Mais de 1 mil estudantes desejam realizar estágio no Hospital Regional de Santarém

Estudantes da UEPA assistem palestra no Hospital Regional
Estudantes da UEPA assistem palestra no Hospital Regional

Anualmente, o Hospital Regional do Baixo Amazonas (HRBA) realiza ciclos de palestras para os acadêmicos que desejam realizar estágio obrigatório na unidade. E, em 2016, o hospital já atendeu 1.004 estudantes, de cinco instituições de ensino superior de Santarém. Ao todo, seis integrações acadêmicas foram realizadas. A última aconteceu na quarta-feira, 13/04, na Universidade do Estado do Pará (Uepa).

A acadêmica de Enfermagem das Faculdades Integradas do Tapajós (FIT), Pâmela Corrêa, diz que escolheu estagiar no HRBA “por ser um hospital bem qualificado, totalmente diferente, e por ser ONA 3. As pessoas são qualificadas para estarem ali. Também, dá liberdade para realizarmos os procedimentos, porque tem outros que não dão essa oportunidade”. A fala é compartilhada pelo estudante de Medicina da Uepa, Ramón Sampaio. “Eu escolhi porque o Hospital Regional é o que tem mais prestígio e estrutura para fornecer uma formação adequada”, diz.

Em 2015, mais de 1.700 estudantes cumpriram estágio curricular no hospital, que oferece vagas para acadêmicos de 14 diferentes cursos. Além de contar com alunos da área da saúde, o hospital oferece oportunidades para acadêmicos de Administração, Agronomia, Contabilidade, Gestão Ambiental, Jornalismo, Publicidade e Pedagogia.

Para a coordenadora de Ensino e Pesquisa do HRBA, Claudiléia Galvão, essa é uma forma de fortalecer a parceria entre as instituições e garantir a qualidade do ensino. “O hospital tem se configurado como elemento fundamental para a formação de profissionais da saúde capacitados para atuarem na região Oeste do Pará, e isso tem consolidado a cultura de Hospital Ensino”.

Durante a integração acadêmica, os estudantes recebem formação voltada para a prevenção de infecção hospitalar; segurança no processo assistencial; cuidados com o uso de Equipamentos de Proteção Individual; como fazer a evolução adequada e correta nos prontuários; e normas gerais do hospital.

Hospital

Gerenciado pela Pró-Saúde Associação Beneficente de Assistência Social e Hospitalar, sob contrato de gestão com a Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa), o HRBA é uma unidade pública e gratuita pertencente ao Governo do Estado.

O HRBA é o primeiro hospital público da região Norte do país a obter o certificado máximo de qualidade, a ONA 3 – Acreditado com Excelência, concedido mediante o cumprimento das melhores práticas hospitalares e de qualidade assistencial.

Fonte: RG 15/O Impacto e Joab Ferreira

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Banco da Amazônia investirá R$ 1 bilhão no Pará

O Banco da Amazônia deverá aplicar R$ 1,5 bilhão no Pará este ano, sendo R$ 1 bilhão do Fundo Constitucional de Financiamento do Norte (FNO) e R$ 507 milhões da carteira comercial do banco. Dos recursos do FNO, R$ 287,6 milhões vão para o Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf), R$ 200,7 milhões para as micro e pequenas empresas e empreendedores individuais, R$ 79 milhões para o Programa de Agricultura de Baixo Carbono. Lançado em 2015, o FNO-ABC é destinado a projetos agropecuários e florestais para redução da emissão de gases de efeito estufa na região.

Segundo o Plano de Aplicação de Recursos Financeiros 2016, há investimentos previstos para todas as mesorregiões do Estado. No Baixo Amazonas, por exemplo, na microrregião de Santarém, os esforços serão para o desenvolvimento da piscicultura e da cadeira produtiva da mandioca. No Marajó, em Soure, haverá investimentos na cadeia de frutas regionais, como o açaí, na aquicultura, criação de búfalos de corte e leite e ovinocaprinocultura. Já na mesorregião Sudeste, os recursos serão destinados à microrregião de Marabá para potencializar o reflorestamento, a pecuária de corte e o setor de mineração.

INVESTIMENTOS

Nos últimos cinco anos, o Banco da Amazônia aplicou no Estado do Pará R$ 6,4 bilhões em créditos de fomento, com destaque para R$ 1,3 bilhão destinados à agricultura familiar, R$ 1,5 bilhão para as atividades agropecuárias, R$ 244,5 milhões para atividades florestais, R$ 1,8 bilhão para o desenvolvimento do comércio e do setor de serviços e R$ 916,4 milhões em apoio às micro e pequenas empresas e microempreendedores individuais. Ao longo desse período, a instituição tem participado de grandes projetos no Estado, como a construção do aeroporto de Santarém E a construção das eclusas de Tucuruí.

Fonte: Diário do Pará

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Prisão- Homenageado pela esposa na votação do impeachment, prefeito mineiro é preso em Brasília

Ruy Muniz é investigado pela Polícia Federal por suspeita de fraudar o funcionamento de um hospital público na cidade

 Ruy Muniz. Foto: Ludmila Guimarães/EM/D. A Press

Ruy Muniz. Foto: Ludmila Guimarães/EM/D. A Press

“Para dizer que o Brasil tem jeito e o prefeito de Montes Claros mostra isso”, afirmou a deputada federal Raquel Muniz (PSD-MG). Foto: Nilson Bastian/ Câmara dos Deputados

Montes Claros – A Polícia Federal, em conjunto com o Ministério Público Federal, deflagrou na manhã desta segunda-feira a Operação “Máscara da Sanidade II – Sabotadores da Saúde”, com objetivo de prender o atual prefeito de Montes Claros/MG e a atual secretária de saúde.

A operação consiste no cumprimento simultâneo de 08 mandados judiciais: 04 Mandados de Busca e Apreensão (residência dos acusados, prefeitura e secretaria de saúde), dois Mandados de Busca Pessoal, a fim de apreender celulares e smartphones (prefeito e secretária de saúde), além de dois Mandados de Prisão Preventiva (prefeito e secretária de saúde), expedidos pelo Tribunal Regional Federal da 1ª Região, em Brasília.

As investigações demonstraram que os acusados, direta e indiretamente, valendo-se de meios fraudulentos, intentaram destruir e/ou inviabilizar a existência e o funcionamento dos hospitais público (Hospital Universitário Clemente Faria) e filantrópicos (Santa Casa de Misericórdia, Fundação Aroldo Tourinho e Fundação Dilson Godinho) de Montes Claros/MG, que atendem pelo SUS uma população de aproximadamente 1,6 milhão de pessoas, distribuídas nos 86 municípios situados no Norte de Minas Gerais. À guisa de exemplo, em outubro de 2015, os presos promoveram a retirada de cerca de 26 mil consultas especializadas e 11 mil exames dos hospitais, deixando de prestar os correspondentes serviços pela rede municipal, causando graves prejuízos à população de quem os serviços foram suprimidos.

Com isso, os acusados pretendiam favorecer ao hospital privado (não filantrópico) Hospital das Clínicas Mario Ribeiro da Silveira (ou Âmbar Saúde), pertencente e gerido, de fato, pelo prefeito municipal, seus familiares e respectivo grupo econômico.

De julho de 2015 até o presente momento, o prefeito de Montes Claros, utilizando-se indevidamente de verbas públicas para dar vazão ao seu projeto criminoso, valendo-se do cargo público ocupado, tem divulgado nos principais veículos de comunicação uma ampla e intensa campanha difamatória contra os hospitais público e filantrópico “concorrentes”, inclusive lançando mão de dados e informações falsas.

Os presos, já denunciados junto ao Tribunal Regional Federal da 1ª Região, responderão, na medida de suas participações, pelos crimes de falsidade ideológica majorada (art. 299 do Código Penal), dispensa indevida de licitação pública (art. 89 da Lei 8.666/93), estelionato majorado (art. 171, § 3º), prevaricação (art. 319 do Código Penal) e peculato (art. 1º, II, do Decreto-Lei 201/67). Se condenados, as penas máximas aplicadas aos crimes ultrapassam 30 anos. Será concedida entrevista coletiva às 14hh na Delegacia da Polícia Federal em Montes Claros.

"Para dizer que o Brasil tem jeito e o prefeito de Montes Claros mostra isso", afirmou a deputada federal Raquel Muniz (PSD-MG). Foto: Nilson Bastian/ Câmara dos Deputados
“Para dizer que o Brasil tem jeito e o prefeito de Montes Claros mostra isso”, afirmou a deputada federal Raquel Muniz (PSD-MG). Foto: Nilson Bastian/ Câmara dos Deputados

No último domingo, a primeira-dama do município usou os dez segundos que tinha para discursar a favor de Ruy Muniz, no plenário da Câmara. “Para dizer que o Brasil tem jeito e o prefeito de Montes Claros mostra isso”, a deputada federal Raquel Muniz (PSD-MG) votou a favor do prosseguimento do processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff.

O prefeito e a secretária de saúde devem responder pelos crimes de estelionato majorado, prevaricação, peculato, falsidade ideológica majorada e dispensa indevida de licitação pública.
Por: Estado de Minas
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Pescadores fisgam tubarão de 5 metros e 1 tonelada

Espécie é rara e desde os anos 70 só foram encontrados 60 exemplares

Pescadores fisgaram na última sexta-feira (15), nas água de Owase (Japão), um exemplar do raro tubarão-boca-grande, de 5 metros de comprimento e pesando 1 tonelada, segundo o ‘Independent’.

O tubarão-boca-grande se alimenta de plâncton e vive, geralmente, a pelo menos 160 metros de profundidade.

Desde os anos 1970, quando foi avistado pela primeira vez, só foram encontrados 60 exemplares da espécie.

O animal foi vendido a um comerciante da região.
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Por: Pagenotfound
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A última esperança de Dilma: Cinco perguntas sobre a batalha do impeachment no Senado

(Foto Aécio Dilma campanha eleitoral 2014-Divulgação)

Renan, Aécio, Paulo Rocha (líder do PT) e Serra, alguns dos senadores atuais. © Foto: Fornecido por BBC
Renan, Aécio, Paulo Rocha (líder do PT) e Serra, alguns dos senadores atuais. © Foto: Fornecido por BBC

Depois da derrota na longa e tumultuada votação na Câmara, onde o impeachment foi aprovado neste domingo, a presidente Dilma Rousseff tem no Senado – tradicionalmente mais favorável ao governo – a última esperança de manter seu mandato.

Algo que, porém, já não parece tão simples: antes vista como “dilmista”, a Casa teve o perfil severamente alterado com o avanço da crise e a saída do PMDB da base aliada – partido que seria o maior beneficiado do afastamento da petista, já que Michel Temer, um de seus principais quadros, assumiria o controle do país.

Entenda, a seguir, como fica o processo daqui para a frente:

1. Qual é o papel da Câmara a partir de agora?

Na prática, quase nenhum. Constitucionalmente, a função da Casa é autorizar o início do processo de impeachment.

Ao definir o rito da tramitação, em dezembro passado, o STF (Supremo Tribunal Federal) deu ainda ao Senado a alternativa de acatar ou não a decisão dos deputados, ou seja, o processo pode nem chegar a ser instaurado caso os senadores assim decidam.

A autorização da Câmara para o processo contra a presidente será enviada ao Senado. Além disso, a Casa, segundo a Constituição, elegerá uma comissão de três deputados para acompanhar a tramitação.

2. O que os senadores vão decidir?

Em um primeiro momento, os parlamentares irão definir se instauram ou não o processo autorizado pela Câmara.

Para que o impeachment avance, serão necessários os votos de ao menos 41 dos 81 senadores.

Caso isso ocorra, haverá um segundo e definitivo momento mais adiante: o julgamento no qual eles decidirão se Dilma é culpada ou inocente das acusações de crime de responsabilidade.

3. Quando o Senado deve tomar essas decisões?

Diferentemente da tramitação na Câmara, a Constituição não estabelece prazos para o Senado na apreciação do impeachment.

Segundo o regimento interno da Casa, após a Câmara enviar a autorização, o documento será lido na sessão seguinte. Nesse mesmo dia, os senadores elegerão uma Comissão Especial, assim como a da Câmara, composta por um quarto dos parlamentares.

A lei 1.079, de 1950, que rege o impeachment, determina que essa comissão deverá se reunir em até 48 horas, eleger presidente relator e emitir, em um prazo de dez dias, um parecer recomendando levar ou não a denúncia contra a presidente a julgamento.

Esse parecer, determina a legislação, deverá ser lido em sessão da Casa, publicado e levado a votação na sessão seguinte, na qual precisará ser aprovado por mais da metade dos senadores para que o processo seja instaurado.

Segundo relatos da imprensa, o presidente da Casa, Renan Calheiros (PMDB-AL), já manifestou a intenção de fazer com que essa votação ocorra no dia 11 de maio.

Depois disso, não há prazos determinados – embora haja um tempo máximo para que a presidente fique afastada à espera do julgamento (confira no próximo tópico).

4. O que acontece com Dilma a partir da decisão da Câmara?

Inicialmente, nada. A presidente só terá de sair do cargo se o Senado der seu aval à decisão dos deputados de abrir o processo contra ela.

A princípio, essa saída seria temporária. Dilma ficaria afastada e teria os rendimentos cortados pela metade por até 180 dias, enquanto o julgamento no Senado não fosse realizado. Temer assumiria seu lugar.

Caso ele não ocorresse nesse período, a petista retomaria a cadeira presidencial e aguardaria a decisão dos senadores no exercício do cargo.

5. Como seria o julgamento no Senado?

O procedimento não é chamado de julgamento à toa: a Constituição estabelece que o presidente do Supremo Tribunal Federal deve comandar a sessão no Senado. Além disso, há protocolos como discursos da acusação e da defesa, assim como ocorre em um júri comum.

Segundo a Carta Magna, o presidente do STF deve fazer um relatório resumido da denúncia, das provas apresentadas pela acusação e da defesa antes que os senadores votem nominalmente – com direito a discurso, assim como ocorreu na Câmara.

Seriam necessários os votos de no mínimo dois terços da Casa, ou 54 senadores, para que Dilma perdesse definitivamente o mandato.

Como resultado disso, o vice ocuparia o cargo até o fim do mandato e ela ficaria inelegível por oito anos.

Se o impeachment não recebesse os votos necessários, a presidente seria absolvida e retomaria suas funções.
Por BBC Brasil
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Cardozo nega erro em aprovação do impeachment na Câmara; Wagner vê retrocesso

O governo Dilma reconheceu na noite deste domingo (17) a derrota diante da aprovação do processo de impeachment na Câmara dos Deputados. Dois ministros foram escalados para comentar a derrota: Jaques Wagner, chefe do Gabinete da Presidência, e José Eduardo Cardozo, advogado-geral da União, e classificaram o impeachment como “retrocesso” e “decisão política”. Dilma deverá se pronunciar publicamente na segunda (18), disse Cardozo.

O advogado-geral da União disse ainda, em entrevista no final desta noite, que o governo recebe a notícia com “indignação e tristeza”, mas nega erro. “Nem sempre quando você perde, você erra [..] Neste caso, nos pareceu claramente que alguns parlamentares que tinham um convencimento de que não deveria haver o impeachment mudaram de opinião. Por que o fizeram, evidentemente não foi fruto de um erro nosso”

Segundo Cardozo, Dilma não se deixará abater pelo resultado. “A decisão que foi tomada hoje pela Câmara não abaterá a presidente Dilma Rousseff e nem fará que ela deixe de lutar. A luta que ela desenvolverá agora é a luta que ela desenvolveu antes que é a luta pela democracia. Ela lutará com todos aqueles que defendem a democracia no Brasil.”

“”Essa decisão foi uma decisão de natureza puramente política e não é isso o que a nossa Constituição prescreve para o caso de impeachment”, declarou o advogado-geral.

Cardozo voltou a criticar o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), que deflagrou o processo. “Seu processo de cassação começou antes do processo de impeachment temporalmente, e ele abriu o processo de impeachment justamente porque houve a recusa do partido da presidente de lhe dar os votos.”
Impeachment: Cunha anuncia vitória do “sim”

O advogado-geral também não descartou que o governo recorra novamente ao STF (Supremo Tribunal Federal). “Não temos ainda nenhuma decisão sobre isso, mas posso afirmar que essa discussão pode ser levada ao Poder Judiciário no momento oportuno. Em qualquer procedimento o direito de defesa deveria se fazer presente.”

Jaques Wagner se pronunciou apenas por meio de nota. O chefe do Gabinete da Presidência da República classificou a o avanço do processo de impeachment contra a presidente Dilma como um “retrocesso”. Wagner disse que “decisão da Câmara dos Deputados ameaça interromper 30 anos de democracia no país”.

Veja a íntegra da nota de Wagner:

“Foi um retrocesso a instauração de processo de impeachment contra a Presidente da República, Dilma Rousseff, eleita por 54 milhões de votos e sem nenhum processo e crime de responsabilidade. De modo que a decisão da Câmara dos Deputados ameaça interromper 30 anos de democracia no país.

Caberá ao Senado processar e julgar a presidente Dilma, que continua no cargo até o final do julgamento. Confiamos nos senadores e esperamos que seja dada maior possibilidade para que ela apresente sua defesa, e que lhe seja aplicada justiça. Acreditamos que o Senado, que representa a federação, possa observar com mais nitidez as acusações contra a presidenta, uma vez que atingem também alguns governadores de estado.

Foi uma página triste virada pelos deputados que concordaram com argumentos frágeis e sem sustentação jurídica do relatório do deputado Jovair Arantes.

Digo que é um retrocesso porque se trata de um impeachment orquestrado por uma oposição que não aceitou a derrota nas últimas eleições, e que não deixou a presidenta governar, boicotando suas iniciativas e a retomada do desenvolvimento do país.

Os deputados fecharam os olhos às melhorias dos últimos 12 anos, aos avanços, à inclusão social, índices históricos de crescimento econômico e à redução da pobreza”.
Reação na Câmara

Por volta das 22h, quando o placar indicava ainda 293 votos favoráveis ao impeachment de Dilma, o líder do governo na Câmara, José Guimarães (PT-CE), admitiu a derrota. “Os golpistas ganharam aqui na Câmara”, disse Guimarães.

O reconhecimento da derrota do governo na Câmara causou momentos de tensão entre integrantes da própria base governista. Antes dos 342 votos serem contabilizados, o deputado federal Orlando Silva (PCdoB-SP) deu declarações a jornalistas admitindo a vitória da oposição. Minutos antes de ele dar uma entrevista sobre o assunto a uma rede de TV, ele foi interrompido pelo vice-líder do governo na Câmara, Sílvio Costa (PTdoB-PE), que o repreendeu. “Orlando, você está errado. Você está errado”, gritou Costa.>

Antes mesmo de o resultado contrário ser divulgado, a presidente convocou uma reunião com ministros e parlamentares da base aliada no Palácio da Alvorada. Já estavam no local os ministros Juca Ferreira (Cultura) e Aldo Rebelo (Defesa). Dilma passou o dia no Alvorada, onde assistiu à sessão da Câmara ao lado do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e de ministros do núcleo duro do governo, como Jaques Wagner (Gabinete Pessoal).

POR Folhapress

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Manifestantes pró e contra Dilma rejeitam Temer, aponta Datafolha

FELIPE BÄCHTOLD DE SÃO PAULO-A rejeição ao vice-presidente Michel Temer une os movimentos favoráveis e contrários ao impeachment, segundo pesquisa do Datafolha.

O instituto entrevistou manifestantes que participaram de atos contra e a favor do governo Dilma Rousseff neste domingo (17), em São Paulo.

Na avenida Paulista, onde foi promovido um protesto pela queda de Dilma, 54% dos entrevistados, de acordo com o Datafolha, disseram ser favoráveis ao impeachment também de Temer. Ele assumirá a Presidência caso o impedimento da petista seja confirmado no Senado.

A expectativa quanto a um eventual governo Temer também não é positiva: a maioria dos manifestantes da Paulista (68%) acredita que a gestão dele será regular ou ruim/péssima. Segundo estimativa do instituto, estiveram na avenida 250 mil pessoas.

A avaliação de Temer é ainda pior entre os manifestantes que estiveram no Vale do Anhangabaú (centro de São Paulo), onde foi realizado um ato contrário ao impeachment de Dilma, também neste domingo, com público estimado em 42 mil.

Entre esses manifestantes, 79% defendem que Temer também seja afastado e 88% entendem que o governo dele será ruim ou péssimo.

Segundo pesquisa do Datafolha feita em março, entre a população brasileira geral, 35% entendem que o governo do peemedebista será ruim/péssimo e outros 35% preveem que será regular.

O Datafolha ouviu 1.147 pessoas no Anhangabaú e 2.078 pessoas na região da avenida Paulista entre 15h e 22h. A margem de erro é de três pontos percentuais, para mais ou para menos, na pesquisa feita com os movimentos favoráveis a Dilma e de dois pontos percentuais no protesto contra a presidente

CUNHA

Outro fator que une os manifestantes do Anhangabaú e da Paulista é a cassação do presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ). Na mobilização pró-Dilma, 94% disseram ser favoráveis ao afastamento do deputado federal, que conduziu o processo de impeachment até agora.

Na avenida Paulista, o índice foi parecido: 87% declararam apoio ao afastamento do congressista, que é réu no Supremo Tribunal Federal.

Em relação ao afastamento de Dilma, os resultados são opostos. Os manifestantes no Anhangabaú se mostraram céticos sobre a saída dela do cargo: 77% consideram que ela não acabará de fato afastada. Na avenida Paulista, a expectativa é a inversa: 94% creem que a presidente deixará o cargo.

A exemplo de grandes protestos anteriores, tanto na Paulista quanto no Anhangabaú o perfil dos manifestantes se manteve elitizado. Na manifestação pelo impeachment, 31% disseram ter renda superior a dez salários mínimos, enquanto na população do município o índice é de 11%.

No ato favorável à presidente, 61% declararam que possuem curso superior –na cidade de São Paulo o índice é de 28%.
FOLHA UOL
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Tiririca e outras celebridades votam a favor do impeachment; Wyllys é contra

https://www.youtube.com/watch?v=25qAZFoX1GQ
Os deputados que vieram do mundo das celebridades se dividiram na votação do processo de impeachment de Dilma Rousseff.

O ex-humorista Tiririca (PR-SP), que não havia revelado seu voto, votou a favor do impeachment. “Senhor presidente, pelo meu país, voto sim”, afirmou o parlamentar, que falou no microfone do plenário da Câmara pela primeira vez desde que foi eleito, em 2010.

O ex-presidente do Corinthians Andrés Sanchez (PT-SP) cumpriu o que havia prometido nas redes sociais e votou contra a continuidade da ação, seguindo a orientação do partido.

“Infelizmente entrei (na política). Que decepção. Meu voto é não”, disse o ex-cartola.

O deputado Jean Wyllys (PSOL-RJ), ex-participante do reality show “Big Brother Brasil” (Globo) foi enérgico em seu voto contra o impeachment. “Meu voto é contra o golpe. Durmam com essa, canalhas”, afirmou no microfone.
Ao votar contra ‘golpe’, Wyllys chama apoiadores de canalhas

Já Celso Russomanno (PRB-SP), deputado mais votado do Estado de São Paulo e apresentador de TV, afirmou “pelo meu Estado, pela família brasileira, pela minha família, meus filhos e a geração dos meus netos, voto sim”.

O cantor Sérgio Reis (PRB-SP) votou a favor também. “Nesse plenário ninguém conhece o Brasil como eu. É um momento importante, precisamos mudar esse estágio. Meu voto é sim.”

Dois esportistas votaram a favor do impeachment. Foram eles o ex-goleiro do Grêmio Danrlei (PSD-RS) e o ex-judoca João Derly (Rede-RS). O partido de Danrlei havia orientado o voto pelo afastamento da presidente; o de Derly deu liberdade aos filiados.

17.abr.2016 – Grupos de deputados pró e contra o impeachment entoaram gritos e ficaram frente a frente no Salão Verde pouco antes de entrar no Plenário da Câmara, em Brasília. Se houver 342 votos favoráveis (dois terços do total de deputados), a Câmara autoriza o Senado a abrir um processo de julgamento da presidente pelos supostos crimes de responsabilidade, tipo de infração política que pode levar ao impeachment VEJA MAIS >Imagem: Wellington Ramalhoso

Por UOL

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BELTERRA-TSE modifica sentença do TRE, e absolve prefeita de Belterra acusada de crime eleitoral

TSE-Dilma Serrão, prefeita de Belterra, vai continuar no cargo até o final do seu mandato, no dia 31 de dezembro deste ano.

Em decisão há pouco, o TSE (Tribunal Superior Eleitoral) absolveu a gestora petista das acusações de crime eleitoral.

O TSE, no entanto, aplicou multa de 10 mil reais na prefeita.

No ano passado, Dilma teve o seu mandato cassado pelo TRE Tribunal Regional Eleitoral do Pará, por crime eleitoral. Ela recorreu, mas o tribunal manteve a sentença.

O caso foi parar o TSE.

Hoje, os ministros resolveram mudar a sentença de 2º grau, e absolver a prefeita belterrense.

Em 2012, ela venceu a eleição por uma diferença de apenas 25 votos do 2º colocado, Doutor Macedo, do DEM.
Por JESO CARNEIRO
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Adolescente morre após ser encontrada com sinais de tortura.

Foto: Arquivo pessoal-A mãe da vítima, Soraya Silva Oliveira, de 45, contou que Ana Beatriz Andrade estava com as mãos e os pés amarrados e amordaçada
Uma adolescente de 14 anos morreu após ter sido encontrada com sinais de tortura dentro de sua própria casa no Morro dos Macacos, em Vila Isabel, na Zona Norte do Rio. O caso ocorreu neste sábado por volta de 13h30 da tarde. A mãe da vítima, Soraya Silva Oliveira, de 45, contou que Ana Beatriz Andrade estava com as mãos e os pés amarrados e amordaçada. A menina chegou a ser socorrida para o Hospital federal do Andaraí, também na Zona Norte, mas não resistiu aos ferimentos.

Soraya esteve na manhã deste domingo no Instituto Médico Legal (IML), no Centro do Rio, e contou que viu sua filha amarrada de bruços na cama, quando voltava do trabalho. Bastante emocionada, Soraya lembrou que o sonho de Ana era ajuda-la a construir uma vida melhor.

‘Eu cheguei em casa e estava tudo trancado. Achei estranho. Subi pela janela e vi minha filha amarrada na cama. Chamei vizinhos que me ajudaram a derrubar a porta. Ela estava com as mãos e os pés amarrados e amordaçada. Nunca deixo a minha filha sozinha. Quando deixei, aconteceu isso’, disse, emocionada, Soraya.

Ana Beatriz era filha única e cursava o 8º ano. A adolescente estava esperando ser convocada para o programa Jovem Aprendiz.

De acordo com a Coordenadoria de Polícia Pacificadora (CPP), policiais da UPP Macacos foram acionados por moradores para checar a denúncia. Ao chegar na localidade conhecida como Lote, os agentes encontraram Ana Beatriz Andrade amarrada e amordaçada.

A Divisão de Homicídios (DH) está investigando o caso. Segundo a Polícia Civil, foi instaurado procedimento para apurar as circunstâncias da morte da adolescente. Diligências estão sendo realizadas para esclarecer o fato e identificar o autor do crime.

Leia na íntegra a nota do CPP:

“Segundo o comando da Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) Macacos, no início da tarde deste sábado (16/4), policiais da unidade foram acionados por moradores para verificar a informação de uma adolescente com sinais de tortura em um casa na localidade conhecida como Lote. No local, os agentes encontraram a vítima amarrada e amordaçada. Ela foi socorrida para o Hospital Federal do Andaraí, mas não resistiu ao ferimentos. A Divisão de Homicídios foi acionada para investigar o caso”.

Leia na íntegra a nota da Polícia Civil:

“Segundo informações da Divisão de Homicídios – Capital, na data de ontem, 16 de abril, equipes da DH dirigiram-se ao local da morte de uma adolescente na Comunidade dos Macacos, em Vila Isabel, na Zona Norte da cidade. Perícia foi realizada, e foi efetuado um amplo trabalho de investigação no local do crime, visando apurar de forma detalhada as circunstâncias do fato, assim como identificar o autor do crime.”

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