‘Panama Papers’ revelam 107 offshores ligadas a personagens da Lava Jato

Se PT não consegue ganhar no voto, no pau não vai ganhar’, diz Cunha: “Eles [o PT] não conseguem ganhar no voto, querem ganhar no pau. E no pau não vão ganhar”, afirmou o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB) © Fornecido por Estadão “Eles [o PT] não conseguem ganhar no voto, querem ganhar no pau. E no pau não vão ganhar”, afirmou o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB)

Deputado Eduardo Cunha
Deputado Eduardo Cunha

No fim de janeiro de 2016, a Polícia Federal deflagrou a 22ª fase da Operação Lava Jato, cujo alvo foi o escritório de advocacia e consultoria panamenho Mossack Fonseca. Os investigadores suspeitavam que a empresa teria ajudado a esconder a identidade dos verdadeiros donos de um apartamento tríplex no balneário do Guarujá (SP). Agora, a investigação jornalística internacional The Panama Papers revela que a relação da Mossack Fonseca com a Lava Jato transcende, e muito, o apartamento no litoral paulista.

A mais ampla reportagem global sobre empresas em paraísos fiscais, conduzida por 109 veículos jornalísticos em 76 países, indica que a Mossack Fonseca criou pelo menos 107 offshores para pelo menos 57 indivíduos ou empresas já publicamente relacionados ao esquema de corrupção originado na Petrobrás. Várias delas são ainda desconhecidas pelos investigadores brasileiros.

Os nomes dessas pessoas são citados em uma fração do acervo de mais de 11,5 milhões de documentos relacionados à Mossack. A força-tarefa da Lava Jato só teve acesso, até agora, aos papéis do escritório brasileiro da firma panamenha, que foi alvo da 22ª fase da operação intitulada Triplo X. Na ação, que ocorreu em janeiro deste ano, a filial localizada na Avenida Paulista foi acusada pela Polícia Federal de auxiliar sonegação fiscal e ocultação de patrimônio.

Entre os políticos brasileiros citados direta ou indiretamente estão o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), e o usineiro e ex-deputado federal João Lyra (PTB-AL). Todos terão suas histórias detalhadas ao longo dos próximos dias nas reportagens da série The Panama Papers.

Ter uma offshore não é necessariamente ilegal, desde que a empresa seja devidamente declarada no Imposto de Renda – e, caso tenha mais de US$ 100 mil em patrimônio, também ao Banco Central. Entretanto, elas também podem ser usadas para ocultar bens e propriedade, sonegar tributos e esconder a origem de recursos em países com legislação bancária permissiva.

Alguns papéis da Mossack Fonseca corroboram informações já dadas por delatores da Lava Jato, com desdobramentos sobre o mundo político. Ajudam a compreender de maneira mais ampla os tentáculos da rede de propina e dinheiro ilegal que circulou por empresas em paraísos fiscais e contas secretas no exterior.

Um dos casos está relacionado ao senador Edison Lobão (PMDB-MA). Em delação premiada, o ex-diretor da Petrobrás Nestor Cerveró disse ter recebido ordens do senador para não “atrapalhar” um investimento do Petros, fundo de pensão da estatal petroleira, no banco BVA. O BVA pertence a José Augusto Ferreira dos Santos, um amigo de Lobão, segundo Cerveró, e acabou sofrendo intervenção do Banco Central em 2012. Por causa disso, o Petros perdeu o dinheiro investido.

Agora, os documentos do Panama Papers mostram que Ferreira abriu uma offshore e uma conta na Suíça em sociedade com João Henriques, que é apontado pelo Ministério Público Federal como um dos operadores do PMDB no esquema da Lava Jato. Essa é uma informação que ainda não era de conhecimento da força-tarefa que atua a partir de Curitiba (PR). Henriques é também acusado de pagar propina a Eduardo Cunha no caso da compra, pela Petrobrás, de um campo de petróleo em Benin.

A companhia Stingdale Holdings Inc foi incorporada no Panamá em 6 de outubro de 2011, com capital autorizado de US$ 1 milhão. O intermediário da companhia é David Muino, que se apresenta nas redes sociais como vice-presidente do banco BSI, da Suíça. Muino atuou na abertura de outras empresas offshore atribuídas ao próprio Henriques e ao presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ).

A reportagem conversou com o criminalista Antônio Carlos de Almeida Castro, o Kakay, advogado de Lobão. Ele preferiu não comentar. Lembrou apenas que Lobão nunca foi acusado de possuir, ele próprio, qualquer empresa offshore ou conta no exterior. Henriques foi procurado por meio do escritório Barboza Advogados Associados, que o representa nos processos da Lava Jato. Diversas ligações telefônicas foram feitas para o número fornecido pela página do escritório nos dia 8 e 21 de março, mas não foram atendidas. Já Ferreira não foi localizado.

Presidente. No caso de Eduardo Cunha, a história se inicia com a delação premiada do empresário Ricardo Pernambuco, dono da Carioca Engenharia. Ele afirmou que o deputado cobrou propina para liberar recursos do Fundo de Investimento do FGTS para as obras do projeto Porto Maravilha, do qual a empreiteira participou. Segundo Pernambuco, a quantia de US$ 702 mil (R$ 2,5 milhões, em valores atuais) foi depositada parceladamente, entre fevereiro a agosto de 2012, em uma conta no suíço BSI, em nome da empresa Penbur Holdings, que seria de propriedade do deputado.

Os registros da Penbur na Mossack Fonseca dão suporte à delação de Pernambuco. Eles mostram que a empresa foi aberta em setembro de 2011, meses antes do primeiro pagamento. A Mossack também reteve o documento de abertura da conta em nome da Penbur no banco BSI. A identidade de Cunha, entretanto, não aparece.

Assinam como diretores da Penbur dois panamenhos: Jose Melendez e Yenny Martinez. Ambos seriam funcionários da Mossack, encarregados de assinar como “diretores” de companhias, protegendo a identidade dos verdadeiros donos. O nome de Yenny, por exemplo, aparece em 59.694 documentos. O campo onde deveria constar a identificação do beneficiário final da conta foi deixado em branco.

O presidente da Câmara negou, por meio da assessoria, ser proprietário de qualquer empresa offshore. “O presidente Eduardo Cunha desmente, com veemência, estas informações. O presidente não conhece esta pessoa (David Muino) e desafia qualquer um a provar que tem relação com companhia offshore”.

Além de Cunha e Henriques, outro personagem desses mesmos escândalos que aparece nos papéis da empresa panamenha é Idalécio de Oliveira, o empresário português que, em 2011, vendeu áreas no Benin que resultaram em prejuízo para a Petrobrás e em supostos pagamentos de propina para políticos e funcionários da estatal. As offshores de Idalécio foram abertas pela Mossack Fonseca meses antes de ele fechar o acordo com a Petrobrás.

A pedido de Idalécio, o escritório Mossack Fonseca constituiu uma companhia chamada Lusitania Petroleum Holding Limited nas Ilhas Virgens Britânicas no dia 19 de julho de 2010. Em fevereiro de 2011, a Petrobrás comprou metade do campo em Benin de uma subsidiária da Lusitania Petroleum e investiu, no total, US$ 66 milhões no negócio. A estatal não encontrou petróleo no campo marítimo.

O braço brasileiro das operações de Idalécio é a Lusitania Geosciences S.A., sediada no Rio e criada em julho de 2011. O presidente da empresa é Paulo Guilherme Galiere Rodrigues de Oliveira. Ele aparece como sócio de Idalécio em várias empresas offshore. De junho de 2010 a maio de 2011, Idalécio adquiriu ou transferiu para a Mossack Fonseca 14 companhias offshore.

Idalécio não foi encontrado pela reportagem para comentar. Em nota, a Petrobrás confirmou que adquiriu 50% de participação de um bloco pertencente à Lusitania com a expectativa de encontrar óleo leve, “reproduzindo descobertas realizadas em atividades exploratórias” na África. Entretanto, segundo a estatal, as perfurações feitas entre 2013 e 2014 foram encerradas “com poço seco”, o que foi determinante para a saída da empresa do consórcio de exploração.
FERNANDO RODRIGUES, ANDRÉ SHALDERS, MATEUS NETZEL E DOUGLAS PEREIRA, DO UOL*
*Participam da série Panama Papers, além da equipe do UOL, Diego Vega e Mauro Tagliaferri, da RedeTV!, e José Roberto de Toledo, Daniel Bramatti, Rodrigo Burgarelli, Guilherme Jardim Duarte e Isabela Bonfim, de O Estado de S. Paulo

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Pesquisadores do MIT criam técnica de proteção de rede Wi-Fi

Pesquisadores do MIT, Instituto de Tecnologia de Massachusetts, nos Estados Unidos, criaram uma técnica para que um roteador identifique a distância de todos os dispositivos que tentam se conectar ao Wi-Fi com alta precisão. A técnica, batizada de Chronos, pode ser usada para limitar o alcance da rede, o que ajuda na proteção dos usuários, aumentando a segurança e impedindo que pessoas que estão distantes possam se conectar.

Tecnologia promete transmissão Wi-Fi mais econômica; entenda

O destaque do Chronos é que a tecnologia permite que apenas um roteador possa calcular a posição do usuário. Estes dispositivos normalmente não têm banda larga o suficiente para este tipo de medição, então as formas tradicionais envolvem o uso de quatro ou cinco pontos de acesso para fazer a triangulação.

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Este cálculo geralmente envolve o ângulo relativo do dispositivo e da distância. Para solucionar este problema, o Chronos calcula o tempo que demora para o sinal do roteador ir e voltar e o multiplica pela velocidade da luz. Os dados são obtidos fazendo transmissões em vários canais diferentes do Wi-Fi, que chegam a um resultado preciso.

De acordo com Deepak Vasisht, um dos autores do projeto, a capacidade de descobrir a localização exata de dispositivos abre muitas possibilidades. “Desde o desenvolvimento de drones mais seguros até o rastreamento de onde familiares estão em sua casa, o Chronos pode abrir muitas formas de usar o Wi-Fi em robótica, automação de casas e mais”, explica.

O dono de uma rede, por exemplo, pode configurar o roteador para só permitir a conexão de pessoas que estejam dentro dos limites de sua casa, impedindo o acesso de vizinhos sem autorização. Em locais públicos, como bares e restaurantes, a tecnologia pode garantir que somente os clientes usem o Wi-Fi, bloqueando usuários que estejam passando pela rua.

Outro uso do Chronos envolve a criação de drones que possam detectar a presença de dispositivos em seus arredores e usar esta informação para mudar de localização, diminuindo a possibilidade de ocorrer choques com pessoas.

O protótipo criado pelos pesquisadores do MIT atingiu cerca de 97% de eficiência na detecção de dispositivos. Apesar disso, o Chronos ainda não tem previsão de ser comercializado.

Confira no vídeo (

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a tecnologia em funcionamento.

Via MIT e Engadget

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Morte de Celso Daniel pode ter elo com esquema na prefeitura, diz Moro

No despacho em que autoriza a prisão temporária do empresário Ronan Maria Pinto, divulgado nesta sexta-feira (1º), o juiz Sérgio Moro argumenta que “é possível” que a morte do prefeito de Santo André, Celso Daniel (PT), em 2002, tenha “alguma relação” com o esquema de corrupção na prefeitura da cidade.

Ronan é dono do jornal “Diário do Grande ABC” e de empresas do setor de transporte e coleta de lixo e alvo da 27ª fase da Operação Lava Jato, deflagrada nesta sexta. No ano passado, o empresário foi condenado por envolvimento num esquema de cobrança de propinas na prefeitura da cidade. A decisão não é definitiva.

Moro lembrou a condenação no despacho de prisão temporária de Ronan e, em seguida, escreveu ser “possível que este esquema criminoso tenha alguma relação com o homicídio, em janeiro de 2002, do então Prefeito de Santo André, Celso Daniel, o que é ainda mais grave”.

O empresário se tornou alvo da Lava Jato por, segundo as investigações, ser o beneficiário final de R$ 6 milhões desviados da Petrobras por meio de um empréstimo falso obtido pelo pecuarista José Carlos Bumlai, amigo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, junto ao Banco Schahin. O objetivo seria quitar dívidas do PT.

O empréstimo foi pago por intermédio da contratação fraudulenta da Schahin como operadora do navio-sonda Vitória 10.000, pela Petrobras, em 2009, ao custo de US$ 1,6 bilhão. Como foi favorecido para obter o contrato, parte do lucro do banco na operação quitou o débito.

Extorsão
Em depoimento ao Ministério Público Federal, Marcos Valério, operador do mensalão, afirmou que parte do empréstimo obtido por Bumlai era destinado Ronan Maria Pinto, que estaria extorquindo dirigentes do PT.

Caso confirmado, o depoimento exporia “conduta ainda mais grave” por parte de Ronan, segundo Moro, pois indicaria tentativa de impedir as investigações sobre os crimes ocorridos na Prefeitura de Santo André.

“Se confirmado o depoimento de Marcos Valério, de que os valores lhe
foram destinados em extorsão de dirigentes do Partido dos Trabalhadores, a conduta é ainda mais grave, pois, além da ousadia na extorsão de na época autoridades da
elevada Administração Pública, o fato contribuiu para a obstrução da Justiça e
completa apuração dos crimes havidos no âmbito da Prefeitura de Santo André”, escreveu o juiz.

G1 tenta contato com a defesa de Ronan Maria Pinto. Em outras ocasiões, ele disse não ter envolvimento com a morte.

Carbono 14
A 27ª fase da Operação Lava Jato, deflagrada nesta sexta-feira e batizada de Carbono 14, identificou um dos beneficiários do esquema de corrupção na Petrobras: o empresário paulista Ronan Maria Pinto.

Os recursos vieram de um empréstimo fraudulento que o pecuarista José Carlos Bumlai obteve junto ao Banco Schahin em outubro de 2004.

Bumlai já foi preso pela Lava Jato e é amigo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. No ano passado, ele admitiu fraude no empréstimo, que totalizou R$ 12 milhões, e disse que o objetivo era pagar dívidas de campanha do PT e “caixa 2”, sem citar nomes.

Investigadores ainda não confirmaram quem foram os destinatários finais dos outros R$ 6 milhões.

O empréstimo com o banco foi pago por meio da contratação fraudulenta do Grupo Schahin como operador do navio-sonda Vitória 10.000, pela Petrobras, em 2009, ao custo de US$ 1,6 bilhão. Como foi favorecido para obter o contrato, parte do lucro dele na operação quitou o débito.

Ronan foi preso em Santo André, na Grande São Paulo, e será levado à Superintendência da Polícia Federal em Curitiba.

Ao todo, a operação cumpriu 12 mandados judiciais e foi chamada de Carbono 14, porque remete a episódios antigos e não esclarecidos.

Resumo da 27ª fase:

– Objetivo: descobrir os beneficiários do esquema investigado.
– Mandados judiciais: 2 de prisão, 2 de condução coercitiva e 8 de busca e apreensão.
– Presos temporários: Ronan Maria Pinto, empresário, e Silvio Pereira, ex-secretário geral do PT.
– Conduções coercitivas: Breno Altman, jornalista, e Delúbio Soares, ex-tesoureiro do PT.
– O que descobriu: Um empréstimo fraudulento de R$ 12 milhões obtido por José Carlos Bumlai no banco Schahin, em 2004, tinha como um dos beneficiários finais Ronan Maria Pinto, que recebeu R$ 6 milhões.
– O que falta apurar:
A razão do pagamento a Ronan Pinto;
Qual é a relação entre o repasse e o esquema de corrupção em Santo André;
Para onde foram os outros R$ 6 milhões do empréstimo.

Quem é quem na 27ª fase da Lava Jato:

– Ronan Maria Pinto
Empresário do ABC que atua no setor de transporte e coleta de lixo e é dono do jornal “Diário do Grande ABC”. Em 2015 foi condenado a mais de 10 anos de prisão por ter participado de um esquema de corrupção na prefeitura de Santo André entre 1999 e 2001. O nome dele também apareceu na Lava Jato depois da prisão do pecuarista José Carlos Bumlai.

– Silvio Pereira, o Silvinho
Se envolveu no mensalão do PT ligado ao ex-ministro da Casa Civil José Dirceu. O secretário-geral do partido chamou a atenção pela primeira vez, em 2005, com a revelação de que havia recebido de presente uma Land Rover da empresa GDK, fornecedora da Petrobrás.

Em seguida, ele pediu para se desfiliar do PT e anunciou que abandonaria a política. Antes de ser julgado, fez um acordo para prestar serviços comunitários e não ser preso. O nome dele voltou a aparecer agora, na Lava Jato, em delação premiada do empresário Fernando Moura. Ele disse que uma vez pegou R$ 600 mil em dinheiro na casa de Silvinho. Segundo Moura, a quantia tinha sido entregue por uma fornecedora da Petrobrás.

Em outro depoimento, Moura disse que o ex-secretário-geral do PT recebia “um cala boca” de dois empreiteiros para não falar o que sabia sobre o esquema.

– Delúbio Soares
Era tesoureiro do PT e foi condenado a 6 anos e 8 meses de prisão por corrupção ativa no caso do mensalão. Foi preso em 2013, e em 2014 foi autorizado a cumprir pena em prisão domiciliar. No fim do ano passado, o STF concedeu a ele o perdão da pena.

– Breno Altman
É um jornalista ligado ao PT e ao ex-ministro José Dirceu. O nome dele já havia sido citado no esquema do mensalão pela contadora Meire Poza. A Polícia Federal disse que Altman é o elo entre o PT e Ronan Maria Pinto.

Meire disse em depoimento que recebeu do jornalista R$ 45 mil em três parcelas para que fosse feito o pagamento da multa de um dos condenados por lavagem de dinheiro no esquema do mensalão, Enivaldo Quadrado, sócio da corretora Bônus Banval.

Por

Alana FonsecaDo G1 PR

G1

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Ex-BBB-Natália Casassola faz foto sem calcinha para desejar bom dia

Foto: Reprodução (Instagram)-Ex-BBB aparece cobrindo as partes íntimas com a mão
Natália Casassola compartilhou uma foto em que aparece sem calcinha para desejar um bom dia aos seguidores na manhã desta sexta-feira (1).
Na imagem, a ex-BBB, finalista da oitava edição do reality show, usa apenas uma camiseta com estampa de corações e cobre as partes íntimas com a mão.
Por: QUEM

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impeachment de Michel Temer-Temer critica pedido de impeachment protocolado por Cid Gomes

foto © Fornecido por Notícias ao Minuto

A assessoria de comunicação da vice-presidência da República usou o Twitter para divulgar respostas ao pedido de impeachment protocolado nesta sexta-feira (1º) pelo ex-governador Cig Gomes.

Segundo as publicações, Michel Temer considera que o pedido é “mais um plano orquestrado cujo objetivo é desconstruir a imagem do vice-presidente da República”.

A assessoria destacou também que Temer “defende a operação Lava Jato”.

Leia na íntegra as mensagens divulgadas pela assessoria:

“O pedido de impeachment protocolado hoje na Câmara traz uma série de citações já esclarecidas à imprensa.

Notícias velhas sem sustentação, citações equivocadas e interpretações de pessoas mal informadas são a base da justificativa feita pelo senhor Cid Gomes, cuja coleção volumosa de fotografias ao lado do delator Paulo Roberto Costa ilustram bem a biografia e retratam de forma definitiva sua verdadeira prática política.

O vice-presidente Michel Temer defende a operação Lava Jato, que grandes e relevantes serviços vem prestando ao Brasil.

E tem a convicção de que os trabalhos baseados em Curitiba significam o início de uma reforma nos hábitos políticos brasileiros, necessários para melhorar e aprimorar nosso sistema de representação.

Só com um processo de evolução de nossos costumes deixaremos de assistir ao espetáculo deprimente representado hoje pelo senhor Cid Gomes, agente terceirizado escalado para atingir reputação alheia de forma vil e rasteira.

Tudo isso nada mais é que um plano orquestrado cujo objetivo é desconstruir a imagem do vice-presidente da República”.

Por Notícias ao Minuto

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Ministro Edinho Silva é ameaçado de morte no Facebook

Foto: Reprodução/ internet-Brasília – Um dia depois de alertar que o clima de intolerância entre os que defendem o governo e os pró-impeachment pode acabar gerando “um cadáver”, o ministro da Comunicação Social, Edinho Silva, foi ameaçado de morte em seu perfil no Facebook. O ministro respondeu que continuará com suas convicções e informou que avisou do ocorrido ao ministro da Justiça, Eugênio Aragão, para que sejam tomadas as medidas cabíveis.

A ameaça foi feita por um internauta ao comentar um post do ministro sobre uma entrevista que concedia ao Jornal da Morada, de Araraquara (SP). Ele xinga Edinho e diz que quem vai morrer é ele e os petistas. Em outro comentário ele diz que os petistas devem morrer à “bala”.

Em um novo post, Edinho diz que “esse tipo de ameaça não me fará mudar minhas convicções. Continuarei defendendo a democracia, a legalidade, o respeito à Constituição Federal.”. Ele também divulgou uma nota à imprensa:

“A ameaça a mim dirigida é mais uma demonstração da avalanche intolerante que tomou conta do Brasil. Pessoas falam em matar como se fosse um ato simples, sem significado. A partir deste episódio, enfatizo a necessidade de fortalecermos o diálogo como instrumento de superação da crise política, para vencermos a intolerância e unificarmos o país, respeitando a nossa diversidade política, religiosa, de opções cidadãs, de raças, gêneros e culturais”.
Por O globo
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“Fora Todos”-Grupo protesta contra governo e oposição em 12 capitais

 Em doze capitais, manifestantes pedem “Fora Todos” – (Foto Aline Posas)- Manifestantes se reúnem em doze capitais para protestar contra políticos tanto do governo como da oposição. O ato é organizado pelo Espaço de Unidade de Ação, que inclui movimentos sociais, como a central sindical CSP-Conlutas, e o PSTU.

O protesto tem como bandeira o “Fora Todos”: são alvos tanto o governo Dilma e o vice-presidente, Michel Temer, como os presidentes da Câmara e do Senado, Eduardo Cunha e Renan Calheiros, além do senador Aécio Neves. Segundo os organizadores, nenhum dos atos anteriores representava os interesses da classe trabalhadora. A manifestação estava marcada para ocorrer em 12 cidades durante o dia.

Em São Paulo, o grupo chegou a fechar os dois sentidos da Avenida Paulista — mas já liberaram, segundo a Globonews, a via sentido Consolação.

No Rio, os manifestantes se concentraram em frente à Assembleia Legislativa. Eles também pedem “fora todos”, inclusive do governador Luiz Fernando Pezão. Eles seguiram Avenida Graça Aranha até a Cinelândia.

Também houve protestos menores em mais dez capitais: Belém, Natal, Fortaleza, Aracaju, Macapá, Porto Alegre, Teresina, Curitiba, Belo Horizonte e Recife.

Por O Globo

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Polêmica: tentativa de estupro registrada em escola

(Foto Alunos frente Escola Tancredo Neves-Arquivo Jornal Folha do Progresso)-

Na manhã desta quinta-feira (30) foi registrada uma tentativa de estupro próximo a uma escola em Novo Progresso.

De acordo com a ocorrência policial, a mãe da vítima relatou que no final da aula matutino, sua filha menor de idade, quando um automóvel chegou abriu a porta ameaçou com uma faca para que entrasse no carro. A menor fugiu e deu queixa na escola.

Chegou em casa apavorada , relatou para família que registrou ocorrência policial.

 Diante do fato, a direção da escola solicitou uma guarnição da Policia Militar, que compareceu ao local.

O Caso é polêmico devido a falta de testemunhas o pela agilidade do delinquente.

A Polícia Civil não deu mais informações porque investiga o caso.

Por Redação Jornal Folha do Progresso

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O ódio na esquerda: Jornalista petista sugere assassinato de Luciana Genro

Foto© Montagem/YouTube/Ag.Câmara – Breno Altman é editor do Opera Mundi e da Revista Samuel, colunista do Brasil 247 (também conhecido como Brasil 171) e, segundo diversas mídias, amigo próximo de José Dirceu, de quem parece ter adotado o tom belicoso e a falta total de ética, noção e limites.

A maior parte dos que acessam o Facebook e possuem relações com gente de esquerda (de esquerda, não petistas, que fique claro) já devem ter visto a singela postagem de Altman incitando ódio, violência e mesmo o assassinato de Luciana Genro, uma das principais lideranças do PSOL.

Se destacadas figuras do entorno do PT são capazes disso diante de uma postagem no Facebook de uma liderança de um partido em geral dócil ao PT e disposto a colocar a própria ética e bandeiras de lado para, sempre que necessário, salvar o PT das enrascadas que se meteu, imagina o que não reservam para os “inimigos”.

A postagem de Luciana eleva um pouco o tom das críticas ao PT, mas não vem acompanhada de reais ações ou de um – necessário – afastamento dos dois partidos, mas foi suficiente para tirar do sério um (ou na verdade vários) saudoso dos campos de trabalho forçado e assassinatos políticos da era Stalinista.

Como escreveu o Samuel Braun, Altman e o PT não aceitam “que seja apontado que esquerda e PT são opostos irreconciliáveis por engenharias eufemísticas”.

Pra quem não sabe: 1940 foi quando Trotsky, rival de Stalin e refugiado no México, foi assassinado por um agente stalinista. A picaretadas.Eu não sou nenhuma besta quadrada, e sei bem qual é o tipo de retórica que um sujeito pode usar pra justificar o que está dito: 1. “Não fui eu que disse, e sim um amigo”. 2. “Meu amigo não disse que Luciana deveria ser morta a picaretadas e sim que isso acontecia em 1940, mas felizmente estamos em 2016”. Temos ainda a opção patética de número 3, que é argumentar que o amiguinho não estava se referindo ao assassinato de Trotsky, mas a algum outro evento qualquer. Bullshit. Anotem todas, quero ver se o cara vai usar alguma delas. Porque o que eu quero saber é o que ELE acha dessa abominação que o amiguinho dele disse. via Alexey Magnavita.

Não tem muito tempo um dos milhares de perfis petistas fanatizados incitou o assassinato do juiz Sérgio Moro nas redes (para depois recuar covardemente e com desculpas esfarrapadas), assim como são recorrentes casos de racismo, defesa de violência policial contra manifestantes de esquerda, manipulação, Reductio ad Hitlerum e outras tosquices entre a militância petista e governista nas redes.

Curioso que estas mesmas pessoas são as que reclamam do “ódio da direita”. E mais curioso ainda, esta última pérola de Breno Altman veio horas antes de declaração de Dilma Rousseff afirmando que “lamenta profundamente aqueles que vêm destilando o ódio no país e diz que a intolerância é a base da violência.”.

Será que ela não sabe o que fazem seus apoiadores nas redes sociais? Ela não sabe o que e quem seu partido financia?

Curioso (sim, uma sucessão de “curiosidades”) que a diretora da agência Pepper, aquela que contratou a Dilma Molada, tenha acabado de acertar uma delação premiada por ter recebido milhões do PT (para atacar adversários e financiar a guerrilha virtual, imagino).

Há algumas semanas vazou de um dos vários grupos no Facebook onde a militância petista se organiza, materiais de divulgação feitos pelo PT (seriam feitos pela Pepper? Pelo João Santana?) para páginas e perfis nas redes sociais, muitas que se dizem “independentes” ou simplesmente não indicam claramente sua filiação (ou seu financiamento, nem de onde vem a grana para os milhares de bots e robôs a serviço do partido).

Breno Altman é, como seu ídolo e amigo José Dirceu, stalinista. Adepto da tese de fazer o que for necessário para chegar e se manter no poder. De mensalão a incitação de assassinato nas redes sociais. O pacote completo. Enquanto petistas esperam uma “guinada à esquerda” sobram mostras de que, na verdade, a guinada é ao fascismo.

Vamos resumir a posição de amplos setores da esquerda nos últimos anos, atentando para o masoquismo dominante:

2013: PT Maldito, nos reprimindo.

2014: VIVA DILMA! VOTO CRÍTICO!

2015: Nossa, o governo Dilma é um horror

2016: VIVA DEMOCRACIA! VIVA LULA
Eu não consigo ver diferença, volto a repetir, entre sair lado a lado com Bolsonaro e seus Bolsominions ou monarquistas e sair às ruas com Eduardo Guimarães, PHA,Edu Goldenberg, vulgo “Boilesen” da Av. Brasil, e cia. Texto no Huffington Post.

Como se vê, o PT não tem outro objetivo senão o de se manter no poder a qualquer custo.

Não há “defesa da democracia”, mas da Dilmocracia. A entronização do partido no poder tendo Lula como messias e Dilma (por enquanto, porque Ele voltará!) como representante de suas vontades.

E a esquerda, infelizmente e pese uma ou outra declaração mais corajosa, embarca no roteiro escrito pelo partido. Entra de cabeça na luta contra o “golpe”, quando tantos golpes foram dados por Dilma e pelo o PT, como Belo Monte, a lei antiterrorismo ou o oferecimento de tropas para reprimir os protestos de Junho de 2013 (para ficar em poucos exemplos, pois estes não faltam).

O PT perdeu o jogo. Jogou, abandonou a ética e investiu na realpolitik das mais sujas e agora perdeu – enquanto grita contra outros que usam e abusam da mesma realpolitk, mas tem anos a mais de experiência. E dá sinais claros de desespero e descontrole. E fará de tudo pra levar a esquerda inteira junto. Por enquanto está conseguindo.

Entrementes alguns conhecidos têm informado que estão recebendo mensagens intimidadoras por não se colocarem contra o “golpe”. As táticas que nos lembram os ídolos de Altman continuam mais presentes do que nunca.

Fica um pensamento final: de nada adianta repudiar os comentários de Breno Altman e de tantos outros para, no fim, desfilar pelas ruas de braços dados com estas mesmas pessoas pela mesma causa e pelo mesmo partido.

O jornalista Breno Altman publicou o que acredita ser um pedido de desculpas em sua página do Facebook após a reação de milhares de pessoas revoltadas.

Primeiro Altman tentou disfarçar sua ameaça dizendo que “é só humor”, um dos últimos refúgios do canalha. Depois ataca aqueles que o criticaram pela ameaça (ou incitação?).

Em um momento de crise política, em que pessoas são agredidas nas ruas pela cor da camisa que vestem, um irresponsável resolve “fazer piada” de teor stalinista (logo, pregando abertamente a violência e a eliminação de uma opositora) e depois sair atirando porque nós não entendemos?

O “pedido de desculpas” covarde e a contragosto conseguiu ser pior que a mensagem original.

* Este artigo foi originalmente publicado no Democratize, uma terceira via ao jornalismo.

Por HuffPost Brasil Raphael Tsavkko Garcia

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Lava Jato-Operação Carbono 14 atinge indiretamente Lula

A 27ª fase da Operação Lava Jato, deflagrada nesta sexta-feira, 1, atinge indiretamente o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Preso temporariamente como alvos centrais da Operação Carbono 14, o empresário Ronan Maria Pinto e o ex-secretário-geral do PT Silvio Pereira são peças centrais de uma suposta “operação abafa” iniciada em 2004, segundo suspeitas de investigadores. O objetivo seria evitar a divulgação de escândalos de corrupção envolvendo o partido.

Em seu termo de delação premiada 7, o ex-líder do governo no Senado Delcídio Amaral (ex-PT/MS) declarou que “o empréstimo tomado por José Carlos Bumlai junto ao banco Schahin, no valor de R$ 12 milhões, foi destinado ao pagamento de chantagens efetuadas por empresário de nome Ronan contra a cúpula do PT, a partir do Município de Santo André/SP”.

“Durante as investigações da Operação Lava Jato, constatou-se que Jose Carlos Bumlai contraiu um empréstimo fraudulento junto ao Banco Schahin em outubro de 2004 no montante de R$ 12 milhões. O mútuo, na realidade, tinha por finalidade a “quitação” de dívidas do Partido dos Trabalhadores (PT) e foi pago por intermédio da contratação fraudulenta da Schahin como operadora do navio-sonda Vitória 10.000, pela Petrobras, em 2009, ao custo de US$ 1,6 bilhão. Esses fatos já haviam sido objeto de acusação formal, sendo agora foco de uma nova frente investigatória”, informa o Ministério Público Federal.

A operação foi realizada pelo pecuarista José Carlos Bumlai, amigo do ex-presidente Lula preso desde novembro do ano passado, com ajuda do Grupo Bertin. Em depoimento, ele admitiu que realizou o falso empréstimo para atender pedido do PT e citou o nome de Silvio Pereira. Dos R$ 12 milhões, R$ 6 milhões foram para Ronan, que comprou o jornal Diário do Grande ABC.

Segundo Delcídio, Bumlai “se colocou à disposição quando quando Lula assumiu a Presidência da República, tendo passado a solucionar problemas os mais variados”.
“Para fazer os recursos chegarem ao destinatário final, foi arquitetado um esquema de lavagem de capitais, envolvendo Ronan, pessoas ligadas ao Partido dos Trabalhadores e terceiros envolvidos na operacionalização da lavagem do dinheiro proveniente do crime contra o sistema financeiro nacional”, informa a Lava Jato.

Segundo os procuradores, “há evidências de que este empresário carioca realizou transferências diretas para a Expresso Nova Santo André, empresa de ônibus controlada por Ronan Maria Pinto, além de outras pessoas físicas e jurídicas indicadas pelo empresário para recebimento de valores. Dentre as pessoas indicadas para recebimento dos valores por Ronan, estava o então acionista controlador do Jornal Diário do Grande ABC, que recebeu R$ 210.000 em 9/11/2004.”

“Na época, o controle acionário do periódico estava sendo vendido a Ronan Maria Pinto em parcelas de R$ 210.000. Suspeita-se que uma parte das ações foi adquirida com o dinheiro proveniente do Banco Schahin. Uma das estratégias usadas para conferir aparência legítima às transferências espúrias dos valores foi a realização de um contrato de mútuo simulado, o qual havia sido apreendido em fase anterior da Operação Lava Jato.

“O suposto envolvimento de Lula em outras operações de compra de silêncio foram citadas na Lava Jato. Uma delas envolvendo o repasse de quase R$ 6 milhões via Youssef para uma agência de publicidade, a Muranno Brasil Marketing, que em 2010 estaria ameaçando revelar a corrupção na Petrobrás.O ex-presidente Lula nega, por meio de assessoria, envolvimento em ilíticos.

Por Estadão Ricardo Brandt, Julia Affonso e Andreza Matais

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