Neymar “ostenta” com celular personalizado banhado a ouro

Neymar causou com seu novo smartphone nesta quinta-feira (31). Em seu Instagram, o craque exibiu o aparelho personalizado com seu nome e banhado a ouro.

“Mal podia esperar para receber meu celular banhado a ouro. Obrigada”, escreveu na rede social.

A capa do celular é banhada a ouro 24 quilates e custa cerca de US$ 4,4 mil (aproximadamente R$ 16 mil), segundo o “Ego”.

Por Famosidade

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Chico Buarque fala em ato a favor da democracia: “não, de novo não”

Chico Buarque subiu ao palco, na manifestação que acontece nesta quinta-feira (31), no Rio de Janeiro. Conhecido pelo engajamento político, o cantor e compositor foi ovacionado pelo público presente.

“Eu vim aqui dar um abraço nas pessoas das mais variadas tribos, das mais variadas convicções políticas. Gente que votou no PT, gente que não gosta do PT, gente que foi do PT, que se desiludiu com o partido, gente que votou na Dilma, mas sobretudo, gente que não pode por em dúvida a integridade da presidente Dilma Rousseff”, disse ele aos presentes.

O cantor também disse: “Eu vejo gente aqui na praça, da minha geração, que viveu o 31 de março de 1964. Mas vejo sobretudo a imensa juventude que não era então nem nascida, mas que conhece a história do Brasil”, completando que “Eu quero aqui agradecer a vocês que me animam a acreditar que não, de novo não, não vai ter golpe”.

Notícias ao Minuto

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Inter acorda no 2º tempo, goleia Brasil de Pelotas e se garante no G-4

Andrigo marcou duas vezes na vitória do Inter© Gazeta Press Andrigo marcou duas vezes na vitória do Inter

Ao final do primeiro tempo, o torcedor do Inter tinha motivos para ficar preocupado. A equipe foi para o intervalo sem ter criado grandes chances e atrás no placar. Porém, na segunda etapa, tudo mudou, e o time colorado precisou de apenas cinco minutos para virar o jogo. Depois, ainda transformou o placar em goleada: 4 a 1 contra Brasil de Pelotas, nesta quinta-feira, no Beira-Rio.

Tabela

A vitória de virada levou o Inter aos 23 pontos, na terceira colocação do Campeonato Gaúcho, garantindo um lugar entre os quatro primeiros colocados na 1ª fase. Com isso, a equipe jogará a partida de volta das quartas de final em casa.

Já o Brasil ocupa apenas a décima colocação na tabela, com 13 pontos. O time está a dois pontos do oitavo colocado, o Passo Fundo, último na zona de classificação, e três acima da Lajeadense, que fecha a degola.

Que pintura!

O placar foi aberto aos 11 minutos do primeiro tempo. Marcos Paraná recebeu lançamento na ponta direita, ganhou do marcador e arriscou de esquerda. A bola foi no ângulo, sem chance para Alisson.

Virada relâmpago

O Inter buscou o empate logo no começo da etapa final. Aos três minutos, Sasha recebeu dentro da área, mas bateu na marcação. Na sobra, a zaga do Brasil cercou a bola e deixou para Martini, mas o goleiro se atrapalhou, e Anderson apareceu para dar um toquinho.

Não deu nem tempo dos visitantes lamentarem a lambança, e o time colorado virou o jogo. Aos quatro, Sasha acionou Andrigo pela direita. O meia entrou na área e bateu forte no alto, sem chances para o goleiro do Brasil.

Para fechar o caixão

Mais tranquilo após a virada, o Inter continuou melhor em campo e marcou o terceiro gol aos 22 minutos. Anderson dominou da entrada da área e tocou para Andrigo, que driblou Martini e rolou para o fundo das redes.

Já aos 27, Vitinho recebeu e bateu cruzado com o pé esquerdo no ângulo para transformar o placar em goleada.

Na sequência

Na última rodada da 1ª fase do Gaúcho, o Inter visita o Glória, no próximo domingo, às 16h (de Brasília). No mesmo horário, o Brasil joga em casa contra o Passo Fundo.

Por
ESPN

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Estudante é flagrado se masturbando em sala de aula da UEPA

Foto: Reprodução (Facebook)Aluno não tem vínculo com a instituição e cursa Administração na UFPA. Policiais da Seccional de São Brás se recusaram a registrar o caso

Um aluno do curso de Administração da Universidade Federal do Pará (UFPA) foi flagrado se masturbando em uma sala de aula do Campus I da Universidade do Estado do Pará (UEPA), em Belém.

O caso aconteceu na noite desta quarta-feira (30) e foi registrado na Delegacia de Crimes Funcionais (Decrif) da Polícia Civil após o delegado e escrivão de plantão da Seccional de São Brás se recusarem a registrar o boletim de ocorrência com o relato de seis alunos da universidade estadual.

O estudante da UFPA foi identificado como Diego Augusto Tavares Alves. Ele foi flagrado por um grupo de seis alunos e dois docentes do curso de Letras da UEPA em uma sala do Centro de Ciências Sociais e Educação (CCSE), localizado na travessa Djalma Dutra, bairro do Telégrafo. O grupo chamou um segurança do campus, que foi até a sala, mas o rapaz já havia desaparecido do local.

Minutos depois o aluno da UFPA foi flagrado se masturbando em outra sala do CCSE. O grupo de estudantes então acionou a Polícia Militar, que conduziu Diego Alves à Seccional de São Brás, onde seria registrado o caso. Segundo o termo de declaração registrado pela estudante Treicy Castro Pereira, do curso de Letras da UEPA, o delegado e o escrivão plantonista se recusaram a registrar o boletim de ocorrência sob alegação de que Diego Alves não praticou crime.

Foto: Reprodução (Facebook)Foto: Reprodução (Facebook)

Diante da negativa, os estudantes foram expulsos da sala do delegado e tentaram registrar o B.O com o escrivão de plantão, que também se negou a efetuar o registro alegando que o fato era ‘atípico’. Houve discussão e o escrivão chegou a mandar um dos estudantes ‘se catar’. O policial disse ainda que “se estavam (os estudantes) insatisfeitos com o atendimento deveriam procurar a corregoria (da Polícia Civil)’.

Os estudantes só conseguiram registrar a ocorrência por volta de 00h11 desta quinta-feira (31), na Decrif. Além do incidente na delegacia de Polícia Civil, o grupo diz que o diretor do CCSE, Pedro Franco Sá, orientou os alunos a não registrarem o B.O, deixando as ‘medidas cabíveis’ para ele próprio.

Estudante se defende

Em entrevista do ORM News, o estudante da UFPA se defendeu dizendo que estava assistindo um filme de conteúdo adulto no local, mas que não estava se masturbando.

O rapaz diz que foi até a universidade estadual para emprestar um livro na biblioteca da instituição, mas que não encontrou a publicação e entrou em uma sala para ver o filme adulto. ‘Foi uma atitude completamente impensada. Não fiz contato visual com ninguém. Cheguei a pedir desculpas a todos os envolvidos’, explicou o estudante.

Diego disse estar sendo ‘exposto’ pelos alunos do curso de Letras da UEPA, que publicaram a íntegra do termo de declaração registrado na Decrif em uma página no Facebook. O rapaz ressaltou ainda que não é aluno da universidade estadual e se desculpou várias vezes com os estudantes. ‘Estão contando uma versão diferented o que aconteceu’, completou.

Outro lado

A assessoria de imprensa da Polícia Civil confirmou o registro da ocorrência e informou que serão adotadas providências para identificar o delegado e o escrivão que estavam no plantão da seccional para que prestem esclarecimentos sobre o caso.

A UEPA ainda não respondeu a solicitação feita pela redação.

Por Orm News
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Meu Deus do Céu’, diz Barroso sobre PMDB na presidência

Foto: Divulgação (STF)-O ministro Luís Roberto Barroso, do Supremo Tribunal Federal (STF), manifestou a estudantes nesta quinta-feira (31) uma crítica ao PMDB como “alternativa de poder”.
No início da tarde, ele teve um encontro com bolsistas da Fundação Lemann em um dos plenários do tribunal. O ministro estava sentado ao lado de um mediador que fazia as perguntas e ele respondia. Numa das respostas, comentou o ambiente político do país e disse que se tornou “um espaço de corrupção generalizada”.

“Quando anteontem o jornal exibia que o PMDB desembarcou do governo e mostrava as pessoas que erguiam as mãos, eu olhei e disse: ‘Meu Deus do céu! Essa é nossa alternativa de poder. Não vou fulanizar, mas quem viu a foto sabe do que estou falando”, afirmou.

A audiência foi filmada e transmitida no sistema interno do STF. Antes dos comentários, o ministro frisou que estava falando em um “ambiente acadêmico” e depois perguntou se sua fala estava sendo gravada. Ao saber que sim, se queixou com auxiliares e pediu para “desgravar”.

Barroso iniciou o comentário afirmando que a política “morreu”, mas se corrigiu noutro momento, antes, porém, de pedir para desgravar. “Talvez eu tenha exagerado. Mas ela está gravemente enferma”, disse.

Para o ministro, “o sistema político que não tem o mínimo de legitimidade democrática. Ele deu uma centralidade imensa ao dinheiro e à necessidade de financiamento. E se tornou um espaço de corrupção generalizada”.
Por:G1  O Globo
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Relator da Lava Jato critica Moro e chama de descabida divulgação de grampos

O ministro Teori Zavascki, relator da Operação Lava Jato no Supremo Tribunal Federal (FotoCarlos Humberto/SCO/STF – )
elator da Operação Lava Jato no Supremo Tribunal Federal, o ministro Teori Zavascki criticou a ação do juiz federal Sérgio Moro de divulgar áudio de grampos envolvendo Luiz Inácio Lula da Silva e a presidente Dilma Rousseff, que chamou de “descabida”, nesta quinta-feira (31).

A avaliação foi feita na abertura do julgamento que avalia decisão liminar de Zavascki que ordenou que as investigações sobre Lula fossem retiradas da Justiça Federal no Paraná e passassem a ser conduzidas pela mais alta Corte do Judiciário brasileiro.

“É importantíssimo que nós, neste momento de grave situação que o Brasil passa, de comoção social, que investiguemos, que o Judiciário controle isso, que o Ministério Público se empenhe, que as autoridades policiais se empenhem para investigar e punir idependentemente do cargo que a pessoa ocupa, da situação econômica e do partido que defende. Mas, para o Supremo Tribunal Federal, é importante que tudo isso seja feito com estrita observância da Constituição Federal”, discursou Zavascki.

Minutos antes, a Corte abriu espaço para que se pronunciasse em defesa do governo o advogado-geral da União, José Eduardo Cardozo, que classificou como criminosa a divulgação dos grampos da presidente e de seu padrinho político, no último 16 de março, responsável por impulsionar uma série de protestos pelo País e a agilizar o próprio rompimento do PMDB com o governo federal, anunciado na terça-feira (29).

“Afirmamos que houve clara ofensa à Constituição. Foram divulgadas conversas conversas sem nada que ver com o que é investigado, de pessoas privadas […] Voltamos ao ‘Big Brother’ preconizado pelo George Orwell, em que nada pode ser conversado entre pessoas privadas?”, indagou Cardozo. “A conversa, captada ainda depois do permitido e divulgada ao arrepio da lei, é absolutamente contrária ao Estado democrático de Direito. Ninguém está acima da lei.”

Por iG SP-

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PF deflagra operação contra atividade clandestina de garimpo

Foto: Reprodução/ internet-Ação foi em Santarém e Itaituba. Duas pessoas foram presas

A Polícia Federal de Santarém cumpriu três mandados de busca e apreensão, dois de condução coercitiva e um mandado de prisão temporária, nos municípios de Santarém, no Baixo Amazonas, e; Itaituba, no sudeste paraense, nesta quinta-feira (31). A ação faz parte da operação ‘DAKJI’, que visa reprimir atividade clandestina de garimpo no entorno da Terra Indígena Zoé, no município de Óbidos. Os mandados foram expedidos pelo juiz titular da 2ª Vara da Justiça Federal em Santarém, tendo como alvo pessoas envolvidas com atividade garimpeira nas proximidades da área indígena.

Foram apreendidas diversas armas de fogo, acessórios e munições, o que gerou duas prisões em flagrante por posse ilegal de arma de fogo. A operação conta também com incursões em garimpos existentes no entorno da Terra Indígena Zoé realizadas com apoio de dois helicópteros e um avião da Coordenação de Aviação Operacional da Polícia Federal – CAOP.

Até o final da tarde foram presos três garimpeiros em flagrante delito por crime ambiental e foram destruídos de três motobombas pelo Ibama, equipamentos utilizados para extração ilegal de minérios. A operação ainda está em andamento.
Por: Redação  com informações da Polícia Federal
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Ladrão invade casa, faz reféns e é preso em casinha de cachorro em MT

(Foto arte cenário MT)-Um rapaz de 19 anos foi preso na quarta-feira (30), dentro de uma casinha de cachorro, depois de assaltar uma residência e fazer moradores reféns, no Bairro Jardim das Palmeiras, em Cuiabá. Um segundo suspeito, que também teria envolvimento no assalto, conseguiu fugir e ainda não foi localizado.

Segundo a Polícia Militar, o suspeito foi avistado na rua depois de invadir uma casa no mesmo bairro. Dessa primeira residência, ele conseguiu levar quase mil reais em espécie, um celular, um relógio e objetos de ouro. Ao perceber a presença dos policiais, ele fugiu, pulou alguns muros e invadiu outra residência.

Segundo a PM, nessa segunda residência invadida, o assaltante fez dois moradores reféns, um mecânico e a filha adolescente. Já cercado pela polícia, o assaltante libertou os moradores e continuou fugindo. Ao perder o assaltante de vista, a polícia cercou o bairro para tentar prender o suspeito. Ele foi encontrado escondido dentro de uma casinha de cachorro.

O suspeito ainda tentou fugir outra vez enquanto era conduzido até a viatura da polícia, sem sucesso. Dentro da casinha de cachorro onde o homem havia se escondido, a PM apreendeu um revólver sem munição e um aparelho de celular.
Por g1.globo.com
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Protestos contra impeachment e a favor de Dilma reúnem dezenas de milhares em todos os Estados

Protesto contra o impeachment, promovido por entidades que apoiam o governo Dilma Rousseff, em São Paulo (SP), nesta quinta-feira (31). Concentração na Praça da Sé

Milhares de manifestantes contrários ao impeachment da presidente Dilma Rousseff protestaram nesta quinta-feira em diversas cidades do país na data que marca os 52 anos do golpe militar de 1964.

Em Brasília, o protesto convocado pela Frente Brasil Popular e a Central Única dos Trabalhadores (CUT) teve uma marcha do estádio Mané Garrincha até o Congresso Nacional. Segundo a Secretaria de Segurança Pública do Distrito Federal, 40.000 pessoas participavam da manifestação.

No Rio de Janeiro, de acordo com os organizadores, ao menos 50.000 se manifestavam no centro da cidade a favor de Dilma e contra o impeachment, a maioria usando camisas vermelhas e levando faixas com mensagens de apoio à presidente e ao PT. A Polícia Militar não divulgou estimativa de público.

Os manifestantes gritavam palavras de ordem, principalmente “não vai ter golpe”, estimulados por pessoas que discursaram em um palco montado no Largo da Carioca, entre elas o cantor e compositor Chico Buarque. Também foram entoados gritos e exibidos cartazes contra o vice-presidente Michel Temer, o presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), e o juiz federal Sergio Moro, que concentra em primeira instância os processos da Operação Lava Jato.

Em São Paulo, milhares de pessoas ocuparam a Praça da Sé, no centro da cidade, levando balões de centrais sindicais e faixas de movimentos sociais e entoando palavras de ordem contra o impeachment. A Polícia Militar de São Paulo afirmou que a manifestação atingiu um pico de 18.000 pessoas. De acordo com o Datafolha, o protesto na capital paulista reuniu 40.000 pessoas.

Também houve manifestações em Porto Alegre, que reuniu 18.000 pessoas, de acordo com a estimativa final da polícia, São Luís, Fortaleza, Recife, Maceio e Aracaju, entre outras cidades.

Lula – Em sua conta no Facebook, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que era esperado para comparecer à manifestação em Brasília, divulgou um vídeo em que classificou mais uma vez o pedido de impeachment contra Dilma como um golpe contra a democracia. “O povo brasileiro está mostrando o quanto valoriza a democracia e se manifesta em defesa da Constituição, do estado de direito e das conquistas sociais”, disse Lula.

Os protestos a favor de Dilma e contra o impeachment acontecem enquanto tramita no Congresso um processo de impeachment que acirrou ainda mais a tensão política, em meio à forte recessão econômica e baixa popularidade da presidente, além das investigações da Lava Jato que ameaçam o governo petista. A presidente, que nega ter cometido crime de responsabilidade que justifique um impeachment, adotou como estratégia de defesa chamar de “golpe” o processo de impedimento em curso no Congresso, e voltou a repetir o discurso em evento nesta quinta no Palácio do Planalto.

“Para cada momento histórico o golpe assume uma cara. Nos processos que a América Latina passou nos anos 1960, 1970 e 1980, a forma tradicional era a intervenção militar”, disse a presidente, que foi presa e torturada durante o regime militar. “Agora a forma está sendo a ocultação do golpe através de processos aparentemente democráticos. Se usa um pedaço da democracia. Estão tentando dar um colorido democrático a um golpe porque não tem base legal”, afirmou Dilma.

Por Veja Com Reuters

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Dilma compara intolerância vivida no Brasil com o nazismo

Dilma compara intolerância vivida no Brasil com o nazismo -Foto Givaldo Barbosa / Agência O Globo

A presidente Dilma Rousseff subiu o tom no discurso para artistas e intelectuais contra o impeachment no Palácio do Planalto e comparou o clima de intolerância vivido no Brasil atualmente ao nazismo. Ela criticou a médica gaúcha que deixou de ser a pediatra de uma criança porque sua mãe é petista e afirmou que as pessoas não devem ser marcadas pelo que pensam. Dilma argumentou que os brasileiros nunca tiveram “esse lado fascista”.

– Outro dia, uma pessoa me disse que isso parece muito com o nazismo. Primeiro você bota uma estrela no peito e diz: é judeu. Depois você bota no campo de concentração. Essa intolerância não pode ocorrer – disse Dilma, sob aplausos.

A presidente apelou para o feminismo, ao afirmar que as mulheres não são frágeis, e que ela, especialmente, não é frágil e que é uma honra ter nascido mulher. A argumentação foi feita, ao dizer que há dois motivos que alimentam os que querem o “golpe”: primeiro a consciência de que o processo de impeachment carece de consistência e, por isso, surgem pedidos para que ela renuncie e, em segundo lugar, pelo fato de ela ser mulher.

– Acham que as mulheres são frágeis. Nós de fatos somos sensíveis, mas não somos frágeis. Há diferença entre uma coisa e outra. Não somos frágeis. Ninguém que cuida da família, cuida de filho, ninguém que trabalha, ninguém que cuida da família é muito frágil. Então eu sei que a mulher brasileira não é nada frágil. Eu honro o fato de ser uma mulher e ter nascido aqui no Brasil – discursou.

Dilma voltou a expor o presidente da Câmara, Eduardo Cunha, que deflagrou o processo de impeachment, dizendo que ele só deu início ao pedido de impeachment porque “o governo se recusou a participar de qualquer farsa na comissão de ética que o julgava.”

Nesse segundo ato em uma semana pela “defesa da democracia e da legalidade”, o governo pretende consolidar a bandeira de que o impeachment é golpe e angariar mais seguidores em torno dessa linha.

– Não se negocia aspectos da democracia. Nós sabemos que ela é um valor para todos nós aqui, que ela é fundamental para preservar, garantir e defender esse país, para fazê-lo um país de todos os brasileiros e brasileiros. Essa unidade que nós aqui construímos em torno do “não vai ter golpe” vai ser uma das pedras fundamentais da retomada do crescimento e da reconstrução de uma sociedade melhor – discursou.

Dilma começou sua fala, de meia hora, relembrando do tempo em que, ao lutar contra a ditadura militar, ficou na prisão. Na semana passada, a presidente reuniu mais de 400 juristas no Planalto, quando recebeu manifestos de apoio à legitimidade de seu governo.

Participaram do evento, entre outros, Beth Carvalho, Letícia Sabatella, Osmar Prado, Sérgio Mamberti, o escritor Fernando Morais e a cineasta Anna Muylaert, do filme “Que horas ela volta?”.
Por O Globo
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