Odebrecht cita repasses eleitorais a políticos que não se candidataram

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Em registros de contabilidade apreendidos pela Polícia Federal na Operação Acarajé e divulgados nesta quarta-feira (23), a construtora Odebrecht cita repasses eleitorais de 2012 a políticos que não se candidataram àquele pleito. As informações foram analisadas por “Aos Fatos”, que cruzou os dados da lista, em parceria com o UOL, com registros do TSE (Tribunal Superior Eleitoral).

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Uma das tabelas de Benedicto Barbosa Jr, o BJ, da Odebrecht
Uma das tabelas de Benedicto Barbosa Jr, o BJ, da Odebrecht

As planilhas revelam que parte significativa da contabilidade se refere à campanha de 2012, quando foram eleitos prefeitos e vereadores. Nesses documentos, aparecem registros de valores de até R$ 500 mil em nome de políticos como o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), o ministro Armando Monteiro (Desenvolvimento), o ex-senador José Sarney (PMDB-AP) e até o ex-presidente da Transpetro Sérgio Machado, que não se candidata a cargos eletivos há quase 15 anos. Nenhum deles disputou as eleições para as quais esses valores seriam destinados.

As investigações da Polícia Federal apuram se essas quantias de fato existiram e se foram embolsadas pelas campanhas por meio de doação oficial ou propina. O fato de haver políticos que não se candidataram em registros eleitorais, entretanto, levanta suspeitas sobre a versão de que eram apenas doações regulares de campanha.

Os documentos foram revelados pelo blog de Fernando Rodrigues, do UOL, e listam possíveis repasses da Odebrecht para mais de 200 políticos de 24 partidos. As planilhas estavam com Benedicto Barbosa Silva Júnior, presidente da Odebrecht Infraestrutura, e conhecido no mundo empresarial como “BJ”.

No meio da tarde desta quarta-feira, o juiz Sérgio Moro determinou que esse material fosse colocado sob sigilo. O UOL e o “Aos Fatos” tiveram acesso às informações quando os dados estavam públicos e acessíveis.
Políticos listados

O nome mais eloquente é o do ex-presidente da Transpetro Sergio Machado, que não se candidatou a prefeito nas últimas eleições –nem concorreu a cargo eletivo em qualquer época.

Em uma das planilhas, ele é relacionado à quantia de R$ 500 mil em 12 de setembro de 2012, auge da campanha municipal. Investigado na Lava Jato, teve a casa devassada pela PF em dezembro do ano passado.

Os peemedebistas José Sarney (AP), Eduardo Cunha (RJ), Jorge Picciani (RJ), Sérgio Cabral (RJ) e Romero Jucá (RR) também são citados em uma lista de candidatos a prefeituras em 2012. Nenhum deles disputou aquela eleição. Na relação da Odebrecht, Sarney, Cunha, Picciani e Cabral são chamados de “históricos”.

Eduardo Cunha é identificado como “caranguejo” e, ao lado do seu nome, há o registro de R$ 500 mil. Cunha não disputou eleição em 2012 e foi reeleito deputado federal em 2014. Ele afirmou só ter recebido “doações de caixa 1”. Outros políticos negaram qualquer tipo de doação ilegal e disseram que as verbas estão declaradas à Justiça Eleitoral.

Com Picciani, o “grego”, também há a anotação de R$ 500 mil. Ele foi eleito deputado estadual pelo PMDB do Rio em 2014. Antes disso, havia disputado uma cadeira no Senado em 2010, mas não conseguiu se eleger.

A Sarney, que aparece com o codinome “escritor” na planilha da construtora, são destinados R$ 100 mil, conforme a planilha. Ele disputou sua última eleição em 2006, quando conquistou uma cadeira no Senado pelo Estado do Amapá. Seu mandato terminou em 2015; um ano antes, ele anunciou sua aposentadoria da vida política.

Já o “proximus” Sérgio Cabral, atualmente sem mandato, foi governador do Rio de Janeiro de 2006 a 2014. As planilhas da Odebrecht mostram registro de R$ 500 mil ao lado de seu nome.

Também aparecem nas listas de contabilidade de 2012 sem não terem se candidatado para prefeito ou vereador o ministro Armando Monteiro (PTB-PE), o senador Romero Jucá (PMDB-RR), o deputado Geraldo Simões (PT-BA), o senador Randolfe Rodrigues (Rede, eleito senador pelo PSOL-AP), o ex-governador Silval Barbosa (PMDB-MT), o ex-governador Renato Casagrande (PSB-ES), ex-ministra Maria do Rosário (PT-RS) e o ex-líder da oposição na Câmara Bruno Araújo (PSDB-PE).
Dados do TSE

Os valores que constam das planilhas da Odebrecht totalizam mais de R$ 70 milhões. “Aos Fatos” cruzou essa informação com as quantias declaradas como doações da empresa às campanhas de 2010, 2012 e 2014. O levantamento constatou que o grupo contribuiu com quase R$ 40 milhões no mesmo período, segundo as bases do Tribunal Superior Eleitoral.

No caso das eleições de 2012, a construtora doou R$ 25,5 milhões para partidos e comitês de campanha e apenas R$ 50 mil para uma candidatura em particular: a de Luiz Marinho, candidato do PT à Prefeitura de São Bernardo do Campo (SP). Segundo ele, as doações foram feitas legalmente e aprovadas pela Justiça Eleitoral.

“Aos Fatos” também cruzou as doações atribuídas individualmente a cada um dos mais de 300 políticos citados nos registros de contabilidade. Assim como indicam as planilhas, a maior parte das doações é direcionada aos diretórios nacional, estadual e municipal dos partidos –prática comum e legal, mas que diminui o controle do doador sobre o real propósito da verba. Nesse caso, as siglas não são obrigadas a repassar a totalidade da doação para funções preestabelecidas.

É o caso de José Serra (PSDB-SP) nas eleições de 2012. A planilha cita, ao lado de seu nome, a quantia de R$ 3,2 milhões. No TSE, sua prestação de contas não dá mais detalhes. São públicas apenas transferências originárias da direção nacional do PSDB. O mesmo se aplica a demais candidatos citados nos documentos.

Outro lado

O presidente da Câmara Eduardo Cunha afirmou que é “normal” fazer pedidos em nome do partido para que a doação seja distribuída entre candidatos. “Várias empresas fizeram doações, certamente para minha campanha não foi e, se eu pedi, foi para o PMDB. Não sei o que é, mas é normal, a Odebrecht doou para o PMDB. Em alguns momentos, eu pedi para campanha do Henrique (Eduardo Alves) para o PMDB e o PMDB distribuiu”, disse Cunha.

Procurada, a ex-ministra Maria do Rosário disse que a planilha se refere a uma doação feita em 2012 feita sob sua indicação para o PT Nacional, com o objetivo de contemplar a então candidata a vereadora de Porto Alegre, Ariane Leitão. “A prestação de contas da candidata demonstra o devido registro ao TRE em 19 de setembro daquele ano”, disse.

O ex-governador Renato Casagrande afirmou que recebeu recursos da Odebrecht apenas durante sua campanha. “Por enquanto, o que se tem é uma listagem confusa, com informações imprecisas e não apuradas, cuja divulgação já foi, inclusive, suspensa pela Justiça Federal, justamente com o objetivo de evitar que aqueles que receberam recursos oficiais sejam confundidos com beneficiários ilegais”, disse.

O deputado Bruno Araújo disse que os valores em questão foram recebidos em 2012 pelo PSDB e repassados oficialmente a candidaturas a prefeito em Pernambuco naquele ano “com o devido registro na Justiça Eleitoral”.

O senador Randolfe Rodrigues nega ter recebido doações da Odebrecht nem ter trabalhado junto à construtora para que outros fossem beneficiados. Disse se tratar de uma campanha para “sujar” seu nome e afirmou que recorrerá ao Ministério da Justiça e à Procuradoria Geral da República para esclarecer o caso.

Até o momento, Sérgio Machado, Jorge Picciani, Sérgio Cabral e Silval Barbosa não foram encontrados para comentar o assunto.

* “Aos Fatos” é uma plataforma multimídia para checagem de fatos e do discurso público.
Por UOL
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Câmara Municipal de Novo Progresso elege novo prefeito da cidade

A Câmara Municipal de Novo Progresso , escolheu de forma indireta nesta quarta-feira (23/03) o novo prefeito e vice-prefeito do município. Foram eleitos os vereadores Ubiraci Soares (PT) e Eloido Bertollo (PR). De acordo com o presidente da Câmara Edemar Onetta (PMDB) , a posse  será nesta quinta-feira (24).

Prefeito Ubiraci Soares agradeceu a confiança dos vereadores e prometeu empenho para trabalhar pelos progressenses.
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A eleição indireta há menos de dez meses para as eleições municipais, ocorreu em função da cassação dos mandatos do então prefeito Osvaldo Romanholi (PR) e do vice Joviano de Almeida (PSD). Eles foram cassados dos cargos por denuncia de improbidade administrativa.

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Votaram nas eleições desta terça oito dos nove vereadores de Novo Progresso. Segundo o presidente Edemar Onetta (PMDB), só houve uma chapa inscrita a chapa de Macarrão e Eloido e obtiveram os oito votos dos vereadores.

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Com a saída do Macarrão assumiu o vereador Cabral (PDT) e na vaga do Vereador Eloido (PR) vai assumir o suplente João Garimpeiro (PR).

A eleição legitima o mandato, disse o vereador Edemar Onetta (PMDB) ao encerrar a sessão.

Por Redação Jornal Folha do Progresso

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Manifestantes protestam em frente ao STF contra decisão de Teori sobre Lula

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Brasília – Manifestantes contrários ao governo fazem ato em frente ao Supremo Tribunal Federal (Wilson Dias/Agência Brasil) © Wilson Dias/Agência Brasil Brasília – Manifestantes contrários ao governo fazem ato em frente ao Supremo Tribunal Federal (Wilson Dias/Agência Brasil)

Cerca de 300 manifestantes se reuniram no início da noite de hoje (23) em frente ao Supremo Tribunal Federal (STF) para defender o impeachment da presidenta Dilma Rousseff e criticar o ministro Teori Zavascki, que proferiu ontem (22) decisão para paralisar as investigações contra o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva que estavam nas mãos do juiz federal Sérgio Moro.

Além de levarem faixas, bandeiras do Brasil e buzinas para defender Moro e saída da presidenta, os manifestantes fizeram um caixão para simbolizar o enterro do STF, do PT e de Zavascki. O barulho dos manifestantes não foi ouvido pelos ministros da Corte, porque hoje começou o feriado de Páscoa na Suprema Corte e a sede do tribunal está fechada.

A manifestação ocorreu de forma pacífica, mas foi acompanhada pelo batalhão de choque da Polícia Militar.

Segurança

Mais cedo, o Ministério da Justiça informou que ofereceu reforço na segurança dos ministros do Supremo. Em nota divulgada à imprensa, o ministério também confirmou que mandou investigar ameaças aos integrantes da Corte feitas em redes sociais. Os ministros já contam com segurança pessoal oferecida pelo tribunal.

Ontem, após a decisão de Teori, houve manifestações na porta da casa do ministro em Porto Alegre, segundo o deputado Paulo Pimenta (PT-RS).

Segundo Pimenta, também houve protestos nas proximidades das casas de familiares de Zavascki, tanto em Brasília quanto no Rio Grande do Sul. Pimenta disse que as manifestações ganharam força após a divulgação dos endereços nas redes sociais.
Por André Richter – Repórter da Agência Brasil-
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Meteorologia recomenda que produtores armazenem água

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Foto Divulgação-Ilustrativa-Mais quente, mais seco, mais úmido: encare o futuro’. Este é o tema da reflexão proposta pela Organização Meteorológica Mundial (OMM) para o Dia Meteorológico Mundial, celebrada ontem em 200 países que compõem a OMM. Em Belém, pesquisadores, profissionais e acadêmicos da área se reuniram no auditório central da Sudam na manhã de ontem para debater as mudanças climáticas no Pará, no Brasil e no mundo.

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De acordo com o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), a mudança climática está afetando o padrão natural das estações do ano e está aumentando a frequência e intensidade de eventos climáticos como ondas de calor, secas e chuvas fortes. Essas mudanças causam uma antecipação de anos mais secos e um futuro mais quente e mais úmido.

José Raimundo de Souza, coordenador do 2º Distrito de Meteorologia (Disme), do Inmet, abriu os debates fazendo um apanhado da temática e destacando ainda que a ação humana não chega a interferir na mudança climática global, mas que pode contribuir para acelerar processos naturais. Segundo José Raimundo, a meteorologia precisa ser inserida no cotidiano das pessoas. ‘Os estudos meteorológicos impactam diretamente em questões fundamentais da nossa sociedade. A população precisa perceber essa importância e aproximar cada vez mais esses estudos das nossas vidas’, afirmou.

O meteorologista também explicou os padrões climáticos que vem observando ao longo dos anos. ‘O ano de 2015 foi o mais quente já registrado, com secas muito intensas na região de Santarém e proximidades, em decorrência do El Niño. Se olharmos para trás vamos ver que nos anos de 1982 e 1983 aconteceu outra uma seca tão forte que as águas da baía do Guajará ficaram salobras. O mesmo aconteceu em 97 e 98, quando também tivemos um El Niño muito forte. Então percebemos que há um padrão: há cada 15, 20 anos nós sentimos os impactos deste fenômeno que é o El Niño, ainda mais forte. Para 2016, a previsão que temos válida até abril é de mais seca em grande parte do Pará. Os produtores agropecuários precisam se preparar e armazenar água’, acrescentou José Raimundo.

O aumento da quantidade e a intensidade das precipitações e as oscilações climáticas têm sido percebidas pelos belenenses. O jornal O Liberal levou o assunto para as ruas e ouviu a opinião da população.

A universitária Ana Laura Santiago, de 22 anos, está preocupada com possíveis desastres naturais. ‘Nesse período do ano é comum ter muita chuva, mas ainda não tinha visto tantas chuvas fortes aqui em Belém. Nesta semana a chuva veio com até alguns relâmpagos e para o lado do Satélite, onde moro, o vento foi tão forte que chegou a destelhar parte da minha casa. Eu fico preocupada com essas coisas. É difícil ter desastres aqui na cidade, mas com tantas mudanças a gente nunca deve dizer que temos certeza que isso não vai acontecer’, comentou.

Na opinião do chaveiro Robson Luis Sousa, 33, a chuva forte não é o problema, mas sim o calor intenso. ‘Em Belém sempre choveu e acho que isso não vai mudar, mas o calor está demais. Eu tenho  uma pequena plantação em casa, uma horta, e o calor forte está queimando a vegetação. Imagina quem vive da agricultura, o que não está tendo de prejuízo?’, declarou.
Por Orm News
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Juíza nega recurso para manter pedido de prisão de Lula em SP

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 Foto- Ex-presidente Lula realiza discurso em caminhão de som, durante protesto a favor do governo, na Avenida Paulista, em São Paulo (SP), na noite desta sexta-feira (18)

A juíza Maria Priscilla Ernandes Veiga Oliveira, da 4ª Vara Criminal da capital paulista, negou nesta terça-feira um recurso para que a denúncia e o pedido de prisão preventiva do ex-presidente Lula, formulados pelo Ministério Público de São Paulo, fossem decididos na Justiça estadual.

No último dia 14, a magistrada havia declinado da competência para o juiz Sergio Moro, da 13ª Vara Federal de Curitiba (PR), responsável pelos processos da Operação Lava Jato. Ela entendeu que a investigação dos promotores paulistas sobre a posse do tríplex reformado pela construtora OAS em Guarujá (SP) tem conexão com a Lava Jato e crimes de âmbito federal – Lula é acusado de ocultar patrimônio (lavagem de dinheiro) e falsidade ideológica.

Tanto o Ministério Público quanto a defesa de Lula argumentavam que o processo deveria ser julgado na esfera de São Paulo e sugeriram que o inquérito é um desdobramento da investigação sobre desvios na Cooperativa Habitacional dos Bancários de São Paulo (Bancoop), cuja ação penal corre na 5ª Vara Criminal. Eles agora deverão recorrer ao Tribunal de Justiça de São Paulo, conforme a juíza. Os promotores e a defesa do ex-tesoureiro petista e ex-diretor da Bancoop João Vaccari Neto, preso na Lava Jato e reú na 5ª Vara Criminal paulistana, já interpuseram recursos em sentido estrito.

“Os argumentos utilizados nos presentes embargos pelos embargantes se mostram como irresignação com o decidido pela decisão que declinou da competência para a 13ª Vara Federal de Curitiba, e devem ser objeto de recurso à superior instância, sendo os embargos meramente infringentes”, decidiu a juíza. “Com relação à alegada competência da 5ª Vara local para julgamento do feito, considerando que esta magistrada não possui acesso à investigação da Polícia Federal e do Ministério Público Federal e às provas do processo da Lava Jato, esta será analisada caso o juízo da 13ª Vara Federal de Curitiba determine eventual desmembramento e/ou devolução dos autos.”

Maria Priscilla também afirmou que os autos ainda não devem ser enviados ao Supremo Tribunal Federal porque a posse de Lula como ministro da Casa Civil (para blindá-lo do pedido de prisão) foi suspensa.

“Cabe ressaltar que não há se falar em envio dos autos, neste momento, ao Supremo Tribunal Federal, tendo em vista que a posse de Luiz Inácio Lula da Silva como ministro da Casa Civil foi suspensa por ordem do Ministro Gilmar Mendes da Suprema Corte, em decisão liminar vigente, nos autos do processo nº MS 34.070-DF. Caso o denunciado tome posse efetivamente do cargo no ínterim entre esta decisão e eventual recurso à Segunda Instância, os autos serão remetidos ao C. STF por determinação da Constituição Federal”, escreveu.

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Por VEJA.com

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Tráfico matou quase 3 mil pessoas no Pará

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Dos 3.447 homicídios registrados no Pará em 2014, pelo menos 2.964 deles (86%) são resultadode desavenças entre traficantes ou execução de usuários

A Secretaria de Estado de Segurança Pública e Defesa Social do Pará (Segup) diz que 86% dos homicídios e latrocínios registrados no Pará entre 2004 e 2014 estão relacionados diretamente ao tráfico de drogas. O órgão não discordou dos números do estudo “Atlas da Violência 2016”, divulgado anteontem pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) e Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP), mas contesta a metodologia e o ranking do estudo que colocam o Pará na sexta posição entre os estados com maior número de mortes violentas entre 2004 e 2014, com 3.447 homicídios em 2014 (aumento de 126,5% no período).

Além do tráfico e o consumo de drogas, a Segup acredita que as desigualdades sociais e o desemprego também provocaram o aumento do número de homicídios registrados no Estado. O ano de 2010 é o período da década analisada no estudo com o pior desempenho da história recente do Estado, que chegou a ocupar o terceiro lugar no ranking de mortes violentas no País. O Estado tem ainda quatro microrregiões citadas no Atlas da Violência: região de Altamira (8ª), região de Parauapebas (11ª), região de Marabá (13ª) e a Região Metropolitana de Belém como a 20ª mais violenta do País.

Outro fenômeno reconhecido pela Segup foi a interiorização da criminalidade. O Atlas informa que a região Bragantina (Augusto Corrêa, Bonito, Bragança, Capanema, Igarapé-Açu, Nova Timboteua, Peixe-Boi, Primavera, Quatipuru, Santa Maria do Pará, Santarém Novo, São Francisco do Pará e Tracuateua) teve um aumento de 721,21% na taxa de homicídios para cada 100 mil habitantes (21,3 mortes) – ocupando o sexto lugar no País.

A região do Salgado (Colares, Curuçá, Magalhães Barata, Maracanã, Marapanim, Salinópolis, São Caetano de Odivelas, São João da Ponta, São João de Pirabas, Terra Alta e Vigia), registra 30,3 mortes para cada 100 mil habitantes, tendo aumentado a taxa de homicídios em 447,76% – ocupando a 13ª posição do ranking de microrregiões mais violentas do País. “Somos um Estado de fronteiras abertas, cujo território cabe, com folga, uns quatro países europeus. As fronteiras, de responsabilidade da União, infelizmente, nos últimos anos têm sido ineficazes (para impedir contrabando e a entrada de drogas). (Ao se) Entrar por Jacareacanga não se passa por um só posto de fiscalização. Postos da Polícia Rodoviária Federal foram desativados. Isso contribui para o tráfico de drogas. E temos um agravante: nossos rios. Achamos até um submarino artesanal usado no tráfico”, argumenta o secretário adjunto de Gestão Operacional da Segup, coronel Hilton Benigno.

Arma

O oficial da Polícia Militar considera preocupante o aumento da criminalidade mesmo quando Estado aumenta sua presença ostensiva nas ruas, a repressão e a prevenção. “Todos os dias apreendemos armas ilegais e ainda assim as mortes por armas de fogo representam 72% do total”, ponderou, sem entrar no mérito da discussão que divide as redes sociais virtuais sobre a legalização do porte de armas para civis. O número de homicídios por arma de fogo cresceu 172,6% entrede 2004 a 2014.

Para Hilton Benigno, a violência e a interiorização da violência são um fenômeno que acomete em todo o País, como mostra a pesquisa, reforçado por uma legislação “sofisticada e permissiva demais para o Brasil, que hoje concentra 10% dos homicídios de todo o mundo”. O oficial diz ainda que o aumento de 1227% do número de adolescentes e jovens vítimas de homicídios reflete a desestruturação das famílias em meio a um crescimento populacional desordenado. Como medidas para minimizar essa realidade, ele cita a Fundação Pro Paz, que busca chegar às comunidades e famílias, oferecendo diversos serviços de educação, esporte, cultura e lazer, políticas públicas que especialistas em segurança pública apontam como fundamentais para afastar os jovens da violência. “Infelizmente, não podemos estar em todos os lugares e estamos perdendo nossa juventude. Nossa população carcerária reflete isso”, reconhece.

Por Orm News
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Avião de Neymar pertence a empresa investigada pelo MPF, diz jornal

Em nota, assessoria de Neymar repudiou o vazamento das informações.© Foto: Rafael Ribeiro / CBF) Em nota, assessoria de Neymar repudiou o vazamento das informações.

As investigações em torno do avião de Neymar, que foi bloqueado por determinação da 7ª Justiça Federal, levaram a mais uma polêmica. De acordo com a coluna “Panorama Esportivo”, do diário “O Globo”, o jatinho seria pertencente à SFG Aircraft, empresa norte-americana que é investigada pelo Ministério Público Federal do Pará (MPF-PA) por um contrato simulado feito com uma operadora aérea do estado.

Fabricado pela Embraer, o avião seria um arrendamento operacional entre a SFG e a operadora Voar (Cooperativa de Usuários de Aeronaves em Regime de Propriedade Compartilhada). Porém, a certidão da propriedade do avião não teria nem o nome de Neymar, de suas empresas ou de seus pais, o que é visto por fontes da Receita Federal como um artifício para sonegar impostos.

– A aeronave foi objeto de arrolamento no processo judicial (ação cautelar fiscal) em trâmite na 7ª Vara Federal de Santos. As informações constantes no arrolamento sobre a aeronave são muito superficiais. Existe também informação da Neymar Sport e Marketing S/S Ltda. – ME, por intermédio de seus advogados, de que o referida aeronave, objeto de leasing com o First Bank, já foi vendida. A procuradoria requereu expressamente a indisponibilidade da aeronave – disse um procurador da Fazenda.

Documentos mostram que o jatinho faz parte do vínculo entre a SFG e a Voar desde dezembro de 2011. A primeira vez que Neymar posou em frente ao seu jatinho foi quatro anos depois, quando já apareciam as iniciais NJR.

Em nota, a assessoria do craque declarou que  “o atleta Neymar Jr. e as empresas NR Sports e N&N Consultoria repudiam o vazamento das informações contidas em processo sigiloso e reforçam a posição, já defendida publicamente, de que recolheram devidamente os impostos. Informam ainda, que o seu patrimônio será mantido, preservado e incrementado até a solução definitiva do caso”.

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“BBB 16”: Munik chora e revela: “Estou apaixonada”

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Parece que a passagem de Laham pelo “BBB 16” deixou Munik bastante afetada. Na última quarta-feira (23), Ronan percebeu que a sister estava desanimada e questionou o que havia acontecido.

“Por que você está chorando?”, perguntou. “Porque estou apaixonada. Aí fico chorando”, explicou a goiana.

A morena continuou a desabafar: “Sabe como é aquela paixão não correspondida? Mulher chora o dia inteiro. Mulher quando é largada pelo marido chora o dia inteiro”.

Por Famosidades
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Dnit é a favor de delegar a BR-316 ao governo do Pará

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Foto: Oswaldo Forte/ Arquivo O Liberal-Antes mesmo de ter lançado no início deste mês edital para elaboração de estudos para concessão da BR-316/PA, análise técnica da Diretoria de Planejamento e Pesquisa do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) indicava que o governo federal já se demonstrava favorável à delegação administrativa da rodovia ao Estado do Pará. O documento elaborado pela autarquia foi entregue pelo ministro dos Transportes, Antônio Carlos Rodrigues, ao senador Flexa Ribeiro (PSDB-PA) durante audiência com o parlamentar, ocorrida na semana passada.

A análise da diretoria do Dnit está anexa ao Ofício nº 194/2016/DG-DNIT – encaminhado no dia 16 de fevereiro de 2016 pela autarquia ao Ministério dos Transportes. O documento reforça que a União já tinha conhecimento dos estudos e projetos para a implantação do BRT Metropolitano, sendo necessária unicamente a delegação por parte do governo federal para que o Estado pudesse intervir no trecho iniciado no Km 1,7 até o Km 18 da BR-316/PA.

Em sua argumentação, a Diretoria de Planejamento e Pesquisa destaca que “o trecho, ora comentado, se destaca pela sua característica urbana, sendo utilizado, principalmente, para mobilidade de transporte coletivo urbano de passageiros. Tanto que se pleiteia a implantação de sistema de ônibus que irá proporcionar maior segurança, conforto e redução do tempo de viagem”.

O documento enfatiza ainda que “as intervenções pleiteadas por meio deste convênio possuem vantajosidade para o DNIT, visto que será sem ônus para a Autarquia e atenderá, de forma satisfatória, as necessidades emergentes da região” e conclui que “os motivos apresentados pelo Senhor Governador são condizentes e concorda com os motivos apresentados nos autos”.

De acordo com o senador Flexa Ribeiro, o ministro é a favor da delegação, pois entende a importância de um projeto de intervenção para melhorar o fluxo de veículos no perímetro urbano da BR-316. “Para o ministro, está claro que a delegação trata-se de um ato fundamental para que o governador Simão Jatene possa fazer as melhorias no tráfego urbano, permitindo uma melhor integração entre os municípios da Região Metropolitana”, enfatizou o senador.

Com mais de R$ 500 milhões garantidos pela Agência de Cooperação Internacional do Japão – JICA, o Governo do Pará vem sendo obrigado a pagar taxa de permanência, sem poder aplicar o recurso por estar impedido de realizar a obra na BR-316.  O BRT Metropolitano já tem projeto executivo concluído, financiamento garantido, licença ambiental e aguarda apenas a cessão por parte da União para que o Governo do Pará inicie a intervenção na via, proporcionando melhorias aos paraenses da Região Metropolitana de Belém.

“Na atual conjuntura política e econômica, é fundamental que o governo apoie iniciativas como esta do BRT, haja vista sua contribuição para dar maior dinamismo econômico, gerando emprego e renda”, justificou Flexa Ribeiro.
Por O Liberal
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Cármen Lúcia: Lava Jato respeita rigorosamente as leis

A ministra Cármen Lúcia durante análise dos recursos apresentados pelas defesas dos 25 réus condenados pela corte, os chamados embargos, nesta quinta-feira (12) © Nelson Jr./SCO/STF A ministra Cármen Lúcia durante análise dos recursos apresentados pelas defesas dos 25 réus condenados pela corte, os chamados embargos, nesta quinta-feira (12)

A ministra do Supremo Tribunal Federal (STF) Cármen Lúcia afirmou na noite desta quarta-feira que não há abuso de poder na Operação Lava Jato. Questionada se há politização nas investigações que revelaram o esquema de corrupção na Petrobras, Cármen Lúcia respondeu: “Não. Estão sendo observadas rigorosamente a Constituição e as leis”. A ministra esteve no Rio de Janeiro para receber um prêmio do jornal O Globo.
Cármen Lúcia também declarou que não vê sinais de abuso do Judiciário na Lava Jato. “A atividade do Judiciário é acionada pelos interessados, pelo cidadão. O Poder Judiciário não atua isoladamente, não atua de ofício, como nós dizemos. Atua por provocação. Então, quando se fala em ativismo judicial, é que o Judiciário ultrapassaria [suas atribuições] e não há demonstração nenhuma de que isso esteja acontecendo”, afirmou.

Impeachment – A ministra minimizou as declarações da presidente Dilma Rousseff, que chamou o processo de impeachment que corre contra ela de tentativa de “golpe”. “Não acredito que a presidente tenha falado que impeachment é golpe. Impeachment é um instituto previsto constitucionalmente. O que não pode acontecer de jeito nenhum é impeachment nem ou qualquer tipo de processo político-penal ou penal sem observar as regras constitucionais”, afirmou.

Cármen Lúcia disse que entendeu as palavras da petista como um “alerta” de que a Constituição tem de ser respeitada. “Acredito que ela [Dilma] esteja exercendo, primeiro, a liberdade de expressão. Segundo, apenas um alerta no sentido de que é preciso que se observem as leis da República e isso com certeza, em um estado democrático, está sendo observado”, afirmou.

Por Veja com Estadão Conteúdo

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