Veja como os paraenses votaram no processo do impeachment

Foram 10 votos a favor, enquanto que seis deputados votaram contra o processo de impedimento de Dilma e um se absteve

A sessão que aprecia a admissibilidade do impeachment da presidente Dilma Rousseff acontece na Câmara dos Deputados, em Brasília (DF), com a presença de 511 votantes. A bancada paraense pe composta por 17 parlamentares, que somaram 10 votos a favor, seis contra o impeachment e uma abstenção. Veja o discurso de cada um deles abaixo!
SIM

Arnaldo Jordy (PPS)
Pelos trabalhadores brasileiros, pelo povo do Pará, pelos meus filhos, pela Constituição Brasileira, Contra Dilma e contra Cunha, meu voto é sim

Delegado Éder Mauro (PSD)
Em nome do meu filho Éder Mauro Filho, de quatro anos, e do Rogério, que junto com minha esposa, formamos uma família do Brasil, que tanto esses bandidos querem destruir, com proposta de que criança mude de sexo e aprenda sexo na escola com seis anos de idade e em nome do povo do Pará, em voto sim

Francisco Chapadinha (PTN)
Pelo Pará e pelo Brasil, sim!

Hélio Leite (DEM)
Com a proteção de Deus, em respeito à minha família, em respeito aos meus amigos, em respeito à minha amada Castanhal, ao estado do Pará e ao Brasil, meu voto é sim

Joaquim Passarinho (PSD)
Pedindo as bençãos de Nossa Senhora de Nazaré, pelo meu estado do Pará, pela minha família, pela minha honra, pelas minhas duas filhas, Sim!

José Priante (PMDB)
O sentimento majoritário que preside cada brasileiro que acompanha esta sessão histórica, que se realiza hoje aqui na Câmara dos Deputados, é o sentimento da esperança. Eu voto sim

José Bengston (PTB)
Por minha família, pela família Quadrangular e Evangélica de todo Brasil, eu voto sim

Julia Marinho (PSC)
Em respeito à minha família, pelo povo brasileiro e do meu querido Pará e em consideração e respeito à nação evangélica, o meu voto é sim

Nilson Pinto (PSDB)
Em respeito à minha mulher, meus filhos e meus netos. Em respeito pelo povo do Pará e por um futuro melhor pro Brasil, eu voto Sim

Wladimir Costa (Solidariedade)
Um colega nosso da Câmara falou que, se nós cassarmos a presidente Dilma hoje, ele vai se mudar do Brasil. Eu já comprei a passagem dele sem volta. Sai daqui porque nós vamos cassar em nome do Pará. Nós votamos sim e quem vota sim coloca a mão pra cima
NÃO

Beto Faro (PT)
Em defesa da nossa democracia, em defesa da constituição e do povo pobre do Brasil, que teve no governo do Lula e da presidenta Dilma a esperança e investimentos, meu voto é não

Edmílson Rodrigues (PSol)
Um rotundo ‘não’ com a moral de ser um partido PSol, que faz oposição, mas uma oposição de esquerda, programática e socialista ao governo e não conive com golpe

Elcione Barbalho (PMDB)
Pela Constitução, eu voto não

Lucio Vale (PR)
Penso que as acusações são inválidas e penso também que este processo de impeachment é equivocado. Por isso, voto contra o Impeachment

Simone Morgado (PMDB)
Pela defesa da democracia e por considerar que a Dilma não cometeu nenhum crime, diferente de tantos outros que envergonham esta casa, digo não ao impeachment

Zé Geraldo (PT)
Haja coração para aguentar tanta hipocrisia. Pela democracia e pelo desenvolvimento do Brasil, contra os facistas, oportunistas e picaretas… Sou contra esse golpe moderno que querem atingir a presidenta Dilma. Bando de covardes!
ABSTENÇÃO

Beto Salame (PP)
Todos do Pará sabem da minha lealdade e da minha posição contrária ao Impeachment, no entanto, em respeito à posição do PP, eu me abstenho
Por ORM NEWS
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STF recebe mais um pedido de impeachment contra Temer.

(Foto Divulgação)-O Supremo Tribunal Federal (STF) recebeu mais um pedido de abertura de processo de impeachment contra o vice-presidente Michel Temer. O novo pedido foi protocolado ontem (16) pelo deputado federal Reginaldo Lopes (PT-MG). O parlamentar alega que o processo de impeachment contra a presidenta Dilma Rousseff deve ser analisado ao mesmo tempo que um processo contra Temer. Lopes aguarda que a liminar seja concedida ainda hoje, antes da votação sobre o processo contra Dilma.

“O governo da nação pode sair das mãos de quem foi democraticamente eleito pelo povo, indo para as mãos de uma pessoa que está sendo acusada de ter cometido exatamente os mesmos crimes. Não pode haver, em nenhuma situação possível e imaginável, risco maior para o povo brasileiro”, afirmou o deputado.

O mandado de segurança protocolado por Reginaldo Lopes é relatado pelo ministro Marco Aurélio. No dia 5 de abril, o ministro determinou que o presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), aceitasse pedido de abertura de processo de impeachment contra o vice-presidente Michel Temer.

O pedido foi protocolado pelo advogado Mariel Marley Marra, de Minas Gerais. De acordo com o advogado, há indícios de que o vice-presidente cometeu crimes de responsabilidade. O advogado tinha feito o mesmo pedido à Mesa da Câmara dos Deputados, mas a abertura foi rejeitada pelo presidente da Casa, Eduardo Cunha (PMDB-RJ). Na semana passada, sete dos 25 partidos com representação na Câmara dos Deputados indicaram nomes para compor a comissão especial que vai analisar o pedido de impeachment de Temer.

Após a decisão de ministro, a Mesa da Câmara dos Deputados recorreu à Corte e alegou que Temer não pode responder por crime de responsabilidade, porque sempre assumiu a Presidência da República eventualmente, na ausência da presidenta. Na semana passada, a Câmara apresentou primeiro recurso contra decisão do ministro.

Os advogados da Câmara também argumentam que o vice-presidente não pode ser responsabilizado pelos decretos que assinou sobre abertura de créditos suplementares. Segundo eles, Temer apenas deu continuidade às “iniciativas da presidente”.
Por: Agência Brasil
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Jean Wyllys cospe em Bolsonaro durante sessão do impeachment.

Foto: Divulgação-O deputado Jean Wyllys (PSOL-RJ) cuspiu na cara do deputado Jair Bolsonaro (PSC-RJ) durante a sessão de votação da admissibilidade do impeachment da presidenta Dilma Rousseff. De acordo com o próprio Wyllys, ele foi insultado por Bolsonaro e respondeu com a cusparada no deputado.

“Na hora em que fui votar, esse canalha decidiu me insultar na saída e tentar agarrar meu braço. Ou foi alguém que estava perto dele. Quando ouvi o insulto, devolvi com um cuspe na cara dele, que é o que ele merece”, destacou o deputado do PSOL.

Wyllys disse não ter medo de sofrer processo por quebra de decoro parlamentar e reafirmou que cuspiria em Bolsonaro novamente. “Não temo enfrentar processo. Processo tem de enfrentar quem é machista, quem é racista, quem promove a violência, quem defende a memória de Brilhante Ustra – um torturador –, quem defende a tortura nesse país. Isso deveria escandalizar vocês, não o cuspe na cara de um canalha”, afirmou.

Bolsonaro atribui a atitude de Wyllys à referência feita por ele ao coronel Brilhante Ustra para justificar seu voto favorável ao impeachment momentos antes do episódio.

“O que falei, ele não gostou. Não falei para ele. Defendi o coronel Carlos Alberto Brilhante Ustra, segundo Dilma Rousseff um torturador. Falei em memória dele. Falei algumas outras coisas. Quando ele saiu, tinha muita gente gritando para ele, que resolveu escolher um alvo. Deu uma cusparada em cima de mim. Estou com um cheiro horrível agora”, ironizou.

Bolsonaro negou que a cusparada tenha atingido sua face. Disse que se abaixou e conseguiu desviar na hora. De acordo com o deputado, a maior parte do cuspe pegou no deputado Luís Carlos Heinze (PP-RS), que estava atrás dele na hora. Bolsonaro não disse se pretende processar o colega no Conselho de Ética da Câmara.
Por: Agência Brasil
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Deputado dos confetes, Wlad foi o que mais faltou na Câmara.

Foto: Reprodução-O atual cenário político brasileiro está longe de merecer um “parabéns”. Mas durante a maratona de votação do impeachment da presidente Dilma Rousseff na Câmara dos Deputados, um parlamentar decidiu levar um rojão de confetes e se tornou um verdadeiro hit nas redes sociais.

Na madrugada de sábado, o deputado Wladimir Costa (Solidariedade/PA) subiu na tribuna da casa e fez um discurso inflamado a favor do impedimento de Dilma, com direito à bandeira do Pará nas costas, como uma verdadeira capa. Em suas palavras, o governo do PT vem dando “um tiro de morte” no coração do povo brasileiro. Neste momento, brotou de suas mãos a inusitada chuva de papel picado. Confira:

Como se não fosse suficiente, Wlad, como é conhecido popularmente, voltou à cena neste domingo, dia decisivo da votação, e fez uma nova performance ao lado do líder de seu partido, o deputado Paulinho da Força (SD/SP).

Em seu quarto mandato na Câmara, Wladimir saiu do PMDB em 2013, quando ingressou no Solidariedade. Em 2015, obteve uma conquista importante em sua trajetória: foi o parlamentar mais faltoso das sessões plenárias. De um total de 125 sessões, Wlad não esteve presente em “apenas” 105. Ou seja, participou apenas de 20. Do total de faltas, 93 foram justificadas por sua assessoria com atestados médicos relacionados a intervenções cirúrgicas em sua coluna vertebral. Outras 12 ausências não tiveram justificativa oficial.

Em 2011, ainda no PMDB, o parlamentar paraense liderou um ranking mais apurado: foi o campeão de faltas sem justificativa (29 de um total de 48). Em tempo: em janeiro, Wladimir teve seus bens bloqueados pela Justiça do Pará. Ao lado de seu assessor Ildefonso Augusto Lima Paes, e do servidor da Secretaria de Estado de Esporte e Lazer (Seel), Emersom Gleyber Leal de Souza, o deputado é acusado de liderar um esquema de desvio de recursos a partir de um convênio fechado entre uma ONG do deputado e a Seel.

E, neste domingo, Wladimir fez uso pela terceira vez de seu foguete de confetes, ao declarar seu voto favorável ao impeachment, ainda conclamando seus pares a colocarem a mão para o alto em sinal de apoio ao “sim”.
ORMNEWS
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TIM muda marca e logo para fortalecer ligação entre cliente e operadora

A operadora TIM está de cara nova no mercado. A empresa continua com o mesmo catálogo de serviços e a qualidade que você já conhecia ou precisa conhecer, mas agora iniciou um reposicionamento que tem como destaque a alteração do tradicional logo.

Como lema dessa mudança, a TIM escolheu a frase “Evoluir é fazer diferente”. O objetivo da operadora é manter características como pioneirismo, coragem e transparência, mas com foco ainda maior na qualidade e em uma experiência aprimorada do usuário.

“Fazemos diferente ao encarar o mercado e o ambiente de uma nova forma, nos ajustando ao comportamento do consumidor de telecomunicações no Brasil. Agora, nosso foco é redefinir a relação entre clientes e operadoras, com menos promessas e mais fatos”, ressalta o presidente da TIM Brasil, Rodrigo Abreu.
A base

“Para o consumidor, todas as operadoras são parecidas. Mas a TIM não nasceu para ser igual”, destaca o presidente. Para confirmar isso, a transformação da marca faz parte de uma jornada trabalhada pela operadora com três pilares: inovação, qualidade e experiência do usuário.

TIM

Inovar é prioridade em um mercado tão dinâmico e vasto, e a TIM pretende oferecer novos planos, ofertas, parcerias e tecnologias. Já líder na cobertura do 4G, ela promete manter a qualidade em todos os setores e ampliar investimentos em infraestrutura, estando pronta para o presente e o futuro.

Bastante exigida pelo público, uma experiência do usuário satisfatória significa uma nova relação com o consumidor, para que todos tenham atendimento, serviços e relacionamento com a empresa de forma ideal.

E a história da TIM com o Brasil já é longa e cheia de grandes momentos: ela liderou vários movimentos do mercado, como a cobrança por chamada, o fim da tarifa diferenciada em ligações de longa distância e para outras operadoras, a taxa fixa diária ou mensal de internet móvel e o foco nos investimentos do 4G.
A nova cara

O logo escolhido para ser o símbolo dessa nova fase da TIM representa bem essa ideia de evolução com manutenção das raízes. Mantendo as cores azul e vermelha, que se tornaram parte da identidade da maca, o desenho apresenta um visual simples e moderno, formando um “T” no espaço entre as linhas horizontais. A ideia é ter uma identidade mais digital, representando evolução e as linhas de comunicação da web.

Comparação entre o novo logo (acima) e a anterior (abaixo)

O projeto é colaboração da operadora com a Interbrand e foi encomendado pela Telecom Italia, que unificou a marca no início de 2016 e agora usa o nome TIM para todas as operações. Segundo Abreu, ser protagonista na indústria é uma responsabilidade desafiadora e repleta de exigências, mas a marca está pronta. “A TIM quer entregar sempre mais valor para os seus clientes e essa mudança de marca e posicionamento representa a evolução do nosso compromisso”, conclui o presidente.

A campanha é dividida em duas etapas. A primeira manteve o mistério da novidade a partir de hashtags como “#fazerdiferente” e inserindo teasers em várias mídias. Em São Paulo, Rio de Janeiro e outras cidades, estruturas com o novo logo foram instaladas com carregadores de bateria de celular, Wi-Fi e bancos, transformando o símbolo da TIM em espaço de convivência.

A segunda fase, a partir de 15 de abril, começou no evento TIMx com palestras e depoimentos. Durante o evento, houve a transmissão de trechos no Periscope, onde foi revelado ao público em geral o novo logo e assinatura da marca.

Por tecmundo.com.br
Igor Pankiewicz
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Governo admite derrota na Câmara, mas diz que pode reverter situação no Senado

Brasília – Deputado José Guimarães (PT/CE)fala durante discussão do processo de impeachment da presidenta Dilma Rousseff, no plenário da Câmara (Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil)

Derrota é provisória, e situação pode ser revertida, diz José Guimarães

O líder do governo na Câmara dos Deputados, José Guimarães (PT-CE), acaba de admitir a derrota do governo na votação da admissibilidade do processo de impeachment da presidenta Dilma Rousseff. Segundo Guimarães, a derrota é “provisória”, e o governo tem ainda a chance de reverter a situação no Senado com a ajuda das ruas.

“Perdemos porque os golpistas foram mais fortes. Reconhecemos a derrota, mas de cabeça erguida. Estamos firmes, e este país vai se levantar contra esses golpistas que não têm voto, e muito menos condições de governar o país”, disse o líder do governo.

Guimarães adiantou que a estratégia dos governistas será, em um primeiro momento, concentrar esforços no Senado, e, com a ajuda do ministro-chefe da Advocacia-Geral da União, José Eduardo Cardozo, acionar também o Judiciário.

“Os golpistas venceram aqui na Câmara, mas a luta continua nas ruas e no senado, que pode corrigir essa ação dos golpistas que foram capitaneados por aqueles que não têm autoridade moral para falar em ética”, afirmou Guimarães. Para o deputado, reconhecer essa derrota provisória não significa dizer que a luta terminou. “A guerra não terminou. Vamos agora discutir o mérito no Senado Federal.”

“Nossas expectativas são de que o país se levante e continue a lutar. Não somos de recuar, ou nos abater por esta derrota momentânea. As ruas estão conosco e temos condições de virar o jogo no Senado. O mundo inteiro começa a se mobilizar. Não é possível aprovar impedimento de uma presidenta que não cometeu nenhuma ilegalidade. É um desrespeito a 54 milhões de pessoas que votaram na presidenta. A luta está apenas começando. A guerra será lenta, gradual, segura e prolongada, até porque o vice-presidente [Michel] Temer não reúne a menor condição de comandar o país”, afirmou o líder.

Guimarães acrescentou que, assim que o processo for concluído, vai se encontrar com a presidenta “para dar um abraço nessa mulher valente que é a presidenta Dilma”.
Por Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil
Edição: Nádia Franco

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PT e ministros defendem que Dilma reduza mandato e lance ‘diretas já’

O diretório do PT deve discutir na terça-feira (19) que Dilma Rousseff envie ao Congresso Nacional proposta de redução de seu próprio mandato e de convocação de eleições presidenciais ainda neste ano, junto das eleições municipais do país.

A ideia é que a presidente anuncie que abre mão de dois anos de mandato mesmo que chegue a ser inocentada de crimes de responsabilidade pelo Senado, que julgará se a petista é ou não inocente e se deve ser afastada em definitivo do cargo, consumando o impeachment.

No mesmo projeto, Dilma estabeleceria que, assim como ela ficou seis anos na Presidência, o sucessor, escolhido pelo voto direto, teria mandato de seis anos, sem reeleição.

Há pequenas variações em torno do tema. Alguns dirigentes do PT, por exemplo, acreditam que Dilma não deve incluir na proposta de eleições a sugestão de novo período para o mandato presidencial nem o fim da reeleição.

Outros têm dúvidas sobre a conveniência de a própria presidente figurar oficialmente como autora da proposta ou se o melhor seria ela apenas encaminhar a sugestão do partido, que seria assinada também por outras legendas.

A ideia de redução do mandato de Dilma e da convocação de “diretas já”, se aprovada no PT, pode ser levada oficialmente à presidente nos próximos dias.

A proposta conta com apoio entusiasmado de parlamentares do partido e até mesmo de ministros. Outras legendas já foram informadas e podem aderir a ela.

O discurso será o de que Dilma busca uma solução para a grave crise política que o Brasil atravessa, mas que não será resolvida por um presidente, Michel Temer, que não teria legitimidade por chegar ao poder por meio de um “golpe”, segundo os que defendem a tese, e de forma indireta.

Um presidente eleito diretamente teria legitimidade e maior apoio para comandar o país em situação tão delicada, defendem. Ao mesmo tempo, acreditam, a população não seria “excluída” da solução do problema, como ocorreria no impeachment.

“Quem foi às ruas contra o governo queria Temer na presidência e Eduardo Cunha como seu vice? O Temer não tem legitimidade. Ele se aproveitou de manifestações populares para assaltar o poder”, diz o senador Lindberg Farias (PT-RJ). “Ele tem 60% de rejeição e só 1% de votos. Se esse golpe contra a Dilma se confirmar, não tenho dúvida de que ele cai em seis meses, pela pressão da população por ‘diretas já’.”

Ele diz que já discutiu a ideia com alguns senadores do PT e que os parlamentares deram apoio a ela. Afirma também que já conversou com senadores do PDT e do PSB, por exemplo, e que um projeto de diretas teria o apoio de integrantes de outros partidos.

A proposta também já é discutida na Câmara. O deputado Wadih Damous (PT-RJ) afirma que “as ‘diretas já’ são única solução para a crise que será agravada se vingar esse golpe contra a presidente”.

O deputado Alessandro Molon, da Rede, afirma que seguramente o partido “estaria aberto a discutir a conveniência da proposta, pois já vinha defendendo a realização de eleições”.
Por folha.uol.com.br
Mônica Bergamo – Colunistas
Caco Barcellos
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Políticos repercutem na internet aprovação do impeachment na Câmara

Diversos políticos repercutiram a aprovação do impeachment da presidente Dilma Rousseff na Câmara dos Deputados.

Os parlamentares usaram as redes sociais para comentar a sessão que mobilizou o país neste domingo.

Confira, abaixo, os principais relatos dos políticos brasileiros após a votação.

“A Câmara dos Deputados acaba de aprovar a admissibilidade do processo de impeachment da presidente da República. É um momento grave e um passo importante para o Brasil superar suas dificuldades. Essa vitória é, em primeiro lugar, do povo brasileiro, de todos os que foram às ruas para colocar limites em um governo que perdeu todos os limites. E também é uma vitória da democracia. Porque o impeachment está previsto na nossa Constituição exatamente para que o povo possa se defender dos governos que não respeitam a lei. Teremos dias difíceis pela frente, mas ao nosso lado está a Constituição e a solidez das nossas instituições. A luta ainda não acabou. É preciso manter a mobilização nas ruas e no Congresso. O pedido de impeachment agora chega ao Senado, e mais uma vez a força dos brasileiros haverá de fazer a diferença. Vamos dar ao Brasil uma nova chance! Pelo impeachment constitucional da presidente da República e por um Brasil diferente, honrado e decente!” – Aécio Neves

“Os parlamentares comunistas foram incansáveis em sua trajetória até aqui. Meus colegas Jean, Glauber e bancada do PT, vocês também marcaram a História. A luta só começou. #NãoPassarão” – Jandira Feghali

“Deputados ouviram a sociedade. Foi apenas um primeiro passo, mas de imenso significado para encerrar a crise política, recuperar a economia e gerar empregos.” Geraldo Alckmin

“Acabou pro PT! Parabéns ao povo brasileiro! Agora é no Senado! #ForaDilma #ImpeachmentJá” – Paulinho da Força

“Digo e repito: a história jamais dirá que eu fui golpista e que compactuei com essa farsa conduzida por canalhas!” – Jean Wyllys

“Eu Voto Sim! Tchau PT Partido das Trevas!” – Marco Feliciano

Por Notícias ao Minuto –

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Temer sorri ao acompanhar votação do impeachment pela TV

O vice-presidente Michel Temer acompanha com satisfação o andamento da votação do impeachment na Câmara.

As fotos abaixo foram tiradas há pouco por aliados que o visitaram no Palácio do Jaburu.

Aliados cotados para integrar o chamado núcleo duro de seu governo acompanham a votação ao lado de Michel Temer.

Estão com o peemedebista, Eliseu Padilha, ex-ministro da Aviação Civil que deixou o governo assim que o impeachment foi aberto; Henrique Alves, que se demitiu do Ministério do Turismo quando o PMDB rompeu com o governo; o presidente do partido, senador Romero Jucá; além de Rodrigo Rocha Loures, braço direito do vice na articulação com o Congresso.

Por painel.blogfolha.uol.com.br

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Câmara diz sim ao impeachment de Dilma; pedido vai agora ao Senado

O pedido de impeachment da presidente Dilma Rousseff (PT) acaba de obter a quantidade mínima necessária de votos para sua aprovação. A aprovação, contudo, não afasta Dilma imediatamente da Presidência da República. Isso só pode ocorrer após a análise do Senado. Para ser aprovado na Câmara, o processo dependia do voto de no mínimo 342 dos 513 deputados, ou dois terços do total.

Na história política brasileira, é a segunda vez que o processo de impedimento de um presidente da República recebe o aval da Câmara dos Deputados. A primeira foi em 29 de setembro de 1992, quando o então presidente Fernando Collor de Mello, do PRN, teve seu pedido de afastamento acolhido com o voto de 441 deputados (outros 38 votaram contra, um se absteve e 23 não compareceram à sessão).

A sessão deste domingo (17) começou com confusão –os parlamentares contra o impeachment reclamaram ao presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), que havia colegas se manifestando a favor do impedimento atrás da mesa da Casa. Houve gritaria e empurra-empurra. Após as orientações de voto das lideranças dos partidos, a votação começou por volta das 17h45.

O primeiro deputado a votar foi Washington Reis (PMDB-RJ), que estava de cadeira de rodas e, por questões de saúde, passou na frente da bancada do Estado de Roraima.  Ele votou sim, pelo impeachment.
Próximos passos

O Senado deve começar ainda neste mês a apreciar a denúncia apresentada contra Dilma. Em linhas gerais, os senadores votarão primeiro para dizer se concordam ou não com a instauração do processo. Para avançar, o impeachment precisará do voto da maioria, isto é, de pelo menos 41 dos 81 senadores.

Se o processo for de fato aberto, a presidente se afastará do cargo por um período de seis meses (180 dias). Terá início, então, a discussão e análise da denúncia, com apresentações da acusação e da defesa, sob o comando do presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), Ricardo Lewandowski.

Esse processo culminará com o julgamento final dos senadores, em votação nominal e aberta no plenário: Dilma será afastada definitivamente da Presidência da República se dois terços do Senado (54 dos 81 senadores) julgarem que ela cometeu crime. Nesse caso, o vice-presidente da República, Michel Temer (PMDB), assume, com a missão de cumprir o mandato restante até o fim, no dia 31 de dezembro de 2018.
Oferta de cargos e abandono da base

Desde que o processo de impeachment foi aceito pelo presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), o governo iniciou uma corrida contra o tempo em busca de negociar com os partidos da base aliada, prometendo cargos e outros benefícios políticos em troca do apoio na votação. Num processo chamado de “repactuação” pela base do governo e de “balcão de negócios” pela oposição, as mudanças no segundo escalão do governo em busca de votos para brecar o impeachment envolveram a negociação de cargos que poderiam movimentar até R$ 38 bilhões em recursos do Orçamento deste ano. Este processo se acelerou após rompimento oficial do PMDB com Dilma no final de março e às vésperas da votação do afastamento da petista pelo plenário da Câmara.

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva improvisou um “gabinete de crise” no hotel onde se hospedava em Brasília. Segundo relatos de pessoas que participaram das conversas na suíte, Lula recebeu ministros e dirigentes de partidos, além de deputados e senadores da base de sustentação do governo no Congresso. As negociações não evitaram, no entanto, o “efeito manada” que levou PP, PRB, PSD e PTB a seguirem o PMDB no desembarque da base governista. Em meio a essas negociações, especulações e levantamentos sobre a quantidade de votos de cada lado mudavam todo dia.

Às vésperas do final de semana decisivo para o processo na Câmara, um  pronunciamento que Temer faria à nação após a aprovação do pedido vazou. No áudio de 15 minutos, ele disse que, “aconteça o que acontecer”, é preciso se construir um governo de “salvação nacional” e alertou que haverá “sacrifícios” para retomar o crescimento. O vice-presidente afirma que o vazamento foi acidental, e Dilma disse em discurso que Temer é o “chefe conspirador” contra o governo, e Eduardo Cunha é o “vice-chefe”.

Os últimos dias que antecederam a votação foram marcados ainda por um guerra dos placares entre governo e oposição, na qual cada grupo divulgava haver conquistado votos suficientes para conquistar a vitória na votação, e o resultado se tornou imprevisível.
Acusação e defesa

Dilma é acusada de cometer crime de responsabilidade, previsto na Lei do Impeachment (lei 1.079/1950), ao autorizar supostas manobras contábeis chamadas de pedaladas fiscais. Elas se caracterizam pela prática do Tesouro Nacional de atrasar intencionalmente o repasse de dinheiro para bancos (públicos e privados) e autarquias (por exemplo, o INSS) a fim de melhorar artificialmente as contas federais.

Segundo os autores originais do pedido de impeachment da presidente, os juristas Hélio Bicudo, Miguel Reale Jr. e a advogada Janaina Paschoal, as “pedaladas fiscais” teriam sido praticadas em 2014 e reeditadas em 2015, já no segundo mandato de Dilma. Os juristas também apontam crime de responsabilidade da presidente na edição de seis decretos autorizando despesas extras num total de cerca de R$ 2,5 bilhões, em 27 de julho e 20 de agosto de 2015, sem a autorização devida do Congresso Nacional.

A defesa da presidente, apresentada pelo advogado-geral da União, José Eduardo Cardozo, nega a existência de crime de responsabilidade e, por isso, diz que o pedido de impeachment é golpe. Segundo a defesa, o atraso no repasse de dinheiro a bancos, por exemplo, é prática comum em todas as esferas do Poder Executivo e não é grave a ponto de interromper o mandato de um presidente eleito democraticamente. O governo argumenta também que as contas relativas a 2015 ainda não foram nem sequer avaliadas pelos órgãos de controle e, portanto, não pode haver crime antecipado.
Trâmites do processo

O pedido de impeachment que tramita no Congresso, baseado na denúncia de que “houve uma maquiagem deliberadamente orientada a passar para a nação (e também aos investidores internacionais) a sensação de que o Brasil estaria economicamente saudável”, como escrevem seus autores, foi acolhido pelo presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), no dia 2 de dezembro do ano passado. Foi recebido pelo governo como ato de revanche de Cunha, em reação à abertura de processo de cassação do mandato do deputado no Conselho de Ética da Câmara. O peemedebista nega e diz que o governo recorreu a esse discurso como “desculpa para se safar, ir contra o que a maioria da população deseja”.

O rito do impeachment (norma que a tramitação deve obrigatoriamente seguir no Congresso) foi motivo de embate entre Poderes da República, Legislativo e Judiciário, com a decisão final do STF de intervir e cancelar o caminho inicialmente prescrito por Eduardo Cunha na Câmara.

A denúncia contra Dilma chegou neste domingo ao plenário da Câmara após obedecer às etapas determinadas pelo STF e ser aprovada pela comissão especial que analisou a matéria, por 38 votos a favor e 27 contra, na última segunda-feira (11).
Por noticias.uol.com.br
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