Detento grava ameaças de dentro da prisão no Pará

https://youtu.be/8z9a8GnfN10

Uma gravação que está circulando nas redes sociais está causando polêmica e revolta entre internautas. Na filmagem, um homem aparece fazendo uma série de ameaças de morte e exaltando atividades criminosas, como roubo e homicídio. Não bastasse isso, o vídeo ainda possui um agravante: o homem em questão é um interno do Sistema Penitenciário do Pará, e a gravação foi feita dentro de uma cela.

Na filmagem, o detento ameaça de morte algumas esposas de criminosos e homens que flertam com elas, afirmando que “merecem morrer na faca, pra ser lento, pra sofrer”. Ele também faz ameaças contra policiais e “milicianos”, afirmando que devem ser baleados no rosto.

Ele ainda afirma que os detentos se divertem dentro da prisão. “Aqui a gente tem tela (televisão), tem som, tem dinheiro, tem droga, cordão 18 quilates”, e termina a gravação com uma nova aemaça. “Hoje estamos aqui, mas logo, logo estamos aí fora para matar, roubar e destruir denovo. Aqui é o crime”.

Por nota, a Superintêndencia do Sistema Penitenciário (Susipe) confirmou a autenticidade da gravação e que já identificou o detento que aparece nas filmagens. O órgão afirmou que “um inquérito policial será aberto para apurar o caso e o preso sofrerá medidas disciplinares”.

A Susipe informou também que “por questões de segurança institucional, não divulgará informações sobre o preso e nem a unidade prisional do Estado em que o mesmo está custodiado”.

A Corregedoria da Susipe irá abrir uma sindicância administrativa para apurar se houve conivência e/ou negligência de servidores na entrada ilegal do celular no centro de detenção.

(DOL)

Publicado por Jornal Folha do Progresso, Fone para contato 93 981151332 (Tim) WhatsApp:-93- 984046835 (Claro)  (093) 35281839  E-mail:folhadoprogresso@folhadoprogresso.com.br




Seduc oferta vagas de estágio em vários municípios

Estudantes de graduação fazem jus à remuneração de R$ 551,60, considerando a jornada de 20 horas semanais. (Foto: Divulgação)

Começa nesta quarta-feira (20) o período de inscrições para estágios na Secretaria de Estado da Educação do Pará (Seduc). Estão sendo ofertadas 230 vagas nas unidades de Bragança, Abaetetuba, Marabá, Santarém, Castanhal, Maracanã, Altamira, Capanema, Conceição do Araguaia, Tucurui, Capitão Poço, Região Metropolitana de Belém² e Região das Ilhas.

Há oportunidades para os cursos técnicos de Enfermagem, Tradução e Interpretação de Libras, Produção de Materiais Didáticos Bilíngüe em Libras/ Língua Portuguesa e Licenciaturas, e superior de Fisioterapia, Terapia Ocupacional, Educação Física e Enfermagem.

Confira os detalhes do edital

Estudantes de graduação fazem jus à remuneração de R$ 551,60, considerando a jornada de 20 horas semanais.

Os pedidos de participação são recebidos de 20 a 22 de abril de 2016, pelo link e a classificação será obtida com avaliação do Histórico Escolar.

Publicado por Jornal Folha do Progresso, Fone para contato 93 981151332 (Tim) WhatsApp:-93- 984046835 (Claro)  (093) 35281839  E-mail:folhadoprogresso@folhadoprogresso.com.br




Para se salvar, Cunha ameaça Temer com impeachment

O presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), já prepara a fatura que será cobrada do vice Michel Temer (PMDB), caso este venha a assumir a Presidência da República em razão do impeachment da presidente Dilma Rousseff. Para evitar a cassação, Cunha e aliados ameaçam apoiar a abertura de um processo de impeachment contra Temer caso o processo contra ele seja levado adiante pelo Conselho de Ética da Câmara.

A principal exigência é que Temer não promova qualquer interferência no colegiado e nem faça declarações desfavoráveis ao presidente da Câmara. Neste caso, os aliados de Cunha esperam que Temer diga que as manobras promovidas por Cunha no colegiado “são assuntos internos da Câmara” e que ele e o correligionário se falam constantemente.

De acordo com o jornal O Estado de São Paulo, um dos principais defensores da ideia para blindar Cunha por meio da ameaça do impeachment contra Temer foi o deputado federal Paulinho da Força (SD-SP).

No final do ano passado, em dezembro, Cunha arquivou o pedido de afastamento de Temer que tem como base o fato dele ter assinado como presidente em exercício, decretos suplementares ao Orçamento – as chamadas pedaladas fiscais –, principal razão que levou a abertura do processo de impeachment contra a presidente Dilma Rousseff.
Por Brasil 24/7
Publicado por Jornal Folha do Progresso, Fone para contato 93 981151332 (Tim) WhatsApp:-93- 984046835 (Claro)  (093) 35281839  E-mail:folhadoprogresso@folhadoprogresso.com.br




OAB decide pedir ao STF a cassação do deputado Jair Bolsonaro (PSC)

https://www.youtube.com/watch?v=IbTi5DYFr40

A Ordem dos Advogados, seção do Rio de Janeiro, decidiu pedir ao Supremo a cassação do mandato do deputado Jair Bolsonaro (PSC). A fala do deputado na sessão do impeachment na Câmara, no domingo (17), provocou reações de forte indignação. Ao anunciar o voto, Bolsonaro homenageou um torturador da ditadura militar.

“Contra o comunismo, pela nossa liberdade, contra a Folha de S.Paulo, pela memória do coronel Carlos Alberto Brilhante Ustra, o pavor de Dilma Rousseff”, disse Bolsonaro ao votar.

O coronel Brilhante Ustra foi o primeiro militar reconhecido pela Justiça Brasileira como torturador, em 2008. Ele comandou o DOI-Codi de São Paulo entre 1970 e 1974. Foi nesse período que a então militante política Dilma Rousseff, que lutava contra a ditadura, esteve presa na capital paulista.

Tratados internacionais classificam a tortura como crime contra a humanidade. O coronel Ustra morreu de câncer no ano passado, em Brasília. No período de comando do coronel Ustra, 50 pessoas foram assassinadas, no regime militar, e 500 foram torturadas.

Ao saber da iniciativa da OAB, o deputado Bolsonaro voltou a elogiar o torturador.

Por G1
Publicado por Jornal Folha do Progresso, Fone para contato 93 981151332 (Tim) WhatsApp:-93- 984046835 (Claro)  (093) 35281839  E-mail:folhadoprogresso@folhadoprogresso.com.br




Fidel fala de morte em discurso do Partido Comunista

Por Reuters – O líder cubano aposentado Fidel Castro deixou a reclusão nesta terça-feira para contemplar sobre a morte e dar incentivo a seus seguidores, em um discurso raro no encerramento de um congresso do Partido Comunista em Havana.

“Em breve vou estar com 90 anos de idade”, disse ele. “A hora de todo mundo chega”, afirmou Fidel, cujo aniversário é 13 de agosto, a 1.300 militantes do partido que se reuniram em um centro de convenções de Havana onde já fez vários discursos e de longa duração durante seu governo.

Gritos de “Fidel, Fidel”, mais uma vez foram ouvidos no momento em que o agora frágil ex-líder cubano fez sua mais extensa aparição pública em anos, falando com uma voz forte, mas ligeiramente rouca.

“Talvez esta seja uma das últimas vezes que falo nesta sala”, disse Fidel, com uma jaqueta de agasalho azul, óculos e barba grisalha.

“As ideias dos comunistas cubanos permanecerão”, afirmou, “como prova de que neste planeta, se você trabalhar duro e com dignidade, você pode produzir bens materiais e culturais de que os seres humanos precisam.”

Assim como aconteceu em outras aparições nos últimos anos, ele não é mostrado de pé. Seu irmão, o presidente Raúl Castro, e todos os delegados levantaram-se em sua homenagem. Mas ele parecia mais saudável, depois de uma grave doença que o levou a abandonar o poder há 10 anos.

Fidel Castro tomou o poder na revolução de 1959 e comandou o país até 2006, quando adoeceu. Ele agora vive em relativa reclusão, mas ocasionalmente escreve artigos ou aparece em reuniões com dignitários visitantes.
Brasil 24/7
Publicado por Jornal Folha do Progresso, Fone para contato 93 981151332 (Tim) WhatsApp:-93- 984046835 (Claro)  (093) 35281839  E-mail:folhadoprogresso@folhadoprogresso.com.br




Criança indígena de Novo Progresso morre de H1N1 no Hospital Regional em Santarém, PA

Criança indígena morre de H1N1 no Hospital Regional em Santarém, PA

Uma criança de 1 ano morreu em decorrência de gripe H1N1 em Santarém, oeste do Pará. De acordo com o Hospital Regional do Baixo Amazonas (HRBA), a doença foi confirmada por meio de exames. A morte ocorreu na segunda-feira, 11 de abril, mas foi divulgada nesta terça-feira (19). De acordo com a Casa de Apoio a Saúde Indígena (Casai) de Novo Progresso, que prestou os primeiros atendimentos, a criança da etnia Kaiapó, é natural da aldeia Kubenkokre, no município de Altamira.

Segundo a assessoria de imprensa do HRBA, a criança deu entrada na unidade no dia 6 de abril, sendo encaminhada diretamente para o isolamento da Unidade de Terapia Intensiva (UTI) pediátrica, onde recebeu o atendimento necessário, mas não resistiu.

Por telefone, a Casai informou ao G1 que a criança foi atendida no dia 20 de fevereiro e deu entrada no hospital municipal de Novo Progresso com sintomas de gripe. O paciente passou por exames, mas a mãe preferiu retornar a aldeia para fazer tratamento com o Pajé. No dia 8 de março, a equipe de saúde diária foi até a aldeia Krimei onde a criança estava e constatou o paciente com quadro respiratório preocupante. A equipe de profissionais quis transferir o indígena, mas a família não aceitou.

No dia 17 de março, os profissionais insistiram que a criança deveria ser atendida em uma unidade de saúde, pois aparentava estar desnutrida, então foi feita transferência para o Municipal de Novo Progresso. Como a criança não apresentou melhora foi solicitado atendimento em UTI Neonatal e ela foi transferida para o Hospital Municipal de Santarém. A equipe de Novo Progresso foi informada que o paciente piorou e por isso precisou ser encaminhado ao Hospital Regional do Baixo Amazonas.

A Casai de Novo Progresso informou ainda que recebeu a confirmação da causa da morte no dia 15 de abril, quando o exame foi liberado. A entidade investiga a origem da doença na região, mas acredita que está ligada ao intenso fluxo de pessoas que passam pelo município através da rodovia federal BR-163, via que atravessa a cidade.

Outro caso
De acordo com a Casai de Novo Progresso esse foi o segundo registro de morte por H1N1 nos últimos meses. No dia 2 de abril, outra criança da etnia kaiapó, da aldeia Kamaú, também de Altamira foi vítima do vírus. Ela chegou a ser transferida para atendimento em Santarém, mas não resistiu.
Por G1 Santarém

Publicado por Jornal Folha do Progresso, Fone para contato 93 981151332 (Tim) WhatsApp:-93- 984046835 (Claro)  (093) 35281839  E-mail:folhadoprogresso@folhadoprogresso.com.br




Polícia recupera parte do dinheiro roubado do Basa de Rurópolis

Foto-Dinheiro recuperado do assalto ao Basa de Rurópolis-:A Polícia Civil intensificou, na última terça-feira, 19, as investigações para identificar o restante do grupo criminoso que assaltou a agência do Banco da Amazônia (Basa), em Rurópolis, oeste paraense. Durante as buscas, na segunda-feira, 18, quatro homens que integravam a associação criminosa, trocaram tiros por duas vezes com policiais nas matas da zona rural do município, e morreram durante o confronto.

Com os criminosos, quatro armas de fogo, sendo um revólver, duas pistolas e um fuzil, foram apreendidas.
Arma apreendida em poder dos assaltantes

Armas apreendidas em poder dos assaltantes

O armamento foi encaminhado para o Centro de Perícias Científicas Renato Chaves (CPC) em Itaituba para passar por perícia. Os corpos dos criminosos também foram levados para Itaituba e ficaram de ser liberados.

Ainda, durante as buscas aos assaltantes, os policiais já conseguiram recuperar mais de R$ 14 mil do dinheiro roubado do banco.

As suspeitas são de que, pelo menos, quatro integrantes do grupo armado estejam escondidos na mata.

De acordo com o delegado Ariosnaldo Vital Filho, titular da Delegacia de Rurópolis, as buscas aos demais membros do bando continuam por toda esta quarta-feira, 20.

O trabalho conta com policiais civis de Rurópolis, da Superintendência da Região do Tapajós, da Delegacia de Repressão a Roubos a Bancos (DRRB), e policiais militares do Comando de Operações Especiais (COE), do Grupamento Tático Operacional (GTO) de Itaituba, e do município.

As incursões realizadas na mata foram coordenadas pelos delegados Vicente Gomes, titular da Superintendência, e Tiago Barreto, da Divisão de Repressão ao Crime Organizado (DRCO). As ações policiais também contam com apoio de policiais civis do Núcleo de Apoio à Investigação de Santarém no levantamento de informações. Segundo o delegado Vicente Gomes, as buscas contam com apoio de um helicóptero do Grupamento Aéreo de Segurança Pública.

Fonte: RG 15/O Impacto

Publicado por Jornal Folha do Progresso, Fone para contato 93 981151332 (Tim) WhatsApp:-93- 984046835 (Claro)  (093) 35281839  E-mail:folhadoprogresso@folhadoprogresso.com.br




Renan quer que Lewandowski assuma condução do impeachment.

Pela lei, Lewandowski deveria assumir a sessão do Senado que vai votar, em plenário em última instância

O presidente do Senado e do Congresso Nacional, Renan Calheiros (PMDB-AL), disse que vai convidar o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Ricardo Lewandowski, a participar do rito do processo de impeachment de Dilma Rousseff antes do momento previsto na Constituição Federal, inclusive para conduzir as sessões de votação sobre o tema.

Pela lei, Lewandowski deveria assumir a sessão do Senado que vai votar, em plenário em última instância, sobre o impeachment da presidenta Dilma Rousseff – prevista para ocorrer somente em setembro, se o processo tiver prosseguimento na comissão especial e no plenário do Senado. No entanto, Renan Calheiros anunciou hoje (19) que deseja que Lewandowski participe logo, após a fase de análise da admissibilidade, para evitar “questionamentos jurídicos”, conduzindo as sessões e tomando decisões.

“A partir da admissibilidade, se for o caso, vou transferir a presidência do Senado Federal ao presidente do Supremo Tribunal Federal”, disse Renan aos senadores. “Até a sessão que vai votar a admissibilidade ou a inadmissibilidade, as questões serão resolvidas pelo presidente do Senado. A partir disso, com a chegada do presidente do STF para presidir a sessão doimpeachment, todas as questões de ordem, que são muitas, serão decididas pelo presidente do STF”, completou.

Renan lembrou que, durante a tramitação do processo na Câmara dos Deputados, vários partidos políticos e parlamentares acionaram a Justiça para questionar o rito e as decisões do presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), em relação ao impeachment. O convite a Lewandowski, de acordo com ele, visa a evitar que o mesmo ocorra no Senado.

“Estamos convidando a participação do presidente do Supremo Tribunal Federal, sob pena de reproduzirmos o que aconteceu na Câmara dos Deputados, que começaram a judicializar de tal forma que a tramitação desse processo na própria Câmara é a mais longa que se tem notícia na história do Brasil. Tivemos o processo alongado por decisões judiciais em função da judicialização do processo”, afirmou.

Renan informou ainda que o plenário do Senado fará três votações importantes em relação ao processo de impeachment. A primeira delas será a de admissibilidade (se aceita o processo), com parecer da comissão especial criada para analisar o processo, previsto para ser entregue em até dez dias úteis. Se a maioria simples dos senadores ou seja 41, votarem a favor da aceitação do processo, a presidenta Dilma será afastada do cargo por até 180 dias.

Em seguida, o processo retorna para a comissão especial, que deverá produzir um relatório de mérito. Esse parecer será votado após toda a instrução do processo, quando serão ouvidas testemunhas, defesa e acusação, além de observada a coleta de provas. É nesta fase que Renan quer que Lewandowski já assuma a condução dos trabalhos.

Por fim, o plenário do Senado fará o julgamento final do mérito do impeachment, condenando ou absolvendo a presidenta da República por crime de responsabilidade.
Por: Agência Brasil
Publicado por Jornal Folha do Progresso, Fone para contato 93 981151332 (Tim) WhatsApp:-93- 984046835 (Claro)  (093) 35281839  E-mail:folhadoprogresso@folhadoprogresso.com.br




Assembleia-Geral da ONU- Dilma decide ir a NY para assinar acordo do clima e reforçar versão sobre impeachment

A presidente Dilma Rousseff mudou de ideia e retomou a viagem para Nova York, cancelada no início desta semana, e embarca na quinta-feira para a assinatura do acordo de Paris sobre mudanças climáticas, mas principalmente para reforçar a estratégia do governo de dar sua versão sobre o impeachment no exterior, disseram à Reuters duas fontes do governo.

Dilma participará na sexta-feira da assinatura do acordo sobre o clima e no mesmo dia vai conceder entrevistas para a mídia internacional, voltando no sábado para Brasília. Nesse período, assume o governo o vice-presidente Michel Temer, justamente o que a presidente tentava evitar. A avaliação do Planalto, no entanto, foi de que os ganhos da viagem serão maiores do que os riscos.

Inicialmente, Dilma iria para Nova York na segunda-feira para participar de uma sessão especial da Assembleia-Geral da ONU sobre drogas e ficaria para a assinatura do acordo do clima. A primeira parte da viagem já havia sido cancelada na semana passada. No final de semana foi cancelado o chamado escalão avançado, que prepara a chegada da presidente em viagens internacionais.

O Palácio do Planalto concluiu, no entanto, que o governo está ganhando a guerra de versões sobre o impeachment com a mídia estrangeira, que tem classificado o processo como irregular, ou até mesmo uma espécie de golpe constitucional, como tem insistido a presidente.

Dilma havia condicionado sua ida a Nova York ao resultado da votação do domingo do impeachment na Câmara dos Deputados. Com a derrota, havia decidido não ir, segundo uma fonte. A viagem, no entanto, voltou a ser discutida dentro da estratégia de ganhar a guerra de versões.

Na terça-feira, o senador tucano Aloysio Nunes Ferreira (PSDB-SP), presidente da Comissão de Relações Exteriores do Senado, esteve em Washington em conversas para convencer o governo norte-americano de que o processo brasileiro é legal.
Por Reuters/Lisandra Paraguassu
Publicado por Jornal Folha do Progresso, Fone para contato 93 981151332 (Tim) WhatsApp:-93- 984046835 (Claro)  (093) 35281839  E-mail:folhadoprogresso@folhadoprogresso.com.br




Retirada do navio Haidar custará cerca de R$ 50 milhões.

Foto: Tarso Sarraf / O Liberal (arquivo)-A Companhia Docas do Pará (CDP) afirma que precisa de 15,7 milhões de dólares, aproximadamente R$ 50 milhões, para realizar a operação de retirada do navio Haidar do fundo do rio Pará, em Barcarena. Transportando cinco mil bois, que iriam para a Venezuela, a embarcação naufragou, há seis meses, no porto de Vila do Conde, administrado pela CDP, causando um grande desastre ambiental naquele município e, também, em Abaetetuba. E ontem, o procurador Daniel Azeredo, do Ministério Público Federal, requereu à Justiça Federal que as empresas Tamara Shiping, dona do navio, e Minerva, proprietária da carga, arquem, cada uma, com 50% do valor.

O requerimento do MPF foi apresentado durante audiência, à tarde, na Justiça Federal e conduzida pelo juiz Arthur Pinheiro Chaves, da 9ª Vara Federal. “Houve a constatação (na audiência) de que temos uma decisão judicial que não foi cumprida da forma adequada. Apenas a CDP adotou algumas medidas para regularizar a situação no local. Mas ainda medidas bem insuficientes para o que é necessário. E a gente precisa agora de um encaminhamento mais efetivo. E foi esse o pedido que o Ministério Público fez na Justiça (ontem), de que haja o bloqueio do valor necessário para que essa situação seja definitivamente encerrada na região”, disse o procurador Daniel Azeredo.
Sobre o que deveria ter sido cumprido, por determinação judicial, estão a retirada da embarcação e das carcaças que permanecem dentro do navio. “Tudo isso já deveria ter sido realizado. Temos aí mais de seis meses e isso ainda não foi feito”, afirmou o procurador. Ele disse ainda que, na audiência de ontem, que começou pouco depois das 15 horas e durou quase duas horas, a CDP foi a única, das empresas que respondem ao processo, que apresentou algumas medidas, “mas ainda assim insuficientes”.

Ao elaborar o requerimento, o procurador do MPF considerou a informação, dada pela CDP, de que a companhia não possui mais recursos para finalizar os trabalhos necessários para a retirada do navio. Ele explicou que a responsabilidade civil ambiental é solidária, devendo o dano ser reparado o mais rápido possível por quem possui capacidade financeira para tal, “ficando as questões relativas à delimitação da responsabilidade de cada um para momento posterior, inclusive com a utilização de ações de regresso”.

Também levou em conta que, nos autos, a CDP apresentou um plano de ação em que afirma necessitar de 15,7 milhões dólares para concluir os trabalhos de retirada da embarcação. O procurador também solicitou que sejam intimadas as empresas Tamara e Minerva que, “em análise preliminar dos elementos colhidos nos autos e durante a audiência de hoje (ontem), são as que possuem capacidade econômica e financeira para arcar com as medidas urgentes de retirada do navio e das carcaças”. A Tamara e a Minerva devem, cada uma, arcar com 50% daquele valor, que deve ser depositado, em dez dias úteis, em conta a ser administrada pela Companhia Docas do Pará. O requerimento do MPF será, agora, analisado pelo juiz federal Arthur Pinheiro Chaves.

Publicado por Jornal Folha do Progresso, Fone para contato 93 981151332 (Tim) WhatsApp:-93- 984046835 (Claro)  (093) 35281839  E-mail:folhadoprogresso@folhadoprogresso.com.br