Protestos pró-Dilma bloqueiam rodovias e provocam recorde de trânsito em SP

Foto- MST/Divulgação
Manifestação contra o impeachment, em rodovia de Uberlândia (MG)

Integrantes de movimentos sociais, como o MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra), de sindicatos, como a CUT (Central Única dos Trabalhadores), e de movimentos da sociedade civil bloquearam nesta sexta-feira (15) algumas das principais rodovias do país contra o pedido de impeachment da presidente Dilma Rousseff (PT). Já aconteceram atos em pelo menos 12 Estados e no Distrito Federal.

Houve registros de bloqueios nas rodovias Presidente Dutra, que liga São Paulo e Rio de Janeiro, na altura de Piraí (RJ), no sentido São Paulo; na Washington Luís (SP-310), no interior paulista, na altura de São Carlos (SP); e na Imigrantes, ligação de São Paulo com a Baixada Santista, na altura do km 16.

Em Minas Gerais, foram registradas interdições das rodovias BR-050, em Uberlândia; e na BR-116, em Governador Valadares. Em Belo Horizonte, protesto uniu cerca de 200 estudantes, professores e técnicos administrativos na sede da UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais), no gramado em frente à reitoria da universidade, no campus Pampulha. O ato foi convocado pelo Sindifes (Sindicato dos Trabalhadores nas Instituições Federais de Ensino Superior).

No Paraná, manifestantes contrários ao impeachment ocuparam a BR-277 em Curitiba, sentido Campo Largo.

No Rio Grande do Sul, protesto de sindicalistas e petistas em Porto Alegre chegou a fechar a ponte do Guaíba no sentido interior-capital e seguiu rumo à praça da Matriz, no centro histórico.

Em Pernambuco, houve bloqueios das rodovias BR-232, BR-408, BR-316, BR-408, BR-104 e BR-101, abrangendo os municípios de São Caetano, Arcoverde, Toritama, Moreno, Paudalho, Águas Belas, Petrolândia, Bonança e Goiana, comandados por integrantes do MST.

Na capital paulista, manifestantes bloquearam também faixas da marginal Tietê, na altura da ponte das Bandeiras; da avenida do Estado; do cruzamento das tradicionais ruas Ipiranga e São João, no centro; e de vias na zona sul da cidade. Isso gerou um recorde de trânsito pela manhã.

Segundo a CET (Companhia de Engenharia de Tráfego), o índice recorde de congestionamento se deu às 9h, com 183 km de vias com lentidão, superando os 177 km de congestionamento em 11 de março, quando houve chuvas e alagamentos na capital paulista.

No Rio de Janeiro, ao menos 100 pessoas protestaram na tarde desta sexta em frente ao prédio da Firjan (Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro), no centro da capital fluminense. O ato foi puxado pela Frente Brasil Popular, contra o afastamento de Dilma.

Houve protestos também no Pará

, na Bahia

, em Alagoas

, na Paraíba

, em Sergipe

e no Distrito Federal

. Outras manifestações organizadas pela Frente Brasil Popular estão programadas em todas as capitais nesta sexta-feira. Protestos que vão se estender até domingo, quando o pedido de impeachment será votado pelo plenário da Câmara dos Deputados.

Especificamente no caso do MST, os protestos em defesa da democracia se juntam à lembrança dos 20 anos do massacre de Eldorado dos Carajás (PA), que aconteceu no dia 17 de abril de 1996 com a morte de 19 sem-terra.
Ampliar

15.abr.2016 – Manifestantes realizaram ato a favor do governo da presidente Dilma Rousseff, em Porto Alegre. O grupo chegou a bloquear a ponte do Guaíba no sentido Interior-Capital por volta das 8h e causou congestionamento no local. Os manifestantes, que carregavam bandeiras da Fetraf-Sul, PT, CUT e Via Campesina, seguiram pelas avenidas Sertório e Farrapos, onde se encontraram com integrantes do MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra). A caminhada teve como destino a praça da Matriz . Luiz Carlos Murauskas/Folhapress

Publicado por Folha do Progresso fone para contato Cel. TIM: 93-981151332 / (093) WhatsApp (93) 984046835 (Claro) Fixo: 9335281839 *e-mail para contato: folhadoprogresso@folhadoprogresso.com.br




Presidente Dilma Rousseff adia veiculação de pronunciamento

Foto0Presidente Dilma Rousseff gravou mensagem-A presidente Dilma Rousseff decidiu suspender o pronunciamento que faria na noite desta sexta-feira (15) em cadeia de TV e rádio. Informações dão conta de que o pronunciamento, já gravado, pode ser divulgado nas redes sociais ou ser veiculado no sábado (16). No discurso, a presidente estaria reafirmando o discurso de que o processo de impeachment é um “golpe” e que é preciso lutar pela democracia.

Na quarta-feira (13), Dilma se reuniu com jornalistas  em seu gabinete, no Palácio do Planalto, e voltou a dizer que não vai renunciar ao seu mandato e que vai lutar “até o último minuto do segundo tempo” para que o governo consiga derrubar o processo de impeachment contra ela no Congresso Nacional.

Na conversa, de pouco mais de duas horas, a presidente afirmou que se o processo foi arquivado na Câmara, ela vai propor um governo de repactuação, como o que o ex-presidente Lula já vem articulando com diversos setores da sociedade, “sem vencidos nem vencedores”.

Nesta sexta-feira, a Câmara de Deputados deu início à sessão que analisa o pedido de impeachment. A votação acontecerá neste domingo (17).
Jornal do Brasil

Publicado por Folha do Progresso fone para contato Cel. TIM: 93-981151332 / (093) WhatsApp (93) 984046835 (Claro) Fixo: 9335281839 *e-mail para contato: folhadoprogresso@folhadoprogresso.com.br




Luana Piovani posa de coelhinha da ‘Playboy’ e recebe elogios

Foto: InstagramFoto: Instagram-Luana Piovani posou com o figurino clássico das coelhinhas da “Playboy” para promover seu ensaio para a revista e postou uma foto no Instagram, na manhã deste sábado, 12. A atriz, que é a estrela da edição de lançamento da nova linha editorial da publicação, fez seu ensaio no fim do mês e promete arrasar, com direito até a nu frontal, aos 40 anos, após ter três filhos.

“Bom dia!! #quarentamodeloMusa #gratidao Assinem que na banca sera dificil de achar, hein?!”, provocou Luana, recebendo muitos elogios nos comentários. “Não tem mais linda”, “Maravilhosa”, “Gata”, “Inspiração para todas nós”, “LInda mãezona” e “Diva” foram algumas das mensagens deixadas para a atriz.

Luana aparece coberta por lençol em foto de seu ensaio nu para a "Playboy"
Luana aparece coberta por lençol em foto de seu ensaio nu para a “Playboy”

lançamento da nova "Playboy", posou como coelhinha da revista e ganhou elogios de seus seguidores.
lançamento da nova “Playboy”, posou como coelhinha da revista e ganhou elogios de seus seguidores.

235551 235552
Publicado por Folha do Progresso fone para contato Cel. TIM: 93-981151332 / (093) WhatsApp (93) 984046835 (Claro) Fixo: 9335281839 *e-mail para contato: folhadoprogresso@folhadoprogresso.com.br




Cardozo e Reale fazem defesas enfáticas contra e a favor.

Jurista diz que não há golpe, enquanto ministro afirma que processo é retaliação de Eduardo Cunha

A primeira sessão para debate do processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff foi aberta pontualmente às 8h55 desta sexta-feira pelo presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ). O jurista Miguel Reale Jr. já falou pela acusação e, em seguida, o advogado-geral da União fez a defesa da presidente Dilma. Logo cedo, os deputados se organizaram em dois lados do plenário para assinar lista de inscrição para falar no sábado: 170 se inscreveram a favor, e 79 contra. Representantes dos partidos já começaram a discursar hoje. No domingo, ocorrerá a decisão sobre a abertura ou não do processo.

Primeiro a falar, Miguel Reale Jr rebateu as acusações do governo de que o processo é um golpe. Ele afirmou que o crime de Dilma é mais grave do que o de um presidente que tenha roubado para si próprio recursos públicos.

– Timbram os palacianos que se trata de um golpe. Golpe sim houve quando se sonegou a revelação de que o país estava quebrado. Golpe sim houve quando se mascarou a situação fiscal do país, se continuaram a fazer imensos gastos públicos e tiveram de se valer de empréstimos de entidades financeiras controladas pela União para aparentemente mascarar a situação falimentar do Tesouro – afirmou.

Reale Jr. disse que as pedaladas fiscais tinham como objetivo esconder a situação falimentar das finanças públicas, voltou a defender que o equilíbrio fiscal é um bem público e afirmou que o desemprego que afeta dez milhões de brasileiros tem a ver com a atuação do governo por meio das pedaladas. Segundo Reale Jr., o governo deixou de tomar medidas que eram necessárias para poder reeleger Dilma em 2014.

– O Tesouro não tinha dinheiro. Em vez de tomar as medidas de contenção fiscal, reduzir gastos, ministérios, cargos comissionado, deixar de ter intervenção nos preços do petróleo e da eletricidade, que quebrou as empresas estatais, continuou com a gastança para os programas de televisão de 2014 (horário eleitoral da campanha em que Dilma foi reeleita). Seu marqueteiro (João Santana) é hóspede de PF (preso em decorrência da Operação Lava-Jato). Era mentira. E isso continuou em 2015. As pedaladas continuaram em 2015. Começaram a despedalar no segundo semestre de 2015 – afirmou.

Exaltado, ele pediu que os deputados atuem como libertadores e chamou as pedaladas de crime de lesa-pátria.

– Os senhores sejam os nossos libertadores – conclamou o jurista.

CARDOZO: ACEITAÇÃO DE IMPEACHMENT FOI RETALIAÇÃO DE CUNHA

Em discurso forte, José Eduardo Cardozo afirmou que o afastamento da presidente será uma “ruptura institucional”.

– Quero defender que este processo de impeachment qualificará uma ruptura institucional e uma violência sem par em relação à democracia. O relatório que será votado por este plenário não sobrevive a uma simples análise, simples leitura – disse Cardozo.

Ele comemorou a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), que negou pedidos de adiamentos feitos pelo governo, afirmando que os ministros da Corte restringiram o processo à parte da denúncia aceita pelo presidente da Câmara, Eduardo Cunha, ou seja, as pedaladas fiscais de 2015 e os decretos de crédito suplementar editados no ano passado. Cardozo pediu a Cunha que os deputados sejam orientados a restringir o debate a estes temas. Solicitou ainda que seja dado direito a uma nova fala para a defesa na segunda-feira, após a exposição que será feita pelo relator, Jovair Arantes (PTB-GO).

O ministro reiterou ataques a Eduardo Cunha. Ele defendeu mais uma vez que a decisão de aceitação do pedido de impeachment pelo petista foi uma retaliação pelo PT ter se negado a apoiá-lo em processo de cassação a que responde no Conselho de Ética. Ele destacou que o próprio jurista Miguel Real Jr. afirmou após o ato de Cunha que houve “chantagem”. Cardozo disse ainda que, mesmo que houvesse ilegalidade, não haveria motivo para afastar Dilma. Segundo ele, a presidente assinou decretos que vinham com a recomendação de 20 órgãos do governo.

Cardozo destacou ainda que, enquanto há várias pessoas sendo investigadas na Lava-Jato, o mesmo não ocorre com Dilma.

– A presidente não tem nenhuma acusação. Nenhuma. Num país com uma corrupção histórica e estrutural, com Operação Lava-Jato investigando, com várias pessoas investigadas, tirar uma presidente da República sem nenhuma imputação grave, é isso que se quer? Não era isso, com certeza, que os constituintes queriam ao aprovar o artigo 85 da Constituição (que prevê o afastamento do presidente da República).

Ao dizer que o impeachment contra Dilma seria golpe, houve um misto de aplausos e vaias no plenário, interrompendo o discurso do ministro.

– Peço que o pedido seja rejeitado, na defesa do estado de direito, da democracia, do povo brasileiro, que merece ser Peço respeitado – disse Cardozo.

– Não vai ter golpe – responderam em coro vários deputados.

PLENÁRIO FICA VAZIO

Enquanto deputados do PMDB usam os 60 minutos a que o partido tem direito, o plenário da Câmara está vazio. Alguns deputados já deixaram a Casa para voltar a seus estados.

O deputado Chico Alencar criticou a falta de interesse dos parlamentares pelo debate sobre o impeachment. Entre os deputados que viajaram e só voltarão no domingo, há até petistas.

– Esse plenário vazio é uma vergonha, mostra a qualidade do Parlamento e no debate mais importante que o país enfrenta. Esse quorum de 367 é um quorum com o qual não se vota nem emenda constitucional – disse Chico.

O deputado do PSOL reclamou do frio no plenário. A temperatura do ar condicionado ficou mais fria que o normal com a expectativa de um plenário cheio.

– Agora o plenário está frio de debate e o ambiente está gelado – afirmou o parlamentar.

CLIMA DE DISPERSÃO

Mais cedo, o clima no plenário era de dispersão. Enquanto falava o jurista Miguel Reale Jr., os deputados gaúchos do lado da oposição tomavam chimarrão, bebida típica do Rio Grande do Sul, e brincavam que vão oferecer ao PT o “chimarrão do impeachment”. O deputado Covatti Filho (PP-RS) disse que ontem foi à Mesa da Câmara pedir que Cunha liberasse a entrada de chimarrão no plenário.

– É o mate do impeachment, mas só gaúcho favorável que toma.

Inicialmente escalado para ser o primeiro deputado da Câmara a dar o seu voto no domingo, quando Cunha havia decidido que a chamada começaria pelos estados do Sul, Afonso Hamm (PP-RS) afirmou que, segundo suas contas, 22 dos 31 deputados gaúchos votarão contra o governo. E provocou os petistas do Rio Grande do Sul:

– Os deputados gaúchos do PT, Maria do Rosário, Pepe Vargas e Bohn Gass fizeram uma questão de ordem pedindo para a votação começar pelo Norte. Ora, não querem ser os primeiros a falar? Não entendo. Eu seria o primeiro deputado a discursar, mas agora perdi o posto – disse.

Há no plenário placas feitas por oposicionistas com os dizeres “tchau, querida”, uma reprodução da conversa grampeada pela Polícia Federal entre o ex-presidente Lula e a presidente Dilma Rousseff, na qual falam sobre o termo de posse de Lula para a Casa Civil.

ORDEM DE FALA

A lista prévia de inscrição já tinha 81 nomes da oposição e 43 do governo 15 minutos antes de começar a sessão. Logo que o presidente da Câmara abriu o debate no plenário petistas e outros deputados da base do governo já formavam uma fila indiana na lateral esquerda do plenário. De forma organizada, se posicionavam um atrás do outro intercalando entre deputados do PT, PSOL e PCdoB. A deputada Moema Gramacho (PT-BA), com uma prancheta em mãos , organizava a ordem de fala dos parlamentares.

Já o lado direito do plenário, ocupado pela oposição, está bem mais confuso. Deputados inscritos para se pronunciar após a fala do jurista Miguel Reale Júnior e de Cardozo se amontoam para ver quem falaria primeiro. Integrantes do PSDB se queixaram que o líder do partido, Antonio Imbassahy (BA), dividiu o tempo que o partido terá para falar principalmente entre os membros da Comissão que julgou o impeachment, o que deixou alguns tucanos insatisfeitos.

– Tem muita gente insatisfeita. A divisão feita pelo líder foi muito confusa e tem gente muito contrariada – admitiu um tucano.

O deputado Chico Alencar (PSOL-RJ), já posicionado na fila dos oradores que falarão contra o processo de impeachment, ironizou a aparente desorganização da oposição:

– Eles estão muito excitados, aqui nós estamos disciplinados como alunos bem comportados. O problema deles é que parecem crianças – disse o deputado.

O deputado Marcos Rogério (DEM-RO) minimizou a confusão dos oposicionistas:

– Está tudo tranquilo por aqui, eles estão em fila porque é pouca gente para falar e defender o governo, nós temos mais gente.
O Globo
Publicado por Folha do Progresso fone para contato Cel. TIM: 93-981151332 / (093) WhatsApp (93) 984046835 (Claro) Fixo: 9335281839 *e-mail para contato: folhadoprogresso@folhadoprogresso.com.br




Lava Jato: Empresário delata encontro e propina de R$ 52 milhões a Cunha

Foto- Eduardo Cunha com Jovair Arantes (esq.) na Câmara, nessa sexta (15)

Em delação premiada à Procuradoria-Geral da República, na Operação Lava Jato, o empresário Ricardo Pernambuco Júnior, da Carioca Engenharia, entregou aos investigadores uma tabela que aponta 22 depósitos somando US$ 4.680.297,05 em propinas supostamente pagas ao presidente da Câmara, deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) entre 10 de agosto de 2011 e 19 de setembro de 2014.

Segundo o empreiteiro, empresas relacionadas às obras do Porto Maravilha, no Rio, deveriam pagar R$ 52 milhões ou 1,5% do valor total dos Certificados de Potencial de Área Construtiva (Cepac) a Eduardo Cunha. A parte que caberia à Carioca era de R$ 13 milhões.

A defesa de Eduardo Cunha foi procurada pela reportagem nesta quinta-feira (14), mas ainda não se manifestou.

Em 14 páginas, o empresário Raul Pernambuco Júnior narra também, com detalhes, encontro com o presidente da Câmara para combinar como seriam realizados pagamentos no exterior.

Ainda segundo o delator, o maior repasse ocorreu em 26 de agosto de 2013 no valor de US$ 391 mil depositados em conta do peemedebista no banco suíço Julius Baer. Em 2011 foram quatro depósitos, somando US$ 1,12 milhão. Em 2012, Eduardo Cunha recebeu só dessa fonte outros US$ 1,34 milhão divididos em seis depósitos. A tabela revela que em 2013 o deputado – que ainda não exercia a presidência da Casa -, foi contemplado com mais seis depósitos, totalizando US$ 1,409 milhão. Já em 2014, Eduardo Cunha recebeu outros seis depósitos que somaram US$ 804 mil.

A tabela com o caminho das propinas é dividida em duas partes.

“Em relação a primeira tabela, que totaliza US$ 3.984.297,05 tem certeza de que foram destinadas a contas apontadas pela deputado Eduardo Cunha; que em relação a segunda tabela, no valor total de US$ 696 mil, é altíssima a probabilidade de que também eram valores destinados a contas indicadas por Eduardo Cunha, por todo o trabalho investigativo que fizeram, em especial porque não fizeram pagamentos deste tipo a outras pessoas e, também, pelo valor das transferências”, afirmou o empresário.

“Em nenhum momento Eduardo Cunha lhe disse que as contas eram de titularidade dele, mas tem certeza de que todas estas contas foram indicadas pela deputado Eduardo Cunha; que tampouco o depoente chegou a perguntar a Eduardo Cunha sobre o titular das referidas contas.”

Raul Pernambuco Júnior descreveu uma reunião no Hotel Sofitel, em Copacabana, no Rio, que, segundo ele, teria ocorrido entre junho e julho de 2011, época da aquisição das Cepac’s pelo Fundo de Investimento do FGTS.

“O depoente não estava presente, mas seu pai e um executivo da Carioca de nome Marcelo Macedo estiveram presentes a esta reunião; que após esta reunião, o depoente foi chamado pelo seu pai; que seu pai lhe comunicou que Léo Pinheiro, da OAS, e Benedicto Junior, da Odebrecht, na reunião do Hotel Sofitel, comunicaram que havia uma solicitação e um ‘compromisso’ com o deputado Eduardo Cunha, em razão da aquisição, pela FI-FGTS, da totalidade das CEPAC’s”, declarou.

O empreiteiro detalhou. “Que o valor destinado a Eduardo Cunha seria de 1,5% do valor total das Cepac’s, o que daria em tomo de R$ 52 milhões devidos pelo consórcio, sendo R$ 13 milhões a cota parte da Carioca; que este valor deveria ser pago a Eduardo Cunha em 36 parcelas mensais; que seu pai disse ao depoente que cada uma das empresas “assumiria” a sua parte diretamente com Eduardo Cunha.”

À Procuradoria, o delator contou que o primeiro pagamento no Israel Discount Bank para Eduardo Cunha ocorreu em 10 de agosto de 2011, no valor de US$ 220.777,00. Raul Pernambuco Júnior relatou que houve uma dificuldade do Banco de seu pai para efetuar a transferência, em razão do banco destinatário.

Segundo o delator, Marcelo Macedo não participou especificamente desta conversa entre ele, seu pai e os representantes da OAS e da Odebrecht. Raul Pernambuco Junior disse que a Carioca, na época não tinha contato com Eduardo Cunha. O empreiteiro afirmou que ele e seu pai foram apenas “comunicados” pela Odebrecht e pela OAS sobre o “compromisso”.

“Como cada empresa deveria acertar os valores diretamente com Eduardo Cunha, o pai do depoente pediu que este procurasse referido parlamentar para acertar os pagamentos; que o contato telefônico de Eduardo Cunha foi repassado ao depoente por Benedicto Junior, a pedido do depoente; que foi passado ao depoente um numero de rádio Nextel”, afirmou.

O delator contou aos procuradores da Lava Jato que entrou em contato com Eduardo Cunha e marcaram uma primeira reunião. Raul Pernambuco Júnior disse não se recordar se o encontro se deu no escritório político do deputado, no centro do Rio, ou na Câmara, em Brasilia, ‘mas acredita que tenha sido no escritório político’. O empresário afirmou acreditar que a reunião tenha ocorrido no início de agosto de 2011.

“Indagado sobre a descrição do escritório político de Eduardo Cunha, respondeu que se trata de um escritório com decoração mais antiga, que tem uma antessala, com uma recepcionista; que, além disso, havia dois sofás, em seguida um corredor, com duas salas; que nestas salas havia uma secretária mais alta e um assessor do deputado; que este assessor era uma pessoa mais velha, com cerca de 60 anos, acreditando que fosse um pouco calvo, possuindo cabelo lateral; que nunca conversou, porém, nenhum assunto com tais pessoas; que mais à esquerda tinha a sala do deputado Eduardo Cunha, com uma mesa antiga, de madeira maciça, com muitos papeis em cima; que acredita que o escritório fique no 32° andar.”

De acordo com Raul Pernambuco Júnior, durante a reunião, ele perguntou ‘sobre o “compromisso” estabelecido e, inclusive, o valor, o que foi confirmado por Eduardo Cunha’. O empresário disse que ele e o pai não queriam que o dinheiro passasse “por dentro da empresa”, para ser o mais reservado possível. O delator contou que questionou Eduardo Cunha ‘sobre a possibilidade de estes pagamentos serem feitos em contas no exterior’.

“Eduardo Cunha disse que não haveria problema nenhum e, neste momento, ele indicou a primeira conta em que deveria ser efetivado o pagamento”, relatou Raul Pernambuco Júnior.

“Eduardo Cunha passou a conta em um papel, com os dados já digitados; que se lembra bem deste primeiro pagamento, porque o Banco indicado por Eduardo Cunha era denominado Israel Discount Bank; que não sabia se este banco era realmente em Israel; que já ficou estabelecido, inclusive, o valor do primeiro pagamento; que, dividindo o valor total devido pelo número de parcelas, o valor de cada parcela era de cerca de R$ 360 mil.”

O empreiteiro disse que a reunião deve ter durado cerca de 30 minutos, ‘oportunidade em que se conheceram melhor’. Raul Pernambuco Júnior afirmou que ‘até então não se conheciam ou ao menos não se recorda de tê-lo conhecido pessoalmente’.

“O depoente disse nessa reunião a Eduardo Cunha que seria impossível fazer depósitos mensais; que o depoente disse a Eduardo Cunha que fariam depósitos com periodicidade irregular; que esta impossibilidade de realizar depósitos mensais decorria da precaução que seu pai tinha em dar as ordens bancárias para o exterior; que o pai do depoente normalmente dava tais ordens aos gerentes das contas no exterior pessoalmente, seja em viagens que seu genitor fazia ao exterior ou, ainda, quando o gerente vinha ao Brasil; que não sabe se seu pai enviava ordens por outro meio de comunicação à distância, como fax ou e-mail.”

O delator continuou. “A pedido de seu genitor, o depoente solicitou uma reunião com Eduardo Cunha, por meio da secretária do depoente; que a secretária do depoente, de nome Sheila Oliveira, entrou em contato com a secretária do deputado Eduardo Cunha e, em seguida, enviou um e-mail para o depoente, questionando qual seria a “pauta para a reunião”; que o depoente respondeu o e-mail afirmando que “Ele está a par. Só avisa q sou eu””, declarou. Segundo o delator, este e-mail é datado de 16 de agosto de 2011.

Raul Pernambuco Júnior disse que a reunião ‘foi efetivamente marcada e realizada, não se recordando ao certo onde’.

“Nesta reunião, ocorrida provavelmente entre final de agosto e início de setembro, perguntou a Eduardo Cunha se haveria a possibilidade de mudar o banco e indicar uma conta na própria Suíça; que Eduardo Cunha concordou e disse não haver problemas; que Eduardo Cunha, no mesmo ato, já indicou a conta Esteban Garcia, no banco Merryl Lynch Bank, na Suíça; que a partir daí todos os depósitos para Eduardo Cunha foram na Suíça”, declarou. “Se estabeleceu que se houvesse necessidade de alteração do banco, isto deveria partir do deputado Eduardo Cunha; que, de qualquer forma, em toda oportunidade em que iriam fazer os pagamentos, o depoente ligava ou se encontrava com Eduardo Cunha para perguntar se “mantínhamos o mesmo endereço”.”

O delator narrou ainda que por uma ou duas vezes, as contas no exterior eram enviadas por Eduardo Cunha para ele, em envelopes lacrados e sigilosos, para a filial da Carioca em São Paulo, ‘contendo os dados da conta e códigos de transferência’.
Por  Pedro Ladeira/Folhapress

Publicado por Folha do Progresso fone para contato Cel. TIM: 93-981151332 / (093) WhatsApp (93) 984046835 (Claro) Fixo: 9335281839 *e-mail para contato: folhadoprogresso@folhadoprogresso.com.br




Ninguém foi preso- Assalto ao Basa de Rurópolis rende R$ 300 mil aos bandidos

Polícia montou barreiras em vários pontos para prender os assaltantes
Uma Força Tarefa formada por policiais civis e militares de Belém, Santarém, Altamira e Itaituba continua empreendendo buscas a uma quadrilha que invadiu e assaltou a agência do Banco da Amazônia (Basa), por volta de 10h, de segunda-feira, 11, em Rurópolis, distante 217 quilômetros de Santarém, no oeste do Pará.

Um balanço feito por funcionários do Basa, na manhã desta terça-feira, 12, descobriu que aproximadamente R$ 300 mil foram roubados pela quadrilha de assaltantes.
Segundo testemunhas, havia muitos clientes na manhã de segunda-feira, na agência fazendo transações bancárias, quando cerca de 8 homens fortemente armados, chegaram em duas caminhonetes, anunciaram o assalto, roubaram o dinheiro e levaram três pessoas reféns, entre elas, o gerente do banco.

Várias ruas de Rurópolis foram bloqueadas no intuito de interceptar a fuga dos bandidos.

Após trocarem tiros com policiais militares, os assaltantes empreenderam fuga pela rodovia Transamazônica (BR-230), porém, ao se depararem com um cerco policial, retornaram e tomaram o rumo de Santarém pela BR-163. Durante a troca de tiros, um assaltante foi baleado e abandonou uma arma de grosso calibre. Mesmo assim, segundo a Polícia Militar, o bandido ainda conseguiu fugir.

Depois de percorrer alguns quilômetros do local do assalto, os bandidos liberaram os reféns.

Segundo o comandante do 3º Batalhão da Polícia Militar (BPM) de Santarém, tenente coronel André Carlos Oliveira, várias barreiras foram montadas na região oeste do Pará, com o intuito de fazer um cerco à quadrilha. Entre as barreiras, uma foi montada na rodovia Santarém/Curua-Una (PA-370), na Comunidade de Boa Esperança. Outra barreira foi montada na rodovia Santarém-Cuiabá (BR-163), no Município de Belterra. Uma terceira barreira foi montada na rodovia Transamazônica, no município de Itaituba.

Segundo o tenente coronel André Carlos, a Polícia Militar trabalha com a hipótese de que o grupo planeja fugir pela rodovia Transamazônica. A Polícia desconfia que parte dos integrantes da quadrilha seja da região Nordeste do Brasil e, que conta com ajuda de comparsas do Oeste paraense.

A Secretaria de Estado de Segurança Pública e Defesa Social do Pará (Segup) informou que equipes das polícias Militar e Civil do Programa de Repressão a Assaltos a Banco (Repreban), com o apoio de dois helicópteros do grupamento aéreo, seguem nas buscas aos criminosos, que estariam trafegando por uma estrada vicinal. A Segup acredita que nas próximas horas os integrantes da quadrilha serão presos.

Por: Manoel Cardoso

Fonte> RG 15/O Impacto

Publicado por Folha do Progresso fone para contato Cel. TIM: 93-981151332 / (093) WhatsApp (93) 984046835 (Claro) Fixo: 9335281839 *e-mail para contato: folhadoprogresso@folhadoprogresso.com.br




Justiça autoriza internação de José Dirceu para exames.

A decisão de Moro foi tomada quarta-feira (13) e comunicada ontem (14) à Polícia Federal.

O ex-ministro da Casa Civil José Dirceu após assinar na Vara de Execuções Penais do Distrito Federal o termo que autoriza a cumprir prisão no regime aberto (Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil)O ex-ministro da Casa Civil José Dirceu após assinar na Vara de Execuções Penais do Distrito Federal o termo que autoriza a cumprir prisão no regime aberto (Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil)O juiz federal Sérgio Moro, responsável pelos processos da Operação Lava Jato, autorizou a internação do ex-ministro da Casa Civil José Dirceu para fazer exames médicos. Os procedimentos estão previstos para segunda-feira (18). A decisão de Moro foi tomada quarta-feira (13) e comunicada ontem (14) à Polícia Federal.

“Deverá o acusado permanecer sob escolta durante todo o período de internação. Caberá à Polícia Federal realizar a escolta e definir as regras de segurança necessárias. Visitas, no período, somente de familiares e do defensor, sujeitas às regras de limitação à discrição da Polícia Federal”, diz Moro na decisão.

No início do mês, a defesa de Dirceu informou ao juiz que o ex-ministro apresentava quadro de cefaleia, hipertensão arterial, hipercolesterolemia e distúrbio de ansiedade.

Segundo despacho de Moro do dia 1º de abril, foi entregue um relatório médico indicando a internação para controle da pressão e também para que fossem realizados exames.

Por O Globo

Publicado por Folha do Progresso fone para contato Cel. TIM: 93-981151332 / (093) WhatsApp (93) 984046835 (Claro) Fixo: 9335281839 *e-mail para contato: folhadoprogresso@folhadoprogresso.com.br




Sistema online ajudará a prevenir o desflorestamento no novo corredor logístico da soja

“A entrega do PAM às prefeituras complementa ações que vêm sendo desenvolvidas pela TNC e pela Bunge na região, desde 2013, como o Diagnóstico das Capacidades de Gestão Ambiental e Territorial, um mapeamento dos gargalos que os governos municipais de Itaituba, Trairão e Novo Progresso enfrentam para ordenar o desenvolvimento em suas regiões.”

Um sistema online desenvolvido no Brasil pela organização ambiental The Nature Conservancy (TNC) é a mais nova ferramenta à disposição das prefeituras de Itaituba e Trairão, no oeste do Pará, para evitar o desflorestamento. Conhecido como PAM (Portal Ambiental Municipal), o programa será entregue em 14 e 15 de abril aos prefeitos dos dois municípios, em uma iniciativa da TNC e da Bunge, uma das principais empresas de agronegócio e alimentos do Brasil.

O sistema é de uso gratuito, pode ser acessado online e consiste em um banco de informações e de imagens de satélite do território municipal, com foco principal em propriedades rurais, unidades de conservação e Terras Indígenas. Ele permite aos gestores públicos visualizar de forma muito mais clara informações sobre o uso do solo, a malha de estradas, as florestas remanescentes e os rios do município, o que facilita, por exemplo, o monitoramento do desflorestamento em propriedades privadas e o planejamento da paisagem de forma a integrar produção e conservação – por exemplo, a Prefeitura terá como determinar para onde a área urbana e as estradas podem se expandir com menor impacto às áreas de floresta. Além disso, o programa também vai ajudar os municípios a cumprirem compromissos ambientais como o de expandir o Cadastro Ambiental Rural (CAR), considerado o primeiro passo para a regularização ambiental das propriedades rurais.

Localizados na bacia do Rio Tapajós, uma área essencial para a conservação da Amazônia por sua riqueza de espécies, florestas e culturas, os dois municípios fazem parte do novo corredor logístico da soja, ainda em estruturação, que tem como objetivo escoar de forma mais rápida e barata os grãos produzidos em Mato Grosso e exportados para mercados como China e Europa. Parte essencial desse conjunto de estradas e hidrovias é a Estação de Transbordo de Cargas da Bunge, instalada em Miritituba, um distrito de Itaituba. Lá, os os grãos trazidos de caminhão pela BR-163 (Cuiabá-Santarém), rodovia que está sendo duplicada, são transferidos para grandes barcaças, que descem pelo Rio Tapajós em direção ao porto de Barcarena (PA). Com base na tendência histórica da Amazônia de registrar elevação do desmatamento ao longo dos corredores logísticos, TNC e Bunge identificaram a região da Estação como uma área onde o monitoramento e o planejamento serão fundamentais para conservar as florestas, o que levou as organizações a desenvolver um projeto conjunto para fortalecer a capacidade dos governos locais de atuar nessas duas frentes.

“Prevenir o crescimento desordenado por meio de planejamento territorial eficiente e de decisões baseadas em dados científicos e técnicos é muito mais efetivo do que atuar quando essa dinâmica já está em curso. É como se estivéssemos propondo que os governos vacinem a região contra o desmatamento, ao invés de dar um remédio para curar a doença”, afirma Teresa Moreira, especialista em Governança Ambiental da TNC.

“O desenvolvimento social e econômico da Bacia do Tapajós deve estar pautado na conservação ambiental alinhada ao uso sustentável da terra e dos recursos naturais da região. Por essa razão, a Bunge e a TNC atuam com o objetivo de melhorar a governança ambiental nesses municípios”, comenta Michel Santos, diretor global de Sustentabilidade da Bunge.

A entrega do PAM às prefeituras complementa ações que vêm sendo desenvolvidas pela TNC e pela Bunge na região, desde 2013, como o Diagnóstico das Capacidades de Gestão Ambiental e Territorial, um mapeamento dos gargalos que os governos municipais de Itaituba, Trairão e Novo Progresso enfrentam para ordenar o desenvolvimento em suas regiões. O levantamento serviu como base para a elaboração de estratégias de ação e investimento para resolver esses desafios. TNC e Bunge também ajudaram a articular a assinatura de um Pacto Municipal contra o Desmatamento nos  municípios, com a finalidade de engajar na conservação ambiental os governos, os produtores e as empresas que atuam na região. As organizações irão, ainda, capacitar os funcionários das Prefeituras no uso dos recursos disponíveis no PAM.

Por noticias.uol.com.br
Publicado por Folha do Progresso fone para contato Cel. TIM: 93-981151332 / (093) WhatsApp (93) 984046835 (Claro) Fixo: 9335281839 *e-mail para contato: folhadoprogresso@folhadoprogresso.com.br




Sérgio Moro sequestra casa onde vive mãe de Dirceu

O juiz federal Sérgio Moro decretou o sequestro da casa em Passa Quatro, no interior de Minas Gerais, onde vive a mãe do ex-ministro da Casa Civil durante o governo Lula, José Dirceu, condenado por corrupção no mensalão e preso na Pixuleco, 17ª fase da Lava Jato, no ano passado acusado de receber propinas no esquema Petrobras.

Ze Dirceu
Ze Dirceu

Na prática, o imóvel fica à disposição da Justiça, mas dona Olga Guedes da Silva, de 94 anos, pode continuar vivendo nela como depositária da casa. A decisão é do dia 6 de abril e se tornou pública nesta quinta-feira. O sequestro de bens é uma medida judicial utilizada para que a Justiça possa reaver o dinheiro desviado em caso de uma condenação judicial.

A ordem do juiz acata o pedido da força-tarefa da Lava Jato, que apontou que o imóvel está em nome da TGS Consultoria, empresa que teve seus bens sequestrados por determinação de Moro em setembro do ano passado. Na ocasião, contudo, a decisão do juiz incluía no sequestro os bens do ex-ministro em Vinhedo e na capital paulista, e também determinava o sequestro de “outros bens” imóveis em nome de Dirceu e da TGS Consultoria, sem especificar quais.

Logo, a Lava Jato descobriu que, dentre os imóveis em nome da TGS, está a residência de dona Olga, que acabou sendo alcançada pela decisão de Moro do ano passado, se tornando automaticamente indisponibilizada judicialmente. Diante disso, o Ministério Público Federal entendeu que era necessário a expedição do registro de sequestro do imóvel, o que acabou sendo deferido por Moro em 6 de abril.

A suspeita da Lava Jato é de que a TGS era utilizada pelo ex-ministro para ocultar a propriedade de seus bens. O dono da TGS é o ex-sócio de Dirceu na JD Assessoria, Júlio Cesar Santos, que admitiu no ano passado à Polícia Federal ter adquirido a residência em Passa Quatro em 2004, por R$ 250 mil. O próprio Dirceu, em depoimento ao juiz Sérgio Moro, afirmou que adquiriu o imóvel da TGS por R$ 260 mil via JD Assessoria “entre 2006 e 2007?.

Além disso, em março deste ano, a defesa de Dirceu recorreu ao juiz Sérgio Moro para suspender o sequestro dos bens determinado no ano passando, alegando que havia provas “de que referidos bens possuem origem lícita e vinculada à atividade profissional lícita por ele exercida”, e que o MPF teria exagerado no cálculo da propina recebida pelo ex-ministro, estimada pela força-tarefa em R$ 60 milhões.

Na decisão tornada pública nesta quinta, Moro afirmou que vai analisar os argumentos da defesa do ex-ministro na sentença da ação penal contra Dirceu e outros 16 réus acusados de corrupção, formação de quadrilha e lavagem de dinheiro pelo envolvimento no esquema de corrupção na Petrobras.

A reportagem ligou várias vezes para o celular do advogado Roberto Podval, que defende Dirceu, mas ele não atendeu.
Por     Heuler Andrey/AFP
Publicado por Folha do Progresso fone para contato Cel. TIM: 93-981151332 / (093) WhatsApp (93) 984046835 (Claro) Fixo: 9335281839 *e-mail para contato: folhadoprogresso@folhadoprogresso.com.br




Alteração no Conselho de Ética beneficia Cunha

Fausto Pinato (PP-SP), favorável à cassação de Eduardo Cunha (PMDB-RJ) por quebra de decoro, foi substituido por Tia Eron, aliada do peemedebista

Tia Eron disse que Cunha 'fez o Parlamento produzir como nunca'
Tia Eron disse que Cunha ‘fez o Parlamento produzir como nunca’

São Paulo – O deputado Fausto Pinato (PP-SP) renunciou hoje (14) a sua cadeira no Conselho de Ética da Câmara dos Deputados, que discute o processo de cassação do presidente da Casa, Eduardo Cunha (PMDB-RJ). A vaga agora deve ser ocupada por Tia Eron (PRB-BA), que é ligada à bancada evangélica, como Cunha, e afirmou ter “admiração e respeito” pelo peemedebista. “Fez o Parlamento produzir como nunca (…) limpou as gavetas”, disse ela sobre o investigado.

Pinato demonstrou posição a favor da cassação do mandato de Cunha e era segundo vice-presidente do colegiado. Ele foi o relator do processo por quebra de decoro parlamentar de Cunha e, em entrevista à Folha de S.Paulo, em dezembro do ano passado, disse ter recebido oferta de propina enquanto trabalhava na relatoria. Na ocasião, Pinato foi afastado da relatoria e disse que a razão foi porque “estava fazendo um trabalho sério e independente”.

A argumentação de Pinato foi no sentido de que a vaga pertencia ao partido PRB, legenda a que pertencia no início do processo. Agora que mudou para o PP, o parlamentar disse não se sentir à vontade na posição. Já o presidente do Conselho de Ética, José Carlos de Araújo (PR-BA), afirmou que não sabia se Pinato havia “sido renunciado”. “O jogo está desenhado. Não podemos ficar à mercê da boa vontade de Eduardo Cunha, que quer mandar em tudo”, concluiu.

O desenrolar do processo contra Cunha, acusado de manter contas bancárias secretas no exterior e mentido sobre elas na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Petrobras, pode mudar significativamente com a manobra. Na apreciação do relatório preliminar, Cunha sofreu uma derrota por 11 votos a 9. Com a troca, o resultado final deve ficar em 10 a 10.

Com agências

Publicado por Folha do Progresso fone para contato Cel. TIM: 93-981151332 / (093) WhatsApp (93) 984046835 (Claro) Fixo: 9335281839 *e-mail para contato: folhadoprogresso@folhadoprogresso.com.br