Dilma divulga nas redes sociais pronunciamento sobre impeachment
O Partido dos Trabalhadores (PT) divulgou em sua página na internet, na noite desta sexta-feira (16), o pronunciamento que a presidente Dilma Rousseff chegou a anunciar que faria em rede nacional de televisão e rádio. No próximo domingo (17), a Câmara decide se dá continuidade a processo de impeachment da presidente.
Dilma desistiu da iniciativa no fim da tarde, e o vídeo foi divulgado somente na internet. No pronunciamento, Dilma voltou a atacar duramente os defensores do impeachment, chamando-os de “golpistas” e “traidores”, e disse que seu afastamento representará uma ruptura institucional do país. Acusou-os ainda de quererem revogar programas sociais.
A presidente voltou a dizer que é inocente. “Não há razão para o pedido de impeachment contra mim. Acusam-me sem nenhuma base legal. Não cometi crime de responsabilidade, não há contra mim qualquer denúncia de corrupção ou desvio de dinheiro público. Jamais impedi investigação contra quem quer que fosse. Meu nome não está em nenhuma lista de propina”, declarou.
“Jamais impedi investigação contra quem quer que fosse. Meu nome não está em nenhuma lista de propina, tampouco sou suspeita de qualquer delito contra o bem comum. A denúncia contra mim em análise no Congresso Nacional não passa de uma fraude, a maior fraude jurídica e política da história do nosso país. Sem ela, o impeachment sequer seria votado. O Brasil e a democracia não merecem tamanha farsa”, completou.
Dilma disse ainda que “os golpistas já disseram que, se conseguirem usurpar o poder, será necessário impor sacrifícios à população brasileira”. E afirmou: “Querem revogar direitos e cortar programas sociais como o Bolsa Família e o Minha Casa, Minha Vida.”
Oficialmente, o Palácio do Planalto disse que o governo considerou mais adequado para o momento colocar o vídeo com o pronunciamento da presidente na internet e não em rede nacional de rádio e TV.
Esse recuo sinaliza que o governo preferiu não enfrentar as manifestações previstas e nem ações judiciais de partidos políticos. Durante todo o dia, a presidente Dilma Rousseff tentou sinalizar que está tranquila e confiante de que tem os votos necessários para evitar o impeachment.
Dilma saiu cedo para andar de bicicleta perto do Palácio da Alvorada, como faz quase todos os dias. No fim da manhã, a presidente foi para o Palácio do Planalto, para cumprir agenda de visitas de apoio e solidariedade. Ela recebeu o secretário-geral da Organização dos Estados Americanos (OEA), Luis Almagro, que disse que falta uma acusação clara contra a presidente.
G1
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Malabarista chorava em sinal: filha prematura está na UTI
Malabarista chorava em sinal: filha prematura está na UTI Foto: Reprodução / Facebook
Com filha na UTI, palhaço chora em sinal de trânsito e comove a internet
O eletricista Bruno Duarte, de 35 anos, tinha acabado de voltar da baixa de seu contrato na empresa onde trabalhava quando avistou, no sinal, um malabarista chorando. Vestido e maquiado como palhaço, o artista deficiente – ele perdeu um dos braços em um acidente – mantinha expressão de dor enquanto, sem sucesso, tentava manter algumas bolinhas no ar. O desempregado esqueceu a própria crise e, sem hesitar, pediu que o amigo motorista estacionasse para questionar o artista, que até tentou negar as lágrimas num primeiro momento, mas, diante da abordagem insistente da dupla, pouco depois decidiu contar sua história: a filha, prematura, estava na UTI.
Malabarista chorava em sinal: filha prematura está na UTI FotRepro: odução / Facebook
Já na primeira abordagem, o malabarista reage com um sorriso, mesmo “chateado” e “pensativo”, como ele mesmo descreve. Em seguida, Fábio Viana, de 28 anos, decide falar: “É que a minha filha está naquele pronto-socorro ali, né?”. Bruno pergunta se pode ajudá-lo de alguma forma, e o palhaço responde “Eu tô aí, né, fazendo malabarismo. Tô aqui pensando na vida. Fui pegar as roupas dela para lavar, porque nasceu antes do tempo”, diz o jovem, mostrando as roupas da menina e os remédios da esposa. “Eu estava aqui deprimido, pensando na vida. Você trabalha, trabalha, e ninguém dá valor, e tem que parar para pensar”, desabafa. O motorista, Stanley Meiri, entrega R$ 20 a ele e promete publicar o vídeo para conseguir mais ajuda. Com quase três minutos de duração, as imagens geraram uma onda de solidariedade na cidade de Serrinha, na Grande Vitória, no Espírito Santo. Por telefone, ao EXTRA, Bruno contou por que, mesmo enfrentando os próprios problemas, ficou tão comovido com a dor do artista.
— Eu nunca vi um palhaço chorando, a não ser em tatuagem ou livro, e quis saber o motivo. Você pode esconder lágrimas, enxugar, mas a face da dor não se esconde . Por isso, insisti. Achei até que ele, por ser deficiente, tivesse sofrido algum constrangimento, porque eu vi que as bolinhas estavam caindo. Não podia imaginar que o motivo seria a internação da filha — conta Bruno que, comovido com a história, decidiu ajudar a arecadar fundos para ajudar a família de Fábio.
Bruno Duarte, de 35 anos, se comoveu com história de malabarista que chorava em sinal
Segundo Bruno, o faturamento de Fábio chega a R$ 60 quando consegue resistir ao calor de 38 graus do outono na cidade e passar o dia todo sob o sol. E, na casa do palhaço, a dificuldade aparece refletida na falta de ventilador, televisão, forro e de uma geladeira capaz de atender as necessidades de uma família composta por quatro crianças (quatro meninas, contando com o bebê que está prestes a ter alta) e três adultos, já que o malabarista vive ainda com a esposa e a sogra.
— Descobri o telefone dele por uma mensagem no Facebook e decidi ir até lá. O mais impressionante é que, mesmo com tanta gente querendo ajudar, tudo o que a família pediu foi um ventilador para aguentar o calor da casa. Eles não têm nem noção da situação por que estão passando — comentou o eletricista.
Por Extra
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Planalto faz ofensiva, mas oposição mantém vantagem
BRASÍLIA — O governo mobilizou, na sexta-feira, uma tropa de choque de governadores aliados do Norte e Nordeste para tentar tirar votos da oposição, a 48 horas da votação do impeachment na Câmara. Na ofensiva, foram oferecidos cargos, e governadores ameaçaram derrubar indicados de deputados federais de postos em seus estados. No meio da tarde, o governo comemorou o que considerou o início de uma virada no jogo de forças, mas à noite a oposição conquistou adesões. O vice-presidente Michel Temer, que voltou a São Paulo, onde pretendia ficar até segunda-feira, retornará hoje a Brasília para uma reunião de avaliação de cenário da cúpula do PMDB, no Palácio do Jaburu.
A oposição também pressionou deputados de seus partidos que mudaram de voto. O PP anunciou à tarde que iria punir quem votasse contra a orientação pró-impeachment, e à noite destituiu o vice-presidente da Câmara, Waldir Maranhão (PP-MA), do comando do diretório estadual do partido. A punição foi pelo fato de Maranhão ter gravado um vídeo anunciando que votaria contra a saída de Dilma e que estava “irmanado” com mais 11 deputados do PP.
No levantamento feito pelo GLOBO, havia 345 votos declarados pelo impeachment na noite de sexta-feira, três a mais do que quinta. Os votos declarados contrários ao impeachment cresceram de 118 para 122, de acordo com o levantamento. Para a aprovação do parecer pelo impeachment são necessários 342 votos.
Além de Dino, compõem a linha de frente de defesa de Dilma os governadores da Bahia, Rui Costa (PT); do Ceará, Camilo Santana (PT); do Amapá, Waldez Góes (PDT); e da Paraíba, Ricardo Coutinho (PB). Todos estiveram com a presidente ontem.
O ex-governador do Rio Anthony Garotinho (PR) também atuou em Brasília em busca de votos contra o impeachment da presidente Dilma. Sem grande influência no PR nacionalmente, Garotinho procurou deputados das bancadas fluminense e evangélica de vários partidos, onde possui aliados.
CLARISSA TIRA LICENÇA MATERNIDADE
Filha do ex-governador, a deputada Clarissa Garotinho (PR), que votaria a favor do impeachment, pediu licença maternidade. A parlamentar nega que sua saída tenha relação com pressão feita pelo pai para que mudasse o voto. De acordo com Clarissa, recomendações médicas já apontavam para o pedido de licença de 120 dias como previsto pela legislação. A deputada afirmou ontem que passou mal na semana passada e que não havia, até então, cumprido as determinações de seu médico.
Na Câmara, aliados do vice Michel Temer admitiam que haviam perdido cerca de dez votos, embora garantissem ainda ter os 342 necessários para o impeachment. A justificativa, segundo eles, é que houve uma ofensiva do Palácio do Planalto. O vice-governador da Bahia, João Leão (PP-BA), esteve na reunião de seu partido avisando que haveria retaliação à legenda no estado, com a perda de cargos na administração do governador Rui Costa. A ameaça não foi bem recebida.
— Estamos dando um recado aos governadores do Ceará e da Bahia, que ficam pressionando o PP. Se insistirem, ficarão sem o nosso apoio na próxima eleição — disse um dirigente.
Do lado do governo, o PDT tomou posição idêntica e decidiu que caso algum deputado seu vote a favor do impeachment será submetido a um processo de expulsão. O partido autorizou a abertura de processo de expulsão contra o deputado gaúcho Giovani Cherini, que anunciou ser favorável ao impeachment.
A convocação de governadores para virar votos começou na tarde de quinta-feira, mas só ontem surtiu efeito. Reservadamente, no entanto, membros da tropa de choque de Dilma confessavam que ainda não tinham garantidos todos os votos necessários, mas se mostravam animados com os apoios que começaram a pingar ao longo do dia. Ao fim do dia de ontem, na conta reservada do Planalto, contabilizava-se um placar pró-Dilma de entre 160 e 180 votos.
— A tropa dos governadores está funcionando — comemorava um dos articuladores políticos de Dilma.
DEPUTADOS RETOMAM MANDATOS
Numa demonstração de força, Rui Costa levou ao gabinete presidencial 19 deputados de partidos da base aliada. Entre eles, Félix Jr (PDT), que estava indefinido. Saiu da reunião contra o impeachment.
— Fizemos o que tinha que ser feito, muita conversa, a presidente, pessoalmente. Recebeu políticos, telefonou, é um trabalho intenso que será mantido — disse um auxiliar presidencial.
Nas conversas, segundo relatos ao GLOBO, Dilma adotou um tom de campanha, pedindo abertamente voto a seu favor. Entre os argumentos elencados pela presidente ela diz que é em defesa de seu mandato e por uma pactuação do Brasil. “Não podemos aceitar um governo dos sem voto, que prega o Estado mínimo”, tem repetido nas falas, segundo um auxiliar palaciano. Os articuladores do Planalto admitiram ontem que o jogo dos aliados do vice-Michel Temer vinha surtindo mais efeito do que esperavam e entraram em campo com armas mais pesadas na guerra de cargos e verbas.
— Perto da turma do Temer, nós somos amadores — comparou um assessor presidencial.
Outra estratégia do Planalto que já estava em prática desde o começo da semana foi acentuada: a volta de deputados titulares para votar em vez de suplentes em que há dúvida quanto a fidelidade ao governo.
Por extra.globo.com
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Papa chega à ilha grega de Lesbos para visita aos refugiados
Avião aterrissou na ilha às 4h, pelo horário de Brasília.
Francisco foi recebido pelo primeiro-ministro da Grécia.
Foto-O primeiro ministro grego Alexis Tsipras (direita) e o arcebispo de Constantinopla recebem o Papa Franscico na chegada a ilha de Lesbos, na Grécia (Foto: Louisa Gouliamaki/ AFP)
O papa Francisco chegou neste sábado (16) à ilha de Lesbos, na Grécia, para uma curta visita “humanitária”, na qual visitará os refugiados e honrará o trabalho dos cidadãos gregos na gestão desta crise.
O avião do papa aterrissou no aeroporto de Mitilene, capital da ilha, às 10h05 (horário local, 4h05 em Brasília).
Francisco foi recebido pelo primeiro-ministro da Grécia, Alexis Tsipras, e pelo patriarca ecumênico Bartolomeo, que lhe deram as boas-vindas.
Por Agencia EFE
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Com a perda de votos, oposição não teria mais número para impeachment
Foto-Protesto pró Dilma-Na tarde desta sexta-feira (15), a oposição deixou de contar com dois votos a favor da abertura de processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff. Grávida de 36 semanas, a deputada federal Clarissa Garotinho (PR-RJ) solicitou licença-maternidade. Ela iria votar a favor do afastamento. No final da tarde, o vice-presidente da Câmara, Waldir Maranhão (PP-MA), anunciou que mudaria seu voto de pró para contra o impeachment.
São necessários 342 votos para que o processo seja aprovado perla Câmara. Com a mudança dos dois parlamentares, a conta, que já era apertada, agora tende para Dilma.
Assessores próximos à presidente afirmam que a oposição não tem a folga que alega ter, e que Dilma “não jogou a toalha”
https://youtu.be/4mCx1Eq19jw
O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva gravou nesta sexta-feira (15), em Brasília, uma mensagem ao país e aos deputados sobre a votação do pedido de abertura do processo de impeachment da presidenta Dilma Rousseff pela Câmara dos Deputados, no domingo (17). Em sua mensagem, ele reafirma a confiança na vitória: “Vamos derrotar o impeachment e encerrar de vez essa crise”.
Passeata em apoio a Dilma reúne 20 mil pessoas em Salvador
Representantes de movimentos sociais e entidades sindicais, como a Central Única dos Trabalhadores (CUT) e o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), de partidos políticos e frentes, como Brasil Popular e Povo Sem Medo, participaram na noite desta sexta-feira (15), na Praça Castro Alves, no centro da capital baiana, de uma passeata de protesto contra o processo de impeachment da presidenta Dilma Rousseff, cuja admissibilidade está sendo discutida na Câmara dos Deputados, em Brasília.
Segundo a Polícia Militar da Bahia, 20 mil pessoas se concentraram na Praça Dois de Julho, no Campo Grande, e de lá caminharam em direção à Praça Castro Alves, onde finalizam a manifestação.
Por Jornal do Brasil
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Número de mortes no campo no país é o maior desde 2003, aponta relatório
O número de camponeses assassinados por conta de conflitos no campo em 2015 foi o maior em 12 anos. Segundo relatório divulgado na tarde desta sexta-feira (15) pela Comissão Pastoral da Terra (CPT), ligada à Igreja Católica, foram 50 mortes violentas –39% a mais que em 2014, quando foram 36 vítimas.
Em 2003, foram 71 mortes, o maior número registrado no século. Desde 1995, são 759 mortes registradas no país por conta de conflitos.
Segundo o relatório, 80% dos assassinatos ocorreram na região Norte. Apenas dois Estados registraram quase todas as mortes da região: Rondônia, com 20 casos, e o Pará, com 19. O Amazonas completa a lista, com uma morte.
Na região da Amazônia Legal, a CPT ainda computou outras sete mortes: seis no Maranhão e uma no Mato Grosso.
Para a CPT, a concentração de crimes na região amazônica se deve ao agronegócio.
“A expansão da soja e da pecuária para a região, aliado à mineração e à extração madeireira, exige do poder público a infraestrutura necessária para garantir seus vultosos lucros. Constroem-se hidrelétricas e seus linhões, portos e aeroportos, planejam-se hidrovias e se abrem e asfaltam estradas. Tudo leva à valorização das terras. Está pronto o caldo para o aumento e o acirramento dos conflitos”, afirma a CPT.
Outro ponto apontado como responsável é a falta de regularização fundiária das terras.
“Grande parte dos conflitos em 2015, tanto no Pará quanto em Rondônia, aconteceram em áreas cujos Contratos de Alienação de Terras Públicas, os CATPs, foram anulados por não-cumprimento das cláusulas contratuais e que não foram devidamente executados, ou que já deviam ter sido anulados. Áreas estas que pela legislação deviam ter sido destinadas à Reforma Agrária, mas que acabam nas mãos de grileiros”, aponta.
Causas do conflito
O relatório também mostra que, no país, existem 1.217 conflitos no campo, envolvendo 816 mil pessoas. O número é um pouco menor que o de 2014, quando foram 1.286 casos.
Desses, 1.018 conflitos de 2015 são disputas por terra, 135 são pela água e 84 têm causas trabalhistas como motivo. Mais de 10% do total de casos está no Maranhão, líder do ranking, com 135 casos.
As regiões com maiores problemas são Norte e Centro-Oeste. Para a CPT, isso é reflexo “do avanço do capitalismo sobre as novas fronteiras agrícolas do país, a Amazônia e o Cerrado”, que “se fez e se faz à custa dos direitos territoriais dos povos indígenas e, hoje, das comunidades camponesas existentes.”
A crise política também é apontada como motivo da alta. “O crescimento dos conflitos nestas regiões também pode ser creditado ao encurralamento em que se encontra o governo por uma avalanche de insinuações, acusações, denúncias, o que o deixa sem ação, refém de conchavos e ameaças”, informa.
Recorde de disputas pela água
O crescimento nos conflitos por água é apontado como uma das maiores preocupações da CPT. O número de 2015 foi o maior desde que os dados passaram a ser computados pela comissão, em 2002.
Quase metade desse tipo de disputa está no Estado de Minas Gerais, com 54 casos –mais do que em todo o Nordeste, que registra 46 ocorrências.
Em 2015, três pessoas foram mortas por disputas pela água, três receberam ameaças de morte, cinco sofreram tentativa de assassinato e 41 foram intimidadas.
A CPT acredita que a alta está relacionada com a construção de barragens, que reduz oferta de água em algumas localidades. “Isso fez surgir, algumas décadas atrás, o Movimento dos Atingidos por Barragens”, diz.
O número de famílias despejadas judicialmente também cresceu 14% em 2015, chegando a 13.903. Elas foram vítimas em ações de reintegração de posse. Outras 795 foram expulsas pelo poder privado –fazendeiros, empresários ou seus capangas, segundo a CPT.
Por Marco Miatelo/ Estadão Conteúdo
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Polícia prende quase 30 membros de torcidas e encontra R$ 62 mil e armas
A Polícia Civil de São Paulo prendeu 26 pessoas e apreendeu mais de R$ 62 mil em dinheiro, além de armas, durante a “Operação Cartão Vermelho”, deflagrada nesta sexta-feira (15) em oito cidades para combater torcedores corintianos e palmeirenses envolvidos em brigas e agressões no estado. Os detidos são membros de torcidas organizadas acusados de participar de confrontos entre os rivais, no dia 3 de abril, que deixou um pedestre baleado e morto na capital.
Polícia encontrou caixões com nome do presidente da Alesp, Fernando Capez, na sede da Gaviões (Foto: Leonardo Lourenço / GloboEsporte.com)
“A gota d´água para nós foi o homicídio que ocorreu dia 3 abril na Zona Leste. Hoje estamos vivendo caos social muito profundo no qual pessoas não se toleram e não se respeitam. Em razão disso foi desencadeado todo esse trabalho”, declarou a delegada Elisabete Sato, diretora do Departamento Estadual de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP), durante coletiva na sede da Secretaria da Segurança Pública (SSP), na capital.
Além do DHPP, outros órgãos da SSP, como Bombeiros, por exemplo, participaram da operação, que teve o acompanhamento do Ministério Público (MP) e a Secretaria da Fazenda.
O promotor Paulo Castilho, da Promotoria Especial Criminal (Jecrim), informou que já ofereceu denúncia à Justiça contra os torcedores presos. “Alguns vão responder por associação criminosa, lesão corporal e dano ao patrimônio”, disse. “Outros por lesão corporal, dano ao Metrô e porte de explosivo”.
Integrante da Gaviões da Fiel é preso em operação da polícia (Foto: Leonardo Lourenço / GloboEsporte.com)
A Justiça expediu 37 mandados de prisão e 32 mandados de busca e apreensão para serem cumpridos por mais de 200 policias em cem viaturas na capital, Ribeirão Pires, Taboão da Serra, Osasco, Santos, Praia Grande e Indaiatuba, todas no estado de São Paulo, e Uberaba, em Minas Gerais.
Gaviões da Fiel e Pavilhão Nove, ambas organizadas do Corinthians, e Mancha Alviverde, do Palmeiras, foram os principais alvos da operação. As duas sedes das torcidas corintianas na capital não possuem Auto de Vistoria do Corpo de Bombeiros (AVCB), segundo declarou o secretário da SSP, Alexandre de Moraes.
“O Corpo de Bombeiros constatou que elas não possuem o AVCB. Por esse motivo, a prefeitura deverá lacrar essas sedes”, disse Moraes. “As duas sedes da Mancha, tanto na capital quanto no litoral, tem o AVCB”.
Outra organizada que teve a presença da polícia foi uma ligada ao São Paulo, por suspeita de que os membros poderiam estar combinando brigas pelas redes sociais.
Dinheiro encontrado na sede da Gaviões da Fiel, em São Paulo (Foto: Reprodução/TV Globo)
O G1 não conseguiu localizar os responsáveis pela Gaviões, Pavilhão e Mancha para comentarem o assunto. A equipe de reportagem também não encontrou os advogados dos torcedores detidos ou a assessoria da prefeitura para tratar do caso.
Antes da operação, a Gaviões havia marcado protesto para esta tarde no Vale do Anhangabaú, para protestar contra a decisão da Federação Paulista de Futebol (FPF) de realizar jogos com uma única torcida nos clássicos. Outras pautas são reduzir a violência e pedira a prisão dos envolvidos na máfia da merenda no estado.
Até o início desta tarde, dezoito corintianos da Gaviões haviam sido presos preventivamente; um da Pavilhão e seis da Mancha foram detidos temporariamente. Além disso, ocorreu uma prisão em flagrante, provavelmente de um dirigente da torcida palmeirense. A prisão preventiva determina que o acusado fique detido até um eventual julgamento. A temporária pode deter uma pessoa por um tempo determinado, por exemplo, cinco dias ou mais.
Corintiano é levado preso em operação policial em São Paulo. A Polícia Civil cumpre mandados de prisão contra integrantes das torcidas organizadas Mancha Alviverde, do Palmeiras, e Gaviões da Fiel, do Corinthians (Foto: Werther Santana/Estadão Conteúdo)
Entre os detidos, há torcedores do Corinthians suspeitos de agredir uma família de palmeirenses na esquina da Avenida Doutor Arnaldo com a Rua Cardeal Arcoverde, perto do estádio do Pacamebu.
De acordo com a TV Globo, outro preso é o corintiano Helder Alves Martins, suspeito de participação na morte do boliviano Kevin Spada, em 2013. Na época, o corintiano tinha 17 anos. Os detidos na Grande São Paulo foram levados para o DHPP, no centro da capital paulista. A polícia não informou se Helder constituiu advogado para defendê-lo.
“Não é possível torcedor que se envolveu em crime na Bolívia e em Brasília e, depois, sai de um carro e se envolve em agressão em São Paulo”, disse o secretário da SSP, Alexandre de Moraes, sobre Helder. “Ou as organizadas escolhem o lado da lei e da ordem e nos auxiliam a expulsar os torcedores criminosos e prendê-los, ou elas vão optar por estar ao lado dos criminosos e vão acabar”.
A polícia também encontrou “caixões” com os nomes de Fernando Capez, presidente da Assembleia Legislativa de São Paulo; Andres Sanchez, ex-presidente do Corinthians; a Federação Paulista de Futebol e a Rede Globo.
A operação ainda apreendeu R$ 62 mil em dinheiro num cofre e uma bolsa com facas na sede da Gaviões. Os policiais apreenderam também celulares de palmeirenses com mensagens de celular via WhatsApp em que admitem ter participado de confronto antes do clássico entre Palmeiras e Corinthians, no último dia 3, no estádio do Pacaembu, na cidade de São Paulo, pelo Campeonato Paulista.
Naquela ocasião, os times jogaram e o Palmeiras venceu o Corinthians por 1 a 0. As duas equipes entraram no estádio unidas e de mãos dadas em protesto contra a violência.
No total, ocorreram quatro brigas entre corintianos e palmeirenses naquele dia, sendo três na capital e uma em Guarulhos.
Polícia apreendeu 18 barras de ferros e armas brancas com torcedores na Dutra (Foto: Marivaldo Oliveira/Código 19/Estadão Conteúdo)
Dois torcedores da Mancha foram presos no litoral de São Paulo. Eles são acusados de participar do confronto que deixou um pedestre morto em São Miguel Paulista, na Zona Leste de São Paulo.
Na sede da Mancha na capital, um torcedor foi preso acusado de participar de atos de vandalismo na Estação Brás do Metrô, antes do clássico do dia 3. Segundo a TV Globo, a polícia prendeu Cristian Araújo Benedito estava na confusão. Durante essa operação, o presidente da torcida, Nando Nigro, também foi preso. Segundo a polícia, ele tentou atrapalhar a ação policial.
Na sede da Gaviões da Fiel, os policiais apreenderam ainda documentos e computadores. A Secretaria da Fazenda está auxiliando a operação com equipes de fiscalização contábil nas sedes das torcidas para saber a origem do dinheiro, se é lícita ou ilícita.
Quando ocorreram os quatro confrontos entre torcedores rivais no dia 3, mais de 60 pessoas chegaram a ser detidas pela polícia, mas foram liberadas à época após prestarem depoimento, e também foram apreendidos pedaços de paus e ferro. Parte daqueles detidos voltou a ser presa nesta sexta, no entanto.
Antes da coletiva desta sexta, o secretário da SSP chegou a afirmar que 43 torcedores envolvidos na confusão entre as torcidas foram identificados. Segundo Moraes, os torcedores seriam encaminhados para a FPF para que fossem banidos dos estádios.
1ª briga: perto da CPTM
Segundo a SSP, a vítima morta no dia 3 de abril chama-se José Sinval Batista de Carvalho, tinha 53 anos, e havia nascido na cidade de Paripiranga, na Bahia. O crime ocorreu quando cerca de 50 torcedores do Corinthians e do Palmeiras se encontraram em frente à estação São Miguel Paulista da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM), na Praça Padre Aleixo Monteiro Mafra.
Durante a confusão, houve um disparo de arma de fogo, que atingiu Carvalho no coração. A vítima não resistiu aos ferimentos. Segundo a polícia, o homem passava pela região e não fazia parte de nenhuma torcida.
Três suspeitos chegaram a ser detidos, mas depois foram liberados naquela oportunidade. O DHPP informou que ainda não identificou o suspeito de ter atirado em Carvalho.
2ª briga: perto do Pacaembu
Ainda no dia 3 de abril, a polícia também havia prendido 32 suspeitos da confusão entre torcedores da Mancha e da Gaviões perto do Pacaembu, na Zona Oeste de São Paulo. Os detidos tinham sido liberados após assinatura de termo circunstanciado. Naquele dia, três torcedores do Palmeiras foram espancados após o jogo.
A briga aconteceu na Avenida Doutor Arnaldo, perto da Rua Cardeal Arcoverde. De acordo com a PM, torcedores do Palmeiras caminhavam pela via quando foram abordados pelo grupo corintiano, que estava em um caminhão com instrumentos musicais e bandeiras da organizada.
Três feridos foram levados ao pronto-socorro do Hospital das Clínicas. Duas vítimas foram liberadas e outra seguia internada. De acordo com a PM, ela estava em estado grave.
3ª briga: em Guarulhos
Antes do jogo do dia 3 de abril, a Guarda Civil de Guarulhos, na Grande São Paulo, chegou a prender 25 torcedores do Corinthians e do Palmeiras durante uma briga. Com os suspeitos foram apreendidos fogos de artifício e barras de ferro.
A confusão ocorreu na Rua Doutor Washington Luís, no bairro Jardim Santa Francisca. Torcedores também usavam fogos de artifício como arma. Os suspeitos foram levados ao 1º Distrito Policial (DP) de Guarulhos. Dois deles tiveram de ser encaminhados para um hospital da região por causa de ferimentos. Eles estavam conscientes e foram internados por precaução. Todos foram liberados
4ª briga: Estação Brás do Metrô
Torcedores da Mancha e da Gaviões também se encontraram na estação Brás do Metrô e entraram em confronto no dia 3 de abril.
Torcedor ferido em briga em Guarulhos (Foto: Reprodução/Arquivo Pessoal)
Entre as estações de trem e do Metrô, os torcedores soltaram rojões (assista ao vídeo abaixo). A Polícia Militar (PM) foi acionada para dar apoio aos funcionários do Metrô e da CPTM. Policiais militares entraram na estação Brás para interromper o tumulto. Os torcedores fugiram.
O Metrô informou em nota, no dia 7 de abril, que o prejuízo com a briga entre torcedores do Palmeiras e Corinthians na estação Brás é de R$ 19 mil. Foram destruídos vidros, janelas e bancos de um trem, além dos estragos em material de reposição e de limpeza da estação.
O Metrô informou que deve acionar a Justiça após a identificação dos responsáveis.
Esse foi o primeiro encontro entre as torcidas após o presidente da Gaviões, Rodrigo de Azevedo Lopes Fonseca, conhecido como Diguinho, e o primeiro-secretário, Cristiano de Morais Souza, o Cris, serem agredidos pelas costas com barras de ferro no dia 2 de abril por pelo menos três pessoas. No dia 1º de abril, um suspeito foi preso. O detido é integrante da Mancha.
Por G1 globo esporte
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Eduardo Braga diz que impeachment é político e defende Dilma.
Foto: O Globo-Ministro do PMDB diz que o partido no Senado ainda não fechou questão sobre o tema
O ministro de Minas e Energia, Eduardo Braga, indicado pela bancada do PMDB no Senado, disse nesta terça-feira que não é recomendável o processo de impedimento de um presidente da República por razões políticas, sem a existência de um crime. Ele ainda anunciou que sua suplente na cadeira do Senado pelo Amazonas, a sua esposa Sandra Braga, votará contra o impeachment, se o processo avançar, defendendo a presidente Dilma Rousseff.
— Minha história política é de coerência. Estou fiel ao compromisso que assumi com o país quanto cheguei ao ministério, em um momento crítico para o setor elétrico. Minha questão é muito maior que a questão partidária — disse Braga, em entrevista coletiva nesta sexta-feira.
Para Braga, um processo de impeachment político é ruim para o país, ainda mais por ser o segundo processo em 31 anos de retomada da democracia – referindo-se ao impedimento do ex-presidente Fernando Collor. Ele reconheceu, porém, que o desafio atual que se apresenta no país exige alguns “remédios amargos”.
— O sistema político brasileiro está em xeque — reconheceu.
Segundo ele, o PMDB no Senado ainda não fechou questão em relação a como votará sobre o impeachment, se o processo for aprovado pela Câmara dos Deputados neste domingo. A maior parte dos deputados do PMDB devem votar contra Dilma e expoentes do partido no Senado, como o atual presidente do partido, Romero Jucá, vêm atuando em favor do impeachment.
Braga lembrou hoje, porém, que, em sua origem, o PMDB era uma frente ampla em que “sempre se admitiu divergências”. Para ele, as questões do ministério neste momento se impõem.
— Seja qual for o resultado de domingo, na segunda-feira as coisas vão continuar funcionando e teremos um longo período a caminhar — disse Braga, em coletiva que foi uma espécie de balanço do seu período de um ano e quatro meses à frente da Pasta, como indicado do PMDB do Senado.
O senador licenciado pelo Amazonas disse que o ambiente apropriado para a eventual decisão do Congresso pela retirada da presidente seria a criação de uma Constituinte exclusiva para deliberar sobre uma emenda. Ele lembrou, porém, que Dilma fez proposta similar em 2013, que foi rejeitada pelos parlamentares.
Braga não quis comentar a avaliação do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que avalia processo já deliberado pelo Tribunal Regional Eleitoral do Amazonas (TRE-AM), que poderá vir a alterar o resultado das últimas eleições para governador, em que Braga foi derrotado. O processo poderá alçá-lo ao governo do estado.
— O governo do Amazonas não depende da minha vontade, mas de o TSE avaliar a decisão do TRE. O que posso dizer é que tenho dever de gratidão e compromisso com o meu estado — disse Braga.
Por O Globo
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Silvio Santos veta cobertura da votação do impeachment.
Departamento de jornalismo da emissora já planejava programação especial para o dia
Foto: Divulgação-Rio – O SBT não irá cobrir a votação do impeachment da presidente Dilma neste domingo. A decisão foi anunciada para a equipe na última segunda-feira e, segundo a assessoria de comunicação da emissora, foi tomada pela diretoria do SBT, diretamente subordinada a Silvio Santos.
A programação seguirá normal, com uma breve interrupção apenas para o anúncio do resultado da votação. No entanto, o programa “Conexão Repórter”, com Roberto Cabrini, será ao vivo e dará um informativo mais completo.
Segundo o colunista José Armando Vannucci, Silvio Santos quer dar uma alternativa ao público de consumir entretenimento em vez de jornalismo.
Por: O Dia
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Michel Temer é rejeitado por 61% dos eleitores, diz pesquisa
Pesquisa divulgada nesta quinta-feira (14/4), pelo instituto Vox Populi e pela Central Única dos Trabalhadores (CUT), mostra que o vice-presidente, Michel Temer (PMDB), que pode assumir a Presidência em caso de impeachment de Dilma Rousseff, é rejeitado por 61% dos eleitores entrevistados.
A avaliação positiva de Michel Temer caiu, entre dezembro de 2015 e abril de 2016, de 12% para 5%. A rejeição do peemedebista é similar a de Dilma Rousseff – que, segundo o instituto, está em 65%.
39% dos entrevistados consideram que o rompimento de Michel Temer e do PMDB com o governo de Dilma Rousseff é uma traição.
Impeachment
Os dados da pesquisa mostram que 57% dos entrevistados são favoráveis ao processo de impeachment de Dilma Rousseff. No entanto, 58% acreditam que o afastamento da presidente não é a solução para os problemas econômicos e políticos do país.
O governo Dilma é avaliado negativamente por 65% dos ouvidos na pesquisa. Para 23%, a gestão da presidente é regular; e 11% consideram o governo positivo. O resultado demonstrou uma queda na avaliação negativa do governo e aumento na avaliação positiva. Em dezembro, o desempenho do governo era considerado negativo para 69% dos entrevistados e apenas 5% o consideravam positivo.
A pesquisa foi realizada entre os dias 9 e 12 de abril e ouviu 2 mil pessoas, maiores de 16 anos, em 118 municípios de 25 estados brasileiros e do Distrito Federal, de áreas urbanas e rurais, de todos os segmentos socieconômicos e demográficos. A margem de erro do levantamento é de 2,2%.
Com informações da Agência Brasil
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