter ligações com a oposição. Um deles chegou a publicar que sua mulher seria advogada de um político do PSDB – o que ela nega. Outro diz que o pai do juiz teria sido filiado.

“Conheço a família há muitos anos e posso garantir que essas acusações são absurdas e já foram desmentidas”, diz Zucolotto. “Nenhum deles tem ligações com partido algum.”

Um bom ponto de partida para se tentar entender a cabeça de Moro é o artigo que ele publicou em 2004 na Revista Jurídica do Centro de Estudos Judiciários (CEJ) sobre a megaoperação italiana conhecida como Mãos Limpas (Mani Pulite), que precipitou o colapso dos partidos tradicionais desse país e serviu de inspiração para a Lava Jato.
Image copyright Ag. Brasil
Image caption Moro tem usado largamente instrumentos como delação premiada e prisão preventivas

Lá, ele defende práticas e princípios que, mais tarde, gerariam alguma polêmica também no Brasil, como o uso das delações premiadas e das prisões preventivas para se avançar nas investigações, os vazamentos à imprensa e a importância de uma opinião pública engajada para o sucesso da operação.

“Sobre a delação premiada, não se está traindo a pátria ou alguma espécie de ‘resistência francesa'”, escreveu o juiz em 2004.

“Um criminoso que confessa um crime e revela a participação de outros, embora movido por interesses próprios, colabora com a Justiça e com a aplicação das leis de um país.”

Para um jurista crítico, que frequentou a UFPR quando Moro era professor, “ele sabe que para conseguir as informações necessárias para avançar rapidamente nas investigações precisa agir ali no fio da navalha, no limite da legalidade, sempre justificando suas escolhas”.

Sobre os vazamentos à imprensa, por exemplo, o juiz defendeu o seguinte no artigo da CEJ:

“A publicidade conferida às investigações teve o efeito salutar de alertar os investigados em potencial sobre o aumento da massa de informações nas mãos dos magistrados, favorecendo novas confissões e colaborações. Mais importante: garantiu o apoio da opinião pública às ações judiciais, impedindo que as figuras públicas investigadas obstruíssem o trabalho dos magistrados, o que, como visto, de fato foi tentado.”

No texto, Moro estava se referindo à Operação Mãos Limpas. Mas não é difícil ver como as suas justificativas para os vazamentos das ligações de Lula cabem hoje nesse mesmo raciocínio.

*Colaborou Camilla Costa, da BBC Brasil em Londres
Por Ruth Costas Da BBC Brasil em São Paulo
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Edital de Publicação 011/2016- Abandono de Emprego- SM PARÁ MADEIRAS E LAMINADOS LTDA

Edital de Publicação: 011/2016- ABANDONO DE EMPREGO 

A empresa “SM PARÁ MADEIRAS E LAMINADOS LTDA”, CNPJ: 02.626.013./0001-04, com endereço na Br-163, (CUIABÁ/SANTARÉM) KM 933, no Distrito de Castelo de Sonhos Município de Altamira -PA, convoca a funcionária CLAUDIENE DE LISBOA , Portadora CTPS Nº0010562, Serie Nº 071, para retornar ao emprego no prazo de 48 (quarenta e oito) horas, sob pena de aplicação de dispensa com justa causa por abandono de emprego, nos moldes do artigo 482, alínea “i”, da Consolidação das Leis do Trabalho, visto que não comparece para trabalhar desde o dia 11 de março de 2016..

Novo Progresso, 17 de Março de  2016.

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São Bernardo:Manifestantes fazem ato de apoio a Dilma e Lula

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Lula sai às ruas para conversar com grupo de apoiadores, em São Bernardo do Campo, neste domingo (13). (Foto: AFP PHOTO / NELSON ALMEIDA )

Um grupo realiza neste domingo (13) uma manifestação de apoio ao governo federal em frente ao prédio onde mora o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), em São Bernardo do Campo, no ABC paulista. Segundo a Guarda Municipal, cerca de 400 pessoas se concentravam no local às 10h30 deste domingo.

O grupo está na Avenida Prestes Maia, no bairro Nova Petrópolis. Uma das faixas da pista está interditada e a Polícia Militar acompanha o protesto, que segue pacífico. Os manifestantes usam camisetas com os nomes de Lula e da presidente Dilma Rousseff.

Pela manhã, Lula desceu de seu apartamento para conversar com os manifestantes.

O protesto acontece no mesmo dia em que diversos grupos se reúnem pelo Brasil para protestar contra o governo federal. Em São Paulo, manifestantes chegavam à Avenida Paulista na manhã deste domingo para pedir o impeachment da presidente.
Por G1
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Milhares de paraenses protestaram contra a corrupção

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Foto: Tarso Sarraf/ O Liberal-Como acontece tradicionalmente os paraenses aderiram às manifestações nacionais contra a corrupção e a favor da operação Lava Jato, da Polícia Federal. No estado a manifestação ocorreu em quatro municípios, neste domingo (13): Belém, Muaná, Redenção e Santarém.  A Polícia Militar ainda não divulgou a estimativa de participantes. Pelo país estão programadas manifestações em 14 estados mais o Distrito Federal até o final do dia.

A manifestação em Belém começou por volta das 9h da manhã, saindo da Escadinha da Estação das Docas e seguindo pelas ruas do centro da capital, com destino à Avenida Visconde de Sousa Franco (Doca). O ato durou cerca de três horas.

Foto: Tarso Sarraf/ O LiberalFoto:
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Para a realização do evento a organização preparou uma infraestrutura especial. “A primeira providência nossa quanto à organização é tentar manter a segurança total. A gente tem muita confiança nos órgãos responsáveis, porque vão famílias, crianças pequenas, idosos, pais com filhos nos seus carrinhos, então a gente precisa dessa estrutura”, afirmou Márcia Sarkis, coordenadora regional do movimento popular Vem pra Rua.

Foto: Tarso Sarraf/ O LiberalFoto:
Foto: Tarso Sarraf/ O LiberalFoto:

Segundo ela, a exemplo dos anteriores, o ato teve o apoio da Polícia Militar, Guarda Municipal, Superintendência Executiva de Mobilidade Urbana (Semob), Departamento de Trânsito do Estado do Pará (Detran) e Corpo de Bombeiros. “Há todo um aparato.
Segurança- Os órgãos de segurança montaram um esquema de acompanhamento da manifestação, segundo explica o Coronel Dilson Júnior, do Comando de Policiamento Metropolitano.  “Estivemos com 550 policiais militares e mais 150 agentes dos órgãos de segurança pública, seja da Guarda Municipal, Detran, Polícia Civil, Semob, todos mobilizados para que a gente tivesse uma manifestação tranquila como foram as outras que nós tivemos no ano passado. O policiamento foi diferenciado focado na prevenção’, explica.

Segundo a PM não houve nenhum registro de violência ou confronto durante a manifestação.

 Foto: Tarso Sarraf/ O LiberalFoto:

Foto: Tarso Sarraf/ O LiberalFoto:

Por O Liberal

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Imprensa internacional destaca clima de frustração política

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Motivação do público que foi às ruas em protesto contra a Dilma foi classificado como frustração

O clima de frustração que leva centenas de milhares de brasileiros a protestarem contra o governo Dilma Rousseff neste domingo foi amplamente repercutido na imprensa internacional. Entre jornais, sites de revistas e redes de TV, um dos assuntos mais falados foi a reunião de descontentes nas ruas das capitais brasileiras.

O jornal argentino “La Nación” deu destaque ao fato de que “pela primeira vez, as manifestações são abertamente respaldadas pelos principais partidos da oposição. O diário argentino ilustra sua matéria com os protestos em Copacabana.

Já na França, o diário “Le Monde” afirma que a frustração que se reflete no clima político “ficou englobada pelos escândalos de corrupção” que afetam o PT.

A rede britânica de TV Sky News diz: “Manifestantes exigem a remoção da presidente”. Em seu conteúdo, ressalta que Dilma fez apenas um apelo para que não houvesse violência nos protestos — e que assegurou que não renuncia.

O “El País” destaca o peso que as acusações contra Lula – “mentor político de Dilma” – têm contra sua popularidade. O jornal espanhol destaca ainda que o deputado Jair Bolsonaro (PP-RJ) “capitaliza o mal-estar social como um Donald Trump brasileiro”.

Seu maior concorrente, o “El Mundo”, estampa em sua capa “A oposição chama a tomar as ruas um ano após”, referindo-se às enormes manifestações de março de 2015, que congregaram mais de 2 milhões. O diário cita as investigações sobre o patrimônio do ex-presidente Lula como um reforço ao processo de impeachment “em um país cada vez mais polarizado” politicamente.

Já o mais popular diário português, o “Público”, sintetiza a discussão usando termos que exprimem a frustração dos manifestantes: “‘Chega, basta!’ Hoje é dia de pedir o fim do governo Dilma no Brasil”.

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Alckmin e Aécio são vaiados em ato contra o governo na Avenida Paulista

São Paulo – Manifestação na Avenida Paulista, região central da capital, contra a corrupção e pela saída da presidenta Dilma Rousseff (Rovena Rosa/Agência Brasil)

São Paulo – Milhares de manifestantes se reuniram na Avenida Paulista para defender a saída da presidenta Dilma Rousseff e apoiar o combate à corrupção

Diversos políticos e parlamentares de partidos de oposição estiveram presentes neste domingo (13) na Avenida Paulista, região central da capital, no ato em favor do impeachment da presidenta Dilma Rousseff. O principal ponto de encontro das lideranças oposicionistas foi o palco montado pelo Movimento Brasil Livre, em frente ao Museu de Arte de São Paulo (Masp).

Ao se aproximarem do local, o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, e o senador Aécio Neves (PSDB-MG) foram vaiados pelos manifestantes. “Nós estamos aqui como cidadãos, respeitando a pluralidade nessa sociedade tão múltipla como a nossa e na busca daquilo que nos une, o fim desse governo”, disse o senador.

Perguntado sobre as menções de seu nome na Operação Lava Jato, o senador mineiro se defendeu das suspeitas que têm surgido sobre seu envolvimento no esquema de corrupção da Petrobras. “Acho que todas as citações têm que ser investigadas e elas estão se desmontando porque são falsas”, enfatizou.

Alckmin destacou o caráter pacífico do protesto. “Acho que São Paulo está dando uma grande demonstração de civismo. Uma festa democrática pacífica, sem briga, com uma grande participação popular. Acho que é o momento de cada um de nós ajudar o Brasil a virar essa página e retomar o crescimento”, disse o governador, que após ser hostilizado deixou o ato rapidamente.

Ao microfone, o deputado federal Onix Lorenzoni (DEM-RS) criticou o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva por incentivar a militância a defender o mandato de Dilma. “Que líder é esse que joga brasileiro contra brasileiro?”, disse para o público que se aglomerava em frente ao Masp. O ex-presidente, em muitos momentos, era o alvo principal dos gritos de ordem dos manifestantes e dos oradores dos carros de som que pediam a prisão do líder petista.

Outro tema recorrente foi os impostos, lembrados pelo pato inflável montado pela Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) em frene à sede da entidade. Também foram distribuídos balões da campanha que critica a carga tributária brasileira.

Multidão

Em diversos pontos da avenida era difícil andar em meio à multidão devido a grande concentração de pessoas. Apesar de o ato estar marcado para o meio da tarde, no final da manhã diversos manifestantes já chegavam à região. Além dos carros de som, foram inflados dois bonecos gigantes de Dilma e Lula.

Tudo foi acompanhado por um grande contingente da Polícia Militar (PM), que espalhou veículos blindados por diversos pontos da avenida. Segundo a PM, uma mulher foi presa por desacato depois de jogar uma garrafa de água contra policiais.

Para um dos líderes do MBL Kim Kataguiri, a divulgação de trechos da suposta delação do senador Delcídio do Amaral (PT-MS) foi um dos fatores que ajudou a impulsionar a manifestação. “A delação do Delcídio do Amaral foi o que mais contou”, ressaltou.

Na avaliação dele, algumas figuras politicas só aderiram ao movimento pela destituição de Dilma pela pressão dos protestos. “A gente vinha criticando a oposição por não comparecerem, por não apoiarem o impeachment. Agora, houve essa mudança de postura, talvez não por convicção pessoal, mas por terem sido empurrados pelas manifestações”, disse, ao comentar as vaias dadas ao senador Aécio e ao governador Alckmin.

A manifestação vai, na opinião do senador Ronaldo Caiado, (DEM-GO), líder do DEM no Senado, ajudar a pressionar o Congresso a aprovar o impedimento de Dilma. “Não tem como agora a classe política não responder a essa reação da população brasileira. Seria negar a função do Congresso Nacional de ser representante do povo brasileiro”.

Por Rovena Rosa/Agência Brasil
Edição: Fernando Fraga

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Revista diz que Erenice desviou R$ 45 mi de Belo Monte para campanhas

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Do G1, com informações do Jornal Nacional-A ex-ministra da Casa Civil Erenice Guerra teria sido a principal operadora de um esquema de corrupção que desviou R$ 45 milhões de obras da usina hidrelétrica de Belo Monte, no Pará, para campanhas eleitorais do PT e do PMDB, segundo informou reportagem da edição deste fim de semana da revista IstoÉ.

A defesa da ex-ministra diz que o conteúdo da reportagem é “inconsistente” e não é verdadeiro (leia mais sobre a versão de Erenice Guerra e de outros políticos e autoridades mencionados pela revista ao final desta reportagem).

Segundo a publicação, as revelações estão na delação premiada do senador Delcídio do Amaral, ex-líder do governo no Senado, preso em uma das etapas da Operação Lava Jato e atualmente em recolhimento domiciliar. Devido à prisão, ele teve a filiação ao PT suspensa pelo partido.

A delação premiada de Delcídio ainda está sob análise do Supremo Tribunal Federal (STF). A expectativa é que o ministro Teori Zavascki, relator da Lava Jato no STF, homologue o acordo nos próximos dias. Depois disso, os depoimentos de Delcidio poderão servir de base para futuros inquéritos e investigações, inclusive no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

De acordo com a reportagem, no acordo de colaboração assinado pelo senador, ele conta que os ex-ministros Erenice Guerra e Silas Rondeau, do governo Luiz Inácio Lula da Silva, e Antonio Palloci, dos governos Lula e Dilma Rousseff, movimentaram cerca de R$ 25 bilhões e desviaram pelo menos R$ 45 milhões dos cofres públicos diretamente para as campanhas eleitorais do PT e do PMDB em 2010 e 2014.

“A propina de Belo Monte serviu como contribuição decisiva para as campanhas eleitorais de 2010 e 2014”,
afirmou Delcídio aos procuradores da Lava Jato, de acordo com a revista.

A reportagem diz que os relatos feitos pelo senador mostram que a suposta operação montada para desviar dinheiro público de Belo Monte começou a ser arquitetada ainda no leilão para a escolha do consórcio que tocaria a obra, em 2010, e se desenrolou até pelo menos o início do ano passado, com a Lava Jato já em andamento.

O senador explica na delação, segundo a revista, que os desvios de recursos do projeto da usina vieram tanto do pacote de obras civis, que consumiram cerca de R$ 19 bilhões, como da compra de equipamentos, que chegou a R$ 4,5 bilhões. Em todas as etapas do processo teria havido superfaturamento.

Todo o esquema, segundo o relato do senador reproduzido por IstoÉ, foi coordenado por um triunvirato formado pelos ex-ministros Silas Rondeau, Erenice Guerra e Antônio Palocci, especialmente Palocci e Erenice, que seria uma das principais escudeiras da presidente Dilma Rousseff.

A revista afirma ainda que Delcício disse que em 2014, quando disputou o governo do Mato Grosso do Sul, foi procurado por Edinho Silva, na época tesoureiro da campanha de Dilma e atual ministro da Secretaria de Comunicação Social.

De acordo com Delcídio, Edinho lhe propôs um esquema para saldar uma dívida de campanha no valor de R$ 1 milhão, usando o laboratório farmacêutico EMS. Delcídio devia para a ex-sócia de Duda Mendonça, Zilmar Fernandes, e a FSB Comunicações e pediu que eles emitissem faturas contra o laboratório, mas os pagamentos nunca foram feitos.

De acordo com a revista, Delcídio do Amaral também menciona boa parte da bancada do PMDB do Senado e até o vice-presidente da república, Michel Temer.

Segundo a reportagem, Delcídio disse que o “time” formado pelos senadores Renan Calheiros, Edson Lobão, Jader Barbalho, Romero Jucá e Valdir Raupp, todos do PMDB, exerce influência ampla no governo, como no Ministério de Minas e Energia, na Eletrosul, na Eletronorte e em diretorias de Abastecimento e Internacional da Petrobras, além das usinas de Jirau e Belo monte.

Delcídio disse que os senadores, “além de indicarem, abraçaram” os ex-diretores da Petrobras, Paulo Roberto Costa e Nestor Cerveró, presos na Lava Jato, e afirmou ser testemunha do elo entre Renan Calheiros e o ex-presidente da Transpetro, Sérgio Machado, que também já foi citado na Lava Jato. Segundo Delcídio, ele teria presenciado os dois despachando diversas vezes na residência oficial de Renan.

O senador Romero Jucá negou que tenha indicado nomes no governo. “Eu não fiz indicação para canto nenhum. Agora, a revista publica que o quer. Nós vamos responder aquilo que consideramos a verdade, e as investigações devem aprofundar qualquer questão”, afirmou.

Delcídio também citou o vice-presidente Michel Temer. Segundo a IstoÉ, está escrito no depoimento que “Delcídio do Amaral sabe que um dos maiores escândalos envolvendo a BR Distribuidora foi a aquisição ilícita de etanol no período entre 1997 e 2001”.

Segundo a delação, o principal operador desse esquema foi João Augusto Henriques, ex-diretor da BR Distribuidora, atualmente preso.

A ilicitude, segundo Delcidio, ocorreu durante o governo de Fernando Henrique Cardoso. Segundo a revista, o “padrinho” de João Henriques no esquema do etanol foi Michel Temer.

O presidente do PSDB, Aécio Neves, também foi citado. Segundo a reportagem, Delcídio afirmou que, em uma conversa com o ex-presidente Lula, durante uma viagem a Campinas, o então presidente perguntou-lhe quem era Dimas Toledo. “Um profissional do setor elétrico. Por que o senhor pergunta isso”, disse Delcídio.

Lula, por sua vez, teria explicado. “É porque o Janene veio me pedir pela permanência dele, depois o Aécio e até o PT, que era contra, já virou a favor da permanência dele. Deve estar roubando  muito”.

Delcídio, em sua delação, contou ainda que, quando presidia a CPI dos Correios, aceitou estender  um prazo para que o banco Rural fornecesse a quebra de seu sigilo bancário. Segundo ele, a solicitação de mais prazo foi necessária para que o Rural ganhasse tempo para “maquiar” seus demonstrativos contábeis, evitando que o mensalão atingisse o governo de Minas Gerais. Na época, Aécio era o governador e “não tinha nenhuma proximidade com Delcídio do Amaral”, segundo a revista.

Versões dos mencionados na reportagem
A defesa de Delcídio do Amaral afirmou que o teor da reportagem da revista IstoÉ não é verdadeiro e que os documentos que a ilustram não são autênticos porque, segundo os defensores, não têm conexão com depoimentos ou manifestações do senador.

Segundo a defesa, esses documentos não podem e não devem ser considerados como idôneos e configurar provas ou indícios contra qualquer pessoa.

A defesa disse ainda que repudia a “espetacularização criminosa e indecente” da investigação federal, “em matéria que mescla mentiras e maledicências, com a finalidade deliberada de envenenar consciências e estimular na sociedade um ambiente de apreensão, fomentando, ainda, o descrédito das instituições, atingindo a honra e a imagem das pessoas”.

O advogado da ex-ministra Erenice Guerra também afirmou que o conteúdo da reportagem e da delação é “absolutamente inconsistente” e não é verdadeiro.

A defesa de Antonio Palocci rechaçou o que chamou de “falsas informações” e negou que o ex-ministro tenha solicitado “contrapartidas para campanhas eleitorais de quem quer que seja”.

O ministro da Secretaria de Comunicação Social, Edinho Silva, disse que as declarações são “mentirosas”, que jamais manteve o citado diálogo com Delcídio ou qualquer contato com as empresas mencionadas.

A FSB Comunicação afirmou que nunca recebeu recursos, nem assinou contrato com a EMS. A FSB também declarou que não recebeu pelos serviços prestados em 2014.

A EMS declarou que nunca firmou contrato com a FSB ou doou qualquer valor para Zilmar Fernandes, nem para o senador Delcídio do Amaral.

O advogado de Zilmar Fernandes disse que não comentaria vazamento de conteúdo de delação premiada.

A assessoria do PMDB disse que o partido nunca participou de qualquer esquema de desvio de dinheiro do setor elétrico ou de qualquer outra área do governo.

O senador Eunício Oliveira disse que apenas apoiou a indicação de um funciojário de carreira da Anvisa, sobre o qual não pairam dúvidas profissionais ou éticas.

O senador Valdir Raupp informou que desconhece indicações para o setor elétrico.

A assessoria do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso disse que ele está fora do país.

A assessoria do PT informou que todas as doações recebidas pelo partido aconteceram estritamente dentro da legalidade e foram posteriormente declaradas à Justiça Eleitoral.

O senador Jader Barbalho afirma que Delcídio do Amaral “cometeu um exagero”  e que não se sente “influenciando” o governo “há bastante tempo”.

A assessoria do ex-presidente da Transpetro, Sérgio Machado, disse que, ao contrário do que foi dito, ele não despachava com o senador Renan Calheiros.

O advogado de Edison Lobão classificou a afirmação de que ele faz parte de um arco de influência amplo no governo como “totaltamente desconectada” e informou que não há imputação de crime.

O senador Valdir Raupp disse que desconhece indicações para o setor elétrico.

O senador Aécio Neves classificou as citações como “absurdas”. Disse que elas não se sustentam porque, na época da CPI dos Correios, ele não atuava no Congresso Nacional. Sobre Dimas Toledo, Aécio Neves disse que trata-se de uma requentada tentativa de envolver, sem qualquer comprovação, diversos políticos de oposição.

O banco Rural foi extingo depois do processo do mensalão. O advogado dos ex-dirigentes do banco disse que não acredita que a afirmação de Delcídio seja plausível.

O Instituto Lula disse que não comentaria falatórios. E que, quem quiser levantar suspeitas em relação ao ex-presidente, deve fazer diretamente com a apresentação de provas.

O Palácio do Planalto não tinha se manifestado até a última atualização desta reportagem.

A assessoria do vice-presidente Michel Temer informou que as citações do senador Delcídio são “equivocadas” e não procedem. Disse ainda que Temer não tem qualquer relação de proximidade com o ex-diretor da BR Distribuidora João Augusto Henriques.

O Jornal Nacional não conseguiu contato com João Augusto Henriques, com o ex-ministro Silas Rondeau e com Dimas Toledo.

A assessoria do senador Renan Calheiros não retornou as ligações do Jornal Nacional
Por G1
Publicado por Jornal Folha do Progresso, Fone para contato 93 981151332 (Tim) WhatsApp:-93- 984046835 (Claro)  (093) 35281839  E-mail:folhadoprogresso@folhadoprogresso.com.br




Órgãos investigam morte súbita de 110 animais em fazendas no AM

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A Agência de Defesa Agropecuária e Florestal do Estado do Amazonas (Adaf) e a Fundação de Vigilância Sanitária (FVS) investigam a morte de mais de 100 animais em Eirunepé, a 1.160 km de Manaus. Segundo a agência, as mortes começaram a ocorrer no mês de janeiro em duas fazenda da região e a última foi registrada no início deste mês. Animais sobreviventes foram vacinados contra raiva e seguem em observação pelos produtores e veterinários.

De acordo com Instituto de Desenvolvimento Agropecuário e Florestal Sustentável do Estado do Amazonas (Idam) de Eirunepé, morreram 80 bovinos, 18 ovelhas e 12 cavalos. Os animais eram de fazendas que comercializam o gado para cidades do Acre e Amazonas. Desde a ocorrência da mortes os produtores estão impedidos de abater animais.

Frank França, veterinário da Adaf, contou ao G1 que os animais apresentavam sintomas relacionados a raiva, como tontura, fraqueza nos membros, dificuldade de manter-se de pé, além de salivação excessiva. Pouco tempo após apresentarem os sintomas, os animais morriam. Como a suspeita das mortes é raiva e a doença pode ser transmitida para humanos, todos que tiveram contato com os animais estão sendo vacinados.

“As pessoas que tiveram contato estão sendo vacinadas e tratadas. A propriedade ficou impedida de abater animais e só vai ser liberada após todos os animais tomarem as duas doses da vacina. Um das fazendas  já tomou as duas doses e a outra aplicou a primeira no dia 26 de fevereiro, e no dia 26 de março vai aplicar a outra”, afirma França.

Segundo o veterinário, não há risco de animais abatidos antes do surto terem sido contaminados por raiva ou outra doença. “Quando eles entram no matadouro são fiscalizados antes e depois da morte, então não há risco de qualquer contaminação”, garante.

Análise
De acordo com a gerente de Zoonoses da FVS, a médica veterinária Ana Cristina Campos, material  de seis animais, sendo cinco bovinos e um equino, foram colhidos para análise. “Havia dado positivo pra raiva no município no ano passado, mas a investigação está na fase preliminar e, portanto, há suspeita de várias outras enfermidades”, disse.

Ana coordenou a equipe que foi a Eirunepé para investigar o caso. Na sexta-feira (11), ela informou ao G1 que o resultado para raiva pode sair em até 10 dias. A análise está sendo feita no Laboratório Central de Saúde Pública (Lacen) da Fundação de Vigilância Sanitária.

Ainda segundo a gerente de zoonoses, casos similares aconteceram nos municípios de Autazes, Tabatinga e Carauari, porém, com menos mortes. ​”A contaminação pode ocorrer durante o manuseio do animal doente, porém em nenhum dos casos narrados, as pessoas que cuidaram dos animais foram examinadas e não foram contaminados”, relata.

Cuidados
De acordo com o veterinário da Adaf, outras propriedades com animais estão em observação. Além disso, sítios e fazendas no raio de 2km das fazendas que tiveram o surto de mortes estão vacinando bois, cavalos, ovelhas, cães, gatos e qualquer outro tipo de animal criado nos lugares.

O levantamento feito pela agência com os criadores do animais mortos, apontou que em uma delas há 500 animais entre bois e cavalos e na outra há cerca de 700. A Adaf não faz levantamento de animais domésticos, no entanto, França afirma que os donos não estão apresentando qualquer tipo de resistência em vacinar os bichos.

Por G1 AM
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