Transamazônica-Sefa apreende carga de manganês e madeira no sul do Estado.

Foto: Divulgação / Sefa-Trinta e duas toneladas de manganês e 800 estacas de madeira foram apreendidas por auditores e fiscais da Sefa (Secretaria de Estado de Fazenda) no km 9 Rodovia Transamazônica. Os dois produtos estavam sem documento fiscal e a devida autorização do órgãos de controle ambiental.

A apreensão da carreta contendo manganês aconteceu no dia 11. O condutor passou pela barreira de fiscalização sem parar e foi reconduzido por uma viatura da Sefa ao posto, onde foi constatada que a mercadoria estava sem nota fiscal e foi lavrado Termo de Apreensão no valor de R$ 1.667,57. O motorista foi indiciado como responsável pela carga, pois não quis revelar a origem do produto nem o destinatário. ‘Por se tratar de minério em situação irregular, o caminhão foi encaminhado à Secretaria Municipal de Meio Ambiente de Marabá’, informou o coordenador da unidade de Carajás, auditor Amadeu Fadul.

Na terça-feira (12), um caminhão passou sem parar pela unidade de fiscalização e, após ser reconduzido ao posto, apresentou nota fiscal de 16 metros cúbicos de pó de serra, vinda de Tailândia com destino a São Geraldo do Araguaia. Os fiscais desconfiaram do volume da carga e resolveram abrir o caminhão para verificar o produto. No interior do veículo foram encontradas 800 estacas de madeira, escondidas no meio do pó, o que resultou em um Termo de Apreensão no valor R$ 1.537,64. A carga foi encaminhada para a Secretaria de Meio Ambiente do município.

Foto: Divulgação / SefaFoto: Divulgação / Sefa

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Taques se reúne com chineses que investirão 3 bilhões de dólares em MT

(foto: Mayke Toscano)-O governador Pedro Taques e o secretário de Desenvolvimento Econômico Seneri Paludo, se reuniram, esta tarde, em Cuiabá, com empresários chineses e brasileiros para apresentar as potencialidades de Mato Grosso para investimentos em agricultura, turismo e outras áreas. O Grupo Pengxin está concretizando um investimento de aproximadamente 3 bilhões dólares em Mato Grosso, com a possibilidade de outros investimentos na ordem de até 20 bilhões de dólares em diversas áreas como agronegócio, infraestrutura, logística, indústria, comércio e setor energético em um prazo de 10 anos. Não foram informados os municípios onde pretendem investir.

Taques apresentou o ambiente negocial que tem sido criado em Mato Grosso, os projetos para melhoria logística do Estado, como integração com o porto do Chile, além de mostrar as riquezas e o potencial do agronegócio local.

O governador também mostrou vídeos institucionais de Mato Grosso traduzidos para o mandarim e propôs um intercâmbio cultural entre estudantes, professores e empresários para ajudar a estreitar os laços entre o país e o Estado.

O secretário Seneri Paludo afirmou que esta foi a primeira reunião do Estado com um grande grupo privado Chinês com investimentos concretos e expectativas de diversas parcerias em outras áreas. “Definimos algumas estratégias como uma rodada de negócios com empresários chineses aqui no Brasil e também levarmos empresários brasileiros para conhecer as oportunidades dos negócios na China”.

Segundo o secretário também foi proposto uma parceria de estados irmãos entre Xangai e Mato Grosso.

Jiagn Zhaobai, fundador do Grupo Pengxin e Shanghai Pengxin Real Estate Development, conglomerado que conta com mais 40 empresas subsidiárias e trabalhos nos setores imobiliários, construção civil, agricultura, indústria e comércio, contou que ficou bastante surpreso com a seriedade e a ambiência para negócios encontrado em Mato Grosso. Ele afirmou que levará as experiências obtidas no encontro para China e que em breve espera anunciar mais parcerias no Estado.
Fonte: Só Notícias
A informação é do Gabinete de Comunicação.

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Confaz mantém o preço médio da gasolina no Pará .

Foto: Igor Mota/ Arquivo O Liberal-O Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz) publicou, no Diário Oficial da União (DOU), um ato com alterações na tabela de preço médio de combustíveis. No geral, 17 Estados, dentre eles o Pará, tiveram os valores médios da tabela do mês passado mantidos e outros nove estados (Alagoas, Bahia, Goiás, Maranhão, Paraíba, Paraná, Piauí, Rio de Janeiro e São Paulo) e o Distrito Federal sofreram alteração que valerá a partir de 16 de abril.

Mesmo com as alterações, o custo médio da gasolina no Estado do Pará, R$ 3,8240, se mantém como a 14ª mais cara do País. Nas primeiras posições do ranking nacional estão o Acre (R$ 4,0341), Roraima (R$ 3,9300), Rondônia (R$ 3,9270), Rio Grande do Norte (R$ 3,9220), Rio de Janeiro (R$ 3,9160), Tocantins (R$ 3,9100), Minas Gerais (R$ 3,9058), Distrito Federal (R$ 3,8760), Amazonas (R$ 3,8804), Goiás (R$ 3,8733), Paraíba (R$ 3,8378) e Mato Grosso (R$ 3,8369).

Para efeito de comparação, na outra ponta da tabela, com os valores mais baixos no preço médio do litro da gasolina, estão Espírito Santo (R$ 3,5248), Ceará (R$ 3,5500), Santa Catarina (R$ 3,5800), São Paulo (R$ 3,5890) e Maranhão (R$ 3,6140). O Preço Médio Ponderado ao Consumidor Final (PMPF) serve de base para o recolhimento do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) feito pelas refinarias. O Confaz é formado por técnicos do governo e representantes das secretarias estaduais de Fazenda, o valor determinado leva em conta as características de produção e custo de transporte de cada Estado. Neste valor médio, não é considerada a margem de lucro dos donos dos postos de combustíveis.

Conforme o mais recente levantamento semanal de preços da Agência Nacional do Petróleo (ANP), entre 3 e 9 de abril, o preço médio da gasolina praticado na maioria dos municípios do Pará já ultrapassa a marca dos R$ 4,00. É o caso de Santana do Araguaia, cujo valor médio pago pelo consumidor é de R$ 4,516. É neste município também onde a ANP encontrou a gasolina mais cara do Pará e uma das mais altas do País: R$ 4,590.

Por ORM
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Vacinação contra H1N1 é antecipada no Pará e começa dia 18 de abril

Após denúncias de falta de doses da vacina contra  vírus H1N1 na rede privada do Pará e do anúncio de pelos menos três mortes causadas pelo vírus, a Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa) anunciou a antecipação do início da campanha de vacinação contra a doença no Estado para a próxima segunda-feira, 18 de abril.

Segundo a Sespa, metade das 1,8 milhão de doses da vacina já foram entregues em 83 municípios e cada cidade têm autonomia para antecipar o início da campanha, prevista inicialmente para o período de 30 de abril a 20 de maio. O restante do material será pelo Estado aos municípios a partir da próxima semana.

Belém
Na capital, a Secretaria Municipal de Saúde (Sesma), confirmou que a distribuição da vacina na capital iniciará na próxima segunda-feira (18) devido a incidência de casos, a ocorrência de óbitos e a forte virulência viral, ou seja, o aumento da capacidade infectante do vírus.

Somente em 2016, até 11 de abril, a Sesma notificou 66 casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), sendo 14 confirmados para influenza A/H1N1. Três pessoas morreram por conta da doença.

A 18ª Campanha Nacional de Vacinação contra a Influenza será realizada de 18 de abril a 20 de maio de 2016, sendo 30 de abril (sábado) o dia de mobilização nacional. A meta é vacinar 312.802 pessoas no município, dentro dos grupos prioritários definidos pelo Ministério da Saúde, dos quais, o maior grupo a ser imunizado é o de idosos (131.517), seguido de crianças de seis meses a menores de cinco anos (92.333), pessoas com doenças crônicas (46.913), trabalhadores da saúde (21.451), gestantes (16.137), puérperas até 45 dias após o parto (2.653) e população privada de liberdade (1.798).

As vacinas estarão disponíveis em 43 postos fixos durante toda a campanha, em Belém, no horário de 8h às 17h. “Estamos trabalhando intensamente para que consigamos vacinar o máximo das pessoas contempladas nos grupos prioritários, com estratégias de vacinação em abrigos, clubes da melhor idade, estabelecimentos de saúde e vacinação fluvial para imunização da população ribeirinha”, destaca Sérgio Figueiredo, secretário municipal de saúde de Belém.

Em 2016, a vacina imunizará contra os vírus Influenza A/ H1N1, Influenza A/H3N2 e Influenza B, que são os tipos mais circulantes no mundo e que foram coletados e inativados para a produção da vacina.

Doença
O H1N1 é uma recombinação entre o vírus humano e o suíno que circula no mundo todo. O avanço recente no número de casos registrados no Brasil se dá pelo aumento de virolência, ou seja, o vírus ficou mais agressivo, com ação mais danosa. “Para combatê-lo não basta só vacinar, é preciso mudar os hábitos também. Não são os sintomas que matam, e sim as complicações, como pneumonia, insuficiência respiratória aguda e pouca oxigenação do cérebro, a chamada hipoxia”, explica a infectologista e professora da Universidade do Estado do Pará (Uepa) Consuelo Oliveira.

A confirmação do diagnóstico é feita após análise da secreção do paciente nos primeiros dias. No Pará, dois lugares estão aptos para fazer os exames: o Instituto Evandro Chagas e o Laboratório Central (Lacen), porém não são todos os casos que são submetidos à análise. “Os exames só são feitos em casos graves, quando a secretaria é acionada pelas unidades se saúde”, adverte Consuelo Oliveira.

Sintomas
Os sintomas, muitas vezes, são semelhantes aos do resfriado, que se caracterizam pelo comprometimento das vias aéreas superiores, desconforto respiratório, com congestão nasal, tosse, rouquidão, febre variável, mal-estar, dores no corpo e dor de cabeça.

“A maioria das pessoas infectadas se recupera dentro de uma a duas semanas sem a necessidade de tratamento médico. No entanto, nas crianças muito pequenas, idosos e portadores de quadros clínicos especiais, a infecção pode levar a formas clinicamente graves, pneumonia e óbito. Por isso, o município está vigilante e orientando os estabelecimentos de saúde para a notificação de casos suspeitos internados, que é obrigatória”, explica Leila.

Nos casos de suspeitos de gripe, quando os sintomas se tornarem mais intensos, a recomendação é procurar as unidades de urgência e emergência para avaliação médica e, caso necessário, iniciar o tratamento com o antiviral Fosfato de Osetalmivir (Tamiflu), disponibilizado pelo Ministério da Saúde, para inibir a evolução da doença.

Tanto para a gripe quanto para o resfriado, o tratamento é feito com repouso, hidratação e remédios recomendados pelo médico. “A etiqueta respiratória também é importante. Sempre proteja a boca e o nariz ao tossir e espirrar, lave sempre as mãos e evite locais com grande número de pessoas para não facilitar a propagação de doenças”, orienta Leila.
Por G1 PA
Em casos de ocorrência de qualquer reação após a aplicação da vacina, a Sesma disponibiliza os telefones 3344-2459 /98417-0332 da Coordenação do Programa Municipal de Imunizações para registro e investigação dos casos.




Deputado vai ao STF para mudar votação do impeachment

O deputado federal Weverton Rocha (PDT-MA) recorreu hoje (13) ao Supremo Tribunal Federal para tentar reverter decisão do presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha, que definiu a sequência de votação do processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff, previsto para o próximo domingo (17).

Após reunião de líderes, Cunha decidiu ontem que votação começará pelas bancadas do Sul do país, de acordo com a ordem alfabética dos deputados, e terminará com os parlamentares do Norte e do Nordeste.

No recurso, Weverton Rocha pretende garantir que a votação seja de forma alternada entre as bancadas dos estados do Norte e do Sul do país. Antes de recorrer ao plenário, o ministro Edson Fachin rejeitou o mesmo pedido, na segunda-feira (11).

O deputado alega que regimento interno da Câmara definiu que a votação sobre a admissibilidade do processo de impeachment do Presidente da República deve ocorrer de forma alternada e iniciar por um estado do Norte. Para o parlamentar, Cunha faz “interpretação costumeira” do regimento.

Para explicar o pedido, Weverton Rocha cita um dos incisos do Artigo 187, do Regimento Interno da Casa. O texto diz: “Quando o sistema eletrônico não estiver em condições de funcionamento, e nas hipóteses de que tratam os Arts. 217, IV, e 218, § 8º, a votação nominal será feita pela chamada dos Deputados, alternadamente, do Norte para o Sul e vice-versa.”

Os artigos 217 e 218 tratam da autorização para abertura de processo contra o presidente da República e ministros de Estado por crime comum e crime de responsabilidade, respectivamente.

Cunha sustenta que a última eleição feita na Câmara, por meio de chamada nominal, ocorreu em 2005 e foi iniciada pelas bancadas da Região Norte. Dessa forma, segundo o presidente, existe uma regra de alternância na Casa, baseada em votações anteriores, que permite que votação do impeachment se inicie pelos parlamentares do Sul. Não há previsão para julgamento do recurso de Weverton Rocha.
Agência Brasil Agência Brasil

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Brasil terá uma das maiores altas na produção de petróleo

Londres – O Brasil será um dos países com maior aumento da produção de petróleo em 2016, segundo a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep).

Em meio às discussões sobre eventual congelamento dos volumes entre os grandes exportadores globais, como Arábia Saudita, Irã e Rússia, a entidade prevê que a produção média do Brasil deve alcançar 3,1 milhões de barris diários (BDP), acima dos 3,06 milhões de barris diários de 2015. O aumento vem especialmente do pré-sal.

Após o Brasil ter registrado aumento de 210 mil barris na produção de petróleo no ano passado, o ano começou com queda dos volumes para 3 milhões de barris diários no primeiro trimestre.

A retração é explicada pelo declínio dos volumes extraídos em áreas maduras de produção da Bacia de Campos, diz a Opep. Ao todo, essa área tradicional de produção deve reduzir os volumes em cerca de 250 mil barris na comparação com o ano passado.

Apesar disso, o aumento da produção nas plataformas do pré-sal deverá compensar o declínio de Campos, diz o cartel dos exportadores. Assim, a Opep prevê que a produção média do Brasil se recuperará com 3,1 milhões de barris no segundo trimestre, 3,2 milhões de barris no terceiro trimestre e 3,3 milhões de barris nos últimos três meses do ano.

Na média de 2016, a entidade estima em 3,1 milhões de barris diários produzidos pelo Brasil.

“Em 2016, há expectativa de que Estados Unidos, México, Reino Unido, Casaquistão, Azerbaijão, China, Iêmen e Colômbia tenham os maiores declínios, enquanto Brasil, Canadá, Malásia, Omã e Austrália verão os maiores crescimentos”, diz a entidade no relatório de abril.

De acordo com a entidade, a produção mundial deve alcançar média de 62,7 milhões de barris diários em 2016, volume 600 mil barris menor que os 63,3 milhões de barris do ano passado.

Individualmente, EUA (queda de 400 mil barris ante 2015), México, Reino Unido e China (todos com retração de 100 mil barris) darão as maiores contribuições para a queda da produção global neste ano.
Por  Veja /Fernando Nakagawa,correspondente
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Governo trabalha para evitar 7 a 1; PMDB estranha silêncio de Lula

© Foto: Ricardo Stuckert/Instituto Lula Nos bastidores, comentário é que o petista considera muito difícil, no atual cenário, barrar a abertura do processo de impeachment de Dilma na Câmara. O silêncio do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva deixou desconfiado o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL). Em conversas reservadas, Renan disse que não fala com Lula desde março. O líder do PMDB no Senado, Eunício Oliveira (CE), também afirmou não ter sido procurado pelo ex-presidente.”Achei até estranho”, observou Eunício, que foi ministro das Comunicações no governo Lula.

Nos bastidores, o comentário é que o petista considera muito difícil, no atual cenário, barrar a abertura do processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff na Câmara. Tudo está sendo feito, porém, para evitar uma derrota humilhante. “Não pode ser um 7 a 1 porque, se for assim, não há chance de segurar no Senado”, disse um auxiliar de Dilma, em referência à goleada da Alemanha sobre o Brasil, na Copa do Mundo de 2014. Eunício é o nome mais cotado para ser, no Senado, o relator do parecer que analisará o pedido de afastamento de Dilma, caso o processo seja mesmo aprovado pela Câmara. Sempre teve bom relacionamento com Lula, mas, nos últimos tempos, está distante. Em março, em entrevista ao Estado, o senador disse que, se a situação de Dilma se complicasse, o vice-presidente Michel Temer e o PMDB estavam “preparados” para assumir. Apesar da declaração, Eunício fez coro com Renan e achou “precipitada” a decisão do PMDB de antecipar a reunião do Diretório Nacional para selar o rompimento com o governo, no último dia 29. Impedido de despachar no Planalto por causa da nomeação suspensa para a chefia da Casa Civil, Lula passou esta quarta-feira, 14, recebendo deputados e dirigentes de partidos da base aliada no hotel Royal Tulip, transformado em Q.G das negociações para derrubar o impeachment.

À tarde, ele conversou novamente com o presidente do PR, Valdemar Costa Neto, que foi condenado no caso do mensalão e chegou a cumprir pena. Mais da metade da bancada do PR – composta por 40 deputados – ameaça votar a favor do afastamento de Dilma, engrossando a lista dos aliados dissidentes. Embora avalie a situação de Dilma como “muito complicada”, Lula ainda não jogou a toalha. Nos encontros que tem mantido com políticos, ele recorre a uma frase de impacto: “Pense que você será responsabilizado pelo que acontecer neste País”. Os movimentos do ex-presidente, porém, ainda provocam dúvidas até mesmo no Palácio do Planalto. Na sexta-feira, por exemplo, ao participar de um encontro com estudantes e profissionais da Educação, em São Paulo, Lula reiterou críticas a Dilma e à política econômica do governo. “Eu fico pensando porque a Dilma incomoda tanto a eles. A Dilma deveria estar incomodando a nós, que não gostamos do pacote de reforma que ela apresentou no final do ano”, afirmou o ex-presidente na ocasião. “Nós queremos ajudar a Dilma a mudar, a fazer uma política que possa ter esperança para o nosso povo. Não queremos um ajuste que só faça corte, corte, corte. Não somos tesourinha. Nós queremos um ajuste que faça crescimento, crescimento, crescimento.”

Estadão
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Vasco derrota o Remo no Mangueirão, mas terá que fazer jogo de volta

O Vasco não conseguiu impedir o jogo da volta, mas venceu por 1 a 0 o Remo-PA, nesta quarta-feira, na estreia da Copa do Brasil, em Belém. Com o resultado, as duas equipes vão se encontrar novamente para definir a classificação para a Segunda Fase.

Os cruzmaltinos tiveram altos e baixos durante os 90 minutos e criaram poucas chances de gol. Os cariocas sofreram com o gramado do Mangueirão, mas chegaram a vitória no fim, com Thalles.

O confronto da volta será no dia 27 deste mês, em São Januário. O Vasco só precisa de um empate para se classificar. O vencedor do confronto terá pela frente o CRB-AL na próxima fase.

O jogo – O Vasco começou melhor a partida e criou a primeira chance aos oito minutos. Riascos recebeu passe na área e chutou para boa defesa de Fernando Henrique. Os cruzmaltinos tinham dificuldade em passar pela marcação do Remo. Tanto que os cariocas só chegaram novamente aos 18, em chute de Nenê que foi para fora.

Aos poucos o Remo conseguiu melhorar na marcação e equilibrou o confronto. Com isso, a partida ficou concentrada entre as intermediárias. Enquanto o Vasco pecava nos passes, principalmente no setor ofensivo, os paraenses não eram efetivos no ataque.

Somente nos minutos finais, os vistantes voltaram a chegar com perigo. Aos 42 minutos, Rafael Vaz ficou com a bola após escanteio, mas finalizou a esquerda do gol de Fernando Henrique. Antes do intervalo, os cruzmaltinos ainda assustaram em chute de longe de Yago Pikachu.

No segundo tempo, o Vasco voltou mais ligado e desperdiçou grande chance logo aos quatro minutos. Jorge Henrique recebeu passe na área, mas chutou em cima de Fernando Henrique, que salvou os donos da casa. A resposta do Remo veio aos sete, em finalização de Chicão que parou em Martín Silva.

O lance animou os paraenses, que se lançaram ao ataque com mais intensidade. Aos 17 minutos, Ítalo subiu mais que a zaga vascaína e cabeceou para grande defesa de Martín Silva. O Vasco tinha problemas na organização de jogadas e pouco incomodava a zaga remista.

Na parte final do jogo, o Vasco voltou a ter o domínio da posse de bola. No entanto, os cariocas só chegavam próximo ao gol nas bolas paradas. Só que aos 40 minutos, em boa troca de passes, os cruzmaltinos abriram o placar. Henrique acertou belo cruzamento pela esquerda e Thalles cabeceou sozinho, sem chance para Fernando Henrique para dar números finais no Mangueirão.

FICHA TÉCNICA

REMO-PA 0 X 1 VASCO

Local: Arena Mangueirão, em Belém (PA)

Data: 13 de abril de 2016 (Quarta-feira)

Horário: 21h45(de Brasília)

Árbitro: Rodolpho Toski Marques (PR)

Assistentes: Marcos Santos Vieira (AM) e Uesclei Regison Pereira dos Santos (AM)

Cartões amarelos: Eduardo Ramos, Max e Lucas (Remo); Madson e Riascos (Vasco)

Gol: VASCO: Thalles, aos 40min do segundo tempo

REMO: Fernando Henrique, Levy (Alisson), Henrique, Max e Ítalo (Igor); Lucas, Yuri, Chicão e Eduardo Ramos; Ciro (Silvio) e Luiz Carlos

Técnico: Marcelo Veiga

VASCO: Martin Silva, Madson, Luan, Rafael Vaz e Henrique (Evander); Marcelo Mattos, Yago Pikachu (Eder Luís), Andrezinho e Nenê; Jorge Henrique e Riascos (Thalles)

Técnico: Jorginho

Por Gazeta Esportiva Leonardo Jorge Pereira Moric Dutra

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TRF da 2ª Região mantém prisão preventiva do ex-diretor da Petrobras Renato Duque

renato dugue
Ex-diretor da Petrobras Renato Duque (foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)

Rio – Por dois votos a um, a Primeira Turma Especializada do Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF2) optou, nessa terça-feira, 12, por manter a prisão preventiva do ex-diretor de serviços da Petrobras Renato Duque. A decisão contrária ao pedido de habeas corpus seguiu parecer da Procuradoria Regional da República da 2ª Região, que defendeu que a prisão de Duque é necessária para garantir a ordem pública e a instrução do processo criminal.

No habeas corpus, os advogados de Duque alegavam que a liberdade de seu cliente não ofereceria risco, uma vez que ele está afastado desde 2012 da Petrobras. A procuradora regional da República Neide Cardoso sustentou, entretanto, que há fortes indícios do delito cometido e que, em função dos contatos políticos do réu e dos recursos financeiros à sua disposição, há probabilidade de que Duque tente escapar da aplicação da lei penal.

Acusado de receber US$ 1 milhão para favorecer a contratação da empresa holandesa SBM Offshore pela Petrobras, Duque é acusado dos crimes de corrupção passiva e associação criminosa. O esquema foi desvendado durante as investigações da Operação Lava-Jato e a prisão preventiva foi decretada porque a Justiça considerou que havia risco de que ele continuasse praticando os mesmos delitos.

“Foi uma importante decisão porque o Tribunal, dentre outros fundamentos, reconheceu que a gravidade concreta dos fatos, assim como os indícios de reiteração criminosa, justificavam a prisão preventiva como forma de preservar a ordem pública”, afirmou em nota o procurador regional da República Carlos Aguiar, que atuou no julgamento.
Por Agência Estado
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Juiz é contra impeachment-Idealizador da Ficha Limpa diz que impeachment não deveria ser cogitado –

Idealizador da Lei da Ficha Limpa, que só nas eleições de 2014 impugnou 500 candidaturas no país, o juiz maranhense Márlon Reis considera incabível o impeachment da presidente Dilma Rousseff. O magistrado argumenta que um pedido baseado em falhas administrativas, a despeito da sua gravidade, não justifica a perda do mandato.

Para o juiz, a melhor solução é o julgamento da chapa de Dilma e Temer pelo Tribunal Superior Eleitoral, não importando o resultado.

À Folha, o magistrado diz ainda concordar com a atuação do juiz Sérgio Moro na condução da Operação Lava Jato e elogia o instrumento da delação premiada.

Folha – No atual cenário, cabe o impeachment da presidente Dilma Rousseff?

Márlon Reis – Eu vejo dois graves problemas. Do ponto de vista constitucional, não há cabimento para o pedido, porque se baseia numa falha administrativa, que apesar de considerável, jamais poderia autorizar a destituição da titular do mais alto cargo da estrutura da República. Não há fundamentos para que possa ser sequer cogitado.

Na perspectiva política, há evidentemente a intenção de, através do impeachment, dar resposta à crise política retirando do poder apenas a presidente, quando na verdade a Presidência foi conquistada por um grupo político, uma chapa do PT e PMDB.

Não é possível acreditar que se resolverá o problema político cindindo uma relação que é unitária e indissolúvel.

As ações em andamento no TSE contra Dilma e Temer têm guarida jurídica?

O Brasil inaugurou um tempo em que a Justiça passou a ser cobrada em relação ao comportamento dos candidatos em campanha. Foi um trabalho histórico da sociedade.

São conquistas como o movimento contra a compra de votos no final da década de 90 e mais recentemente a Lei da Ficha Limpa. A sociedade reconhece e legitima os tribunais eleitorais, para que eles decidam sobre os temas relacionados à maneira como os candidatos se comportam nas campanhas eleitorais e que eventualmente desrespeitaram alguma norma.

Por isso, o TSE tem legitimidade para decidir com relação à candidatura da presidente, dos atos que a campanha dela possa ter praticado.

O TSE seria o caminho para um eventual impeachment?

Quando eu afirmo que o impeachment é incabível tanto constitucional quando politicamente, eu digo que o TSE deverá se pronunciar sobre as alegações graves que pairam sobre como a maneira como a chapa Dilma-Temer saiu vitoriosa. Elas são da mais alta gravidade, do possível uso de recursos indevidos na campanha. Se isso ocorreu, competirá ao TSE decidir. O que quero dizer é que o TSE tem toda a legitimidade institucional para tomar uma decisão, que deverá ser respeitada, qualquer que seja ela.

Como o senhor avalia as medidas do Ministério Público Federal de combate à corrupção?

Vi com muita simpatia. É possível questionar, ainda mais quando se apresenta um grande número de medidas, mas a iniciativa é excelente porque pauta o assunto das mudanças das normas sobre corrupção. O Brasil, quando toca nesse assunto, é incapaz de andar porque o Congresso não dá o menor respaldo para os projetos de lei em andamento sobre o tema. Então, o Ministério Público Federal acertou porque pode pautar o assunto.

O senhor vê no cenário atual efeitos da Lei da Ficha Limpa?

A lei tem efeitos na política atual, como o de barrar os casos mais grosseiros, escandalosos, de pessoas envolvidas com práticas ilícitas. A prova é que alguns candidatos que concorreram nas eleições passadas e foram barrados na Ficha Limpa já estão agora comprometidos em ações penais, alguns até foram presos.

Isso terá uma grande incidência nas eleições de 2016, porque a maior clientela da Lei da Ficha Limpa está entre os candidatos a prefeito.

Quantas candidaturas foram até hoje impugnadas pela lei?

Eu conduzi pesquisas até 2009. Até então, eram 675 cassados, cerca de 500 só entre prefeitos e vice, mais de uma centena de vereadores, foram cinco governadores, alguns senadores, deputados estaduais e federais.

O que o senhor pensa sobre a delação premiada?

É um instrumento moderno que tem permitido chegar a informações que jamais seriam alcançadas sem isso. Há muita falta de dados sobre ela, que por si só nada representa. O réu se dispõe a apresentar provas, expandindo a investigação, e ela só é válida se essas provas forem encontradas.

Há uma ‘mitificação’ do juiz Sérgio Moro?

A sociedade é sedenta por líderes. As pesquisas mostram que o maior problema percebido pelos brasileiros é a corrupção. Então aparece um juiz que toma decisões baseadas na sua convicção pessoal, e a demanda que ele preside gera essa vontade de identificá-lo como apto a solucionar a corrupção. Eu acredito que ele não buscou tamanha visibilidade. Ele tem feito o seu trabalho com muita prudência.

De forma geral, o que mais precisa ser aperfeiçoado para se combater a corrupção no Brasil?

Insisto na necessidade da reforma política. Nós não fizemos reforma política alguma. No passado, votou-se um arremedo mais uma vez, com mudanças até importantes, como a proibição de doações empresariais.

Também teremos mais instrumentos de transparência. Pela primeira vez teremos a fixação de limites para gastos de campanha. Precisamos mudar muito a maneira como votamos, especialmente na composição das casas parlamentares. Elas fulanizam o debate político, e isso pode ser mudado com o redesenho da estrutura das eleições brasileiras.

Quais seriam os três itens mais urgentes da reforma política?

Nós propomos que por exemplo que nas eleições parlamentares, o voto dado ao partido seja separado do voto dado ao candidato. Hoje o eleitor vê apenas o candidato, não sabe que bancada ele comporá, que ideias ele defenderá, sequer sabe se o seu candidato será de oposição ou de situação.

Se trata de uma proposta que defendemos de eleições parlamentares em dois turnos, aproveitando os dois turnos que já existem para o Executivo, em regra.

Votar primeiro no partido e compor uma bancada partidária, para só depois voltar às urnas e dizer qual candidato preencherá cada uma das vagas. Isso é uma medida simples e extremamente pedagógica.

Além disso, a necessidade de uma participação mais efetiva da mulher na política, que não se dá no modelo atual. A mulher precisa ser integrada no Parlamento não por uma questão de favor ou de benemerência, mas porque se trata de uma parcela da população que está gravemente subrepresentada.

O terceiro item é uma redução ainda mais drástica e um aumento da transparência nas contas das campanhas. Elas precisam ser baratas, a eleição não pode ser uma disputa financeira.

Por Folha UOL-MAURI KÖNIG COLABORAÇÃO PARA A FOLHA

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