Dilma recebe apoio de mulheres e diz estar de alma lavada.

Foto: Valter Campanato/Agência BrasilFoto: -As mulheres presentes comemoraram o fato de Dilma ter chegado até perto e, sorridente, beijar e abraçar a maioria das que conseguiram chegar na prime

Em uma situação inédita desde que assumiu o governo, a presidenta Dilma Rousseff desceu hoje (19) a rampa do Palácio do Planalto e foi abraçada por centenas de mulheres que foram ao local prestar solidariedade a ela. Dois dias depois de a Câmara dos Deputados ter aprovado a abertura do processo de impeachment contra ela, cerca de 500 pessoas, de acordo com a Polícia Militar, permaneceram por mais de duas horas entoando hinos de apoio, oferecendo botões de rosa e disputando espaço para ter um contato mais próximo com a presidenta.

Após receber um grupo de 20 mulheres em seu gabinete, a presidenta atendeu ao pedido de uma delas e desceu a rampa do Planalto para cumprimentar pessoalmente as pessoas que se enfileiravam de frente o Planalto. A atitude surpreendeu os assessores e a segurança de Dilma, que, diferentemente do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, não costuma ter contato com populares em Brasília. Geralmente, em eventos de governo, ela apenas abraça algumas pessoas que estão próximas ao palco.

Para alegria dos que estavam presentes, a presidenta saiu do Salão Nobre do Planalto e caminhou por 20 minutos em frente à barreira que a separava dos manifestantes. Esta foi a primeira vez que Dilma percorreu o trajeto de descer, percorrer a frente do palácio e subir a rampa a não ser em cerimônias oficiais. Ao retornar, antes de caminhar para o seu gabinete, a presidenta se virou novamente para trás, mandou beijos e disse: “Eu estou de alma lavada”.

Apoio à presidenta

As mulheres presentes comemoraram o fato de Dilma ter chegado até perto e, sorridente, beijar e abraçar a maioria das que conseguiram chegar na primeira fila. A via da Esplanada dos Ministérios, nos dois sentidos, foi interrompida durante parte da manifestação. As mulheres gritavam palavras de ordem como “Não vai ter golpe, já tem luta”, “Dilma querida, você fica”, e “Sobe e desce, a rampa é sua”.

“Toda agressão que foi no domingo, as falas me movimentaram muito para estar aqui enquanto mulher reconhecendo o que isso significou pra ela. E reconhecendo também que aquilo foi uma violência para o Brasil e que isso aqui ser um ato específico para a Dilma é um ato simbólico também, de a gente continuar acreditando nas possibilidades do Brasil de não ir por esse lado mesmo, da violência, da desqualificação”, disse a servidora pública Marina Machado, de 30 anos.

Visivelmente emocionada, a professora Rosângela Lopes da Silva, 28, relatou que compareceu ao local para dar um abraço a Dilma, porque a justificativa dos deputados para dizerem sim ao impeachment a deixou triste. “Quando o [deputado Jair] Bolsonaro [PSC-RJ] chegou lá para defender um militar eu chorei, eu cheguei na minha casa chorando, porque eu sou mulher, eu sei o que a Dilma sofreu, eu sei o que ela sofre para governar este país. E eu queria vir aqui hoje para dizer para ela: ‘Dilma, se quando você estava torturada eles disseram para você que você está sozinha, nós estamos aqui hoje com você’”, disse.

Botões de rosa

Além de empunhar cartazes e carregar botões de rosa, muitos dos quais foram entregues ou lançados em direção à presidenta, as mulheres também gritavam palavras de apoio como “Dilma, guerreira, da pátria brasileira” e “A minha presidente é coração valente”. Para a doutoranda Pollianna Freire, 28, o ato foi uma forma de demonstrar que tem “muita gente” ao lado de Dilma.

“Como feministas, mulheres, negras, baianas, nordestinas, tocantinenses, é prestar nossa solidariedade à presidenta que está sendo atacada em todas as frentes. Além do golpe estar sendo articulado por uma mídia golpista, por um Congresso patriarcal, Dilma está sofrendo por ser mulher”, disse.

Contra o preconceito

Durante o encontro com parte das mulheres, a presidenta disse que a democracia, para ela, também é uma questão de luta contra o preconceito de gênero. “Tem um certo tratamento, que é uma tentativa de diminuir, de colocar a mulher como uma pessoa que não tem força para resistir à pressão. Um ser cuja fragilidade não está na sua capacidade de sentir, mas cuja sua fragilidade é de caráter, isso é um absurdo, eu me rebelo contra isso. Acho que as mulheres desse país são mulheres fortes, que comprovaram isso ao longo da história e que hoje saem de casa, vão trabalhar, criar seus filhos, lutam todo dia. Elas não são frágeis, enfrentam dificuldades e nunca desistem”, disse.

Uma das presentes na manifestação, que quis se identificar apenas como Vera Lúcia, disse que esteve presente no ato por ter “consciência política” e “vergonha na cara”. “Na minha cara ninguém passa óleo de peroba. É dignidade, respeito por esse país. A gente tem que viver uma democracia. Nós não merecemos, e vocês que são mais jovens, não merecem passar por isso pela segunda vez”, disse.
Por Agencia Brasil
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Helder Barbalho pede demissão e abandona o governo Dilma.

Foto: Tarso Sarraf (O Liberal)-Presidente chegou a pedir que ministro não saísse, mas Barbalho já avisou PMDB da demissão

O ministro da Secretaria dos Portos, Helder Barbalho, avisou ao PMDB que deve deixar o governo nesta quarta-feira (20). A informação foi divulgada pelo jornalista Gerson Camarotti, no portal G1.

Helder entregou a carta de demissão à presidente Dilma Rousseff na segunda-feira (18), mas a presidente fez um apelo para que ele e o ministro das Minas e Energia, Eduardo Braga, permanecessem no governo. A presidente sugeriu uma conversa para a quarta, mas os ministros se anteciparam e já comunicaram o PMDB de suas demissões.

O ministro da Ciência e Tecnologia, Celso Pansera, deve permanecer na Câmara como deputado. Ele saiu do governo para votar contra o impeachment. Os únicos que sinalizam disposição em permanecer no governo são Katia Abreu (Agricultura) e Marcelo Castro (Saúde).

Por: Redação ORM News
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‘É de chorar de vergonha! Simplesmente patético’, diz Joaquim Barbosa sobre votação do impeachment

© Foto: Fellipe Sampaio/STF-Ex-presidente do Supremo manifesta sua indignação com os votos dos deputados que usaram a própria família, e outras desculpas como justificativa. O ex-presidente do Supremo Tribunal Federal e hoje advogado Joaquim Barbosa utilizou nesta segunda-feira, 18, seu perfil no Twitter para desabafar sobre seu descontentamento com o teor dos votos dos deputados no processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff no último domingo. O ex-ministro não se manifestou a favor nem contra o impeachment da petista.”É de chorar de vergonha! Simplesmente patético!”, afirmou o ex-ministro que ficou famoso pela sua atuação dura no processo do mensalão, que levou à prisão os principais nomes da cúpula do PT.

O comentário de Barbosa foi feito logo após criticar a imprensa brasileira e recomendar aos seus seguidores assistirem a entrevista de Glenn Greenwald à emissora de TV americana CNN e também lerem a matéria da revista britânica The Economist listando as justificativas dos deputados em seus votos pelo impeachment.Nos votos, a maioria dos parlamentares favoráveis ao afastamento da petista não fizeram nenhum comentário ou posicionamento sobre as pedaladas fiscais – manobras contábeis que embasam o pedido de impeachment – e utilizaram como justificativa seus próprios familiares, “deus”, “cristianismo”, o fim da corrupção, dentre outros motivos que surpreenderam até jornais internacionais.”Anotem: teremos outras razões para sentir vergonha de nós mesmos em toda essa história”, seguiu Barbosa, que em nenhum momento se manifestou se era favorável ou contra o afastamento da presidente. No último domingo, 17, a Câmara dos Deputados aprovou, com 367 votos favoráveis, mais do que os 342 necessários, a continuidade do processo de impedimento de Dilma Rousseff, que agora está sob análise no Senado. Se for aceito também no Senado, a presidente será afastada por 180 dias para ser julgada pelo Congresso e, neste período, o vice-presidente Michel Temer assume a Presidência.Se ao final do processo o Congresso decidir pelo afastamento da petista, o vice segue como presidente até o final do mandato, em 2018.

Por Estadão
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Projeto visa reflorestamento de áreas de vegetação desmatadas em Óbidos

Projeto prevê reflorestamento de mais de 15 hectares em Óbidos (Foto: Prefeitura de Óbidos/Divulgação)-Áreas de vegetação nativa e que foram desmatadas no município de Óbidos, no oeste do Pará, estão recebendo desde o dia 14 de março, ações de reflorestamento. A primeira etapa do projeto “Focos de Esperança” prevê reflorestamento de mais de 15 hectares, com o plantio de 1.500 mudas de plantas nativas da região.

Entre as áreas a serem reflorestadas está na vicinal Ramal das Varas, região de Terra Firme. O projeto realiza o plantio de mudas nativas e plantas frutíferas, que além de ajudarem na preservação ambiental também serão fonte de renda para as famílias que se encontra em situação de vulnerabilidade social ou que sobrevivem apenas da agricultura familiar com a produção da farinha.

Inicialmente serão plantadas 1.500 mudas (Foto: Prefeitura de Óbidos/Divulgação)
Inicialmente serão plantadas 1.500 mudas
(Foto: Prefeitura de Óbidos/Divulgação)

Foram doadas mudas de cumaru, espécie que a partir de cinco anos começa a produção da semente, utilizada para fins terapêuticos. Além do cumaru, outras culturas serão inseridas para fortalecer a cadeia produtiva da região. “Nós estamos doando 1.500 mudas de semente de cumaru, estamos com apoio técnico e em um segundo momento vamos inserir outras espécies frutíferas”, conta a secretária de Desenvolvimento Rural e Abastecimento (Semab), Robenizia Moda.

O secretário de Meio Ambiente de Óbidos, Vinicius Lopes, informou que o objetivo do projeto é transformar focos de desmatamento em renda sustentável às famílias, além de reestruturar danos ambientais causados ao meio ambiente. “Nós escolhemos os quatro maiores focos de desmatamento na região, para que a gente possa entender e avaliar quais as maiores dificuldades”, explica.

A ação de reflorestamento é realizada pelas Secretaria de Desenvolvimento Rural e Abastecimento (Semab) e Secretaria de Meio Ambiente (Semma), em parceria com a Associação dos Moveleiros de Óbidos.
Por G1 Globo .com
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Câncer de cabeça e pescoço é mais comum do que se imagina.

Semana Global de Conscientização sobre o Câncer de Cabeça e Pescoço é realizada até o dia 23

No período de 18 a 23 de abril é realizada a ‘Semana Global de Conscientização sobre o Câncer de Cabeça e Pescoço’. Segundo estatísticas, cerca de 5% a 10% dos problemas de câncer estão localizados na cabeça e pescoço, onde se manifestam os cânceres de nariz, boca, garganta, faringe, pele, glândulas salivares e tireóides. Os mais frequentes são os de boca, provocados principalmente pelo cigarro e bebidas alcoólicas.

Segundo a médica oncologista Danielle Feio, do Hospital HSM – Centro Avançado de Oncologia, a incidência maior dessa doença constata-se entre os homens, que são os maiores consumidores de bebida e cigarros. Já a população feminina, embora tenha aderido, nos últimos anos, ao tabagismo e ao uso de bebidas, é menos atingida, pois de uma maneira geral as mulheres são mais cuidadosas com a higiene e a saúde.

Os sintomas mais comuns são feridas na boca que não cicatrizam, gânglios (linfonodos na região do pescoço), dor ao engolir ou até mesmo dificuldade para engolir (sensação de entalo). Os pacientes com este tipo de câncer podem sofrer alterações no seu dia a dia, por conta dos hábitos alimentares que mudam, com dificuldades para engolir, optando por alimentos pastosos ou líquidos; muita das vezes eles respiram através de cânula de traqueostomia (um orifício feito no pescoço para que o paciente possa respirar, pois muitas vezes o tumor de pescoço dificulta ou até impede a respiração); perda do paladar por conta de efeitos colaterais ocasionados pela radioterapia (as papilas gustativas ficam comprometidas pelo tratamento); em alguns casos eles recebem alimentos por sonda nasoenteral/ nasogástrica (que entra pelo nariz e leva alimentos para o estômago/intestino).

237754‘A qualidade de vida fica comprometida, porém quando diagnosticado tardiamente, pois esses comprometimentos geralmente acontecem quando o paciente tem o tumor em estágio avançado e volumoso. No HSM temos uma incidência de dois novos casos por mês, mas no sistema público a incidência é muito maior, em torno de dois casos por semana. A faixa etária fica em torno de 60 anos, geralmente são pacientes tabagistas ou ex- tabagistas’, destaca a médica.

Prevenção – Já está comprovado que a maior incidência dos casos de câncer atualmente é causada primeiramente por modificações genéticas adquiridas por fatores externos e não como uma doença genética passada de geração a geração. Muitos casos podem ser evitados com medidas simples, como alimentação saudável e peso adequado. ‘O recomendado é evitar álcool de maneira abusiva, o tabagismo, manter boa higiene da boca, visita periódica ao dentista, optar por alimentos saudáveis como frutas e verduras e a qualquer sinal de ferida na boca procurar o médico’, alerta a médica.

Dados – Com relação a estes cânceres, a incidência esperada para 2016 são 130 novos casos para homens e 80 entre as mulheres. Os locais mais comuns de câncer na boca são: língua (26%) e os lábios (23%) – principalmente o inferior. Outros 16% são encontrados no assoalho da boca e 11% nas glândulas salivares menores. O restante é encontrado nas gengivas e outros locais. Esses cânceres podem ocorrer em pessoas jovens, mas são raros em crianças.

A incidência de câncer de boca varia em diferentes regiões mundiais. Ele é muito mais comum na França, Hungria e Índia, por exemplo, do que nos Estados Unidos – e raro em países como o México e no Japão. Cientistas que estudam a doença atribuem essas diferenças a fatores de risco ambientais e comportamentais.

Nos países em desenvolvimento, os cânceres de boca estão entre os mais comuns. No Brasil, é o quinto em incidência entre os homens e os tumores, em sua grande maioria, são diagnosticados em estado avançado e apenas 20% são detectados precocemente, durante exame médico ou odontológico.

Por ORMNEWS:

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Fã faz festa para comemorar 75 anos do cantor Roberto Carlos

Para comemorar o aniversário de 75 anos do cantor Roberto Carlos, nesta terça-feira (19), um fã organizou uma festa com decoração personalizada, escola de samba e até fogos de artifícios. A comemoração será em um bar na zona sul de São José dos Campos, no interior de São Paulo.

O porteiro Kleber Siqueira, de 44 anos, coleciona itens do cantor desde 1987. “Gosto dele desde os oito anos, mas foi com o meu primeiro salário que comecei a colecionar os itens. Hoje são 936 itens,entre quadros, cds, bonecos, um mini palco. O que eu mais gosto é de uma foto do rei segurando a Nossa Senhora Aparecida”, contou.

A decoração do bar está sendo feita com fotos, cortina de led, vasinhos das mesas decorados com a foto do cantor, e uma miniatura do palco. Além disso, ele e alguns amigos fizeram camisetas com a foto do Roberto Carlos especiais para a data.

A festa tem uma programação definida com música ao vivo, sorteio de brindes relacionados ao cantor, homenagem com samba do grupo Acadêmicos do Satélite. Para encerrar, um bolo para cantar parabéns e a música ‘Jesus Cristo’.

Ele disse que para conseguir fazer a festa contou com ajuda de moradores do bairro que mora.

“Todo mundo aqui sabe da minha paixão. Então, quando falei todo mundo resolveu ajudar. Um vai dar o bolo, outro fogos, carnes, alguns confeccionaram camiseta. Vai ser aberto para os moradores aqui do bairro”, afirmou.

A dona do bar Roseli Costa de Jesus disse que também gosta das músicas e que, por isso, autorizou que a festa fosse feita no local. “Desde que o bar surgiu, há um ano, ele frequenta e sempre fala do Roberto, então às vezes ele traz as novidades aqui e curtimos bastante”, disse.

O amigo Pipa também aprovou a ideia e se ofereceu para ser o churrasqueiro do evento. “Ele anima o bairro de tanto que ele é fã, então nada melhor que ajudar e participar. Ele é louco pelo cara”, contou.

Mesmo com a coleção e com os eventos que Kleber faz em homenagem ao cantor, o sonho dele ainda não foi realizado, que é poder conhece-lo pessoalmente a até mostrar sua coleção.

“Já fui em cinco shows, dois em São José e três em São Paulo, mas meu maior sonho é conhecer o Roberto, já consegui segurar a mão dele uma vez, mas ainda espero conhecer pessoalmente”.

Por G1 globo.com
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CRM no Pará desestimula uso da pílula do câncer.

Médico oncologista Celso Fukuda (Foto: Anderson Silva / Ag. Pará- O Conselho Regional de Medicina (CRM) repercutiu em Belém a nota do Conselho Federal de Medicina que recomenda aos médicos não prescreverem a pílula do câncer – a substância fosfoetanolamina sintética – até seu reconhecimento científico com base em evidências de sua eficácia e segurança, a serem obtidas nas conclusões de pesquisas clínicas.

A substância teve seu uso por pacientes diagnosticados com tumores malignos autorizado por meio de sanção presidencial, na semana passada, da Lei número 13.269, de 13 de abril de 2016, o que tem preocupado várias instituições que atuam na área da saúde. Uma das primeiras entidades a reagir foi a Associação da Indústria Farmacêutica de Pesquisa (Interfarma), que criticou a decisão presidencial.

Ontem, o médico oncologista Celso Fukuda admitiu que muitos pacientes com câncer, na esperança de que a fosfoetanolamina seja a cura para a doença, pedem que ele prescreva a medicação. O médico disse que não atende aos apelos: “A gente não pode fazer isso. Só é possível prescrever aquilo a que a ciência dá respaldo”, declarou. Celso considerou a medida da presidente Dilma Rousseff “precipitada”.

Segundo ele, para receitar qualquer medicamento é preciso saber a indicação correta, dosagem, tipo de câncer que irá responder àquela substância, tempo de tratamento e efeitos colaterais, entre outros itens. “À luz da ciência, da medicina, o médico não tem como responder essas questões. Então, é preciso esperar mais pesquisas para ter segurança na hora de prescrever”, defendeu.

Celso, que é da área de oncologia ginecológica, observou também que a fosfoetanolamina ainda está em fase experimental e até pode, no futuro, ser uma droga importante para o tratamento contra o câncer. “Os médicos estão abertos para mudanças e novos medicamentos. Mas, no presente, a gente ainda precisa ter cautela. Precisamos ter evidências científicas”, acrescentou. Ele observou que, na quimioterapia, por exemplo, a dosagem da medicação é calculada de acordo com o peso e a estatura do paciente, enquanto que com a pílula do câncer não é feito esse tratamento específico por paciente. “Você não pode colocar uma dosagem igual para todo mundo”, ensinou.

O presidente do Conselho Regional de Medicina, Paulo Guzzo, ressaltou que o dever institucional da entidade é alertar os médicos e a sociedade brasileira sobre a necessidade de pesquisas clínicas que possam assegurar a eficácia e a segurança dessa substância para posterior uso na rotina da prática médica. “O medicamento para ser incorporado no arsenal terapêutico antes neoplásico tem que ter o seu reconhecimento científico com base em evidencias de sua eficácia e segurança, que é obtida através das conclusões de pesquisas clínicas”, enfatizou.

Somente a partir dessas pesquisas será possível conhecer os riscos e a eficácia do medicamento para que seu uso na oncologia clínica possa ser liberado com segurança, de acordo com Guzzo. “O Conselho de Medicina recomenda aos médicos brasileiros não prescreverem a fosfoetalonamina para tratamento de câncer até que a eficácia e a segurança da substância sejam reconhecidas por evidências científicas. O Conselho não proíbe, mas sim recomenda”.

Decisão do governo federal preocupa professora de farmacologia da UFPA

Professora de Vigilância Sanitária e Farmacologia da Universidade Federal do Pará (UFPA) e tutora da residência de oncologia do Barros Barreto, na área da Farmácia, Cristiane Maia considerou preocupante a decisão do governo de liberar o uso da substância. “Uma droga, para chegar ao mercado, passa por estudos in vitro, depois por estudos pré-clínicos em animais e, em seguida, por pelo menos mais três fases de estudos clínicos em seres humanos. Existe um rigor quanto a isso, porque medicamento não é nem bom e nem ruim, ele é algo necessário, que exige uma prescrição precisa”, observou.

Professora Cristiane Maia (Foto: Igor Mota)
Professora Cristiane Maia (Foto: Igor Mota)

Ela ressaltou a necessidade de, antes de liberar a substância, serem respondidas questões acerca do tipo de tumor para o qual pode ser usada, qual a dosagem para cada paciente, qual o risco do medicamento, qual o tempo de tratamento e se provoca reações adversas, entre outras. “Eu entendo o lado da sociedade, porque é uma doença muito difícil. Mas, nesse momento, não podemos perder a razão. Antes de tudo tem que estudar”, completou.

Sobre declarações de pacientes que alegam que tiveram um resultado positivo após o uso da fosfoetanolamina, Cristiane observa que eles também faziam quimioterapia. “Será que o resultado foi por causa da fosfoetanolamina ou por causa da quimioterapia convencional? Quando você usa várias coisas naquele tratamento, é difícil definir o que realmente está fazendo bem”, disse ela. Para a professora, existe a possibilidade desses testemunhos serem resultado do “efeito placebo”,  quando o paciente faz uso de terapia ou procedimento inerte, mas que apresentam efeitos terapêuticos devido aos efeitos psicológicos da crença do paciente de que está sendo tratado. Por outro lado, observou Cristiane, também há depoimentos nas redes sociais sobre casos de pacientes que utilizaram a substância e tiveram piora em seu estado de saúde.

De acordo com Cristiane, um fármaco começa a ser produzido após dez anos de pesquisa, em média. Em alguns casos, quando o medicamente se mostra promissor, esse tempo pode ser encurtado. “Medicamento não é pílula mágica. O balanço entre benefício e malefício precisa ser avaliado”, explicou. Outro ponto sobre o qual a professora chama a atenção é que, na quimioterapia, a medicação é individualizada e o tratamento se baseia no índice de superfície corpórea do paciente. “Como, de repente, um comprimido, na mesma quantidade, é eficiente para todo mundo e para todos os tipos de cânceres?”, questionou.

Para ela, a medida mais adequada nesse momento seria suspender a decisão que liberou a substância e reforçar os grupos de pesquisa, até que seja descoberta a real eficácia da substência.

Em nota, o Conselho Federal de Farmácia (CFF) já havia assumido posição contrária à liberação da substância sem a observância da legislação vigente. “As exigências feitas na Lei nº 6.360, de 23 de setembro de 1976, de que nenhum medicamento, droga ou insumo farmacêutico, inclusive importado, pode ser industrializado, exposto à venda ou entregue ao consumo antes de ser registrado no Ministério da Saúde/Anvisa, estão alinhadas às adotadas por agências de regulação sanitária existentes em todo o mundo. Não por acaso. A finalidade é proteger a população de produtos ineficazes e/ou nocivos”, diz a nota.

A entidade reiterou que não há comprovação científica de que a substância seja eficaz para o tratamento de qualquer tipo de câncer e as evidências contemporâneas sobre seus efeitos em pacientes com a doença ainda são limitados. “Lamentável também constatar que as autoridades, ao tomarem tal atitude, transferem a responsabilidade pelo uso da substância – que ainda não tem comprovação de eficácia e segurança – para os pacientes, pessoas fragilizadas por uma doença grave e de prognóstico ruim em boa parte dos casos”, completa a nota.

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Mulheres de presos protestam em frente ao Fórum de Itaituba

O Brasil é o País que tem um dos piores sistemas carcerários do mundo, com ênfase para a problemática da superlotação e condições sub-humanas. O excesso de presos e infraestrutura precária contribuem para transformar os presídios e cadeias em verdadeiros barris de pólvoras. Em Itaituba a reportagem do jornal O Impacto foi procurada por um grupo de seis mulheres, todas esposas de presidiários, para denunciar o que elas consideram desumano,  o tratamento dado a eles no presidio de Itaituba.

Para garantir que sejam atendidas em suas reivindicações, elas estão acompanhadas e algumas acorrentadas em frente ao Fórum. Elas querem que a Justiça reverta a decisão de transferir os seis detentos para Belém, alegando que são pessoas humildes e não tem condições financeiras para visitá-los na capital. Elas alegam que eles estariam sofrendo humilhações diversas e que a alimentação servida não serve nem para porcos, já que no cardápio estariam servindo até peixe podre (pela má conservação), além de que colocaram seus esposos de castigo num isolamento na gíria conhecido por Corró, mas que se trata de uma Medida Disciplinar (MD).

A medida de transferência dos seis presos foi determinada pela juíza Tainá Monteiro da Costa, da Vara criminal de Itaituba. Em seu despacho entre as várias alegações a Juíza enfatiza que a transferência está se dando em razão dos seis detentos estarem sendo acusados de promoção e incentivo de desordens, de terem amarrado a porta das celas com lençóis para evitar entrada dos agentes, assim como numa revista de homens do Comando Tático foram encontrados estoques, armas branca, drogas etc. o que teria agravado a questão disciplinar dos acusados.

Mas para M.S.A., uma das mulheres dos detentos, essas informações não são verdadeiras, já que não houve nenhum motim ou nenhuma rebelião para justiçar o que dizem sobre seus esposos.
Esposa grávida de um preso se acorrentou em frente ao Fórum

Esposa grávida de um preso se acorrentou em frente ao Fórum

O protesto com armação de barraca em frente ao Fórum dura vários dias e elas pretende se retirar só quando forem atendidas em suas reivindicações, sendo a principal delas a não transferência dos presos para Belém. Os presidiários que a justiça local quer mandar para Belém, são: Lucas Nascimento Freitas, art.157 (assaltos) em regime fechado, Jeferson Andrade Viana, Wanderson Gomes Mendes, FrancineySilva de Souza,  Meque Silva Albuquerque.

Para Gisela Daiane Campanela, de 25 anos, o que elas estão pedindo é apenas os direitos dos presos. Ela disse que está grávida de três meses e que não condições de ir a Belém visitar o esposo por ser distante e ela não dispor de condições financeiras para isso.

Gisela, que está acorrentada num portão em frente ao Fórum, tem esperanças que a Justiça não transfira seu esposo e das amigas que estão envolvidas no movimento de protesto. Elas criticam a direção, alegando que o diretor do presídio não tem competência, por se tratar de um técnico em enfermagem e não ter conhecimentos do setor. Uma parente de detento disse que seu esposo havia sido transferido para Belém sem que eles soubessem, já que não teria ocorrido nenhum ato administrativo nesse sentido.

De acordo com o diretor do presídio, o pedido de vistoria foi feito por prevenção a uma iminente rebelião, já que os presos a serem transferidos estariam impedindo a vistoria. Para o diretor o uso de bala de borracha e spray de pimenta foi necessário, haja vista a resistência dos presidiários.

Por: Nazareno Santos

Fonte: RG 15/O Impacto

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Superintendente do Incra em Santarém é exonerado do cargo

Foto-Adaias Cardoso Gonçalves foi exonerado da Superintendência do Incra

Foi publicada no Diário Oficial da União – seção 2, desta terça-feira (19), a exoneração do Superintendente do Incra em Santarém, Adaías Cardoso Gonçalves, que foi indicado ao cargo pelo deputado federal Francisco Chapadinha.

Adaías Cardoso Gonçalves assumiu a Superintendência do Incra em Santarém, em substituição a Claudinei Chalito, fato que causou grande repercussão na cidade devido Claudinei ter realizado um bom  trabalho junto aos agricultores e assentados. A nomeação de Adaías Gonçalves foi publicada no DOU do dia 30 de março deste ano e sai exoneração foi publicada no dia 19 de abril deste ano, ou seja, sua permanência no cargo não durou 22 dias.

Segundo informações, a exoneração de Adaías Gonçalves aconteceu devido o deputado Chapadinha não te cumprido o acordo de votar contra o impeachment da presidente Dilma Rousseff. Tal fato causou a exoneração de Adaías. Conforme contato com uma fonte, ficou acertado entre o deputado Chapadinha e o vice-presidente Michel temer, que depois do dia 10 de junho deste ano, Adaías Cardoso Gonçalves voltará a comandar o Incra em Santarém. Vamos aguardar até onde vai rolar essa novela chamada “Superintendência do Incra em Santarém”.
Elita-Beltrão-está-respondendo-interinamente-pela-Superintedência-de-SantarémSUPERINTENDENTE SUBSTITUTA: Com a exoneração de Adaias Cardoso, Elita Beltrão, superintendente substituta, passa a responder pelo Incra no Oeste do Pará. Só ressalvando, que Elita Beltrão, por enquanto, assume na condição de superintendente substituta. O cargo em comissão de superintendente está vago, com a exoneração do Adaias Cardoso. Este é o cenário do Incra hoje.
Resumindo: O cargo em comissão de superintendente substituto equivale ao de vice-presidente da República, por exemplo. Na audiência do titular, o (a) superintendente substituto (a) passa a responder pela direção do Incra.

POLÊMICA: Revoltados com a troca de comando na Superintendência do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), em Santarém, agricultores e servidores ocuparam a sede do órgão, nas primeiras horas da manhã de segunda-feira, 04 de abril. Os agricultores e os servidores pediam que a Superintendência do Incra, em Brasília, voltasse atrás e conduzisse novamente o engenheiro agrônomo, Claudinei Chalito da Silva, à chefia do órgão em Santarém.

Portaria da exoneração de Adaías Cardoso Gonçalves
Portaria da exoneração de Adaías Cardoso Gonçalves

O representante da Federação dos Trabalhadores na Agricultura do Estado do Pará (Fetagri) em Santarém, José Hipólito Almeida, defendeu a permanência de Claudinei Chalito na Regional do Incra, no oeste do Pará. “Nossa manifestação é justa, haja vista, que na região do Baixo Amazonas e de todo o Pará, a reforma agrária não é tratada como prioridade dos nossos governantes e a Superintendência de Santarém está sempre passando pela troca de várias chefias”, comenta Hipólito.

Na ocasião, ele criticou que entra superintendente e rapidamente é trocado e, que a questão da reforma agrária não avança. “Temos várias deficiências na questão agrária e há uma abertura de conversas e de negociação com o ex-superintendente Chalito, de ouvir os movimentos. Ele é acessível as nossas reivindicações, onde nossa pauta já foi enviada para Brasília e está, inclusive, no Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA), Incra Nacional e temos alguns acertos para serem cumpridos aqui na região”, diz Hipólito.

Para ele, a troca de superintendente deve fazer com que as negociações não avancem e, com isso milhares de agricultores sejam prejudicados. “Essas negociações que estão em intermediação via Incra Nacional e MDA, estavam sendo feitas através do ex-superintendente Chalito. Com todo esse avanço que tivemos na Regional não aceitamos a substituição no Incra, neste momento. Trocar a gestão não é o nosso maior problema. A falta de recursos é que deixa os agricultores no descaso”, censura Hipólito.

A presidente da Comunidade de São Sebastião, no PA/ Eixo-Forte, Ivaneide Gama da Costa, também faz duras críticas a troca de comando na Superintendência do Incra em Santarém. “Estamos tendo uma revisão ocupacional na Comunidade de Santa Maria, na região do Eixo Forte. Por conta dessa região ser muito perto da cidade, existe muita grilagem de terra e especulação imobiliária. Eu acredito assim que o Incra e a sociedade civil estavam trabalhando juntos, em parceria com o movimentos sociais. A gente sabe que esse novo superintendente que quer assumir, mas ele não vai assumir, não conhece o nosso problema”, critica.

CARTA PÚBLICA: Os servidores do Incra, em Santarém (PA), lançaram no dia 1►7 de abril uma carta pública de reivindicações. A iniciativa decorre da recente troca no comando da Superintendência, em que o servidor de carreira, Claudinei Chalito da Silva, engenheiro agrônomo, foi exonerado para dar lugar a Adaías Cardoso Gonçalves. A portaria de nomeação do novo superintendente foi publicada no dia 30 de março, surpreendendo os servidores, que foram excluídos de qualquer discussão.

A carta foi elaborada durante assembleia realizada no dia 1º de abril, na sede do Incra em Santarém, e que congregou diferentes categorias do órgão. “Reafirmamos o nosso repúdio à interrupção do processo que vinha se construindo na SR 30, através do diálogo com os servidores, prestadores de serviço, público beneficiário, movimentos sociais, órgãos de controle e outros órgãos públicos da região e exigimos o imediato cumprimento dos critérios do Decreto Presidencial nº 3.135/1999 para a escolha dos superintendentes”, destaca o documento.

TROCA DE COMANDO: O ex-superintendente do Incra, Claudinei Chalito da Silva, indicado pelo PT, foi exonerado do cargo, dando lugar a Adaías Cardoso Gonçalves, indicado pelo deputado federal Francisco Aguiar, o “Chapadinha”, do PTN.

A troca na Superintendência do Incra em Santarém foi confirmada, por meio de publicação da portaria 126, seção 2, página 40, do Diário Oficial da União, que exonerou Claudinei Chalito e nomeou Adaias Gonçalves. Ato foi assinado pela presidente do Incra, Maria Lúcia Falcón.

Claudinei Chalito da Silva assumiu o cargo no dia 15 de setembro do ano passado, após o então superintendente Luiz Bacelar Guerreiro Junior ter sido preso pela Polícia Federal, na manhã do dia 24 de agosto de 2015, durante a operação “Madeira Limpa”. Bacelar foi exonerado do cargo no dia 26 de agosto de 2015, após ter sido preso acusado de participar de uma quadrilha que praticava o comércio ilegal de madeira no Pará, Amazonas e Santa Catarina.

De acordo com o Ministério Público Federal (MPF), Bacelar permitia que empresários do ramo da madeira explorassem ilegalmente assentamentos da região. “Não só dos assentamentos, mas das unidades de conservação que rodeiam esses assentamentos utilizando, inclusive, a mão de obra desses assentados, ao mesmo tempo em que impedia que os benefícios que deveriam ser destinados, e que são direitos dos assentados, não acontecessem. Obstava de uma forma dolosa que esses benefícios chegassem até os assentamentos deixando as comunidades absolutamente rendidas a uma situação de completo abandono”, afirmou a procuradora da República, Fabiana Schneider.

O novo superintende do Incra, o engenheiro agrônomo Adaías Gonçalves, trabalhou na Secretaria Municipal de Meio Ambiente de Santarém e ultimamente estava prestando serviços à Prefeitura de Mojuí dos Campos. Segundo a assessoria de imprensa do Incra, Chalito voltou para o Estado do Paraná, onde tem familiares.

Até o fechamento desta reportagem ainda não tínhamos um nome que irá comandar a Superintendência do Incra em Santarém.

Fonte: RG 15/O Impacto

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Índios colam grau em Licenciatura Intercultural Indígena.

Foto: Tarso Sarraf-Cerimônia foi realizada no Hangar e contou com a participação de 72 formandos, de três etnias

Após quatro anos em processo de formação e aprendizagem em sala de aula, a primeira turma do curso de Licenciatura Intercultural Indígena da Universidade do Estado do Pará (Uepa), composta por 72 índios das etnias Tembé, Gavião e Suruí Aikewara, outorgou grau nesta terça-feira (19), data em que também se comemora o Dia do índio. A cerimônia foi realizada no Hangar Convenções e Feiras da Amazônia.

A tradicional solenidade de formatura foi adaptada às tradições da cultura indígena. Cada povo entrou cantando as próprias músicas. Vestidos com a beca, os graduandos usaram cocar e estavam com o corpo pintado. Os acadêmicos indígenas cantarão o hino nacional nas línguas nativas Tupi e Jé e encerraram a cerimônia com danças.

Por Orm NEWS

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